A palavra !humildade? e as suas formas (humilhado, humilhação, humildemente, humilha, etc.) é usada mais que 70 vezes pela Bíblia (Strongs). O uso numeroso desta palavra pela Bíblia nos dá uma idéia da sua importância para nós.
Pode ser que a humildade signifique qualidades diferente para pessoas diferentes. Olhando no dicionário entendemos que essa virtude que nos dá o sentimento da nossa fraqueza (Aurélio) é uma qualidade boa na vida de qualquer pessoa. O humilde é comparado a uma pessoa respeitosa, reverente e submissa. Como uma pessoa pobre não pode se gloriar de grandes posses, uma pessoa humilde não se gloria de grandes qualidades.
O que significa essa palavra na Bíblia?
Examinando quais palavras são usadas por Deus na inspiração da Sua Bíblia para expressar essa qualidade de humildade, podemos aprender muito. Queremos examinar as palavras usadas tanto no Velho Testamento quanto no Novo Testamento. Assim podemos tirar as nossas próprias conclusões.
Quando essa palavra está usada no Velho Testamento pode significar:
Sentir-se menos em mente, ser brando; ou em circunstancia, pobre ou piedoso ! subjetivo - #6035, Strong?s. Esse significado é a raiz de 6038 e 6031.
condescendência ("humildade" - Prov. 15:33; 18:12; 22:4), que é de ceder voluntariamente. Se um homem faz isto é chamado modéstia. Se o divino faz isto é chamado clemência (#6038, Strong?s) .
Rebaixamento voluntário ou forçado, submissão ("humilhar-te" ! Êx. 10:3; Deut 8:2,3, 16; "humilhado" ! Deut 21:14; "humilhou" ! Deut 22:24,29; Ezequiel 22:11; "humilhai-as" Juízes 19:24; "humilhava" ! Sal. 35:13; "humilharam" ! Ezequiel 22:10; - #6031, Strong?s)
Dobrar o joelho, conquistar ("se humilhar" ! Lev 26:41; II Cron. 7:14; "se humilha" ! I Reis 21:29; "te humilhaste" ! II Reis 22:19; "se humilharam" ! II Cron.12:6; 30:11; "se humilhavam" ! II Cron. 12:7; "humilhando-se" ! II Cron. 12:12; "se humilhou" II Cron. 32:26; 33:12,23; 36:12; "se humilhasse" ! II Cron. 33:19; "se humilhara" II Cron. 33:23; "te humilhaste" ! II Cron. 34:27 ! #3665, Strong?s).
Aquele que sente-se menos em mente, ou em circunstancia ! objetivo - ("aflitos" ! Sal. 9:12; "humildes" ! Sal. 10:12; "mansos" ! Sal. 10:17; 34:2 ! #6041, Strong?s).
Ser rebaixado, ser degradado ! ( "se inclina"- Sal. 113:6; "ser humilde" ! Prov. 16:19; "se abate"- Isaías 2:9; "te abaterem" ! Jó 22:29; "humilhai-vos" ! Jer. 13:18 - #8213, Strong?s).
Se rebaixar ("humilhaste"- Daniel 5:22, # 8214, Strong?s).
Baixeza ("humilde"- Jó 22:29 - #7807, Strong?s).
Quebrado, contristado ("se humilharam"- Jer. 44:10 - #1792, Strong?s)
Prostrar-se, adorar ("me inclino" ! II Sam 16:4 - #7812)
Ser modesto ("humildemente" ! Miquéias 6:8 - #6800)
Si pisar ("humilha-te" ! Prov. 6:4, #7511, Strong?s)
Se diminuir ("se abate" ! Lam 3:20, #7743, Strong?s)
Se agachar ("abaixa-se"- Sal. 10:10, #7817, Strong?s)
Quando essa palavra é usada no Novo Testamento, pode significar:
As palavras em grego usadas para descrever a virtude de humildade são todas relacionadas umas com as outras. Examinaremos em detalhe somente duas destas palavras gregas. Os demais versículos das outras palavras gregas dariam sentido quase igual com essas palavras e, portanto, somente daremos um resumido espaço a elas.
#5011 (Strongs) ! Ser deprimido (abatido, enfraquecido) em circunstancias (pobreza) ou em disposição (atitude). Os seus usos pelo Novo Testamento:
Cristo é nosso exemplo primário:
Mat. 11: 29, "que sou manso e humilde de coração" (de atitude) ! Isaías 53:2,3, "Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens"; 42:3 "A cana trilhado não quebrará, nem apagará o pavio que fumega;" (Mat. 12:20)
Lucas 1 :52, "elevou os humildes" (pobres) como Maria. Apesar de sua baixa estimação pela sociedade (Luc. 1:48), Deus a usou como um maravilhoso instrumento para operar a Sua vontade para toda a humanidade que crê. Assim Deus opera ainda hoje (I Cor. 1:26-29, "não são muitos os sábios , ... poderosos, ... nobres que são chamados. Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; ... as coisas fracas para confundir as fortes; ... as coisas vis e desprezíveis, e que não são, para aniquilar as que são; para que nenhuma carne glorie perante Ele.")
Humildade É O Nosso Dever
Romanos 12:16,
"Sede unânimes entre vós;" - não é o ecumenismo que está sendo ensinado neste versículo. O que está sendo ensinado é aquela atitude demonstrada por Jesus e os demais santos bíblicos. Jesus mesmo disse: "Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas" (Mateus 7:12). A mesma verdade aprendemos com Tiago quando disse: "Todavia, se cumprirdes, conforme a Escritura, a lei real: Amarás a teu próximo como a ti mesmo, bem fazeis" (Tiago 2:8). Perante os olhos de Deus todos somos igualmente pecadores, e todos precisam se arrepender de seus pecados crendo pela fé em Cristo.
