quarta-feira, 18 de junho de 2014

A SOCIOLOGIA

SOCIOLOGIA:

A sociologia constitui um projeto intelectual tenso e contraditório. Para alguns representa uma poderosa arma a serviço dos interesses dominantes, para outros ela é a expressão teórica dos movimentos revolucionários
Ciência que estuda o comportamento da sociedade em geral e busca uma perfeita organização na vida social. Nestes artigos relacionamos o que ela representa, o que busca compreender e a base de seu surgimento; como também a lista de alguns sociólogos e um pouco de suas respectivas teorias, e como a sociologia influência outras ciências explicando procedimentos observados na sociedade, fazendo parte de estudos de ciências como: filosofia, antropologia, economia e psicologia. 
O que é Sociologia? 
No contexto atual de importantes e aceleradas transformações que atravessam as sociedades, a sociologia, na qualidade de disciplina científica,estuda sistematicamente as relações sociais que se desenvolvem entre os indivíduos, os grupos e as instituições sociais. Elaboram-se modos de conhecimento sobre as sociedades contemporâneas, analisando-se, em especial, os múltiplos processos de relacionamento humano, as formas de organização social e as dinâmicas da mudança social.
Face à complexidade da própria realidade social, a sociologia especializa-se em diferentes domínios como, por exemplo, o político, o território e o ambiente, a educação, a família e a saúde, o trabalho e as organizações, a comunicação e a cultura, o desenvolvimento, a saúde e as religiões. Equacionam-se sociologicamente questões como o Estado e políticas sociais, o desenvolvimento econômico e social, a governabilidade, participação política e cidadania, os movimentos e lutas sociais, o ambiente, emprego e qualificações profissionais, as desigualdades sociais, a ciência e educação, a incerteza e risco sociais, a população, urbanização e movimentos migratórios, a etnicidade, o gênero, sexualidade e afeitos, o consumo nas modernas economias, as práticas culturais, os novos modelos familiares, as identidades sociais, as novas pandemias ou ainda os fenômenos ligados à exclusão social.
A Sociologia pertence a um grupo do que se convencionou chamar por Ciências Sociais. Ao lado de Ciências como a Economia, Antropologia, Ciência Política, História, dentre outras, procura pesquisar e estudar o comportamento social humano em suas mais variadas formas de organização e conflito, que genericamente, poderíamos dizer que seja esse o seu objeto de foco. Não há uma divisão exata entre o objeto destas Ciências, os complexos fenômenos da vida em grupo, em sociedade; freqüentemente utiliza-se de conceitos que perpassam por todas elas. No entanto, cada uma possui métodos e busca objetos específicos.
Há milhares de anos procura-se compreender a vida em grupo. Várias foram as maneiras inventadas pela raça humana. Desde a fantasia e a imaginação, fruto de uma postura mítica, passando pela Filosofia e pela dogmática religiosa. Não é raro encontrarmos, ainda hoje, presente em determinados grupos sociais, heranças destas posturas milenares que visavam mais propor ou impor normas para uma sociedade ideal, do que a pesquisa e o estudo propriamente ditos.
Depois de tantas tentativas de compreender a realidade surge, no século 19, a Sociologia. Credita-se a Augusto Comte (1798-1857) a invenção e o uso pela primeira vez da palavra, em seu curso de Filosofia Positiva, em 1839. No entanto, foi com Émile Durkheim (1858-1917) que a sociologia ganha o “status” de Ciência, academicamente reconhecida.
Hoje, poderíamos dizer que existem duas grandes escolas do pensamento sociológico: O Estrutural-Funcionalismo e a do Conflito.
Desta forma, hoje, o grande desafio da Sociologia, além da objetividade científica em seus estudos, é o de contribuir para reinventarmos a civilização,pois esta, desigual e injusta que está posta, é insustentável.
Introdução
Nos meios de comunicação temos colhido informações que nos falam de crianças carentes passando fome e frio, de famílias sem-teto, de desempregados, de má distribuição da renda, etc., deixando-nos aturdidos com tanta “Injustiça Social”.

Na verdade, Injustiça Social nada mais é do que o fato de existir na sociedade situações que favoreçam apenas uma porcentagem (geralmente menor) da população enquanto outra parte fica sem acesso aos meios, essenciais ou não, para o homem.

Ao fazermos a pesquisa, vimos o quanto é abrangente o assunto que nos ficou encarregado. Por isso, no decorrer do trabalho, citaremos alguns dos pontos que faz parte da Injustiça Social.
 
Fome


Entre as calamidades que, periodicamente, assolam a Terra, destaca-se a fome como remanescente do primarismo evolutivo na área social em que se encontra a criatura humana.

Em uma sociedade civilizada, na qual alguém morre pela fome, o respeito à vida e à dignidade humana desapareceram por completo.

A fome sempre desempenhou papel principal na cultura dos povos, tornando-se célebres por sua hediondez os períodos em que se manifestou no Egito e na Idade Média, várias vezes durante as guerras, particularmente a dos Cem Anos, e que se vem repetindo nos países pobres da África, da Ásia e das Américas, nos tempos modernos.

Numa sociedade justa não poderia manifestar-se com a rudeza destruidora o fantasma da fome, porque o mínimo direito que tem o cidadão é o de alimentar-se.

Mais cruel ainda se apresenta o fenômeno da fome, quando se a pode prever, e, naturalmente evitar, ou, pelo menos, tomarem-se medidas que lhe diminuam a gravidade, atenuando as conseqüências terríveis do rastro de destruição que deixa.

Não apenas é hedionda a morte pela fome, como também são os efeitos lamentáveis dela decorrentes, quais a carência de nutrição do organismo, expressando-se através de problema mental, emocional e orgânico.

O indivíduo com fome torna-se violento e agride, qual ocorre com o animal que sai, esfaimado, à caça, sendo pior naquele que vê a família em estertor agônico, entre a alucinação e o crime, por absoluta falta de pão.

São diversos os fatores que respondem pela fome no mundo, entre os quais: a superfície arável do planeta, que é insuficiente para atender as necessidades humanas; o poder aquisitivo diminuto ou quase nulo do povo; o aumento demográfico sempre surpreendente; o pequeno rendimento de produção por hectare; a dificuldade de transporte para os alimentos; as variações climáticas; os hábitos irregulares e de má formação para a alimentação; e, sobretudo, a avareza humana, o desinteresse dos governos quando insensíveis e gananciosos.

Demonstração de impiedade incomum é a presença da fome na Terra, porquanto o excesso que é desperdiçado daria para minimizar o fantasma do desespero de milhões de criaturas relegadas ao abandono e à morte.

As providências de emergência são úteis, sem dúvida, tendo, porém, um caráter mais de libertação de consciência de culpa, do que mesmo de socorro às multidões desorientadas, cujas fácies desfiguradas assustam os que dormem dementados pelo poder e dissociados da responsabilidade de cumprir com os deveres para com aqueles que os elegeram para as altas funções administrativas, nesse momento temendo que os famintos os derrubem da posição que desfrutam...

Com exceção dos ditadores, que sempre governaram com a criminosa adaga da discriminação, reservando celeiros abastecidos para os soldados que os preservam no comando, tornando-se execráveis, os Chefes de Estados Democráticos têm o dever de evitar a fome ou de recorrer a métodos e técnicas que lhe diminuam os efeitos danosos.

Uma sociedade justa é aquela que vela pelos seus membros mais necessitados, contribuindo com os recursos para elevar os seus cidadãos, oferecendo-lhes as condições a que fazem jus, desde a conquista dos direitos humanos após a Revolução Francesa de 1789, quando a hediondez e a perversidade governamental cederam lugar à liberdade, à fraternidade e à igualdade.

Permanecem, no entanto, ainda hoje, várias condições equivalentes àquelas que os filósofos da Revolução tentaram reverter, e para cujo desiderato alguns deles deram o sangue e a vida, sonhando com o dia em que todos os seres humanos pudessem usufruir, pelo menos, alimentos, habitação, educação, trabalho, saúde, recreação, que ainda lhes são negados.

Em uma sociedade livre e competitiva, não se deve apenas dar alimentos durante as situações calamitosas, mas sim, criar condições para que eles existam e sejam conquistados dignamente, ao invés de oferecidos como esmolas ou ações caridosas, em cujas oportunidades as mesmas se transformam em bandeiras políticas ou estribilhos de exaltação religiosa, exibindo os miseráveis à compaixão social, quando todos merecem, em vez disso, respeito e oportunidade.

A indústria da fome, por outro lado, tem sido mantida para auxiliar indivíduos ignóbeis, que dela se utilizam para ilusórias promessas eleitoreiras periódicas, quando se afirma que será prontamente eliminada.

Conseguidos os fins almejados, porém, a máquina do desinteresse pelo povo continua mantendo-a, a fim de estar ultrajante e mais grave em próxima oportunidade.

Paradoxalmente, os arsenais bélicos dos países desenvolvidos acumulam armas de alto poder destrutivo, que consomem bilhões de dólares anualmente, objetivando a destruição e a morte, quando esse dinheiro poderia ser utilizado para a preservação e o enobrecimento de milhões de vidas, eliminando a fome e as doenças que as espreitam.

Por outro lado, armazéns e silos espalhados pelo mundo inteiro estão abarrotados de grãos, aguardando a aceleração e alta de preços, muitos deles produzindo elevadas despesas, enquanto parte das suas reservas apodrecem ou são devoradas pelas pragas, estimulando as multidões esfaimadas a apelarem para o saque, para a desordem, para a violência alucinada. Em algumas circunstâncias e lugares, são estimuladas por outros interesses, igualmente sórdidos, face à ultrajante medida dos governantes que não tomam providências preventivas nem organizam frentes de trabalho, com a abertura de poços e açudes para reverter a situação na primeira oportunidade, pagando condignamente o esforço rude dos trabalhadores com salários justos e através desses alimentos esquecidos.

Desigualdade no Mercado de Trabalho 

Os dados sobre a desigualdade no mercado de trabalho brasileiro confirmam a persistência de velha chaga social. Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgado na terça-feira, negros e pardos têm menos oportunidades que os brancos.

Os dados sobre a desigualdade no mercado de trabalho brasileiro confirmam a persistência de velha chaga social. Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgado na terça-feira, negros e pardos têm menos oportunidades que os brancos. As atividades por eles exercidas exigem menor qualificação. Em conseqüência, os salários são mais baixos. Os números mostram retrato de corpo inteiro da enorme injustiça existente no país. Os negros e pardos somam quase metade da população. Nada menos que 46%. Mas o rendimento médio dos que encontram Sudeste. Na região mais desenvolvida do Brasil, os brancos receberam a média mensal de 4,5 salários mínimos em 2001; os negros, 2,3; os pardos, 2,2.

A pesquisa apresenta dado capaz de explicar a disparidade da remuneração. O grupo étnico menos privilegiado encontra ocupação na agricultura, construção civil e prestação de serviços, sobretudo domésticos. São atividades que requerem limitada escolaridade e pouca qualificação.

Forma-se um círculo vicioso. Os não-brancos ganham menos porque trabalham em atividades que remuneram mal. Eles trabalham em atividades que remuneram mal porque lhes faltam condições de disputar empregos que pagam salários mais altos. Sem renda suficiente, ficam impossibilitados de buscar melhor qualificação e, com isso, ascender socialmente. O desnível decorre muito mais da pobreza que da cor.Eis, aí, sem dúvida, o nó que precisa ser desatado para diminuir a injustiça reinante na sociedade brasileira há 500 anos. Políticas compensatórias são bem-vindas no curto prazo. Elas mantêm as crianças nas salas de aula e evitam a entrada precoce de jovens no mercado de trabalho. Mas não constituem a resposta definitiva para o problema. Impõe-se oferecer as condições que permitam à população negra e parda disputar com a branca melhores postos no mercado de trabalho.

O desafio passa necessariamente pela excelência da escola pública. Só com acesso ao ensino de alto nível, à tecnologia de ponta, à leitura diversificada, é possível tornar democrática a disputa pelos bons empregos. Em suma: fortalecendo o elo fraco da corrente, abre-se a possibilidade de diminuir o fosso que separa pobres e ricos.

A Questão da Reforma Agrária: Um velho desafio brasileiro 

A má distribuição de terra no Brasil tem razões históricas, e a luta pela reforma agrária envolve aspectos econômicos, políticos e sociais. A questão fundiária atinge os interesses de um quarto da população brasileira que tira seu sustento do campo, entre grandes e pequenos agricultores, pecuaristas, trabalhadores rurais e os sem-terra. Montar uma nova estrutura fundiária que seja socialmente justa e economicamente viável é dos maiores desafios do Brasil. Na opinião de alguns estudiosos, a questão agrária está para a República assim como a escravidão estava para a Monarquia. De certa forma, o país se libertou quando tornou livre os escravos. Quando não precisar mais discutir a propriedade da terra, terá alcançado nova libertação.

Com seu privilégio territorial, o Brasil jamais deveria ter o campo conflagrado. Existem mais de 371 milhões de hectares prontos para a agricultura no país, uma área enorme, que equivale aos territórios de Argentina, França, Alemanha e Uruguai somados. Mas só uma porção relativamente pequena dessa terra tem algum tipo de plantação. Cerca da metade destina-se à criação de gado. O que sobra é o que os especialistas chamam de terra ociosa. Nela não se produz 1 litro de leite, uma saca de soja, 1 quilo de batata ou um cacho de uva. Por trás de tanta terra à toa esconde-se outro problema agrário brasileiro. Até a década passada, quase metade da terra cultivável ainda estava nas mãos de 1% dos fazendeiros, enquanto uma parcela ínfima, menos de 3%, pertencia a 3,1 milhões de produtores rurais.

"O problema agrário no país está na concentração de terra, uma das mais altas do mundo, e no latifúndio que nada produz", afirma o professor José Vicente Tavares dos Santos, pró-reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em comparação com os vizinhos latino-americanos, o Brasil é um campeão em concentração de terra. Não sai da liderança nem se comparado com países onde a questão é explosiva, como Índia ou Paquistão. Juntando tanta terra na mão de poucos e vastas extensões improdutivas, o Brasil montou o cenário próprio para atear fogo ao campo. É aí que nascem os conflitos, que nos últimos vinte anos fizeram centenas de mortos.

