quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Curiosidades Bíblicas - Você Sabia?

Curiosidades Bíblicas - Você Sabia? 1. Quais os livros da Bíblia que tem apenas 1 capítulo? R: Obadias, Filemom, II João, III João e Judas. 2. Quais os livros da Bíblia que terminam com um ponto de interrogação? R: Lamentações, Jonas e Naum. 3. Qual o menor livro da Bíblia? R: II João (possui somente 13 versículos). 4. Qual o maior livro da Bíblia? R: Salmos (possui 150 capítulos). 5. Qual o menor capítulo da Bíblia? R: Salmo 117 (possui 2 versículos). 6. Qual o maior capítulo da Bíblia? R: Salmo 119 (possui 176 versículos). 7. Qual o menor versículo da Bíblia? R: Jó 3:2 (possui 07 letras). 8. Qual o maior versículo da Bíblia? R: Ester 8:9 (possui 415 caracteres). 9. Quantas palavras a Bíblia contêm aproximadamente? R: 773.693 palavras. 10. Quantas letras a Bíblia contêm aproximadamente? R: 3.566.480 letras. 11. Quantos capítulos e quantos versículos a Bíblia possui? R: 1.189 capitulos e 31.102 versículos. 12. Em quais os livros da Bíblia não encontramos a palavra Deus? R: Ester e Cantares de Salomão. Gênesis 13. Quem foi o primeiro bígamo citado na Bíblia e quais eram os nomes das esposas? R: Lameque. Ada e Zilá. Gênesis 4:19. 14. Quem foi o pai dos que habitam em tendas e possuem gado? R: Jabal. Gênesis 4:20. 15. Quem foi o pai de todos os que tocam harpa e flauta? R: Jubal. Gênesis 4:21. 16. Quem era rei e sacerdote ao mesmo tempo? R: Melquisedeque. Gênesis 14:18. 17. Qual é a única mulher cuja idade é mencionada na Bíblia? R: Sara. Gênesis 23:1. 18. Onde lemos na Bíblia de camelos se ajoelhando? R: Gênesis 24:11. 19. Quais os nomes dos filhos de Abraão? R: Zinrá, Jocsã, Medã, Midiã, Jisbaque, Sua (filhos de Quetura), Isaque (filho de Sara) e Ismael (filho de Hagar). Gênesis 25:2,9. Êxodo 20. Qual a mãe que recebeu um salário para criar o seu próprio filho? R: Joquebede, mãe de Moisés. Êxodo 2:8,9,10. 21. Qual o nome do homem acusado por sua esposa de derramar sangue? R: Moisés. Êxodo 4:24,25. 22. Qual o sobrinho que se casou com a sua tia? R: Anrão, pai de Moisés. Êxodo 6:20. 23. Onde se lê na Bíblia que as águas, por serem amargas, não serviam para consumo, porém tornaram-se doces depois? R: Êxodo 15:23,24,25. 24. Onde se encontra a lei, por meio da qual um escravo ganhava liberdade por perder um dente? R: Êxodo 21:27. 25. Onde se lê na Bíblia que os israelitas foram advertidos para obedecerem a um Anjo? R: Êxodo 23-20,21. Números 26. Qual o rei teve os seus inimigos abençoados pelo profeta que ele tinha chamado para os amaldiçoar? R: Balaque, rei de Moabe. Números 22-5,6,12 + Números 23:11,12. 27. Qual o cavaleiro que teve o seu pé imprensado contra o muro? R: Balaão. Números 22:25. - A Bíblia se divide em duas partes: Antigo Testamento e Novo Testamento. Tem 66 livros, sendo 39 no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento. - O Salmo 119 tem, em hebraico, 22 seções de oito versículos. Cada uma das seções inicia com uma letra do alfabeto hebraico, de 22 letras. Dentro das seções, cada versículo inicia com a letra da seção. - Que "o caminho de um sábado" era o caminho permitido no dia de sábado; a distância que ia da extremidade do arraial das tribos ao tabernáculo, quando no deserto, isto é, cerca de 1.200 metros. - O capítulo 19 de II Reis é igual ao 37 de Isaías. - No livro Lamentação de Jeremias, os capítulos 1, 2 e 4 têm versículos em número de 22 cada, compreendendo as letras do alfabeto hebraico. O capítulo 3 tem 66 versículos, levando cada três deles, em hebraico, a mesma letra do alfabeto. - A Menor Bíblia A menor Bíblia existente foi impressa na Inglaterra e pesa somente 20 gramas. Este fabuloso exemplar da Bíblia mede 4,5 cm de comprimento, 3 cm de largura e 2 cm de espessura. Apesar de ser tão pequenina, contém 878 páginas, possui uma séria de gravuras ilustrativas e pode ser lida com o auxílio de uma lente. - A Maior Bíblia A maior Bíblia que se conhece, contém 8.048 páginas, pesa 547 quilos e tem 2,5 metros de espessura. Foi confeccionada por um marceneiro de Los Angeles, durante dois anos de trabalho ininterrupto. Cada página é uma delgada tábua de 1 metro de altura, em cuja superfície estão gravados os textos. - Vamos Ler a Bíblia ? A Bíblia contém 31.000 versículos e 1.189 capítulos. Para sua leitura completa, são necessárias 49 horas, a saber, 38 horas para a leitura do Velho Testamento e 11 horas para a do Novo Testamento. Para lê-la audivelmente, em velocidade normal de fala, são necessárias cerca de 71 horas. Se você deseja lê-la em 1 ano, deve ler apenas 4 capítulos por dia. - Tradução: Você sabia que das 2.000 líguas e dialetos falados no mundo, cerca de 1.200 já possuem a Bíblia ou textos bíblicos traduzidos? - O nome "Bíblia" vem do grego "Biblos", nome da casca de um papiro do século XI a.C.. Os primeiros a usar a palavra "Bíblia" para designar as Escrituras Sagradas foram os discípulos do Cristo, no século II d.C.; - Ao comparar as diferentes cópias do texto da Bíblia entre si e com os originais disponíveis, menos de 1% do texto apresentou dúvidas ou variações, portanto, 99% do texto da Bíblia é puro. Vale lembrar que o mesmo método (crítica textual) é usado para avaliar outros documentos históricos, como a Ilíada de Homero, por exemplo; - É o livro mais vendido do mundo. Estima-se que foram vendidos 11 milhões de exemplares na versão integral, 12 milhões de Novos Testamentos e ainda 400 milhões de brochuras com extratos dos textos originais; - Foi a primeira obra impressa por Gutenberg, em seu recém inventado prelo manual, que dispensava as cópias manuscritas; - A divisão em capítulos foi introduzida pelo professor universitário parisiense Stephen Langton, em 1227, que viria a ser eleito bispo de Cantuária pouco tempo depois. A divisão em versículos foi introduzida em 1551, pelo impressor parisiense Robert Stephanus. Ambas as divisões tinham por objetivo facilitar a consulta e as citações bíblicas, e foi aceita por todos, incluindo os judeus; - A Bíblia foi escrita e reproduzida em diversos materiais, de acordo com a época e cultura das regiões, utilizando tábuas de barro, peles, papiro e até mesmo cacos de cerâmica; - Com exceção de alguns textos do livro de Ester e de Daniel, os textos originais do Antigo Testamento foram escritos em hebraico, uma língua da família das línguas semíticas, caracterizada pela predominância de consoantes; - A palavra "Hebraico" vem de "Hebrom", região de Canaã que foi habitada pelo patriarca Abraão em sua peregrinação, vindo da terra de Ur; - Os 39 livros que compõem o Antigo Testamento (sem a inclusão dos apócrifos) estavam compilados desde cerca de 400 a.C., sendo aceitos pelo cânon Judaico, e também pelos Protestantes, Católicos Ortodoxos, Igreja Católica Russa, e parte da Igreja Católica tradicional; - A primeira Bíblia em português foi impressa em 1748. A tradução foi feita a partir da Vulgata Latina e iniciou-se com D. Diniz (1279-1325). - A primeira citação da redondeza da terra confirmava a idéia de Galileu, de um planeta esférico. Bastava que os descobridores conhecessem a bíblia. (Isaías 40:22) - Davi, além de poeta, músico e cantor foi o inventor de diversos instrumentos musicais. (Amós 6:5) - O tio e a tia de Jesus se tornaram "crentes" na sua pregação antes de sua crucificação. (Lucas 24:13:18, João19:25) -O nome "cristão" só aparece três vezes na Bíblia. (Atos 11:26, Atos 26:28 e I Pedro 4:16) - A "Epístola da Alegria" , a carta de Paulo aos Filipenses, foi escrita na prisão e as expressões de alegria aparecem 21 vezes na epístola. - Quem dá aos pobres, empresta a Deus, e Ele lhe pagará. (Provérbios 19: 17) - O trânsito pesado e veloz, os cruzamentos e os faróis acesos aparecem descritos exatamente como nos dias de hoje. (Naum 2:4) - A mensagem através de "out-doors" é uma citação bíblica detalhada. (Habacuque 2:2) - Quem cortou o cabelo de Sansão não foi Dalila, mas um homem. (Juízes 16: 19) - O nome mais comprido e estranho de toda a bíblia é Maersalalhasbas - filho de Isaias.(Isaías 8:3-4) - Você sabia que a palavra fé é encontrada apenas quatro vezes no Antigo Testamento? (Hc 2:4; Jz 9:16, 9:19; e 1Sm 21:5) - Você sabia que a palavra "DEUS" aparece 2.658 vezes no V.T. e 1.170 vezes no N.T. num total de 3.828 vezes? - Há na Bíblia 177 menções ao diabo em seus vários nomes. - O maior versículo é no livro de Ester capítulo 8 versículo 9. - O menor versículo é no livro de Êxodo capíluto 20 versículo 13. - O versículo central da Bíblia é o Salmo cap: 118 ver:8, o qual divide a mesma ao meio. - Os livros de Ester e Cantares de Salomão não possuem a palavra DEUS. - A expressão "Assim diz o Senhor" e equivalentes encontram-se cerca de 3.800 vezes na Bíblia. - A Vinda do Senhor é referida 1845 vezes na Bíblia, sendo 1.527 no Antigo Testamento e 318 no Novo Testamento. - A Palavra "Senhor" é encontrada na Bíblia 1.853 vezes e "Jeová (YHVH)" 6.855 vezes. - A expressão "Não Temas!" é encontrada 366 vezes na Bíblia, o que dá uma para cada dia do ano! - No Salmo 107 há 4 versículos iguais: 8, 15, 21 e o 31. - Todos os versículos do Salmo 136 terminam da mesma maneira. - Para aprender mais, LEIA A BÍBLIA!

APOCALIPSE E AS SETE IGREJAS DA ASIA.