Em vista disso a Bíblia diz: "...não ambicioneis coisas altas..." Romanos 12:7. Ainda em Gálatas 6:2 Paulo diz: "Levai as cargas uns dos outros ..." Em Tiago 1:27 podemos ler: "Visitar os órfãos e as viúvas na suas tribulações ...". Aprendemos então que não devemos ter pretensões superiores sobre os nossos semelhantes.
Podemos notar registrado em Mateus as preciosas lições de humildade ensinadas por Jesus aos seus discípulos: "Então Jesus, chamando-os para junto de si, disse: Bem sabeis que pelos príncipes dos gentios são estes dominados, e que os grandes exercem autoridade sobre eles. Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal; E, qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo; Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos" (Mateus 20:25-28).
"...mas acomodai-vos às humildes..." (Romanos 12:16). Também devemos gostar da companhia dos pobres e dos que são despojados de quaisquer qualificações, Tiago 2:1-5. Em Provérbios. 3:7 podemos observar o sábio conselho de Salomão: "Não sejas sábio a teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal".
Humildade É A Obra de Deus
Em II Cor. 7:6 diz: "Mas Deus, que consola os abatidos..." Os cristãos que têm tribulações, pobreza e sentimentos de fraqueza, sem dúvida alguma usufrui da companhia do poderoso Consolador, o próprio Deus.
O sábio tem a sua sabedoria para lhe consolar.
O forte tem a sua força para lhe consolar.
O rico tem a sua riqueza para lhe consolar.
Porém, os fracos podem conhecer a beneficência, juízo e justiça do próprio Deus. Este é o consolo que o abatido pode gloriar-se (Jer. 9:23,24). Porém, não se glorie de sua pobreza, mas em Deus. A pobreza pode ser um fator convincente da sua necessidade de Deus, mas a glória deve ser dada a Deus.
Em Tiago 4:6 e em I Pedro 5:5 lemos: "Deus dá graça aos humildes" . Deus ampara os desamparados e os humildes. Os que se julgam auto-suficiente, não precisam de amparo. Deus dá ajuda em tempo oportuno aos humildes. Os que se julgam poderosos, não precisam de graça. A graça de Deus sempre está ao lado dos espiritualmente fracos e necessitados. Veja o que Jesus disse a respeito disso em Marcos 2:17 e também em Lucas 5:32 Aos que se julgam perfeitos não precisam de misericórdia. Jesus Cristo está pronto para salvar todos aqueles que estão conscientes de sua falência espiritual. Veja esta grande verdade em Hebreus 4:15,16. Quando o pecador chega a conclusão da sua precária condição espiritual diante de Deus, então só resta chegar ao trono da graça para obter a misericórdia divina. Reconhecer a sua necessidade espiritual é dadiva de Deus.
É aconselhável que os humildes conheçam a importância desta ajuda: não há virtude na qualidade de ser pobre e fraco. Essas condições porém revelam a necessidade da ajuda divina. Certamente que a ajuda divina vem quando o pecador em qualquer circunstância chega ao trono da graça. Diante do trono da graça os humildes e miseráveis, espiritualmente falando, devem lançar sobre Ele as suas ansiedades (I Pedro 5:7-9); aproveitar dos sábios conselhos da Palavra de Deus (Sal. 19:9-11); ser mais obediente à Palavra do Senhor com determinação e fé (Fil. 4:6-9). Essa é a ajuda que todos recebem de Deus quando O procuram.
O Exemplo de Paulo nos Ensina
Em II Cor. 10:1 encontramos o apóstolo Paulo dizendo: "...quando presente ... sou humilde". Em nenhuma ocasião Paulo se achava um bonitão ou um auto-suficiente. Depois de sua conversão a Cristo, Paulo despiu-se de todo orgulho carnal e de todas vantagens que tinha em sua vida religiosa. Antes de aceitar Cristo, Paulo usufruía de muitas vantagens e prestígios em sua vida religiosa. Veja o que ele mesmo disse: "Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo, E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé..." (Gálatas 3:7-9). Depois de convertido Paulo tinha as provações e sofrimentos que eram marcas de um discípulo sincero que fez ele sentir as suas fraquezas (II Cor. 11:23-30; Gal. 6:17).
Conforme acabamos de ver, o apóstolo Paulo poderia confiar muito na carne. Vantagens não lhe faltava. Ele era circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamin, hebreu de hebreus; segundo a lei, foi fariseu; segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível (Fil. 3:4-6). Todavia, no seu ministério, ele não usou sublimidade de palavras ou de sabedoria, mas, sentiu-se em fraqueza, e em temor e em grande tremor. A sua palavra, e a sua pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder (I Cor. 2:1-5). Paulo se considerava crucificado com Cristo (Gal. 2:20). A sua glória era na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual o mundo estava crucificado para ele e ele para o mundo (Gal. 6:14; I Cor. 2:2, "Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e Este crucificado."). Paulo sentia-se humilde para consigo mesmo, mas ousado com a verdade (II Cor. 10:1, "ousado para convosco").
A atitude de Paulo para com as fraquezas, as injurias, as perseguições e as angustias, é uma lição para o Cristão. Se essas fraquezas ensinam o convertido em Cristo a se aperfeiçoar no poder de Deus mediante a fé no Senhor Jesus, então ele pode sentir prazer nelas (II Cor. 12:5-10). Também o Cristão é ensinado pelo exemplo de Paulo, que, por mais usado seja no ministério, a glória toda pertence a Deus.
Temos Um Consolo
Tiago 1:9, "glorie-se o irmão abatido" (Tiago 5:6).
Por que este deve gloriar-se? Porque quando nos humilhamos somos exaltado por Deus. Vamos examinar o que Pedro disse: "Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte" (I Pedro 5:6). Quando chegamos no auge de nossa falência espiritual, sentindo a falta de prestígio social e desprezo dos homens, então deixamos de confiar plenamente na carne e voltamos a buscar as infinitas misericórdias do bondoso Deus.