O problema agrário brasileiro começou em 1850, quando acabou o tráfico de escravos e o Império, sob pressão dos fazendeiros, resolveu mudar o regime de propriedade. Até então, ocupava-se a terra e pedia-se ao imperador um título de posse. Dali em diante, com a ameaça de os escravos virarem proprietários rurais, deixando de se constituir num quintal de mão-de-obra quase gratuita, o regime passou a ser o da compra, e não mais de posse."Enquanto o trabalho era escravo, a terra era livre. Quando o trabalho ficou livre, a terra virou escrava", diz o professor José de Souza Martins, da Universidade de São Paulo. Na época, os Estados Unidos também discutiam a propriedade da terra. Só que fizeram exatamente o inverso. Em vez de impedir o acesso à terra, abriram o oeste do país para quem quisesse ocupá-lo - só ficavam excluídos os senhores de escravos do sul. Assim, criou-se uma potência agrícola, um mercado consumidor e uma cultura mais democrática, pois fundada numa sociedade de milhões de proprietários.

Ainda que os pequenos proprietários não conseguissem produzir para o mercado, mas apenas o suficiente para seu sustento, já seria uma saída pelo menos para a miséria urbana. "Até ser um Jeca Tatu é melhor do que viver na favela", diz o professor Martins. Além disso, os assentamentos podem ser uma solução para a tremenda migração que existe no país. Qualquer fluxo migratório tem, por trás, um problema agrário. Há os mais evidentes, como os gaúchos que foram para Rondônia na década de 70 ou os nordestinos que buscam emprego em São Paulo. Há os mais invisíveis, como no interior paulista, na região de Ribeirão Preto, a chamada Califórnia brasileira, onde 50.000 bóias-frias trabalham no corte de cana das usinas de álcool e açúcar durante nove meses. Nos outros três meses, voltam para a sua região de origem - a maioria vem do paupérrimo Vale do Jequitinhonha, no norte de Minas Gerais.

A política de assentamento não é uma alternativa barata. O governo gasta até 30.000 reais com cada família que ganha um pedaço de terra. A criação de um emprego no comércio custa 40.000 reais. Na indústria, 80.000. Só que esses gastos são da iniciativa privada, enquanto, no campo, teriam de vir do governo. É investimento estatal puro, mesmo que o retorno, no caso, seja alto. De cada 30.000 reais investidos, estima-se que 23.000 voltem a seus cofres após alguns anos, na forma de impostos e mesmo de pagamentos de empréstimos adiantados. Para promover a reforma agrária em larga escala, é preciso dinheiro que não acaba mais. Seria errado, contudo, em nome da impossibilidade de fazer o máximo, recusar-se a fazer até o mínimo. O preço dessa recusa está aí, à vista de todos: a urbanização selvagem, a criminalidade em alta, a degradação das grandes cidades.

Conclusão

Todos nós sabemos que a justiça é feita pelos homens e por isso mesmo, ela ainda está repleta de interesses parciais e de visões do que se entende hoje por certo ou errado. Digo hoje porque se compararmos nossas leis com as da Idade Média, concluiremos serem essas últimas, bárbaras e monstruosas, mas naquela época eram consideradas justas e naturais. Por mais que tentássemos deixá-las isentas das nossas paixões, nossas Leis ainda estariam imperfeitas porque o homem não pode compreender toda a Justiça e ainda assim teríamos os excluídos, os que ela não conseguiria acabar, os “injustiçados”.

Ao contrário da Lei humana, existe a deixada por Jesus, que se encaixa em qualquer condição do entendimento humano, em qualquer tempo ou lugar, pois fundamenta-se na consciência de cada pessoa, naquilo que cada um que de melhor, “desejar aos outros o que nós desejaríamos para nós mesmos”. Nesta acepção de Justiça, some o caráter coletivo e prevalece o caráter individual, pois ficamos cada um de nós responsáveis por aplicá-la no nosso cotidiano. Ainda não a conseguimos porque somos seres extremamente egoístas, pensando somente em nós, desejando o melhor para nós e os outros que cuidem de si mesmos, relembrando o jargão popular do “cada um por si”.

Se verificarmos que a responsabilidade é individual e que o conjunto dos pequenos é que faz o grande, reconheceremos que não existe “Injustiça Social”, mas sim o nosso “Imenso Egoísmo”.
 

Jovens e Instituições Sociais

Dirigido pela professora Efigênia, que trabalha no ramo da Sociologia, este trabalho tem como objetivo assimilar os conteúdos trabalhados em sala de aula com a vida cotidiana de nós, jovens.
O tema proposto

Elaborar um álbum relacionando a juventude com as Instituições Sociais, explicando sobre as perspectivas e polêmicas referentes a cada uma delas”. Para a execução de tal, lançamos mão de um material que veio a aparecer em um ótimo momento.
As informações aqui contidas são inteiramente baseadas em nossas fontes de pesquisa, bem como no aproveitamento das aulas teóricas. Coube a nós pesquisar, ler e repassar o que foi lido a este material.
Esperamos que seja prazeroso o desfrute deste, por vocês, caros leitores, a quem dedicamos com muito carinho esta nossa obra.

Família
Atualmente, o jovem vem se destacando nas relações familiares. Os filhos promovem revoluções dentro de casa e, mesmo menores de idade, têm voz ativa onde vivem. Tudo isso porque a atual juventude é mais bem informada do que as gerações passadas, graças à liberalização educacional. Assim, os jovens estão promovendo mudanças comportamentais positivas para a família e para a sociedade.
Geralmente, quando um membro jovem da família começa a colocar suas idéias em prática dentro de casa, cria-se uma resistência por parte dos pais, que gradativamente vai diminuindo, até cederem aos argumentos dos filhos.
Igreja
“Os jovens estão fazendo a trilha inversa à de seus pais: retomaram o gosto por ir à igreja e hoje fazem dela um ponto de encontro”; assim começa a reportagem que fala sobre os jovens em relação à igreja. A mudança na forma de como são feitos os cultos religiosos, como, por exemplo, os estilos musicais aderidos à música religiosa, conquistaram a juventude, que se faz mais presente nos cultos. Há também uma boa porcentagem de jovens que acreditam em um Deus, apesar de não terem uma religião.
Em relação a essas mudanças havia uma forte resistência por parte da Igreja Católica, que é uma instituição altamente conservadora, mas que já foi bem diluída e hoje há uma aceitação maior das mudanças - que foram para melhor.
Estado
Diante de um país cheio de injustiça, pobreza e outros adjetivos mais, e vendo também que nada está sendo feito para mudar este quadro, realmente, como afirma o artigo, dá vontade de ter vivido nos tempos da ditadura militar. Não pelos movimentos estudantis em si, mas sim pela disposição que se dispunham os jovens daquela época para mudar o país – o que hoje está em falta. Os jovens devem cumprir suas lições de casa (deveres) e também se organizar, como ocorreu naquela época, para exigir os direitos de todo cidadão.
Mas para isso é preciso que nós, jovens, mudemos nossos hábitos e mentalidades. Ler mais faz parte dessa mudança. Somos um povo que não tem o hábito de ler (brasileiros lêem, em média, dois livros por ano, enquanto na França, lê-se, em média, nove). O jovem tem em mente que de tudo o que tinha de se fazer pelo país já foi feito por seus pais, o que não é verdade. Nossos pais fizeram a parte deles, lutando pelas eleições diretas. Cabe agora a nós, lutar pela democracia ao pé da letra, acabar com as diferenças em nosso país para que em um futuro - não muito próximo, infelizmente - nossos descendentes possam viver em um mundo mais justo, digno, amigável.
Escola
O jovem dedica boa parte de sua atenção para esta Instituição Social, pois são necessárias cada vez mais informações para se ter melhores chances no mercado de trabalho e é papel da escola orientar os jovens na busca dessas informações.
Há muita polêmica entre os jovens sobre a escolha do curso e, conseqüentemente, da carreira a qual seguir. Isso se deve ao crescente número de cursos novos, oferecidos pelas universidades. O tema é geralmente abordado tardiamente nas escolas de Ensino Fundamental (somente no terceiro ano do segundo grau) e, para piorar a indecisão do jovem, os pais não sabem como agir: uns pressionam; outros argumentar que não querem interferir na decisão do filho. Aí, eles deixam de orientar o jovem.
Ler e obter informações são o melhor método para abrir o caminho do jovem até a universidade. Outra coisa que ajuda também é visitar universidades, saber o perfil dos cursos de mais interesse, assistir alguma aula e conversar com profissionais da área.
Trabalho
Em um país onde o desemprego ainda é grande, muitos jovens sonham com uma boa carreira profissional e buscam caminhos para chegar até lá. Apesar de haver aqueles que trabalham pela necessidade, existem também jovens que começam a trabalhar desde cedo visando suas independências. Não são poucos os casos de adolescentes que já começaram com seu próprio negócio, como mostra a reportagem. Muitos deles desenvolveram-se bem nas simulações empresariais que as escolas especializadas no ramo propõem (Junior Achievement) e já engrenaram seu próprio negócio.
Pena ser para poucos este tipo de oportunidades (e também sorte). Geralmente, quem consegue engrenar-se, cedo, com seu próprio negócio são os jovens de classe média-alta, em que os pais têm condições de mantê-los em escolas do ramo e bancar o capital inicial para a produção.
Lazer
Entre a maior parte dos jovens o meio de lazer predileto são as lan houses, casas de jogos de computadores conectados em rede. São poucos aqueles que nunca foram pelo menos uma vez em uma dessas casas. Os mais assíduos comparecem, em média, três vezes por semana e passam duas horas e meia em frente ao computador. As atrações são muitas, desde jogos, acesso à internet, blogs, comunicadores instantâneos, até lanchonetes dentro desses estabelecimentos. A intenção é fazer com que a pessoa fique o máximo de tempo lá.
Pesquisas mostram que os videogames podem ter efeitos benéficos aos jovens, como desenvolvimento da coordenação visual e motora, além do espírito de equipe e promoção de interação social. Porém, muito tempo em frente ao computador pode causar problemas de saúde. Também existem alguns jogos não recomendados para todas as faixas etárias por serem muito violentos. Especialistas recomendam que os pais visitem essas casas onde seus filhos costumam freqüentar para controlar o tipo de jogo que eles jogam e até mesmo o tempo que eles podem passar se divertindo em frente ao computador.

Conclusão
A posição do jovem dentro da sociedade brasileira não é das piores – com suas exceções, é claro. O passar dos anos tem mostrado uma grande conscientização, em relação às instituições mais próximas ao jovem, tais como família, escola e trabalho. Porém, nossa fonte de pesquisa mostrou um descaso com aquela instituição que tem a função de promover o bem de todos: o Estado. A falta de mobilização social contra os governos tem feito com que a política em nosso país não evolua.
Questões de fé e religião são essenciais na vida dos jovens, o que talvez seja uma grande surpresa, ou uma prova de que poder escolher é o melhor caminho. Digo isto comparando a instituição Igreja atual com épocas remotas e antigas. A Igreja Católica praticava uma “ditadura religiosa”, totalitária, que punia aqueles que burlassem seus dogmas. Já não tão remotamente assim, aqui nos anos 60, onde surgiram os movimentos hipes, a religião passou a ser deixada de lado por nossos avôs e até pais. Esta época serviu para que todas as Instituições Religiosas evoluíssem em prol da conquista do público jovem, que hoje fazem dos cultos seus pontos de encontros.
A tecnologia tem estado ao lado dos jovens em todo momento, inclusive no lazer. Comunicação instantânea, interação social. As máquinas têm seus poderes benéficos na vida do adolescente.
Valorização do estudo, a preocupação com a carreira, prática do bem. Quem sabe esta é a fórmula para se mudar um país e poder, um dia, descansar ao lado de quem a gente gosta.
Referências Bibliográficas 

