terça-feira, 22 de abril de 2014
Educação Física Escolar : Atividade Física e Saúde
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sexta-feira, 18 de abril de 2014
esboços.(10,11)
MENSAGEM NUMERO 10
O Líder Cristão
Texto base: Mt.20.25-28
Conceito de liderança segundo Jesus Cristo
Texto base: Mt.20.25-28
Introdução - Quando Jesus veio já estavam desenvolvidos grandes conceitos como a democracia.
O que Cristo poderia acrescentar ao assunto “liderança”? Jesus não veio acrescentar, mas revolucionar os conceitos existentes.
1- Jesus foi o maior líder e o maior formador de líderes da história.
“Líderes não criam seguidores - criam mais líderes” Tom Peters.
2 – O grupo dos discípulos – uma escola de líderes
Num grupo de 12 líderes é possível haver situações difíceis - todos querem mandar e ninguém quer obedecer. “Existem muitos caciques, mas nenhum índio”. Surgiu um ambiente de competição – qual deles seria o maior? Mt.18.1-4; Lc.9.46; Quem seria o líder dos líderes?
3 - Jesus revolucionou o conceito de liderança (Mt.20.25-28) quando mostrou aos discípulos que o líder cristão é um servo (Mt.23.11; Mc.9.33-35; Lc.22.24-27). Eles devem ter ficado surpresos e decepcionados. Não se deve buscar a liderança por status, riqueza ou superioridade.
“O pastor é um servo das ovelhas. Ele existe por causa delas e não elas por causa dele”. (Ken Blanchard).
4 – O próprio Jesus foi um líder-servo (Fp.2.5-8). O que ele mandou ele fez (deu exemplo), (exceto arrepender-se). Ele pregou o evangelho, curou, ressuscitou mortos, expulsou demônios, foi perseguido, sofreu e morreu. O líder vai à frente, faz primeiro, mostra como fazer.
Ele lavou os pés dos discípulos (João 13). O líder autoritário mandaria que alguém lavasse seus pés.
Ele veio servir e dar a sua própria vida. O líder não deve apenas fazer exigências, mas doar-se.
5 – Lições do Salmo 23 – relação pastor e ovelhas – relação Deus e o salmista – exemplo para os líderes cristãos –
O líder – um pastor – cuida com amor, alimenta, conduz, auxilia, protege, busca a ovelha perdida.
“Guia-me mansamente”, com bondade e misericórdia. O bode precisa de rigor, mas não se pode achar que haja somente bodes no rebanho.
O pastor não é o dono das ovelhas. Deve cuidar delas sabendo que vai prestar contas ao Senhor (IPd.5.2-4; Heb.13.17).
Conclusão – Trate seus liderados como você gostaria que Deus lhe tratasse. Seja amoroso e justo. Quando o Senhor vier, ele recompensará aqueles que tiverem cuidado bem de suas ovelhas.
“Os que a muitos ensinam a justiça, resplandecerão como as estrelas, para sempre e eternamente” Dn.12.3.
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MENSAGEM NUMERO 11
José na casa de Potifar
Texto: Gn. 39.1-23
Introdução: A realidade de José era bem diferente dos seus sonhos, mas ele continuava
fiel ao Senhor.
1- José demonstrou compromisso pessoal com Deus.
Estando longe da sua terra e da sua família, José não tinha quem o vigiasse no que se refere
ao seu comportamento, mas ele continuava fiel, pois tinha uma experiência pessoal com Deus.
2- José viveu uma contradição: um servo de Deus servindo a um ímpio.
Isto pode parecer inaceitável, contrário à expectativa e ao conceito de prosperidade,
mas José não reclamou. No futuro tudo seria corrigido pois ele se tornaria governador.
3- José foi um escravo exemplar.
Ele poderia viver revoltado e fazer as coisas de qualquer maneira, mas trabalhava com excelência
(Ef.6.5-8). O servo de Deus precisa fazer o melhor onde quer que esteja: na escola, no trabalho, em casa, etc.
Quem é fiel no pouco será fiel no muito (Lc.16.10).
4- José foi um escravo próspero.
Isto não combina com alguns conceitos de prosperidade. Ser próspero é ser bem sucedido,
mesmo que não sejamos ricos. José seria também um prisioneiro próspero e exemplar.
5- José resistiu à tentação.
O pecado poderia colocar tudo a perder. José poderia morrer antes de chegar ao governo.
Mas isto não aconteceu. Ele resistiu. Sendo homem, fugiu de uma mulher. Isto é contrário à
mentalidade mundana. Hoje, sua masculinidade seria questionada. José foi fiel a Deus.
6- José sofreu uma injustiça.
Ele foi acusado de adultério e Deus não interferiu para impedir sua prisão injusta.
É provável que ele tenha orado, mas Deus não respondeu. Por quê? A prisão fazia parte
do caminho para o palácio.
7- Deus estava com ele.
Este foi o segredo da vitória de José. Caminhando com Deus, José chegou ao palácio do Egito.
Precisamos andar com Deus para alcançarmos vitória e chegarmos ao céu.
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MENSAGEM NUMERO 12
José na casa de Potifar
Texto: Gn. 39.1-23
Introdução: A realidade de José era bem diferente dos seus sonhos, mas ele continuava
fiel ao Senhor.
1- José demonstrou compromisso pessoal com Deus.
Estando longe da sua terra e da sua família, José não tinha quem o vigiasse no que se refere
ao seu comportamento, mas ele continuava fiel, pois tinha uma experiência pessoal com Deus.
2- José viveu uma contradição: um servo de Deus servindo a um ímpio.
Isto pode parecer inaceitável, contrário à expectativa e ao conceito de prosperidade,
mas José não reclamou. No futuro tudo seria corrigido pois ele se tornaria governador.
3- José foi um escravo exemplar.
Ele poderia viver revoltado e fazer as coisas de qualquer maneira, mas trabalhava com excelência
(Ef.6.5-8). O servo de Deus precisa fazer o melhor onde quer que esteja: na escola, no trabalho, em casa, etc.
Quem é fiel no pouco será fiel no muito (Lc.16.10).
4- José foi um escravo próspero.
Isto não combina com alguns conceitos de prosperidade. Ser próspero é ser bem sucedido,
mesmo que não sejamos ricos. José seria também um prisioneiro próspero e exemplar.
5- José resistiu à tentação.
O pecado poderia colocar tudo a perder. José poderia morrer antes de chegar ao governo.
Mas isto não aconteceu. Ele resistiu. Sendo homem, fugiu de uma mulher. Isto é contrário à
mentalidade mundana. Hoje, sua masculinidade seria questionada. José foi fiel a Deus.
6- José sofreu uma injustiça.
Ele foi acusado de adultério e Deus não interferiu para impedir sua prisão injusta.
É provável que ele tenha orado, mas Deus não respondeu. Por quê? A prisão fazia parte
do caminho para o palácio.
7- Deus estava com ele.
Este foi o segredo da vitória de José. Caminhando com Deus, José chegou ao palácio do Egito.
Precisamos andar com Deus para alcançarmos vitória e chegarmos ao céu.
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ESBOÇOS.(7,8,9)
MENSAGEM NUMERO 7
O homem que andou com Deus
Texto: Gn.5.21-24
Introdução: O cap.5 de Gn. fala de muitos personagens que nasceram,
tiveram filhos e morreram. Enoque, porém, foi colocado em evidência por
ter sido diferente dos demais. É verdade que ele nasceu, teve filhos e filhas.
Afinal, Enoque não era um alienígena. Contudo, o texto não diz que ele morreu.
Numa época de corrupção, Enoque andou com Deus. Tendo sido diferente, teve um rumo diferente.
1- Andar com Deus é mais que uma simples prática religiosa, é relacionamento com Deus.
Ser cristão é andar com Deus, vivendo conforme os preceitos de Cristo,
pois ele é o caminho (João 14.6).
2- Andar com Deus é fazer a sua vontade, seguir o seu rumo, a sua direção (Salmo 40.8).
Quem anda com Deus não é livre para fazer qualquer coisa ou ir a qualquer lugar, mas é livre de
muitas coisas más. O que pode parecer restrição da liberdade é, de fato, garantia da liberdade.
3- Se um homem anda com Deus, ninguém pode impedi-lo de avançar (Rm.8.31).
O Senhor garante o nosso progresso rumo aos alvos que ele tem para nós.
3- Quem anda com Deus nunca está sozinho ou desamparado (Salmo 37.25), pois tem o Senhor
como companheiro, amigo e auxílio constante.
Conclusão: Enoque não andou com Deus apenas por algum tempo.
Ele foi perseverante (Mt.24.13). Se continuarmos no caminho,
chegaremos ao bom lugar de Deus para nós. A experiência de Enoque
tornou-se símbolo do arrebatamento da igreja.
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MENSAGEM NUMERO 8
O obreiro - um vaso de honra
Texto: II Tm.2.14-26
Introdução: Para fazer seus milagres, Deus precisa de vasos disponíveis. Foi assim na multiplicação do azeite da viúva (II Rs.4)
e na transformação da água em vinho (João 2). Deus pode fazer maravilhas quando nos apresentamos a ele como vasos disponíveis
para a sua obra (At.9.15).
1- O material do vaso.
Enquanto formos inflexíveis como a pedra, não poderemos ser usados. Ser inflexível é não perdoar, não aceitar correção, não se
arrepender, não reconhecer o erro, não chorar, não querer mudar. Sejamos flexíveis como o barro nas mãos do oleiro (Jr.18.1-6).
A lama não serve, pois representa instabilidade, insegurança e contaminação. O ouro e a prata serão muito úteis, mas terão que
passar pelo fogo das tribulações para se tornarem flexíveis.
2- A condição do vaso.
O vaso precisa estar limpo, por dentro e por fora. Aqui estão incluídos os pecados visíveis e os ocultos, do corpo e da alma, os
que o homem vê e os que só Deus vê.
3- O conteúdo do vaso.
Na bíblia encontramos vasos contendo água (João 2), vinho (João 2), perfume (Lc.7.37), azeite (II Rs.4), maná (Êx.16.33),
tesouro (II Cor.4.7), vinagre (João 19.29), etc. Precisamos nos livrar do conteúdo maligno, o pecado guardado. Precisamos
nos encher da palavra de Deus (Col.3.16) e do Espírito Santo (Ef.5.18).
4- A utilidade do vaso.
Deus não precisa de vasos ornamentais. Não devemos ser apenas receptores, mas recipientes, que recebem, guardam,
conservam e compartilham na hora certa. Precisamos compartilhar a palavra, a fé, o amor, a unção, etc.
Conclusão: Coloque-se nas mãos do oleiro para que ele o transforme, limpe e use para a sua glória.
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MENSAGEM NUMERO 9
A história de José do Egito
Texto: Gn.37.1-11.
Introdução: Jacó tinha 12 filhos. José era diferente por ser o mais chegado ao pai,
ter boa índole e experiência pessoal com Deus.
1- Os sonhos de José.
Eram revelações e promessas de Deus para sua vida e para o benefício de muitos.
O jovem tem muitos "sonhos": projetos para a vida, a profissão, o casamento, a família,
o ministério, etc. Deus tem planos para cada um de nós.
2- As tribulações de José.
O contraste entre o plano de Deus e a realidade aparente. A história de José parecia tomar um
rumo oposto aos seus sonhos. Suas experiências foram: o poço, a escravidão, a acusação de adultério
e a prisão. A situação de José parecia piorar cada vez mais. Entretanto, cada tribulação fazia com que
ele chegasse mais perto do propósito final: o palácio de Faraó. Muitas vezes Deus não nos fala diretamente,
mas nos conduz através das circunstâncias.
3- A fidelidade de José.
Entre a promessa e a conquista existe tribulação e tentação. Isso esteve presente também na
história de Israel entre a promessa da terra e a conquista da terra. As tribulações podem nos
fazer enfraquecer diante da tentação, mas José não se deixou levar por isso. Ele não se
contaminou com a mulher de Potifar. Muitas são as tentações sobre a vida do jovem. José foi fiel
em todo lugar e em toda situação. O cristão deve ser exemplar, mesmo que seja na prisão ou no trabalho ou "no fundo do poço".
4- A vitória de José.
Finalmente, José chegou ao governo do Egito. Caminho difícil, destino glorioso. O cristão terá
vitórias na vida e a glorificação final quando Jesus voltar. Isso pode ser comparado com a entrada
de Israel em Canaã. Porém, só entraram aqueles que foram fiéis durante a travessia do deserto.
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ESBOÇOS.(4,5,6)
MENSAGEM NUMERO 4
O desafio de seguir a Cristo
Texto-base: Jo.6:35-37,66-68
Introdução: Vida cristã não é uma filosofia. É andar com Jesus. É seguir a Jesus. Quem segue não escolhe a direção a ser tomada.
Pergunta-chave: Até onde você está disposto a seguir a Cristo ?
Vamos traçar um paralelo entre a vida cristã e o caminho de Israel entre o Egito e Canaã
1 - O início da caminhada: Conversão (encontro, libertação do Egito, primeiro amor).
Em destaque: as bençãos - Os israelitas se enriqueceram com ouro e prata (Ex.12:35)
Nesse ponto, Miriã dançou e cantou.
Seguir a Cristo no momento da benção é muito fácil.
2 - O meio do caminho: Deserto - Provação, renúncia, benção sob medida (maná).
Tempo de vencer ao diabo e vencer a si mesmo. Nesse ponto, Miriã se rebelou contra Moisés.
Seu motivo para seguir Jesus será testado : pão terreno ou pão celestial ? (Hab.3:17-18).
Você seguiria a Jesus sem bençãos ? Pode parecer absurdo. (Exemplos: teste do jovem rico e de Jó).
2.1 - Perspectiva incorreta sobre o cristianismo. Expectativas ilusórias: esperar apenas o que é agradável.
Mat.13:20-21 - a semente entre as pedras (ofensa) - O convertido que não contava com tribulações (Teologia da Prosperidade).
O objetivo do ser humano é apenas o bem-estar, conforto e felicidade. É o ter. Focalizamos o que é passageiro.
2.2. - A perspectiva correta: A visão de Deus é, sobretudo, a formação do caráter cristão em nós. É o ser. Focaliza o eterno.
A maior experiência do cego de Jericó não foi enxergar, mas encontrar Jesus.
3 - O alvo e os obstáculos: Quem segue Jesus quer ir para onde ele vai. Jesus vai para junto do Pai. Vai para o céu, mas no caminho existe uma cruz. Você ainda quer segui-lo ?
Queremos reinar com Cristo. Podemos beber o cálice que ele bebeu ? (Mc.10:35-40)
Salmo 23:4 - Seguindo a Jesus no vale da sombra da morte.
Quem perder a sua vida por amor de Cristo acha-la-á. (Mt.16:25).
Os discípulos enfrentaram até mesmo a morte física.
4 - A chegada - A Canaã celestial para quem seguir a Cristo até o fim.
Miriã não entrou em Canaã.
Mat.12:29 - A recompensa
Na Nova Jerusalém não haverá provações (Ap.21:1-5), mas, por enquanto, precisamos suportá-las.
Conclusão: Jesus não dispensa seus seguidores. Ele nos ouve, nos perdoa e nos aceita.
O problema é que muitos seguidores desistem, desviam do caminho. Escolha caminhar com Jesus.
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MENSAGEM NUMERO 5
A unção de Davi
Texto: I Sm.16.1-13
Introdução: Deus mandou que Samuel ungisse um novo rei para Israel. Jessé reuniu quase todos os filhos para que o profeta
indicasse qual deles seria o escolhido. Davi, porém, foi esquecido.
1- Davi foi desprezado.
Davi era o filho mais novo. Era o menor, o último. Seus irmãos eram fortes e faziam parte do exército. Ele ficava cuidando das ovelhas.
Até seu pai, Jessé, desprezou Davi, não imaginando que ele pudesse servir para ser rei de Israel. Samuel também foi influenciado
pela aparência e pela força dos irmãos de Davi. O mundo julga as pessoas por sua aparência, seu nível educacional e suas posses materiais.
Uma auto-imagem construída sobre tais conceitos pode trazer sentimentos de inferioridade (ou superioridade).
2- Davi foi escolhido.
O nome de Davi significa “amado”. Embora tenha sido desprezado por todos, ele era amado por Deus.
Mesmo que o mundo nos despreze, inclusive nossos amigos ou familiares, somos amados por Deus.
Ele nos aceita com base no seu amor e não na nossa condição. Ele nos vê com base no seu plano para nós e
não com base no que somos hoje.
3- Davi foi ungido.
Ele recebeu a unção que o conduziria ao trono. Davi era o último entre seus irmãos, mas, pela unção de Deus, ele se destacou.
Nenhum de seus irmãos conseguiu enfrentar o gigante Golias. Nenhum de seus irmãos chegou a ser rei de Israel.
Conclusão: Não nos julguemos pelos valores mundanos. Não deixemos que tais valores sejam determinantes dentro da igreja.
Busquemos a unção que nos fará vitoriosos. O óleo derramado sobre Davi representa o Espírito Santo.
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MENSAGEM NUMERO 6
O tempo de Deus
Texto: Gn.40.9-23
Introdução: Deus nos dá promessas. Precisamos crer em Deus e em sua palavra.
O Senhor deu sonhos a José e ele tinha fé suficiente. Porém, precisava também de paciência,
pois a realização do propósito divino iria demorar.
1- José pediu ao copeiro que o ajudasse a sair da prisão.
José tentou se beneficiar de um favor, um ato de influência junto a Faraó.
O copeiro se esqueceu de José. Pedindo aos homens ou até mesmo a Deus, alguns
dos nossos pedidos não serão atendidos (II Cor.12.8-9). José fugiu da tentação (Gn.39.12),
como, de fato, deveria ter feito, mas não conseguiu fugir da tribulação. Não adianta tentar
antecipar o tempo de Deus (Ec.3.1,11).
2- José ficou preso por mais 2 anos (Gn.41.1).
A tribulação é persistente, duradoura, mas não é eterna. Deus tem o tempo exato para tudo.
Se José fosse liberto antes, ele não seria útil, pois Faraó não teria ainda os sonhos para
serem interpretados. José seria um inútil livre.
3- José foi liberto da prisão (Gn.41.14).
No tempo certo, José foi liberto. Estava com 30 anos de idade (Gn.41.46), ou seja,
13 anos depois de ter os sonhos revelados (Gn.37.2). Este foi o tempo de Deus para José e ele
tem um tempo determinado para cumprir em nós os seus propósitos e nos dar as bênçãos que esperamos.
Conclusão: Queremos tudo apressadamente. Gostamos de alimentos instantâneos.
Como aquele que aguarda o fruto da lavoura, receba a semente, palavra de Deus,
creia nela e tenha paciência para esperar.
esboços (1.2.3)
MENSAGEM NUMERO 1
O que é ser um cristão?
Texto: Atos 11.25-26
Introdução: Em Antioquia, na Síria, os discípulos foram, pela primeira vez, chamados “cristãos”.
Talvez tenha sido um tratamento pejorativo, mas o nome se tornou usual. Durante muito tempo,
ser cristão era trazer sobre si um risco de morte. No Império Romano, muitos foram lançados aos leões.
Hoje, inúmeras pessoas são identificadas como cristãs, mas o que isso significa?
1- Ser cristão não é:
Ser membro de uma denominação, adepto de uma religião, frequentador de cultos ou simpatizante do evangelho.
2- Ser cristão é:
Ter experiência pessoal com Cristo (crer, aceitar e batizar). Andar com Cristo (ter compomisso, ser discípulo, obedecer).
Tornar-se semelhante a Cristo (questão de caráter; resultado de andar com ele).
Conclusão: O cristão subirá com Cristo quando ele vier, e viverá com ele por toda a eternidade. Os requisitos
para alguém se tornar um cristão são: ser um pecador e querer o perdão e a tranformação por meio de Jesus.
MENSAGEM NUMERO 2
Os jovens também se cansam
Textos: Pv. 20.29; Is.40.30-31
Introdução: Em Provérbios 20.29, Salomão elogia a força dos jovens. Porém, Isaías diz que os jovens se cansarão,
ficarão exaustos e cairão. Se os jovens são tão fortes, têm tanta energia e disposição, por quê eles se cansariam e cairíam?
1- A frustração dos objetivos não alcançados.
Emprego, carreira, dinheiro, casamento, e outros sonhos ou necessidades são, muitas vezes, impedidos ou adiados por motivos diversos.
Isto pode causar desânimo e um tipo de cansaço por causa da luta.
2- O cansaço por querer antecipar as coisas ou ir longe demais.