Por que o humilde é exaltado? Porque ele tem a sabedoria, o amparo, a graça e a misericórdia de Deus! Esses são atributos que os orgulhosos e os auto-suficientes nunca podem conhecer.
Aprendemos então que há grandes bênçãos em nossas fraquezas e limitações. Sem dúvida alguma que há grandes vantagens ao conscientizar-nos de nossas limitações diante de Deus. O apóstolo Paulo disse: "...me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte" (II Coríntios 12:9-10). Quando os crentes sentem em si mesmos "lixos" espirituais então recorrem ao trono da graça, e o Senhor os exaltam com consolo e sabedoria que jamais a força humana poderia atingir.
Como está a sua atitude de si mesmo? Necessita do amparo divino? O que Ele oferece é um maior conhecimento de Si mesmo. Isso basta?
Uma outro palavra grega que queremos estudar é:
Baixeza de mente, modéstia - #5012, Strong?s. Os seus usos pelo Novo Testamento:
Humilde Como Paulo
Atos 20:19, "Servindo ao Senhor com toda a humildade". Exemplos de uma vida humilde na vida do apóstolo Paulo:
Atos 13:6-12 - confronto com Elimas, o mágico em Chipre
Atos 13:45-47, 50-52 - confronto com judeus invejosos - Antioquia
Atos 14:2-7 - confronto com judeus invejosos ! Icônio
Atos 14:19,20 - confronto com judeus invejosos ! Listra Paulo não se exaltou, mas teve a ousadia em obedecer a Palavra de Deus e cumprir a sua vocação fielmente. Aprendemos que "servindo ao Senhor com toda a humildade" não significa que é errado apontar e confrontar o erro. A humildade nunca deve ser confundida com a frouxidão. O servo de Deus que serve "ao Senhor com toda a humildade" pode expor o erro. Paulo corajosamente confrontou o erro e exemplificou grande ousadia em seu ministério, mas, mesmo assim testemunhou-se serviu "ao Senhor com toda a humildade
Os servos de Deus vivem nos dias de hoje com este grande dilema. Muitos confundem humildade com a falta de coragem de expor publicamente o erro da humanidade. Há até mesmo nos dias de hoje pastores light Os membros das igrejas exigem dos pregadores pregações light. Light, segundo o dicionário Aurélio, significa moderado, não radical. Porém o Senhor Jesus numa calorosa pregação, Ele repetidas vezes chamou os fariseus e os escribas de hipócritas. Veja o capítulo 23 de Mateus. Jesus não foi light em suas pregações. E ninguém pode negar que Jesus era humilde e manso de coração, Mateus 11:29.
Humildade É O Dever do Cristão
Efés. 4:1,2 ! "Andar digno da vocação ... com toda a humildade". A nossa vocação, tanto a sua chamada quanto o seu desempenho, não é pelas qualidades superiores do homem ou pelas espertezas da sabedoria humana (I Cor. 2:4,5, "A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana"; II Cor. 3:5, "a nossa capacidade vem de Deus; Efés. 3:7, "dom da graça de Deus ... segundo a operação do Seu poder"; II Cor. 4:4-6, "não nos pregamos a nós mesmos"). Devemos usar tudo que Deus nos dá para a sua glória lembrando-nos no mesmo instante que sempre temos pecado e fraquezas (Romanos 7:24; Col. 2:6).
Para andar com modéstia, não é necessário negar nossos talentos ou nossos dons. A humildade não deve negar a existência de uma capacidade nem o seu uso. Modéstia não pode transformar a timidez em uma virtude. Devemos ser obedientes de alma e de todo o coração! Todavia um dos segredos da humildade é reconhecer os talentos e dons nos outros, Fil. 2:1-8. Mesmo obedecendo a Palavra de Deus, usando as qualidades que Deus tem nos dado, não faz que somos mais do que os outros, I Pedro 3:8, "afáveis"; 5:5.
Na realidade, somente podemos ser obedientes com uma atitude correta para com as nossas capacidades e as dos outros, se somos guiados pelo Espírito Santo (Col. 3:12-13). Será observado que essas qualidades com quais devemos andar dignos da nossa vocação, com toda a humildade, são aquelas qualidades listadas em Gálatas 5:22, ou seja, o fruto do Espírito Santo.
A humildade verdadeira não é uma atitude produzida pela filosofia humana, mas pela influência do Espírito Santo na vida Cristã. Portanto não procure ter as qualidades do Espírito Santo sem ter o próprio Espírito. É necessário conhecer Cristo como seu Salvador para conhecer o Espírito Santo na sua vida. Se conhece Cristo, já tem o Espírito Santo (Romanos 8:9). Se já conhece Cristo, cresce na graça e verá que as qualidades de Cristo serão manifestas na sua vida, inclusive essa qualidade de modéstia. Se não conhece Cristo, roga a Deus que Ele seja misericordioso para salvar mais um pecador.
Existem Cuidados sobre O Assunto
Colossenses 2:8-23 ! v. 18, "pretexto de humildade". Existe uma humildade que não é verdadeira, que é usada para fins não lícitos. Essa falsa humildade é fruto das filosofias e vãs sutilezas segundo os rudimentos do mundo. Os pretextos da falsa humildade procuram melhorar o homem para que ele possa merecer a salvação ou possa melhorar a sua posição diante de Deus. A humildade falsa segue as regras do homem ou da religião e não Cristo (v. 8). A intenção dessa humildade voluntária, ou seja, aquela filosofia que tem a sua origem na vontade do homem, é de fazer aparecer os atributos de Cristo sem ter o próprio Cristo. Os pretextos de humildade têm o propósito de impressionar Deus. Os pretextos de humildade não levam ninguém a ser salvo pois podem faltar o principal: a nova natureza ou a genuína conversão em Cristo. Se tiver a nova natureza, já não é necessário melhorar a posição em Cristo, pois, para com Deus, estar em Cristo basta. Verdadeiramente, os pretextos de humildade são somente para a satisfação da própria glória do homem (v. 18, "carnal compreensão"; v. 23, "satisfação da carne").
