Deus supre todas as necessidades
“ O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as
suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus” (Fp 4.19)
*
Por
um lado temos o apóstolo Paulo prometendo aos filipenses que Deus supriria
todas as necessidades deles; por outro, temos o próprio Paulo admitindo que
aprendera a “passar necessidade” (v. 12). E ele realmente passou por
necessidade de dormir, de comer, de abrigo (2Co 11.27) e escrevera a carta aos
filipenses de dentro de uma prisão. Como podia um homem que tinha passado por
tantas necessidades prometer aos filipenses que Deus supriria todas as
necessidades deles? Será que ele não tinha fé suficiente ou não confiou em
Deus.
Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste
sabe que necessitais de todas elas ( Mt 6.32).
I. Deus supriu todas as necessidades de Israel
a) Ele supriu todas as necessidades do seu povo durante os 40 anos no deserto.
-Deus enviava o maná a cada manhã (Êx 16.4, 31 - 35)
-Deus fazia a água jorrar da rocha todos os dias (Êx 17.6; I Co 10. 4)
b) Deus supre todas as nossas necessidades físicas, psicológicas, emocionais e
espirituais.
c) Você pode possuir tudo a nível de riquezas, porém, nunca se sentirá pleno
até que conheça
a Deus e seja cheio de Sua presença.
II .DEUS TRABALHA PARA AQUELES QUE n’Ele esperam
(Is 64.4).
a) Se o obedecermos e praticarmos todos os Seus princípios e mandamentos Ele
nos abençoará em tudo o que fizermos.
Deus só ordena a bênção se você for obediente à aliança que Ele estabeleceu (Dt
28.1-14).
A obediência à ordem divina passa a ser a justiça daquele que obedece (Dt
6.25).
b) Deus supriu as necessidades da viúva do profeta (2 Re 4.1-8).
c) Deus trabalha para nós mesmo quando estamos dormindo (Sl 127.2).
d) Deus cuida de todas as coisas para o seu povo quando o obedecemos em tudo, a
bênção é condicional à obediência
e) Jesus nos diz que não devemos ficar ansiosos, pois Deus cuida de nós em cada
detalhe até mesmo nas mínimas coisas (Mt 6.25-33).
f) Deus é por mim. Deus está comigo. Deus está em mim. (Sl 56:9; Rm 8:31; Js
1:7-9; Mt 28.20; Jo 14.23).
III. OS TERMOS DA PROMESSA
A. "MEU DEUS".
Paulo fala a partir de sua experiência pessoal, de quem teve suas necessidades
supridas por este Deus. Paulo não está só: a expressão aparece 136 vezes na
Bíblia. No caso específico dos filipenses, eles agiram por causa da graça que
os alcançara. Eles agindo era Deus agindo.
É assim que devemos pensar em Deus: meu Deus, meu Senhor, meu Pai. Um Deus
pessoal quer dizer um Deus que se relaciona. Podemos falar com Ele. Podemos
ouvi-lO falar conosco. Podemos crer num Deus inefável, ou num Deus afável.
Podemos crer num Deus distante, ou num Deus próximo.
O Deus inefável e distante não pode fazer nada por nós. O Deus afável e próximo
é o Deus que, de fato, existe como revelado por Jesus Cristo. Há um único Deus,
mas Ele se relaciona conosco individualmente, o que quer dizer que se revela a
nós como nós somos, no lugar onde estamos no modo como nos sentimos. Só
precisamos estar atentos.
B. "SUPRIRÁ".
Deus é ativo. Onde há uma necessidade, Ele entra em ação. Ele tira dos seus
depósitos os dons que reparte. E seus depósitos são inesgotáveis.
É com o verbo "suprir" que Ele sustenta o universo. É com este verbo
que Ele supre a cada um de nós. Suprir é encher de novo; é acrescentar o que
falta. Deus faz mesmo isto conosco.
Quando o povo de Israel peregrinava pelo deserto, para suprir suas necessidades
de água, Deus fez com que ela brotasse e jorrasse em torrentes de uma rocha.
Mesmo assim, pouco depois o povo perguntou: nosso Deus "conseguirá também
dar-nos de comer? Poderá suprir de carne o seu povo?” (Sl 78.20). Que não
tenhamos a mesma atitude dos hebreus antigos. Precisamos saber que "Aquele
que supre a semente ao que semeia e o pão ao que come também lhes suprirá e
multiplicará a semente e fará crescer os frutos da sua justiça" (2 Co
9.10).