Revista Veja edição especial – Jovem, nº32. Editora Abril. Junho de 2004.
Apostila escolar: Agrupamentos sociais, Instituições sociais e Cultura.
Autoria: Hugo L. Campos Ferreira
COLETIVIDADE:
A fé em deus é comum a vários indivíduos, a maior parte da população mundial crê em deus da forma como a bíblia retrata a ele e a seus feitos.
Esse fato se não o mais comum entre todos os indivíduos do mundo, com certeza é um dos mais comuns.
A fé em deus está espalhada por todo o planeta, em todos os continentes, em todos os lugares há pessoas que acreditam em deus.
A grande maioria compartilha de costumes comuns, como comemorar feriados sacros, não cometer atos que são proibidos por deus, participar de missas, rezar, ler a bíblia, etc.
EXTERIORIDADE:
A fé em deus é exterior, pois todos têm a mesma forma de ver deus, alguns podem ter formas especiais de ver deus, mas ele sempre é bom, justo, sempre ajuda a quem dele necessita.
Esse modo de ver deus já está formado muito antes do indivíduo nascer, ele apenas é influenciado pela sociedade, que já crê no deus bondoso e justo.
COERÇÃO:
Há uma grande coerção na questão fé em deus, pois desde que o indivíduo nasce sua família já o impõe deus, há uma pressão muito grande para que ele siga aquele caminho, o indivíduo não pode ter sua escolha individual, pois já lhe foi imposto a fé em deus.
A coerção geralmente é imposta através do medo, as famílias impõem a fé em deus ao indivíduo e a si própria pelo medo de serem renegados no reino dos céus e terem de passar o resto da eternidade sofrendo no inferno.
Quando alguém resolve desviar-se deste caminho de fé e seguir o caminho da razão, ou outro caminho qualquer, ele sofre sanções sociais, ele é discriminado, passa a ser visto como uma ameaça à moral e aos bons costumes, passa a ser visto como se tivesse cometido um crime brutal.
Autoria: Fernando Delabio
TESES DE PIERRE BOURDIEU
I – INTRODUÇÃO
Pierre Bourdieu, Sociólogo francês nascido no ano de 1930, na vila de Denguin, Distrito de Pyrénees, falecido em janeiro de 2002, em Paris, catedrático de sociologia no Colège de France, exerceu grande influência no ramo da sociologia em todo o mundo. Conhecido pelo seu rigor intelectual, destacou em seus estudos as relações sociais e as diversas formas de dominação existente nelas.
II – DESENVOLVIMENTO
Segundo Pierre Bourdieu, os atores sociais interagem por meio de jogos, sem normas explícitas, nos quais as pessoas fazem suas escolhas de vida influenciadas pelo seu habitus, ou seja, no caminho percorrido para o alcance de seus objetivos o indivíduo é dominado pela situação econômica, política, cultural e social onde atua. Nem sempre a escolha é a mais adequada do ponto de vista individual, porém, se analisada no âmbito do seguimento social de onde se origina, essa lhe trará maior proveito dentro do grupo. 
Sob a égide dessas idéias, Bourdieu, apresenta uma de suas teses qual seja, a do poder simbólico, uma vez que, aparentemente o ator social pode escolher livremente a ação a ser tomada, porém, ele tende a optar por aquilo que será mais apreciado do ponto de vista do contexto onde se situa o processo de sua existência.      
Ainda, acerca da formação da identidade individual, o sociólogo demonstra que origina do habitus os elementos para a formação do capital cultural, capital social, capital econômico e que, também, daí se surgem as desigualdades para o desenvolvimento do indivíduo, uma vez que as oportunidades oferecidas nesses campos não são igualitárias, obrigando os atores sociais a utilizarem diferentes estratégias na condução de seu “jogo”. 
Para Bourdieu, o sistema educacional contribui para a existência das desigualdades quando, no processo de seleção escolar, marginaliza aqueles pertencentes as classes populares e, ainda, reforça as desigualdades entre os gêneros quando conduz as ações e os comportamentos mais adequados ao ser feminino e o ser masculino.           
Pierre Bourdieu trata especificamente da dominação do masculino sobre o feminino em sua obra “A dominação Masculina” (1998), onde demonstra que o fato está presente no processo evolutivo histórico do ser humano. Para o autor, a dominação do homem sobre a mulher é exercida por meio de uma violência simbólica, compartilhada inconscientemente entre dominador e dominado, determinado pelos esquemas práticos do habitus, conforme explicitado no trecho transcrito a seguir:
[...] O efeito da dominação simbólica (seja ela de etnia, de gênero, de cultura, de língua etc) se exerce não na lógica pura das consciências cognoscentes, mas através dos esquemas de percepção, de avaliação e de ação que são constitutivos dos ‘habitus’ e que fundamentam, aquém das decisões da consciência e dos controles da vontade, uma relação de conhecimento profundamente obscura a ela mesma. Assim a lógica paradoxal da dominação masculina e da submissão feminina, que se pode dizer ser, ao mesmo tempo e sem contradição, espontânea e extorquida, só pode ser compreendida se nos mantivermos atentos aos efeitos duradouros que a ordem social exerce sobre as mulheres (e os homens), ou seja, às disposições espontaneamente harmonizadas com esta ordem que as impõem.  [...] (Bourdieu, 2002, p. 49/50).
Ainda no contexto da obra “A dominação Masculina” Bourdieu, discorre sobre a utilização das trocas simbólicas nas relações:
[...] É na lógica da economia das trocas simbólicas – e, mais, precisamente, na construção social das relações de parentesco e do casamento, em que se determina às mulheres seu estatuto social de objetos de troca, definidos segundo os interesses masculinos, e destinados assim a contribuir para a reprodução do capital simbólico dos homens -, que reside a explicação do primado concedido à masculinidade nas taxinomias culturais. O tabu do incesto, em que Lévi-Strauss vê o ato fundador da sociedade, na medida em que implica o imperativo de troca compreendido como igual comunicação entre os homens, é correlativo da instituição da violência pela qual as mulheres são negadas como sujeitos da troca e da aliança que se instauram através delas, mas reduzindo-as à condição de objetos, ou melhor, de instrumentos simbólicos da política masculina: destinadas a circular como signos fiduciários e a instituir assim relações entre os homens, elas ficam reduzidas à condição de instrumentos de produção ou de reprodução do capital simbólico e social. [...]
Pierre Bourdieu descreve a violência simbólica como um ato sutil, que oculta relações de poder que alcançam não apenas as relações entre os gêneros, mas, toda a estrutura social.          
Nesse aspecto o autor desenvolveu, em seus mais recentes trabalhos, análise sobre os meios de comunicação, especialmente da televisão, falando sobre a mercantilização generalizada da cultura e demonstrando sua responsabilidade na perpetuação da ordem simbólica, comprovando que aqueles que dela participam são tão manipulados quanto manipuladores. Mostra também que a televisão exerce uma das formas mais nocivas de violência simbólica, pois, conta com a cumplicidade silenciosa dos que a recebem e dos que a praticam.
 Em entrevista publicada na Folha de São de Paulo de 07 de fevereiro de 1999, Pierre Bourdieu discorre acerca das idéias lançadas em sua obra “Sobre a Televisão” (1997):
[...] A análise critica do papel da televisão é um elemento capital da luta contra a imposição da visão dominante do mundo social e do seu devir. O mais importante consiste na influência que a televisão exerce sobre a totalidade do jornalismo e através dele, sobre o conjunto da produção cultural. A lógica do comércio, simbolizada pelos índices de audiência, do sucesso comercial, da venda e do marketing, como meio específico para atingir esses fins puramente temporais, impôs-se em primeiro lugar ao campo filosófico, com os “novos filósofos”, e ao campo literário com os grandes best sellers internacionais e o que Pascale Casanova chamou de world fiction, ou seja, em especial os romances acadêmicos à David Lodge ou Umberto Eco; mas ela atingiu também o campo jurídico; com os processos sensacionalistas arbitrados pela mídia, e no próprio campo científico, com a intrusão da notoriedade jornalística na avaliação dos cientistas e das suas obras. [...]
III – CONCLUSÃO
As teses desenvolvidas por Pierre Bourdieu, remetem à reflexão sobre a ordem constituída e aceita por todos como legítima e conclama os grupos sociais à mobilização no sentido de buscarem o reconhecimento dos mecanismos que levam a aceitação do domínio do outro sobre o outro e, promover a ruptura do círculo vicioso que perpetuam a aceitação das diferenças como algo natural, sejam elas, sociais, econômicas, políticas ou de gêneros.
BIBLIOGRAFIA
BOURDIEU, Pierre. A dominação Masculina. Trad. Maria Helena Kühner. Rio de Janeiro 2º ed. Bertrand Brasil. 2002. 
REVISTA FAMECOS. Porto Alegre. n. 10, jan/jun. 1999. Semestral.
A jornalista Cláudia R. do Carmo, mestranda do Programa de Pós Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, comenta  a crítica do autor sobre o domínio da televisão:
[...] A crítica elementar feita à televisão, segundo Bourdieu (1197), tende a ocultar os mecanismos anônimos, invisíveis, através dos quais se exercem censuras de toda ordem, o que faz, da televisão, um formidável instrumento de manutenção da ordem simbólica. Quanto mais se avança na análise deste meio, melhor é possível compreender, na opinião do autor, que aqueles que dela participam são tão manipulados quanto manipuladores. Manipulam tanto melhor, quanto mais manipulados são eles próprios e mais inconscientes de sê-lo. O autor propõe para a análise da televisão, que se desmonte uma série de mecanismos que permitem que ela exerça uma forma particularmente perniciosa  de violência simbólica, ou seja a violência que se exerce com a cumplicidade tácita dos que a sofrem e também dos que a exercem.[...]
 Autoria: Marli Rodovalho
AGREGADOS: Constituem uma reunião de pessoas frouxamente aglomeradas que, apesar da proximidade física, tem um mínimo de comunicação e de relações sociais. Apresentam as seguintes características: anonimato, não-organizada, limitado contato social, insignificante modificação no comportamento dos componentes, são territoriais e temporários. Os principais agregados são:
Manifestações publicas: (agregados de pessoas reunidas deliberadamente com determinado objetivo);
Agregados residenciais: (apesar dos seus componentes estarem próximos, mantêm-se relativamente estranhos; não há, entre eles, contato e interação e também não possuem organização);
Agregados funcionais: (constituem uma zona territorial onde os indivíduos tem funções especificas);
Multidões: (agregados pacíficos ou tumultuosos de pessoas ocupando determinado espaço físico).
A sociedade, como toda a realidade, é necessariamente dinâmica, está sempre em processo. Indivíduos, grupos, categorias, agregados, subculturas, estratos sociais agem e reagem continuamente uns sobre os outros. Em outras palavras, estão sempre em interação. Por isto, a análise científica da sociedade requer não apenas a classificação das suas partes – posições, papéis, grupos, agregados, categorias, camadas, subculturas -, a fim de que seja possível a compreensão do funcionamento do todo, mas, também, a classificação dos seus processos.
Processo social é qualquer ação entre dois ou mais agente sociais – indivíduos, grupos, agregados etc. -, contribuindo para aproximá-los ou afastá-los uns dos outros. Por esta razão, os processos sociais são classificados em coesivos ou positivos, os que contribuem para aproximar os agentes sociais, de um lado, e, de outro, disjuntivos ou negativos, os que contribuem para afastar os agentes sociais.
O processo social mais importante é a interação. Todos os processos sociais são diferentes tipos de interação. Por isto, a interação é o processo social geral. A interação é o processo de influência recíproca ou unilateral entre dois ou mais agentes sociais. A influência entre os agentes sociais é recíproca quando os agentes estão fisicamente próximos entre si, em contato direto, ou quando há, de qualquer modo, a possibilidade de reação por parte de todos os agentes envolvidos no processo: quando converso com uma pessoa, seja em contato face a face, seja por telefone, ou mesmo quando me comunico com alguém através de carta, por exemplo. A influência é unilateral quando algum dos agentes em interação está presente no processo apenas de forma indireta e, desse modo, pode influenciar, mas não pode ser influenciado pelo outro. Quando, por exemplo, leio algum livro, sou influenciado, mas, em geral, não influencio o seu autor, seja porque eu não tenha como entrar em contato com ele seja porque ele esteja morto. O mesmo tende a acontecer quando vejo um filme ou assisto televisão. A unilateralidade predominante na interação feita com a intermediação dos modernos meios de comunicação de massa – cinema, rádio, televisão, jornal – é um eficientíssimo e, por isto mesmo, perigoso instrumento de dominação e manipulação das massas, através da transmissão de crenças e valores, bem como, em conseqüência, da formação de opiniões e atitudes”.
“Interação social é a ação social, mutuamente orientada, de dois ou mais indivíduos em contato. Distingue-se da mera interestimulação em virtude de envolver significados e expectativas em relação às ações de outras pessoas. Podemos dizer que a interação é a reciprocidade de ações sociais”.
“Nas sociedades estratificadas, a interação das camadas sociais entre si tende a ser só aparentemente solidária. Em tais sociedades, as relações entre as camadas sociais são antes um processo caracterizado pela desigualdade de poder, assim como pela diferença de interesses. Desse modo, dominação, de um lado, e submissão, de outro, são características preponderantes no processo de interação das classes umas com as outras, e o pacto social tende a resultar de arranjos temporários dos interesses e do poder relativo de barganha das diversas classes”.
Contato social, aspecto primário e fundamental, do qual dependem os outros processos ou relações sociais.
Comunicação, forma importante de interação, fundamental para o ser social e para a cultura.
Cooperação, requisito indispensável para a manutenção e continuidade dos grupos e sociedades.
Competição e conflito, fatores dissociativos, que alteram as relações entre indivíduos e grupos, no seio da sociedade ou entre sociedades.
Adaptação, acomodação e assimilação, fatores associativos que sucessivamente propiciam um certo grau de adesão e conformidade às normas estabelecidas; a diminuição do conflito e o estabelecimento de um modus vivendi; a integração sócio-cultural entre indivíduos e grupos, no âmbito de uma sociedade”.
O símbolo está presente em todos os momentos de nossa vida, pois ele não se limita à palavra. A palavra é o símbolo por excelência mas não é a sua única expressão. A linguagem verbal, no entanto, é o mais importante instrumento de socialização. O símbolo verbal permite ao homem conduzir suas ações segundo situações, objetos e pessoas fisicamente distantes, assim como de acordo com acontecimentos passados ou hipoteticamente futuros; permite a transmissão de conhecimentos, técnicas e idéias em geral; permite, enfim, a elaboração de um universo de idéias paralelo e tão real quanto o ambiente e as pessoas. Por isto é tão rica de possibilidades a comunicação entre os homens. É, portanto, compreensível que o símbolo, sobretudo o verbal, seja tão importante para o processo de socialização e, em conseqüência, para a continuidade dos sistemas sociais.
Embora a socialização seja mais intensa durante a infância e a adolescência, é, no entanto, um processo permanente, porque, mudando de grupo e de posição social, os indivíduos têm de se adaptar a novas situações sociais e essa adaptação é feita através da aprendizagem de novos modos padronizados de agir e mesmo de pensar. Ademais, todas as sociedades estão sempre se transformando, mudando os padrões de organização. As sociedades simples, como as sociedades indígenas, se transformam mais lentamente; as sociedades complexas, como as sociedades do tipo urbano-industrial, se transformam com mais rapidez. De qualquer modo, qualquer que seja o tipo de sociedade, ela está sempre em mudança. Isto requer do indivíduo, para que ele possa se adaptar às transformações do seu ambiente social, a assimilação dos novos padrões de comportamento desenvolvidos na sociedade.
É através da socialização que o indivíduo pode desenvolver a sua personalidade e ser admitido na sociedade. A socialização é, portanto, um processo fundamental não apenas para a integração do indivíduo na sua sociedade, mas também para continuidade dos sistemas sociais”.
“Ao nos referirmos às relações sociais, devemos compreendê-las em seus aspectos dinâmicos. Os indivíduos, através das relações sociais, podem aproximar-se ou afastar-se, dando origem a formas de associação ou dissociação. A este aspecto dinâmico damos o nome de processo social”.
No processo social, podemos ver um aspecto primário, fundamental, que é o contato social. Essa denominação de primário ou fundamental deriva do fato de que dependerão do contato todos os outros processos ou relações sociais. Podemos dizer que o contato é a fase inicial da interestimulação, e que as modificações resultantes são denominadas de interação. É importante fazer uma distinção, no que se refere aos contatos, entre os meios físicos e o significado, isto é, a transmissão de idéias, valores e atitudes. Os meios físicos são apenas os instrumentos: o aperto de mão, o sinal de cabeça, o assobio, o piscar de olhos (meios físicos, porque fundamentados em percepções sensitivas, através dos sentidos da visão, olfato, audição e tato) significam algo, pois são atribuídos significados específicos, convencionais, a esses elementos. Verificamos que o importante no contato social não é apenas o estímulo-reação, mas a interpretação, o aspecto social do contato que está baseado na comunicação de significados”.
Podem ser apontadas como causas do isolamento, enquanto processo social consistente na falta de contato ou de comunicação entre grupos ou indivíduos: a) fatores segregadores de caráter geofísico (montanhas, vales, florestas, pântanos, rios, oceanos), quando os meios de comunicação e os transportes de que dispõe a comunidade são rudimentares; b) prisões solitárias, no sistema penitenciário; c) voluntariedade no isolamento como no caso dos eremitas; d) diferenças biológicas tais como raça, sexo, idade; e) defeitos físicos podem provocar o isolamento funcional; f) diferenças culturais podem resultar no isolamento psíquico como o que ocorre entre o cientista e o analfabeto; g) fatores culturais como a língua, costumes provocam o isolamento habitudinal.
Como conseqüências do isolamento há: se o indivíduo é isolado nos primeiros anos de vida, anteriormente ao processo de socialização, ou seja, a criança afastada inteiramente do convívio de outros seres humanos, tornar-se-á o chamado homo ferus, como o caso das “meninas-lobo”; se o isolamento não é total, decorre a mentalidade retardada; se o indivíduo for isolado depois de socializado, ocorre a diminuição das funções mentais, podendo chegar à loucura, sendo constatadas em prisioneiros e também entre eremitas; já quanto ao grupo o isolamento praticamente nada altera, em relação aos seus costumes, posto que deveras cristalizados ao longo do processo histórico compartilhado.