Uns exemplos de como os pretextos são somente da carnal compreensão ou a satisfação da carne, são as vidas austeras dedicadas às privações nos mosteiros e nos conventos, a severa autoflagelação durante a páscoa nas ilhas Filipinas, as duras penitências dos católicos, as proibições de usar cores vivas na vestimenta, abstinência de eletricidade nos lares, privações de motores e máquinas na vida dos Amish, e as longas listas de várias regras e rígidas proibições do neo-pentecostalismo, etc. Nenhumas dessas atividades, por mais sinceras que sejam, jamais levam alguém a ser mais como Cristo na obediência das Escrituras.
É necessário ter Cristo para ser salvo e para agradar Deus na adoração verdadeira. Em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade e não nas filosofias segundo os homem (v. 9). O pecador é salvo por Cristo, e assim, não falta nada para agradar Deus. Portanto os salvos não precisam das vãs sutilezas do homem (v. 10). É desnecessário toda e qualquer obra do homem para a salvação. A obra vicária de Cristo basta para a salvação e também para a vida cristã. Portanto, não necessitamos qualquer obra oriunda da tradição dos homens para estes fins (v. 11). O poder de Deus transforma a vida dos salvos para ser o que deve ser pública e espiritualmente sem a adição de qualquer melhora que a compreensão do homem possa sugerir (v. 12,13).
O necessário é Cristo. Foi Cristo quem riscou a cédula (nota promissória), na qual constava toda a dívida do pecador descrita pela lei de Moisés. Moisés pela lei descreveu a imensa dívida que o pecador tinha para com Deus. O homem conspurcado ou enlameado em seus pecados jamais poderia saldar esta dívida. Jesus Cristo anulou este documento que constava a dívida do homem, (v. 14). Cristo, sozinho, e somente Ele, despojou todos os principados e potestades e deles triunfou pelo Seu próprio poder, não necessitando alguma ajuda do homem para completar a vitória (v. 15). Deus fica plenamente satisfeito pelos que estão em Cristo; e as filosofias, as tradições, as cerimônias, os rituais e as privações segundo os rudimentos do mundo em nada podem melhorar o que já é perfeito.
Não é por comer ou deixar de comer; por beber ou deixar beber; por participar ou deixar de participar de uma festa especial; por cultuar ou deixar de cultuar a lua nova ou por guardar ou não o sábado que faz o cristão ter os atributos corretos (v. 16). O essencial é estar em Cristo para agradar a Deus. Quando o cristão está em Cristo o Espírito Santo o transforma à Sua imagem (Col. 3:10). Sendo assim, o crente não precisa de nenhuma regra como: não toques, não proves, não manuseias (Col. 2:21).
Se o homem depende das obras de humildade para ser salvo ou para agradar a Deus, certamente é um grande ignorante que está seguindo a sua carnal compreensão e não está ligado à Cristo. Cristo é O único cabeça pelo qual o pecador chega a Deus (Col. 2:18-19; João 14:6).
É muito mais fácil praticar pretextos de humildade, elaborar doutrinas e preceitos dos homens (v. 22), do que submeter-se a Cristo para a salvação e para servi-lo com uma adoração pública e sincera. Para ser salvo é necessário conhecer Cristo mediante o arrependimento e fé nele. Para agradar Deus na adoração correta é preciso conhecer bem as doutrinas da Palavra de Deus. É necessário ser ligado à cabeça e crescer nEle. Só assim crescerá em aumento de Deus (v. 19; Efésios 4:11-16). Sem esse crescimento, só haverá no homem as aparências de sabedoria que agradam apenas a carne.
O cristão não será julgado pelos seus pretextos de humildade, mas pela própria Palavra de Deus. O pecador deve conhecer Cristo como Salvador e Senhor para agradar Deus e assim terá a Sua salvação. Certamente Deus se agradará do pecador que entrega totalmente a sua vida a Cristo, fazendo uma renúncia completa e irrestrita de tudo o que tem. Jesus mesmo disse: "Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo" (Lucas 14:33).
Você está em Cristo? A humildade é importante na vida cristã, mas de nenhuma maneira nos salva. A humildade somente manifesta as qualidades de Cristo naqueles que já estão nEle e que estão sendo transformados mais e mais à sua imagem. A humildade é o resultado de estar em Cristo e não a causa da salvação ou crescimento na santificação. Em outras palavras, quando se está em Cristo como Único e Exclusivo Salvador, então inevitalmente a humildade e santificação serão as suas marcas.
Vamos examinar brevemente as outras palavras gregas usadas para ensinar sobre o humildade no Novo Testamento.
Baixeza de condições (capacidades) e coração (atitude de si) - #5013. Os seus usos pelo Novo Testamento:
Mat. 18:4, "humilde"; 23:8-12, "humilhado" Aprendemos que as regras do reino de Deus é diferente das regras do mundo (I João 2:16) ;
Luc. 3:5, "se aplanarão". Deus pode abaixar o que se exalta (Daniel 4:37);
Luc. 14:11, "humilhado"; 18:14, "humilhado". Aprendemos que o regimento no reino de Deus é diferente do que o do mundo, I João 2:16;
II Cor. 11:7, "humilhando-me a mim mesmo". Aprendemos que trabalhar sem salário é humilhante. A igreja tem obrigação de fazer o que é digno, até em dobro, para com aquele chamado que trabalha entre ela (I Tim 5:17). O servo de Deus é pronto para humilhar-se (trabalhar sem receber), mas a posição dos que são ensinados por ele, não devem permitir que isso aconteça (Gal. 6:6);
II Cor. 12:21, "me humilhe". O fruto da obra é o gozo e a coroa do obreiro (Fil. 4:1). O obreiro se entristeça por não ter o fruto esperado;
Em Filipenses 2:8 a Bíblia diz que Jesus "humilhou-Se". Em Atos 8:33 Lucas cita o profeta Isaías 53:8 onde diz que Jesus foi tirado da terra. Isto é, Jesus foi morto pelos homens maus. Jesus se humilhou como nenhum outro ser no universo. Ele, como o Jeová Todo-Poderoso, se cansou, João 4:6; Jesus sendo o Onipotente Deus não sabia o dia de sua volta aqui na terra, Marcos 13:32; Jesus Cristo sendo o Onipresente Deus, João 3:13 não estava presente na morte de Lázaro; o Divino conheceu fome, sede, choro e morte. Se o supremo Jesus, sendo o próprio Deus Divino se fez pecado por nós, então nós devemos agüentar resignadamente as fraquezas dos irmãos (Efés 4:32)!;
Fil. 4:12, "abatido". Paulo sofreu em sua carne a mais amarga experiência do abatimento. Ele foi desprezado, Atos 14; tinha um espinho na carne, II Cor. 12:7-9; foi escandalizado, II Cor. 11:29; conheceu fome, Atos 20:34.