APOCALIPSE E AS SETE IGREJAS DA ASIA. As cartas que constituem esses dois capítulos do livro de Apocalipse não foram enviadas às sete igrejas dos dias de João. Simbolizam sete períodos bem definidos da história da igreja, desde o seu nascimento em Pentecostes até o arrebatamento. Essas igrejas são chamadas candeeiros, ou “candelabros”, para mostrar que a função da Igreja é brilhar, por Jesus, em meio às trevas do mundo. À igreja em Éfeso (Ap 2:1-7), a mensagem foi que o Construtor da Igreja caminhava em seu meio. Se, contudo, ela deixou de andar com ele e abandonou o seu primeiro amor, então, como um candeeiro, seria tirada de seu lugar. Os que, mesmo dentro dessa igreja apóstata, permaneceram fiéis ao seu Senhor, comerão “da árvore da vida”, que significa a promessa da restauração do Paraíso (Gn 3:8; Ap 1:3). Essa dádiva de imortalidade é o próprio dom de Cristo que virá. À igreja em Esmirna, Cristo revela-se como “o primeiro e o último”, e tudo o que há nesse meio (Ap 2:8-11). Os religiosos hipócritas são apresentados como “sinagoga de Satanás”. Quanto aos “dez dias”, simbolizam “as dez grandes perseguições” sob os cruéis imperadores romanos. Esmirna, que significa “amargar”, associa-se a mirra, um unguento associado à “morte”. A recompensa prometida aos mártires era “a coroa da vida”. À igreja em Pérgamo, Cristo apresenta-se como possuidor de “uma afiada espada de dois gumes”. Essa expressão figurada denota o poder de sua Palavra para salvar ou matar. Refere-se a Pérgamo como o trono de Satanás, ou seja, a sua central de operações, de onde inspirou Constantino a inaugurar o seu estado cristão. Foi também nessa época que o Catolicismo Romano começou a florescer. Contra todos os apóstatas e enganosos, o Senhor disse que lutará com a espada de sua boca. Aos que perseverassem fiéis a ele nessa época degenerada, havia a promessa do maná escondido, uma pedrinha branca e um novo nome. À igreja em Tiatira, o Senhor revela seus olhos como chama de fogo, e os pés como bronze polido — símbolos achados na visão que João teve do Senhor (Ap 1:19-26). A Jezabel do AT (1 Rs 16:19-26) levou todo Israel a pecar com Jeroboão, filho de Nebate. Se a Jezabel, a que Cristo se refere na carta, era uma pessoa real ou não, é difícil afirmar-se. No entanto, é evidente que ela tipifica um sistema perverso, responsável por doutrinas perniciosas, sedução e adoração a ídolos. Um estudo cuidadoso do desenvolvimento do sistema papal com a paganização dos ritos cristãos mostra a correspondência com o Jezabelismo da igreja em Tiatira. Aos que resistissem aos falsos apelos desse sistema, há a promessa de que governarão sobre as nações com cetro de ferro e possuirão a Estrela da Manhã. Essas figuras de linguagem representam autoridade e glória vindouras. À igreja em Sardes (Ap 3:1-16), o Senhor se apresenta como possuidor dos sete espíritos de Deus e as sete estrelas. Essa linguagem própria de parábolas, ligeiramente diferente da anterior (1:4), mostra que o Senhor não é apenas o que enviou o Espírito Santo, mas também o seu possuidor, e que só ele pode fazer com que os mensageiros de sua igreja brilhem como estrelas. Aos que, em meio ao formalismo e morte espiritual no lagar da ira da igreja em Sardes, resistirem firmemente ao fluxo do ritualismo, o Senhor promete que seriam vestidos de vestiduras brancas e teriam eterna lembrança no livro da vida. Andar com ele com gloriosas roupas brancas será a eterna recompensa das testemunhas fiéis. A volta de Cristo como um ladrão reporta-nos aos ensinos das parábolas (Mt 24:42,43; Lc 12:39,40). A igreja em Filadélfia (Ap 3:7-13) Cristo apresenta-se não apenas como o Santo e Verdadeiro, mas também o que possui a Chave de Davi (Is 22:22; Hb 3:2,5,6). Os reconhecidos mestres da lei deixaram de usar corretamente a chave do conhecimento (Lc 11:52). Cristo é o verdadeiro Despenseiro da casa de Davi. Se a igreja em Filadélfia representa o reavivamento da Igreja no século XVII, após um período de inanição, na Idade Média, então, através dos avivamentos de Whitefield e dos Wesleys, e da obra missionária de William Carey, abriu-se a porta da graça às multidões. Por isso, os vencedores receberão a coroa e tornar-se-ão colunas no Santuário de Deus, onde será gravado O Novo Nome de Cristo. Sob esses expressivos símbolos está a perspectiva de possuir a recompensa e de manter a palavra de sua paciência. À igreja em Laodicéia (Ap 3:14-22), uma igreja para a qual ele não tem sequer um elogio, apenas reclamações, Cristo elabora um magnífico camafeu de si Mesmo. Ele é “o amém, a fiel e verdadeira testemunha, o princípio da criação de Deus”. Esses títulos simbolizam seu cuidado, sua imutabilidade e supremacia. Como essa carta, com severas repreensões, está cheia de símbolos expressivos! A igreja em Laodicéia, cheia de justiça própria, autosatisfação e opulência, não era fria nem quente, mas morna; e, por ser morna, causava náusea em Cristo. Por isso, ele diz que a vomitará de sua boca. Temos aqui uma parábola de rejeição da apóstata igreja organizada, quando ele voltar para a sua verdadeira igreja. A respeito de seu ouro corrompido ou adquirido desonestamente, aconselha-se à igreja que compre do Senhor “ouro refinado no fogo”, riquezas celestiais incorruptíveis; aos cegos espiritualmente, clama-se que comprem “colírio” para que vejam. Mercadores com seus unguentos e ervas medicinais não conseguem reproduzir qualquer substância que restaure a visão espiritual deteriorada. Somente a unção divina pode fazer isso. Para a sua nudez espiritual, a igreja é desafiada a comprar de Cristo “vestiduras brancas”, sem as quais ninguém jamais permanecerá em sua presença. Ao incluir tantas coisas em seu íntimo, e ter deixado Jesus de fora, seus membros são amavelmente chamados a abrir a porta e deixá-lo entrar. Que contradição é a igreja sem Cristo! Somen FUNDO HISTÓRICO DO LIVRO DE APOCALIPSE O termo grego para o nome do livro é apokalypsis, que significa revelar. Os livros da literatura apocalíptica pretendem revelar os mistérios sobre o desenrolar da história e do fim do mundo. O Apocalipse surgiu em um contexto em que existiam muitos livros semelhantes. Todos eles só podem ser entendidos com base no pano de fundo da profecia do AT. Os profetas do AT recebiam aquilo que precisavam dizer por inspiração divina, e em muitos casos a sua mensagem estava relacionada com os fatos políticos, econômicos e religiosos do seu dia-a-dia. Por outro lado, recebiam também mensagens que são dirigidas aos acontecimentos do futuro. Anunciam o juízo de Deus e a salvação no fim dos tempos. Esse segundo aspecto da mensagem profética é retomado na literatura apocalíptica. Ela se desenvolveu quando Antíoco Epifânio IV governava a Palestina (175-164 a.C.). Foi um tempo de grande opressão do povo judeu, pois Antíoco Epifânio tentou introduzir a cultura e religiosidade grega à força. Nesse tempo difícil o povo judeu se lembrou das promessas de salvação de Deus dadas pelos profetas. Deus não tinha prometido ajudar e dar vitória ao seu povo sobre todos os inimigos no final dos tempos? Por que isso não estava se cumprindo? O objetivo dos livros da literatura apocalíptica era dar respostas ao povo judeu tão oprimido. Esses livros surgiram quase que exclusivamente na Palestina e lá foram difundidos. Os escribas judeus, no entanto, eram críticos em relação a esses livros. Hoje temos acesso a alguns desse livros apocalípticos judaicos: O livro etíope de Enoque, IV Esdras, o Apocalipse grego e siríaco de Baruque, o Apocalipse de Moisés, o Livro de Enoque eslavo e o Testamento dos 12 Patriarcas. Para dar autoridade aos escritos, eram editados sob nomes de pessoas famosas do AT. Contêm muitas visões, figuras, sonhos e números simbólicos. A história geral do mundo é dividida em duas etapas: a época atual e a época vindoura. Essas épocas principais são, por sua vez, subdivididas em épocas menores. Também a época atual é dividida em períodos, que são descritos em detalhes. Sinais para o fim da época atual são a perseguição dos fiéis, catástrofes naturais e guerras. Eles antecedem a vinda do Messias. São denominados “as dores do Messias”. No final de toda a opressão está a vitória de Deus sobre as forças do mal, a ressurreição dos mortos e o início de uma nova época. 5. O Apocalipse de João como livro profético e apocalíptico O nome do último livro da Bíblia já indica a sua relação com a literatura apocalíptica. O leitor percebe isso nos símbolos que aparecem no livro. As cores têm significado especial. Branco é a cor da divindade, da alegria, da vitória, do céu. Preto é a cor da morte. Vermelho é a cor do luxo. O Apocalipse está repleto de figuras: coroa da vitória e palmeiras simbolizando a vitória. O diadema é o sinal do domínio e da soberania. O chifre é o sinal do poder. Na literatura apocalíptica os números também têm significado simbólico. Quatro é o número do mundo criado, sete é o número da perfeição e da plenititude, 12 é o número do povo eleito de Deus, 10.000 é o número da multidão ilimitada, 144.000 é o número do povo de Deus incontavelmente grande. Assim como a literatura apocalíptica, o Apocalipse tem o objetivo de interpretar a história do mundo até o seu final (cf. Ap 1.1,19). Essa história vai trazer grande opressão sobre o povo de Deus e muitas guerras e catástrofes ecológicas para a humanidade. Mas no final está a vitória de Deus, a implantação do seu domínio sobre essa terra e a criação de um novo céu e de uma nova terra. Por outro lado, não podemos ignorar a relação do livro com a profecia. O livro está em forma de carta, que João escreve às sete igrejas da província da Ásia (cf. 1.4; 22.21). O autor é conhecido entre as igrejas. Provavelmente é o apóstolo João, que, de acordo com a tradição da igreja antiga, viveu em Éfeso. Agora ele está escrevendo da ilha de Patmos às igrejas tudo aquilo que o Senhor vivo lhe disse e mostrou por meio de figuras e imagens. Ele quer ajudar as igrejas receptoras do seu livro a entenderem a sua própria situação. Ele quer apoiar e incentivar as igrejas a permanecerem firmes nas perseguições e a contarem com a vitória de Jesus Cristo (cf. 2.3,10; 3.8; 17.1ss; 20.4,6 e outros). Nesse aspecto, o livro de Apocalipse é um livro de consolo e exortação, como grandes partes da literatura profética do AT. Como surgiu esse livro? João tem à sua disposição a riqueza da literatura profética. Ele faz uso das figuras e dos símbolos apocalípticos. Será que ele uniu esses dois aspectos e criou um novo tipo de livro apocalíptico? Ele mesmo sugere algo diferente (cf. 1.9-20). Na ilha de Patmos ele teve um encontro visionário com o Senhor Jesus Cristo. O que o Senhor lhe mostrou está relacionado com o AT e com a literatura apocalíptica. Nesse mundo imaginário que lhe é tão conhecido, o presente e o futuro da Igreja lhe são interpretados. Ele recebe a tarefa de escrever o conteúdo das visões. Nessas visões está refletido o drama da perseguição dos cristãos na época de João. Com a besta que emerge do mar (13.1ss) é feita indicação do estado romano sob Domiciano; com o falso profeta se faz menção do sacerdócio do imperador. A “prostituta” (17.1ss) simboliza Roma com sua impiedade. Perseguições da igreja na Ásia Menor são citadas diretamente (cf. 2.3,10,13; 3.8). O autor antevê uma batalha decisiva vindo sobre a igreja (3.10), que deixará muitos mártires (6.9; 7.9ss; 15.2). Mas eles são os vencedores. O autor já consegue ouvir o seu louvor (12.10ss). Ele os vê reinando juntamente com Cristo (20.4,6). Todo o livro é um encorajamento para a hora do martírio. A história da igreja mostra como foi importante esse aspecto nos primeiros três séculos, nos quais ondas de perseguição caíram sobre a igreja. Não conseguiram destruir a igreja de Jesus. Para João, no entanto, a perseguição da igreja não é o conflito principal. O conflito principal está por trás dessa perseguição, que é a batalha entre Deus e Satanás. A besta que emerge do mar é o símbolo apocalíptico para o império romano. Mas mesmo esse império romano recebe o seu poder de Satanás (13.2) e serve a Satanás (13.4ss). Que diferença em relação à avaliação que o apóstolo Paulo faz do estado romano (Rm 13.1ss)! O que levou a isso? O estado romano citado em Apocalipse não é só uma figura política. Ele exige a adoração do imperador. Com isso ele concorre com a adoração a Deus. O sacerdócio do imperador (falso profeta) exige o culto fanático ao imperador. Satanás se lança a anti-Deus. É ele que está por trás da perseguição dos cristãos (12.4,7,17). Mas Satanás está derrotado; ele tem pouco tempo para agir. Jesus Cristo é o Senhor da nova época (1.13; 5.5; 3.21; 14.14). Satanás foi lançado do céu sobre a terra (12.9). Isso leva a guerras e catástrofes ecológicas terríveis, que, no entanto, não fazem com que as pessoas se voltem a Deus (9.20s e outros). Somente a volta de Jesus muda a história da humanidade: o poder dos reinos inimigos de Deus é destruído (19.11ss). Cristo reina na terra com os mártires por 1.000 anos, durante os quais Satanás está amarrado. Depois disso ele se levanta uma última vez e é destruído (20.7ss). Deus cria um novo céu e uma nova terra, que já não conhecem o sofrimento nem a morte. O fato novo do Apocalipse de João é que as figuras e imagens são aplicadas coerentemente a Jesus, enquanto na literatura apocalíptica judaica o consolo estava relacionado aos patriarcas espirituais. No centro do livro de João está a ação de Deus que leva à salvação das pessoas por meio de Jesus Cristo. Diante disso, é possível ver a história com outros olhos, mesmo quando surge uma época de perseguição da igreja. O Apocalipse de João é, portanto, um livro de consolo e encorajamento para a igreja, que em pouco tempo será levada ao martírio. Essa igreja é encorajada a permanecer fiel pela esperança do cumprimento em breve de todas as coisas por meio de Jesus Cristo.te aos que lhe abrem a porta, serão abertas as portas do céu (Ap 4:1). ESTUDO APOCALIPSE.. Que contraste marcante no estilo existe entre as epístolas de João e Apocalipse, também escrito por ele! As epístolas não têm muitos adornos, longe de preocupações com imagens ou figuras, enquanto o livro de Apocalipse expressa-se através de parábolas. Em linguagem simbólica e apocalíptica, João foi inspirado pelo Espírito Santo a “encorajar e estimular o povo em tempos de angústia, por meio da segurança de um futuro glorioso pelo triunfo do tão esperado Libertador de Israel”. Ele governará como “o Príncipe dos reis da terra” (Ap 1:5). Temos ainda um contraste de tom e temperamento entre as epístolas de João e o livro de Apocalipse. Todavia, ambos, trovão e ternura, estavam presentes no modo de ser de João (Mc 3:17). Os primeiros livros exibem seu trovão (Ap 2:22; 5:16; 2Jo 10; 3 Jo 9,10), enquanto que Apocalipse é eloquente, mas com ternura, assim como o trovão do juízo (Ap 1:9; 7:14-17; 21:3,4). O simbolismo que João usa não é de sua própria autoria, mas simplesmente uma nova combinação de antigos símbolos hebreus, quase todos achados no AT. O dr. Scroggie afirma que “todas as figuras do Apocalipse foram tomadas do AT. Dos seus 404 versículos, 265 contêm linguagem do AT, e há cerca de 550 referências a passagens do AT. Mas para o AT, esse livro continua um enigma”. Esse último livro da Bíblia relaciona-se, por contraste e comparações, com o seu primeiro livro (Gênesis); todavia, essencialmente, Apocalipse, por seu conteúdo profético, relaciona-se mais com Daniel do que com qualquer outro livro do AT. Daniel esquematiza a história dos gentios durante os sucessivos impérios — Babilônico, Medo-Persa, Grego e Romano; João trata apenas da última fase da história romana. Daniel apresenta o curso total do Império Romano; Apocalipse é um livro das consumações, enquanto Gênesis é o livro das origens. Nosso propósito é mostrar que o livro profético de João (Ap 1:3; 22:7,10,18,19) revela muitos acontecimentos futuros, apresentados em parábolas e com linguagem rica em símbolos. Desde o enunciado em seu prólogo: “Ele as enviou pelo seu anjo, e as notificou ao seu servo João”. A palavra “notificou” pode ser traduzida como “significou”, ou dado através de sinais e símbolos, que proliferam aqui mais do que em qualquer outro livro da Bíblia. Muitos negligenciam essas revelações por seu caráter altamente simbólico, pois desconhecem que os símbolos, se não explicados no próprio livro, o são em alguma outra parte da Bíblia. Ordenou-se a Daniel que “selasse” as palavras de sua profecia até o “tempo do fim” — não o fim do tempo — mas o fim do “tempo dos gentios”. João, ao escrever sobre o nosso tempo presente (Ap 22:10), foi instruído a “não selar” as palavras do livro. O expressivo simbolismo de Apocalipse relaciona-se com Cristo e sua Igreja no começo do livro; com Israel, no meio do livro; e com as nações, no final. Na construção da cidade santa, a Nova Jerusalém, a Igreja é a fundação representada pelos nomes dos doze apóstolos; Israel simboliza as portas com os nomes das doze tribos escritos nelas; as nações salvas são as ruas, onde andam na luz da glória dessa majestosa cidade. Uma explicação completa de todas as figuras de linguagem no livro Apocalipse significaria uma exposição desse fascinante livro como um todo — uma tarefa admiravelmente executada por Walter Scott em The Exposition of Revelation [A exposição do Apocalipse]. Tudo o que faremos é listar os símbolos, com um breve comentário dos seus respectivos significados, e assim concluir o nosso estudo das parábolas nas Escrituras.