Grupos Sociais

A própria natureza humana exige que os homens se agrupem. A vida em sociedade é condição necessária à sobrevivência da espécie humana.
Desde o início, os homens têm vivido juntos, formando agrupamentos, como as famílias, por exemplo. Para o sociólogo Karl Mannheim, os contatos e os processos sociais que aproximam ou afastam os indivíduos provocam o surgimento de formas diversas de agrupamentos sociais, de acordo com o estágio de integração social. Tais formas são os grupos sociais e os agregados sociais.
Vamos analisar inicialmente os grupos sociais: aqueles que, devido aos contatos sociais mais duradouros, resultam em formas mais estáveis de integração social. Nos grupos sociais há normas, hábitos e costumes próprios, divisão de funções e posições sociais definidas. Como exemplos temos: a família, a escola, a Igreja, o clube, o Estado etc.
Grupo social é a reunião de duas ou mais pessoas, associadas pela interação, e, por isso, capazes de ação conjunta, visando atingir um objetivo comum. 
O indivíduo, ao longo de sua vida, participa de vários grupos sociais.
Os principais são:
• Grupo familial - família;
• Grupo vicinal - vizinhança;
• Grupo educativo - escola;
• Grupo religioso - Igreja;
• Grupo de lazer - clube, associação;
• Grupo profissional - empresa;
• Grupo político - Estado, partidos políticos.
As principais características de um grupo social são:
 Pluralidade de indivíduos - há sempre mais de um indivíduo no grupo;
 Interação social - no grupo, os indivíduos comunicam-se uns com os outros;
 Organização - todo grupo, para funcionar bem precisa de uma certa ordem interna;
 Objetividade e exterioridade - os grupos sociais são superiores e exteriores ao indivíduo, isto é, quando uma pessoa entra no grupo, ele já existe; quando sai, ele continua a existir;
 Conteúdo intencional ou objetivo comum - os membros de um grupo unem-se em torno de certos princípios ou valores, para atingir um objetivo de todo o grupo; a importância dos valores pode ser percebida pelo fato de que o grupo geralmente se divide quando ocorre um conflito de valores; um partido político, por exemplo, pode dividir-se quando uma parte de seus membros passa a discordar de seus princípios básicos;
 Consciência grupal ou sentimento de "nós" - são as maneiras de pensar, sentir e agir próprias do grupo; existe um sentimento mais ou menos forte de compartilhar uma série de idéias, de pensamentos, de modos de agir; um exemplo disso é o torcedor que, quando fala da vitória de seu time, diz: "Nós ganhamos";

 Continuidade - as interações passageiras não chegam a formar grupos sociais organizados; para isso, é necessário que elas tenham uma certa duração; como exemplo, temos a família, a escola, a Igreja etc.; há; porém, grupos de duração efêmera, que aparecem e desaparecem com facilidade, como, por exemplo, o mutirão.
Tomando por base a classificação dos contatos em primários e secundários, os grupos sociais podem ser classificados em:
 Grupos primários - são aqueles em que predominam os contatos primários, isto é, os contatos mais pessoais, diretos, como a família, os vizinhos, o grupo de brinquedos etc.;
 Grupos secundários - são os grupos sociais mais complexos, como as igrejas e o Estado, em que predominam os contatos secundários; os contatos sociais, neste caso, realizam-se de maneira pessoal e direta mas sem intimidade -, ou de maneira indireta, através de cartas, telegramas,telefone,etc.;
 Grupos intermediários - são aqueles em que se alternam e se complementam as duas formas de contatos sociais (primários e secundários).Um exemplo deste tipo de grupo é a escola.

BIBLIOGRAFIA

CIES – CENTRO DE INVESTIGAÇÃO E ESTUDOS DE SOCIOLOGIA
Departamento de Direito
Disciplina: Sociologia Geral e Jurídica

ANTROPOLOGIA

Antropologia

OS ELEMENTOS ESSENCIAIS DA NATUREZA HUMANA

Há duas teorias com referência aos elementos essenciais da natureza humana. Notamo-las na seguinte ordem:
I. A TEORIA TRICOTÔMICA
As duas passagens seguintes são tidas por alguns para ensinar uma divisão tríplice da natureza humana em corpo, alma e espírito, estas constituindo três elementos distintos em a natureza do homem:
"E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito e alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Tessalonicenses 5:23).
"A Palavra de Deus é viva e eficaz, mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, que penetra até à divisão da alma e do espírito e das juntas e medulas, que é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração" (Hebreus 4:12).
Rejeitemos esta teoria pelas seguintes razões:
1. SE A ENUMERAÇÃO TRÍPLICE EM 1 TESSALONICENSES 5:23 DEVE SER TOMADA COMO SIGNIFICANDO TRÊS ELEMENTOS DISTINTOS NO HOMEM, ENTÃO MATEUS 22:37 DEVE SER TOMADO COMO NOMEANDO, NOMÍNIMO, UM ELEMENTO ADICIONAL, FAZENDO-OS QUATRO AO TODO.
Mateus 22:37 reza: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu pensamento." Precisa ser notado que essa passagem, à luz da interpretação de 1 Tessalonicenses 5:23 pelos advogados da teoria tricotômica, faz de coração e mente elementos diferentes em a natureza do homem. Diga-se agora que a "mente" nesta passagem é idêntica a "espírito" em 1 Tessalonicenses 5:23; mas o "coração" não pode ser identificado com coisa alguma em 1 Tessalonicenses 5:23, desde que "alma", bem como coração, está mencionada em Mateus 22:37. Assim, para os advogados da teoria tricotômica à luz de sua interpretação de 1 Tessalonicenses 5:23, não há escapar da necessidade de sustentar uma divisão quádrupla da natureza humana.
2. TÃO CERTO COMO ESTÁ MANIFESTO PELA ESCRITURA QUE "CORAÇÃO" E "MENTE" NÃO DESIGNAM ELEMENTOS SEPARADOS DA NATUREZA HUMANA, ASSIM TAMBÉM ESTÁ MANIFESTO QUE "ALMA" E "ESPIRITO" NÃO DESIGNAM.
Presumimos que todos concordarão em que "coração" e "mente" representam não dois elementos distintos da natureza humana, mas apenas duas faculdades; sendo a mente especialmente a faculdade do conhecimento e o coração a faculdade do sentimento. Mais tarde mostraremos que é justamente tão manifesto que alma e espírito não são distintos.
3. HEBREUS 4:12 NÃO DEVE SER TOMADO COMO SE REFERINDO A UMA DIVISÃO ENTRE A ALMA E O ESPÍRITO COMO SE FOSSEM ELEMENTOS SEPARADOS.
Antes pensamos que se refere a "penetração" da alma e do espírito até mesmo às suas juntas e medula, a saber, às mesmas profundezas da natureza espiritual"(A. H. Strong).
4. OS TERMOS "ESPÍRITO" E "ALMA" SÃO USADOS UM PELO OUTRO NA ESCRITURA.
Vide Gênesis 41:8 comparado com Salmos 42:6; João 12:27 comparado com João 13:21 e Hebreus 12:23 comparado com Apocalipse 6:9. Este uso intermudável de ambos os termos é fatal à doutrina tricotômica.
5. DOIS ELEMENTOS APENAS DA NATUREZA HUMANA ESTÃO MENCIONADOS NA CRIAÇÃO DO HOMEM.
Primeiro, Deus criou o corpo do homem. Então Ele assoprou nas ventas desse corpo o fôlego (espírito) de vida e assim o homem se tornou alma vivente. Cf. Gênesis 2:7. O homem não veio a ser primeiro alma vivente ou a possuir uma alma e então receber o espírito em adição: foi a recepção do espírito que o fez alma vivente.
6. JESUS DIVIDIU A NATUREZA HUMANA SÓ EM DOIS ELEMENTOS.
Em Mateus 10:28 disse Jesus: "Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma; antes temei o que pode destruir tanto a alma e o corpo no inferno". Se há três elementos em a natureza humana, que sucede ao terceiro quando corpo e alma vão para o inferno? Se Eclesiastes 12:7 se oferece em resposta a esta pergunta, respondemos a palavra hebraica traduzida "espírito" nesta passagem, não pode ser tomada como significando "espírito" no sentido em que a usamos aqui: significa meramente "fôlego". Em resposta, pode ser dito que, se a palavra hebraica aqui significa apenas fôlego, então ela significa o mesmo em Gênesis 2:7, onde a temos interpretado como significando espírito. Mas desde que, após a partida do fôlego, o homem continua a ser uma alma vivente, como evidenciado por seu sofrimento cônscio eterno, no caso de ele ir para o inferno (Gehenna), deve ser entendido que a palavra em Gênesis 2:7 significa mais do que fôlego.
Não fique entendido que o que estamos dizendo aqui é que não há nunca qualquer distinção que seja entre alma e espírito. Enquanto elas são muito freqüentemente usadas como sinônimos, contudo, algumas vezes, traça-se uma vaga distinção; mas esta distinção não é entre elementos diferentes da natureza humana. Quando se faz uma distinção, ambos os termos meramente "designam o princípio imaterial de diferentes pontos de vista" (A. H. Strong). "Concluímos que a parte imaterial do homem, vista como uma vida individual e cônscia, capaz de possuir e animar um organismo físico, chama-se "psuke" (alma); vista como um agente moral e racional, suscetível de influência e habitação, esta mesma parte imaterial chama-se "pneuma" (espírito). O "pneuma" (espírito), pois, é a natureza do homem olhando para Deus e capaz de receber e manifestar o "Pneuma Hagion" (Espírito Santo); a "psuke" (alma) é a natureza do homem olhando para a terra e tocando o mundo dos sentidos. O "pneuma" (espírito) é a parte mais elevada do homem como relacionada às realidades espirituais ou como capaz de tal relação; a "psuke" (alma) é a parte mais elevada do homem como relacionada com o corpo ou como capaz de tal relação. O ser do homem, portanto, não é tricotômico senão dicotômico e a sua parte imaterial, enquanto na posse de dualidade de faculdades, tem unidade de substância. A natureza do homem não é uma casa de três andares senão de dois, com janelas no andar de cima dando para duas direções: para a terra e para o céu. O "andar térreo" é a nossa parte física: o corpo. Mas o "andar superior" do homem tem dois aspectos: há uma visão para as coisas embaixo e uma clarabóia através da qual se vêem estrelas" (Strong, Systematic Theology, pág. 246). "A alma é espírito modificada pela união com o corpo" (Hovey).
II. A TEORIA DICATÔMICA
Em vista de todas as considerações precedentes, somos pela teoria dicatômica da natureza humana antes que pela tricotômica: a primeira encara o homem como se compondo de duas partes, uma material (corpo) e outra imaterial (alma ou espírito).
Já justificamos a primeira, ao menos para nossa própria satisfação, contra a segunda. Só nos resta agora responder aos que recusam até mesmo uma dupla divisão da natureza humana e negam que a alma seja um elemento atual, distinto do corpo. Como prova que o corpo e alma são dois elementos distintos, oferecemos os seguintes argumentos:
1. DISSE JESUS QUE O HOMEM NÃO PODE MATAR A ALMA.
Vide Mateus 10:28. E, na mesma passagem Ele também disse que o homem pode matar o corpo; logo, corpo e alma são elementos distintos.
2. O HOMEM CONTINUA A EXISTIR DEPOIS DE O CORPO VOLTAR AO PÓ.
Para prova disto vide o capítulo sobre "O Estado Presente dos Mortos".
3. A MORTE FÍSICA É TRATADA COMO A PARTIDA DA ALMA DO CORPO E A VINDA À VIDA OUTRA VEZ É TRATADA COMO A VINDA DA ALMA OUTRA VEZ AO CORPO.
Vide Gênesis 35:18; 1 Reis 17:22. Algumas vezes a palavra hebraica "alma" nestas passagens (nephesh) significa meramente vida; mas um tal sentido da bem em 1 Reis 17:22, porque aí se afirma que "a alma da criança lhe voltou e ela reviveu" ou viveu outra vez. Traduzir "nephesh" aqui por "vida" faria as palavras rezarem: "A vida da criança veio-lhe outra vez e ela viveu outra vez".
4. PAULO CHAMA O CORPO MERAMENTE NOSSA CASA TERRESTRE E DIZ QUE TEREMOS UMA OUTRA CASA APÓS A DISSOLUÇÃO DO CORPO.
Vide 2 Coríntios 5:1-4. Esta outra casa é o corpo espiritual que os crentes receberão na ressurreição. Assim o homem interior ou a alma pode mudar-se desta casa para outra e é, portanto, tão distinta em substância e separável em natureza como o corpo humano o é da casa em que mora. O corpo físico é somente a moradia terrena da alma.

