sexta-feira, 13 de novembro de 2015

O SAL DA TERRA

Evangelhos .
A palavra evangelho significa  boas-novas . Os evangelhos são assim chamados, pois registram as boas-novas,  um caminho para salvação que foi aberto a toda humanidade pela morte e ressureição de Jesus Cristo (Mc 1;1;1 Co 15;3,4).
O evangelho de Mateus é universal tem por intuito satisfazer  as necessidades de conhecimento  de todos os homens judeus e gentios conduzindo-os  a Jesus. O messias, o salvador do mundo, parte de seu conteúdo atrai aos judeus, tal como é o caso desta genealogia  que tenciona provar a legitima reivindicação  de Jesus ao trono de Davi.(Mt.20;30) Outra parte de seu conteúdo é atrativo aos gentios sobretudo quando revela  de forma clara,  que Jesus não limitou sua missão entre os judeus, estendeu aos gentios (At.11;18).Também  mostra que o evangelho deve ser pregado a todos e em todos os lugares do mundo. (Mt.11;27. Mc. 16;15 ).
Seu ministério dificilmente seria considerado um movimento reformador, porem indicava a formação de um grupo distinto dentro do judaísmo, Jesus intitulou seu grupo como sua igreja, redirecionando ensinando  de uma forma simples e objetiva a importância das leis e como deveriam ser interpretadas após o grande sacrifício,  único e necessário  para redenção dos pecados e salvação do homem.
 ‘’ Vós sois o sal da terra ...’’. (Mt.5;13)
Os discípulos  e o mundo.                                                                                              
Os verdadeiros discípulos do reino, o novo Israel ( a Igreja ) são agora o sal da terra. O sal era geralmente valorizado na Palestina, nos tempos de Jesus muito utilizado na conservação de alimentos, vários  símbolos eram vinculados ao termo. Que os cristãos eram indivíduos de grande valor e a ideia de que são preservadores da ordem na sociedade, bem como sua própria existência deve ser incluída. Os ensinamentos de Jesus entendem que os que nele confiam devem possuir e seguir a realidade do que eles professam; isso é demostrado na vida diária, refletindo  o valor de Jesus Cristo ao mundo.
Um incentivo para os discípulos diante de todo sofrimento, mostrava que eles mesmos sendo tratados com desprezo por alguns eram mais importantes que os profetas, pois os profetas eram o sal de Canaã, e eles o sal de todo o mundo.
Por natureza, o sal é um elemento que mata e elimina os germes. Assim sendo, o povo do reino dos céus agiria como tal elemento, em uma geração corrompida. (I Co. 9.25). E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível. E nós porém, uma incorruptível.
Baseado em um ditado Romano, da época de Jesus os comparou com sal que tem duas finalidades.
Manter a palavra viva e a conservar.
Condimentar, dar sabor agradável a quem as escuta.
Jesus os encorajava sem considerar seu numero reduzido, e mostrando a importância da missão, pois iriam lutar contra vários e bem armados tal como o sal de modo eficaz propagaria seu sabor por grandes distâncias agindo sem limites de forma valida e necessária.
Comparando o evangelho  da salvação com o sal , Jesus mostra que o sal é forte e penetrante, dá sabor e conserva do apodrecimento (Mc. 9;50).    Bom é o sal; mas se o sal se tornar insosso com que o adubares! Tende sal em vós mesmos, e paz uns com os outros.
Ressaltando  que mesmo quando um fiel venha a se misturar com pessoas ou coisas contaminadas do mundo, ainda assim conservaria sua essência inicial.
‘’ ... e se o sal for insipido, com que se há de salgar. Para nada mais presta se não para laçar fora, e ser pisado pelos homens’’.(Mt.5;13)
INSIPIDO. Sem sabor, insosso, sem graça.   
O cloreto de sódio, (sal) em estado puro não deteriora; porem se for misturado com outros elementos, pode perder seu caráter distintivo e torna-se inútil para qualquer coisa.
Quando um discípulo se torna insipido automaticamente perde o sabor e a graça sem valor ou forças para pregar o evangelho , a palavra nos diz pela graça sois salvos. (Ef..2;8) Quando perde-se a graça para nada mais serve só para ser lançado fora e ser pisado pelos homens. (Ez. 43;24 ) E os oferecerás perante a face do Senhor; e os sacerdotes deitarão sal sobre eles, e os oferecerão em holocausto ao Senhor.  Nos dizem que o sal era colocado sobre a carne dos animais no holocausto porem quando perdia seu teor suas propriedades era lançado fora nos  degraus ou ao redor do templo em lugares escorregadios para ser pisado por todos que ali passar.
Sumario
Evangelho de Mateus
Data. entre as décadas de 50 e 60 d.c.
Autoria. Mateus, um judeu sobrenome Levi, trabalhava como cobrador de impostos, dominador estrangeiro como todo publicano era odiado por seus compatriotas
Conteúdo.
Sermão do monte, bem-aventuranças, oração do pai-nosso, sermão profético que trata de acontecimentos futuros.
Texto. (Mt.5;13)
Transmitido diretamente aos discípulos que saiam em missão de evangelismo.
Método. Analítico
Regra de decodificação. Interpretação no sentido e no tempo do autor.
Fontes de pesquisas. Bíblia de estudo anotada expandida.(Ryrie,1994) 2ª ed .São Paulo; Mundo cristão , 2006.
Livro novo testamento vol. 1 (Champlin ,...)