DOUTRINA DA JUSTIFICAÇÃO

A DOUTRINA DA JUSTIFICAÇÃO I. A JUSTIFICAÇÃO DEFINIDA A justificação é aquele ato de Deus instantâneo, eterno, gracioso, livre e judicial, pelo qual, devido ao mérito do sangue e da justiça de Cristo, um pecador arrependido e crente é livrado da penalidade da Lei, restaurado ao favor de Deus e considerado como possuindo a justiça imputada de Jesus Cristo; em virtude de tudo de que recebe adoção como um filho. II. O AUTOR DA JUSTIFICAÇÃO Deus é o autor da justificação. O homem nada tem que ver com a sua justificação, salvo para recebê-la através da fé que o Espírito Santo o habilita a exercer. A Escritura declara: “É Deus que justifica” (Rom. 8:33). E outra vez lemos: “Sendo justificados livremente pela Sua (de Deus) graça por meio da redenção que está em Cristo Jesus” (Rom. 3:24). De Cristo se pode dizer que nos justifica só no sentido que Ele pagou o preço da redenção. III. A NATUREZA DA JUSTIFICAÇÃO 1. É INSTANTÂNEO É um ato e não um processo. Ocorre e está completa no momento em que o indivíduo crê. Não admite graus ou fases. Do publicano se diz ter descido à sua casa justificado. Ele foi justificado completamente no momento em que colocou sua fé na obra propiciatória de Cristo. A justificação do crente está posta sempre em tempo passado. Em toda a Bíblia não há o mais leve vislumbre de um processo contínuo na Justificação. 2. É ETERNA Quando alguém se justifica, justificado está por toda a eternidade. A justificação não pode jamais ser revogada ou revertida. É uma vez por todo o tempo e eternidade. Por essa razão Deus pergunta: “Quem lançará qualquer acusação contra os eleitos de Deus?” (Rom. 8:33). Cristo pagou inteiro resgate e fez completa satisfação por todos os crentes; doutra maneira Cristo teria de morrer outra vez, ou então o crente cairia em condenação pelos seus pecados futuros. Mas lemos que a oblação de Cristo se fez uma vez por todas (Heb. 10:10), e que o crente “não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida” (João 5:24). Tanto quanto a posição do crente está em foco, ele já passou o juízo. Foi julgado e absolvido completamente e eternamente. Que Paulo ensinou uma justificação eterna e imutável mostra-se no fato de ele sentir-se chamado a defender sua doutrina contra os ataques dos que contenderiam que ela dava licença ao pecado. Isto é a acusação que se faz hoje contra a doutrina que ora estabelecemos. Finalmente lemos: “Por uma oblação Ele aperfeiçoou para sempre aos que se santificam” (Heb. 10:14). Verdade é que são os santificados que estão sob consideração nesta cita, mas é aplicável aos justificados também; porque, santificados e justificados são um. Se os santificados são aperfeiçoados para sempre, assim são os justificados. A perfeição aqui é a de estar diante de Deus. 3. É GRACIOSA E LIVRE O pecador não merece nada às mãos de Deus, exceto condenação. Logo, a justificação é inteiramente de graça. Está assim estabelecido em toda à parte na Escritura, exceto por Tiago que empregou o significado secundário do termo. No sentido primário do termo a justificação nunca está representada como sendo através das obras ou obediências do homem. Vide Rom. 3:20; 4:2-6; Tito 3:5. E, enquanto que a justificação é na base da obra meritória e expiatória de Cristo, contudo, da parte de Deus, é livre e espontânea, tanto quanto Deus não estava sob nenhuma obrigação de aceitar a Cristo como nosso substituto. 4. É SOMENTE JUDICIAL E DECLARATIVA A justificação, no sentido primário, é um termo forense ou legal. É um ato do tribunal do céu. Não faz o crente internamente justo ou santo. Fá-lo justo apenas quanto à sua posição. Muitos confundem sem cessar justificação e santificação; mas não são a mesma coisa. Justificação é apresentada como o oposto de condenação, ao passo que santificação como o oposto de uma natureza pecaminosa. Vide Rom. 5:18. IV. O FUNDAMENTO DA JUSTIFICAÇÃO O fundamento da justificação é o sangue e a justiça de Jesus Cristo. A fé é um meio de justificação, mas não é o fundamento dela. Nada no homem é fundamento da justificação. Deus requer perfeição. O homem, por causa da depravação da carne, não pode render obediência perfeita até mesmo depois da regeneração. Daí a justificação deve achar seu fundamento fora do homem. A justificação toma tanto o sangue como a justiça de Cristo para constituir o seu fundamento. O Seu sangue nos justifica negativamente ; Sua justiça, positivamente. Em outras palavras, o sangue paga a penalidade pelos nossos pecados e a justiça dá posição positiva perante Deus. Não há contradição entre Tiago e Paulo quanto ao fundamento da justificação. Paulo simplesmente usou a palavra grega “dikaioo” no seu sentido primário, para significar fazer alguém legalmente justo, ao passo que Tiago a usou no seu sentido secundário, para significar como mostra e prova estar alguém justo ou tal como devera estar. O mesmo uso que Tiago faz do termo pode-se achar também em Mat. 11:9 e 1 Tim. 3:16. Paulo ensina que nos é dada uma posição justa diante de Deus pela fé; Tiago ensina que provamos nossa justificação pelas nossas obras. Tanta necessidade há de reconciliar Tiago consigo mesmo como de reconciliar Tiago com Paulo; porque Tiago afirma que “Abraão creu em Deus e que isso lhe foi reconhecido como justiça” (Tiago 2:23). Vide Rom. 4:3. V. O MEIO DE JUSTIFICAÇÃO A fé em Cristo é o meio de justificação. Isto é, pela fé é que a justificação é aplicada ou feita experiencial. Ninguém se justifica senão os que crêem. A fé é logicamente anterior à justificação, ainda que não cronologicamente anterior. A justificação é através da fé porque a justificação é só uma de uma série de atos pelos quais Deus nos ajusta para Seu reino aqui e além. Sem fé a justificação se estragaria e não ajudaria a realizar o propósito de Deus em nós. A fé não tem mérito em si ou de si mesma. Ela não é aceita em lugar da nossa obediência. Nem ela produz um rebaixamento do padrão de Deus, de modo que possamos ganhar favor com Deus pelas nossas obras. VI. OS BENEFÍCIOS DA JUSTIFICAÇÃO 1. LIBERDADE DA PENALIDADE DA LEI Em Rom. 10:4 lemos: “Cristo é o fim da Lei para justiça de todo àquele que crê”. E Gal. 3:13 diz: “Cristo nos remiu da maldição da Lei fazendo-se maldição por nós.” Isto quer dizer que, para o crente, a Lei não é mais um instrumento de condenação. Cristo arrancou-lhe as garras para o crente. O Monte Sinai ajuntou-se em tremenda fúria e atirou seus dardos de condenação contra Cristo sobre o madeiro. Ele recebeu esses dardos no Seu próprio corpo na cruz, consumiu sua força e robou-lhes o poder de condenarem o crente. Por essa razão o crente nunca entrará em condenação (João 5:24; Rom. 8:1). Cristo morreu como substituto do crente; daí o crente é para a Lei como um já morto. 2. RESTAURAÇÃO AO FAVOR DE DEUS A justificação não só alforria meramente o homem da penalidade da Lei: fá-lo à vista de Deus como um que nunca quebrou a Lei. A justificação torna o crente tão inocente perante Deus em relação à sua posição como Adão foi antes de cair. 3. IMPUTAÇÃO DA JUSTIÇA DE CRISTO As passagens seguintes ensinam que, na justificação, a justiça de Cristo nos é imputada ou reconhecida: Rom. 3:22, 4:3-6, 10:4; Fil. 3:9. Estas passagens nos ensinam que o crente não só é inocente perante Deus, mas é considerado como possuindo a perfeita justiça de Cristo; logo, tanto quanto se considera a posição e o destino do crente, ele é reconhecido como sendo tão justo como Cristo. Sua posição perante Deus é a mesma como aquela de Cristo. Nesta conexão o imortal Bunyan escreveu: “O crente em Cristo está agora, pela graça, envolto sob uma justiça tão completa e abençoada que a Lei do Monte Sinai não pode achar nem falta nem diminuição nele. Isto é o que se chama a justiça de Deus pela fé.” 4. ADOÇÃO DE FILHOS Lemos: “Deus enviou Seu Filho... para remir os que estavam debaixo da Lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.” (Gal. 4:4,5). É na base desta redenção que somos justificados. A adoção é o topo da justificação. Cristo tomou nosso lugar; portanto, quando cremos nEle, tomamos Seu lugar como um filho. É assim que recebemos o direito de nos tornarmos filhos. Está em ordem a adoção para que sejamos “herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo” (Rom. 8:17), e para que tenhamos um direito legal à herança “incorruptível e impoluta, que não fenece, reservada no céu” para nós (1 Pedro 1:4). Quando fomos justificados, já éramos filhos do diabo. Não podíamos ser inascíturos como tais; daí tínhamos de ser transferidos da família do diabo para a de Deus por adoção. Tornamo-nos filhos experiencialmente pela regeneração, mas legalmente pela adoção. Regeneração e adoção não são as mesmas. 5. PAZ COM DEUS Rom. 5:1. O crente tem paz com Deus por causa do conhecimento e através do conhecimento de todos os benefícios precedentes. Um sumário: De maneira a ajudar o estudante a agarrar melhor o que temos dito, damos o seguinte sumário, o qual é adaptada da discussão de Bancroft sobre o método da justificação (Elemental Theology, pág. 206). Somos justificados: 1. Judicialmente por Deus. Rom. 8:33 2. Causalmente pela graça. Rom. 3:24 3. Meritória e Manifestamente por Cristo. (1). Meritoriamente pela Sua morte. Rom. 5:9 (2). Manifestamente pela Sua ressurreição. Rom. 4:25. A ressurreição de Cristo manifestou o valor justificante de Sua morte. 4. Mediatamente pela Fé. Rom. 5:1. 5. Evidencialmente pelas Obras. Tiago 2:14-24.