Tiago 4:10, "Humilhai-vos". É difícil nos humilhar, nos arrepender e ter vergonha do erro, mas essa atitude funciona; I Pedro 5:6, "Humilhai-vos".
Baixeza em posição (baixa estimação diante dos outros) ou em sentimento (meigo) ! #5014, Strong?s. Os seus usos pelo Novo Testamento:
Lucas 1:48, "na baixeza"; Atos 8:33, "humilhação" ; Fil. 3:21, "corpo abatido". Não devemos gloriar nos muito neste corpo. O pecado reside nele, Romanos 7:18,23; Tiago 1:10, "abatimento". É uma vergonha viver uma mentira e colocar prioridades no que é temporal, por isso, é uma glória para um rico em bens materiais ser feito fraco.
Depois de estudar estas palavras hebraicas e gregas que são traduzidas em humildade e as suas variadas formas, entendemos que !humildade? trata-se de uma forma ou outra de rebaixar. Esse rebaixamento pode ser forçado (como por exemplo, ser vencido por alguém ou algo mais forte; ser pobre por natureza ou por falta de capacidade), ou pode ser rebaixamento voluntário (como por exemplo, piedade, modéstia ou assumir uma atitude de humildade). Essa condição é louvável na medida que o humilde procura o trono da graça para aprender de Cristo. A modéstia não faz da timidez uma virtude, mas reconhece os talentos que Deus tem dado e procura usá-los para a glória de Deus. Essa boa condição também procura reconhecer as qualidades que Deus tem dado aos outros. Somos avisados também que não é a humildade que nos faz ser aceitos diante de Deus, mas o fato de estarmos em Cristo. Estando em Cristo, teremos as qualidades necessárias que provêm Dele, incluindo a humildade. A humildade não é fruto de filosofias do homem, mas o fruto da obra do Espírito Santo trazendo-nos a participar em Cristo. Está em Cristo?
A Importância de Humildade
Quando somos humilde tornamo-nos como Cristo Mateus. 11:29 registrou a revelação da humildade e mansidão de Cristo nas seguintes palavras: "... sou manso e humilde de coração". Também em outras partes do Novo Testamento encontramos o registro de que Jesus era manso, submisso e humilde. Mateus. 21:5; Lucas 22:27, "Eu, porém, entre vós sou como aquele que serve."; "todavia não se faça a minha vontade mas a Tua.", Lucas 22:42; "...esvaziou-se a Si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante na forma de homem;" Filipenses 2:7. Cristo, como temos estudado, mesmo sendo o Onipotente, se cansou, João 4:6; mesmo sendo o Onisciente, não sabia o dia da volta do Seu Pai, Mateus. 24:36; mesmo sendo o Onipresente, não estava presente na morte de Lázaro, João 11:15; mesmo sendo o Divino, conheceu fome, Mateus. 4:2; sede, João 19:28. Jesus chorou, João 11:35 e, Jesus, o Todo-Poderoso Deus, experimentou a morte, João 19:30. Sabendo o que Jesus, sendo o eterno Deus se fez pecado por nós, nós também devemos suportar as fraquezas dos nosso queridos irmãos, Efésios. 4:32! Devemos imitar a humildade de Cristo em nosso ministério. O apóstolo Paulo disse em II Tim 2:24: "E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor;"
Quando somos humildes tornarmo-nos como os santo homens de Deus. Em Gên. 39:19-23, José achou "graça aos olhos do carcereiro-mor" pois o Senhor "estendeu sobre ele a Sua benignidade"; Moisés, Núm. 12:3, "era o homem Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra."; Ester 4:16 humildemente disse: "... se perecer, pereci". Jó, o homem que deu o grande exemplo de paciência e sofrimento, falou: "me abomino e me arrependo no pó e na cinza.", Jó 42:6. O grande rei e profeta Davi disse: "SENHOR, Tu me sondaste, e me conheces", Sal. 139:1. Eis as estupendas palavras do profeta Isaias: "...Ai de mim! Pois estou perdido; porque eu sou um homem de lábios impuros...", Isaías 6:5. Em Jeremias 1:6 lemos: "...ainda sou menino.". Foi dito do grande homem de Deus, Daniel, que superou pela fé vários obstáculos que ele tinha "espírito excelente"; Daniel 5:12; 6:3.
Paulo, o apóstolo dos gentios humildemente disse em sua primeira carta aos Coríntios: "...quando fui ter convosco, ... não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria"; I Cor. 2:1. Em Gálatas 6:14 ele confessou: "...o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo". Ainda este mesmo Paulo falou aos Efésios o seguinte: "A mim, o mínimo de todos os santos", Efésios. 3:8. O apóstolo Pedro, dando testemunho das santa mulheres do Antigo Testamento, disse: "...um espírito manso e quieto ... assim se adornavam as santas mulheres que esperavam em Deus", I Pedro 3:4-6. Compreendendo que somos "rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta", Hebreus 12:1.