Anotações ,apostilas, google  e cursos anteriores.

TRABALHO DE PSICOLOGIA-CETEBAN


 

CENTRO DE ESTUDO TEOLÓGICO BATISTA NACIONAL

O Órgão Teológico da CBN-BA em Salvador.
Intellectus  et  Spiritualitas

Registro N0 17.140            CNPJ. N0 04.906.986-0001-14

DIRETOR : PR. WILTON LIMA

CBN-BA


 

 



                                        

                                      INTRODUÇÃO A PSICOLOGIA





                                     Professor : Ezequias Conrado



                                 ALUNO: José Robério Oliveira Da silva







                                                                                               Salvador –Ba
                                                                                             2015


                                               QUESTÕES:
1-Fale sobre a história da psicologia moderna, abordando os seus principais ícones.
       "A psicologia possui um longo passado, mas uma história curta". Com essa frase descreveu Hermann Ebbinghaus, um dos primeiros psicólogos experimentais, a situação da psicologia - tanto em 1908, quando ele a escreveu, como hoje: desde a Antiguidade pensadores, filósofos e teólogos de várias regiões e culturas dedicaram-se a questões relativas à natureza humana - a percepção, a consciência, a loucura. Apesar de teorias "psicológicas" fazerem parte de muitas tradições orientais, a psicologia enquanto ciência tem suas primeiras raízes nos filósofos gregos, mas só se separou da filosofia no final do século XIX.
      O primeiro laboratório psicológico foi fundado pelo fisiólogo alemão Wilhelm Wundt em 1879 tendo publicado seu livro "Principles of Physiological Psychology" em Leipzig, na Alemanha. Seu interesse se havia transferido do funcionamento do corpo humano para os processos mais elementares de percepção e a velocidade dos processos mentais mais simples. O seu laboratório formou a primeira geração de psicólogos. Alunos de Wundt propagaram a nova ciência e fundaram vários laboratórios similares pela Europa e os Estados Unidos.
        Edward Titchener foi um importante divulgador do trabalho de Wundt nos Estados Unidos. Mas uma outra perspectiva se delineava: o médico e filósofo americano William James propôs em seu livro "The Principles of Psychology (1890)" - para muitos a obra mais significativa da literatura psicológica - uma nova abordagem mais centrada na função da mente humana do que na sua estrutura. Nessa época era a psicologia já uma ciência estabelecida e até 1900 já contava com mais de 40 laboratórios na América do Norte.
      Primeiras abordagens da psicologia: Essas abordagens são: o Funcionalismo,o Estruturalismo e o Associacionismo.                                                                                               

                                                  O Funcionalismo

O Funcionalismo, de William James (1842-1910) se preocupa em responder ” o que fazem os homens” e “ por que o fazem”. Para responder a isto elege-se a consciência como o centro de suas preocupações e busca a compreensão de seu funcionamento, na medida em que o homem a usa para adaptar-se ao meio.

                                                   O Estruturalismo

O Estruturalismo, de Edward Titchner (1867-1927) está preocupado com a compreensão do mesmo fenômeno que o Funcionalismo, porém irá estuda-la em seus aspectos estruturais, isto é, os estados elementares da consciência como estruturas do sistema nervoso central.
                                                    O Associacionismo

O termo associacionismo, de Edward L. Thorndike (1874-1949) origina-se da concepção de que a aprendizagem se dá por um processo de associação das idéias das mais simples as mais complexas. Assim formulou-se a Lei do Efeito, onde todo comportamento de um organismo tende a se repetir se nós recompensarmos o organismo assim que este emitir o comportamento. Por outro lado, o comportamento tenderá a não acontecer, se o organismo for castigado após sua ocorrência.
2-O que você entende por subjetividade, desenvolva seu raciocínio sobre esse tema.
 A subjetividade é tudo aquilo que somos que pensamos que sentimos e formamos em nosso ser, também é a maneira que lidamos com todos os tipos de situações no nosso dia a dia sendo que cada pessoa se comporta diferente do outro estando ambos na mesma situação. Portanto nossas opiniões são divergentes e diferentes pois,  podemos dizer que a subjetividade não só é fabricada, produzida, moldada, mas também é automoldável, ou seja, o homem pode promover novas formas de subjetividade, recusando-se ao assujeitamento e à perda de memória imposta pela fugacidade
da informação; recusando a massificação que exclui e estigmatiza o diferente, a aceitação social condicionada ao consumo, a medicalização do sofrimento. Nesse sentido,retomamos a utopia que cada homem pode participar na construção do seu destino e de sua coletividade.

3-Fale sobre cada uma das principais abordagens ou tendências teóricas do século XX.
     A Psicologia científica, que se constituiu de três escolas Associacionismo, Estruturalismo e Funcionalismo , foi substituída, no século 20, por novas teorias.
As três mais importantes tendências teóricas da Psicologia neste século são consideradas por inúmeros autores como sendo o
Behaviorismo ou Teoria (S-R) (do inglês Stimuli-Respond — Estímulo-
Resposta), a Gestalt e a Psicanálise.

     O Behaviorismo, que nasce com Watson e tem um desenvolvimento grande nos Estados Unidos, em função de suas aplicações práticas,tornou-se importante por ter definido o fato psicológico, de modo concreto, a partir da noção de comportamento (behavior).