Quem corre muito se cansa. Muitos jovens estão muito apressados para experimentarem os prazeres da vida. Com isso,
entregam-se ao sexo ilícito, a relacionamentos superficiais. Isso pode causar um cansaço existencial, quando, ao se chegar a um
certo tempo da vida, os prazeres tornaram-se problema porque foram buscados na hora errada. Por exemplo, o sexo ilícito pode
trazer gravidez precoce e não planejada, além de doenças, formação familiar inadequada, etc.
3- A força roubada por Satanás.
O Inimigo rouba a força do jovem através do vício da bebida, do fumo e das drogas.
4- A queda do jovem.
Primeiro vem o cansaço, mas o indivíduo tenta continuar com o mesmo tipo de vida. Depois, vem a exaustão, que é um cansaço
extremo e imobilizador. O estágio seguinte é a queda. Quantos estão desistindo dos estudos, da família, do trabalho, e até mesmo
da própria vida!
Conclusão: Não desista. Coloque Deus na sua história. Jesus disse: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados
e eu vos aliviarei” (Mt.11.28). “Os que esperam no Senhor renovarão as suas forças.” (Is.40.31).
O jovem precisa aprender a confiar em Deus e esperar pelo que o futuro lhe reserva, não tentando antecipar aquilo que sua consciência
rejeita por ainda não ser o momento certo.
MENSAGEM NUMERO 3
Os caminhos do coração
Texto: Ec.11.9
Introdução: Salomão, talvez já idoso, aconselhou os jovens com base em uma experiência pessoal e dolorosa.
Conforme se lê em Ec.2, o rei se deixou levar pelos caminhos do seu próprio coração, buscando aquilo que seus olhos desejavam.
O resultado foi vaidade e aflição de espírito.
1- Quais são os caminhos do coração?
São aqueles ligados aos nossos desejos, que podem ser corretos ou não. Os caminhos do coração podem determinar nosso
destino nesta vida e na eternidade. Nossa vida profissional e familiar será determinada pelo que desejamos e buscamos.
2- Onde esses caminhos nos levam?
O coração do homem é enganoso (Jr.17.9). Alguns caminhos parecem bons, mas conduzem à morte (Pv.5.5; 12.15; 14.12; 21.2; ).
Precisamos avaliar nossos desejos e planos sob a luz da bíblia.
3- O caminho de Deus.
Jesus é o caminho de Deus para nós. Andar nesse caminho significa andar com Jesus, viver do modo como ele quer, de acordo
com seus mandamentos e ensinamentos.
Conclusão: Abandone todo caminho mau. Não confie cegamente no seu próprio coração, mas busque a direção de Deus.
Aceite o caminho de Deus, que é o único que conduz à felicidade e à vida eterna.
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sexta-feira, 4 de abril de 2014
sexta-feira, 28 de março de 2014
sexta-feira, 21 de março de 2014
AS VIRTUDES DE LAZARO
AS VIRTUDES DE LÁZARO
TEXTO: João 12:1-11
•Temos muito o que aprender com Lázaro, que foi um exemplo de um homem que primeiro foi impactado, e depois conseguiu impactar os outros.
“Tem que começar por você”
“Você deve ser o primeiro a ser impactado”
“As pessoas tem que ver o impacto”
• Lázaro havia morrido e agora estava vivo.
• Vemos um homem que tinha a amizade de Jesus e o carinho do povo!
Jesus sabendo que ia morrer foi para a casa do seu amigo Lázaro!
A Bíblia diz que a multidão foi ver Jesus e Lázaro. O homem que morreu e ressuscitou .
Quando atraímos Jesus as multidões aparecem! Onde a presença de Jesus estiver as vidas irão até lá. Lázaro era um milagre de Deus.
Nós somos milagres de Deus. Você é um milagre de Deus.
Lázaro atraiu Jesus para sua casa.
CARACTERISTICAS DO PERFIL DE LÁZARO QUE FIZERAM ELE IMPACTAR VIDAS
1) LÁZARO ERA UM HOMEM QUE ANDAVA PROFÉTICAMENTE
Seis dias antes da Páscoa ele faz uma Páscoa entre eles. • Nós precisamos olhar a frente do nosso tempo, não podemos ficar parados no tempo, precisamos avançar, ver o que ninguém vê, ver o invisível, crer no impossível, andar profeticamente. • Temos que ser atentos ao clima espiritual que envolve todas as coisas. “Deus quer que andemos profeticamente, que tenhamos visão.”
2) LÁZARO TINHA UM CORAÇÃO GRATO
Quando Jesus chegou na casa de Lázaro, sua irmã ungiu os pés dele e enxugou com os seus cabelos. Essa atitude aponta para um coração grato, pelo que Jesus havia feito por seu irmão. Da mesma forma devemos ter um coração grato e a oferta do milagre ou seja a demonstração exterior de nossa gratidão não pode faltar.
• Um coração agradecido está em festa contínua. (W. J. Cameron) Mesmo que você já tenha conquistado, seja grato pela conquista. Vemos em nossos dias muitas pessoas que são ingratas com Deus, não conseguem ter sensibilidade para entender que tudo é por graça e nada por mérito. Então se forma dentro das igrejas uma geração que só pensa em consumir e consumir e esquece que temos que parar e também demonstrar com atitudes que o nosso coração esta de fato grato com tudo o que Deus tem feito. “O muito na nossa vida é fruto da postura que temos no pouco” Por isso no pouco ou no muito seja grato incondicionalmente! “A gratidão gera mais provisão”
3) LÁZARO ERA UM HOMEM DE RELACIONAMENTOS
• Se não fosse sua irmã Marta não lamentaria a sua morte (Jo. 11:21) • Se não houvesse um bom relacionamento entre eles, a morte de Lázaro seria um alívio e não uma perda essa é uma prova incontestável disso o desejo de tê-lo de volta. “ O relacionamento é a chave do crescimento” Existem pessoas que preferem mudar de igreja do que mudar de vida! Por não buscarem um conserto, se torna mais fácil fugir do que para rever as coisas e procurar resolver os conflitos existentes. “O rosto de uma igreja determina o seu crescimento” “Uma igreja não pode ter o rosto de maracujá de gaveta” “O crescimento de um igreja não vem do púlpito, vem através de bons relacionamentos”. Engana-se quem pensa que o crescimento vem do púlpito ele vem através de bons relacionamento que produzem uma igreja forte e que consegue conquistar vidas para Cristo. “O coração Alegre aformoseia o rosto, mas com a tristeza do coração o espírito se abate” Pv. 15:13 Como é o seu relacionamento com os seus vizinhos? Com o seu Pastor? Com a sua igreja? Saiba de uma coisa sem relacionamento não há como haver crescimento em nenhuma área da vida. Procure avaliar como andam os seus relacionamentos e conserte tudo o que precisa ser restaurado, para que assim você cresça e se torne um poderoso canal de Deus por onde você andar. Lázaro era um homem de relacionamentos!
4) LÁZARO ERA EXTREMAMENTE OBEDIÊNTE
Jesus disse a Lázaro: Lázaro, vem para fora! E ele obedeceu. “A obediência é um sinal de autoridade” Tenho visto pessoas que dizem: “Obedeço a Deus homens depende”. A minha obediência aos meus líderes é um reflexo da minha obediência a Deus. • A maior prova de nosso amor a Cristo é a obediência às leis de Cristo... O amor é a raiz; a obediência é o fruto. (Matthew Henry) “A medida da minha submissão é a medida da minha autoridade” • Só tem autoridade quem está debaixo de autoridade. • A desobediência é sutil ela entra de forma quase que imperceptível e se não for logo identificada pode produzir estragos irreparáveis. • A obediência é fundamental para o crescimento, pois é impossível você levar as pessoas ao um nível que você não está.
5) LÁZARO UTILIZAVA A SUA CASA COMO UM LUGAR DA GLORIA DE DEUS
Aprenda a utilizar a sua casa como um lugar da gloria de Deus! “As pessoas viam Lázaro e criam em Jesus”. Isso é maravilhoso pois Lázaro era um exemplo de quem teve uma profunda experiência com Deus e de forma natural ele conseguiu levar vidas a Cristo. A sua casa foi usada para essa reunião de benção! Use a sua casa como um local de benção, onde a presença de Deus é um fato. O que acontece quando as pessoas vêem você? A sua casa tem sido usada como um lugar da gloria de Deus?
6) LÁZARO NÃO ERA ORGULHOSO E NEM SOBERBO
Depois de um tremenda experiência ele continuou humilde! Não vemos Lázaro se vangloriando por ter ressuscitado e nem se achando melhor do que os demais. Esse é o grande diferencial na vida de quem quer impactar vidas permanecer humilde mesmo depois de grandes conquistas e de grandes experiências. “A estratégia só tem valor quando usamos o testemunho” “O nosso testemunho fala mais auto do que o nosso discurso” “O difícil não é vencer, mais sim a postura que temos depois da vitória” • Quando procuramos honras, desviamo-nos de Jesus. (Hugh of St. Victor)
7) LÁZARO FOI ALVO DE MORTE DOS RELIGIOSOS.
“Os religiosos queriam matar o milagre” O diabo quer matar o seu milagre! Sempre existiram pessoas que vão querer matar o nosso milagre! Os religiosos não conseguem entender a dimensão da experiência profunda com Deus que nos leva a impactar vidas, por isso que eles querem a todo o custo matar aquilo que Deus faz questão de deixar vivo. • Se estão tentando matar o seu milagre, não desista de cultivar a certeza de que foi Deus quem fez e fará com que você prossiga sem desistir jamais, mesmo cercado por religiosos que querem matar o seu milagre Cristo está perto de você como estava de Lázaro.
8) LÁZARO SABIA O QUE ERA MORRER
• “Quando o "eu" não é negado, ele é necessariamente adorado”. (Anônimo) Só que já morreu consegue administrar com humildade as conquistas em Deus. “ Quando morremos Deus manda as multidões”
9) LÁZARO NÃO BUSCAVA POSIÇÕES E TÍTULOS
• Ele não era um dos 12, era simplesmente um amigo, não estava entre o grupo de elite de Jesus, mas nem por isso deixou de ter o seu papel de fazer a sua parte de marca a sua geração com poder.
• A igreja tem que ser um lugar de amigos não um lugar onde se briga por posições e títulos, pois isso tem impedido muita gente de avançar na rota da conquista e de voar a níveis mais profundo de experiências com Deus. • Você não precisa desejar somente posições e títulos, comece sendo um amigo!
• Temos que ser amigos! “A amizade é a chave para um discipulado eficaz”
CONCLUSÃO
Que você assim como Lázaro consiga impactar vidas com aquilo que Deus vai fazer: Em você, Por você e Através de você!!! Chegou o tempo do despertamento de Deus sobre a sua vida para que você possa desenvolver com unção e poder tudo o que ele tem preparado para que você realize para ele. Não dá mais para você se conformar em ver outros fazendo, impactando e você que Deus quer usar para impactar a sua geração como Lázaro.
Que Deus te Abençoe ricamente!!!
CRISTOLOGIA 1
3. CRISTOLOGIA
(A DOUTRINA DE CRISTO)
3.1 A IRA DE DEUS E A PROPICIAÇÃO DO PECADO
INTRODUÇÃO
Precisamos entender que o homem é antes um criminoso que uma vítima e é tratado assim por Deus. Como seres humanos, somos responsáveis e responsabilizados pelo grande estrago que fizemos na criação de Deus. Como inimigos de Deus, é inútil falar de salvação antes que tratemos da violenta ruptura que houve em nosso relacionamento com Deus.
DEUS NÃO IGNORA O PECADO
Esta verdade precisa ser proclamada neste início de milênio. Há três sentidos em que podemos afirmar que Deus não ignora o pecado:
1) Deus não ignora o pecado no sentido de estar alheio à sua existência. Ninguém consegue esconder seu pecado de Deus.
O pecado de Acã. (Js 7.11)
2) Deus não ignora o pecado no sentido de passar vista grossa diante da sua presença;
No momento da rebelião, Lúcifer foi expulso do céu. Talvez Satanás tenha pensado que seria diferente com o casal criado a imagem e semelhança de Deus. Que Deus daria um jeitinho para eles, e usar isso como arma para barganhar com Deus. Para sua surpresa, quando Adão e Eva pecaram, foram sumariamente expulsos do Paraíso. Quando Jesus carregou nossos pecados, Deus virou as costas para Ele. (Mat 27.46)
Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar. (Hab 1.13)
3) Deus não ignora o pecado no sentido de permitir que continue sem resolução.
Ele mesmo toma as providências para expurgar o pecado da sua criação. (I Jo 3.4-8)
O PECADO SUSCITA A IRA DE DEUS
O maior problema do pecador não é o seu pecado, mas sim o fato de estar sob a ira de Deus.
Depois de uma grande ênfase sobre a ira de Deus no século passado, hoje damos ênfase quase que exclusiva sobre o amor de Deus.
O homem moderno tem dificuldade em entender o porquê da morte de Jesus, e sua absoluta necessidade de aceitá-lo como salvador. Ele imagina que de alguma forma, Deus vai dar um jeitinho para ele. A Palavra de Deus diz:
A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça; (Rom 1.18). Também Num 1.2-3.
A nossa dificuldade com a ira de Deus é que transferimos para ela todas as características da ira humana. Existem diferenças entre a ira de Deus e a ira do Homem.
As características da Ira de Deus
A Ira de Deus é sempre judicial, isto é, a ira do Juiz aplicando a justiça. Paulo diz que o dia da Ira é também o dia da “revelação do justo juízo de Deus, que retribuirá a cada um segundo o seu procedimento” (Rom 2.5-6).
A Ira de Deus na Bíblia é alguma coisa que os homens escolhem por si mesmo. É uma escolha pessoal, pois Deus nos deu liberdade para escolher.
Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más. (Jo 3.18-19)
A Ira de Deus nem sempre se manifesta em castigo direto. Ao contrário, pode se manifestar através do abandono.
Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si; pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém! (Rm 1.24).
A história bíblica está cheia de exemplos do juízo de Deus que ignoramos para nosso próprio risco.
A propiciação aplaca a Ira de Deus
Enquanto a expiação trata de cobrir ou compensar o pecado ou a ofensa, a propiciação acrescenta a esta idéia o reparo do relacionamento de intimidade entre o homem e um Deus irado.
Imagine que seu amigo furta a sua carteira e depois de ter gastado todo o seu dinheiro fica arrependido, e decide devolver a carteira repondo o dinheiro roubado. Como é que fica o seu relacionamento? Ele fez expiação pelo pecado. Ele pergunta “Tudo bem?” e você diz “Não! Não está tudo bem!” Porque não? Porque ainda não foi reparado o seu relacionamento. Expiação é fazer uma restituição que paga o preço do pecado. Propiciação é reparar o relacionamento transtornado.
As Boas Novas do Evangelho são que “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação”. (II Co 5:19) Deus fez de Cristo a propiciação para nossos pecados. (Rm 3:25)
A bondade e a severidade de Deus
Exemplos da bondade e da severidade de Deus aparecem através da Bíblia inteira. Deus julga Adão e Eva no jardim do Éden, mas veste sua nudez com pele de animais.
Jesus desviou a ira de Deus de nós, tomando-a sobre si e nos reconciliou com Deus. O restabelecimento de amizade entre o homem e Deus é o vínculo da salvação em nossas vidas. Qualquer idéia que limita o sacrifício de Cristo a apenas o pagamento dos nossos pecados é muito superficial.
3.2 A IDENTIDADE, INTEGRIDADE E A AUTORIDADE DE JESUS
A DUPLA IDENTIDADE DE JESUS CRISTO
A encarnação é um dos grandes mistérios da teologia. A Bíblia ensina que Jesus tem duas naturezas: uma humana e outra divina.
A EXISTÊNCIA DE DUAS NATUREZAS
1. Jesus exercia prerrogativas divinas, como perdoar pecados
E os escribas e fariseus arrazoavam, dizendo: Quem é este que diz blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus? (Lc 5:21)
2. A qualidade da vida de Jesus
Nunca tendo pecado, foi preciso que seus inimigos mentissem para conseguir sua condenação.
3. Os sinais que ele operou
Fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome. (Jo 20:30-31)
4. O seu testemunho pessoal: Ele reivindicou deidade
Eu e o Pai somos um. Novamente, pegaram os judeus em pedras para lhe atirar. Disse-lhes Jesus: Tenho-vos mostrado muitas obras boas da parte do Pai; por qual delas me apedrejais? Responderam-lhe os judeus: Não é por obra boa que te apedrejamos, e sim por causa da blasfêmia, pois, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo. (Jo 10:30-33)
5. O testemunho dos seus inimigos: Os judeus queriam matá-lo porque Ele afirmava ser Deus.
6. O testemunho dos apóstolos: “E o Verbo se fez carne...”
7. O testemunho da história: Nunca em toda história houve alguém igual a Jesus. (Jo 7:46)
3.4 A EXIGÊNCIA DE DUAS NATUREZAS
Sua humanidade é a garantia de legítima representatividade.
Sua Deidade é uma garantia de eterna confiabilidade.
– Pela encarnação Deus se revela aos homens.
A INTEGRIDADE DAS DUAS NATUREZAS DE CRISTO
Não podemos dividir Jesus em dois, um humano e um divino.
Ser Teantrópico: Jesus é permanentemente divino e permanentemente humano (união perpétua).
A CONVIVÊNCIA DAS DUAS NATUREZAS
A teoria aprovada de convivência diz que quando o Verbo se fez carne as naturezas divina e humana foram unidas, verdadeiramente, perfeitamente, eram indivisíveis e livres de mistura.
3.5 A AUTORIDADE DE JESUS
a) O profeta prometido
O SENHOR, teu Deus, te suscitará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, semelhante a mim; a ele ouvirás. (Dt 18.15)
b) O Sumo Sacerdote prometido
O SENHOR jurou e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque. (Sl 110.4)
c) O Rei prometido
Eu, porém, constituí o meu Rei sobre o meu santo monte Sião. Proclamarei o decreto do SENHOR: Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei. (Sl 2.6-7)
A partir da sua 2ª vinda, Jesus regerá o mundo plenamente.
d) A Superioridade de Cristo
Enfatizamos a superioridade de Jesus sobre todas as demais autoridades, quer celestiais, infernais ou terrestres.
Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, (Fp 2.9)
3.6 JESUS CRISTO COMO O ÚLTIMO ADÃO
COMPARAÇÃO ENTRE O PRIMEIRO E O ÚLTIMO ADÃO
Em 1ª Co 15:45-47, o primeiro Adão é (prw/toj), ou seja, não há ninguém antes dele. Jesus é (e;scatoj), não há ninguém depois dele. No versículo 47 ele é (deu,teroj), ou seja, não há sequer um igual entre ele e Adão. Começaremos com as semelhanças entre os dois e depois falaremos das diferenças.
Semelhantes na sua identidade: Os dois foram criados à imagem de Deus.
E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. (Gn 1:27)
O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; (Cl 1:15)
Semelhantes na sua humanidade: Tiveram uma natureza tríplice; Espírito, alma e corpo.
Estes versículos desmentem a hipótese docetista de que o corpo físico de Jesus era apenas uma aparição. Negavam a humanidade de Jesus.
Semelhantes na sua representatividade: Por escolha de Deus, Adão e Jesus foram comissionados como cabeças da raça humana.
Na desobediência, Adão representou toda a humanidade.
Na sua obediência, Jesus representou toda a nova humanidade que segue seus passos. (Rm 5:15-17)
Somos justificados dos nossos pecados uma vez que rompemos com a nossa solidariedade com Adão em favor de uma nova solidariedade com Jesus.
Semelhantes na sua vulnerabilidade: Depois do pecado de Adão a natureza humana ficou caracterizada por fragilidade. Mas será que Jesus foi igualmente vulnerável?
Se Jesus foi imune à dor, ao desânimo, à dúvida, ele não venceu o mundo, e não pode salvar.
Semelhantes na sua santidade
CONTRASTES ENTRE O PRIMEIRO E O ÚLTIMO ADÃO
Diferentes na sua habitação.
Diferentes na sua tentação.
Adão tinha que resistir a apenas uma tentação para garantir sua santidade.
Jesus teve que viver 30 anos de provação antes mesmo de se manifestar com o Messias. Nestes 30 anos ele nunca cedeu à tentação.
Antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. (Hb 4:15b)
Diferentes na sua submissão.
De Adão Deus cobrou uma submissão à vida. (Gn 2:16-17)
Enquanto que Jesus foi chamado à uma submissão até a morte. (Fl 2:7-8)
Diferentes na sua punição
Adão foi punido por seu próprio pecado, enquanto quer Jesus foi punido por nossos pecados.