Quando sabemos da importância da humildade, livramo-nos daquelas tristezas que vêm por não conhecer as obras de Deus. Ignorância é tolice. A Bíblia diz claramente que: "...não é bom ficar a alma sem conhecimento", Provérbios. 19:2. O próprio Senhor Jesus disse: "Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus", Mateus 22:29. Tolice é resmungar por aquilo que é para nosso bem e para a glória do nosso Senhor Jesus ("Como fala qualquer doida, falas tu; receberemos o bem de Deus, e não receberemos o mal?", Jó 2:10). Em Romanos 8:28 está escrito: "...todas as coisas contribuem juntamente para o bem..." Ainda em Romanos 11:36: "...para Ele são todas as coisas, glória, pois, a Ele eternamente...". Às vezes para nossa humilhação é necessário um "espinho na carne" (II Cor. 12:7-9), ou outras quaisquer aflições. Sabendo que Deus é sábio em seus planos e que Ele controla todas as coisas, então podemos nos regozijar nas tribulações (Tiago 1:2-4) ao invés de lamentar!
Quando nos tornamos humildes livramo-nos do maldito orgulho e as desastrosas conseqüências que a falta dela traz para alma. Sabemos que as conseqüências do pecado são muitas. Essas conseqüências podem ser vergonha pública, conforme podemos ver em Lucas. 14:7-14; doenças graves, II Crônicas. 26:16-21; "grande ira", II Crônicas. 32:25,26; perda de responsabilidades, Daniel 5:20-30, ou outra espécie de contenda. Não há como ter as bênçãos de Deus pela falta de humildade, pois "da soberba só provém a contenda", Provérbios. 13:10. As graves conseqüências da carne são corrupção, Gal. 6:8, e nunca podem operar a justiça de Deus, pois em Tiago lemos: "Porque a ira do homem não opera justiça de Deus" (Tiago 1:20). Quando somos humildes, poupamo-nos de muita vergonha, II Cor. 10:5).
Quando não somos humildes gabamo-nos de supostas qualidades como Nabucodonosor, Daniel 4:30; enchemo-nos de soberba como Herodes, Atos 12:22,23; exaltamo-nos como os príncipes contra Daniel, em destruir ou tirar vidas humanas, Daniel 6:4-13, 24; caímos na tentação de nos exaltar, Mateus 23:9-12; e inchamo-nos com a ciência, I Cor. 8:1, "a ciência incha". Devemos entender que quando excitamos a nossa carne, "não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica. Porque onde há inveja e espírito falacioso aí há perturbação e toda a obra perversa." Tiago 3:13-18. Portanto há muito proveito e vantagens espirituais quando exercitamos a humildade.
Bibliografia
Bíblia Sagrada. Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, São Paulo, 1994.
Concordância Fiel do Novo Testamento. Vol. I e II, Editora Fiel, São José dos Campos, 1994
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda, Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1a edição, sd.
Estudos sistemáticos
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
A HUMILDADE
A HUMILDADE
A palavra !humildade? e as suas formas (humilhado, humilhação, humildemente, humilha, etc.) é usada mais que 70 vezes pela Bíblia (Strongs). O uso numeroso desta palavra pela Bíblia nos dá uma idéia da sua importância para nós.
Pode ser que a humildade signifique qualidades diferente para pessoas diferentes. Olhando no dicionário entendemos que essa virtude que nos dá o sentimento da nossa fraqueza (Aurélio) é uma qualidade boa na vida de qualquer pessoa. O humilde é comparado a uma pessoa respeitosa, reverente e submissa. Como uma pessoa pobre não pode se gloriar de grandes posses, uma pessoa humilde não se gloria de grandes qualidades.
O que significa essa palavra na Bíblia?
Examinando quais palavras são usadas por Deus na inspiração da Sua Bíblia para expressar essa qualidade de humildade, podemos aprender muito. Queremos examinar as palavras usadas tanto no Velho Testamento quanto no Novo Testamento. Assim podemos tirar as nossas próprias conclusões.
Quando essa palavra está usada no Velho Testamento pode significar:
Sentir-se menos em mente, ser brando; ou em circunstancia, pobre ou piedoso ! subjetivo - #6035, Strong?s. Esse significado é a raiz de 6038 e 6031.
condescendência ("humildade" - Prov. 15:33; 18:12; 22:4), que é de ceder voluntariamente. Se um homem faz isto é chamado modéstia. Se o divino faz isto é chamado clemência (#6038, Strong?s) .
Rebaixamento voluntário ou forçado, submissão ("humilhar-te" ! Êx. 10:3; Deut 8:2,3, 16; "humilhado" ! Deut 21:14; "humilhou" ! Deut 22:24,29; Ezequiel 22:11; "humilhai-as" Juízes 19:24; "humilhava" ! Sal. 35:13; "humilharam" ! Ezequiel 22:10; - #6031, Strong?s)
Dobrar o joelho, conquistar ("se humilhar" ! Lev 26:41; II Cron. 7:14; "se humilha" ! I Reis 21:29; "te humilhaste" ! II Reis 22:19; "se humilharam" ! II Cron.12:6; 30:11; "se humilhavam" ! II Cron. 12:7; "humilhando-se" ! II Cron. 12:12; "se humilhou" II Cron. 32:26; 33:12,23; 36:12; "se humilhasse" ! II Cron. 33:19; "se humilhara" II Cron. 33:23; "te humilhaste" ! II Cron. 34:27 ! #3665, Strong?s).
Aquele que sente-se menos em mente, ou em circunstancia ! objetivo - ("aflitos" ! Sal. 9:12; "humildes" ! Sal. 10:12; "mansos" ! Sal. 10:17; 34:2 ! #6041, Strong?s).
Ser rebaixado, ser degradado ! ( "se inclina"- Sal. 113:6; "ser humilde" ! Prov. 16:19; "se abate"- Isaías 2:9; "te abaterem" ! Jó 22:29; "humilhai-vos" ! Jer. 13:18 - #8213, Strong?s).