     A Gestalt, que tem seu berço na Europa, surge como uma negação da fragmentação das ações e processos humanos, realizada pelas tendências da Psicologia científica do século 19, postulando a necessidade de se compreender o homem como uma totalidade. A
Gestalt é a tendência teórica mais ligada à Filosofia.

     A Psicanálise, que nasce com Freud, na Áustria, a partir da prática médica, recupera para a Psicologia a importância da afetividade e postula o inconsciente como objeto de estudo, quebrando a tradição da Psicologia como ciência da consciência e da razão.Nos próximos três capítulos,desenvolveremos cada uma dessas                                        principais tendências teóricas, a partir da apresentação de alguns de seus conceitos básicos. Em um quarto capítulo, apresentaremos a                                                                Psicologia Sócio-Histórica como uma das vertentes teóricas em construção na Psicologia atual.
4-Pesquise sobre os PROCESSOS PSICOLÓGICOS BÁSICOS DO COMPORTAMENTE, e fale de pelo menos três deles

                                O COMPORTAMENTO RESPONDENTE
O comportamento reflexo ou respondente é o que usualmente chamamos
de “não-voluntário” e inclui as respostas que são eliciadas (“produzidas”) por estímulos
antecedentes do ambiente. Como exemplo,podemos citar a contração das pupilas quando uma luz forte incide sobre os olhos, a salivação provocada por uma gota de limão colocada na ponta da língua, o arrepio da pele quando um ar frio nos atinge, as
famosas “lágrimas de cebola” etc. Esses comportamentos reflexos ou respondentes são interações estímulo-resposta (ambiente-sujeito) incondicionadas, nas quais certos
eventos ambientais confiavelmente eliciam certas respostas do organismo que independem de “aprendizagem”. Mas interações desse tipo também podem ser provocadas por estímulos que, originalmente,não eliciavam respostas em determinado organismo. Quando tais estímulos são temporalmente pareados com estímulos eliciadores podem, em certas condições, eliciar respostas semelhantes às destes. A essas novas interações chamamos também de reflexos, que agora são condicionados devido a uma história de pareamento, o qual levou o organismo a responder a estímulos que antes não respondia. Para deixar
isso mais claro, vamos a um exemplo: suponha que, numa sala aquecida, sua mão direita seja mergulhada numa vasilha de água gelada. A temperatura da mão cairá rapidamente devido ao encolhimento ou constrição dos vasos sanguíneos  caracterizando o comportamento como respondente. Esse comportamento será acompanhado de uma
modificação semelhante, e mais facilmente mensurável, na mão esquerda, onde a constrição vascular também será induzida. Suponha,agora, que a sua mão direita seja mergulhada na água gelada um certo número de vezes, em intervalos de três ou quatro minutos, e que você ouça uma campainha pouco antes de cada imersão. Lá pelo vigésimo
pareamento do som da campainha com a água fria, a mudança de temperatura nas mãos poderá ser eliciada apenas pelo som, isto é, sem necessidade de imergir uma das mãos.
                                          CONTROLE DE ESTÍMULOS
Tem sido polêmica a discussão sobre a natureza ou a extensão do controle que o ambiente exerce sobre nós, mas não há como negar que há algum controle. Assumir a existência desse controle e estudá-lapermite maior entendimento dos meios pelos quais os estímulos agem.Assim, quando a freqüência ou a formada resposta é diferentes ou estímulos diferentes, diz-se que o comportamento estás sob o controle de estímulos. Se o motorista pára ou acelera o ônibus no cruzamento de ruas onde há semáforo que ora está verde, ora vermelho, sabemos que o comportamento de dirigir está sob o controle de estímulos.Dois importantes processos devem ser apresentados:discriminação e generalização.

                                                   

                                                PUNIÇÃO

A punição é outro procedimento importante que envolve a conseqüenciação de uma resposta quando há apresentação de um estímulo aversivo ou remoção de um reforçador positivo presente.Os dados de pesquisas mostram que a supressão do
comportamento punido só é definitiva se a punição for extremamente intensa, isto porque as razões que levaram à ação  que se pune  não são alteradas cora a punição.Punir ações leva à supressão temporária da resposta sem,contudo, alterar a motivação. Por causa de resultados como estes, os behavioristas têm debatido a validade do procedimento da punição como forma de reduzir a freqüência de certas respostas. As práticas punitivas correntes na Educação foram questionadas pelo Behaviorismo  obrigava-se o aluno a ajoelhar-se no milho, a fazer inúmeras cópias de um mesmo texto, a receber “reguadas”, a ficar isolado etc. Os behavioristas, respaldados por crítica feita por Skinner e outros autores, propuseram a substituição
definitiva das práticas punitivas por procedimentos de instalação de comportamentos desejáveis. Esse princípio pode ser aplicado no cotidiano e em todos os espaços em que se trabalhe para instalar comportamentos desejados. O trânsito é um excelente exemplo. Apesar das punições aplicadas a motoristas e pedestres na maior parte das infrações cometidas no trânsito, tais punições não os têm motivado a adotar um comportamento considerado adequado para o trânsito. Em vez de adotarem novos comportamentos, tornaram-se especialistas na esquiva e na fuga. 