TEMPO NEOTESTAMENTARIO(400 ANOS)

A BÍBLIA O PERÍODO ENTRE OS TESTAMENTOS E O NOVO TESTAMENTO Até aqui Terminamos o Velho Testamento com a palavra "maldição". Sem as profecias cumpridas, maldição seria o melhor que poderíamos esperar. Cristo foi prometido, mas não visto. A Esperança era prevista, mas não obtida. Por quase quatrocentos anos, Deus não chamou nenhum profeta para dizer "assim diz o Senhor". Em todo este tempo nenhum escritor inspirado apareceu. Por isso este tempo é chamado "Os Anos Silenciosos" ou "O Período Negro". O período intertestamentário, 397 - 6 a.C., provocou muitas mudanças no mundo em geral e entre os Judeus em particular. Se pudermos entender, um pouco, o que aconteceu neste período que a Bíblia não nos revela, poderemos compreender melhor o povo que existiu no Novo Testamento e o porquê de muitas palavras de Jesus no Novo Testamento. I. O Período Intertestamentário Podemos dividir esta . seção, neste período, entre os acontecimentos políticos e religiosos ou os externos ou os internos. A Externo (Político) Os povos que controlavam o mundo sempre deixaram traços da sua civilização entre o povo que conquistavam. Arquitetura, língua, educação, maneiras de comer e vestir, formas e estilos de governo, etc., são só algumas das maneiras que uma nação influenciava uma outra. 1. Controle Mundial a. Babilônia Os Babilônicos levaram o reinado do Sul, Israel, cativo em 587 a.C. b. Medo-Persa Os Medo-Persas tomaram o controle do mundo dos Babilônicos em 537 a.C. c. Grego Os gregos tomaram o controle do mundo dos Medo- Persas em 333 a.C. Alexandre o Grande, que era o "bode que tinha um chifre insigne entre os olhos" de Daniel 8.1-7, conquistou o mundo antigo. Pelo domínio grego, a linguagem e civilização grega foram espalhadas em todo a parte do mundo conhecido naquele tempo. Este controle do mundo continuou através dos seus quatro generais que dividiram o poder na morte de Alexandre, o Grande, em 323 a.C., até que os Romanos vieram em 63 a.C. d. Romano Os Romanos estabeleceram o Império Romano em 27 a.C. com Octavianus, tomando o poder sobre o nome de Augustos. Quando começa o Novo Testamento, os Romanos estão reinando sobre Jerusalém e o mundo. 2. Controle de Jerusalém Apesar das nações que conquistaram o mundo, Jerusalém foi dominada por outras nações em tempos curtos, mas significativos. Os que exerceram controle sobre Jerusalém e os anos que estes dominaram são: a. Período Pérsico: 536 -333 a.C. b. Período Grego: 333 - 323 a.C. c. Período Egípcio: 323 - 204 a.C. d. Período Sírio: 204 - 165 a.C. e. Período dos Macabeus: 165 a.C. - 63 a.C. f. Período Romano: 63 a.C. - Novo Testamento B. Interno (Religioso) Muitas coisas citadas no Novo Testamento, não são mencionadas no Velho Testamento. Desde que o Velho Testamento não fala nada destas coisas, e o Novo Testamento as menciona, devemos entender que foi durante o período intertestamentário que estas foram introduzidas. Por causa do tempo tumultuoso em que Jerusalém viveu nestes quatrocentos anos varias seitas, instituições e práticas entre os judeus foram desenvolvidas. A história humana nos relata muitos fatos que pode nos ajudar entender várias referências de Jesus e os Apóstolos à estas seitas, instituições e a estes grupos. 1. Sinagoga Durante o cativeiro, os judeus foram espalhados por todos os cantos. Eles continuaram seus costumes, apesar de quem os dominava. Por Jerusalém ser longe, foi desenvolvido um lugar de reuniões aonde quer que os judeus existissem. Quando os judeus voltaram para Israel, continuaram com estas maneiras de se reunirem. Estruturas começaram a ser erguidas, mesmo no cativeiro, onde os judeus podiam se reunir e ouvir da lei. Pelo decorrer do tempo estas assembléias religiosas tinham uma finalidade estabelecida e ofícios distintos. Esta reunião religiosa, junto com a estrutura, é conhecida como sinagoga. 2. Escribas Com o cativeiro, os sacerdotes não foram sempre espalhados na forma de instruir todos os judeus na maneira que desejavam. Os escribas eram profissionais no Velho Testamento cujo trabalho era de colocar, por escrito, o que os profetas disseram. No tempo do exílio (cativeiro) estes começaram a ser chamados para "interpretar" o que a Lei dizia. Eles eram formados na linguagem original do Velho Testamento, então o povo pedia que estes não só lessem a Lei, mas que as ensinassem também. Os Escribas, gradualmente, perderam o aspecto de serem profissionais de escrever e passaram a ser mais como uma classe religiosa, ou seita, com autoridade para interpretar a Lei. Para o Judeu, os Escribas tinham autoridade da Lei Oral. 3. Fariseus No cativeiro, os Judeus não tinham um líder político só para eles. Eles eram sobre o domínio dos outros. Mas muitas vezes, os líderes das nações que dominavam o mundo deram autoridade limitada aos que tinham uma forma de autoridade entre os Judeus. Os sacerdotes tinham autoridade pela Lei Escrita, e estes sacerdotes, muitas vezes, eram colocados em posições oficiais pela nação que os dominavam. Nessa posição de autoridade, os sacerdotes ficaram conhecidos como Fariseus. Os Fariseus começaram a ser vistos como tendo autoridade religiosa e política entre os judeus. Quando o Novo Testamento se inicia, temos esta seita, Fariseu, já existindo. 4. Saduceus Entre a seita dos Fariseus nasceu a seita dos Saduceus. Os Saduceus eram um ramo menos rígido entre os Fariseus. Os pensamentos dos Saduceus eram mais liberais que os Fariseus, mas as suas ações eram muito mais rígidas. A Lei Escrita era a sua autoridade. 5. Herodianos Os Herodianos (Mt 22.16; Mc 3.6; 12.13) eram um grupo entre os Judeus que era mais político do que religioso. Tinham o objetivo de ajudar o governo de Roma a prosseguir e favorecer os judeus. 6. Zelotes Os Zelotes eram nacionalistas puros. Estão mencionados em Lucas 6.15 e Atos 1.13. A palavra "zelador", nestes casos, é o mesmo de Zelote. O pouco de tempo que os Judeus, com os Macabeus, exerceram controle de si mesmos foram suficientes para inflamar uma atitude de nacionalistas. Quiseram uma nação Judaica e lutaram para isso. Podemos aproveitar mais um fato para nos ajudar a entender o Novo Testamento. Seria aMishna e o Talmude A Mishna é a Lei Oral dos Judeus que foi passada de geração a geração, verbalmente, de pai para filho. Quando esta foi colocada por escrito, tomou o nome "Talmude". A lei Oral foi colocada na forma escrita pelo Rabino Jehuda no fim do segundo século depois de Cristo. O Talmude consistia em duas partes: a) A Mishna, ou Lei Oral e b) a Gemara, ou comentários sobre a Mishna. No tempo de Cristo, a Lei Oral era ainda oral e não escrita na forma do Talmude. Era esta Lei Oral, que Jesus apontava quando no Sermão da Montanha falava: "Ouvistes que foi dito" (Mt 5). Quando Jesus mencionava o Velho Testamento, usava: "Está escrito" (Mt 4.4, 7, 10) e "não foi dito". Veja também Jesus referindo-se à Lei Oral em Mt 15.1-9; 23.16-18 23 (Baxter). INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO O Novo Testamento é o Velho Testamento revelado bem como o Velho Testamento é o Novo Testamento escondido. Conhecer o Velho Testamento ajuda o aluno, da Bíblia, a entender muitas alusões e referências feitas no Novo Testamento (Veja Lucas 24.27-45 e as comparações do livro de Levítico com Hebreus). O primeiro versículo do Novo Testamento refere-se a Cristo na sua relação com o Velho Testamento. O Velho Testamento mostra a necessidade humana, o Novo Testamento mostra o suprimento divino. No Velho Testamento, o coração humano está visto, no Novo Testamento, o coração de Deus é visto suprindo, em Cristo Jesus, todas as necessidades humanas. Há uma idéia que domina no Novo Testamento. Essa idéia é "cumprir". Mt 1.22, "Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz"; e, assim, mais onze vezes Mateus mostra como Cristo cumpriu o Velho Testamento (Mt 2.15,17, 23; 4.14; 8.17; 12.17; 13.35; 21.4; 26.56; 27.9, 35). Os outros evangelistas também concordam com Mateus neste aspecto. As primeiras palavras do ministério público de Cristo contém "cumprir" (Mt 3.15; Mc 1.15; Lc 4.21 e, em João 1.41, 45 a palavra é "achamos"). Nisso podemos ver que o Novo Testamento é a "resposta" do Velho Testamento. No Novo Testamento, Cristo é revelado diferentemente do que no Velho Testamento. O Novo Testamento não usa tipos nem símbolos, mas mostra Cristo, a pessoa atual. VELHO TESTAMENTO O Cristo da profecia Cristo - A Esperança Cristo - O Esperado Cristo - O Previsto Cristo - O Predito NOVO TESTAMENTO O Cristo da história Cristo - O Fato Cristo - O Experimentado Cristo - A Provisão Cristo - O Apresentado O Novo Testamento consiste de vinte e sete livros, divididos em: quatro livros da vida de Cristo, um livro histórico, vinte e uma epístolas apostólicas e um livro profético. Cristo veio inicialmente aos Judeus (Mt 10.5-6; Jo 1.11; nascido sob a lei, Gl 4.4; Rm 15.8) e as doutrinas sobre a graça, baseadas na vida de Cristo, são tratadas profundamente e desenvolvidas só nas epístolas. I. Os Evangelhos Mateus, Marcos, Lucas, João Introdução: Os quatro evangelhos não têm a intenção de dar uma biografia completa de Cristo. O propósito deles é o de mostrar Cristo, "para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome".(Jo 20.31) Mesmo que os quatro se complementassem, um ao outro, mostrando partes da vida de Cristo que o outro não relatou, os quatro testemunham, juntamente, em pelo menos dez áreas, assim revelando a ênfase dos escritos dos evangelhos que é a vida de Cristo e a Sua obra salvadora completa para o homem pecador. Estas dez áreas são: 1. Cristo visto 2. Ministério de João Batista 3. Alimentação dos cinco mil 4. Cristo como Rei - Zc 9.9 5. Traição de Judas 6. Negação de Pedro 7. Julgamento e crucificação 8. A ressurreição corporal 9. 40 dias após a ressurreição 10. Segunda vinda predita Cada evangelista narra a vida, deste Filho de Deus, de uma maneira diferente assim complementando um ao outro. Três, dos quatro, são parecidos e juntos fazem como um resumo da vida de Cristo. Mateus, Marcos e Lucas, por este resumo, são chamadas os evangelhossinópticos. Os sinópticos diferem, do Evangelho de João, nas seguintes maneiras: Mateus, Marcos e Lucas Os fatos da vida exterior de Cristo Os aspectos da sua vida humana Os seus discursos públicos O ministério na Galiléia João A vida intima de Cristo A vida divina de Cristo Os discursos pessoais O ministério na Judéia Mateus mostra Cristo como Rei, o soberano que veio ordenar e reinar. Marcos mostra Cristo como Servo, aquele que veio servir e sofrer. Lucas mostra Cristo como Filho de Homem, o homem que veio repartir e compadecer-se. João mostra Cristo como Filho de Deus, aquele que veio revelar e redimir. Assim, os quatro relatam os tipos mostrados em Ezequiel 1.10 e João em Apocalipse 4.6-8 ilustrando os quatro animais "no meio do trono, e ao redor do trono" com a semelhança de leão (Mateus - rei), bezerro (Marcos ! servo), rosto como de homem (Lucas - filho de homem) e semelhante a uma águia voando (João - filho de Deus). A base do Velho Testamento era profética, agora no Novo Testamento tudo se focaliza nas doutrinas que se baseiam nos fatos descritos nos quatro evangelhos. Mudamos agora, do que era em maior parte ao Judeu, para o que é para o cristão. Trocamos marchas nos quatro evangelhos: Moisés para Cristo, da lei para graça. Os quatro combinam, harmoniosamente, as características de cada um para ser uma testemunha única de Cristo. A. Mateus Tema: Cristo, O Rei "como a semelhança de leão", Ap 4.6-8. Tempo: 50 d.C. Autor: Mateus, também chamado Levi (compare Mt 9.9 com Mc 2.13; Lc 5.27). Mateus era um publicano, um servidor público, um empregado do governo. Israel, nesta época, era dominada pelos Romanos. Mateus era, então, um Judeu que trabalhava para uma nação gentia. Seu trabalho era receber os impostos do povo na "alfândega" ou "recebedoria" (Mt 2.14; Mc 2.14; Lc 5.27). Por Mateus trabalhar para os Romanos ele era desprezado pelos judeus ortodoxos que ensinavam a separação explícita dos gentios. Geralmente os publicanos estão associados com as pessoas de baixa moral (Mt 9.10; 21.31). O Livro: O livro de Mateus mostra Cristo como rei. Sua genealogia é traçada desde o Rei Davi; e o lugar do Seu nascimento, Belém, o lar de Davi, é enfatizado. Sete vezes, neste Evangelho, Cristo é chamado de "o filho de Davi" (1.1; 9.27; 12.23; 15.22; 20.30; 21.9; 22.42). Só em Mateus Cristo fala do "trono da sua glória" (19.28; 25.31). Além disto, apenas neste Evangelho Jerusalém é chamada de "cidade santa" (4.5) e de "a cidade do grande Rei" (5.35). Sendo o Evangelho do Rei, Mateus também é o Evangelho do reino; a palavra "reino" aprece mais de cinqüenta vezes e a expressão "o reino dos céus", que não foi usada em nenhum outro lugar no N.T., aparece aqui cerca de trinta vezes. (Scofield) Mateus, mais do que qualquer dos escritores dos Evangelhos identifica acontecimentos e pronunciamentos na vida do nosso Senhor com predições do V.T., como, por exemplo, 1.22; 2.15, 17, 23; 4.14; 12.17; 13.14; 21.4; 26.54, 56; 27.9, 35. (Scofield) Conquanto que Mateus mostra Cristo como Rei, Ele é primeiramente o Rei espiritual do Seu povo. O povo Judeu, junto com os discípulos, esperava o Messias que vinha derrubar os reinos em oposição e estabelecer o Seu reino na terra. Como isso não veio a acontecer (Mt 12.18-21), muitos deixaram-nO (Mt 26.56). Antes que alguém