Se rebaixar ("humilhaste"- Daniel 5:22, # 8214, Strong?s).
Baixeza ("humilde"- Jó 22:29 - #7807, Strong?s).
Quebrado, contristado ("se humilharam"- Jer. 44:10 - #1792, Strong?s)
Prostrar-se, adorar ("me inclino" ! II Sam 16:4 - #7812)
Ser modesto ("humildemente" ! Miquéias 6:8 - #6800)
Si pisar ("humilha-te" ! Prov. 6:4, #7511, Strong?s)
Se diminuir ("se abate" ! Lam 3:20, #7743, Strong?s)
Se agachar ("abaixa-se"- Sal. 10:10, #7817, Strong?s)
Quando essa palavra é usada no Novo Testamento, pode significar:
As palavras em grego usadas para descrever a virtude de humildade são todas relacionadas umas com as outras. Examinaremos em detalhe somente duas destas palavras gregas. Os demais versículos das outras palavras gregas dariam sentido quase igual com essas palavras e, portanto, somente daremos um resumido espaço a elas.
#5011 (Strongs) ! Ser deprimido (abatido, enfraquecido) em circunstancias (pobreza) ou em disposição (atitude). Os seus usos pelo Novo Testamento:
Cristo é nosso exemplo primário:
Mat. 11: 29, "que sou manso e humilde de coração" (de atitude) ! Isaías 53:2,3, "Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens"; 42:3 "A cana trilhado não quebrará, nem apagará o pavio que fumega;" (Mat. 12:20)
Lucas 1 :52, "elevou os humildes" (pobres) como Maria. Apesar de sua baixa estimação pela sociedade (Luc. 1:48), Deus a usou como um maravilhoso instrumento para operar a Sua vontade para toda a humanidade que crê. Assim Deus opera ainda hoje (I Cor. 1:26-29, "não são muitos os sábios , ... poderosos, ... nobres que são chamados. Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; ... as coisas fracas para confundir as fortes; ... as coisas vis e desprezíveis, e que não são, para aniquilar as que são; para que nenhuma carne glorie perante Ele.")
Humildade É O Nosso Dever
Romanos 12:16,
"Sede unânimes entre vós;" - não é o ecumenismo que está sendo ensinado neste versículo. O que está sendo ensinado é aquela atitude demonstrada por Jesus e os demais santos bíblicos. Jesus mesmo disse: "Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas" (Mateus 7:12). A mesma verdade aprendemos com Tiago quando disse: "Todavia, se cumprirdes, conforme a Escritura, a lei real: Amarás a teu próximo como a ti mesmo, bem fazeis" (Tiago 2:8). Perante os olhos de Deus todos somos igualmente pecadores, e todos precisam se arrepender de seus pecados crendo pela fé em Cristo.
Em vista disso a Bíblia diz: "...não ambicioneis coisas altas..." Romanos 12:7. Ainda em Gálatas 6:2 Paulo diz: "Levai as cargas uns dos outros ..." Em Tiago 1:27 podemos ler: "Visitar os órfãos e as viúvas na suas tribulações ...". Aprendemos então que não devemos ter pretensões superiores sobre os nossos semelhantes.
Podemos notar registrado em Mateus as preciosas lições de humildade ensinadas por Jesus aos seus discípulos: "Então Jesus, chamando-os para junto de si, disse: Bem sabeis que pelos príncipes dos gentios são estes dominados, e que os grandes exercem autoridade sobre eles. Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal; E, qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo; Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos" (Mateus 20:25-28).
"...mas acomodai-vos às humildes..." (Romanos 12:16). Também devemos gostar da companhia dos pobres e dos que são despojados de quaisquer qualificações, Tiago 2:1-5. Em Provérbios. 3:7 podemos observar o sábio conselho de Salomão: "Não sejas sábio a teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal".
Humildade É A Obra de Deus
Em II Cor. 7:6 diz: "Mas Deus, que consola os abatidos..." Os cristãos que têm tribulações, pobreza e sentimentos de fraqueza, sem dúvida alguma usufrui da companhia do poderoso Consolador, o próprio Deus.
O sábio tem a sua sabedoria para lhe consolar.
O forte tem a sua força para lhe consolar.
O rico tem a sua riqueza para lhe consolar.
Porém, os fracos podem conhecer a beneficência, juízo e justiça do próprio Deus. Este é o consolo que o abatido pode gloriar-se (Jer. 9:23,24). Porém, não se glorie de sua pobreza, mas em Deus. A pobreza pode ser um fator convincente da sua necessidade de Deus, mas a glória deve ser dada a Deus.
Em Tiago 4:6 e em I Pedro 5:5 lemos: "Deus dá graça aos humildes" . Deus ampara os desamparados e os humildes. Os que se julgam auto-suficiente, não precisam de amparo. Deus dá ajuda em tempo oportuno aos humildes. Os que se julgam poderosos, não precisam de graça. A graça de Deus sempre está ao lado dos espiritualmente fracos e necessitados. Veja o que Jesus disse a respeito disso em Marcos 2:17 e também em Lucas 5:32 Aos que se julgam perfeitos não precisam de misericórdia. Jesus Cristo está pronto para salvar todos aqueles que estão conscientes de sua falência espiritual. Veja esta grande verdade em Hebreus 4:15,16. Quando o pecador chega a conclusão da sua precária condição espiritual diante de Deus, então só resta chegar ao trono da graça para obter a misericórdia divina. Reconhecer a sua necessidade espiritual é dadiva de Deus.