Fontes de pesquisas: Livro em pdf, Ana mercês Bahia bock e Sait Google acadêmico


                                                                Salvador –Ba
                                                                          2015       
   










  CENTRO DE ESTUDO TEOLOGICO BATISTA NACIONAL

BACHARELADO EM TEOLOGIA

PSICOLOGIA








 EZEQUIAS CONRADO






                             
                                       INTRODUÇÃO A PSICOLOGIA













Salvador –Ba
2015
                                               

sábado, 31 de outubro de 2015

SIG.DE CASA

CASA [בַּיִת]


bayit: “casa ou construção, lar, casa (no sentido de família e domésticos), terra”. O substantivo tem cognatos na maioria dos outros idiomas semíticos. incluindo o aramaico bíblico. O termo h.iyit aparece cerca de 2.048 vezes no hebraico bíblico 144 vezes no aramaico) e em todos os períodos bíblicos.

Primeiro, este substantivo denota uma estrutura fixa e estabelecida feita de algum tipo de material. Como “lugar de habitação permanente” é diferente de lenda (2 Sm 16.21, cf. 2 Sm 16.22). Esta palavra é aplicada até para uma habitação de uni compartimento: “E disse [Ló aos dois anjos]: Eis agora, meus senhores, entrai, peço-vos, cm casa de vosso servo” (Gn 19.2). A palavra bayit também c diferente de tendas ou cabanas temporárias: “Jacó. porém, partiu para Sucote, e edificou para si uma casa, e fez cabanas para o seu gado” (Gn 33.17). No SI 132.3. a palavra significa “lugar para viver e habitar" e é usada em conjunção direta com “tenda” ( literalmente. "tenda da minha casa"): "Certamente, que não entrarei na temia em que habito, nem subirei ao leito em que durmo". Uso semelhante ocorre em 1 Cr 9.23 (literalmente, “casada tenda” ): "Estavam. pois. eles e seus filhos às portas da Casa do SENHOR, na casa da tenda, junto aos guardas”.

Segundo, em muitas passagens (sobretudo quando_ palavra é unida com a palavra Deus) bayitrepresenta lugar de adoração ou "santuário” : "As primícias. os primeiros frutos da tua terra, trarás à
casa do SENHOR, teu Deus" Êx 23.19). Em outro lugar, o substantivo significa o Templo de Deus em Jerusalém: "Edificou ao redor da parede da casa câmaras, ao redor das paredes da casa, tanto do templo como do oráculo" (1 Rs 6.5). Às vezes, a palavra tem este significado, embora não tenha definição adicional cf. Ez 41.7).

Terceiro, bayit significa salas e/ou alas de uma casa: "E ponha o rei comissários em todas as províncias do seu reino, que reúnam todas as moças virgens, formosas à vista, na fortaleza de Susã, na casa das mulheres [harém]" (Et 2.3)". Neste contexto. bayit também representa o interior de um edifício ou alguma outra estrutura ao invés de descrever o exterior: “Faze para ti uma arca da madeira de gofer; farás compartimentos na arca e a betumarás por dentro e por fora com betume" (Gn 6.14. primeira ocorrência bíblica).

Quarto, bayit às vezes diz respeito ao lugar onde algo ou alguém mora ou descansa. Assim o inferno (Sheol) é chamado de “casa”: “Se eu olhar a sepultura como a minha casa; se nas trevas estender a minha cama" (Jó 17.13). Uma “casa eterna” é a sepultura: “Porque o homem se vai à sua eterna casa. e os pranteadores andarão rodeando pela praça” (Ec 12.5). “Casa” também significa “lugar” quando usado com “sepulcro”, como em Ne 2.3: “Viva o rei para sempre! Como não estaria triste o meu rosto, estando a cidade, o lugar dos sepulcros de meus pais...” A palavra bayit quer dizer “caixinhas” em Is 3.20. Em 1 Rs 18.32, a “casa de duas sementes” é um recipiente para sementes: “E com aquelas pedras edificou o altar em nome do SENHOR; depois, fez um rego em redor do altar, segundo a largura de [literalmente, “uma casa de”] duas medidas de semente".

Argolas para barras são apoios: “E cobrirás de ouro as tábuas c farás de ouro as suas argolas, para meter por elas [literalmente, “casas”] as barras” (Êx 26.29). Semelhantemente, veja “encruzilhadas [casas] dos dois caminhos” em Pv 8.2. A estepe é chamada “casa de animais”: “Ao qual dei ao ermo por casa e a terra salgada, por moradas [casa de animais]?” (Jó 39.6). Quinto, bayit é usado para se referir às pessoas que vivem em uma casa, ou seja, à “família e domésticos”: “Entra tu e toda a tua casa na arca” (Gn 7.1). Em passagens como .Ts 7.14, esta palavra significa “família”: “E será que a tribo que o SENHOR tomar se chegará, segundo as famílias-, e a família que o SENHOR tomar se chegará por casas [literalmente, “por aqueles que moram numa única habitação”]”.

Em acepção semelhante, este substantivo significa “descendentes”: “E foi-se um varão da casa de Levi e casou com uma filha de Levi” (Êx 2.1). Esta palavra é usada para aludir à família inteira e até a todos os que vivem em determinada área: "Então, vieram os homens de Judá e ungiram ali a Davi rei sobre a casa de Judá” (2 Sm 2.4). Contudo, Gn 50.4 usa bayit no sentido de “corte real” ou todas as pessoas na corte de um rei: “Passados os dias de seu choro, falou José à casa de Faraó” . As idéias “corte real” e “descendente” estão juntas em 1 Sm 20.16: “Assim, fez Jônatas aliança com a casa de Davi”.