A NATUREZA MORAL DO HOMEM

O homem é uma criatura moral. Com isto queremos dizer que ele é responsável pelas suas ações. Isto é um dos sinais por que o homem se distingue da besta. O homem se constitui criatura moral por aquelas faculdades que o fazem responsável pelas suas ações. Essas faculdades são três:
I. INTELECTO
Intelecto é a faculdade da percepção ou pensamento. É o poder de o homem saber ou receber conhecimento. Sem isto o homem não seria uma criatura moral. Isto está ensinado por Jesus em João 9:41.
II. CONSCIÊNCIA
De um ponto de vista estritamente psicológico a consciência não é considerada como uma faculdade separada. Deste ponto de vista as três faculdades são intelecto, sensibilidade e vontade; sendo a consciência considerada como a ação combinada dessas três faculdades dando ao homem um senso íntimo de sua responsabilidade moral e julgando entre o bem e o mal. Todavia, a consciência pode, num sentido, ser considerado como uma faculdade, porque é poder da mente conhecer o bem e o mal e sentir-se obrigado a fazer o bem. Assim o juízo está envolvido na consciência. E a razão está envolvida no juízo.
Em suma, a consciência é o guia final do homem. Errôneo é fazer uma distinção entre seguir a própria consciência e seguir a Lei de Deus. A Lei de Deus não tem meio de nos alcançar exceto através da consciência. Quando fazemos o bem, só o pode ser como resultado de incitação da consciência, que obra segundo o padrão aceitado pela mente. Assim a consciência nos guia direito só em proporção à justeza do padrão que tivermos aceitado como nosso guia. Daí a necessidade de conhecimento correto da Palavra de Deus.
III. VONTADE
A vontade do homem está definida por A. H. Strong como "o poder da alma de escolher entre motivos e dirigir sua atividade subseqüente de acordo com o motivo assim escolhido, em outras palavras, o poder da alma de escolher tanto o fim como os meios de atingir o escolhido". Diz o mesmo autor: "A escolha de um fim último chamamos preferência imanente; a escolha dos meios chamamos volição executiva".
Como observamos em considerarmos a vontade de Deus, a vontade não é independente da natureza do seu possuidor. Não é, como fosse, um outro eu dentro de nós. O caráter da vontade é o caráter do indivíduo que a possui. A vontade é, simplesmente, um poder da alma.
Os atos da vontade são determinados por dois fatores: motivos e caráter. Usamos o termo "motivos" significando razões e induzimentos influenciando na direção de certos atos da vontade. Destes dois fatores, o caráter é o mais dominante, porque em todo ato da vontade fazemos escolha entre dois ou mais motivos e é o nosso caráter que determina que motivo escolhemos.
Todo ato da vontade é uma expressão de caráter em vista de motivos e todo ato da vontade tende a modificar ou confirmar o caráter. Isto explica porque uma dada escolha da vontade se torna mais fácil cada vez em que ela se faz.
 

O ESTADO ORIGINAL E A QUEDA DO HOMEM ( Pecado )

Em Eclesiastes 7:29 lemos: "Eis-que, só isto achei: que Deus fez o homem direito, mas eles buscaram muitas invenções". Nada é mais evidente do que os dois fatos mencionados nesta passagem; a saber, a justiça original do homem e a sua queda mais tarde.
I. O ESTADO ORIGINAL DO HOMEM
1. O FATO EM SI.
A passagem a pouco citada nos diz que Deus fez o homem justo. É isto evidente da natureza de Deus: sendo infinitamente santo. Ele só podia criar aquilo que é justo. Então se nos diz em Gênesis 1:31 que Deus viu que tudo quanto Ele fez foi muito bom. Isto inclui o homem. Mais ainda, se nos diz que Deus fez o homem na Sua própria imagem (Gênesis 1:27).
2. A IMAGEM DE DEUS NO HOMEM.
(1) Considerada Negativamente.
A imagem de Deus no homem não consistiu de uma trindade análoga à trindade divina. Já discutimos isto circunstanciadamente no capítulo sobre "Os Elementos da Natureza Humana". Nesse capítulo mostramos que o homem consiste não de três partes senão de duas; e, se ele consistisse de três partes, que membro da trindade representaria o corpo do homem?
(2) Considerada Positivamente.
A imagem de Deus no homem consistiu de duas coisas, a saber:
A. Santidade.
Nisto teve o homem uma semelhança moral com Deus. Ao afirmarmos que santidade foi uma parte da imagem de Deus no homem, queremos dizer que, na criação do homem, Deus comunicou as faculdades humanas uma inclinação reta. A santidade deve ter sido parte da imagem de Deus no homem porque santidade é o atributo fundamental de Deus. Que santidade foi uma parte da imagem original de Deus no homem está também confirmado pelo fato que ela se comunica na renovação da imagem de Deus na regeneração (Efésios 4:24; Colossenses 3:10). Isto está confirmado mais além por Eclesiastes 7:29.
A semelhança moral original do homem com Deus constitui em mais que mera inocência. Foi santidade positiva. Só isto pode satisfazer a afirmação que o homem foi feito à imagem de Deus. Se inocência fosse bastante para satisfazer essa afirmação, então seriamos obrigados a concluir que cada criancinha nasce na imagem moral de Deus, o que a Escritura nega (Salmos 51:5; 58:3; Jeremias 17:9).
B. Personalidade.
Nisto o homem tem uma semelhança natural com Deus. A personalidade pode ser definida como auto-concienciosidade e autodeterminação. A primeira é a habilidade do homem em conhecer-se distintamente de tudo o mais e de analizar-se. A segunda é o poder de fazer escolhas em vista de motivos. Tais escolhas envolvem a razão e o juízo; e, quando se relacionam com assuntos morais, envolvem consciência.
É a personalidade que distingue o homem num modo natural do bruto. O bruto tem senso íntimo, mas não auto-concienciosidade. Nenhum bruto jamais pensou "Eu". Nenhum bruto jamais se deteve para analizar-se. Um bruto nunca reflete sobre sua própria natureza em distinção de tudo mais. Ele nunca se empenha em introspecção. Nem o bruto faz escolhas em vista de motivos. Suas ações são determinadas por instintos e por influencias de fora. Assim, o bruto tem determinação, mas não autodeterminação. Que o bruto se move por instinto mais do que por escolha em vista de motivos está evidenciado pelo fato que os brutos nunca melhoram nos seus métodos de fazer as coisas.
Que a personalidade foi uma parte da imagem de Deus no homem está evidenciado pelo fato que o homem decaído, falto de santidade, ainda se diz estar na imagem de Deus. Vide Gênesis 9:6; I Coríntios 11:7; Tiago 3:9.
II. A QUEDA DO HOMEM
A santidade original do homem não era imutável. A mutabilidade é uma característica necessária da natureza humana. Imutabilidade requer infinidade de conhecimento e poder. A infinidade é uma característica só da divindade. Portanto, desde que Deus desejou criar o homem e não um deus, Ele fez Adão mutável. Isto tornou possível a queda. Notemos, então, em referência à queda:
1. O FATO EM SI.
Em Gênesis 3 temos a narrativa da queda. De modo que a queda é um fato revelado. Também é um fato que é evidente, como já o indicamos.
2. O PROBLEMA EM SI.
Quando vimos estudar a queda do homem, somos abordados pelo problema de como um tal ser, como Adão foi, pode cair. Notemos a respeito deste problema:
(1) Uma explicação errônea.
Algumas vezes uma explicação do problema da queda do homem é tentada por representar-se o seu estado original como um de mero equilíbrio no qual foi tão fácil escolher o erro como foi escolher o direito. Em outras palavras, a vontade estava tal estado de indiferença e tão suscetível de agir de um modo como de outro. Uma noção tam como esta reduz o estado original do homem a uma condição de mera inocência em vez de santidade positiva. Já tocamos nisto e confiamos em que mostramos que, mera inocência, não satisfaz a afirmação que o homem foi criado na imagem de Deus.
(2) A explicação direita.
Não devemos ver a dificuldade insuperável aqui reconhecida por muitos. Pensamos que a dificuldade encontra uma explicação satisfatória nos seguintes fatos:
A. Adão era mudável.
Já discutimos este fato.
B. Sendo mudável, só podia permanecer firme no seu estado original pelo poder de Deus.
Vide o capítulo sobre "A Relação de Deus com o Universo". Nada fica na sua própria força inalterado exceto aquilo que é imutável.
C. Deus podia justa e santamente permitir a Adão cair se Lhe agradasse.
Desde que Deus permitiu o pecado, ninguém objeta à permissão da queda, salvo aqueles que queiram criticar Deus.
D. Deus, tendo escolhido permitir a queda, retirou de Adão o Seu poder sustentador e a natureza de Adão degenerou tanto como o universo inteiro cairia aos pedaços se Deus retirasse o Seu poder sustentador e conservador por um só instante.
3. OS RESULTADOS EM SI.
(1) O primado de Adão.
Quando Adão provou a corrupção de sua natureza, ele não ficou como simples individuo senão como o cabeça natural da raça. O primado natural de Adão está claramente ensinado no capítulo quinto de Romanos. O seu primado ali não se apresenta como simples primado federal. Adão não pecou meramente por nós, como se ele fosse o mero cabeça federal da raça; nós pecamos nele (Romanos 5:12).
(2) Os efeitos da queda.
A. Sobre Adão e Eva.
Adão e Eva sofreram a corrupção de sua natureza, a qual lhes trouxe ao mesmo tempo morte natural e espiritual.
B. Sobre a Raça.
O efeito total da queda de Adão sobre a raça é a corrupção da natureza da raça, a qual traz a raça a um estado de morte espiritual e a torna sujeita à morte física.
Os descendentes de Adão são feitos responsáveis, não pelo ato manifesto de Adão em participar do fruto proibido senão pela apostasia interior de sua natureza de Deus. Não somos pessoalmente responsáveis pelo ato manifesto de Adão porque o seu ato manifesto foi o ato de sua própria vontade individual. Mas, nossa natureza, sendo uma com a dele, corrompeu-se na apostasia de sua natureza dele. Daí, o efeito da queda sobre a raça não consiste tanto da culpa pessoal pelo ato manifesto de Adão como da corrupção da natureza da raça. Não somos responsáveis por qualquer coisa de que não podemos arrepender- nos quando vivificados pelo Espírito de Deus. Está qualquer homem hoje convicto do pecado de Adão de participar do fruto proibido? Mas nós nos sentimos convictos e podemos e nos arrependemos da corrupção de nossas naturezas, corrupção que se manifesta em rebelião contra Deus e em transgressões pessoais. Não cremos que a Escritura ensine mais do que isto a respeito dos efeitos da queda sobre o raça. Para uma discussão de João 1:29 a este respeito, vide o capítulo sobre a expiação.  
4. A DIFERENÇA ENTRE ADÃO E EVA NA QUEDA.
A narrativa do Gênesis não faz diferença vital entre Adão e Eva na queda, mas uma distinção está claramente apresentada em 1 Timóteo 2:14, onde se diz que Eva foi enganada e Adão não. Isto quer dizer que Eva caiu em transgressão porque ela foi levada a pensar que o aviso de Deus não era verdade e que ela não morreria como uma penalidade por participar do fruto proibido. Mas com Adão foi diferente: ele não duvidou da Palavra de Deus; ele pecou porque preferiu ser expulso do Éden com sua esposa antes que ficar no Éden sem sua esposa.
Muita vez se pensa que os fatos acima ligam maior culpa ao pecado da mulher do que ao pecado de Adão, ao passo que o reverso é que é verdade. O homem pecou por meio da escolha voluntária e cônscia da amizade de sua esposa, antes que a de Deus. Nada disto foi verdade do pecado de Eva.
5. POR QUE DEUS PERMITIU A QUEDA?
Não foi porque Deus foi compelido a permiti-la. Deus é soberano e faz tudo livremente. Não foi porque Lhe faltasse o poder. Conquanto Deus fez o homem mudável, o que foi necessário, como temos mostrado, contudo Ele podia ter conservado o homem do pecado sem a violação da vontade ou de qualquer princípio. Podemos dar apenas uma resposta à pergunta acima. É que Deus permitiu a queda para prover o meio para a glorificação do Seu Filho na redenção.
6. A QUEDA E A SANTIDADE DE DEUS.
Talvez a razão carnal jamais fique satisfeita com qualquer explicação da queda em relação com a santidade de Deus. Como podia um Deus santo permitir o pecado quando Ele teve todo o poder de impedir? De que Ele teve esse poder não pode ser duvidado. E ao passo que a razão carnal não se satisfaça nunca, contudo a fé na Palavra de Deus satisfaz a nova mente em que a permissão do pecado por Deus está perfeitamente consiste com a Sua santidade. Teve-se o poder de impedir o pecado e não o fizemos, seriamos culpados do mal, mas Deus é diferente de nós: somos dependentes e, portanto, responsáveis. Deus é independente e, portanto, responsável a ninguém. Quando nós conhecermos como somos conhecidos, então poderemos entender completamente como a permissão para pecar é perfeitamente compatível com a perfeita santidade de Deus.
 
Apostila Setes
Teologia Sistemática


quinta-feira, 5 de junho de 2014

QUANDO DEUS RESPONDE A ORAÇÃO?