Diferentes na sua qualificação
Um relacionamento com Adão gera morte, mas um relacionamento com Jesus significa vida.
3.7 A OBRA DE CRISTO
CONCEITOS GERAIS DA OBRA DE CRISTO
Essencialmente a obra de Cristo é de nos reconciliar com Deus.
Seis aspectos da obra de cristo
Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória.
I. Sua paixão e morte é pré-ordenada e necessária
A morte de Jesus não foi um acidente, nem uma tragédia, mas uma estratégia divina. (Jo 12.27)
II. Sua morte é apresentada em termos sacrificiais
O simbolismo da Páscoa
O simbolismo do pacto
O simbolismo do véu rasgado.
III. Sua morte é entendida em sentido vicário
Sua identificação com os pecadores.
Sua substituição do pecador.
Sua punição como pecador.
IV. Sua morte é redentora
Redenção no AT: Tem a ver com a libertação de prisioneiros de guerra ou escravos e escapar da morte mediante o pagamento de resgate.
Redenção no NT: Ele pagou o preço da nossa libertação.
V. Sua morte é um triunfo sobre o diabo e os poderes maléficos: Sofrimento vitorioso, a Ressurreição.
VI. Sua morte é universal
Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (Jo 3.16)
3.1 A IRA DE DEUS E A PROPICIAÇÃO DO PECADO
INTRODUÇÃO
Precisamos entender que o homem é antes um criminoso que uma vítima e é tratado assim por Deus. Como seres humanos, somos responsáveis e responsabilizados pelo grande estrago que fizemos na criação de Deus. Como inimigos de Deus, é inútil falar de salvação antes que tratemos da violenta ruptura que houve em nosso relacionamento com Deus.
DEUS NÃO IGNORA O PECADO
Esta verdade precisa ser proclamada neste início de milênio. Há três sentidos em que podemos afirmar que Deus não ignora o pecado:
1) Deus não ignora o pecado no sentido de estar alheio à sua existência. Ninguém consegue esconder seu pecado de Deus.
O pecado de Acã. (Js 7.11)
2) Deus não ignora o pecado no sentido de passar vista grossa diante da sua presença;
No momento da rebelião, Lúcifer foi expulso do céu. Talvez Satanás tenha pensado que seria diferente com o casal criado a imagem e semelhança de Deus. Que Deus daria um jeitinho para eles, e usar isso como arma para barganhar com Deus. Para sua surpresa, quando Adão e Eva pecaram, foram sumariamente expulsos do Paraíso. Quando Jesus carregou nossos pecados, Deus virou as costas para Ele. (Mat 27.46)
Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar. (Hab 1.13)
3) Deus não ignora o pecado no sentido de permitir que continue sem resolução.
Ele mesmo toma as providências para expurgar o pecado da sua criação. (I Jo 3.4-8)
O PECADO SUSCITA A IRA DE DEUS
O maior problema do pecador não é o seu pecado, mas sim o fato de estar sob a ira de Deus.
Depois de uma grande ênfase sobre a ira de Deus no século passado, hoje damos ênfase quase que exclusiva sobre o amor de Deus.
O homem moderno tem dificuldade em entender o porquê da morte de Jesus, e sua absoluta necessidade de aceitá-lo como salvador. Ele imagina que de alguma forma, Deus vai dar um jeitinho para ele. A Palavra de Deus diz:
A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça; (Rom 1.18). Também Num 1.2-3.
A nossa dificuldade com a ira de Deus é que transferimos para ela todas as características da ira humana. Existem diferenças entre a ira de Deus e a ira do Homem.
As características da Ira de Deus
A Ira de Deus é sempre judicial, isto é, a ira do Juiz aplicando a justiça. Paulo diz que o dia da Ira é também o dia da “revelação do justo juízo de Deus, que retribuirá a cada um segundo o seu procedimento” (Rom 2.5-6).
A Ira de Deus na Bíblia é alguma coisa que os homens escolhem por si mesmo. É uma escolha pessoal, pois Deus nos deu liberdade para escolher.
Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más. (Jo 3.18-19)
A Ira de Deus nem sempre se manifesta em castigo direto. Ao contrário, pode se manifestar através do abandono.
Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si; pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém! (Rm 1.24).
A história bíblica está cheia de exemplos do juízo de Deus que ignoramos para nosso próprio risco.
A propiciação aplaca a Ira de Deus
Enquanto a expiação trata de cobrir ou compensar o pecado ou a ofensa, a propiciação acrescenta a esta idéia o reparo do relacionamento de intimidade entre o homem e um Deus irado.
Imagine que seu amigo furta a sua carteira e depois de ter gastado todo o seu dinheiro fica arrependido, e decide devolver a carteira repondo o dinheiro roubado. Como é que fica o seu relacionamento? Ele fez expiação pelo pecado. Ele pergunta “Tudo bem?” e você diz “Não! Não está tudo bem!” Porque não? Porque ainda não foi reparado o seu relacionamento. Expiação é fazer uma restituição que paga o preço do pecado. Propiciação é reparar o relacionamento transtornado.
As Boas Novas do Evangelho são que “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação”. (II Co 5:19) Deus fez de Cristo a propiciação para nossos pecados. (Rm 3:25)
A bondade e a severidade de Deus
Exemplos da bondade e da severidade de Deus aparecem através da Bíblia inteira. Deus julga Adão e Eva no jardim do Éden, mas veste sua nudez com pele de animais.
Jesus desviou a ira de Deus de nós, tomando-a sobre si e nos reconciliou com Deus. O restabelecimento de amizade entre o homem e Deus é o vínculo da salvação em nossas vidas. Qualquer idéia que limita o sacrifício de Cristo a apenas o pagamento dos nossos pecados é muito superficial.
3.2 A IDENTIDADE, INTEGRIDADE E A AUTORIDADE DE JESUS
A DUPLA IDENTIDADE DE JESUS CRISTO
A encarnação é um dos grandes mistérios da teologia. A Bíblia ensina que Jesus tem duas naturezas: uma humana e outra divina.
A EXISTÊNCIA DE DUAS NATUREZAS
1. Jesus exercia prerrogativas divinas, como perdoar pecados
E os escribas e fariseus arrazoavam, dizendo: Quem é este que diz blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus? (Lc 5:21)
2. A qualidade da vida de Jesus
Nunca tendo pecado, foi preciso que seus inimigos mentissem para conseguir sua condenação.
3. Os sinais que ele operou
Fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome. (Jo 20:30-31)
4. O seu testemunho pessoal: Ele reivindicou deidade
Eu e o Pai somos um. Novamente, pegaram os judeus em pedras para lhe atirar. Disse-lhes Jesus: Tenho-vos mostrado muitas obras boas da parte do Pai; por qual delas me apedrejais? Responderam-lhe os judeus: Não é por obra boa que te apedrejamos, e sim por causa da blasfêmia, pois, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo. (Jo 10:30-33)
5. O testemunho dos seus inimigos: Os judeus queriam matá-lo porque Ele afirmava ser Deus.
6. O testemunho dos apóstolos: “E o Verbo se fez carne...”
7. O testemunho da história: Nunca em toda história houve alguém igual a Jesus. (Jo 7:46)
3.4 A EXIGÊNCIA DE DUAS NATUREZAS
Sua humanidade é a garantia de legítima representatividade.
Sua Deidade é uma garantia de eterna confiabilidade.
– Pela encarnação Deus se revela aos homens.
A INTEGRIDADE DAS DUAS NATUREZAS DE CRISTO
Não podemos dividir Jesus em dois, um humano e um divino.
Ser Teantrópico: Jesus é permanentemente divino e permanentemente humano (união perpétua).
A CONVIVÊNCIA DAS DUAS NATUREZAS
A teoria aprovada de convivência diz que quando o Verbo se fez carne as naturezas divina e humana foram unidas, verdadeiramente, perfeitamente, eram indivisíveis e livres de mistura.
3.5 A AUTORIDADE DE JESUS
a) O profeta prometido
O SENHOR, teu Deus, te suscitará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, semelhante a mim; a ele ouvirás. (Dt 18.15)
b) O Sumo Sacerdote prometido
O SENHOR jurou e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque. (Sl 110.4)
c) O Rei prometido
Eu, porém, constituí o meu Rei sobre o meu santo monte Sião. Proclamarei o decreto do SENHOR: Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei. (Sl 2.6-7)
A partir da sua 2ª vinda, Jesus regerá o mundo plenamente.
d) A Superioridade de Cristo
Enfatizamos a superioridade de Jesus sobre todas as demais autoridades, quer celestiais, infernais ou terrestres.
Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, (Fp 2.9)
3.6 JESUS CRISTO COMO O ÚLTIMO ADÃO
COMPARAÇÃO ENTRE O PRIMEIRO E O ÚLTIMO ADÃO
Em 1ª Co 15:45-47, o primeiro Adão é (prw/toj), ou seja, não há ninguém antes dele. Jesus é (e;scatoj), não há ninguém depois dele. No versículo 47 ele é (deu,teroj), ou seja, não há sequer um igual entre ele e Adão. Começaremos com as semelhanças entre os dois e depois falaremos das diferenças.
Semelhantes na sua identidade: Os dois foram criados à imagem de Deus.
E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. (Gn 1:27)
O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; (Cl 1:15)
Semelhantes na sua humanidade: Tiveram uma natureza tríplice; Espírito, alma e corpo.
Estes versículos desmentem a hipótese docetista de que o corpo físico de Jesus era apenas uma aparição. Negavam a humanidade de Jesus.
Semelhantes na sua representatividade: Por escolha de Deus, Adão e Jesus foram comissionados como cabeças da raça humana.
Na desobediência, Adão representou toda a humanidade.
Na sua obediência, Jesus representou toda a nova humanidade que segue seus passos. (Rm 5:15-17)
Somos justificados dos nossos pecados uma vez que rompemos com a nossa solidariedade com Adão em favor de uma nova solidariedade com Jesus.
Semelhantes na sua vulnerabilidade: Depois do pecado de Adão a natureza humana ficou caracterizada por fragilidade. Mas será que Jesus foi igualmente vulnerável?
Se Jesus foi imune à dor, ao desânimo, à dúvida, ele não venceu o mundo, e não pode salvar.
Semelhantes na sua santidade
CONTRASTES ENTRE O PRIMEIRO E O ÚLTIMO ADÃO
Diferentes na sua habitação.
Diferentes na sua tentação.
Adão tinha que resistir a apenas uma tentação para garantir sua santidade.
Jesus teve que viver 30 anos de provação antes mesmo de se manifestar com o Messias. Nestes 30 anos ele nunca cedeu à tentação.
Antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. (Hb 4:15b)
Diferentes na sua submissão.
De Adão Deus cobrou uma submissão à vida. (Gn 2:16-17)
Enquanto que Jesus foi chamado à uma submissão até a morte. (Fl 2:7-8)
Diferentes na sua punição
Adão foi punido por seu próprio pecado, enquanto quer Jesus foi punido por nossos pecados.
Diferentes na sua qualificação
Um relacionamento com Adão gera morte, mas um relacionamento com Jesus significa vida.
3.7 A OBRA DE CRISTO
CONCEITOS GERAIS DA OBRA DE CRISTO
Essencialmente a obra de Cristo é de nos reconciliar com Deus.
Seis aspectos da obra de cristo
Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória.
I. Sua paixão e morte é pré-ordenada e necessária
A morte de Jesus não foi um acidente, nem uma tragédia, mas uma estratégia divina. (Jo 12.27)
II. Sua morte é apresentada em termos sacrificiais
O simbolismo da Páscoa
O simbolismo do pacto
O simbolismo do véu rasgado.
III. Sua morte é entendida em sentido vicário
Sua identificação com os pecadores.
Sua substituição do pecador.
Sua punição como pecador.
IV. Sua morte é redentora
Redenção no AT: Tem a ver com a libertação de prisioneiros de guerra ou escravos e escapar da morte mediante o pagamento de resgate.
Redenção no NT: Ele pagou o preço da nossa libertação.
V. Sua morte é um triunfo sobre o diabo e os poderes maléficos: Sofrimento vitorioso, a Ressurreição.
VI. Sua morte é universal
Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (Jo 3.16)
A DOUTRINA DE DEUS(O EU SOU)
(A DOUTRINA DE DEUS)

3.1 A NATUREZA DE DEUS
A EXISTÊNCIA DE DEUS
Deus é Espírito Pessoal, perfeitamente bom, que em santo amor cria, sustenta e dirige tudo.
A natureza de Deus: Ele é Espírito Pessoal.
O caráter de Deus: Ele é perfeitamente bom.
A relação de Deus para com o universo: Cria, sustenta e dirige tudo.
SUA EXISTÊNCIA DECLARADA.
A Bíblia não se preocupa em provar a existência de Deus. Ela reconhece como fato auto-evidente a sua existência, e como crença natural do homem. Declara o fato de Deus e chama o homem a aventurar-se na fé.
A Bíblia não tenta demonstrar a existência de Deus, porque em todas as partes da Bíblia subentende-se a sua existência.
A idéia de que o homem chega ao conhecimento ou à comunhão com Deus mediante seus próprios esforços é totalmente estranha ao AT.
Deus aproxima-se dos homens, estabelece um concerto ou relação especial com eles, e lhes dá mandamentos.
SUA EXISTÊNCIA PROVADA.
Por que demonstrar a existência de Deus?
1. Para convencer os que genuinamente buscam a Deus.
2. Para fortalecer a fé daqueles que já crêem.
3. Para enriquecer nosso conhecimento acerca da natureza de Deus.
Encontramos evidências da existência de Deus na criação, na natureza humana e na história humana.
1) O argumento cosmológico (da criação): O universo deve ter uma primeira causa ou um criador.
2) O argumento teleológico (desígnio ou propósito): O desígnio evidente no universo aponta para uma mente suprema e não para o acaso.
Suponhamos que o autor dum livro tomou milhares de tipos de imprensa e jogou para o ar. Ao caírem no chão, natural e gradualmente se ajuntaram de maneira a formar a história do livro!
3) O argumento antropológico (da natureza do homem): Não apenas a natureza moral do homem, mas também todos os aspectos da sua natureza testificam a existência de Deus.
Até as religiões mais degradadas demonstram o fato de que o homem, qual cego, tateando, procura algo que sua alma anela.
4) O argumento histórico: A marcha dos eventos da história universal fornece evidência de um poder e de uma providência dominantes.
A colonização dos EUA por imigrantes protestantes salvou-os da sorte da América do Sul, e dessa maneira salvou a democracia.
A guerra dos seis dias entre Israel e os Árabes em 1967, teve a mão de Deus a favor de seu povo.
5) O argumento da crença universal (consenso comum): Como se originou essa crença universal?
Não se originou pelo raciocínio.
O sentimento religioso não se encontra nas criaturas inferiores. Mas o mais inferior dos homens pode ser instruído nas coisas de Deus porque falta ao animal a natureza religiosa, ele não foi feito à imagem de Deus.
SUA EXISTÊNCIA NEGADA.
O ateísmo é a negação absoluta de Deus. Visto que são os ateus que se opõem às convicções mais profundas e fundamentais da raça humana, a responsabilidade de provar a não-existência de Deus recai sobre eles.
Somente Deus, cuja existência o ateu nega, teria a capacidade de provar que Deus não existe.
Alguém perguntou: “Quem criou Deus?” e recebeu como resposta: “Se houvesse alguém que criasse Deus, esse alguém seria Deus”.
3.2 OS NOMES DE DEUS
OS NOMES DE DEUS NO ANTIGO TESTAMENTO
Abraão, Isaque e Jacó tiveram um conhecimento inferior de Deus porque o conheceram apenas como El-Shaddai (o Todo Poderoso) e não como Jeová (o grande “Eu Sou”). Deus tem muito mais para nos revelar do que apenas sua Onipotência!
ELOHIM
Este é o primeiro nome de Deus encontrado nas Escrituras (Gênesis 1:1), e aqui o nome encontra-se em sua forma plural, mas o verbo continua no singular, indicando a pluralidade das pessoas na unidade do Ser.
EL-SHADAI
Este nome composto é traduzido “Deus o Todo poderoso” (El é Deus e Shadai é Todo poderoso). O título El é Deus no singular, e significa forte ou poderoso. Shadai, sempre traduzido Todo-poderoso, significa suficiente ou rico em recursos. Pensa-se que a palavra é derivada duma outra que significa seios. A palavra seio nas Escrituras simboliza bênção e nutrição.
ADONAI
Este nome de Deus está no plural, denotando assim a pluralidade das pessoas na Divindade. É traduzido como Senhor em nossa Bíblia e denota uma relação de Senhor e escravo.
JEOVÁ (YHWH + Adonai)
Este é o mais famoso dentre os nomes de Deus e é predicado dele como um Ser necessário e auto-existente. O significado é: AQUELE QUE SEMPRE FOI, SEMPRE É E SEMPRE SERÁ. Temos assim traduzido em Apocalipse 1:4: “Daquele que é, e que era, e que há de vir”.
O nome Jeová é muitas vezes usado de modo composto com outros nomes para apresentar o verdadeiro Deus em algum aspecto de Seu caráter, satisfazendo certas necessidades de Seu povo.
JEOVÁ-HOSENU, “Jeová nosso criador”. Salmo 95:6.
JEOVÁ-JIRÉ, “Jeová proverá”. Gênesis 22:14.
JEOVÁ-RAFÁ, “Jeová que te cura”. Êxodo 15:26.
JEOVÁ-NISSI, “Jeová, minha bandeira”. Êxodo 17:15.
JEOVÁ-MIKADDÉS, “Jeová que te santifica”. Levítico 20:8.
JEOVÁ-ELOENU, “Jeová nosso Deus”. Salmo 99:5 e 8.
JEOVÁ-ELOEKA, “Jeová teu Deus”. Êxodo 20:2,5,7.
JEOVÁ-ELOAI, “Jeová meu Deus”. Zacarias 14:5.
JEOVÁ-SHALOM, “Jeová envia paz”. Juízes 6:24.
JEOVÁ-TSEBAOTE, “Jeová das hostes”. 1 Samuel 1:3.
JEOVÁ-ROÍ, “Jeová é meu pastor”. Salmo 23:1.
JEOVÁ-HELEIÓN, “Jeová o altíssimo”. Salmo 7:17; 47:2.
JEOVÁ-TSIDKENU, “Jeová nossa justiça”. Jeremias 23:6.
JEOVÁ-SHAMÁ, “Jeová está lá”. Ezequiel 48:35.
OS NOMES DE DEUS NO NOVO TESTAMENTO
1. TEOS. No Novo Testamento grego este é geralmente o nome de Deus, e corresponde a Eloim no Velho Testamento hebraico. É usado para todas as três pessoas da Trindade, mas especialmente para Deus, o Pai.
2. PATER. Este nome corresponde ao Jeová do V. T., e denota a relação que temos com Deus através de Cristo. É usado para Deus duzentas e sessenta e cinco vezes e é sempre traduzido como Pai.
3. DÉSPOTES. (Déspota no português). Este título denota Deus em Sua soberania absoluta, e é semelhante a Adonai do V. T. Encontramos este nome apenas cinco vezes no N. T., Lucas 2:29; Atos 4:24; 2 Pedro 2:1; Judas 4; Apocalipse 6:10.
4. KÚRIOS. Este nome é encontrado centenas de vezes e traduzido como; Senhor (referendo a Jesus), senhor (referendo ao homem), Mestre (referendo a Jesus), mestre (referendo ao homem) e dono. Em citações do hebraico usa-se muitas vezes em lugar de Jeová. É um título do Senhor Jesus como mestre e dono.
5. CHRISTUS. Esta palavra significa o Ungido e é traduzida Cristo. Deriva-se da palavra “chrio” que significa ungir. É o nome oficial do Messias ou Salvador que era por muito tempo esperado. O N. T. utiliza este nome exclusivamente referindo-se a Jesus de Nazaré.
Destes nomes todos do Ser Supremo, aprendemos que Ele é o Ser eterno, imutável, auto-existente, auto-suficiente, todo-suficiente e é o supremo objeto de temor, confiança, adoração e obediência.
3.3 OS DECRETOS DE DEUS
A Doutrina dos Decretos parte do princípio de que Deus não inventa seus planos ao longo da história. A Doutrina trabalha com uma hipótese, informada pelas Escrituras, de que tudo que Deus fez foi planejado e determinado antes da fundação do mundo.