possa entrar no Seu reino na terra, Cristo deve reinar no seu coração. Mateus relata a vida de Cristo sem os detalhes que Marcos e Lucas dão. (Baxter): Estão agrupados os preparativos para o Seu ministério: Cap. 1 - 4.12 - Genealogia, nascimento, Batismo e Tentação Estão agrupadas as obras e ações de Cristo no Seu ministério na Galiléia: Cap. 5, 6, 7 - Os Ensinamentos de Cristo Cap. 8, 9,10 - Os milagres de Cristo Cap. 11 - 18 - As reações ao ministério de Cristo. Estão agrupados também o Seu curto ministério em Judéia: Cap. 19 - 25 - Sua Apresentação - Rei Cap. 26, 27 - Sua Crucificação - O Malfeitor Cap. 28 - Sua Ressurreição - O Salvador Para ver a base que os detalhes dos outros três Evangelistas apoiavam, leia Mateus várias vezes. Assim terá uma visão geral da vida de Cristo. B. Marcos Tema: Cristo, O Servo "com a semelhança de bezerro", Ap 4.6-8. Tempo: 68 d.C. Autor João Marcos O nome de Marcos, João Marcos ou João (em relação a Marcos) aparece só nove vezes na Bíblia e nenhuma destas nos evangelhos (At 12.12, 25; 13.13; 15.37, 39; Cl 4.10; 2 Tm 4.11; Fl 24; 1 Pe 5.13). Na a primeira vez que Marcos aparece na Bíblia aprendemos que o nome de sua mãe era Maria. É bem provável que sua mãe fosse Judia e quem deu o nome de João, e o pai, que não conhecemos talvez fosse Romano devido ao nome de Marcos que deu a seu filho. João Marcos era sobrinho de Barnabé (Cl 4.10), chamando "meu filho" por Pedro (1 Pe 5.13) e era cooperador a Paulo (Fl 24) e assim, muito útil para o ministério dele (2Tm 4.11). Contudo, Marcos foi uma pedra no caminho entre Paulo e Barnabé por começar uma viagem missionária com Paulo e Barnabé, mas não a completando, saindo logo depois de começar (At 12.25; 13.13; 15.37-41). Quando Paulo estava na prisão referiu-se a Marcos (Cl 4.10) que estava ainda no ministério (a tradição diz que ele era muito ativo no Egito, organizando uma igreja em Alexandrina - Baxter). A primeira falha de ter deixado os missionários, no começo do ministério de Paulo e Barnabé era uma falha que Paulo evidentemente tinha perdoado, pois é dito uns vinte anos depois que ele achava Marcos útil para o ministério. A tradição diz que Marcos foi um mártir no Egito. Ele foi arrastado pela rua, jogado e deixado ferido numa prisão e depois queimado vivo (Baxter). Livro: Que Marcos mostra Cristo, o servo, é evidente no livro que relata na maior parte - as ações de Cristo. Como não é importante saber a genealogia de um servo, Marcos não tem registro da linhagem de Cristo nem nenhuma menção do nascimento ou dos primeiros anos dele. Como não é importante o que um servo diz e sim o que o servo faz, os discursos e as parábolas de Cristo não estão relatados com tanto destaque quanto os milagres que ele se preocupou em fazer. Em comparação com o livro de Mateus, Marcos é o mais curto dos quatro evangelistas. Mas se comparar só os relatórios que Cristo fez, Marcos inclui duas vez mais que Mateus. Tudo indicando que Marcos mostra Cristo, o Servo. Marcos é considerado como o fotógrafo dos evangelistas. Ele relata com mais destaque os detalhes dos nomes (3.17; 10.46; 15.21), horários (1.35; 6.35; 11.19; 15.25), números (2.3; 5.13; 6.7, 40; 14.30, 72), lugares (2.13; 11.4; 12.41; 15.39; 16.5) e muitos acontecimentos 1.13; 2.3,4; 4.36-38; 6.48, 53-56; 9.36; 10.17,32; 12.42; 16.4). Se não fosse por Marcos, muitos detalhes que dão vida aos acontecimentos de Cristo, seriam deixado só à imaginação. Para dar mais um exemplo, compare o relatório de Marcos da Transfiguração de Cristo como o relatório dos outros evangelistas (Mc 9.2-13; Mt 17:1-8; Lc 9.28-36). Para ter uma lição em como servir estude o exemplo de Cristo em Marcos. Sua posição com Deus, e o Seu trabalho como Salvador não foi em nada prejudicado na atitude d?Ele ser um Servo mas foi vista a grandeza da Sua posição com Deus ao se humilhar para servir e a importância de obediência no Seu trabalho. Todos os que querem adorar o Senhor Deus em espírito e em verdade tomem nota da vida de Cristo, o Servo. C. Lucas Tema: Cristo, O Homem "rosto como de homem", Ap 4.6-8. Tempo: 60 A.D. Autor: Lucas é o escritor do Evangelho de Lucas e do livro de Atos dos Apóstolos (1.1-5; At 1.1-4). Lucas era médico (Cl 4.14). Talvez por isso há mais referências às curas no livro de Lucas do que em Mateus ou Marcos ((4.18, 23; 5.17) e as descrições de doenças (5.12,18; 7.2; 13.11)). Lucas foi companheiro de Paulo em muitas das suas viagens (note em Atos o pronome "nós" quando fala de quem estava com Paulo. Parece que Lucas era um companheiro muito fiel a Paulo, pois no fim da vida de Paulo ele diz que "só Lucas está comigo" (2 Tm 4.9-11). O Livro: Em Mateus temos agrupados os acontecimentos de Cristo, O Rei; em Marcos temos as fotos das ações de Cristo, O Servo; em Lucas temos a história linda de Cristo, O Homem. Lucas foi endereçado a Teófilo, um romano de importância e um convertido ao Senhor Jesus Cristo "para que conheças a certeza das coisas de que já estás informado" (1.1-5). Ver também Atos 1.1-4. A genealogia é traçada até Adão, seno o objetivo de Lucas mostrar Cristo, O Homem. A narrativa de Lucas sobre o nascimento e a infância do Senhor é do ponto de vista da mãe virgem (Scofield) e nos dá mais detalhes da sua vida de criança e menino que os outros Evangélicos (Baxter). Este livro é o mais longo dos quatro Evangelhos em relação ao número de versículos. O que sabemos da infância de Cristo devemos a este livro. Lucas também diferencia dos outros sinópticos em que só neste livro tem as parábolas do Bom Samaritano (10.25-37), do homem rico e louco (12.13-21), da figueira infrutífera (13.6-9), da ovelha perdida, da moeda perdida e do filho pródigo (15,3-32), da viúva persistente (18,1-8), do fariseu e o publicano (18,9-14), e a parábola das minas (19,11-27). Também só aqui tem a missão dos Setenta relatada (10,1-24). Imagine que falta de conhecimento da vida de Cristo teríamos se não fosse por Lucas. Note, também, os acontecimentos que Lucas relata sobre a sensibilidade de Cristo em repreender Marta (10.38-42), curar uma enferma (13.10-16), um hidrópico (14.1-6), dos dez leprosos (17.11-19), a conversão de Zaqueu (19.1-10) e o choro por Jerusalém (19.41-44); tudo isso só temos porque Lucas nos relatou mostrando assim a atenção de Cristo pela humanidade e a humanidade perdida à qual Ele veio salvar. O nascimento, vida de criança, menino e de homem (1.5-4.13) Ministério em Galiléia (4.14-9:50) A jornada à Jerusalém (9.51-19:44) Crucificação e Vitória (19.45-24.53) D. João Tema: Cristo - O Filho de Deus ou Cristo em Sua Divindade "uma águia voando", Ap 4.6-8. Tempo: cerca de 85 - 90 d.C. Autor: Sabemos que o pai de João era Zebedeu (Mt 4.21) e era seu irmão Tiago (Mt 26.37; Mc 14.33; Lc 5.10). João fazia parte do circulo dos três discípulos íntimos de Cristo. Os outros eram Pedro e Tiago. Cristo não amava mais estes três, mas estes três estiveram presentes durante ocasiões especiais de Cristo: Transfiguração (Mt 17.1-9), oração no jardim antes da traição e da crucificação (Mt 26.36-46). Os três foram chamados por Paulo "colunas" da igreja (Gl 2.9). A João, um dos poucos discípulos presente na sua morte, Cristo confiou o cuidado de sua mãe (Jo 19.26,27) e ele é apresentado no seu evangelho como o discípulo "a quem Jesus amava" (13.23; 19.26; 20.2; 21.7, 20-24). Além deste evangelho, João é autor dos outros três livros que levem o seu nome (1, 2, 3 João) e Apocalipse. O Livro: A razão de este livro ser escrito é "para que creias que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome." (Jô 20.21) e esta idéia se repete pelo livro várias vezes. Os versículos chaves, 1.11,12 também fornecem a estrutura do livro, como João faz no livro de Apocalipse em Ap 1.19. O Evangelho de João pode ser dividido em 1) "Os seus não o receberam", 2) "Mas, a todos quanto o receberam", 3) "Deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus" . Este livro não faz parte dos evangelhos sinópticos. Os sinópticos mostram os fatos da vida exterior de Cristo, em João temos a vida íntima de Cristo. Os sinópticos mostram a sua vida humana, João mostra a sua vida divina. Os discursos públicos de Cristo estão relacionados em maior parte pelos sinópticos, João relata os discursos pessoais de Cristo. O ministério na Galiléia é mostrado nos sinópticos, mas em João o ministério na Judéia se vê. Os sinópticos importam fatos, João doutrina. Os sinópticos apresentam Cristo pelo que ele diz e faz, João o interpreta pelo quem ele é. (Baxter) Para se concentrar no quem Cristo é João só conta oito dos milagres de Cristo (Mateus e Lucas mostram vinte, Marcos dezoito) e só uma parábola (10.6). Das parábolas Mateus relata dezesseis, Marcos cinco e Lucas vinte. Em contrapartida, João nos relata os discursos de Cristo que os sinópticos não revelam com tanto destaque (Pedro e Natanael, a:35-51; Nicodemos, 3.1-15; mulher Samaritana, 4.4-38; o homem nascido cego, 9.35-41; Marta e Maria, 11; os onze discípulos, 13-16; Maria Madalena, 20.1-18 e o Apostolo Pedro, 21.15-23) tudo para nos mostrar doutrina. As palavras usadas mais neste livro que nos dos sinópticos são: "crer", "vida" e os títulos "Filho" e "Filho de Deus" , estes mostrando o tema do livro de Cristo - O Filho de Deus. Outras palavras características de João são "verdadeiro", verdade",. "amor", "testemunho" e "mundo" (gr.kosmos). Apenas João registra as grandes declarações "Eu sou" de Cristo (6.35 "pão da vida"; 8.12 "a luz do mundo"; 10.7 "porta das ovelhas", 11 "o bom Pastor"; 11.25 "a ressurreição e a vida"; 14.6 "cominho, verdade e a vida"; 15 "videira verdadeira") e apresenta as declarações de Cristo introduzidas pelo solene "Em verdade, em verdade" (1.51; 5.19,24,25, etc.). (Scofield). Conclusão: Mateus O Prometido está - veja as Suas qualificações Marcos Assim Ele trabalhou - veja o Seu poder Lucas Assim Ele era - veja a Sua natureza João Assim Ele é - veja a Sua divindade II. O Histórico Atos 1. Atos Tema: As Ações dos Apóstolos Tempo: Terminado em 63 A.D. em Roma Autor: Lucas (Lucas 1.3; Atos 1.1) Lucas, com o evangelho que mostra a vida detalhada de Cristo e com este livro que mostra a historia da igreja que Cristo estabeleceu, é o autor que escreveu mais das ações no Novo Testamento do que qualquer outro indivíduo. Lucas escreve não só para informar o leitor com a organização dos acontecimentos, mas também para exortar o leitor pelos exemplos dos apóstolos. Livro: O livro de Atos é uma historia de um dos primeiros historiadores inspirados nos primeiros anos da época cristã. Mais do que trinta anos são tratados neste livro, desde a ascensão de Cristo à prisão de Paulo em Roma. Atos é uma ponte que estenda dos Evangelhos até as Epistolas. Os Evangelhos relata o tratamento do evangelho diante dos judeus, as Epistolas trata do evangelhos diante dos gentios. Atos relata como o reino de Deus começou com os judeus e os acontecimentos da rejeição destes do mesmo e a abertura total do evangelho para com os gentios (Atos 1.8; 28.28). Aqui se tem o começo e os princípios que as primeiras igrejas e seus missionários seguiam. É um manual completa de teoria (doutrina) e pratica para a igreja verdadeira obedecer a comissão dada por Cristo em Mateus 28.19,20. A evangelização dos judeus e depois para os gentios, a pessoa e obra do Espirito Santo, a perseguição que seguiu os que quiseram obedecer Cristo está para a nossa edificação no livro de Atos. Capítulos 1 - 12: A missão da igreja com destaque ao Pedro, Jerusalém o centro de operações aos israelitas. Este seção termina com Pedro livre de prisão. A igreja evangeliza "Jerusalém, Judéia e Samaria" Capítulos 13 - 28: A missão da igreja com destaque ao Paulo; Antioquia é o centro de operações ao mundo inteiro. Este seção termina com Paulo na prisão. A igreja evangeliza os "confins da terra". Versículo chave é Atos 1.8 que envolve o dever divina, o equipamento espiritual e a comissão geográfica da missão da igreja. Para entender como a mensagem do Velho Testamento entrelaça com o Novo Testamento, leia a mensagem de Pedro em Atos 2.14-40. III. As Epístolas Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 e 2 Tessalonicenses, I e 2 Timóteo, Tito, Filemom, Hebreus, Tiago, I e 2 Pedro, I e 2 e 3 João, Judas e Apocalipse Introdução As Epístolas, diferente que os Evangelhos ou que Atos, nos dão na maior parte, doutrina. Os Evangelhos relatem a pessoa de Cristo aqui na terra. Atos nos relata os acontecimentos durante os trinta anos depois de Cristo. As Epístolas, especialmente as Paulinas e as Gerais, tratam de doutrina para todos desde o fim de Atos até a segunda vinda de Cristo, quer dizer, os desde o tempo de Atos e nós hoje. Os Evangelhos e Atos são escritos para nós, mas as Epístolas são sobre nós. As Epístolas nos dão a maneira doutrinária de aplicar os primeiros cinco livros do Novo Testamento às nossas vidas. Pelo livro dos Atos dos Apóstolos, podemos ver o número de igrejas em expansão em varias áreas. Foi pela palavra oral dos apóstolos que as pessoas foram ajuntadas em grupos conforme o modelo deixado por Cristo, a Cabeça da Igreja. Pelos sinais dos apóstolos, as suas posições e mensagens foram aceitas. Agora com igrejas formadas, a necessidade de ter algo permanente foi necessário. As Epístolas preenchem esta necessidade dando em forma escrita os ensinamentos inspirados que estas igrejas creram para entrar em Cristo e o que era necessário