Quando Deus responde a oração? © AUTOR: Pr. Welfany Nolasco Rodrigues -Tema: ORAÇÃO
-Introdução: Estamos acostumados a respostas rápidas e queremos retorno automático quando enviamos uma mensagem por e-mail, SMS, rede social ou bate papo. Mas se não abrirmos a mensagem não saberemos a resposta. Quanto à oração, não somos nós que dizemos quando a resposta virá, mas Deus sabe o momento certo de responder. Como saber quando Deus vai responder? Vamos refletir em doze momentos (como um relógio) que mostram quando Deus responde: 1- Antes mesmo de Falarmos: Salmos 139.4 “Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, SENHOR, já a conheces toda” Antes de abrirmos a boca para pedir a resposta já veio porque Deus tem todas as suas promessas para nós. Mesmo assim é preciso dizer declarando a fé para que haja legalidade no reino espiritual (Marcos 11.22). Deus nos responde antes de pedirmos! 2- Enquanto estamos Orando: Isaías 65.24 “E será que, antes que clamem, eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei” Durante o momento de oração, Deus está ouvindo como alguém atento que já escuta acenando a cabeça favoravelmente e concordando. Enquanto estamos orando Deus já dá sinais aos seus anjos para agir em nosso favor e o Espírito Santo se move em nosso íntimo como resposta para nossas vidas (Romanos 8.26). Deus nos responde enquanto estamos orando! 3- Quando Pensamos: Efésios 3.20 “Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós” Até o que não pedimos, mas pensamos ou desejamos com o coração (Salmos 37.4), Deus sabe e nos atende de maneira superior ao que imaginamos. O Senhor conhece cada uma de nossas necessidades (Filipenses 4.19) e sempre faz mais do que pedimos e supera nossas expectativas. Deus nos responde até o que pensamos ou desejamos! 4- Segundo a Sua Vontade: I João 5.14 “E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve” Uma das condições para que a oração seja respondida é que seja de acordo com a vontade de Deus. O Senhor jamais faria algo de errado ou que não seja conforme seus planos soberanos para nossas vidas (Jeremias 29.11). Por isso antes de orar precisamos conhecer a Palavra de Deus e saber se o que pedimos é aprovável diante do Senhor, pois sendo assim a vitória é garantida. Deus nos responde quando pedimos segundo a sua vontade! 5- Quando acreditamos: Marcos 11.24 “Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco” Outra condição para que a oração seja respondida é a fé. Mesmo que você fale corretamente, ore de acordo com a vontade de Deus e seja sincero de mente e coração, não seria suficiente se não acreditar verdadeiramente, pois “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hebreus 11.6). O momento certo da resposta é quando acreditamos e às vezes precisamos passar um longo tempo de oração para alimentar a fé e aprender a crer. Deus nos responde quando cremos! 6- Quando pedimos em nome de Jesus: Joao 14.14 “Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei” Jesus pagou na cruz por nossa salvação e todas as bênçãos por nós. Seria como um crédito que você tenha em seu nome e mande alguém resgatar e para isso precisará citar seu nome ou uma senha. O nome de Jesus garante tudo que devemos pedir em oração. Quando Deus ouve nossos pedidos e falamos o nome de Jesus, especial atenção é dada a este detalhe tão importante. Deus nos responde quando pedimos em nome de Jesus! 7- No tempo de Deus: Eclesiastes 3.1 “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu” Deus nunca se atrasa. O Senhor sabe o momento certo de nos responder. Enquanto isso nos ouve atentamente e com muito amor. Na verdade não somos nós que esperamos Deus responde e sim o Senhor quem nos espera estarmos prontos para receber a resposta. Como um pai sabe o que é melhor para um filho, Deus também tem o melhor para nossas vidas (Mateus 7.9-11). Deus nos responde no tempo certo! 8- Com Perseverança: Lucas 18.7 “Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los?” Se vamos esperar o tempo de Deus, devemos ser perseverantes até o momento da resposta. A insistência é uma prova da certeza e de que estamos preparados de “todo o coração” (Jeremias 29.13). Nunca podemos desistir de nossos sonhos e devemos orar “sem cessar” (I Tessalonicenses 5.17). Deus nos responde quando somos perseverantes! 9- O Coração quebrantado: Isaías 57.15 “Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos” Um ditado popular diz que ‘Deus não dá asas a cobra’ e significa que o Senhor sabe o que tem dentro de cada um de nós, bem como nossas verdadeiras intenções. Muitas pessoas se tornam soberbas assim que começam a prosperar e por isso não são abençoadas por Deus. Então o Senhor não avalia a beleza de nossas palavras em oração e sim como está o nosso coração. Quando o coração está quebrantado e humilde diante de Deus, até uma lágrima se torna em oração para Deus (Salmos 51.17). Deus nos responde quando estamos com o coração quebrantado! 10- Com Sinceridade: Salmos 145.18 “Perto está o SENHOR de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade” O ser humano é incoerente e contraditório. Um dia pensamos de uma maneira e outro dia de outra forma. Cada uma de nossas palavras é ouvida por Deus, mas o que realmente tem valor é o que pensamos e sentimos se está de acordo com o que falamos. Por isso precisamos alinhar nosso coração com lábios e mente para que sejamos sinceros diante de Deus. Além disso, devemos nos aproximar de Deus através do sangue de Jesus (Hebreus 10.20) confessando os nossos pecados para que estes não impeçam nossas orações (Salmos 66.17-20). Deus nos responde quando somos sinceros! 11- Assim que precisamos: Salmos 18.6 “Na minha angústia, invoquei o SENHOR, gritei por socorro ao meu Deus. Ele do seu templo ouviu a minha voz, e o meu clamor lhe penetrou os ouvidos” Deus sabe de tudo o que precisamos (Mateus 6.32) e na hora certa que mais carecemos, Ele vem em nosso socorro. Muitas vezes o Senhor deixa para atender em momentos mais difíceis de maneira que o milagre seja ainda maior. Além disso, Deus não nos permite uma luta maior que podemos suportar (I Coríntios 10.13). Uma certeza que temos é que a resposta é garantida. Deus nos responde na hora que mais precisamos! 12- SEMPRE: II Crônicas 7.15 “Estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração que se fizer neste lugar” Não também é resposta. Às vezes Deus está respondendo que não é o momento certo e achamos que não nos atende. Parece que só entendemos se for do jeito que queremos e do contrário ficamos insensíveis a perceber a resposta. Mesmo que Deus diga que devemos esperar ou que ainda não estamos preparados Deus sempre responde. Deus responde orações o tempo todo! Há uma resposta para sua oração! -CONCLUSÃO: Salmos 55.19 “Deus ouvirá e lhes responderá, ele, que preside desde a eternidade, porque não há neles mudança nenhuma, e não temem a Deus” O grande evangelista do século XVII João Wesley dizia que ‘Deus não faz outra coisa senão responder a orações’. A agenda de Deus está sempre cheia de compromissos e todos eles são respostas para orações. Por isso Deus nem dorme para cuidar de nós (Salmos 121.4). Esta é uma certeza que devemos ter em nossas vidas e todas as vezes que oramos já podemos agradecer pela resposta que certamente virá. Deus responde a sua oração!

O AVISO DO ATALAIA

O aviso do Atalaia © AUTOR: Pr. Welfany Nolasco Rodrigues -Tema: MISSÃO
Ezequiel 3.17-21 e 33.2-9
-Introdução: Atalaia é um vigilante e sua função é vigiar e avisar do perigo. A sua responsabilidade é muito grande e não pode dormir. Deve ficar de sentinela e a qualquer sinal de perigo se põe em alerta tomando as devidas providências. Neste contexto Ezequiel estava cativo na Babilônia e naquele tempo as cidades tinham muralhas com torres onde fitavam os seus vigias, chamados de atalaias. Os atalaias geralmente moravam em casas anexas aos muros da cidade, trabalhavam em turnos e vigiavam dia e noite. Quando via qualquer sinal de perigo ou movimento estranho, ficava atento e assim que percebia ser um inimigo, o atalaia tocava a trombeta e anunciava o perigo para que se fechassem as portas da cidade e o povo se armasse se colocando em posição de ataque. Deus chamou Ezequiel de atalaia porque era um profeta. Como cristãos também somos atalaias porque estamos sobre urna torre forte que é o Senhor (Provérbios 18.10) e temos que vigiar o tempo todo (Mateus 24.42) para anunciar ao mundo que o inimigo se aproxima e declarar guerra contra o pecado. Você se mantém vigilante? Vejamos então alguns pontos sobre o atalaia: 1- Os OUVIDOS do Atalaia: O atalaia ouve a voz de Deus. Sua obrigação é anunciar o perigo porque está num lugar alto e de privilégio, mas não tem que falar de algo que não viu nem ouviu. Devemos falar o que o Senhor nos mostrou ou falou: Ezequiel 3.16b “Veio a mim a Palavra do Senhor dizendo” Ezequiel 3.22b “e Ele me disse” Ezequiel 3.27 “Quando eu falar contigo” Ezequiel 33.7 “Ouvirás a Palavra da minha boca” Deus fala com o seu atalaia para que ele tenha o que dizer, orientando o povo quanto ao perigo. Ezequiel 3.22b “Levanta-te sai ao vale e eis que ali eu falarei contigo” Ezequiel 3.23a “Então me levantei e sai ao vale e eis que a glória do Senhor estava ali” Ezequiel 3.24a “Então entrou em mim o Espírito e me pés em pé; e falou comigo” Quando Ezequiel foi ao local em que Deus marcou com ele, Deus já estava à sua espera. Porque Deus anseia em se encontrar conosco. Devemos estar onde o Senhor quer que estejamos para falar conosco: a presença Dele. Quando confessamos a Jesus Cristo como nosso Salvador e Senhor, temos o Espírito Santo (I Coríntios 12.3) e se temos o Espirito ouvimos a voz de Deus porque Ele fala em nós. Atalaia: ouça a voz de Deus! 2- Os PÉS do Atalaia: O Atalaia deve estar de pé e posicionado vigilantemente fazendo a ronda. Deus nos protege com sua mão porque somos seus atalaias e Ele nos manda nos levantarmos e nos dispormos para vigiar e ouvir sua voz. Ezequiel 33.7 “A ti ó filho do homem, te constitui por atalaia sobre a casa de Israel” Ezequiel 33.22a “a mão do Senhor estava sobre mim, e Ele me disse: levanta-te” Ezequiel 33.4a “Então entrou em mim o Espirito, e me pôs em pé, e falou comigo” O Espirito Santo é que entra em nós e nos levanta e fala conosco. O Senhor pode estar te enchendo do seu Espírito e te levantando para que você seja alguém que ouve a voz de Deus. Atalaia: permanece de pé na presença de Deus! 3- A BOCA do Atalaia: Dar o aviso é uma questão de vida ou morte tanto para quem ouve como para quem fala (Ezequiel 33.4-6). A mensagem, pregação é chamada de aviso (7 vezes) isso porque Deus sempre envia a palavra antes. Um aviso é uma noticia de algo que ainda vai acontecer. Deus sempre nos prepara para as lutas. O atalaia tem que dar o aviso o mais rápido possível e não pode dar tempo ao inimigo de se aproximar. Quanto antes avisar mais dá para preparar e se defender. Quando o atalaia não toca a trombeta avisando, ele é morto ou pelos inimigos que ajudou ou pelos amigos que traiu. Mas se avisar, pelo menos foi justo, cumpriu a sua tarefa e não tem culpa se alguém não se preparou. Ezequiel 3.17c “avisá-las-á da minha parte” Ezequiel 3.27b “assim diz o Senhor” Nós falamos o que Deus disse e Ele fala através de nós. E não temos que arranjar o que falar, nossa única obrigação é repetir tudo o que vimos e ouvimos de Deus. Toda vez que entregava uma mensagem, Ezequiel dizia “veio a mim a palavra do Senhor dizendo” (Ezequiel 3.16) e começa a dizer o que Deus falou. O nosso dever é esse, dizer que foi Deus quem nos falou e já começar a falar as palavras de Deus. A boca do Atalaia faz o eco da voz de Deus na terra. Atalaia: fale as palavras de Deus! 4- Os OLHOS do Atalaia: O atalaia tem uma visão privilegiada e sempre está atento. Mas se as pessoas não acreditaram no que o atalaia diz ter visto, a culpa não será do atalaia e sim de quem não aceitou o aviso. Da mesma forma o cristão é atalaia porque se assenta nos lugares celestiais (Efésios 2.6) e tem uma visão espiritual que o mundo não tem. Ezequiel 3.19 “se avisares o perverso, e ele não se converter da sua maldade e do seu caminho perverso, ele morrerá na sua iniquidade, mas tu salvaste a tua alma” Ezequiel 3.21 “se tu avisares o justo, para que não peque, e ele não pecar, certamente, viverá, porque foi avisado; e tu salvaste a tua alma” Se falarmos e a pessoa se converter do seu pecado, a sua alma é salva e nós não somos castigados. Não precisamos nos preocupar, com os resultados porque o Espírito Santo é que convencerá a pessoa do pecado (João 16.8) temos que fazer a nossa parte e Deus fará o resto. Muitas pessoas estão nas trevas e não conseguem ver espiritualmente (I Coríntios 2.14). Atalaia: veja com olhos espirituais! 5- O SANGUE do Atalaia: Deus nos cobra o sangue da pessoa que precisa ouvir. Muitas vezes o Senhor nos dá uma palavra que é uma mensagem evangelística e nós temos a responsabilidade de entregar este recado de Deus porque se não o ímpio morre no pecado e n6s somos os culpados por não avisá-lo. Deus nos cobrará cada palavra que nos deu se não entregamos, e seremos castigados por isso. Ezequiel 3.18 “quando eu disser ao ímpio” Ezequiel 3.18 “o seu sangue, da tua mão o requererei” Ezequiel 33.8 “se não o avisares” Também para os justos, Deus nos dá uma palavra de edificação e exortação quando vemos que o pecado está se aproximando dele. E a justiça da pessoa não a salvará se ela cair em pecado (Romanos 6.23). Ezequiel 3.20 “não serão lembradas as suas ações de justiça que tiver praticado” Ezequiel 3.20c “no seu pecado morrer” Ezequiel 3.18c “aquele ímpio morrerá” Nós temos a responsabilidade sobre a palavra que não entregamos e o sangue da vítima nos será cobrado. Se avisarmos o ímpio e ele não se converter do seu mau caminho, ele morrerá. Mas não temos mais responsabilidade sobre a palavra nem sobre a pessoa depois que avisamos e este tem que se responsabilizar pelo pecado, pois já sabe da verdade. Atalaia: o sangue de inocentes será cobrado! O Atalaia ouve a voz de Deus, vê o que Deus mostra e fala as palavras de Deus! -CONCLUSÃO: Deus nos chama, nos fala e nos levanta para sermos seus Atalaias. Nossa tarefa é abrir os olhos para ver e os lábios para anunciar a mensagem do Senhor. Transferimos responsabilidade sobre a Palavra ao entregá-la. O Senhor tem falado conosco e nos chamado para vigiar, sermos Atalaias e tocarmos a trombeta avisando quando o pecado vem, quando o diabo se aproxima, para que o povo possa se armar com a armadura do Senhor e fechar as portas para o adversário. Atalaia: Toque a trombeta e anuncie guerra contra o pecado!