(I Pe 1.20)“... e sem mancha, o sangue de Cristo, o qual, na verdade, foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos, por amor de vós.
No campo material e físico
Deus decretou criar o universo e o homem: Sl 33.6-11
Decretou a distribuição das nações:
(Dt 32.8) Quando o Altíssimo dava às nações a sua herança, quando separava os filhos dos homens, estabeleceu os termos dos povos conforme o número dos filhos de Israel.
Decretou o comprimento da vida do homem:
(Jo 14.5) Visto que os seus dias estão determinados, contigo está o número dos seus meses; tu lhe puseste limites, e ele não poderá passar além deles.
No campo moral e espiritual
Permitir o pecado
Deus não induz ninguém ao pecado (Tg 1.13-14), mas, como criador, é o autor das condições que permitiram o surgimento do mal.
Derrotar o pecado pelo bem
Deus não apenas permitiu o pecado, mas tomou providências para que até isso redunde em glória para o seu Nome.
Salvar do pecado
Este é o Decreto da Redenção, e tem algumas facetas:
1) A liberdade do homem: O homem foi criado com capacidade de pecar ou não pecar. Mesmo caído, ele continua responsável por suas ações. (Ap 20.12)
2) Graça preveniente: desde o pecado de Adão, notamos Deus tomando a iniciativa redentora, sem a qual o homem jamais seria salvo.
(Tt 2.11) Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos os homens”.
3) Presciência divina: É inegável e está incorporada à sua ação salvadora.
4) Eleição graciosa: Cristo foi eleito Salvador da humanidade, e todos os que o aceitam são beneficiados por sua eleição.
5) Graça especial ou salvadora: É comunicada ao pecador à medida que ele coopera com Deus, através da fé e arrependimento. (At 2.37-38)
6) Galardoar seus servos e castigar os desobedientes: Deus, na sua bondade, salva imerecidamente o pecador e decreta que o tal receberá um galardão segundo o seu serviço regenerado.
No campo social e político
A família e as formas de governo
Deus decidiu criar o ser humano como um ser social, que haveria de prosperar em um ambiente familiar. (Gn 2.18,24)
Intimamente ligado ao estabelecimento da família, está o Decreto concernente ao governo humano. (Rm 13.1-2)
A vocação e a missão de Israel
Deus escolheu a Abraão e, através dele, a nação de Israel como fonte de bênçãos para o mundo. “... e em ti serão benditas todas as famílias da terra”. (Gn 12.3b)
O plano de Deus para Israel ainda não se cumpriu, no entanto, Deus tem um grande propósito quanto à sua restauração.
A fundação e a missão da Igreja
Deus elegeu a Igreja para uma missão e responsabilidade muito grande. À Igreja cabe a responsabilidade de representar a Cristo aqui na terra.
(Ef 3.10-11) para que agora seja manifestada, por meio da igreja, aos principados e potestades nas regiões celestes, segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor.
O triunfo final de Deus
No Apocalipse encontramos a profecia do triunfo final de Deus sobre todos os seus inimigos. O Paraíso, que foi destruído em Gênesis, será restaurado e Deus enxugará todas as lágrimas.
Ap 11.15-17 E o sétimo anjo tocou a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso SENHOR e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre. E os vinte e quatro anciãos, que estão assentados em seus tronos diante de Deus, prostraram-se sobre seus rostos e adoraram a Deus, Dizendo: Graças te damos, Senhor Deus Todo-Poderoso, que és, e que eras, e que hás de vir, que tomaste o teu grande poder, e reinaste.
3.4 OS ATRIBUTOS DE DEUS
A ESSÊNCIA E ATRIBUTOS DE DEUS
Algumas características de Deus são absolutas, e fazem parte da essência de Deus. São os atributos absolutos ou imanentes.
Outras características são vistas como uma manifestação de Deus em relação à sua criação e são chamadas de atributos relativos ou transitivos.
ATRIBUTOS ABSOLUTOS OU IMANENTES
Espiritualidade:
Deus não tem uma forma corpórea como o homem.
Sua incorporeidade explica sua proibição de qualquer tentativa de representá-lo fisicamente
(Dt 4:15-18). A desobediência a essa proibição faz parte da justificação de ira de Deus sobre os homens:
“Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis.” (Rm 1.22-23)
Vida: Deus não somente é Espírito, mas tem vida própria, em contraste com os deuses das nações. Nós devemos ser testemunhas de que o nosso Deus é um Deus vivo.
Personalidade: Deus também é autoconsciente e tem personalidade: Intelecto, Volição e Sentimento.
Infinitude: (Transcendência)
Deus é Transcendente, ou seja, não está sujeito a nenhum limite ou restrição.
Deus é auto-suficiente e não precisa de nada nem de ninguém para o completar.
Que fique bem claro que Deus não criou o homem por causa de um sentimento de solidão.
Auto-existência:
Deus é a causa de sua própria existência, e de todas as coisas.
“Eu sou o Senhor que faço todas as coisas, que sozinho estendi os céus, e espraiei a terra; que desfaço os sinais dos profetas falsos, e torno loucos os adivinhos, que faço voltar para trás os sábios, e converto em loucura a sua ciência.” (Is 44.24-25)
Imutabilidade:
Não fala de decisões ou estratégias, mas que a natureza de Deus não muda:
Porque eu, o Senhor não mudo; por isso, vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos. (Ml 3.6; Tg 1.17)
Unidade: A natureza divina não se divide.
Perfeição: Estes são atributos morais, coerentes com a sua personalidade: intelecto, volição e sentimento.
Verdade: Deus é a personificação da verdade e é o verdadeiro Deus (I Jo 5.20).
Amor: O amor de Deus acha sua razão de ser na própria natureza de Deus. Não no objeto de seu amor.
O amor de Deus é preexistente à fundação do mundo. (Jo 17.24)
O amor de Deus implica a possibilidade de Deus sofrer.
Santidade: A santidade de Deus implica na sua pureza, e é motivada contra toda impureza. (II Co 7.1)
A essência de Deus é a fonte da manifestação de todos os demais atributos, presenciados através da criação. Passaremos agora a estudá-los:
ATRIBUTOS RELATIVOS OU TRANSITIVOS
Eternidade: Deus não está sujeito ao tempo.
Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus. (Sl 90.2)
Imensidão: A natureza de Deus não é sujeita à lei do espaço. Deus não está no espaço, mas o espaço está em Deus que o criou. (I Rs 8.27)
Onipresença: Deus está igual e pessoalmente presente em todos os lugares ao mesmo tempo. (Ubiqüidade)
Onisciência: Deus tem conhecimento completo de tudo: no passado, no presente e no futuro.
Ele conhece o autor, o participante, o beneficiado e a vítima de todas as ações no seu reino.
Ele nunca pode ser enganado, surpreendido ou confundido.
Quando perdoa nossos pecados, Ele decide não se lembrar deles.
Onipotência: Deus tem todo o poder e pode fazer tudo o que desejar, mas, também tem o poder de deixar de fazer.
Veracidade e fidelidade: Deus é transparente em seu trato conosco. Nunca irá nos enganar com falsas promessas de benção e maldição.
Se somos infiéis, ele permanece fiel, pois não pode negar-se a si mesmo. (II Tm 2.13)
Misericórdia e bondade: É a maneira graciosa com que Deus lida com suas criaturas. Misericórdia é não recebermos o que merecemos pelos nossos pecados.
Justiça e retidão: significa que o ser humano nunca receberá um mau tratamento da parte de Deus.
4. A DOUTRINA DA TRINDADE
UNICIDADE: Estado ou qualidade de ser único.
Em todo o Antigo Testamento a ênfase da auto-revelação divina está na unicidade e não na unidade.
O Deus único: EKAHAD = 2 significados: um, único (Trindade)
Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é o único Senhor. (Dt 6.4)
Unidade: A doutrina da unidade de Deus surgiu como reflexo da aceitação da doutrina da Trindade.
A Unidade de Deus é a revelação da trindade no NT e que de uma busca no AT mostra que este Deus único existe eternamente em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo.
Um Deus eternamente coexistente em três pessoas distintas, que não se confundem, nem se misturam.
A humanidade é composta de macho e fêmea, a divindade é Pai, Filho e Espírito Santo. Não existem duas raças humanas, nem três deuses.
A DOUTRINA DA TRINDADE
Definição: A Trindade é composta de três pessoas unidas, sem existência separada, e indivisivelmente ligadas para formar um Deus. A natureza divina subsiste em três distinções: Pai, Filho e Espírito Santo.
A palavra Trindade não aparece na Bíblia. Esta doutrina foi formulada por Tertuliano, Atanásio e Agostinho.
A Doutrina da Trindade afirma três verdades:
Há apenas um único Deus.
O Pai, o Filho e o Espírito Santo são individualmente Deus.
O Pai, o Filho e o Espírito Santo são, cada um, pessoas distintas.
UMA REVELAÇÃO DE DEUS
A doutrina representa a conclusão lógica da revelação bíblica acerca de Deus.
É exemplo da revelação progressiva de Deus. Deus Único, Deus Trino, depois Deus Triúnico.
Sinais de pluralidade nos nomes e atividades de Deus (Elohim).
OUTROS SINAIS DE PLURALIDADE
O louvor dos Serafins em Is 6.3. “... Santo, santo , santo é o Senhor ...”
A benção Aarônica de Nm 6.24-26. “...O Senhor te abençoe ...o Senhor faça ..o Senhor sobre ti levante o rosto e te dê a paz.”
REFERÊNCIAS AO ANJO DO SENHOR
Parece que o Anjo do Senhor é uma manifestação pré-encarnada de Deus o Filho. (Gn 22.15-18)
Sinais de igualdade entre Jesus e o Pai.
No Novo Testamento, o Pai, a quem Jesus se refere é Jeová.
“Eu e o Pai somos um.” (Jo 10.30)
Também: Jo 17.22; Hb 13.8 (imutabilidade); Ap 1.8 (onipotência).
Além disso, Jesus exerce as prerrogativas de Deus, como perdoar pecados. (Mt 9.2)
SINAIS DE IGUALDADE ENTRE JESUS E O ESPÍRITO SANTO
Jesus garante aos discípulos que enviaria um outro “Consolador”. O termo sugere um “outro” do mesmo tipo e qualidade. (Jo 14.16-17)
SINAIS DE IGUALDADE ENTRE PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO
A presença dos Três no batismo de Jesus por João é notória. Também a associação dos três na obra redentora. (I Co 12.4-6)
EVIDÊNCIAS DA DEIDADE DE CADA MEMBRO DA TRINDADE
O Pai é reconhecido como Deus:
“a todos os amados de Deus, que estais em Roma, chamados para serdes santos, graça a vós, e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo”. (Rm 1.7)
O Filho é reconhecido como Deus:
“Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, o qual será chamado Emanuel, que quer dizer: Deus conosco”. (Mt 1.23)
Jesus foi identificado com o Senhor (Jeová) do AT pelo apóstolo Paulo.
O Espírito Santo é reconhecido como Deus:
“Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço do terreno? Enquanto o possuías, não era teu? E vendido, não estava o preço em teu poder? Como, pois, formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus. (At 5.3-4)
TEORIAS REPROVADAS
Triteísmo: João Ascunages e João philoponus
Ensinavam que há três Deuses em vez de três pessoas na Trindade.
Sabelianismo ou Modalismo (Séc. II):
Sabelius ensinava que o Pai, o Filho e o Espírito Santo eram manifestações de um só Deus. Os modos como Deus se manifestou seriam como três uniformes com que o único Deus se vestia.
Exemplos de modalistas (também chamados de Unicistas) de hoje: Voz da Verdade, Árvore da Vida.
Arianismo: Ário seguiu um erro de Orígenes, que subordinava o Filho ao Pai, em relação à essência, fazendo-o inferior ao Pai.
O Arianismo negou a deidade de Jesus Cristo. Ário ensinava que apenas o Pai não era criado.
Exemplo de arianos hoje: Testemunhas de Jeová

3.1 A NATUREZA DE DEUS
A EXISTÊNCIA DE DEUS
Deus é Espírito Pessoal, perfeitamente bom, que em santo amor cria, sustenta e dirige tudo.
A natureza de Deus: Ele é Espírito Pessoal.
O caráter de Deus: Ele é perfeitamente bom.
A relação de Deus para com o universo: Cria, sustenta e dirige tudo.
SUA EXISTÊNCIA DECLARADA.
A Bíblia não se preocupa em provar a existência de Deus. Ela reconhece como fato auto-evidente a sua existência, e como crença natural do homem. Declara o fato de Deus e chama o homem a aventurar-se na fé.
A Bíblia não tenta demonstrar a existência de Deus, porque em todas as partes da Bíblia subentende-se a sua existência.
A idéia de que o homem chega ao conhecimento ou à comunhão com Deus mediante seus próprios esforços é totalmente estranha ao AT.
Deus aproxima-se dos homens, estabelece um concerto ou relação especial com eles, e lhes dá mandamentos.
SUA EXISTÊNCIA PROVADA.
Por que demonstrar a existência de Deus?
1. Para convencer os que genuinamente buscam a Deus.
2. Para fortalecer a fé daqueles que já crêem.
3. Para enriquecer nosso conhecimento acerca da natureza de Deus.
Encontramos evidências da existência de Deus na criação, na natureza humana e na história humana.
1) O argumento cosmológico (da criação): O universo deve ter uma primeira causa ou um criador.
2) O argumento teleológico (desígnio ou propósito): O desígnio evidente no universo aponta para uma mente suprema e não para o acaso.
Suponhamos que o autor dum livro tomou milhares de tipos de imprensa e jogou para o ar. Ao caírem no chão, natural e gradualmente se ajuntaram de maneira a formar a história do livro!
3) O argumento antropológico (da natureza do homem): Não apenas a natureza moral do homem, mas também todos os aspectos da sua natureza testificam a existência de Deus.
Até as religiões mais degradadas demonstram o fato de que o homem, qual cego, tateando, procura algo que sua alma anela.
4) O argumento histórico: A marcha dos eventos da história universal fornece evidência de um poder e de uma providência dominantes.
A colonização dos EUA por imigrantes protestantes salvou-os da sorte da América do Sul, e dessa maneira salvou a democracia.
A guerra dos seis dias entre Israel e os Árabes em 1967, teve a mão de Deus a favor de seu povo.
5) O argumento da crença universal (consenso comum): Como se originou essa crença universal?
Não se originou pelo raciocínio.
O sentimento religioso não se encontra nas criaturas inferiores. Mas o mais inferior dos homens pode ser instruído nas coisas de Deus porque falta ao animal a natureza religiosa, ele não foi feito à imagem de Deus.
SUA EXISTÊNCIA NEGADA.
O ateísmo é a negação absoluta de Deus. Visto que são os ateus que se opõem às convicções mais profundas e fundamentais da raça humana, a responsabilidade de provar a não-existência de Deus recai sobre eles.
Somente Deus, cuja existência o ateu nega, teria a capacidade de provar que Deus não existe.
Alguém perguntou: “Quem criou Deus?” e recebeu como resposta: “Se houvesse alguém que criasse Deus, esse alguém seria Deus”.
3.2 OS NOMES DE DEUS
OS NOMES DE DEUS NO ANTIGO TESTAMENTO
Abraão, Isaque e Jacó tiveram um conhecimento inferior de Deus porque o conheceram apenas como El-Shaddai (o Todo Poderoso) e não como Jeová (o grande “Eu Sou”). Deus tem muito mais para nos revelar do que apenas sua Onipotência!
ELOHIM
Este é o primeiro nome de Deus encontrado nas Escrituras (Gênesis 1:1), e aqui o nome encontra-se em sua forma plural, mas o verbo continua no singular, indicando a pluralidade das pessoas na unidade do Ser.
EL-SHADAI
Este nome composto é traduzido “Deus o Todo poderoso” (El é Deus e Shadai é Todo poderoso). O título El é Deus no singular, e significa forte ou poderoso. Shadai, sempre traduzido Todo-poderoso, significa suficiente ou rico em recursos. Pensa-se que a palavra é derivada duma outra que significa seios. A palavra seio nas Escrituras simboliza bênção e nutrição.
ADONAI
Este nome de Deus está no plural, denotando assim a pluralidade das pessoas na Divindade. É traduzido como Senhor em nossa Bíblia e denota uma relação de Senhor e escravo.
JEOVÁ (YHWH + Adonai)
Este é o mais famoso dentre os nomes de Deus e é predicado dele como um Ser necessário e auto-existente. O significado é: AQUELE QUE SEMPRE FOI, SEMPRE É E SEMPRE SERÁ. Temos assim traduzido em Apocalipse 1:4: “Daquele que é, e que era, e que há de vir”.
O nome Jeová é muitas vezes usado de modo composto com outros nomes para apresentar o verdadeiro Deus em algum aspecto de Seu caráter, satisfazendo certas necessidades de Seu povo.
JEOVÁ-HOSENU, “Jeová nosso criador”. Salmo 95:6.
JEOVÁ-JIRÉ, “Jeová proverá”. Gênesis 22:14.
JEOVÁ-RAFÁ, “Jeová que te cura”. Êxodo 15:26.
JEOVÁ-NISSI, “Jeová, minha bandeira”. Êxodo 17:15.
JEOVÁ-MIKADDÉS, “Jeová que te santifica”. Levítico 20:8.
JEOVÁ-ELOENU, “Jeová nosso Deus”. Salmo 99:5 e 8.
JEOVÁ-ELOEKA, “Jeová teu Deus”. Êxodo 20:2,5,7.
JEOVÁ-ELOAI, “Jeová meu Deus”. Zacarias 14:5.
JEOVÁ-SHALOM, “Jeová envia paz”. Juízes 6:24.
JEOVÁ-TSEBAOTE, “Jeová das hostes”. 1 Samuel 1:3.
JEOVÁ-ROÍ, “Jeová é meu pastor”. Salmo 23:1.
JEOVÁ-HELEIÓN, “Jeová o altíssimo”. Salmo 7:17; 47:2.
JEOVÁ-TSIDKENU, “Jeová nossa justiça”. Jeremias 23:6.
JEOVÁ-SHAMÁ, “Jeová está lá”. Ezequiel 48:35.
OS NOMES DE DEUS NO NOVO TESTAMENTO
1. TEOS. No Novo Testamento grego este é geralmente o nome de Deus, e corresponde a Eloim no Velho Testamento hebraico. É usado para todas as três pessoas da Trindade, mas especialmente para Deus, o Pai.
2. PATER. Este nome corresponde ao Jeová do V. T., e denota a relação que temos com Deus através de Cristo. É usado para Deus duzentas e sessenta e cinco vezes e é sempre traduzido como Pai.
3. DÉSPOTES. (Déspota no português). Este título denota Deus em Sua soberania absoluta, e é semelhante a Adonai do V. T. Encontramos este nome apenas cinco vezes no N. T., Lucas 2:29; Atos 4:24; 2 Pedro 2:1; Judas 4; Apocalipse 6:10.
4. KÚRIOS. Este nome é encontrado centenas de vezes e traduzido como; Senhor (referendo a Jesus), senhor (referendo ao homem), Mestre (referendo a Jesus), mestre (referendo ao homem) e dono. Em citações do hebraico usa-se muitas vezes em lugar de Jeová. É um título do Senhor Jesus como mestre e dono.
5. CHRISTUS. Esta palavra significa o Ungido e é traduzida Cristo. Deriva-se da palavra “chrio” que significa ungir. É o nome oficial do Messias ou Salvador que era por muito tempo esperado. O N. T. utiliza este nome exclusivamente referindo-se a Jesus de Nazaré.
Destes nomes todos do Ser Supremo, aprendemos que Ele é o Ser eterno, imutável, auto-existente, auto-suficiente, todo-suficiente e é o supremo objeto de temor, confiança, adoração e obediência.
3.3 OS DECRETOS DE DEUS
A Doutrina dos Decretos parte do princípio de que Deus não inventa seus planos ao longo da história. A Doutrina trabalha com uma hipótese, informada pelas Escrituras, de que tudo que Deus fez foi planejado e determinado antes da fundação do mundo.
(I Pe 1.20)“... e sem mancha, o sangue de Cristo, o qual, na verdade, foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos, por amor de vós.
No campo material e físico
Deus decretou criar o universo e o homem: Sl 33.6-11
Decretou a distribuição das nações:
(Dt 32.8) Quando o Altíssimo dava às nações a sua herança, quando separava os filhos dos homens, estabeleceu os termos dos povos conforme o número dos filhos de Israel.
Decretou o comprimento da vida do homem:
(Jo 14.5) Visto que os seus dias estão determinados, contigo está o número dos seus meses; tu lhe puseste limites, e ele não poderá passar além deles.