Em algumas passagens bayit significa “território” ou “país”: “Põe a trombeta à tua boca. Ele vem como águia contra a casa do SENHOR” (Os 8.1; 9.15; Jr 12.7; Zc 9.8).

O BARBEIRO

Ilustração para sermão: O barbeiro

Um homem foi ao barbeiro. 
E enquanto tinha seus cabelos cortados conversava com ele. 
Falava da vida e de Deus. 
Dai a pouco, o barbeiro incrédulo não aguentou e falou: 
- Deixa disso, meu caro, Deus não existe! 
- Por quê? 
- Ora, se Deus existisse não haveria tantos miseráveis, passando fome! 
Olhe em volta e veja quanta tristeza. 
É só andar pelas ruas e enxergar! 
- Bem, esta é a sua maneira de pensar, não é? 
- Sim, claro!
O freguês pagou o corte e foi saindo, quando avistou um maltrapilho imundo, com longos e feios cabelos barba desgrenhada, suja, abaixo do pescoço.
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Não aguentou, deu meia volta e interpelou o barbeiro:
- Sabe de uma coisa?
Não acredito em barbeiros!
- Como?
- Sim, se existissem barbeiros, não haveria pessoas de cabelos e barbas compridas!
- Ora, eles estão assim porque querem.
Se desejassem mudar, viriam até mim!
- Agora, você entendeu.

(autor desconhecido)