HOMENS QUE DEUS MUDOU O NOME

Homens que Deus mudou o nome -Tema: CONVERSÃO
“O Espírito do SENHOR se apossará de ti, e profetizarás com eles e tu serás mudado em outro homem” I Samuel 10.6 -Introdução: O encontro com Deus marca a vida de uma pessoa para sempre. Torna-se uma nova criatura (II Coríntios 5.17) um filho de Deus (João 1.12). Para alguns personagens bíblicos esta mudança de vida foi simbolizada pela mudança do nome da pessoa. Ao receber um novo nome tem a garantia e a responsabilidade de ser uma pessoa diferente. O nome é a forma como uma pessoa é chamada e se todas as vezes que alguém lhe pronunciar seu nome se lembrar da promessa de Deus com certeza nunca se esquecerá que foi nomeado para ser abençoado pelo Senhor. Esta mudança de nome é uma estratégia do Senhor para lembrar seus servos de que os abençoará. Você quer mudar de vida? Vamos aprender um pouco sobre os quatro homens que Deus mudou o nome: 1- Abrão > Abraão: Gênesis 17.5 Abrão = pai grande ou pai elevado; Abraão = pai de muitas nações ou povos; O nome de Abrão que significa pai grande ou pai elevado, foi mudado para Abraão, profetizando que seria pai de muitas nações ou povos. Antes desta mudança, quando as pessoas chamavam Abrão de ‘pai elevado’ ele possivelmente sentia um incômodo porque não tinha filhos. Mas agora, sempre que alguém lhe chamasse Abraão aumentaria sua certeza de um dia ter muitos filhos. Como uma propriedade que é registrada em nome de uma pessoa ou uma encomenda endereçada para o nome de alguém, assim são as promessas do Senhor para nós. Cada bênção da Bíblia pode ser colocada para seu nome, tomando posse da Palavra. Se você é um servo de Deus saiba que há promessas do Senhor com seu nome! 2- Jacó > Israel: Gênesis 35.10; 32.28 Jacó = enganador ou trapaceiro, suplantador ou usurpador, literalmente “aquele que segura pelo calcanhar”. Israel = príncipe de Deus, vencedor, que reina com Deus. O nome de Jacó que significava trapaceiro foi mudado para Israel com sentido de príncipe de Deus. Antes Jacó tinha orgulho de ser um homem esperto, mas ao ter um encontro com Deus aprendeu que não tinha que tentar conseguir o que deseja por si mesmo, pois já tinha sido conquistado por Deus para ser um príncipe de seu povo. Ao dar o nome de Israel, Deus estava lhe garantindo que seria um vencedor e que não precisava mais usar métodos humanos para vencer. Deus estaria lutando com ele todas as suas batalhas e lhe dando a vitória. Se você é chamado como servo de Deus, saiba que é um Vencedor! 3- Simão > Pedro: Marcos 3.16 Simão = inconstante, aquele que ouve; Pedro = rocha, pedra, firmeza; O nome de Simão que significa ‘aquele que ouve’ com sentido de uma pessoa passiva e inconstante foi mudado para Pedro, indicando que deveria ser firme como uma rocha e ativo como um homem seguro e decidido. Jesus queria trabalhar o temperamento de Simão para o preparar para as lutas que enfrentaria. Mais tarde Pedro usaria este termo cinco vezes em sua carta (I Pedro 2.4,5,6,7,8) ensinando o povo a ser “pedras vivas” a exemplo de Jesus que é a “a Pedra angular” ou “Pedra que vive”. Fazendo isso, Pedro estava assumindo para si o novo nome e nova personalidade que Jesus lhe deu. Deus tem te chamado para transformar sua vida totalmente! 4- Saulo > Paulo: Atos 13.9 Saulo = o grande; Paulo = o pequeno; O nome de Saulo, que significa ‘o grande’ caracterizava seu temperamento como um homem exaltado e orgulhoso. Saulo estava acostumado com uma vida cheia de privilégios e ser atendido por todos como uma autoridade. Jesus chamou-o de Paulo, com sentido de ‘o pequeno’ para lhe ensinar a ser mais humilde. Com o tempo, Paulo foi absorvendo esta característica ensinada por Jesus deixando suas vaidades e obstinação. Certa vez afirmou ser “o menor de todos os santos” (Efésios 3.8) mostrando que tinha aprendido a lição e ensinava seus discípulos a “não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação” (Romanos 12.3). Como servo de deus você é chamado para ser humilde! Sua vida pode mudar! -CONCLUSÃO: Ao nascer de novo (João 3.7) nos tornamos uma nova criatura (II Coríntios 5.17) e devemos assumir nosso novo nome. Se antes você tinha um nome ruim na comunidade, seu nome é mudado para um “bom nome” (Provérbios 22.1). Os discípulos de “Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos” (Atos 11.26) por sua conduta ser semelhante a Cristo ganharam este novo nome. Assim também devemos seguir o exemplo de Jesus para levarmos seu nome conosco. A mudança na vida destes homens é uma prova de que qualquer pessoa pode mudar. Contudo quem muda o homem não é ele mesmo e sim o Senhor Deus que o criou é o único que pode mudar sua vida. A Bíblia promete que quando chegarmos aos céus “gravarei também sobre ele o nome do meu Deus, o nome da cidade do meu Deus ... e o meu novo nome” (Apocalipse 3.12) além de uma “pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe” (Apocalipse 2.17). Você gostaria de receber um novo nome? O mesmo Deus que te criou quer transformar seu viver!

terça-feira, 22 de abril de 2014

sexta-feira, 18 de abril de 2014

esboços.(10,11)

MENSAGEM NUMERO 10
O Líder Cristão Texto base: Mt.20.25-28 Conceito de liderança segundo Jesus Cristo Texto base: Mt.20.25-28 Introdução - Quando Jesus veio já estavam desenvolvidos grandes conceitos como a democracia. O que Cristo poderia acrescentar ao assunto “liderança”? Jesus não veio acrescentar, mas revolucionar os conceitos existentes. 1- Jesus foi o maior líder e o maior formador de líderes da história. “Líderes não criam seguidores - criam mais líderes” Tom Peters. 2 – O grupo dos discípulos – uma escola de líderes Num grupo de 12 líderes é possível haver situações difíceis - todos querem mandar e ninguém quer obedecer. “Existem muitos caciques, mas nenhum índio”. Surgiu um ambiente de competição – qual deles seria o maior? Mt.18.1-4; Lc.9.46; Quem seria o líder dos líderes? 3 - Jesus revolucionou o conceito de liderança (Mt.20.25-28) quando mostrou aos discípulos que o líder cristão é um servo (Mt.23.11; Mc.9.33-35; Lc.22.24-27). Eles devem ter ficado surpresos e decepcionados. Não se deve buscar a liderança por status, riqueza ou superioridade. “O pastor é um servo das ovelhas. Ele existe por causa delas e não elas por causa dele”. (Ken Blanchard). 4 – O próprio Jesus foi um líder-servo (Fp.2.5-8). O que ele mandou ele fez (deu exemplo), (exceto arrepender-se). Ele pregou o evangelho, curou, ressuscitou mortos, expulsou demônios, foi perseguido, sofreu e morreu. O líder vai à frente, faz primeiro, mostra como fazer. Ele lavou os pés dos discípulos (João 13). O líder autoritário mandaria que alguém lavasse seus pés. Ele veio servir e dar a sua própria vida. O líder não deve apenas fazer exigências, mas doar-se. 5 – Lições do Salmo 23 – relação pastor e ovelhas – relação Deus e o salmista – exemplo para os líderes cristãos – O líder – um pastor – cuida com amor, alimenta, conduz, auxilia, protege, busca a ovelha perdida. “Guia-me mansamente”, com bondade e misericórdia. O bode precisa de rigor, mas não se pode achar que haja somente bodes no rebanho. O pastor não é o dono das ovelhas. Deve cuidar delas sabendo que vai prestar contas ao Senhor (IPd.5.2-4; Heb.13.17). Conclusão – Trate seus liderados como você gostaria que Deus lhe tratasse. Seja amoroso e justo. Quando o Senhor vier, ele recompensará aqueles que tiverem cuidado bem de suas ovelhas. “Os que a muitos ensinam a justiça, resplandecerão como as estrelas, para sempre e eternamente” Dn.12.3. ______________________________ MENSAGEM NUMERO 11 José na casa de Potifar Texto: Gn. 39.1-23 Introdução: A realidade de José era bem diferente dos seus sonhos, mas ele continuava fiel ao Senhor. 1- José demonstrou compromisso pessoal com Deus. Estando longe da sua terra e da sua família, José não tinha quem o vigiasse no que se refere ao seu comportamento, mas ele continuava fiel, pois tinha uma experiência pessoal com Deus. 2- José viveu uma contradição: um servo de Deus servindo a um ímpio. Isto pode parecer inaceitável, contrário à expectativa e ao conceito de prosperidade, mas José não reclamou. No futuro tudo seria corrigido pois ele se tornaria governador. 3- José foi um escravo exemplar. Ele poderia viver revoltado e fazer as coisas de qualquer maneira, mas trabalhava com excelência (Ef.6.5-8). O servo de Deus precisa fazer o melhor onde quer que esteja: na escola, no trabalho, em casa, etc. Quem é fiel no pouco será fiel no muito (Lc.16.10). 4- José foi um escravo próspero. Isto não combina com alguns conceitos de prosperidade. Ser próspero é ser bem sucedido, mesmo que não sejamos ricos. José seria também um prisioneiro próspero e exemplar. 5- José resistiu à tentação. O pecado poderia colocar tudo a perder. José poderia morrer antes de chegar ao governo. Mas isto não aconteceu. Ele resistiu. Sendo homem, fugiu de uma mulher. Isto é contrário à mentalidade mundana. Hoje, sua masculinidade seria questionada. José foi fiel a Deus. 6- José sofreu uma injustiça. Ele foi acusado de adultério e Deus não interferiu para impedir sua prisão injusta. É provável que ele tenha orado, mas Deus não respondeu. Por quê? A prisão fazia parte do caminho para o palácio. 7- Deus estava com ele. Este foi o segredo da vitória de José. Caminhando com Deus, José chegou ao palácio do Egito. Precisamos andar com Deus para alcançarmos vitória e chegarmos ao céu. _____________________________ MENSAGEM NUMERO 12 José na casa de Potifar Texto: Gn. 39.1-23 Introdução: A realidade de José era bem diferente dos seus sonhos, mas ele continuava fiel ao Senhor. 1- José demonstrou compromisso pessoal com Deus. Estando longe da sua terra e da sua família, José não tinha quem o vigiasse no que se refere ao seu comportamento, mas ele continuava fiel, pois tinha uma experiência pessoal com Deus. 2- José viveu uma contradição: um servo de Deus servindo a um ímpio. Isto pode parecer inaceitável, contrário à expectativa e ao conceito de prosperidade, mas José não reclamou. No futuro tudo seria corrigido pois ele se tornaria governador. 3- José foi um escravo exemplar. Ele poderia viver revoltado e fazer as coisas de qualquer maneira, mas trabalhava com excelência (Ef.6.5-8). O servo de Deus precisa fazer o melhor onde quer que esteja: na escola, no trabalho, em casa, etc. Quem é fiel no pouco será fiel no muito (Lc.16.10). 4- José foi um escravo próspero. Isto não combina com alguns conceitos de prosperidade. Ser próspero é ser bem sucedido, mesmo que não sejamos ricos. José seria também um prisioneiro próspero e exemplar. 5- José resistiu à tentação. O pecado poderia colocar tudo a perder. José poderia morrer antes de chegar ao governo. Mas isto não aconteceu. Ele resistiu. Sendo homem, fugiu de uma mulher. Isto é contrário à mentalidade mundana. Hoje, sua masculinidade seria questionada. José foi fiel a Deus. 6- José sofreu uma injustiça. Ele foi acusado de adultério e Deus não interferiu para impedir sua prisão injusta. É provável que ele tenha orado, mas Deus não respondeu. Por quê? A prisão fazia parte do caminho para o palácio. 7- Deus estava com ele. Este foi o segredo da vitória de José. Caminhando com Deus, José chegou ao palácio do Egito. Precisamos andar com Deus para alcançarmos vitória e chegarmos ao céu. _______________________________

ESBOÇOS.(7,8,9)