para continuar sendo conformes à imagem de Cristo. O que foi escrito por Paulo e os seus colegas serviu bem esta necessidade naquele primeiro século e por ser inspirado nos sirva de igual modo hoje mesmo sendo uns vinte séculos depois. As vinte e duas epístolas podem ser classificadas em quatro categorias: I. As Epístolas às Igrejas Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 e 2 Tessalonicenses II. As Epístolas Pastorais 1 e 2 Timóteo, Tito, Filemom III. As Epístolas Gerais e Pessoais Hebreus, Tiago, 1 e 2 Pedro, 1, 2 e 2 João, Judas IV. Epístola Profética Apocalipse A. As Epístolas às Igrejas Romanos, I e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, I e 2 Tessalonicenses A ordem destas Epístolas na nossa Bíblia é a mesma ordem que todos os manuscritos velhos achados em qualquer parte do mundo têm. A ordem cronológica seria diferente que a ordem que elas aparecem na Bíblia. A ordem cronológica que refere a data aproximada que elas foram escritas seria nesta ordem (Baxter): Livro Lugar Tempo 1 Tessalonicenses Corinto 52-53 d.C. 2 Tessalonicenses Corinto 53 d.C. 1 Coríntios Éfeso 57 d.C. 2 Coríntios Macedônia 57 d.C. Gálatas Corinto 57-58 d.C. Romanos Corinto 58 d.C. Colossenses Roma 63 d.C. Efésios Roma 63 d.C. Filipenses Roma 64 d.C. 1. Romanos Tema: A Justificação pela Fé Tempo: escrito em Corinto, 58 d.C. (16.1,2) Autor: O Evangelho tem sido pregado por um meio século quando Paulo escreveu este livro e muitas igrejas foram organizadas até este tempo. Era inevitável que duvidas e perguntas surgiam por causa da pregação de graça e a plena justificação de qualquer pessoa pela fé em Cristo. Perguntas sobre a lei de Moisés, o concerto de Deus com Abraão, a aceitação dos gentios diante de Deus, e as ramificações da pregação da graça de Deus foram levantadas. Paulo, por causa do seu treinamento como um Fariseu e por causa da sua rígida mas delicada consciência foi especialmente preparado para esta tarefa (Fl 3.4-6). Ensinamento: O primeiro livro entre as Epístolas talvez porque "é a exposição mais completa do N.T. sobre as verdades centrais do Cristianismo." (Scofield). A igreja em Roma parece de ser feita de membros tanto Judeu (2.17-29) quanto Gentio (11.14-32). Então podemos aprender como o Evangelho é interpretado tanto aos Judeus quanto aos Gentios. Parece que Paulo está escrevendo esta carta à uma igreja que ele, até aquele momento, nunca tinha visitado (1.10-15). Nota como Paulo trata do problema do pecado. Ele mostra como por Cristo o pecador pode ser justificado diante de Deus (3.21-5:11) e depois ele mostra como o pecador pode viver para a glória de Deus mesmo tendo o pecado tão perto dele quanto a sua carne (7.7-8:39). O segredo de viver a vida cristã mesmo tendo o pecado na carne é visto no fato que em Romanos capitulo oito o Espírito de Deus é mencionado não menos do que dezoito vezes. Antes deste capitulo o Espírito de Deus é mencionado só uma vez (1.4). Isso nos mostra que por Cristo o pecador tem a redenção (3.21-26), mas é pelo Espírito que ele pode viver para agradar Deus (8.11). Cuidando de doutrina pode levantar muitas duvidas na mente de quem estudo ou de quem recebe tal estudo. Por isso os capítulos 6-8 respondem às dificuldades que uma mente normal pode ter com doutrina. Paulo ressalta a soberania de Deus nas Suas ações pela graça. Os capítulos 12-26 impõem a todos os cristãos a obrigação de terem vidas consagradas no serviço a Ele que os tem mostrado misericórdia. A vida do crente deve refletir o que diz a sua boca. O livro de Romanos pode ser dividido em três partes (Baxter): I. Doutrinal: Como o Evangelho salva o pecador - Cap. 1-8 II. Nacional: Como o Evangelho aplica à Israel - Cap. 9-11 II. Prático: Como o Evangelho aplica à nossa vida - Cap. 12-26 2. 1 Coríntios Tema: Conduta Cristã Tempo: 57 d.C. Autor: Paulo veio à Corinto primeiro de Atenas (Atos 18.1,11) e permaneceu aí por dezoito meses quando a igreja em Corinto foi organizada. De Corinto Paulo foi à Éfeso (Atos 18.18,19) e desta cidade, depois uns dois ou três anos de ministério aí (Atos 19.1,10), Paulo escreve esta primeira carta à Corinto. (Matthew Poole) Ensinamento: Desde que as Epístolas cuidem de doutrina temos uma variedade de assuntos neste livro. Nos primeiros seis capítulos ele mostra a burrice de gloriar em homem algum. Cap. 1.18-31 - Salvação é pela cruz, não pelo homem Cap. 2 - Sabedoria vem do Espírito de Deus e não do homem Cap. 3,4 - Homens chamados por Deus são mero despenseiros Cap. 5,6 - Homens que aceitam a glória do homem vão permitir pecados piores. Nos capítulos restantes Paulo trata os problemas que estavam perseguindo os irmãos da igreja em Coríntio. Parece que a igreja tinha pedido de Paulo uma ajuda na solução de vários problemas (7.1). Estes problemas eram cuidado um por um nas seguintes capítulos: Cap. 7 - Casamento e o celibato Cap. 8-10 - O comer de carne; liberdade cristã Cap. 11 - O lugar das mulheres na igreja; a ceia do Senhor Cap. 12-14 - Os dons espirituais Cap. 15 - A ressurreição dos santos Cap. 16 - Um resumo (Baxter) 3. 2 Coríntios Tema: A Autoridade de Paulo Defendida Amorosamente Tempo: 57 A.D. Autor: Paulo está escrevendo esta segunda carta aos em Corinto dentro de um ano depois a primeira carta. Muitos falsos profetas e ensinadores invadiram Corinto depois de Paulo estabelecê-los numa igreja. Para sustentar as suas crenças falsas, estes profetas falsos tinham de primeira desacreditar a autoridade apostólica de Paulo diante do povo pois foram os ensinamentos dele de doutrinas, quais eram barreiras para a igreja aceitar as crenças " novas" . Paulo, na defesa da sua autoridade apostólica, nos dá uma espécie de autobiografia. Não há outro livro de Paulo que nos evidencia tanto a sua profunda emoção de agonia de espírito em lutar para a verdade entre o povo de Deus. Ensinamento: O livro de Romanos, quanto todas as Epistolas, tratava de doutrina. As cartas aos Coríntios tem a doutrina ensinada para reprovar os crentes de uma prática perigosa. Em Romanos a doutrina era didática, em Coríntios, é dada incidentemente com a censura. Desanimo, doença física, oposição doutrinário e perseguição traz para Paulo uma necessidade de olhar ao "Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação" (1.3 - o versículo chave) para atravessar esta época do seu ministério. Podemos ver a sinceridade que o Evangelho deve ser ministrada (1.12-24), e o cuidado que um pastor/missionário deve ter para ministrar ao povo de Deus. Relatando a sua vida aos de Corinto, podemos aprender com Paulo que mesmo que temos "aflição", "angústia", "lutas", "trabalhos", "perseguições", "tristezas", e "fraquezas" (palavras comuns nesta carta) podemos conhecer o "conforto", "regozijo", "triunfo" e a "alegria" e "graça" (palavras também muito comum nesta carta) de Deus na mesma medida e até sobre medida das aflições que possamos ter (12.7-10). Cristo: O Centro da Teologia Paulina 2 Cor 5.14-17 Não é somente o Cristo da história em quem devemos focalizar a atenção na adoração divina. Tudo isso é preciosa mas incompleta, pois só concerne o que podemos ver ou traçar pelos acontecimentos dEle. É Cristo da ressurreição que nos dá o ímpeto da adoração verdadeira. Na ressurreição, Cristo está com poder, vitória, com glória. Adorar Cristo ressurgido leva fé e é pela fé que agradamos o Pai (Hb 11.6). Tendo esta fé no Cristo ressuscito é que somos feitos novas criaturas. O livro pode ser organizado nesta maneira: Cap. 1-5 Motivo e mensagem do Ministério de Paulo Cap. 6-9 Apelo Espiritual e Material para apoio ao Ministério Cap. 10-13 Resposta aos Falsos Profetas Neste livro achamos a oração apostólica mais famosa na cristianismo; "A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. Amém." (13.14) 4. Gálatas Tema: A Liberdade Cristã Tempo: 57-58 A.D. de Corinto Autor: Paulo visitou Galácia (que hoje conhece como sendo Ásia Menor ou Turquia) na sua primeira viagem missionária (At 13.51; 14.8,20 sendo que Icônio, Listra e Derbe faziam parte do sul da Galácia), em sua segunda viagem (At 16.1-5) e em sua terceira viagem (At 18.23). As igrejas em Galácia eram muito hospitaleiras a Paulo recebendo o até "como um anjo de Deus, como Jesus Cristo mesmo" (4.14,15). Mas, num tempo depois quando ele visitou aí outra vez parece que eles mudaram de opinião (4.16). O que causou esta mudança de pensamento dos Gálatas para Paulo é o assunto do livro. Ensinamento: Depois de Paulo passar em Galácia, na primeira vez, pregou o Evangelho de Cristo que foi bem recebido. Entre a primeira visita e antes da segunda, veio Judeus dizendo que os Gentios, para serem salvos ou para continuarem salvos tinham que observar a lei de Moisés. Muitos dos crentes caíram nessa armadilha que Paulo chama "outro evangelho" (1.6). Paulo mostra, minuciosamente, que a salvação é somente por Cristo. Por Ele o pecador é justificado (3.6-9), adotado (4.4-7), renovados (4.6; 6:15), e herdeiros de Deus (3.15-18). Gálatas é o livro para entender bem o propósito da lei (mostrar Cristo o Salvador dos pecados - 3.19-25), as limitações da lei (impossível de justificar alguém - 2.16; só condena o pecador - 3.10-12) e o fim da lei (escravidão - 4.21-31) Os crentes que voltem a seguir a lei não estão dependendo mais na graça de Deus para servir Deus livremente (5.4), mas na sua própria carne que leva para escravidão (5.1). Paulo reafirma neste livro que pela fé em Cristo somos salvos completamente (2.16) e sempre livres (5.13-18) da necessidade de procurar um complemento da nossa salvação. Vendo que a salvação por Cristo é tão completa devemos então com uma fé pura amar Ele, os que estão salvos por Ele e os que precisam ser salvos (2.20; 5.15). 5. Efésios Tema: A Comunhão com Cristo Tempo: 63 d. C. Autor: Parece que Paulo escreveu este livro enquanto era encarcerado em Roma quando também escreveu para Filemom e aos Colossenses e foi entregue por Tíquico (6.21,22; Cl 4.7). Ensinamento: O livro de Efésios divide em duas partes: Cap. 1-3 - O Que Temos em Cristo Cap. 4-6 - Como Andar Como Cristão Na primeira parte Paulo desenvolve com detalhes a riqueza que temos em Cristo (1.3-14), a nossa condição com Cristo (2.1-10) e a grandeza da salvação de Cristo para com os gentios (3.1-13). Na segunda parte Paulo mostra como o andar em Cristo deve ser na igreja (4.1-16), com a sociedade moral (4.17- 5.2), com a sociedade pecaminosa (5.3-21), diante os de relacionamentos especiais (5.22-6:9) e como andar espiritualmente preparado (6.10-20). Por um tempo Timóteo ficou em Eféso "para advertires a alguns, que não ensinem outra doutrina" (1Tim 1.3-5). 6. Filipenses Tema: A Experiência Cristã Tempo: Roma (prisão) em 64 d.C Autor: Paulo visitou Filipos na sua segunda viagem missionaria, e isso por causa de uma visão, "em que se apresentou um homem da Macedônia, e lhe rogou, dizendo: Passa à Macedônia, e ajuda-nos." (At 16.6-10). Filipos é a primeira cidade, uma colônia, na Macedônia de quando entra por ela da Ásia (At 16.12). Hoje, esta região faz parte da Grécia, Bulgária, Albânia e Iugoslávia. Foi em Filipos que Lídia foi convertida e também o carcereiro (At 16.14,15,30-34) junto com outros irmão (v.40). Paulo, nesta carta, fala muito pessoal. O pronome da primeira pessoa, "eu" está bem empregado nesta carta dirigida à igreja em Filipos, a qual Paulo amava profundamente (Bíblia Vida). A razão da carta ser escrita não é doutrinária, nem para corrigir qualquer problema na igreja. Os Filipenses tinham enviado uma oferta à Paulo, outra vez, e ele quis acusar o recebimento (1.5;4.10,14-16,18). O Autor, mesmo escrevendo da prisão, mostra muita alegria com o povo de Filipos junto "os bispos e diáconos" e o "regozijo" que ele tem pela graça de Deus. Ensinamento: Mesmo que esta carta não seja necessariamente doutrinária, podemos aprender muito nela. Os que obedecem a Palavra de Deus não são isentos de problemas nesta vida (1.12-16; 2.25-27; 3.8; 4.12). Só a graça de Deus tem o poder de regozijar junto os problemas (1.18-21; 2.28-30; 4.13). Os Filipenses eram obedientes para com Paulo e participaram com ele "da minha graça, tanto nas minhas prisões (e aflições 4.14) como na minha defesa e confirmação do evangelho" (1.7) pelas ofertas e orações. Mesmo assim, precisavam de exortações para serem firmes ainda na fé (1.27; 2.3-8,14; 3.2; 4.6). Isso nos ensina que a carne está sempre fraca e não podemos confiar nela mesmo depois que houvermos obedecido o Senhor no Espírito. Há bênçãos especiais para o povo que emprega bem as suas vidas e bens no serviço à Deus.Servir o Senhor é mais difícil do que só falar de Deus. Talvez por isso existem bênçãos especiais (4.9,19). Paulo está confiante que , mesmo aparentemente, o céu seja negro com aflições, Deus está por cima das nuvens e dirigindo tudo para sua glória (1.16-18,28; 3.7-11, 18-21; 4.19). 