C. "NECESSIDADES".
Deus nos supre as necessidades que Ele considera como sendo necessidades. Nós
confundimos desejos com necessidades; Ele, não. Deus, então, supre as
necessidades que passam pelo seu crivo. Ele sabe do que precisamos; do que não
podemos viver sem e nos supre.
Segundo aprendemos na Bíblia, "os leões podem passar necessidade e fome,
mas os que buscam o Senhor de nada têm falta" (Sl 34.10). Por isto,
"aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de
recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da
necessidade" (Hb 4.16).
D. "DE ACORDO".
Ele nos supre "de acordo" com suas riquezas em glória. Ele não nos dá
de acordo com o que pedimos, mas DE ACORDO COM as suas riquezas, que vão além
do material e do físico, para que olhemos para suas bênçãos espirituais. Por
isto, "bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos
abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo"
(Ef 1.3).
E. GLORIOSAS RIQUEZAS.
Há quatro tipos de riquezas divinas.
a. Há a riqueza da sabedoria de Deus. O apóstolo Paulo canta-a assim: " O
profundidade da riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão
insondáveis são os seus juízos e inescrutáveis os seus caminhos!" (Rm
11.33). Esta é, como percebeu o profeta Isaías, "uma grande riqueza de
salvação, sabedoria e conhecimento; o temor do Senhor é a chave desse
tesouro" (Is 33.6). Ah se nos lembrássemos sempre que Deus é sábio!
b. Há a riqueza da bondade divina disponível para todos os seres humanos. Ele
faz que o sol e a chuva venham sobre todos, indistintamente. A natureza é
expressão da bondade de Deus para todos. Diante da imensidão do mar, quem
passeia por uma praia não tem como não pensar neste cuidado de Deus: Ele não só
construiu o mundo, mas o construiu de modo que possamos desfrutar dele.
c. Há a riqueza da graça de Deus, manifesta em Jesus Cristo (Efésios 2.7) e
disponível para todos aqueles que se reconhecem pecadores e confessam os seus
pecados. A graça se expressa em perdão e purificação. A história de Jesus é a
historia de Deus se entregando a si mesmo. Sua riqueza é Ele mesmo e Ele se dá
a si mesmo. Jesus é Deus conosco sempre. Jesus é Deus preparando uma casa
definitiva para nós no céu.
d. Há a riqueza da glória de Deus em Cristo Jesus. Esta riqueza está disponível
para todos aqueles que conhecem pessoalmente a Deus. Em outras palavras, a
glória e a plenitude da Sua divindade estão disponíveis para todo aquele que
crê em Jesus Cristo como Salvador e Senhor. Quem assim crê tem Cristo e quem
tem Cristo tem tudo.
Quando oramos por algo a Deus, Ele nos dá mais do que pedimos. As riquezas de
sua glória estão além de sua nossa compreensão. Jamais conseguiremos pedir algo
que Ele não tenha para nos dar. Ele "é capaz de fazer infinitamente mais
do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em
nós" (Efésios 3.20).
Afinal, tudo pertence a Ele. A glória que lhe damos, com os lábios e com a
vida, é a glória que Ele já tem. Quando vamos a Deus em busca da satisfação de
uma necessidade genuína, Ele inevitavelmente faz mais do que pedimos, pois Ele,
diferentemente de nós, não tem limites.
IV. ATITUDES DIANTE DE UM DEUS QUE SUPRE
Que fazer diante desta promessa?
A. Receba as bênçãos como bênçãos de Deus, não como fruto do acaso, nem como
fruto do seu esforço pessoal. Bênção é bênção. Vem da graça. Lembre-se: Deus
supre as necessidades dos que crêem nEle.
B. Peça a Deus que abençoe você. A recomendação paulina neste mesmo capítulo é
clara: Não ande ansioso por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas,
e com ação de graças, apresente seus pedidos a Deus (Fp 4.6). Lembre-se: Deus
supre as necessidades dos que vão a Ele confiantemente.
C. Abençoe os outros. Doem aos outros, como sacrifícios (ofertas) apresentados
a Deus como cheiro suave. Faca isto com prazer, não por necessidade, não como
se fosse uma troca. Recebeu de graça? Dê de graça. Lembre-se: Deus supre as
necessidades dos que suprem os outros.