No campo moral e espiritual
Permitir o pecado
Deus não induz ninguém ao pecado (Tg 1.13-14), mas, como criador, é o autor das condições que permitiram o surgimento do mal.
Derrotar o pecado pelo bem
Deus não apenas permitiu o pecado, mas tomou providências para que até isso redunde em glória para o seu Nome.
Salvar do pecado
Este é o Decreto da Redenção, e tem algumas facetas:
1) A liberdade do homem: O homem foi criado com capacidade de pecar ou não pecar. Mesmo caído, ele continua responsável por suas ações. (Ap 20.12)
2) Graça preveniente: desde o pecado de Adão, notamos Deus tomando a iniciativa redentora, sem a qual o homem jamais seria salvo.
(Tt 2.11) Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos os homens”.
3) Presciência divina: É inegável e está incorporada à sua ação salvadora.
4) Eleição graciosa: Cristo foi eleito Salvador da humanidade, e todos os que o aceitam são beneficiados por sua eleição.
5) Graça especial ou salvadora: É comunicada ao pecador à medida que ele coopera com Deus, através da fé e arrependimento. (At 2.37-38)
6) Galardoar seus servos e castigar os desobedientes: Deus, na sua bondade, salva imerecidamente o pecador e decreta que o tal receberá um galardão segundo o seu serviço regenerado.
No campo social e político
A família e as formas de governo
Deus decidiu criar o ser humano como um ser social, que haveria de prosperar em um ambiente familiar. (Gn 2.18,24)
Intimamente ligado ao estabelecimento da família, está o Decreto concernente ao governo humano. (Rm 13.1-2)
A vocação e a missão de Israel
Deus escolheu a Abraão e, através dele, a nação de Israel como fonte de bênçãos para o mundo. “... e em ti serão benditas todas as famílias da terra”. (Gn 12.3b)
O plano de Deus para Israel ainda não se cumpriu, no entanto, Deus tem um grande propósito quanto à sua restauração.
A fundação e a missão da Igreja
Deus elegeu a Igreja para uma missão e responsabilidade muito grande. À Igreja cabe a responsabilidade de representar a Cristo aqui na terra.
(Ef 3.10-11) para que agora seja manifestada, por meio da igreja, aos principados e potestades nas regiões celestes, segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor.
O triunfo final de Deus
No Apocalipse encontramos a profecia do triunfo final de Deus sobre todos os seus inimigos. O Paraíso, que foi destruído em Gênesis, será restaurado e Deus enxugará todas as lágrimas.
Ap 11.15-17 E o sétimo anjo tocou a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso SENHOR e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre. E os vinte e quatro anciãos, que estão assentados em seus tronos diante de Deus, prostraram-se sobre seus rostos e adoraram a Deus, Dizendo: Graças te damos, Senhor Deus Todo-Poderoso, que és, e que eras, e que hás de vir, que tomaste o teu grande poder, e reinaste.
3.4 OS ATRIBUTOS DE DEUS
A ESSÊNCIA E ATRIBUTOS DE DEUS
Algumas características de Deus são absolutas, e fazem parte da essência de Deus. São os atributos absolutos ou imanentes.
Outras características são vistas como uma manifestação de Deus em relação à sua criação e são chamadas de atributos relativos ou transitivos.
ATRIBUTOS ABSOLUTOS OU IMANENTES
Espiritualidade:
Deus não tem uma forma corpórea como o homem.
Sua incorporeidade explica sua proibição de qualquer tentativa de representá-lo fisicamente
(Dt 4:15-18). A desobediência a essa proibição faz parte da justificação de ira de Deus sobre os homens:
“Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis.” (Rm 1.22-23)
Vida: Deus não somente é Espírito, mas tem vida própria, em contraste com os deuses das nações. Nós devemos ser testemunhas de que o nosso Deus é um Deus vivo.
Personalidade: Deus também é autoconsciente e tem personalidade: Intelecto, Volição e Sentimento.
Infinitude: (Transcendência)
Deus é Transcendente, ou seja, não está sujeito a nenhum limite ou restrição.
Deus é auto-suficiente e não precisa de nada nem de ninguém para o completar.
Que fique bem claro que Deus não criou o homem por causa de um sentimento de solidão.
Auto-existência:
Deus é a causa de sua própria existência, e de todas as coisas.
“Eu sou o Senhor que faço todas as coisas, que sozinho estendi os céus, e espraiei a terra; que desfaço os sinais dos profetas falsos, e torno loucos os adivinhos, que faço voltar para trás os sábios, e converto em loucura a sua ciência.” (Is 44.24-25)
Imutabilidade:
Não fala de decisões ou estratégias, mas que a natureza de Deus não muda:
Porque eu, o Senhor não mudo; por isso, vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos. (Ml 3.6; Tg 1.17)
Unidade: A natureza divina não se divide.
Perfeição: Estes são atributos morais, coerentes com a sua personalidade: intelecto, volição e sentimento.
Verdade: Deus é a personificação da verdade e é o verdadeiro Deus (I Jo 5.20).
Amor: O amor de Deus acha sua razão de ser na própria natureza de Deus. Não no objeto de seu amor.
O amor de Deus é preexistente à fundação do mundo. (Jo 17.24)
O amor de Deus implica a possibilidade de Deus sofrer.
Santidade: A santidade de Deus implica na sua pureza, e é motivada contra toda impureza. (II Co 7.1)
A essência de Deus é a fonte da manifestação de todos os demais atributos, presenciados através da criação. Passaremos agora a estudá-los:
ATRIBUTOS RELATIVOS OU TRANSITIVOS
Eternidade: Deus não está sujeito ao tempo.
Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus. (Sl 90.2)
Imensidão: A natureza de Deus não é sujeita à lei do espaço. Deus não está no espaço, mas o espaço está em Deus que o criou. (I Rs 8.27)
Onipresença: Deus está igual e pessoalmente presente em todos os lugares ao mesmo tempo. (Ubiqüidade)
Onisciência: Deus tem conhecimento completo de tudo: no passado, no presente e no futuro.
Ele conhece o autor, o participante, o beneficiado e a vítima de todas as ações no seu reino.
Ele nunca pode ser enganado, surpreendido ou confundido.
Quando perdoa nossos pecados, Ele decide não se lembrar deles.
Onipotência: Deus tem todo o poder e pode fazer tudo o que desejar, mas, também tem o poder de deixar de fazer.
Veracidade e fidelidade: Deus é transparente em seu trato conosco. Nunca irá nos enganar com falsas promessas de benção e maldição.
Se somos infiéis, ele permanece fiel, pois não pode negar-se a si mesmo. (II Tm 2.13)
Misericórdia e bondade: É a maneira graciosa com que Deus lida com suas criaturas. Misericórdia é não recebermos o que merecemos pelos nossos pecados.
Justiça e retidão: significa que o ser humano nunca receberá um mau tratamento da parte de Deus.
4. A DOUTRINA DA TRINDADE
UNICIDADE: Estado ou qualidade de ser único.
Em todo o Antigo Testamento a ênfase da auto-revelação divina está na unicidade e não na unidade.
O Deus único: EKAHAD = 2 significados: um, único (Trindade)
Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é o único Senhor. (Dt 6.4)
Unidade: A doutrina da unidade de Deus surgiu como reflexo da aceitação da doutrina da Trindade.
A Unidade de Deus é a revelação da trindade no NT e que de uma busca no AT mostra que este Deus único existe eternamente em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo.
Um Deus eternamente coexistente em três pessoas distintas, que não se confundem, nem se misturam.
A humanidade é composta de macho e fêmea, a divindade é Pai, Filho e Espírito Santo. Não existem duas raças humanas, nem três deuses.
A DOUTRINA DA TRINDADE
Definição: A Trindade é composta de três pessoas unidas, sem existência separada, e indivisivelmente ligadas para formar um Deus. A natureza divina subsiste em três distinções: Pai, Filho e Espírito Santo.
A palavra Trindade não aparece na Bíblia. Esta doutrina foi formulada por Tertuliano, Atanásio e Agostinho.
A Doutrina da Trindade afirma três verdades:
Há apenas um único Deus.
O Pai, o Filho e o Espírito Santo são individualmente Deus.
O Pai, o Filho e o Espírito Santo são, cada um, pessoas distintas.
UMA REVELAÇÃO DE DEUS
A doutrina representa a conclusão lógica da revelação bíblica acerca de Deus.
É exemplo da revelação progressiva de Deus. Deus Único, Deus Trino, depois Deus Triúnico.
Sinais de pluralidade nos nomes e atividades de Deus (Elohim).
OUTROS SINAIS DE PLURALIDADE
O louvor dos Serafins em Is 6.3. “... Santo, santo , santo é o Senhor ...”
A benção Aarônica de Nm 6.24-26. “...O Senhor te abençoe ...o Senhor faça ..o Senhor sobre ti levante o rosto e te dê a paz.”
REFERÊNCIAS AO ANJO DO SENHOR
Parece que o Anjo do Senhor é uma manifestação pré-encarnada de Deus o Filho. (Gn 22.15-18)
Sinais de igualdade entre Jesus e o Pai.
No Novo Testamento, o Pai, a quem Jesus se refere é Jeová.
“Eu e o Pai somos um.” (Jo 10.30)
Também: Jo 17.22; Hb 13.8 (imutabilidade); Ap 1.8 (onipotência).
Além disso, Jesus exerce as prerrogativas de Deus, como perdoar pecados. (Mt 9.2)
SINAIS DE IGUALDADE ENTRE JESUS E O ESPÍRITO SANTO
Jesus garante aos discípulos que enviaria um outro “Consolador”. O termo sugere um “outro” do mesmo tipo e qualidade. (Jo 14.16-17)
SINAIS DE IGUALDADE ENTRE PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO
A presença dos Três no batismo de Jesus por João é notória. Também a associação dos três na obra redentora. (I Co 12.4-6)
EVIDÊNCIAS DA DEIDADE DE CADA MEMBRO DA TRINDADE
O Pai é reconhecido como Deus:
“a todos os amados de Deus, que estais em Roma, chamados para serdes santos, graça a vós, e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo”. (Rm 1.7)
O Filho é reconhecido como Deus:
“Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, o qual será chamado Emanuel, que quer dizer: Deus conosco”. (Mt 1.23)
Jesus foi identificado com o Senhor (Jeová) do AT pelo apóstolo Paulo.
O Espírito Santo é reconhecido como Deus:
“Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço do terreno? Enquanto o possuías, não era teu? E vendido, não estava o preço em teu poder? Como, pois, formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus. (At 5.3-4)
TEORIAS REPROVADAS
Triteísmo: João Ascunages e João philoponus
Ensinavam que há três Deuses em vez de três pessoas na Trindade.
Sabelianismo ou Modalismo (Séc. II):
Sabelius ensinava que o Pai, o Filho e o Espírito Santo eram manifestações de um só Deus. Os modos como Deus se manifestou seriam como três uniformes com que o único Deus se vestia.
Exemplos de modalistas (também chamados de Unicistas) de hoje: Voz da Verdade, Árvore da Vida.
Arianismo: Ário seguiu um erro de Orígenes, que subordinava o Filho ao Pai, em relação à essência, fazendo-o inferior ao Pai.
O Arianismo negou a deidade de Jesus Cristo. Ário ensinava que apenas o Pai não era criado.
Exemplo de arianos hoje: Testemunhas de Jeová
TEOLOGIA SISTEMATICA.
TEOLOGIA SISTEMATICA MINISTÉRIO PROFÉTICO DA PALAVRA DE DEUS
Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.
(2ª Timóteo 3:16-17)
1.INTRODUÇAO AO ESTUDO TEOLÓGICO
1.1 O QUE É TEOLÓGIA?
Theos (Deus) e logos (palavra). Significa “um discurso acerca de Deus”.
É a ciência que trata do nosso conhecimento de Deus e das suas relações para com o ser humano.
Trata de tudo quanto se relaciona com Deus e com os propósitos para a sua criação (anjos, ser humano e animais).
O PROPÓSITO DA TEOLOGIA
Fazer e entender a fé:
Codificar e sistematizar o ensino bíblico.
Estender a fé:
Pregação, ensino e discipulado.
Defender a fé:
Medindo as doutrinas populares, confrontando a doutrina errada e disseminando a sã doutrina.
TIPOS DE TEOLOGIA
Teologia Bíblica: Salienta o progresso da Revelação bíblica.
• Divide-se em: Teologia Bíblica do Antigo Testamento
Teologia Bíblica do Novo Testamento
Teologia Histórica: Traça o desenvolvimento das doutrinas bíblicas desde o fim da era apostólica até o presente.
Teologia Sistemática: Codifica o conhecimento de Deus para edificar o corpo e combate as heresias.
Teologia Prática: Aplica as teologias Bíblica, Histórica e Sistemática à santificação do ser humano, ou seja, à vida e ao ministério cristão.
Teologia Dogmática
BIBLIOLOGIA
Parte da Teologia que estuda as Escrituras.
Nem tudo na Bíblia é bíblico. Ex: Caim matou Abel; o incesto de Amnon contra Tamar, sua irmã ou Demas abandonou a fé.
O QUE É RELIGIÃO?
Ligare – latim singular ligar. Religar.
É a prática do ser humano para alcançar Deus. Fato universal.
QUAL É A VERDADEIRA RELIGIÃO? PORQUÊ?
QUAL A DIFERENÇA ENTRE REVELAÇÃO, INSPIRAÇÃO E ILUMINAÇÃO?
O QUE É REVELAÇÃO?
É a manifestação que o único Deus verdadeiro faz de si mesmo. O Deus eterno se fez conhecido em Cristo.
Onde? Quando? A quem? Como? Por que veio?
Ele voltará? Porque voltará? Quando? Como? Onde? A quem?
SE DEU ESSA REVELAÇÃO?
Feitos: Deus se manifestou aos homens.
Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos (Sl 119:1).
Escrituras: Registros destes fatos verdadeiros.
E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai. (Jo 1:14)
ESCRITURAS: CONTÉM O REGISTRO DESSA REVELAÇÃO
A Bíblia = 66 Livros.
Antigo Testamento = 39 livros.
Classificação:
Pentateuco (Lei)
Livros Proféticos
Escritos (hagiógrafos)
Novo Testamento = 27 livros.
Classificação:
Bibliográficos (Evangelhos)
Histórico (Atos)
Epístolas Paulinas
Epístolas Gerais
Escatológico (Apocalipse)
Deus criou Israel para manifestar-se ao mundo e, ao completar a plenitude dos tempos enviou o seu Filho Unigênito a fim de consumar a revelação já começada. (base da Teologia Cristã)
INSPIRAÇÃO: THEOPNEUSTOS SIGNIFICA DIVINAMENTE SOPRADO.
Natural: grande talento dos homens.
Mística (iluminativa): originada em homens cheios do Espírito Santo.
Mecânica: Ditada. Instrumentos passivos na mão de Deus.
Parcial: Apenas o desconhecido foi inspirado.
Conceitual: Apenas voltada para as idéias.
Verbal e plenária: Cada palavra (verbal) foi inspirada por Deus (plena).
ILUMINAÇÃO
Precisamos da iluminação de Deus para entender as Escrituras. A tarefa de interpretar é chamada de Hermenêutica.
Princípios fundamentais da hermenêutica:
A interpretação histórico-gramatical.
O contexto restrito e o geral.
A POSSIBILIDADE DE TERMOS UMA TEOLOGIA CRISTÃ.
Deus existe e tem um relacionamento com seu mundo. (Gen 1:1)
O ser humano é feito à imagem de Deus e é capaz de receber a revelação. (Gen 1:26)
Deus tem se revelado (Heb 1:1). Tem se dado a conhecer em Jesus Cristo.
DOUTRINAS: ENSINO OU INSTRUÇÃO
É o ensino das verdades fundamentais da Bíblia sistematizado.
O conhecimento doutrinário é uma parte necessária do equipamento de quem deseja ensinar a Palavra de Deus.
FIM
2. BIBLIOLOGIA
( A DOUTRINA DAS ESCRITURAS)
2.1. A NECESSIDADE DAS ESCRITURAS
A NECESSIDADE DAS ESCRITURAS (2 Tm 3:16-17)
Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.
UMA REVELAÇÃO DESEJÁVEL
Um Deus sábio tem um propósito para suas criaturas.
Negligenciar esse propósito é loucura e pecado.
MAS COMO VERIFICAR COM CERTEZA O PROPÓSITO DIVINO?
As verdades que informam o homem a respeito da salvação têm que vir de Deus.
O homem precisa de uma revelação.
ESSA REVELAÇÃO É DE SE ESPERAR
Revelação é a manifestação que Deus faz de si mesmo e a compreensão, parcial embora, da mesma manifestação por parte dos homens.
Na revelação Deus faz-se conhecido dos homens na sua personalidade e nas suas relações.
Deus quer que o homem O conheça daí a razão D’ele se revelar.
(Sl 19:1-4) Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. Não há linguagem nem fala onde não se ouça a sua voz. A sua linha se estende por toda a terra, e as suas palavras até ao fim do mundo. Neles pôs uma tenda para o sol,
Se existe um Deus pessoal e perfeitamente bom, é razoável crer que ele conceda às suas criaturas uma revelação pessoal de si mesmo.
(Oséias 6:6) Porque eu quero a misericórdia, e não o sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos.
ESSA REVELAÇÃO DEVERIA ESTAR EM FORMA ESCRITA.
Deus inspirou os seus servos a escrever essas verdades.
Deus, também, preservou os manuscritos das Escrituras e influenciou a sua igreja a incluí-los no cânon.
2.2. A INSPIRAÇÃO DAS ESCRITURAS
A INSPIRAÇÃO DAS ESCRITURAS É DIVINA E NÃO APENAS HUMANA
O modernista considera a inspiração das Escrituras Sagradas como apenas um sistema filosófico.
Essa teoria não combina com o caráter sobrenatural e único da Bíblia.
A INSPIRAÇÃO DAS ESCRITURAS É ÚNICA E NÃO COMUM
ALGUNS CONFUNDEM A INSPIRAÇÃO COM O CONHECIMENTO.
Às vezes os profetas recebiam mensagens por inspiração, mas não a compreensão dessas verdades. (1 Pe 1:10-12)
A INSPIRAÇÃO DAS ESCRITURAS É VIVA E NÃO MECÂNICA
A inspiração não era um simples ditado, onde os escritores fossem passivos e as suas faculdades não tomassem parte no registro da mensagem.
É o entrosamento do Espírito de Deus e o espírito do homem.
A inspiração é completa e não parcial.
É VERBAL E NÃO APENAS DE CONCEITOS
A ênfase Bíblica não está nos homens inspirados, mas nas palavras inspiradas.
PRECISAMOS FAZER DISTINÇÃO ENTRE REVELAÇÃO E INSPIRAÇÃO.
Revelação é o ato de Deus pelo qual ele dá a conhecer o que o homem por si mesmo não podia saber.
Por inspiração queremos dizer que o escritor é preservado de qualquer erro ao escrever essa revelação.
A INSPIRAÇÃO NEM SEMPRE IMPLICA REVELAÇÃO.
Moisés foi inspirado a registrar eventos que ele mesmo havia presenciado e que dessa maneira eram de seu conhecimento.
PALAVRAS INSPIRADAS E REGISTROS INSPIRADOS.
A Bíblia registra muitas palavras proferidas por Satanás, e sabemos que o diabo não foi inspirado por Deus ao dizê-las; mas o registro dessas expressões satânicas foi inspirado.
2.3. A VERIFICAÇÃO DAS ESCRITURAS
ELAS REIVINDICAM INSPIRAÇÃO
O Antigo Testamento declara-se escrito sob uma inspiração especial de Deus.
(Js 3:9) Então, disse Josué aos filhos de Israel: Chegai-vos para cá e ouvi as palavras do SENHOR, vosso Deus.
(Is 34:16) Buscai no livro do SENHOR e lede: Nenhuma destas criaturas falhará, nem uma nem outra faltará; porque a boca do SENHOR o ordenou, e o seu Espírito mesmo as ajuntará.
Jesus citou o Antigo Testamento, e viveu em harmonia com os seus ensinos.
A INSPIRAÇÃO DO NOVO TESTAMENTO
1. É garantida pela promessa de Jesus de que o Espírito Santo lembraria aos apóstolos tudo o que ele lhes havia ensinado, e que o mesmo Espírito os guiaria em toda verdade.
2. Pedro coloca as epístolas de Paulo no mesmo nível dos livros do AT, e todos os apóstolos afirmam falar com autoridade divina.