7. Colossenses Tema: A Plenitude de Cristo Tempo: 63 d.C. Autor: Paulo estava na prisão (4.18) em Roma quando escreveu esta epístola (também escreveu Filipenses e Efésios do mesmo lugar). Não podemos achar nenhuma vez que Paulo visitou esta cidade. Esta igreja, talvez, foi organizada por Epafras (1.7) um companheiro de Paulo (Fl 23). Ensinamento: O erro contra o qual Paulo advertiu os Colossenses mais tarde desenvolveu-se em uma heresia chamada Gnosticismo (do gr. gnosis, significando conhecimento). Esta falsa doutrina dava a Cristo uma posição subordinada à verdadeira Divindade, e desvalorizava a singularidade e perfeição de Sua obra redentora. Ela insistia que entre um Deus santo e esta terra havia uma hoste de seres, anjos, etc., que formavam uma ponte, da qual Cristo era um membro. Este sistema incluía a adoração de anjos (2.18) e um falso ascetismo (2.20-22). Para todos estes erros, o apóstolo tinha um só remédio, um conhecimento(epignosis, isto é, pleno conhecimentos, 1.9-10; 3.10) da plenitude de Deus em Jesus Cristo. Sua resposta devastadora a estas falsas doutrinas está em 1.19 e 2.9, na qual o Senhor está revelado como a plenitude física da divindade. A palavra "plenitude" (gr. pleroma) é a mesma palavra que o Gnosticismo usava para toda a hoste de seres intermediários entre Deus e o homem. O Senhor encarnado, crucificado, ressuscitado e que subiu ao céu é o único Mediador entre Deus e os homens (1 Tm 2.5). - Scofield 8. 1 Tessalonicenses Tema: Mantenha-se Puro pois Cristo Volta Tempo: em 52,53 d.C de Corinto Autor: Na segunda viagem missionária Paulo visitou a Tessalônica (At17.1-10) onde Deus abençoou sobre maneira (1 Ts 1.5,9,10). Em três semanas vários Judeus "e também uma grande multidão de gregos religiosos, e não poucas mulheres principais" (At 17.4) creram, e ajuntaram-se com Paulo e Silas. Por causa da perseguição que parece sempre acompanha a verdade (At 17.5-8; 1 Ts 2.15), Paulo e Silas foram enviados de noite para Beréia logo depois. Paulo, junto com Silvano e Timóteo, escrevem à igreja dos Tessalonicenses (v.1), sendo esta a primeira carta escrito por Paulo às igrejas. Ensinamento: A segunda vinda de Cristo está mencionada em cada capítulo (1.10; 2.19; 3.13; 4.13-18; 5.2,4,23). A volta de Cristo é mencionada para animar os irmãos amados em Tessalônica a continuarem servindo o Senhor na face das aflições provocados pelos inimigos do Evangelho (2.14-16) e pelas tentações que vem de Satanás (3.5) usando a fraqueza da nossa carne (4.5). Paulo, com amor e pela inspiração, instrui os Tessalonicenses que, mesmo que somos seguros em Cristo, somos ordenados à tribulações (3.3), e nunca devemos deixar nos de sermos vencidos pelo pecado. Podemos vencer o pecado pela uma vida que progride cada vez mais no andar que agrada a Deus (4.1-12). Paulo relembra os irmãos que eles são diferentes dos demais no mundo e por isso vão agir de maneira melhor (5.4-11). Paulo encerra a sua carta dando umas regras que podem ajudar qualquer crente serio a andar mais abençoado na fé (5.12-23) não esquecendo que a força de obedecer vem mesmo de Deus (5.24). 9. II Tessalonicenses Tema: Mantenha-se Ocupado até Cristo Voltar Tempo: em 53 d.C. de Corinto Autor: Paulo está escrevendo outra vez à igreja dos Tessalonicenses junto com Silvano e Timóteo (1.1) talvez só alguns meses depois da primeira (Bíblia, Editora Vida). É evidente que a possibilidade de uma carta falsa foi passada às igrejas dizendo que Cristo já veio a segunda vez e as tribulações que estão tendo já é porque ficaram atrás como não estivessem salvos. Paulo escreve para acalmá-los (2.1-3). Não pensa que as suas tribulações indicam já os sete anos da tribulação pois essa será introduzida só com acontecimentos específicos primeiro (2.3-12; I Tess 4.13-5:10). Ensinamento: A segunda vinda está mencionada em cada capitulo nesta carta tanto quanto na primeira (1.7-10; 2.1-4; 3.5). Enquanto a segunda vinda não venha a igreja está ensinada a sofrer tentação (1.4-6) pois na segunda vinda, os ímpios "padecerão eterna perdição" (1.9) por qual razão os santos devem viver "dignos da sua vocação, e cumpra todo o desejo da sua bondade, e a obra da fé com poder" (1.11). Também, enquanto esperam por Cristo, não devem ser movidos "facilmente" do entendimento que foi ensinado por Paulo (2.2-5) pois Deus, pelo Espírito Santo, "detém" até o tempo certo para Satanás ser manifestado e o Espírito Santo ser tirado (2.6,7). Para não serem movidos diante das circunstâncias diversas que acompanharão a segunda vinda, Paulo anima os irmãos de continuarem firmes nos fatos que ele tem os ensinado (2.13-17) que realmente trará consolo aos corações. Enquanto Cristo não vir, os irmãos devem pacientemente esperar Cristo orando (3.1) e obedecendo o que Paulo tinha os mandado (3.4) tendo uma vida separada e pura (3.6-7) e ocupada com trabalho digno (3.7-12). Há os que pensam que se Cristo voltará porque nos ocupar em algo, pois tudo não vai ficar para sempre mesmo. A estes Paulo mostra que ocupação é honrosa e uma boa cura para não andar desordenadamente ou vivendo enquanto esperam Cristo. Se alguém não quer se preocupar a obedecer Cristo nesta vida usando a segunda vinda de Cristo como desculpa, este deve ser cortado da comunhão da igreja (3.14-15) mas não deve, por isso, ser tratado como um inimigo (3.15). Mas em tudo, procurai a paz (3.16). B. As Epistolas Pastorais 1 Timóteo, 2 Timóteo, Tito e Filemom Estas epístolas se chamam pastorais por serem endereçadas aos pastores. Como o livro de Atos veio entre os Evangelhos e os livros de doutrina das epístolas às igrejas estes quatro livros vem entre os livros de doutrina e a natureza das epístolas gerais. 1. 1 Timóteo Tema: O Comportamento na Igreja Tempo: 63 A.D. Autor: Paulo, o apóstolo, escreveu esta carta a Timóteo, seu filho na fé (1.1,2). Escreve a Timóteo dando-lhe instruções particulares para se comportar como ministrante do Evangelho na igreja em Éfeso. Ensinamento: Os ensinamentos dados são de particular interesse pois se envolvem detalhes sobre o governo da igreja e o comportamento pastoral "para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade." (3.15) A vida pastoral deve ser de fé e de boa consciência (1.19), de oração (2.1-4), piedade (4.7-10; 6.11), um bom exemplo (4.12), de estudo (4.13-16; 6.13) e do ministério (1.18,19; 4.14-16; 6.20). Um pastor não deve aceitar acusação contra um outro sem provas claras (5.19) mas pastores pecaminosos devem ser corrigidos e isso publicamente (5.20). Sobre o governo da igreja vem os assuntos da posição de mulher (2:9-15), os deveres dos bispos e dos diáconos (3.1-13), a reação necessária diante de heresias (4.1-8), o andar com os velhos na fé (5.1:1,2), as viúvas (5.3-16), o cuidado financeiro dos pastores (5.17,18; 6.8-10), a relação dos que são empregados com seus empregadores - escravos (6.1,2) e a posição dos ricos na sociedade e na igreja (6.17-19). Estes cuidados à Timóteo, em particular, e a igreja em geral são necessários pois a tendência da carne leva alguns de "desviar-se" de uma boa consciência (1.6), de rejeitar a fé (1.19; 6.21) seguindo Satanás (5.15) para serem traspassados com muitas dores (6.10). 2. II Timóteo Tema: A Vida Pastoral em Aflição Tempo: 64 d. C. Autor: Paulo, o Apostolo ao Timóteo, "meu amado filho" (1.2) Esta carta foi escrito depois de 1 Timóteo e de Tito sendo Paulo preso já "sendo oferecido" (4.6 - Bíblia Vida). Foi escrita provavelmente em Roma (1.16,17) e sendo assim foi cronologicamente a última carta de Paulo - Scofield. Ensinamento: A 2 Timóteo é como a 1 Timóteo, só que enfatiza mais apressadamente os ensinamentos que foram dados em 1 Timóteo. 1 Timóteo fala da vida pastoral sendo de uma boa consciência (1.19). 2 Timóteo fala de não entrar em contendas (2.14) e de apresentar-se aprovado (2.15). 1Timóteo fala da vida pastoral sendo de oração (2.1-4). 2 Timóteo fala que nos últimos tempos virão dias piores e assim é preciso orar ainda mais (3:1-13). 1 Timóteo fala da vida pastoral sendo de piedade (4:7-10). 2 Timóteo fala da necessidade de militar para a obediência até a morte (2.3-13); de evitar falatórios (2.16-18) e de fugir das paixões da mocidade (2.22). 1 Timóteo fala da vida pastoral sendo um bom exemplo (4.12). 2 Timóteo fala que não convém contender (2.24-26) e que se deve ser sóbrio em tudo (4.5). 1 Timóteo fala da vida pastoral sendo de estudo e de confiar a Palavra aos outros (4.13-16). 2 Timóteo fala de manejar bem a Palavra (2.15), de lembrar o que aprendeu para ser forte no dia mau (3.13-17) e de pregar a Palavra (4.1-4). 1 Timóteo fala da vida pastoral sendo do ministério (1.18,19; 4.14-16; 6.20). 2 Timóteo fala que despertes para o ministério (1.6-10), que fortifiques na graça (2.1,2) e que cumpres o teu ministério (4:5). O que em I Timóteo era de "desviar se" (I Tm 1:6) em II Timóteo estes já "apartaram" da obra ( 2 Tm 1.15) e já encontrava Paulo sem assistência (4.16). 3. Tito Tema: A Ordem na Igreja Tempo: 64 d.C. Autor: O apostolo Paulo escreveu esta carta entre a 1 Timóteo e a 2 Timóteo sendo então a penúltima escrita da sua vida. Escreveu a Tito seu filho na fé (1.4) quem tinha deixado em Creta para fazer o trabalho de um missionário (1.5) colocar em ordem as coisas faltando (os irmãos fracos e corruptos) e de estabelecer pastores em cada cidade. Tito talvez era irmão de Lucas, o evangelista (Bíblia Vida) e é mencionado em Gálatas 2 quem talvez foi convertido naquele tempo da confusão sobre a circuncisão (48 d.C.). Tito foi um consolo ao Paulo (2 Co 7.6,7) e tinha uma vida exemplar. Tendo assim uma vida exemplar foi encarregado de cuidar das ofertas feitas para os santos em Jerusalém (2 Co 8.6,16). Ensinamento: A carta a Tito é comparada às de 1e 2 Timóteo e achamos alguns dos mesmos ensinamentos. Por Creta ter má fama de mentira, cruéis e preguiçosos ((1.12) os ensinamentos do livro vem ao encontro de colocar ordem neste tipo de vida dentro da igreja (1.9-16). Vem os ensinamentos para corrigir os problemas sérios nas igrejas em Creta e assim sendo é um manual prático para o crente hoje saber tratar a lei do homem (3.1) os vizinhos (3.2) e os servos (2.9-10). O alvo é para viver como devem: trabalhadores do bem (3.14). Há duas passagens maravilhosas que destaca as belezas do Evangelho (2.11-15; 3.3-7). 4. Filemom Tema: Amor Acima de Direito Tempo: 63 d. C. no mesmo tempo de Colossenses (Col. 4:7-17; Fil. 2,23,24) Autor: Este livro foi escrito pelo Apóstolo Paulo (v.19) em prisão tendo Timóteo junto com ele (v.1) a Filemon para interceder a respeito de Onésimo, recém convertido pelo ministério de Paulo mesmo na prisão (v.10). Filemom é considerado uma epístola pastoral por ele ser um ancião com responsabilidades pastorais tendo uma igreja "em tua casa" (1.2). (Baxter) Neste livro temos um exemplo das verdades que Gálatas e Colossenses ensinam sobre a unidade que há em Cristo - Gl 5.6; Cl 3.11. Por isso este escravo deve ser aceito "como irmão amado" (v. 16) (Baxter). Ensinamento: O nome Onésimo significa "proveitoso" - Scofield Podemos aprender aqui que o passado de um novo crente não deve ser lembrado a não ser para edificação ou exortação no bem. Há ocasião de sofrer dano físico ou financeiro para ter paz entre irmãos (v. 18). Há uma impressionante analogia da história da redenção - Bíblia Vida. C. As Epistolas Gerais e Pessoais Hebreus, Tiago, 1 Pedro, 2 Pedro, 1 João, 2 João, 3 João, Judas Paulo e Barnabé foram aos gentios (todas as epístolas até aqui) e Tiago, Pedro e João foram aos judeus (todas as epístolas daqui para frente (Gl 2.9). Estes Epístolas Gerais e Pessoais são distintivamente aos Judeus e não mencionam a certeza da salvação quanto as epístolas às igrejas (Romanos - 2 Tessalonicenses) ou as pastorais (1 Timóteo - Filemon) que são escritas aos salvos, Gentio e/ou Judeu (Baxter). A falta dos Judeus de se manterem firme às promessas é tratada como se fosse a aceitação por Deus, era de inteira responsabilidade do homem, que numa certa maneira é. Cristo é apresentado como o meio de ser aperfeiçoado diante de Deus (Hb 10.8-18) junto a necessidade de continuar obediente nEle nem na ordem do Velho Testamento pois a fé é morta sem as obras (Tg 2.21-26). O Evangelho apresentado nestas Epístolas é o mesmo apresentado nas anteriores só com a diferença do ponto de vista dado. As anteriores são dadas aos Gentios e explicado como os Gentios podem entender, estas aos Judeus e explicado como os Judeus podem identificar. 1. Hebreus Tema: Cristo é Superior de Moisés e da Lei Tempo: 62 d.C. (Matthew Henry) Autor: Paulo é aceito como o autor na maior parte dos manuscritos antigos (Poole). Há características comuns de Paulo (2 Ts 3.17,18; Hb 13.25). Obs.: Anote quais epístolas terminem com tal saudação. Paulo escreve às tribos dispersas que confiam em Cristo como Salvador. São chamados "Hebreus" pois este foi um título de Deus (Ex 3.18) e de Abraão o progenitor dos judeus (Gn 14.13). Foi escrito num tempo que os Judeus crentes eram tentados a voltarem à lei e estavam vacilando na sua fé. Ensinamento: Paulo mostra aos Hebreus que eles não ficaram menos Judeus por crerem em Cristo pois tudo que Moisés representava era para mostrar Cristo como o meio a ser aperfeiçoado. Cristo é a verdade que os tipos e símbolos apontavam. Paulo mostra que os tipos e símbolos da lei eram fracos para purificar a consciência ou trazer alguém a Deus. Cristo é quem é firme e imutável até o fim. Para mostrar Cristo superior à lei e os tipos e símbolos da lei Paulo sistematicamente mostra Cristo superior. Cap. 1 - A Divindade de Cristo Cap. 2 - A Humanidade de Cristo Cap. 3 - 4.13 - Profeta superior de Moisés Cap. 4.14-5:9 - Sacerdote superior de Arão Cap. 5.10-7:28 - Rei e Sacerdote superior de Melquisedeque Cap. 8 - Aliança melhor que a de Moisés Cap. 9-10.18 - Cristo é além dos sacrifícios, ordenanças e administrações de Leví Cap. 10.19-13.20 - Os deveres devem ser levados a sério para glorificar Deus em Cristo Cap. 13:20,21 - Oração solene para terem força obedecer Cap. 13:22-25 - Saudação usual de Paulo Para entender melhor este livro compara ele com o Levítico no Velho Testamento. 