D. Fortaleça-se no poder de Deus.
Em Deus, você pode todas as coisas, todas as coisas que exaltarão a glória de
Deus. Desenvolva a sua confiança. Deixe que Deus, "com as suas gloriosas
riquezas", fortaleça você "no íntimo do seu ser com poder, por meio
do seu Espírito" (Efésios 3.16). Lembre-se: Deus supre as necessidades dos
que se acham fracos diante dEle.
V. Exemplos bíblicos de como Deus supre as necessidades
A. Deus "Fendeu rochas no deserto, e deu-lhes de beber abundantemente como
de grandes abismos. Da penha fez sair fontes, e fez correr águas como
rios" (Sl. 78.15-16).
B. Deus proveu por certo tempo tanto o pão como a carne ao profeta Elias
enviando-lhos através dos corvos conforme está escrito: "Veio a ele a
palavra do Senhor, dizendo: Retira-te daqui, e vai para o oriente, e esconde-te
junto ao ribeiro de Querite, que está diante do Jordão.
E há de ser que beberás do ribeiro; e eu tenho ordenado aos corvos que ali te
sustentem. Foi, pois, e fez conforme a palavra do Senhor; porque foi, e habitou
junto ao ribeiro de Querite, que está diante do Jordão. E os corvos lhe traziam
pão e carne pela manhã; como também pão e carne à noite; e bebia do
ribeiro" (1 Re 17:2-6).
Quando depois o ribeiro secou por não chover, Elias foi enviado por Deus a uma
pobre viúva de Sarepta que tinha somente um punhado de farinha numa panela e um
pouco de azeite numa botija, mas que Deus fez que não acabasse enquanto não
enviou a chuva sobre a terra: "Então veio a ele a palavra do Senhor, dizendo:
Levanta-te, e vai para Sarepta, que é de Sidom, e habita ali; eis que eu
ordenei ali a uma mulher viúva que te sustente.
Então ele se levantou, e foi a Sarepta; e, chegando à porta da cidade, eis que
estava ali uma mulher viúva apanhando lenha; e ele a chamou, e lhe disse:
Traz-me, peço-te, num vaso um pouco de água que beba. E, indo ela a trazê-la,
ele a chamou e lhe disse: Traz-me agora também um bocado de pão na tua mão.
Porém ela disse: Vive o Senhor teu Deus, que nem um bolo tem, senão somente um
punhado de farinha numa panela, e um pouco de azeite numa botija; e vês aqui
apanhei dois cavacos, e vou prepará-lo para mim e para o meu filho, para que o
comamos, e morramos.
E Elias lhe disse: Não temas; vai, faz conforme à tua palavra; porém faz dele
primeiro para mim um bolo pequeno, e traz-mo aqui; depois farás para ti e para
teu filho. Porque assim diz o Senhor Deus de Israel: A farinha da panela não se
acabará, e o azeite da botija não faltará até ao dia em que o Senhor dê chuva
sobre a terra.
E ela foi e fez conforme a palavra de Elias; e assim comeu ela, e ele, e a sua
casa muitos dias. Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não
faltou; conforme a palavra do Senhor, que ele falara pela boca de Elias"
(1 Re 17:8-16).
C. Deus operou um milagre a favor da viúva de um discípulo dos profetas que
corria o risco de ficar sem os seus filhos por causa de uma dívida,
multiplicando o pouco de azeite que tinha em casa.
Eis o relato: "E uma mulher, das mulheres dos discípulos dos profetas,
clamou a Eliseu, dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu
servo temia ao Senhor; e veio o seu credor, para levar os meus dois filhos para
serem escravos.
E Eliseu lhe disse: Que te hei de fazer? Diz-me que é o que tens em casa. E ela
disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite. Então disse
ele: Vai, peça emprestadas, de todos os teus vizinhos, vasilhas vazias, não
poucas.
Então entra, e fecha a porta sobre ti, e sobre teus filhos, e deita o azeite em
todas aquelas vasilhas, e põe à parte a que estiver cheia. Partiu, pois, dele,
e fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; e eles lhe traziam as vasilhas,
e ela as enchia.
E sucedeu que, cheias que foram as vasilhas, disse a seu filho: Traz-me ainda
uma vasilha. Porém ele lhe disse: Não há mais vasilha alguma. Então o azeite
parou. Então veio ela, e o fez saber ao homem de Deus; e disse ele: Vai, vende
o azeite, e paga a tua dívida; e tu e teus filhos vivei do resto" (2 Re
4:1-7).