(2 Pe 3:15-16) e tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor, como igualmente o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles.
AS ESCRITURAS SE DIZEM INSPIRADAS
Foi escrita por homens cuja honestidade e integridade não podem ser postas em dúvida.
O seu conteúdo é a mais sublime revelação de Deus ao mundo.
1. Sua exatidão: Ausência dos absurdos encontrados em outros livros “sagrados”.
2. Sua unidade: Contendo 66 livros, escritos por uns 40 diferentes autores, num período de mais ou menos 1600 anos e abrangendo uma variedade de tópicos, demonstra uma unidade de tema e propósito que só é explicado como tendo ela uma mente a lhe dirigir.
3. A Bíblia pode ser lida centenas de vezes sem se esgotar o assunto.
4. É o livro mais traduzido e lido no mundo.
5. É um dos livros mais antigos do mundo e também o mais moderno. É pão para a alma. O pão é o alimento mais antigo do mundo e também o mais moderno.
6. Sua preservação apesar da perseguição e a oposição da ciência.
Procuramos evidências externas da exatidão das Escrituras porque é motivo de alegria poder apontar evidências das coisas que cremos no coração, e também porque essas provas servem de veículo para expressarmos nossa fé e convicção íntima.
(1 Pe 3:15) Santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós,
Mas o melhor argumento é o prático. A Bíblia tem influenciado a civilização, transformado vidas, trazido luz, inspiração e conforto a todo o que nela busca auxílio.
Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.
(2ª Timóteo 3:16-17)
1.INTRODUÇAO AO ESTUDO TEOLÓGICO
1.1 O QUE É TEOLÓGIA?
Theos (Deus) e logos (palavra). Significa “um discurso acerca de Deus”.
É a ciência que trata do nosso conhecimento de Deus e das suas relações para com o ser humano.
Trata de tudo quanto se relaciona com Deus e com os propósitos para a sua criação (anjos, ser humano e animais).
O PROPÓSITO DA TEOLOGIA
Fazer e entender a fé:
Codificar e sistematizar o ensino bíblico.
Estender a fé:
Pregação, ensino e discipulado.
Defender a fé:
Medindo as doutrinas populares, confrontando a doutrina errada e disseminando a sã doutrina.
TIPOS DE TEOLOGIA
Teologia Bíblica: Salienta o progresso da Revelação bíblica.
• Divide-se em: Teologia Bíblica do Antigo Testamento
Teologia Bíblica do Novo Testamento
Teologia Histórica: Traça o desenvolvimento das doutrinas bíblicas desde o fim da era apostólica até o presente.
Teologia Sistemática: Codifica o conhecimento de Deus para edificar o corpo e combate as heresias.
Teologia Prática: Aplica as teologias Bíblica, Histórica e Sistemática à santificação do ser humano, ou seja, à vida e ao ministério cristão.
Teologia Dogmática
BIBLIOLOGIA
Parte da Teologia que estuda as Escrituras.
Nem tudo na Bíblia é bíblico. Ex: Caim matou Abel; o incesto de Amnon contra Tamar, sua irmã ou Demas abandonou a fé.
O QUE É RELIGIÃO?
Ligare – latim singular ligar. Religar.
É a prática do ser humano para alcançar Deus. Fato universal.
QUAL É A VERDADEIRA RELIGIÃO? PORQUÊ?
QUAL A DIFERENÇA ENTRE REVELAÇÃO, INSPIRAÇÃO E ILUMINAÇÃO?
O QUE É REVELAÇÃO?
É a manifestação que o único Deus verdadeiro faz de si mesmo. O Deus eterno se fez conhecido em Cristo.
Onde? Quando? A quem? Como? Por que veio?
Ele voltará? Porque voltará? Quando? Como? Onde? A quem?
SE DEU ESSA REVELAÇÃO?
Feitos: Deus se manifestou aos homens.
Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos (Sl 119:1).
Escrituras: Registros destes fatos verdadeiros.
E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai. (Jo 1:14)
ESCRITURAS: CONTÉM O REGISTRO DESSA REVELAÇÃO
A Bíblia = 66 Livros.
Antigo Testamento = 39 livros.
Classificação:
Pentateuco (Lei)
Livros Proféticos
Escritos (hagiógrafos)
Novo Testamento = 27 livros.
Classificação:
Bibliográficos (Evangelhos)
Histórico (Atos)
Epístolas Paulinas
Epístolas Gerais
Escatológico (Apocalipse)
Deus criou Israel para manifestar-se ao mundo e, ao completar a plenitude dos tempos enviou o seu Filho Unigênito a fim de consumar a revelação já começada. (base da Teologia Cristã)
INSPIRAÇÃO: THEOPNEUSTOS SIGNIFICA DIVINAMENTE SOPRADO.
Natural: grande talento dos homens.
Mística (iluminativa): originada em homens cheios do Espírito Santo.
Mecânica: Ditada. Instrumentos passivos na mão de Deus.
Parcial: Apenas o desconhecido foi inspirado.
Conceitual: Apenas voltada para as idéias.
Verbal e plenária: Cada palavra (verbal) foi inspirada por Deus (plena).
ILUMINAÇÃO
Precisamos da iluminação de Deus para entender as Escrituras. A tarefa de interpretar é chamada de Hermenêutica.
Princípios fundamentais da hermenêutica:
A interpretação histórico-gramatical.
O contexto restrito e o geral.
A POSSIBILIDADE DE TERMOS UMA TEOLOGIA CRISTÃ.
Deus existe e tem um relacionamento com seu mundo. (Gen 1:1)
O ser humano é feito à imagem de Deus e é capaz de receber a revelação. (Gen 1:26)
Deus tem se revelado (Heb 1:1). Tem se dado a conhecer em Jesus Cristo.
DOUTRINAS: ENSINO OU INSTRUÇÃO
É o ensino das verdades fundamentais da Bíblia sistematizado.
O conhecimento doutrinário é uma parte necessária do equipamento de quem deseja ensinar a Palavra de Deus.
FIM
2. BIBLIOLOGIA
( A DOUTRINA DAS ESCRITURAS)
2.1. A NECESSIDADE DAS ESCRITURAS
A NECESSIDADE DAS ESCRITURAS (2 Tm 3:16-17)
Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.
UMA REVELAÇÃO DESEJÁVEL
Um Deus sábio tem um propósito para suas criaturas.
Negligenciar esse propósito é loucura e pecado.
MAS COMO VERIFICAR COM CERTEZA O PROPÓSITO DIVINO?
As verdades que informam o homem a respeito da salvação têm que vir de Deus.
O homem precisa de uma revelação.
ESSA REVELAÇÃO É DE SE ESPERAR
Revelação é a manifestação que Deus faz de si mesmo e a compreensão, parcial embora, da mesma manifestação por parte dos homens.
Na revelação Deus faz-se conhecido dos homens na sua personalidade e nas suas relações.
Deus quer que o homem O conheça daí a razão D’ele se revelar.
(Sl 19:1-4) Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. Não há linguagem nem fala onde não se ouça a sua voz. A sua linha se estende por toda a terra, e as suas palavras até ao fim do mundo. Neles pôs uma tenda para o sol,
Se existe um Deus pessoal e perfeitamente bom, é razoável crer que ele conceda às suas criaturas uma revelação pessoal de si mesmo.
(Oséias 6:6) Porque eu quero a misericórdia, e não o sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos.
ESSA REVELAÇÃO DEVERIA ESTAR EM FORMA ESCRITA.
Deus inspirou os seus servos a escrever essas verdades.
Deus, também, preservou os manuscritos das Escrituras e influenciou a sua igreja a incluí-los no cânon.
2.2. A INSPIRAÇÃO DAS ESCRITURAS
A INSPIRAÇÃO DAS ESCRITURAS É DIVINA E NÃO APENAS HUMANA
O modernista considera a inspiração das Escrituras Sagradas como apenas um sistema filosófico.
Essa teoria não combina com o caráter sobrenatural e único da Bíblia.
A INSPIRAÇÃO DAS ESCRITURAS É ÚNICA E NÃO COMUM
ALGUNS CONFUNDEM A INSPIRAÇÃO COM O CONHECIMENTO.
Às vezes os profetas recebiam mensagens por inspiração, mas não a compreensão dessas verdades. (1 Pe 1:10-12)
A INSPIRAÇÃO DAS ESCRITURAS É VIVA E NÃO MECÂNICA
A inspiração não era um simples ditado, onde os escritores fossem passivos e as suas faculdades não tomassem parte no registro da mensagem.
É o entrosamento do Espírito de Deus e o espírito do homem.
A inspiração é completa e não parcial.
É VERBAL E NÃO APENAS DE CONCEITOS
A ênfase Bíblica não está nos homens inspirados, mas nas palavras inspiradas.
PRECISAMOS FAZER DISTINÇÃO ENTRE REVELAÇÃO E INSPIRAÇÃO.
Revelação é o ato de Deus pelo qual ele dá a conhecer o que o homem por si mesmo não podia saber.
Por inspiração queremos dizer que o escritor é preservado de qualquer erro ao escrever essa revelação.
A INSPIRAÇÃO NEM SEMPRE IMPLICA REVELAÇÃO.
Moisés foi inspirado a registrar eventos que ele mesmo havia presenciado e que dessa maneira eram de seu conhecimento.
PALAVRAS INSPIRADAS E REGISTROS INSPIRADOS.
A Bíblia registra muitas palavras proferidas por Satanás, e sabemos que o diabo não foi inspirado por Deus ao dizê-las; mas o registro dessas expressões satânicas foi inspirado.
2.3. A VERIFICAÇÃO DAS ESCRITURAS
ELAS REIVINDICAM INSPIRAÇÃO
O Antigo Testamento declara-se escrito sob uma inspiração especial de Deus.
(Js 3:9) Então, disse Josué aos filhos de Israel: Chegai-vos para cá e ouvi as palavras do SENHOR, vosso Deus.
(Is 34:16) Buscai no livro do SENHOR e lede: Nenhuma destas criaturas falhará, nem uma nem outra faltará; porque a boca do SENHOR o ordenou, e o seu Espírito mesmo as ajuntará.
Jesus citou o Antigo Testamento, e viveu em harmonia com os seus ensinos.
A INSPIRAÇÃO DO NOVO TESTAMENTO
1. É garantida pela promessa de Jesus de que o Espírito Santo lembraria aos apóstolos tudo o que ele lhes havia ensinado, e que o mesmo Espírito os guiaria em toda verdade.
2. Pedro coloca as epístolas de Paulo no mesmo nível dos livros do AT, e todos os apóstolos afirmam falar com autoridade divina.
(2 Pe 3:15-16) e tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor, como igualmente o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles.
AS ESCRITURAS SE DIZEM INSPIRADAS
Foi escrita por homens cuja honestidade e integridade não podem ser postas em dúvida.
O seu conteúdo é a mais sublime revelação de Deus ao mundo.
1. Sua exatidão: Ausência dos absurdos encontrados em outros livros “sagrados”.
2. Sua unidade: Contendo 66 livros, escritos por uns 40 diferentes autores, num período de mais ou menos 1600 anos e abrangendo uma variedade de tópicos, demonstra uma unidade de tema e propósito que só é explicado como tendo ela uma mente a lhe dirigir.
3. A Bíblia pode ser lida centenas de vezes sem se esgotar o assunto.
4. É o livro mais traduzido e lido no mundo.
5. É um dos livros mais antigos do mundo e também o mais moderno. É pão para a alma. O pão é o alimento mais antigo do mundo e também o mais moderno.
6. Sua preservação apesar da perseguição e a oposição da ciência.
Procuramos evidências externas da exatidão das Escrituras porque é motivo de alegria poder apontar evidências das coisas que cremos no coração, e também porque essas provas servem de veículo para expressarmos nossa fé e convicção íntima.
(1 Pe 3:15) Santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós,
Mas o melhor argumento é o prático. A Bíblia tem influenciado a civilização, transformado vidas, trazido luz, inspiração e conforto a todo o que nela busca auxílio.
BIBLIOLOGIA.
INSTITUTO TEOLÓGICO GAMALIEL
CURSO MÉDIO EM TEOLOGIA
Matéria: BIBLIOLOGIA
DOUTRINA DA BÍBLIA
I. REVELAÇÃO: É a operação divina que comunica ao homem fatos que a razão humana é
insuficiente para conhecer. É portanto, a operação divina que comunica a verdade de Deus
ao homem (ICo.2:10).
a) Provas da Revelação: O diabo foi o primeiro ser a pôr em dúvida a existência da revelação:
"É assim que Deus disse?" (Gn.3:1). Mas a Bíblia é a Palavra de Deus. Vejamos alguns
argumentos:
1) A Indestrutibilidade da Bíblia:
Uma porcentagem muito pequena de livros sobrevive além de um quarto de século, e
uma porcentagem ainda menor dura um século, e uma porção quase insignificante
dura mil anos. A Bíblia, porém, tem sobrevivido em circunstâncias adversas. Em 303
A.D. o imperador Dioclécio decretou que todos os exemplares da Bíblia fossem
queimados. A Bíblia é hoje encontrada em mais de mil línguas e ainda é o livro mais
lido do mundo.
2) A Natureza da Bíblia:
a) Ela é superior: Ela é superior a qualquer outro livro do mundo. O mundo, com sua
sabedoria e vasto acúmulo de conhecimento nunca foi capaz de produzir um livro que
chegue perto de se comparar a Bíblia.
b) É um livro honesto: Pois revela fatos sobre a corrupção humana, fatos que a
natureza humana teria interesse em acobertar.
c) É um livro harmonioso: Pois embora tenha sido escrito por uns quarenta autores
diferentes, por um período de 1.600 anos, ela revela ser um livro único que expressa
um só sistema doutrinário e um só padrão moral, coerentes e sem contradições.
3) A Influência da Bíblia:
O Alcorão, o Livro dos Mórmons, o Zenda Avesta, os Clássicos de Confúncio, todos
tiveram influência no mundo. Estes, porém, conduziram a uma idéia apagada de Deus
e do pecado, ao ponto de ignorá-los. A Bíblia, porém, tem produzido altos resultados
em todas as esferas da vida: na arte, na arquitetura, na literatura, na música, na
política, na ciência etc.
Pr. Flávio Nunes.
Instituto Teológico Gamaliel
instgamaliel@gmail.com
www.institutogamaliel.com
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4) Argumento da Analogia:
Os animais inferiores expressam com suas vozes seus diferentes sentimentos. Entre
os racionais existe uma presença correspondente, existe comunicação direta de um
para o outro, uma revelação de pensamentos e sentimentos. Consequentemente é
de se esperar que exista, por analogia da natureza, uma revelação direta de Deus
para com o homem. Sendo o homem criado à Sua imagem, é natural supor que o
Criador sustente relação pessoal com Suas criaturas racionais.
5) Argumento da Experiência:
O homen é incapaz por sua própria força descobrir que:
a) Precisa ser salvo.
b) Pode ser salvo.
c) Como pode ser salvo.
d) Se há salvação.
Somente a revelação pode desvendar estes mistérios eternos. A experiência do
homem tem demonstrado que a tendência da natureza humana é degenerar-se e seu
caminho ascendente se sustêm unicamente quando é voltado para cima em
comunicação direta com a revelação de Deus.
6) Argumento da Profecia Cumprida:
Muitas profecias a respeito de Cristo se cumpriram integralmente, sendo que a mais
próxima do primeiro advento, foi pronunciada 165 anos antes de seu cumprimento.
As profecias a respeito da dispersão de Israel também, se cumpriram (Dt.28;
Jr.15:4;l6:13; Os.3:4 etc); da conquista de Samaria e preservação de Judá (Is.7:6-8;
Os.1:6,7; IRs.14:15); do cativeiro babilônico sobre Judá e Jerusalém (Is.39:6; Jr.25:9-
12); sobre a destruição final de Samaria (Mq.1:6-9); sobre a restauração de Jerusalém
(Jr.29:10-14), etc.
7) Reivindicações da Própria Escritura:
A própria Bíblia expressa sua infalibilidade, reivindicando autoridade. Nenhum outro
livro ousa fazê-lo. Encontramos essa reivindicação na seguintes expressões: "Disse o
Senhor a Moisés" (Ex.14:1,15,26;16:4;25:1; Lv.1:1;4:1;11:1; Nm.4:1;13:1; Dt.32:48) "O
Senhor é quem fala" (Is.1:2); "Disse o Senhor a Isaías" (Is.7:3); "Assim diz o Senhor"
(Is.43:1). Outras expressões semelhantes são encontradas: "Palavra que veio a
Jeremias da parte do Senhor" (Jr.11:1); "Veio expressamente a Palavra do Senhor a
Ezequiel" (Ez.1:3); "Palavra do Senhor que foi dirigida a Oséias" (Os.1:1); "Palavra do
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Senhor que foi dirigida a Joel" (Jl.1:1), etc. Expressões como estas são encontradas
mais de 3.800 vezes no Velho Testamento. Portanto o A.T. afirma ser a revelação de
Deus, e essa mesma reivindicação faz o Novo Testamento (ICo.14:37; ITs.2:13;
IJo.5:10; IIPe.3:2).
B) Natureza da Revelação:
Deus se revelou de sete modos:
1) Através da Natureza: (Sl.19:1-6; Rm.l:19-23).
2) Através da Providência: A providência é a execução do programa de Deus das
dispensações em todos os seus detalhes (Gn.48:15;50:20; Rm.8:28; Sm.57:2; Jr.30:11;
Is.54:17).
3) Através da Preservação: (Cl.1:17; Hb.1:3; At.17:25,28).
4) Através de Milagres: (Ex.4:1-9).
5) Através da Comunicação Direta: (Nm.12:8; Dt.34:10).
6) Através da Encarnação: (Hb.1:1; Jo.8:26;15:15).
7) Através das Escrituras: A Bíblia é a revelação escrita de Deus e, como tal, abrange
importantes aspectos:
a) Ela é variada: Variada em seus temas, pois abrange aquilo que é doutrinário
, devocional, histórico, profético e prático.
b) Ela é parcial: (Dt.29:29).
c) Ela é completa: Naquilo que já foi revelado (Cl.2:9,10);
d) Ela é progressiva: (Mc.4:28).
e) Ela é definitiva: (Jd.3).
II. INSPIRAÇÃO:
É a operação divina que influenciou os escritores bíblicos, capacitando-os a receber a
mensagem divina, e que os moveu a transcrevê-la com exatidão, impedindo-os de
cometerem erros e omissões, de modo que ela recebeu autoridade divina e infalível,
garantindo a exata transferência da verdade revelada de Deus para a linguagem humana
inteligível (ICo.10:13; IITm.3:16; IIPe.1:20,21).
A) Autoria Dual: Com este termo indicamos dois fatos:
1) Autoria Divina: Do lado divino as Escrituras são a Palavra de Deus no sentido de
que se originaram nEle e são a expressão de Sua mente. Em IITm.3:16 encontramos a
referência a Deus: "Toda Escritura é divinamente inspirada" (theopneustos = soprada
ou expirada por Deus) . A referência aqui é ao escrito.
2) Autoria Humana: Do lado humano certos homens foram escolhidos por Deus para
a responsabilidade de receber a Palavra e passá-la para a forma escrita. Em IIPe.1:21
encontramos a referência aos homens: "Homens santos de Deus falaram movidos
pelo Espírito Santo" (pherô = movidos ou conduzidos). A referência aqui é ao escritor.
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B) Inspiração ou Expiração?
A palavra inspiração vem do latim, e significa respirar para dentro. Ela é usada pela ARC.
(Almeida Revista e Corrigida) somente duas vezes no N.T. (IITm.3:16; IIPe.1:21). Este
vocábulo, embora consagrado pelo uso, e, portanto, pela teologia, não é um termo
adequado, pois pode parecer que Deus tenha soprado alguma espécie de vida divina em
palavras humanas. Em IITm.3:16 encontramos o vocábulo grego theopneustos que significa
soprado por Deus. Portanto podemos afirmar que toda a Escritura é soprada ou expirada por
Deus, e não inspirada como expressa a ARC. As Escrituras são o próprio sopro de Deus, é o
próprio Deus falando (IISm.23:2). Em IIPe.1:21 este vocábulo se torna mais inadequado
ainda, pois a tradução da ARC. transmite a idéia de que os homens santos foram inspirados
pelo Espírito Santo. O fato é que o homem não é inspirado, mas a Palavra de Deus é que é
expirada (Compare Jó.32:8; 33:4; com Ez.36:27; 37:9). A ARA. (Almeida Revista e Atualizada),
porém, apesar de utilizar o termo inspiração em IITm.3:16, usa, com acerto, o verbo mover
em IIPe.1:21, como tradução do vocábulo grego pherô, que significa exatamente mover ou
conduzir.