2. Tiago Tema: A Manifestação da Fé Verdadeira Tempo: 61 d.C. A data exata é difícil determinar. Uns dizem que foi o primeiro de todos os escritos do N.T. e outros o colocam pouco antes de Hebreus. Autor: Tiago - Há três Tiago no N.T.: Lucas 6.14-16. Tiago, filho de Zebedeu e irmão de João (morto em Atos 13.2); Tiago, filho de Alfeu; Tiago irmão de Jesus (Mt 13.55; Mc 6.3) também chamado, Tiago, o menor (Mc 14.40). O escritor desta epístola é o irmão de Jesus, de grande estatura na primeira igreja em Jerusalém (Gl 2.9). Os historiadores do primeiro século escrevem que Tiago foi um mártir no ano 62 d. C. (Baxter, pg. 283,285). Tiago está escrevendo "às doze tribos que andam dispersas" (1.1) que eram "irmãos" e ensinou estes como cumprir a lei e serem Judeus completos. Levou tempo para amadurecimento nos Judeus, uma vez que eram Cristãos, a deixarem os traços da obediência da lei como uma obra e viverem só na graça. Tiago os exorta, não de deixar a lei e fazer nada, mas de completar a lei cumprindo o espírito da lei que é aquela obediência que traz louvor a Deus e não opera o aperfeiçoamento do homem diante de Deus. Ensinamento: Como Paulo, na maior parte das vezes, escreveu às pessoas que deram maior ênfases às obras do que a fé, Tiago escreve às pessoas que dão mais ênfase à fé que as obras. Os escritos dos dois mostram o ensinamento necessário para equilibrar a obediência de cada um. Paulo ensinou fé como o meio à salvação. Tiago ensina que as obras são produtos daquela fé salvadora (Matthew Henry). A fé justifica o pecador; as obras justificam a fé (Baxter). As obras boas de uma fé certa são vistas: Cap. 1 - Reação positiva às provações 1. Cap. 2 - Aceitação de todas as classes de povo Cap. 3 - A importância de uma língua santa Cap. 4-5.6 - Santidade nas emoções Cap. 5.7-20 - O fim está vindo, portanto obedeça já! 3. 1 Pedro Tema: Sofrimento e Glória Tempo: 60 d.C. Logo a ira do imperador Nero será realidade contra os crentes, judeu e gentio. Autor: Pedro, o Apóstolo, esta escrevendo aos "estrangeiros dispersos", os judeus dispersos desde que os Assírios e Babilônios tomaram controle (Assíria 721 a.C. Israel, norte; Babilônia 586 a.C. Judá, sul). Pedro "confirma teus irmãos" que passarão aflição dando os explicações e exortações que fiquem firmes nas verdades de Deus (Lc 22.31,32). Ensinamento: Cap. 1-2.10 A ESPERANÇA VIVA - O Que É. Esperança Viva 1.3 e a nossa reação com ela Palavra Viva 1.23 e a nossa reação com ela Pedra Viva 2.4 e a nossa relação com ela Cap. 2.11-4:10 A VIDA DE PEREGRINO E FORASTEIRO - Como Viver Ela Cidadãos 2.12-17 Empregados 2.18-25 Casados 3.1-7 Diante dos outros e sofrimentos 3.8-4.6 Com os outros crentes 4.7-11 Porque? 4:11 - A Glória de Deus. Cap. 4.12-5.8 A ARDENTE PROVA - Como Vencer 4.13 - a glória vem depois da tribulação 5.1-4 - Pastores, sejam fieis 5.5-7 - Jovens, sejam puros 5.7 - Ele tem cuidado de vós 5.8,9 - Lembrança: Seja Fiel 5.10-14 Saudação 4. 2 Pedro Tema: Lembre Bem para não Cair Tempo: 66 d.C. Autor: O Apóstolo Pedro está escrevendo esta segunda epístola uns seis anos depois da primeira. Pedro está sabendo que logo virá a sua morte (1.14) que aconteceu mesmo uns dois anos depois em 66 d.C. (Baxter) Ensinamento: Pedro ensina aos crentes que é necessário lembrar o que tem aprendido para não cair da fé e ser achado seguindo outras doutrinas que estavam sendo e que serão expostas. A primeira epístola anima os irmão a serem fiéis quando tem aflições físicas, essa segunda quando tiver aflições espirituais. Lembre-se da verdade (1.12-15; 2:4-9; 3.1,2,5-9) pois o perigo é presente. Não sejam esquecidas (1.12-15) e não sejam enganados (2.1-3,12-22; 3.3,4). O tempo do último juízo virá mesmo (3.9,10). Não sejam enganados pela heresia a ser infiel à doutrina verdadeira (3.17). .Em vez de esquecer-se da verdade, seja ocupado: obedecendo enquanto espera o cumprimento das promessas (3.11, 12-14) aprendendo ainda mais da verdade (1.2,3-7; 3.18) na afirmação da fé (1.10-11) na lembrança do que já a tem passado (2.4-9; 3.5-9,15,16) Pedro continua dando esperança aos crentes mesmo na presença da aflição. Serve isso para o nosso dia tanto quanto o seu. A esperança vem na firmeza do conhecimento da verdade (1.2; 3.18) e na obediência da verdade (1.5-8; 3.11,12). 5. 1 João Tema: O Gozo de Filho (1.4) Tempo: 90 d. C. Autor: João, o amado apóstolo, é o autor. Compara 1 João 5.13 com João 20.31 e estes com João 21.20 (João 13.25). João, no tempo em que foi escrita esta carta, é o último apóstolo ainda vivendo, e de idade avançada. Lembre-se época em que o mundo está vivendo pois há muita heresia espalhado, mestres falsos, e aflições por fora. João escreve, já velho, para tirar a confusão das mentes dos crentes, confortar e firmar todos no andar verdadeiro. Ensinamento: Comunhão com Deus é baseada em FATOS (1.1-3,5,7; 2.24; 3.10, 19-24; 4.14): Fato de Deus - "sabemos" 2.3; 3.4,5; 4.13; 5.19,20 Fato de Obediência - 2.3-5 Fato do Futuro - 2.18-20; 3.2,3 Fato do Andar Certo - 2.29 Fato da Natureza Nova - 3.6,9; 5.18 Fato de Confissão - 4.1-3,5-6,15 Fato do Espírito - 4.1-3,13; 5.6-8,20 Fato de Cristo - 5.5-6,13 Fato de Oração - 5.14-16 Comunhão com Deus é baseada num ANDAR PURO: (1.5-10; 3.7; 5.17-21) Por Cristo - 2.1,2; 5.5,6,20 Pela Perdão - 1.9 Pela Obediência - 4.2-5 Comunhão com Deus é baseada no AMOR VERDADEIRO: Com os Outros - 2.7-11 (João 12.34,35; 15.12); 3.11,12,18; 4.7-12 Com Deus (não o mundo) - 2.15-17; 4.16-21 Verifique se você pode achar as correntes de verdade existente no livro: 1. AMOR CRISTÃO MÚTUO 2. VIVENDO EM CRISTO E EM DEUS 3. DISTINGUINDO A VERDADE DO ERRO 4. CARACTERÍSTICOS DO NOVO NASCIMENTO 5. A RELAÇÃO DO CRENTE COM O MUNDO 6. 2 João Tema: Continuar na Verdade Tempo: 90 a. C. Autor: João, O Ancião Ensinamento: Há uma relação entre o amor e a verdade nesta segunda epístola geral de João. "As idéias principais da epístola são o amor, a verdade e a obediência, que em parte se complementam entre si. A obediência sem amor é servil; o amor sem obediência é irreal; nenhum dos dois elementos pode florescer fora do ambiente da verdade." (Bíblia Vida) O livro pode ser dividido em duas partes: 1. - equilibra o amor pela verdade, e vice-versa 2. - vigiai pela verdade em si própria Veja na primeira parte em cada versículo menciona o equilíbrio necessário para andar na vida Cristã. Lembra muito de João 4.24, "em espírito e em verdade." Na segunda parte há um equilíbrio entre a preservação de deus dos Santos e a perseverança dos santos. Há uma necessidade dos santos de "Olhai por vós mesmos, para que não percamos o que temos ganho" (v. 8). Mas a capacidade de perseverar na fé vem mesmo de Deus (Fp 2.13) Quem nos preserva (Jo 10.28-29). Se há os que não perseveram na fé, segundo 2 Jo 9, este não tem a Deus. É uma grande verdade que há muitos que aparecem e até agem como "crentes" que só tem uma experiência religiosa ou outra substituição da verdade de salvação só em Cristo (Mt 7.15-29). Há muita especulação de quem é "a senhora eleita". Alguns dizem que é a igreja, e os filhos são as igrejas que foram organizadas por ela. Outros dizem que é uma senhora na casa da qual a igreja reúne. Mas pode ser só uma mãe cristã a quem João está escrevendo. Cada leitor precisa chegar à sua própria conclusão. Sendo uma epistola à uma mãe cristã parece o mais conveniente. 7. 3 João Tema: Praticando a Verdade Tempo: 90 a. C. + ou - Autor: João, O Presbítero Ensinamento: Há três homens mencionados nesta epístola que podem nos exortar muito: Gaio - (At 19.29; 20.4; Rm 16.23; 1 Co 1.14) um nome comum no mundo Romano tanto quanto José é um nome comum na América latina hoje. Por isso, não sabemos com exatidão se este Caio em 3 João é o mesmo que Paulo e Lucas mencionaram. De Gaio, podemos saber que é amado pelo João (v. 1), "andas na verdade" (v. 2), cuidava dos "estranhos" (v. 5) [que eram servos do Senhor, viajando e pregando (v. 7), que depois deram testemunho nas igrejas do "seu amor" (v. 6)], e era preocupado com o mal que estava andando na igreja ao ponto de precisar de ser animado de focalizar continuamente o seu esforço à sua obediência e deixar os que praticavam o mal receber de Deus o fruto das suas ações (v. 11). De Gaio aprendemos que praticar a verdade pode ser cansativo (v. 2), e que servindo o Senhor em amor com tudo que tem alegra muito os servos de Deus. Devemos proceder "fielmente em tudo o que fazes" (v. 5) fazendo tudo pelo "seu Nome" (v. 7). Amando o Senhor com o que temos, e sendo fiel nisso pelo seu Nome, tornamos ser "cooperadores da verdade" (v. 8). Diótrefes - não mencionado por nome em nenhuma outro lugar. Deste homem podemos saber que ele "procura ter entre eles o primado" (v. 9), proferiu contra João "palavras maliciosas" (v. 10) e não quis participar no cuidado dos "estranhos" (v. 5) que eram "irmãos (v. 10), e até quis proibir os outros de cuidar dos irmãos lançando estes "fora da igreja" (v. 10). Das ações deste homem na igreja podemos aprender que entre a igreja pode existir os que amam mais a si (incrédulos - "não tem visto a Deus" v. 11; Mt 7.23). Quando existe estes devemos aprender de não seguir "o mal, mas o bem" (v. 11). Não desvie de fazer o bem por causa dos que fazem o mal. Deus cuidará destes. Demétrio - Um homem do mesmo nome é mencionado também em Atos 19.24, 38. Não sabemos se é o mesmo ou não. Se foi o mesmo podemos dar graças a Deus pela a sua salvação pois agora este anda segunda "a mesma verdade" (v. 12). Podemos aprender de Demétrio que mesmo as nossas obras na igreja não destaquem tanto quanto os outros o praticar da verdade nos marca como um verdadeiro testemunho e este testemunho alegra os outros que estão si esforçando de praticar a verdade. Sempre convém praticar a verdade. 8. Judas Tema: Batalhando pela Fé Tempo: 65-68 a. D. (?) - Huckabee Autor: Judas foi um nome muito comum no Novo Testamento: (1) Judas Iscariotes. (2) Judas, "não o Iscariotes" João 14.22, talvez o mesmo de Lebeu Mt 10.3 (Tadeu e Judas sendo um nome por igual) que foi um apóstolo e irmão de Tiago, Lc 6.16; At 1.13. (3) Judas o irmão de Jesus, Mt 13.55; Mc 6.3. (4) Judas, o galileu, At 5.37. (5) Judas de Damasco, At 9.11. (6) Judas, chamado Barsabás, At 15.22,27. É muito provável que o autor deste livro é o terceiro na lista. Jesus tinha outro irmãos, mas ele foi o primogênito Sl 68.9; Mt 13.55; Mc 6.3 Ensinamento: Há muito comum entre a escritura de Pedro, especialmente ( Pedro 2) e este de Judas. Pedro fala que "haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição" (2 Pd 2.1). Judas fala destes "homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo." (V.4). Retrato do falso: v. 4 desprezam a graça de Deus e negam a Deus na pessoa de Jesus Cristo v. 8 contaminam a sua carne e rejeitam qualquer superioridade v. 10 dizem mal do que não sabem e usam o que sabem para proveito do pecado v.11-13 tem aparência sem efeito v. 16 operam as obras da carne (Gl 5.19-21) v. 18 crentes na confissão mas sem o Espírito Como Deus cuida dos falsos: v. 5 destruiu os que não creram no deserto (Moisés) v. 6 reservou na escuridão e em prisões eternos até ao juízo os anjos que caíram v. 7 deu os de Sodoma e Gomorra para sofrerem a pena do fogo eterno (Gn 19.24-25) Nossa reação diante dos falsos: v. 3 batalhar pela fé na vida: v 21 vive a verdade v. 9 não entra na carne v. 22 não esquece da compaixão batalhar pela fé esperando que o Senhor faz a justiça: v. 9 O Senhor te repreenda v. 14,15 Deus fará juízo contra todos os ímpios v. 24,25 Deus é poderoso Portanto: mantenha-se firme na fé e não siga os que serão destruídos por Deus. Temos a palavra de Deus e não há razão de desviarmos da verdade por qual vem a severidade do juízo de Deus. D. A Epístola Profética Apocalipse 1. Apocalipse Tema: A Revelação de Jesus Cristo ou Cristo Tomando o que É dEle Tempo: 95 d. C. Autor: João, O Teólogo (titulo e 1.4) escreveu este enquanto estava exilado na ilha de Patmos (1.9) Este é o mesmo que escreveu o Evangelho de João e as três epistolas (1, 2 e 3 João). Ele escreveu às sete igrejas na Ásia (1.4,11) Ensinamento: O resumo do livro (1.7) mostra: 1. Cristo vem com as nuvens 2. Todo olho o Verá 3. Todos da terra se lamentarão sobre Ele alguns em temor e desespero - Ap 6.16-17 alguns em arrependimento - Rm 11:26; Zac 12:10 4. Os crentes são seguros, "Sim. Amém" (Ap 22:20) O plano do livro se vê em 1:19: 1. As que tens visto (passado) capítulo 1 2. As que são (presente) capítulos 2,3 3. As que depois hão de acontecer (futuro) capítulos 4-22 Os sinais e visões que têm no livro são símbolos que expressam realidades e verdades reais. O Tempo presente 2.1-3:22 O Arrebatamento - 4.1 A Tribulação - 4.2-18.24 A Segunda Vinda -19.1-21 O Milênio -20.1-6 A Guerra de Gog e Magogue - 20.7-10 O Julgamento Final - 20.11-15 O Porvir Eterno - 21,22 Até a vinda de Cristo, há esperança de misericórdia. Depois disso, há uma finalidade (22.11). A mensagem final do livro é "quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida." (22.18). Cristo é a mensagem da Bíblia do começo até o fim. Se perder Cristo, perde esperança. Se tiver Cristo, tem tudo para agora e para o porvir. "A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós. Amém." (22.21). BIBLIOGRAFIA