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

ARQUEOLOGIA BÍBLICA

ARQUEOLOGIA BÍBLICA
A Natureza e o Propósito da Arqueologia Bíblica.
A palavra arqueologia vem de duas palavras gregas, archaios e logos, que significam literalmente “um estudo das coisas antigas”. No entanto, o termo se aplica, hoje, ao estudo de materiais escavados pertencentes a eras anteriores. A arqueologia bíblica pode ser definida como um exame de artefatos antigos outrora perdidos e hoje recuperados e que se relacionam ao estudo das Escrituras e à caracterização da vida nos tempos bíblicos.
A arqueologia é basicamente uma ciência. O conhecimento neste campo se obtém pela observação e estudo sistemáticos, e os fatos descobertos são avaliados e classificados num conjunto organizado de informações. A arqueologia é também uma ciência composta, pois busca auxílio em muitas outras ciências, tais como a química, a antropologia e a zoologia.
Naturalmente, alguns objetos de investigação arqueológica (tais como obeliscos, tempos egípcios e o Partenon em Atenas) jamais foram “perdidos”, mas talvez algum conhecimento de sua forma e/ou propósito originais, bem como o significado de inscrições neles encontradas, tenha se perdido.
Funções da Arqueologia Bíblica
A arqueologia auxilia-nos a compreender a Bíblia. Ela revela como era a vida nos tempos bíblicos, o que passagens obscuras da Bíblia realmente significam, e como as narrativas históricas e os contextos bíblicos devem ser entendidos.
A Arqueoloia também ajuda a confirmar a exatidão de textos bíblicos e o conteúdo das Escrituras. Ela tem mostrado a falsidade de algumas teorias de interpretação da Bíblia. Tem auxiliado a estabelecer a exatidão dos originais gregos e hebraicos e a demonstrar que o texto bíblico foi transmitido com um alto grau de exatidão. Tem confirmado também a exatidão de muitas passagens das Escrituras, como, por exemplo, afirmações sobre numerosos reis e toda a narrativa dos patriarcas.
Não se deve ser dogmático, todavia, em declarações sobre as confirmações da arqueologia, pois ela também cria vários problemas para o estudante da Bíblia. Por exemplo: relatos recuperados na Babilônia e na Suméria descrevendo a criação e o dilúvio de modo notavelmente semelhante ao relato bíblico deixaram perplexos os eruditos bíblicos. Há ainda o problema de interpretar o relacionamento entre os textos recuperados em Ras Shamra (uma localidade na Síria) e o Código Mosaico. Pode-se, todavia, confiantemente crer que respostas a tais problemas virão com o tempo. Até o presente não houve um caso sequer em que a arqueologia tenha demonstrado definitiva e conclusivamente que a Bíblia estivesse errada!
Por Que Antigas Cidades e Civilizações Desapareceram
Sabemos que muitas civilizações e cidades antigas desapareceram como resultado do julgamento de Deus. A Bíblia está repleta de tais indicações. Algumas explicações naturais, todavia, também devem ser brevemente observadas.
As cidades eram geralmente construídas em lugares de fácil defesa, onde houvesse boa quantidade de água e próximo a rotas comerciais importantes. Tais lugares eram extremamente raros no Oriente Médio antigo. Assim, se alguma catástrofe produzisse a destruição de uma cidade, a tendência era reconstruir na mesma localidade. Uma cidade podia ser amplamente destruída por um terremoto ou por uma invasão. Fome ou pestes podiam despovoar completamente uma cidade ou território. Nesta última circunstância, os habitantes poderiam concluir que os deuses haviam lançado sobre o local uma maldição, ficando assim temerosos de voltar. Os locais de cidades abandonadas reduziam-se rapidamente a ruínas. E quando os antigos habitantes voltavam, ou novos moradores chegavam à região, o hábito normal era simplesmente aplainar as ruínas e construir uma nova cidade. Formava-se, assim, pequenos morros ou taludes, chamados de tell, com muitas camadas superpostas de habitação. Às vezes, o suprimento de água se esgotava, rios mudavam de curso, vias comerciais eram redirecionadas ou os ventos da política sopravam noutra direção - o que resultava no permanente abandono de um local.
A Escavação de um Sítio Arqueológico
O arqueólogo bíblico pode ser dedicar à escavação de um sítio arqueológico por várias razões. Se o talude que ele for estudar reconhecidamente cobrir uma localidade bíblica, ele provavelmente procurará descobrir as camadas de ocupações relevantes à narrativa bíblica. Ele pode estar procurando uma cidade que se sabe ter existido mas ainda não foi positivamente identificada. Talvez procure resolver dúvidas relacionadas à proposta identificação de um sítio arqueológico. Possivelmente estará procurando informações concernentes a personagens ou fatos da história bíblica que ajudarão a esclarecer a narrativa bíblica.
Uma vez que o escavador tenha escolhido o local de sua busca, e tenha feito os acordos necessários (incluindo permissões governamentais, financiamento, equipamento e pessoal), ele estará pronto para começar a operação. Uma exploração cuidadosa da superfície é normalmente realizada em primeiro lugar, visando saber o que for possível através de pedaços de cerâmica ou outros artefatos nela encontrados, verificar se certa configuração de solo denota a presença dos resto de alguma edificação, ou descobrir algo da história daquele local. Faz-se, sem seguida, uma mapa do contorno do talude e escolhe-se o setor (ou setores) a ser (em) escavado (s) durante uma sessão de escavações. Esses setores são geralmente divididos em subsetores de um metro quadrado para facilitar a rotulação das descobertas.
A Arqueologia e o Texto da Bíblia
Embora a maioria das pessoas pense em grandes monumentos e peças de museu e em grandes feitos de reis antigos quando se faz menção da arqueologia bíblica, cresce o conhecimento de que inscrições e manuscritos também têm uma importante contribuição ao estudo da Bíblia. Embora no passado a maior parte do trabalho arqueológico estivesse voltada para a história bíblica, hoje ela se volta crescentemente para o texto da Bíblia.
O estudo intensivo de mais de 3.000 manuscritos do Novo Testamento (N.T.) grego, datados do segundo século da era cristão em diante, tem demonstrado que o N.T. foi notavelmente bem preservado em sua transmissão desde o terceiro século até agora. Nem uma doutrina foi pervertida. Westcott e Hort concluíram que apenas uma palavra em cada mildo N.T. em grego possui uma dúvida quanto à sua genuinidade.
Uma coisa é provar que o texto do N.T. foi notavelmente preservado a partir do segundo e terceiro séculos; coisa bem diferente é demonstrar que os evangelhos, por exemplo, não evoluíram até sua forma presente ao longo dos primeiros séculos da era cristã, ou que Cristo não foi gradativamente divinizado pela lenda cristã. Na virada do século XX uma nova ciência surgiu e ajudou a provar que nem os Evangelhos e nem a visão cristã de Cristo sofreram evoluções até chegarem à sua forma atual. B. P. Grenfell e A. S. Hunt realizaram escavações no distrito de Fayun, no Egito (1896-1906), e descobriram grandes quantidades de papiros, dando início à ciência da papirologia.
Os papiros, escritos numa espécie de papel grosseiro feito com as fibras de juncos do Egito, incluíam uma grande variedade de tópicos apresentados em várias línguas. O número de fragmentos de manuscritos que contêm porções do N.T. chega hoje a 77 papiros. Esses fragmentos ajudam a confirmar o texto feral encontrado nos manuscritos maiores, feitos de pergaminho, datados do quarto século em diante, ajudando assim a forma uma ponte mais confiável entre os manuscritos mais recentes e os originais.
O impacto da papirologia sobre os estudos bíblicos foi fenomenal. Muitos desses papiros datam dos primeiros três séculos da era cristã. Assim, é possível estabelecer o desenvolvimento da gramática nesse período, e, com base no argumento da gramática histórica, datar a composição dos livros do N.T. no primeiro século da era cristã. Na verdade, um fragmento do Evangelho de João encontrado no Egito pode ser paleograficamente datado de aproximadamente 125 AD! Descontado um certo tempo para o livro entrar em circulação, deve-se atribuir ao quarto Evangelho uma data próxima do fim do primeiro século - é exatamente isso que a tradição cristã conservadora tem atribuído a ele. Ninguém duvida que os outros três Evangelhos são um pouco anteriores ao de João. Se os livros do N.T. foram produzidos durante o primeiro século, foram escrito bem próximo dos eventos que registram e não houve tempo de ocorrer qualquer desenvolvimento evolutivo.
Todavia, a contribuição dessa massa de papiros de todo tipo não pára aí. Eles demonstram que o grego do N.T. não era um tipo de linguagem inventada pelos seus autores, como se pensava antes. Ao contrário, era, de modo geral, a língua do povo dos primeiros séculos da era cristã. Menos de 50 palavras em todo o N.T. foram cunhadas pelo apóstolos. Além disso, os papiros demonstraram que a gramática do N.T. grego era de boa qualidade, se julgada pelos padrões gramaticais do primeiro século, não pelos do período clássico da língua grega. Além do mais, os papiros gregos não-bíblicos ajudaram a esclarecer o significado de palavras bíblicas cujas compreensão ainda era duvidosa, e lançaram nova luz sobre outras que já eram bem entendidas.
Até recentemente, o manuscrito hebraico do Antigo Testamento (A.T.) de tamanho considerável mais antigo era datado aproximadamente do ano 900 da era cristã, e o A.T. completo era cerca de um século mais recente. Então, no outono de 1948, os mundos religioso e acadêmico foram sacudidos com o anúncio de que um antigo manuscrito de Isaías fora encontrado numa caverna próxima à extremidade noroeste do mar Morto. Desde então um total de 11 cavernas da região têm cedido ao mundo os seus tesouros de rolos e fragmentos. Dezenas de milhares de fragmentos de couro e alguns de papiro forma ali recuperado. Embora a maior parte do material seja extrabíblico, cerva de cem manuscritos (em sua maioria parciais) contêm porções das Escrituras. Até aqui, todos os livros do A.T., exceto Éster, estão representados nas descobertas. Como se poderia esperar, fragmentos dos livros mais freqüentemente citados no N.T. também são mais comuns em Qumran (o local das descobertas). Esses livros são Deuteronômio, Isaías e Salmos. Os rolos de livros bíblicos que ficaram melhor preservados e têm maior extensão são dois de Isaías, um de Salmos e um de Levítico.
O significado dos Manuscritos do Mar Morto é tremendo. Eles fizeram recuar em mais de mil anos a história do texto do A.T. (depois de muito debate, a data dos manuscritos de Qumran foi estabelecida como os primeiros séculos AC e AD). Eles oferecem abundante material crítico para pesquisa no A.T., comparável ao de que já dispunham há muito tempo os estudiosos do N.T. Além disso, os Manuscritos do Mar Morto oferecem um referencial mais adequado para o N.T., demonstrando, por exemplo, que o Evangelho de João foi escrito dentro de um contexto essencialmente judaico, e não grego, como era freqüentemente postulado pelos estudiosos. E ainda, ajudaram a confirma a exatidão do texto do A.T. A Septuaginta, comprovaram os Manuscritos do Mar Morto, é bem mais exata do que comumente se pensa. Por fim, os rolos de Qumran nos ofereceram novo material para auxiliar na determinação do sentido de certas palavras hebraicas.