Considerada esta ressalva, não devemos pender para o extremo, excluindo a autoria humana
da compilação das Escrituras. Ela própria reconhece a autoria dual no registro bíblico. Em
Mt.15:4 está escrito que Deus ordenou enquanto que em Mc.7:10 diz que foi Moisés quem
ordenou. E muitas outras passagens há semelhantes a esta (Compare Sl.110:1 com Mc.12:36;
Ex.3:6,15 com Mt.22:31; Lc.20:37 com Mc.12:26; Is.6:9,10; At.28:25 com Jo.12:39-41;
Mt.1:22;2:15; At.l:16;4:25; Hb.3:7-11; Hb.9:8;10:15) Deus opera de modo misterioso usando
e não anulando a vontade humana, sem que o homem perceba que está sendo divinamente
conduzido, sendo que neste fenômeno, o homem faz pleno uso de sua liberdade
(Pv.16:1;19:21; Sl.33:15;105:25; Ap.17:17). Desse mesmo modo Deus também usa Satanás
(Compare ICr.21:1 com IISm.24:1; IRs.22:20-23), mas não retira a responsabilidade do
homem (At.5:3,4), como também o faz na obra da salvação (Dt.30:19; Sl.65:4; Jo.6:44).
C) O Termo Logos: Este termo grego foi utilizado no N.T. cerca de 200 vezes para indicar a
Palavra de Deus Escrita, e 7 vezes para indicar o Filho de Deus (Jo.1:1,14; IJo.1:1;5:7;
Ap.19:13). Eles são para Deus o que a expressão é para o pensamento e o que a fala é para a
razão, portanto o Logos de Deus é a expressão de Deus, quer seja na forma escrita ou viva
(Compare Jo.14:6 com Jo.17:17).
1) Cristo é a Palavra Viva: Cristo é o Logos, isto é, a fala, a expressão de Deus.
2) A Bíblia é a Palavra Escrita: A Bíblia também é o Logos de Deus, e assim como em Cristo há
dois elementos (duas naturezas), divino e humano, igualmente na Palavra de Deus estes dois
elementos aparecem unidos sobrenaturalmente.
D) Provas da Inspiração:
Somos acusados de provar a inspiração pela Bíblia e de provar a verdade da Bíblia pela
inspiração, e, assim, de argumentar num círculo vicioso. Mas o processo parte de uma prova
que todos aceitam: a evidência. Esta, primeiro prova a veracidade ou credibilidade da
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testemunha, e então aceita o seu testemunho. A veracidade das Escrituras é estabelecida de
vários modos, e, tendo constatado a sua veracidade, ou a validade do seu testemunho, bem
podemos aceitar o que elas dizem de si mesmas. As Escrituras afirmam que são inspiradas, e
elas ou devem ser cridas neste particular ou rejeitadas em tudo mais.
1) O A.T. afirma sua Inspiração: (Dt.4:2,5; IISm.23:2; Is.1:10; Jr.1:2,9; Ez.3:1,4; Os.1:1;
Jl.l:1; Am.1:3;3:1; Ob.1:1; Mq.1:1).
2) O N.T. afirma sua Inspiração: (Mt.10:19; Jo.14:26;15:26,27; Jo.16:13; At.2:33;15:28;
ITs.1:5; ICo.2:13; IICo.13:3; IIPe.3:16; ITs.2:13; ICo.14:37).
3) O N.T. afirma a Inspiração do A.T.: (Lc.1:70; At.4:25; Hb.1:1, IItm.3:16; IPe.1:11;
IIPe.1:21).
4) A Bíblia faz declarações científicas descobertas posteriormente: (Jó.26:7; Sl.135:7;
Ec.1:7; Is.40:22).
E) Teorias da Inspiração:
Podemos ter revelação sem inspiração (Ap.10:3,4), e podemos ter inspiração sem revelação,
como quando os escritores registram o que viram com seus próprios olhos e descobriram
pela pesquisa (IJo.1:1-4; Lc.1:1-4). Aqui nós temos a forma e o resultado da inspiração. A
forma é o método que Deus empregou na inspiração, enquanto que o resultado indica a
conseqüência da inspiração. Portanto, as chamadas teorias da intuição, da iluminação, a
dinâmica e a do ditado, todas descrevem a forma de inspiração, enquanto que a teoria
verbal plenária indica o resultado.
1) Teoria da Inspiração Dinâmica:
Afirma que Deus forneceu a capacidade necessária para a confiável transmissão da verdade
que os escritores das Escrituras receberam ordem de comunicar. Isto os tornou infalíveis em
questões de fé e prática, mas não nas coisas que não são de natureza imediatamente
religiosa, isto é, a inspiração atinge apenas os ensinamentos e preceitos doutrinários, as
verdades desconhecidas dos autores humanos. Esta teoria tem muitas falhas: Ela não explica
como os escritores bíblicos poderiam mesclar seus conhecimentos sobrenaturais ao
registrarem uma sentença, e serem rebaixados a um nível inferior ao relatarem um fato de
modo natural. Ela não fornece a psicologia daquele estado de espírito que deveria envolver
os escritores bíblicos ao se pronunciarem infalivelmente sobre matérias de doutrina,
enquanto se desviam a respeito dos fatos mais simples da história. Ela não analisa a relação
existente entre as mentes divina e humana, que produz tais resultados. Ela não distingue
entre coisas que são essenciais à fé e à pratica e àquelas que não são. Erasmo, Grotius,
Baxter, Paley, Doellinger e Strong compartilham desta teoria.
2) Teoria do Ditado ou Mecânica:
Afirma que os escritores bíblicos foram meros instrumentos (amanuenses), não seres cujas
personalidades foram preservadas. Se Deus tivesse ditado as Escrituras, o seu estilo seria
uniforme. Teria a dicção e o vocabulário do divino Autor, livre das idiossincrasias dos homens
(Rm.9:1-3; IIPe.3:15,16). Na verdade o autor humano recebeu plena liberdade de ação para a
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sua autoria, escrevendo com seus próprios sentimentos, estilo e vocabulário, mas garantiu a
exatidão da mensagem suprema com tanta perfeição como se ela tivesse sido ditada por
Deus. Não há nenhuma insinuação de que Deus tenha ditado qualquer mensagem a um
homem além daquela que Moisés trasncreveu no monte santo, pois Deus usa e não anula as
suas vontades. Esta teoria, portanto, enfatiza sobremaneira a autoria divina ao ponto de
excluir a autoria humana.
3) Teoria da Inspiração Natural ou Intuição:
Afirma que a inspiração é simplesmente um discernimento superior das verdades moral e
religiosa por parte do homem natural. Assim como tem havido artistas, músicos e poetas
excepcionais, que produziram obras de arte que nunca foram superadas, também em
relação as Escrituras houve homens excepcionais com visão espiritual que, por causa de seus
dons naturais, foram capazes de escrever as Escrituras. Esta é a noção mais baixa de
inspiração, pois enfatiza a autoria humana a ponto de excluir a autoria divina. Esta teoria foi
defendida pelos pelagianos e unitarianos.
4) Teoria da Inspiração Mística ou Iluminação:
Afirma que inspiração é simplesmente uma intensificação e elevação das percepções
religiosas do crente. Cada crente tem sua iluminação até certo ponto, mas alguns tem mais
do que outros. Se esta teoria fosse verdadeira, qualquer cristão em qualquer tempo, através
da energia divina especial, poderia escrever as Escrituras. Schleiermacher foi quem
disseminou esta teoria. Para ele inspiração é "um despertamento e excitamento da
consciência religiosa, diferente em grau e não em espécie da inspiração piedosa ou
sentimentos intuitivos dos homens santos". Lutero, Neander, Tholuck, Cremer,
F.W.Robertson, J.F.Clarke e G.T.Ladd defendiam esta teoria, segundo Strong.
5) Inspiração dos Conceitos e não das Palavras:
Esta teoria pressupõe pensamentos à parte das palavras, através da qual Deus teria
transmitido idéias mas deixou o autor humano livre para expressá-las em sua própria
linguagem. Mas idéias não são transferíveis por nenhum outro modo além das palavras. Esta
teoria ignora a importância das palavras em qualquer mensagem. Muitas passagens bíblicas
dependem de uma das palavras usadas para a sua força e valor. O estudo exegético das
Escrituras nas línguas originais é um estudo de palavras, para que o conceito possa ser
alcançado através das palavras, e não para que palavras sem importância representem um
conceito. A Bíblia sempre enfatiza suas palavras e não um simples conceito (ICo.2:13;
Jo.6:63;17:8; Ex.20:1; Gl.3:16).
6) Graus de Inspiração:
Afirma que há inspiração em três graus. Sugestão, direção, elevação, superintendência,
orientação e revelação direta, são palavras usadas para classificar estes graus. Esta teoria
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alega que algumas partes da Bíblia são mais inspiradas do que outras. Embora ela reconheça
as duas autorias, dá margem a especulação fantasiosa.
7) Inspiração Verbal Plenária:
É o poder inexplicado do Espírito Santo agindo sobre os escritores das Sagradas Escrituras,
para orientá-los (conduzí-los) na transcrição do registro bíblico, quer seja através de
observações pessoais, fontes orais ou verbais, ou através de revelação divina direta,
preservando-os de erros e omissões, abrangendo as palavras em gênero, número, tempo,
modo e voz, preservando, desse modo, a inerrância das Escrituras, e dando à ela autoridade
divina.
a) Observação Pessoal: (IJo.1:1-4).
b) Fonte Oral: (Lc.l:1-4).
c) Fonte Verbal: (At.17:18; Tt.1:12; Hb.1:1).
d) Revelação Divina Direta: ( Ap.1:1-ll; Gl.1:12).
e) Gênero: (Gn.3:15).
f) Número: (Gl.3:16).
g) Tempo: (Ef.4:30; Cl.3:13).
h) Modo: (Ef.4:30; Cl.3:13).
i) Voz: (Ef.5:18)
j) Explicação dos itens e,f,g,h,i:
A inspiração verbal plenária fica assim estabelecida. Em Gn.3:15 o pronome hebraico está no
gênero masculino, pois se refere exclusivamente a Cristo (Ele te ferirá a cabeça...). Em
Gl.3:16 Paulo faz citação de um substantivo hebraico que está no singular, fazendo, também,
referência exclusiva a Cristo. Em Ef.4:30 e Cl.3:13 o verbo perdoar encontra-se, no grego, no
modo particípio e no tempo presente, o que significa que o perdão judicial de Deus realizado
no passado, quando aceitamos a Cristo, estende-se por toda a nossa vida, abrangendo o
perdão dos pecados do passado, do presente, e do futuro (IJo.1:9 trata do perdão do pecado
doméstico e não do judicial). Jesus Cristo reconheceu a inspiração verbal plenária quando
declarou que nem um til (a menor letra do alfabeto hebraico) seria omitido da lei(Mt.5:18 e
Lc.16:l7).
III. ILUMINAÇÃO:
É a influência ou ministério do Espirito Santo que capacita todos os que estão num
relacionamento correto com Deus para entender as Escrituras (I Cor.2:12; Lc.24:32,45;
IJo.2:27).
A iluminação não inclui a responsabilidade de acrescentar algo às Escrituras (revelação) e
nem inclui uma transmissão infalível na linguagem (inspiração) daquele que o Espirito Santo
ensina.
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A iluminação é diferenciada da revelação e da inspiração no fato de ser prometida a todos os
crentes, pois não depende de escolha soberana, mas de ajustamento pessoal ao Espirito
Santo. Além disso a iluminação admite graus podendo aumentar ou diminuir (Ef.1:16-18;
4:23; Cl.1:9).
A iluminação não se limita a questões comuns, mas pode atingir as coisas profundas de Deus
(ICo.2:10) porque o Mestre Divino está no coração do crente e, portanto, ele não houve uma
voz falando de fora e em determinados momentos, mas a mente e o coração são
sobrenaturalmente despertados de dentro (ICo.2:16). Este despertamento do Espírito pode
ser prejudicado pelo pecado, pois é dito que o cristão que é espiritual discerne todas as
coisas (ICo.2:15), ao passo que aquele que é carnal não pode receber as verdades mais
profundas de Deus que são comparadas ao alimento sólido (ICo.2:15;3:1-3; Hb.5:12-14).
A iluminação, a inspiração e a revelação estão estritamente ligadas, porém podem ser
independentes, pois há inspiração sem revelação (Lc.1:1-3; IJo.1:1-4); inspiração com
revelação (Ap.1:1-11); inspiração sem iluminação (IPe.1:10-12); iluminação sem inspiração
(Ef.1:18) e sem revelação (ICo.2:12; Jd.3); revelação sem iluminação (IPe.1:10-12) e sem
inspiração (Ap.10:3,4; Ex.20:1-22). E’ digno de nota que encontramos estes três ministérios
do Espirito Santo mencionados em uma só passagem (ICo.2:9-13); a revelação no versículo
10; a iluminação no versículo 12 e a inspiração no versículo 13.
IV. AUTORIDADE:
Dizemos que a bíblia é um livro que tem autoridade porque ela tem influência, prestígio e
credibilidade (quanto a pureza na transcrição ou tradução), por isso deve ser obedecida
porque procede de fonte infalível e autorizada.
A autoridade está vinculada a inspiração, canonicidade e credibilidade, sem os quais a
autoridade da Bíblia não se estabeleceria. Assim, por ser inspirado, determinado trecho
bíblico possui autoridade; por ser canônico, determinado livro bíblico possui autoridade, e
por ter credibilidade, determinadas informações bíblicas possuem autoridade, sejam
históricas, geográficas ou científicas.
Entretanto, nem tudo aquilo que é inspirado é autorizado, pois a autoridade de um livro
trata de sua procedência, de sua autoria, e, portanto, de sua veracidade. Deus é o Autor da
Bíblia, e como tal ela possui autoridade, mas nem tudo que está registrado na Bíblia
procedeu da boca de Deus. Por exemplo, o que Satanás disse para Eva foi registrado por
inspiração, mas não é a verdade (Gn.3:4,5); o conselho que Pedro deu a Cristo (Mt.16:22); as
acusações que Elifaz fez contra Jó (Jó.22:5-11), etc. Nenhuma dessas declarações
representam o pensamento de Deus ou procedem dEle (procedem apenas por inspiração), e
por isso não têm autoridade. Um texto também perde sua autoridade quando é retirado de
seu contexto e lhe é atribuído um significado totalmente diferente daquele que tem quando
inserido no contexto. As palavras ainda são inspiradas, mas o novo significado não tem
autoridade.
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V. CREDIBILIDADE OU VERACIDADE:
Um livro tem credibilidade se relatou veridicamente os assuntos como aconteceram ou
como eles são; e quando seu texto atual concorda com o escrito original.
Nesse caso credibilidade relaciona-se ao conteúdo do livro (original), e a pureza do texto
atual (cópia ou tradução). Por exemplo, as palavras de Satanás em Gn.3:4,5 são inspiradas,
mas não possuem autoridade, porque não é verdade, porém tem credibilidade ou
veracidade (quanto a sua transcrição) porque foram registradas exatamente como Satanás
disse. A veracidade das palavras de Satanás não se relacionam ao o que ele pronunciou, mas
sim como ele as pronunciou.
A) Credibilidade do A.T.: Estabelecida por três fatos:
1) Autenticado por Jesus Cristo: Cristo recebeu o A.T. como relato verídico. Ele endossou
grande número de ensinamentos do A.T., como, por exemplo: A criação do universo por
Deus (Mc.3:19), a criação do homem (Mt.19:4,5), a existência de Satanás (Jo.8:44), o dilúvio
(Lc.17:26,27), a destruição de Sodoma e Gomorra (Lc.17:28-30), a revelação de Deus a
Moisés na sarça (Mc.12:26), a dádiva do maná (Jo.6:32), a experiência de Jonas dentro do
grande peixe (Mt.12:39,40). Como Jesus era Deus manifesto em carne, Ele conhecia os fatos,
e não podia se acomodar a idéias errôneas, e, ao mesmo tempo ser honesto. Seu
testemunho deve, portanto, ser aceito como verdadeiro ou Ele deve ser rejeitado como
Mestre religioso.
2) Prova Arqueológica e Histórica:
a) Arqueológica: Através da arqueologia, a batalha dos reis registrada em Gn.14 não
pode mais ser posta em dúvida, já que as inscrições no Vale do Eufrates "mostram
indiscutivelmente que os quatro reis mencionados na Bíblia como tendo participado
desta expedição não são, como era dito displicentemente, ‘invenções etnológicas’,
mas sim personagens históricos reais. Anrafel é identificado como o Hamurábi cujo
maravilhoso código de leis foi tão recentemente descoberto por De Morgan em
Susa". (Geo. F. Wright, O Testemunho dos Monumentos à Verdade das Escrituras).
As tábuas Nuzi esclarecem a ação de Sara e Raquel ao darem suas servas aos seus
maridos (Jack Finegan, Ligth from the Ancient Past = Luz de um Passado Antigo).
Os hieróglifos egípcios indicam que a escrita já era conhecida mais de 1.000 anos
antes de Abraão (James Orr, The Problem of the Old Testament = O Problema do
Velho Testamento).
A arqueologia também confirma o fato de Israel ter vivido no Egito, como escravo, e
ter sido liberto (Melvin G. Kyle, The Deciding Voice of the Monuments = A Voz
Decisória dos Monumentos).
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Muitas outras confirmações da veracidade dos relatos das Escrituras poderiam ser
apresentados, mas esses são suficientes e devem servir como aviso aos descrentes
com relação às coisas para as quais ainda não temos confirmação; podemos
encontrá-la a qualquer hora.
b) Histórica: A história fornece muitas provas da exatidão das descrições bíblicas.
Sabe-se que Salmanezer IV sitiou a cidade de Samaria, mas o rei da Assíria, que
sabemos ter sido Sargom II, carregou o povo para a Síria (IIRs.17:3-6). A história
mostra que ele reinou de 722-705 a.C. Ele é mencionado pelo nome apenas uma vez
na Bíblia (Is.20:1). Nem Beltsazar (Dn.5), nem Dario, o Medo (Dn.6) são mais
considerados como personagens fictícios.
3) As Escrituras possuem Integridade:
a) Integridade Topográfica e Geográfica: As descobertas arqueológicas provam que os
povos, línguas, os lugares e os eventos mencionados nas Escrituras são encontrados
justamente onde as Escrituras os localizam, no local exato e sob as circunstâncias
geográficas exatas descritas na Bíblia.
b) Integridade Etnológica ou Racial: Todas as afirmações bíblicas sobre raças tem sido
demonstrada como corretas com os fatos etnológicos revelados pela arqueologia.
c) Integridade Cronológica: A identificação bíblica de povos, lugares e acontecimentos
com o período de sua ocorrência é corroborada pela cronologia síria e pelos fatos
revelados pela arqueologia.
d) Integridade Histórica: O registro dos nomes e títulos dos reis está em harmonia
perfeita com os registros seculares, conforme demonstrados por descobertas
arqueológicas.
e) Integridade Canônica: A aceitação pela igreja em toda a era cristã, dos livros
incluídos nas Escrituras que hoje possuímos, representa o endosso de sua
integridade.
Exemplares do A.T. e do N.T. impressos em 1.488 e 1.516 d.C., concordam com os
exemplares atuais. Portanto a Bíblia como a possuímos hoje, já existia há 400 anos passados.
Quando essas Bíblias foram impressas, certo erudito tinha em seu poder mais de 2.000
manuscritos. Esse número é sem dúvida suficiente para estabelecer a genuinidade e
credibilidade do texto sagrado, e tem servido para restaurar ao texto sua pureza original, e
fornecem proteção contra corrupções futuras (Ap.22:18-19; Dt.4:2;12:32).
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Enquanto a integridade canônica da Bíblia se baseia em mais de 2.000 manuscritos, os
escritos seculares, que geralmente são aceitos sem contestação, baseiam-se em apenas uma
ou duas dezenas de exemplares.
As quatro Bíblias mais antigas do mundo, datadas entre 300 e 400 d.C., correspondem
exatamente a Bíblia como a possuímos atualmente.
B) Credibilidade do N.T.: Estabelecida por cinco fatos:
1) Escritores Competentes: Possuíam as qualificações necessárias, receberam investidura do
Espirito Santo e assim escreveram não somente guiados pela memória, apresentações de
testemunho oral e escrito, e discernimento espiritual, mas como escritores qualificados pelo
Espirito Santo.