D. Deus deu um filho a Ana que era estéril em resposta à sua oração:
"Houve um homem de Ramataim-Zofim, da região montanhosa de Efraim, cujo
nome era Elcana, filho de Jeroão, filho de Eliú, filho de Toú, filho de Zufe,
efraimita. Tinha ele duas mulheres: uma se chamava Ana, e a outra Penina.
Penina tinha filhos, porém Ana não os tinha. De ano em ano este homem subia da
sua cidade para adorar e sacrificar ao Senhor dos exércitos em Siló. Assistiam
ali os sacerdotes do Senhor, Hofni e Finéias, os dois filhos de Eli. No dia em
que Elcana sacrificava, costumava dar quinhões a Penina, sua mulher, e a todos
os seus filhos e filhas; porém a Ana, embora a amasse, dava um só quinhão,
porquanto o Senhor lhe havia cerrado a madre.
Ora, a sua rival muito a provocava para irritá-la, porque o Senhor lhe havia
cerrado a madre. E assim sucedia de ano em ano que, ao subirem à casa do
Senhor, Penina provocava a Ana; pelo que esta chorava e não comia. Então
Elcana, seu marido, lhe perguntou: Ana, por que choras? E porque não comes? e
por que está triste o teu coração? Não te sou eu melhor de que dez filhos?
Então Ana se levantou, depois que comeram e beberam em Siló; e Eli, sacerdote,
estava sentado, numa cadeira, junto a um pilar do templo do Senhor.
Ela, pois, com amargura de alma, orou ao Senhor, e chorou muito, e fez um voto,
dizendo: ó Senhor dos exércitos! Se deveras atentares para a aflição da tua
serva, e de mim te lembrares, e da tua serva não te esqueceres, mas lhe deres
um filho varão, ao Senhor o darei por todos os dias da sua vida, e pela sua
cabeça não passará navalha.
Continuando ela a orar perante e Senhor, Eli observou a sua boca; porquanto Ana
falava no seu coração; só se moviam os seus lábios, e não se ouvia a sua voz;
pelo que Eli a teve por embriagada, e lhe disse: Até quando estarás tu
embriagada? Aparta de ti o teu vinho. Mas Ana respondeu: Não, senhor meu, eu
sou uma mulher atribulada de espírito; não bebi vinho nem bebida forte, porém
derramei a minha alma perante o Senhor. Não tenhas, pois, a tua serva por filha
de Belial; porque da multidão dos meus cuidados e do meu desgosto tenho falado
até agora.
Então lhe respondeu Eli: Vai-te em paz; e o Deus de Israel te conceda a petição
que lhe fizeste. Ao que disse ela: Ache a tua serva graça aos teus olhos. Assim
a mulher se foi o seu caminho, e comeu, e já não era triste o seu semblante.
Depois, levantando-se de madrugada, adoraram perante o Senhor e, voltando,
foram a sua casa em Ramá. Elcana conheceu a Ana, sua mulher, e o Senhor se
lembrou dela. De modo que Ana concebeu e, no tempo devido, teve um filho, ao
qual chamou Samuel; porque, dizia ela, o tenho pedido ao Senhor. Subiu, pois
aquele homem, Elcana, com toda a sua casa, para oferecer ao Senhor o sacrifício
anual e cumprir o seu voto. Ana, porém, não subiu, pois disse a seu marido:
Quando o menino for desmamado, então e levarei, para que apareça perante o
Senhor, e lá fique para sempre. E Elcana, seu marido, lhe disse: faze o que bem
te parecer; fica até que o desmames; tão-somente confirme o Senhor a sua
palavra.
Assim ficou a mulher em casa, e amamentou seu filho, até que o desmamou. Depois
de o ter desmamado, ela o tomou consigo, com um touro de três anos, uma efa de
farinha e um odre de vinho, e o levou à casa do Senhor, em Siló; e era o menino
ainda muito criança. Então degolaram o touro, e trouxeram o menino a Eli; e
disse ela: Ah, meu senhor! Tão certamente como vive a tua alma, meu senhor, eu
sou aquela mulher que aqui esteve contigo, orando ao Senhor.
Por este menino orava eu, e o Senhor atendeu a petição que eu lhe fiz. Por isso
eu também o entreguei ao Senhor; por todos os dias que viver ao Senhor está
entregue. “E adoraram ali ao Senhor” (1 Sm. cap. 1).