Obs.:

A.T. = Antigo Testamento
N.T. = Novo Testamento



Fonte: “ A Bíblia Anotada

BIBLIOLOGIA - Doutrina das escrituras

BIBLIOLOGIA - Doutrina das Escrituras
I. INTRODUÇÃO

A) Terminologia:

Bíblia -
 Derivado de biblion, “rolo” ou “livro” (Lc 4.17)
Escrituras - Termo usado no Novo Testamento (N.T.) para, os livros sagrados do A.T., que eram considerados inspirados por Deus (2Tm 3.16; Rm 3.2). Também é usado no N.T. com referência a outras porções do N.T. (2Pe 3.16)
Palavra de Deus - Usada em relação a ambos os testamentos em sua forma escrita (Mt 15.6; Jo 10.35; Hb 4.12)

B) Atitudes em Relação à Bíblia:

Racionalismo
 -
a. Em sua forma extrema nega a possibilidade de qualquer revelação sobrenatural.
b. Em sua forma moderada admite a possibilidade de revelação divina, mas essa revelação fica sujeita ao juízo final da razão humana.
Romanismo -
A Bíblia é um produto da igreja; por isso a Bíblia não é a autoridade única ou final.
Misticismo -
A experiência pessoal tem a mesma autoridade da Bíblia.
Neo-ortodoxia -
A Bíblia é uma testemunha falível da revelação de Deus na Palavra, Cristo.
Seitas -
A Bíblia e os escritos do líder ou fundador de cada uma possuem igual valor.
Ortodoxia -
A Bíblia é a nossa única base de autoridade.

C) As Maravilhas da Bíblia:

1) Sua formação: 
levou cerca de 1500 anos. 
2) Sua Unidade: 
Tem cerca de 40 autores, mas é um só livro. 
3) Sua Preservação.
4) Seu Assunto.
5) Sua Influência.

II. REVELAÇÃO

A) Definição:


“Um desvendamentos; especialmente a comunicação da mensagem divina ao homem”

B) Meios de Revelação:

1) Pela Natureza (Rm 1.18-21; Sl 19)
2) Pela Providência (Rm 8.28; At 14.15-17)
3) Pela Preservação do Universo (Cl 1.17)
4) Através de Milagres (Jo 2.11)
5) Por Comunicação Direta (At 22.17-21)
6) Através de Cristo (Jo 1.14)
7) Através da Bíblia (1Jo 5.9-12)

III. INSPIRAÇÃO

A) Definição
:

Inspiração é a ação supervisionadora de Deus sobre os autores humanos da Bíblia de modo a, usando suas próprias personalidades e estilos, comporem e registrarem sem erro as palavras de Sua revelação ao homem. A Inspiração se aplica apenas aos manuscritos originais (chamados de autógrafos).