2) Escritores Honestos: O tom moral de seus escritos, sua preocupação com a verdade, e a
circunstância de seus registros indicam que não eram enganadores intencionais mais sim
homens honestos. O seu testemunho pôs em perigo seus interesses materiais, posição social,
e suas próprias vidas. Por quê razão inventariam uma estória que condena a hipocrisia e é
contrária a suas crenças herdadas, pagando com suas próprias vidas?
3) Harmonia do N.T.: Os sinópticos não se contradizem mas suplementam um ao outro. Os
vinte e sete livros do N.T. apresentam um quadro harmonioso de Jesus Cristo e Sua obra.
4) Prova Histórica e Arqueológica:
a) Histórica: O recenseamento quando Quirino era Governador da Síria (Lc.2:2), os
atos de Herodes o Grande (Mt.2:16-18), de Herodes Antipas (Mt.14:1-12), de Agripa I
(At.12:1), de Gálio (At.18;12-17), de Agripa II (At.25:13-26:32) etc.
b) Arqueológica: As descobertas arqueológicas confirmam a veracidade do N.T.
Quirino (Lc.2:2) foi Governador da Síria duas vezes (16-12 e 6-4 a.C.), sendo que Lucas
se refere ao segundo período.
Lisânias, o Tetrarca é mencionado em uma inscrição no local de Abilene na época a que
Lucas se refere.
Uma inscrição em Listra registra a dedicação da estátua Zeus (Júpiter) e Hermes (Mercúrio),
o que mostra que esses deuses eram colocados no mesmo nível, no culto local, conforme
descrito em At.14:12.
Uma inscrição de Pafos faz referência ao Proconsul Paulo, identificado como Sergio Paulo
(At.13:7).
VI. INERRÂNCIA OU INFALIBILIDADE:
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Inerrância significa que a verdade é transmitida em palavras que, entendidas no sentido em
que foram empregadas, entendidas no sentido que realmente se destinavam a ter, não
expressam erro algum.
A inspiração garante a inerrância da Bíblia. Inerrância não significa que os escritores não
tinham faltas na vida, mas que foram preservados de erros os seus ensinos. Eles podem ter
tido concepções errôneas acerca de muitas coisas, mas não as ensinaram; por exemplo,
quanto à terra, às estrelas, às leis naturais, à geografia, à vida política e social etc.
Também não significa que não se possa interpretar erroneamente o texto ou que ele não
possa ser mal compreendido.
A inerrância não nega a flexibilidade da linguagem como veículo de comunicação. É muitas
vezes difícil transmitir com exatidão um pensamento por causa desta flexibilidade de
linguagem ou por causa de possível variação no sentido das palavras.
A Bíblia vem de Deus. Será que Deus nos deu um livro de instrução religiosa repleto de
erros? Se ele possui erros sob a forma de uma pretensa revelação, perpetua os erros e as
trevas que professa remover. Pode-se admitir que um Deus Santo adicione a sanção do seu
nome a algo que não seja a expressão exata da verdade?.
Diz-se que a Bíblia é parcialmente verdadeira e parcialmente falsa. Se é parcialmente falsa,
como se explica que Deus tenha posto o seu selo sobre toda ela? Se ela é parcialmente
verdadeira e parcialmente falsa, então a vida e a morte estão a depender de um processo de
separação entre o certo e o errado, que o homem não pode realizar.
Cristo declara que a incredulidade é ofensa digna de castigo. Isto implica na veracidade
daquilo que tem de ser crido, porque Deus não pode castigar o homem por descrer no que
não é verdadeiro (Sl.119:140,142; Mt.5:18; Jo.10:35; Jo.17:17). Aqueles que negam a
infalibilidade da Bíblia, geralmente estão prontos a confiar na falibilidade de suas próprias
opiniões. Como exemplo de opinião falível encontramos aqueles que atribuem erro à
passagem de IRs.7:23 onde lemos que o mar de fundição tinha dez côvados de diâmetro de
uma borda até a outra, ao passo que um cordão de trinta côvados o cingia em redor. Sendo
assim, tem-se dito que a Bíblia faz o valor do Pi ser 3 em vez de 3,1416. Mas uma vez que
não sabemos se a linha em redor era na extremidade da borda ou debaixo da mesma, como
parece sugerir o versículo seguinte (v.24) não podemos chegar a uma conclusão definitiva, e
devemos ser cautelosos ao atribuir erro ao escritor.
Outro exemplo utilizado para contrariar a inerrância da Bíblia, encontra-se em ICo.10:8 onde
lemos que 23.000 homens morreram no deserto, enquanto que Nm.25:9 diz que morreram
24.000. Acontece que em Números nós temos o número total dos mortos, ao passo que em I
aos Coríntios nós temos o número parcial que somado ao restante dos homens relacionados
nos versículos 9 e 10, deverá contabilizar o total de 24.000.
A inerrância não abrange as cópias dos manuscritos, mas atinge somente os autógrafos, isto
é, os originais. Desse modo encontramos os seguintes tipos de erros nos manuscritos:
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A) Erros Involuntários: Cometidos pelos escribas do N.T. devido a sua falta ou defeito de
visão, defeitos de audição ou falhas mentais.
1) Falhas de Visão: Em Rm.6:5 muitos manuscritos (MSS) tem ama (juntos), mas há
alguns que trazem alla (porém). Os dois lambdas juntos deram ao copista a idéia de
um mi. Em At.15:40 onde há eplexamenoc (tendo escolhido) aparece no Códice Beza
epdexamenoc (tendo recebido) onde o lambda maiúsculo é confundido com um delta
maiúsculo.
Há também confusão de sílabas, como é o caso de ITm.3:16 onde o manuscrito D traz
homologoumen ôs (nós confessamos que) em vez de homologoumenôs (sem dúvida).
O erro visual chamado parablopse (um olhar ao lado) é facilitado pelo
homoioteleuton, que é o final igual de duas linhas, levando o escriba a saltar uma
delas, ou pelo homoioarchon, que são duas linhas com o mesmo início.
O Códice Vaticano, em Jo.17:15, não contém as palavras entre parênteses: "Não rogo
que os tires do (mundo, mas que os guardes do) maligno". Consultando o N.T. grego
veremos que as duas linhas terminavam de maneira idêntica, em autos ek tou, no
manuscrito que o escriba de B copiava.
Lc.18:39 não aparece nos manuscritos 33, 57, 103 e b, devido a um final de frase igual
na sentença anterior no manuscrito do qual eles se derivam.
O Códice Laudiano tem um exemplo no versículo 4 do Capítulo 2 do livro de Atos: "Et
repleti sunt et repleti sunt omnes spiritu sancto", sendo este em caso de adição,
chamado ditografia, que é a repetição de uma letra, sílaba ou palavras.
2) Falhas de Audição: Era costume muitos escribas se reunirem numa sala enquanto
um leitor lhes ditava o texto sagrado. Desse modo o ouvido traía o escriba até mesmo
quando o copista solitário ditava a si próprio. Em Rm.5:1 encontramos um destes
casos, onde as variantes echômen e echomen foram confundidas. IPe.2:3 também
apresenta um caso semelhante com as variantes cristos (Cristo) e crestos (gentil), esta
última encontrada nos manuscritos K e L.
No grego coinê as vogais e ditongos pronunciavam-se de modo igual dentro das
respectivas classes. É o caso de ICo.15:54 onde o termo nikos (vitória), foi confundido
por neikos (conflito), sendo que aparece em P46 e B como "tragada foi a morte no
conflito".
Em Ap.15:6 onde se lê "vestidos de linho puro" a palavra grega linon é substituída por
lithon nos manuscritos A e C "vestidos de pedra pura". Desse modo uma só letra que
o ouvido menos apurado não entendeu direito e que produziu completa mudança de
sentido, torna-se erro grosseiro e hilariante.
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3) Falhas da Mente: Quando a mente do escriba o traía, chegava a cometer erros que
variavam desde a substituição de sinônimos, como o caso da preposição ek por apo,
até a transposição de letras dentro de uma palavra, como o caso de Jo.5:39, onde
Jesus disse "porque elas dão testemunho de mim" (ai marturousai) e o escriba do
manuscrito D escreveu "porque elas pecam a respeito de mim" (hamartanousai).
B) Erros Intencionais: Erros que não se originaram de negligência ou distração dos escribas,
mas antes de suspeita de alteração, principalmente doutrinária.
1) Harmonização: Ao copiar os sinópticos, o escriba era levado a harmonizar
passagens paralelas. E’ o caso de Mt.12:13 onde se lê "...estende a tua mão. E ele
estendeu; e ela foi restaurada como a outra". Em alguns manuscritos de Marcos o
texto pára em "restaurada", sendo que em outros o escriba acrescentou as palavras
"como a outra" para harmonizá-lo com Mateus.
Outro tipo de harmonização ocorre quando os escribas faziam o texto do N.T.
conformar-se com o A.T. Por exemplo, em Mc.1:1 os escribas do W e Bizantinos
mudaram "no profeta Isaias" para "nos profetas" porque verificaram que a citação
não é só de Isaias.
2) Correções Doutrinárias: Certo escriba, copiando Mt.24:36 omitiu as palavras "nem
o Filho", pois o escriba sabia que Jesus era onisciente, e deduziu que alguém havia
cometido erro (Alefe, W, Bizantino).
Os manuscritos da Velha Latina e da Versão Gótica apresentam como acréscimo, em
Lc.1:3, a frase "e ao Espírito Santo" como "empréstimo" de At.15:28.
3) Correções Exegéticas: Passagens de difícil interpretação eram alvo dos escribas que
tentavam completar o seu sentido através de interpolação e supressões.
Um caso de interpolação encontra-se em Mt.26:15 onde as palavras "trinta moedas
de prata" foram alteradas para "trinta estateres" nos MSS D, a e b, afim de definir o
tipo de moeda mencionada. Mais tarde outros escribas (dos manuscritos 1, 209 e h)
que conheciam os dois textos, juntaram-no produzindo a frase "trinta estateres de
prata".
4) Acréscimos Naturais ou de Notas Marginais: Determinado leitor do Códice 1518
anotou nas margens de Tg.1:5 a expressão êgeumatikês kai ouk anthrôpines
(espiritual e não humana). Quando este Códice foi copiado, o escriba do manuscritos
603 incluiu esta expressão no texto: "Se alguém de vós tem falta de sabedoria
espiritual e não humana, peça-a a Deus...".
VII. AUTENTICIDADE OU GENUINIDADE:
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Dizemos que um livro é genuíno ou autêntico quando ele é escrito pela pessoa ou pessoas
cujo nome ele leva, ou, se anônimo, pela pessoa ou pessoas a quem a tradição antiga o
atribui, ou, se não for atribuído a algum autor ou autores específicos, à época que a tradição
lhe atribui.
O Credo Apostólico não é genuíno porque não foi composto pelos apóstolos. As Viagens de
Gulliver é genuíno, tendo sido escrito por Dean Swift, embora seus relatos sejam fictícios.
Atos de Paulo não é genuíno, pois foi escrito por um sacerdote contemporâneo de
Tertuliano. Desse modo a autenticidade relaciona-se ao autor e à época do livro, e todos os
livros da Bíblia possuem autenticidade comprovada pela tradição histórica e pela arqueologia
(Gl.6:11; Cl.4:18).
VIII. CANONICIDADE:
Por canonicidade das Escrituras queremos dizer que, de acordo com "padrões" determinados
e fixos, os livros incluídos nelas são considerados partes integrantes de uma revelação
completa e divina, a qual, portanto, é autorizada e obrigatória em relação à fé e à prática.
A palavra grega kanon derivou do hebraico kaneh que significa junco ou vara de medir
(Ap.21:15); daí tomou o sentido de norma, padrão ou regra (Gl.6:16; Fp.3:16).
A) A fonte da Canonização: A Canonização de um livro da Bíblia não significa que a nação
judaica ou a igreja tenha dado a esse livro a sua autoridade canônica; antes significa que sua
autoridade, já tendo sido estabelecida em outras bases suficientes, foi consequentemente
reconhecida como pertencente ao cânon e assim declarado pela nação judaica e pela igreja
cristã.
B) O Critério Canônico (do Novo Testamento): Adotam-se 5 critérios canônicos.
1) Apostolicidade: O livro deveria ter sido escrito por um dos apóstolos ou por autor
que tivesse relacionamento com um dos apóstolos (imprimatur apostólico).
2) Universalidade: Quando era impossível demonstrar a autenticidade apostólica, o
critério de uso e circulação do livro na comunidade cristã universal era considerado
para sua aferição canônica. O livro deveria ser aceito universalmente pela igreja para
dela receber o seu imprimatur.
3) Conteúdo do Livro: O livro deveria possuir qualidades espirituais, e qualquer ficção
que nele fosse encontrada tornava o escrito inaceitável.
4) Inspiração: O livro deveria possuir evidências de inspiração.
5) Leitura em Público: Nenhum livro seria admitido para leitura pública na igreja se
não possuísse características próprias. Muitos livros eram bons e agradáveis para
leitura particular, mas não podiam ser lidos e comentados publicamente, como se
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fazia com a lei e os profetas na sinagoga. É a esta leitura que Paulo exorta Timóteo a
praticar (ITm.4:13).
C) Conclusão da Canonização (do Novo Testamento)
1) Concílio Damasino de Roma em 382 d.C.
2) Concílio de Cartago em 397 d.C.
IX. ANIMAÇÃO:
É o poder inerente à Palavra de Deus para transmitir vitalidade ou vida ao ser humano.
O Sl.19:7 diz que "a lei do Senhor é perfeita, e restaura a alma..." e no versículo 8 diz que "os
preceitos do Senhor são retos, e alegram o coração..."
Somente algo que tem vida pode transmitir vida, e por isso mesmo somente a Bíblia, e
nenhum outro livro pode fazê-lo, pois a Bíblia sendo a Palavra de Deus é viva: "A Palavra de
Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até a
divisão da alma e do espírito e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos
e intenções do coração"(Hb.4:12).
A) A Palavra de Deus é Viva: O elemento da vida que aqui se declara é mais do que
aquilo que agora tem autoridade em contraste com o que já se tornou letra morta; é
mais do que alguma coisa que fornece nutrição. Mas as Escrituras são vivas porque é
o hálito (espírito) do Deus Vivo (Jo.6:63; Jó 33:4). Assim tanto a Palavra Escrita (Logos)
como a Palavra Falada (rêma) são possuidoras de vida. Não há diferença essencial
entre elas, pois são apenas duas formas diferentes dela existir.
O trecho de Hb.4:12 diz que a Palavra de Deus é viva, e eficaz, é cortante, penetra e
discerne.
Em IPe.1:23 lemos que a Palavra de Deus vive e permanece para sempre. Assim a
Palavra de Deus possui vida eternamente (Sl.19:9;119:160).
B) A Palavra de Deus é Eficaz: A palavra grega usada neste trecho é energês de onde
temos a palavra energia. Trata-se da energia que a vida vital fornece. Por isso a
Palavra de Deus é comparada a uma poderosa espada de dois gumes com poder para
cortar, penetrar e discernir. Quando o Espirito Santo empunha a Sua espada(Ef.6:17)
uma energia é liberada dela para animar e realizar o seu propósito (Is.55:10,11). E’
com este poder inerente à Palavra de Deus que o Espirito Santo convence os
contradizentes (Jo.16:8; ICo.2:4) porque a Palavra de Deus é como uma dinamite com
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poder (dinamos, Rm.1:16) para salvar e destruir (IICo.10:4,5;IICo.2:14,17; IJo.2:14;
Jr.23:24).
A Palavra de Deus é como um nutriente alimento que fornece forças (IPe.2:2; Mt.4:4).
Paulo escrevendo aos tessalonicenses, revela sua gratidão a Deus por haverem eles
recebido a Palavra de Deus a qual estava operando (energizando) eficazmente neles
(ITs.2:13). Paulo conhecia o poder da Palavra de Deus, por isso recomendou aos
anciãos da igreja que a observassem porque ela "tem poder para edificar e dar
herança entre todos os que são santificados" (At.20:32; Jo.5:39).
1) É eficaz na regeneração: Comparada com a "água" (Jo.3:5; Ef.5:26), a
Palavra de Deus tem poder para regenerar, pois ela coopera com o E.S. na
realização do novo nascimento (IPe.1:23; Tt.3:5; Jo.15:3; Ez.36:25-27; Jo.6:63;
Tg.1:18,21; ICo.4:15; Rm.1:16).
2) É eficaz na santificação: A Palavra de Deus tem poder para santificar
(Jo.17:17; Ef.5:26; Ez.36:25,27; IIPe.1:4; Sl.37:31;119:11). Com efeito, a
santificação é pela fé (At.15:9 e 26:18) e a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus
(Rm.10:17).
3) É eficaz na edificação: A Palavra de Deus tem poder para edificar (IPe.2:2;
At.20:32; IIPe.3:18).
X. PRESERVAÇÃO:
É a operação divina que garante a permanência da Palavra Escrita, com base na aliança que
Deus fez acerca de Sua Palavra Eterna (Sl.119:89,152; Mt.24:35; IPe.1:23; Jo.10:35).
Os céus e a terra passarão (Hb.12:26,27; IIPe.3:10) mas a Palavra de Deus permanecerá
(Mt.24:35; Hb.12:28; Is.40:8; IIPe.1:19).
A preservação das Escrituras, como o cuidado divino para a sua criação e formação do cânon,
não foi acidental, nem incidental, mas sim o cumprimento de uma promessa divina. A Bíblia
é eterna, ela permanece porque nenhuma Palavra que Jeová tenha dito pode ser removida
ou abalada; nem uma vírgula ou um ponto do testemunho divino pode passar até que seja
cumprido.
"Quando pensamos no fato da Bíblia ter sido objeto especial de infindável perseguição, a
maravilha da sua sobrevivência se transforma em milagre... Por dois mil anos, o ódio do
homem pela Bíblia tem sido persistente, determinado, incansável e assassino. Todo esforço
possível tem sido feito para corroer a fé na inspiração e autoridade da Bíblia, e inúmeras
operações têm sido levadas a efeito para fazê-la desaparecer. Decretos imperiais têm sido
passados ordenando que todas as cópias existentes da Bíblia fossem destruídas, e quando
essa medida não conseguiu exterminar e aniquilar a Palavra de Deus, ordens foram dadas
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para que qualquer pessoa que fosse encontrada com uma cópia das Escrituras fosse morta."
(Arthur W. Pink. The Divine Inspiration of the Bible = A Inspiração Divina da Bíblia).
A Bíblia permanece até hoje porque o próprio Deus tem se empenhado em preservá-la.
Quando o rei Jeoiaquim queimou um rolo das Escrituras, Deus mesmo determinou a
Jeremias que rescrevesse as palavras que haviam sido queimadas (Jr.36:27,28), e ainda
determinou maldições sobre o rei, por haver tentado destruir a Palavra de Deus
(Jr.36:29,31). Ademais Deus acrescentou ao segundo rolo outras palavras que não se
encontravam no primeiro (Jr.36:32), pois a Palavra de Deus sempre há de prevalecer sobre a
palavra do homem (Jr.44:17,28; At.19:19,20).
Deve ficar esclarecido que Deus tem preservado apenas a Sua Palavra inspirada, aquilo que
deve ser considerado como revelação de Deus, e por isso mesmo não foi preservado e não
faz parte do Cânon Sagrado (ICr.29:29;
IICr.9:29;12:15;13:22;20:34; IICr.24:27;26:22;33:19). Em IICo.7:8 Paulo faz menção a uma
segunda carta que não consta do Novo Testamento, sendo que a segunda carta de Coríntios
que temos na nossa Bíblia, provavelmente deveria ser a terceira.
Hoje a estratégia de Satanás sobre a Palavra de Deus é diferente, pois já que ele não
consegue destruí-la, procura desacreditá-la (negando sua inspiração) e corrompê-la com
interpretações pervertidas da verdade (ITm.4:1,2; IITs.2:9-12). A nós pois, como igreja, cabe
a responsabilidade de defender e preservar a verdade (ITm.3:15) com o mesmo anseio que
caracterizava a vida de Paulo (Fp.1:7,16).
XI. INTERPRETAÇÃO:
É a elucidação ou explicação do sentido das palavras ou frases de um texto, para torná-los
compreensivos.
A ciência da interpretação é designada hermenêutica, e, em razão de sua abrangência,
requer um estudo especial separado da Bibliologia.
No final do curso, após o estudo de todas as matérias, você fará uma prova ÚNICA de
Conhecimentos Gerais.
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