E. Deus mandou a chuva em Israel, após três anos e seis meses de seca, em
resposta à oração de Elias: "Orou outra vez, e o céu deu a chuva, e a
terra produziu o seu fruto" (Tg 5.18).
VI. DEUS REVERTE EM NOSSO BENEFÍCIO TUDO QUANTO
APLICAMOS EM SEU REINO
A . Notamos que a mulher estava vivendo em profunda miséria. Não haveria
solução para o seu caso, Vs. 12, "Ela, porém, respondeu: Vive o Senhor teu
Deus, que não tenho nem um bolo, senão somente um punhado de farinha na
vasilha, e um pouco de azeite na botija; e eis que estou apanhando uns dois
gravetos, para ir prepará-lo para mim e para meu filho, a fim de que o comamos,
e morramos".
B . O profeta ofereceu receita para que ela saísse de sua miséria, para viver
uma vida abundante. Deveria sacrificar a Deus o pouco que tinha e então receber
o muito de Deus, Vs. 13-14,
"13 Ao que lhe disse Elias: Não temas; vai, faze como disseste; porém,
faze disso primeiro para mim um bolo pequeno, e trazes-mo aqui; depois o farás
para ti e para teu filho.
13 Ao que lhe disse Elias: Não temas; vai, faze como disseste; porém, faze
disso primeiro para mim um bolo pequeno, e trazes-mo aqui; depois o farás para
ti e para teu filho.
14 Pois assim diz o Senhor Deus de Israel: A farinha da vasilha não se acabará,
e o azeite da botija não faltará, até o dia em que o Senhor dê chuva sobre a
terra.14 Pois assim diz o Senhor Deus de Israel: A farinha da vasilha não se
acabará, e o azeite da botija não faltará, até o dia em que o Senhor dê chuva
sobre a terra".
C. Este é o princípio que determina a nossa fartura como filhos de Deus "é
dando que se recebe":
a) No V.T.:
• Ml 3.10-12, "10 Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja
mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos
exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós tal
bênção, que dela vos advenha a maior abastança. 11 Também por amor de vós
reprovarei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; nem a
vossa vide no campo lançará o seu fruto antes do tempo, diz o Senhor dos
exércitos.12 E todas as nações vos chamarão bem-aventurados; porque vós sereis
uma terra deleitosa, diz o Senhor dos Exércitos".
• Pv 3.9-10, "9 Honra ao Senhor com os teus bens, e com as primícias de
toda a tua renda; 10 assim se encherão de fartura os teus celeiros, e
trasbordarão de mosto os teus lagares".
• Pv 22.9, "Quem vê com olhos bondosos será abençoado; porque dá do seu
pão ao pobre".
• Is 58.10, "e se abrires a tua alma ao faminto, e fartares o aflito;
então a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio
dia".
b. No N.T.:
• Lc 6.38, "Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e
transbordando vos deitarão no regaço; porque com a mesma medida com que medis,
vos medirão a vós".
• 2 Co 9.6, "Mas digo isto: Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará;
e aquele que semeia em abundância, em abundância também ceifará".
• At 20.35, "Em tudo vos dei o exemplo de que assim trabalhando, é
necessário socorrer os enfermos, recordando as palavras do Senhor Jesus,
porquanto ele mesmo disse: Coisa mais bem-aventurada é dar do que
receber".
4. Por outro lado, vejamos o que acontece com aquele que retém sua
contribuição:
a) Pv 11.24, "Um dá liberalmente, e se torna mais rico; outro retém mais
do que é justo, e se empobrece".
b) Pv 21.13, "Quem tapa o seu ouvido ao clamor do pobre, também clamará e
não será ouvido".
c) Pv 28.27, "O que dá ao pobre não terá falta; mas o que esconde os seus
olhos terá muitas maldições".
5. O princípio de ter está intimamente relacionado ao princípio de dar.
Quando buscamos satisfazer nossas necessidades através de nossos relacionamentos
humanos, encontramos muita decepção. Devemos em primeiro lugar satisfazer
nossas necessidades em Deus. Quando assim fazemos, mesmo que encontremos
tristeza no trato com as pessoas, ficaremos tranqüilos por saber que nada nos
faltará. Afinal de Contas o Senhor é o nosso pastor.
Que Deus nos ajude a crer piamente nas promessas dEle pois só assim poderemos
alcançar as suas bênçãos em nome de Jesus, amém!