MENSAGEM NUMERO 7
O homem que andou com Deus Texto: Gn.5.21-24 Introdução: O cap.5 de Gn. fala de muitos personagens que nasceram, tiveram filhos e morreram. Enoque, porém, foi colocado em evidência por ter sido diferente dos demais. É verdade que ele nasceu, teve filhos e filhas. Afinal, Enoque não era um alienígena. Contudo, o texto não diz que ele morreu. Numa época de corrupção, Enoque andou com Deus. Tendo sido diferente, teve um rumo diferente. 1- Andar com Deus é mais que uma simples prática religiosa, é relacionamento com Deus. Ser cristão é andar com Deus, vivendo conforme os preceitos de Cristo, pois ele é o caminho (João 14.6). 2- Andar com Deus é fazer a sua vontade, seguir o seu rumo, a sua direção (Salmo 40.8). Quem anda com Deus não é livre para fazer qualquer coisa ou ir a qualquer lugar, mas é livre de muitas coisas más. O que pode parecer restrição da liberdade é, de fato, garantia da liberdade. 3- Se um homem anda com Deus, ninguém pode impedi-lo de avançar (Rm.8.31). O Senhor garante o nosso progresso rumo aos alvos que ele tem para nós. 3- Quem anda com Deus nunca está sozinho ou desamparado (Salmo 37.25), pois tem o Senhor como companheiro, amigo e auxílio constante. Conclusão: Enoque não andou com Deus apenas por algum tempo. Ele foi perseverante (Mt.24.13). Se continuarmos no caminho, chegaremos ao bom lugar de Deus para nós. A experiência de Enoque tornou-se símbolo do arrebatamento da igreja. ______________________________ MENSAGEM NUMERO 8 O obreiro - um vaso de honra Texto: II Tm.2.14-26 Introdução: Para fazer seus milagres, Deus precisa de vasos disponíveis. Foi assim na multiplicação do azeite da viúva (II Rs.4) e na transformação da água em vinho (João 2). Deus pode fazer maravilhas quando nos apresentamos a ele como vasos disponíveis para a sua obra (At.9.15). 1- O material do vaso. Enquanto formos inflexíveis como a pedra, não poderemos ser usados. Ser inflexível é não perdoar, não aceitar correção, não se arrepender, não reconhecer o erro, não chorar, não querer mudar. Sejamos flexíveis como o barro nas mãos do oleiro (Jr.18.1-6). A lama não serve, pois representa instabilidade, insegurança e contaminação. O ouro e a prata serão muito úteis, mas terão que passar pelo fogo das tribulações para se tornarem flexíveis. 2- A condição do vaso. O vaso precisa estar limpo, por dentro e por fora. Aqui estão incluídos os pecados visíveis e os ocultos, do corpo e da alma, os que o homem vê e os que só Deus vê. 3- O conteúdo do vaso. Na bíblia encontramos vasos contendo água (João 2), vinho (João 2), perfume (Lc.7.37), azeite (II Rs.4), maná (Êx.16.33), tesouro (II Cor.4.7), vinagre (João 19.29), etc. Precisamos nos livrar do conteúdo maligno, o pecado guardado. Precisamos nos encher da palavra de Deus (Col.3.16) e do Espírito Santo (Ef.5.18). 4- A utilidade do vaso. Deus não precisa de vasos ornamentais. Não devemos ser apenas receptores, mas recipientes, que recebem, guardam, conservam e compartilham na hora certa. Precisamos compartilhar a palavra, a fé, o amor, a unção, etc. Conclusão: Coloque-se nas mãos do oleiro para que ele o transforme, limpe e use para a sua glória. ______________________________ MENSAGEM NUMERO 9 A história de José do Egito Texto: Gn.37.1-11. Introdução: Jacó tinha 12 filhos. José era diferente por ser o mais chegado ao pai, ter boa índole e experiência pessoal com Deus. 1- Os sonhos de José. Eram revelações e promessas de Deus para sua vida e para o benefício de muitos. O jovem tem muitos "sonhos": projetos para a vida, a profissão, o casamento, a família, o ministério, etc. Deus tem planos para cada um de nós. 2- As tribulações de José. O contraste entre o plano de Deus e a realidade aparente. A história de José parecia tomar um rumo oposto aos seus sonhos. Suas experiências foram: o poço, a escravidão, a acusação de adultério e a prisão. A situação de José parecia piorar cada vez mais. Entretanto, cada tribulação fazia com que ele chegasse mais perto do propósito final: o palácio de Faraó. Muitas vezes Deus não nos fala diretamente, mas nos conduz através das circunstâncias. 3- A fidelidade de José. Entre a promessa e a conquista existe tribulação e tentação. Isso esteve presente também na história de Israel entre a promessa da terra e a conquista da terra. As tribulações podem nos fazer enfraquecer diante da tentação, mas José não se deixou levar por isso. Ele não se contaminou com a mulher de Potifar. Muitas são as tentações sobre a vida do jovem. José foi fiel em todo lugar e em toda situação. O cristão deve ser exemplar, mesmo que seja na prisão ou no trabalho ou "no fundo do poço". 4- A vitória de José. Finalmente, José chegou ao governo do Egito. Caminho difícil, destino glorioso. O cristão terá vitórias na vida e a glorificação final quando Jesus voltar. Isso pode ser comparado com a entrada de Israel em Canaã. Porém, só entraram aqueles que foram fiéis durante a travessia do deserto. __________________________

ESBOÇOS.(4,5,6)

MENSAGEM NUMERO 4 O desafio de seguir a Cristo Texto-base: Jo.6:35-37,66-68 Introdução: Vida cristã não é uma filosofia. É andar com Jesus. É seguir a Jesus. Quem segue não escolhe a direção a ser tomada. Pergunta-chave: Até onde você está disposto a seguir a Cristo ? Vamos traçar um paralelo entre a vida cristã e o caminho de Israel entre o Egito e Canaã 1 - O início da caminhada: Conversão (encontro, libertação do Egito, primeiro amor). Em destaque: as bençãos - Os israelitas se enriqueceram com ouro e prata (Ex.12:35) Nesse ponto, Miriã dançou e cantou. Seguir a Cristo no momento da benção é muito fácil. 2 - O meio do caminho: Deserto - Provação, renúncia, benção sob medida (maná). Tempo de vencer ao diabo e vencer a si mesmo. Nesse ponto, Miriã se rebelou contra Moisés. Seu motivo para seguir Jesus será testado : pão terreno ou pão celestial ? (Hab.3:17-18). Você seguiria a Jesus sem bençãos ? Pode parecer absurdo. (Exemplos: teste do jovem rico e de Jó). 2.1 - Perspectiva incorreta sobre o cristianismo. Expectativas ilusórias: esperar apenas o que é agradável. Mat.13:20-21 - a semente entre as pedras (ofensa) - O convertido que não contava com tribulações (Teologia da Prosperidade). O objetivo do ser humano é apenas o bem-estar, conforto e felicidade. É o ter. Focalizamos o que é passageiro. 2.2. - A perspectiva correta: A visão de Deus é, sobretudo, a formação do caráter cristão em nós. É o ser. Focaliza o eterno. A maior experiência do cego de Jericó não foi enxergar, mas encontrar Jesus. 3 - O alvo e os obstáculos: Quem segue Jesus quer ir para onde ele vai. Jesus vai para junto do Pai. Vai para o céu, mas no caminho existe uma cruz. Você ainda quer segui-lo ? Queremos reinar com Cristo. Podemos beber o cálice que ele bebeu ? (Mc.10:35-40) Salmo 23:4 - Seguindo a Jesus no vale da sombra da morte. Quem perder a sua vida por amor de Cristo acha-la-á. (Mt.16:25). Os discípulos enfrentaram até mesmo a morte física. 4 - A chegada - A Canaã celestial para quem seguir a Cristo até o fim. Miriã não entrou em Canaã. Mat.12:29 - A recompensa Na Nova Jerusalém não haverá provações (Ap.21:1-5), mas, por enquanto, precisamos suportá-las. Conclusão: Jesus não dispensa seus seguidores. Ele nos ouve, nos perdoa e nos aceita. O problema é que muitos seguidores desistem, desviam do caminho. Escolha caminhar com Jesus. ______________________________ MENSAGEM NUMERO 5 A unção de Davi Texto: I Sm.16.1-13 Introdução: Deus mandou que Samuel ungisse um novo rei para Israel. Jessé reuniu quase todos os filhos para que o profeta indicasse qual deles seria o escolhido. Davi, porém, foi esquecido. 1- Davi foi desprezado. Davi era o filho mais novo. Era o menor, o último. Seus irmãos eram fortes e faziam parte do exército. Ele ficava cuidando das ovelhas. Até seu pai, Jessé, desprezou Davi, não imaginando que ele pudesse servir para ser rei de Israel. Samuel também foi influenciado pela aparência e pela força dos irmãos de Davi. O mundo julga as pessoas por sua aparência, seu nível educacional e suas posses materiais. Uma auto-imagem construída sobre tais conceitos pode trazer sentimentos de inferioridade (ou superioridade). 2- Davi foi escolhido. O nome de Davi significa “amado”. Embora tenha sido desprezado por todos, ele era amado por Deus. Mesmo que o mundo nos despreze, inclusive nossos amigos ou familiares, somos amados por Deus. Ele nos aceita com base no seu amor e não na nossa condição. Ele nos vê com base no seu plano para nós e não com base no que somos hoje. 3- Davi foi ungido. Ele recebeu a unção que o conduziria ao trono. Davi era o último entre seus irmãos, mas, pela unção de Deus, ele se destacou. Nenhum de seus irmãos conseguiu enfrentar o gigante Golias. Nenhum de seus irmãos chegou a ser rei de Israel. Conclusão: Não nos julguemos pelos valores mundanos. Não deixemos que tais valores sejam determinantes dentro da igreja. Busquemos a unção que nos fará vitoriosos. O óleo derramado sobre Davi representa o Espírito Santo. ______________________________ MENSAGEM NUMERO 6 O tempo de Deus Texto: Gn.40.9-23 Introdução: Deus nos dá promessas. Precisamos crer em Deus e em sua palavra. O Senhor deu sonhos a José e ele tinha fé suficiente. Porém, precisava também de paciência, pois a realização do propósito divino iria demorar. 1- José pediu ao copeiro que o ajudasse a sair da prisão. José tentou se beneficiar de um favor, um ato de influência junto a Faraó. O copeiro se esqueceu de José. Pedindo aos homens ou até mesmo a Deus, alguns dos nossos pedidos não serão atendidos (II Cor.12.8-9). José fugiu da tentação (Gn.39.12), como, de fato, deveria ter feito, mas não conseguiu fugir da tribulação. Não adianta tentar antecipar o tempo de Deus (Ec.3.1,11). 2- José ficou preso por mais 2 anos (Gn.41.1). A tribulação é persistente, duradoura, mas não é eterna. Deus tem o tempo exato para tudo. Se José fosse liberto antes, ele não seria útil, pois Faraó não teria ainda os sonhos para serem interpretados. José seria um inútil livre. 3- José foi liberto da prisão (Gn.41.14). No tempo certo, José foi liberto. Estava com 30 anos de idade (Gn.41.46), ou seja, 13 anos depois de ter os sonhos revelados (Gn.37.2). Este foi o tempo de Deus para José e ele tem um tempo determinado para cumprir em nós os seus propósitos e nos dar as bênçãos que esperamos. Conclusão: Queremos tudo apressadamente. Gostamos de alimentos instantâneos. Como aquele que aguarda o fruto da lavoura, receba a semente, palavra de Deus, creia nela e tenha paciência para esperar.

esboços (1.2.3)

MENSAGEM NUMERO 1
O que é ser um cristão? Texto: Atos 11.25-26 Introdução: Em Antioquia, na Síria, os discípulos foram, pela primeira vez, chamados “cristãos”. Talvez tenha sido um tratamento pejorativo, mas o nome se tornou usual. Durante muito tempo, ser cristão era trazer sobre si um risco de morte. No Império Romano, muitos foram lançados aos leões. Hoje, inúmeras pessoas são identificadas como cristãs, mas o que isso significa? 1- Ser cristão não é: Ser membro de uma denominação, adepto de uma religião, frequentador de cultos ou simpatizante do evangelho. 2- Ser cristão é: Ter experiência pessoal com Cristo (crer, aceitar e batizar). Andar com Cristo (ter compomisso, ser discípulo, obedecer). Tornar-se semelhante a Cristo (questão de caráter; resultado de andar com ele). Conclusão: O cristão subirá com Cristo quando ele vier, e viverá com ele por toda a eternidade. Os requisitos para alguém se tornar um cristão são: ser um pecador e querer o perdão e a tranformação por meio de Jesus. MENSAGEM NUMERO 2 Os jovens também se cansam Textos: Pv. 20.29; Is.40.30-31 Introdução: Em Provérbios 20.29, Salomão elogia a força dos jovens. Porém, Isaías diz que os jovens se cansarão, ficarão exaustos e cairão. Se os jovens são tão fortes, têm tanta energia e disposição, por quê eles se cansariam e cairíam? 1- A frustração dos objetivos não alcançados. Emprego, carreira, dinheiro, casamento, e outros sonhos ou necessidades são, muitas vezes, impedidos ou adiados por motivos diversos. Isto pode causar desânimo e um tipo de cansaço por causa da luta. 2- O cansaço por querer antecipar as coisas ou ir longe demais. Quem corre muito se cansa. Muitos jovens estão muito apressados para experimentarem os prazeres da vida. Com isso, entregam-se ao sexo ilícito, a relacionamentos superficiais. Isso pode causar um cansaço existencial, quando, ao se chegar a um certo tempo da vida, os prazeres tornaram-se problema porque foram buscados na hora errada. Por exemplo, o sexo ilícito pode trazer gravidez precoce e não planejada, além de doenças, formação familiar inadequada, etc. 3- A força roubada por Satanás. O Inimigo rouba a força do jovem através do vício da bebida, do fumo e das drogas. 4- A queda do jovem. Primeiro vem o cansaço, mas o indivíduo tenta continuar com o mesmo tipo de vida. Depois, vem a exaustão, que é um cansaço extremo e imobilizador. O estágio seguinte é a queda. Quantos estão desistindo dos estudos, da família, do trabalho, e até mesmo da própria vida! Conclusão: Não desista. Coloque Deus na sua história. Jesus disse: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei” (Mt.11.28). “Os que esperam no Senhor renovarão as suas forças.” (Is.40.31). O jovem precisa aprender a confiar em Deus e esperar pelo que o futuro lhe reserva, não tentando antecipar aquilo que sua consciência rejeita por ainda não ser o momento certo. MENSAGEM NUMERO 3 Os caminhos do coração Texto: Ec.11.9 Introdução: Salomão, talvez já idoso, aconselhou os jovens com base em uma experiência pessoal e dolorosa. Conforme se lê em Ec.2, o rei se deixou levar pelos caminhos do seu próprio coração, buscando aquilo que seus olhos desejavam. O resultado foi vaidade e aflição de espírito. 1- Quais são os caminhos do coração? São aqueles ligados aos nossos desejos, que podem ser corretos ou não. Os caminhos do coração podem determinar nosso destino nesta vida e na eternidade. Nossa vida profissional e familiar será determinada pelo que desejamos e buscamos. 2- Onde esses caminhos nos levam? O coração do homem é enganoso (Jr.17.9). Alguns caminhos parecem bons, mas conduzem à morte (Pv.5.5; 12.15; 14.12; 21.2; ). Precisamos avaliar nossos desejos e planos sob a luz da bíblia. 3- O caminho de Deus. Jesus é o caminho de Deus para nós. Andar nesse caminho significa andar com Jesus, viver do modo como ele quer, de acordo com seus mandamentos e ensinamentos. Conclusão: Abandone todo caminho mau. Não confie cegamente no seu próprio coração, mas busque a direção de Deus. Aceite o caminho de Deus, que é o único que conduz à felicidade e à vida eterna. ______________________