B) Teorias sobre a Inspiração:

1) Natural - não há qualquer elemento sobrenatural envolvido. A Bíblia foi escrita por homens de grande talento.
2) Mística ou Iluminativa - Os autores bíblicos foram cheios do Espírito como qualquer crente pode ser hoje.
3) Mecânica (ou teoria da ditação) - Os autores bíblicos foram apenas instrumentos passivos nas mãos de Deus como máquinas de escrever com as quais Ele teria escrito. Deve-se admitir que algumas partes da Bíblia foram ditadas (e.g., os Dez mandamentos).
4) Parcial - Somente o não conhecível foi inspirado (e.g., criação, conceitos espirituais)
5) Conceitual - Os conceitos, não as palavras, foram inspirados.
6) Gradual - Os autores bíblicos foram mais inspirados que outros autores humanos.
7) Neo-ortodoxa - Autores humanos só poderiam produzir uma registro falível.
8) Verbal e Plenária - Esta é a verdadeira doutrina e significa que cada palavra (verbal) e todas as palavras (plenária) foram inspiradas no sentido da definição acima.
9) Inspiração Falível - Uma teoria, que vem ganhando popularidade, de que a Bíblia é inspirada mas não isenta de erros.

C) Características da Inspiração Verbal e Plenária:

1) A verdadeira doutrina é válida apenas para os manuscritos originais.
2) Ela se estende às próprias palavras.
3) Vê Deus como o superintendente do processo, não ditando aos escritores, mas guiando-os.
4) Inclui a inerrância.

D) Provas da Inspiração Verbal e Plenária:
1) 2Tm 3.16. Theopneustos, soprado por Deus. Afirma que Deus é o autor das Escrituras e que estas são o produto de Seu sopro criador.
2) 2Pe 1.20,21. O “como” da inspiração - homens “movidos” (lit., “carregados”) pelo Espírito Santo.
3) Ordens especificas para escrever a Palavra do Senhor (Ex 17.14; Jr 30.2).
4) O uso de citações (Mt 15.4; At 28.25).
5) O uso que Jesus fez do Antigo Testamento (A.T.) (Mt 5.17; Jo 10.35).
6) O N.T. afirma que outras partes do N.T. são Escrituras (1Tm 5.18; 2Pe 3.16).
7) Os escritores estavam conscientes de estarem escrevendo a Palavra de Deus (1Co 2.13; 1Pe 1.11,12)

E) Provas de Inerrância:

1) A fidedignidade do caráter de Deus (Jo 17.3; Rm 3.4).
2) O ensino de Cristo (Mt 5.17; Jo 10.35).
3) Os argumentos baseados em uma palavra ou na forma de uma palavra (Gl 3.16, “descendente”; Mt 22.31,32, “sou”).

IV. CANONICIDADE.

A) Considerações fundamentais:


1) A Bíblia é auto-autenticável e os concílios eclesiásticos só reconheceram (não atribuíram) a autoridade inerente nos próprios livros.
2) Deus guiou os concílios de modo que o cânon fosse reconhecido.

B) Cânon do Antigo Testamento (A.T.):

1) Alguns afirmam que todos os livros do cânon do A.T. foram reunidos e reconhecidos sob a liderança de Esdras (quinto século a.C.).
2) O N.T. se refere a A.T. como escritura (Mt 23.35; a expressão de Jesus equivaleria dizer hoje “de Gênesis a Malaquias”; cf. Mt 21.42; 22.29).
3) O Sínodo de Jamnia (90 A.D.) Uma reunião de rabinos judeus que reconheceu os livros do A.T.

C) Os princípios de Canonicidade dos Livros do Novo Testamento (N.T.):
1) Apostolicidade. O livro foi escrito ou influenciado por algum apóstolos?
2) Conteúdo. O seu caráter espiritual é suficiente?
3) Universalidade. Foi amplamente aceito pela igreja?
4) Inspiração. O livro oferecia prova interna de inspiração?

D) A Formação do Cânon do Novo Testamento (N.T.):

1) O período dos apóstolos. Eles reivindicaram autoridade para seus escritos (1Ts 5.27; Cl 4.16).
2) O período pós-apostólico. Todos os livros forma reconhecidos exceto Hebreus, 2 Pedro e 3 João.
3) O Concílio de Cartago, 397, reconheceu como canônicos os 27 livros do N.T.
V. ILUMINAÇÃO

A) Em Relação aos Não-Salvos:


1) Sua necessidade (1Co 2.14; 2Co 4.4)
2) O ministério do convencimento do Espírito ( Jo 16.7-11)

B) Em Relação ao Crente:

1) Sua necessidade (1C0 2.10-12; 3.2).
2) O ministério do ensino do Espírito (Jo 16.13-15)

VI. INTERPRETAÇÃO

A) Princípios de Interpretação: 

1) Interpretar histórica e gramaticalmente.
2) Interpretar de acordo com os contextos imediatos e mais amplo.
3) Interpretar em harmonia com toda a Bíblia, comparando Escritura com Escritura.

B) Divisões Gerais da Bíblia:

1) Antigo Testamento (A.T.):

A- Livros históricos: de Gênesis a Ester.
B- Livros poéticos: de Jó a Cantares.
C- Livros proféticos: de Isaías a Malaquias.

2) Novo Testamento (N.T.):

A- Evangelhos: Mateus a João.
B- História da Igreja: Atos.
C- Epístolas: de Romanos a Judas.
D- Profecia: Apocalipse.

C) Alianças Bíblicas:
Noética (Gn 8.20-22)
Abraâmica (Gn 12.1-3)
Mosaica (Ex 19.3 - 40.38)
Palestiniana (Dt 30)
Davídica (2Sm 7.5-17)
Nova Aliança (Jr 31.31-34; Mt 26.28)

Transcrito da “A Bíblia Anotada” Pg 1624,1625
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