É aconselhável que os humildes conheçam a importância desta ajuda: não há virtude na qualidade de ser pobre e fraco. Essas condições porém revelam a necessidade da ajuda divina. Certamente que a ajuda divina vem quando o pecador em qualquer circunstância chega ao trono da graça. Diante do trono da graça os humildes e miseráveis, espiritualmente falando, devem lançar sobre Ele as suas ansiedades (I Pedro 5:7-9); aproveitar dos sábios conselhos da Palavra de Deus (Sal. 19:9-11); ser mais obediente à Palavra do Senhor com determinação e fé (Fil. 4:6-9). Essa é a ajuda que todos recebem de Deus quando O procuram.
O Exemplo de Paulo nos Ensina
Em II Cor. 10:1 encontramos o apóstolo Paulo dizendo: "...quando presente ... sou humilde". Em nenhuma ocasião Paulo se achava um bonitão ou um auto-suficiente. Depois de sua conversão a Cristo, Paulo despiu-se de todo orgulho carnal e de todas vantagens que tinha em sua vida religiosa. Antes de aceitar Cristo, Paulo usufruía de muitas vantagens e prestígios em sua vida religiosa. Veja o que ele mesmo disse: "Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo, E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé..." (Gálatas 3:7-9). Depois de convertido Paulo tinha as provações e sofrimentos que eram marcas de um discípulo sincero que fez ele sentir as suas fraquezas (II Cor. 11:23-30; Gal. 6:17).
Conforme acabamos de ver, o apóstolo Paulo poderia confiar muito na carne. Vantagens não lhe faltava. Ele era circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamin, hebreu de hebreus; segundo a lei, foi fariseu; segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível (Fil. 3:4-6). Todavia, no seu ministério, ele não usou sublimidade de palavras ou de sabedoria, mas, sentiu-se em fraqueza, e em temor e em grande tremor. A sua palavra, e a sua pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder (I Cor. 2:1-5). Paulo se considerava crucificado com Cristo (Gal. 2:20). A sua glória era na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual o mundo estava crucificado para ele e ele para o mundo (Gal. 6:14; I Cor. 2:2, "Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e Este crucificado."). Paulo sentia-se humilde para consigo mesmo, mas ousado com a verdade (II Cor. 10:1, "ousado para convosco").
A atitude de Paulo para com as fraquezas, as injurias, as perseguições e as angustias, é uma lição para o Cristão. Se essas fraquezas ensinam o convertido em Cristo a se aperfeiçoar no poder de Deus mediante a fé no Senhor Jesus, então ele pode sentir prazer nelas (II Cor. 12:5-10). Também o Cristão é ensinado pelo exemplo de Paulo, que, por mais usado seja no ministério, a glória toda pertence a Deus.
Temos Um Consolo
Tiago 1:9, "glorie-se o irmão abatido" (Tiago 5:6).
Por que este deve gloriar-se? Porque quando nos humilhamos somos exaltado por Deus. Vamos examinar o que Pedro disse: "Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte" (I Pedro 5:6). Quando chegamos no auge de nossa falência espiritual, sentindo a falta de prestígio social e desprezo dos homens, então deixamos de confiar plenamente na carne e voltamos a buscar as infinitas misericórdias do bondoso Deus.
Por que o humilde é exaltado? Porque ele tem a sabedoria, o amparo, a graça e a misericórdia de Deus! Esses são atributos que os orgulhosos e os auto-suficientes nunca podem conhecer.
Aprendemos então que há grandes bênçãos em nossas fraquezas e limitações. Sem dúvida alguma que há grandes vantagens ao conscientizar-nos de nossas limitações diante de Deus. O apóstolo Paulo disse: "...me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte" (II Coríntios 12:9-10). Quando os crentes sentem em si mesmos "lixos" espirituais então recorrem ao trono da graça, e o Senhor os exaltam com consolo e sabedoria que jamais a força humana poderia atingir.
Como está a sua atitude de si mesmo? Necessita do amparo divino? O que Ele oferece é um maior conhecimento de Si mesmo. Isso basta?
Uma outro palavra grega que queremos estudar é:
Baixeza de mente, modéstia - #5012, Strong?s. Os seus usos pelo Novo Testamento:
Humilde Como Paulo
Atos 20:19, "Servindo ao Senhor com toda a humildade". Exemplos de uma vida humilde na vida do apóstolo Paulo:
Atos 13:6-12 - confronto com Elimas, o mágico em Chipre
Atos 13:45-47, 50-52 - confronto com judeus invejosos - Antioquia
Atos 14:2-7 - confronto com judeus invejosos ! Icônio
Atos 14:19,20 - confronto com judeus invejosos ! Listra Paulo não se exaltou, mas teve a ousadia em obedecer a Palavra de Deus e cumprir a sua vocação fielmente. Aprendemos que "servindo ao Senhor com toda a humildade" não significa que é errado apontar e confrontar o erro. A humildade nunca deve ser confundida com a frouxidão. O servo de Deus que serve "ao Senhor com toda a humildade" pode expor o erro. Paulo corajosamente confrontou o erro e exemplificou grande ousadia em seu ministério, mas, mesmo assim testemunhou-se serviu "ao Senhor com toda a humildade
Os servos de Deus vivem nos dias de hoje com este grande dilema. Muitos confundem humildade com a falta de coragem de expor publicamente o erro da humanidade. Há até mesmo nos dias de hoje pastores light Os membros das igrejas exigem dos pregadores pregações light. Light, segundo o dicionário Aurélio, significa moderado, não radical. Porém o Senhor Jesus numa calorosa pregação, Ele repetidas vezes chamou os fariseus e os escribas de hipócritas. Veja o capítulo 23 de Mateus. Jesus não foi light em suas pregações. E ninguém pode negar que Jesus era humilde e manso de coração, Mateus 11:29.
Humildade É O Dever do Cristão
Efés. 4:1,2 ! "Andar digno da vocação ... com toda a humildade". A nossa vocação, tanto a sua chamada quanto o seu desempenho, não é pelas qualidades superiores do homem ou pelas espertezas da sabedoria humana (I Cor. 2:4,5, "A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana"; II Cor. 3:5, "a nossa capacidade vem de Deus; Efés. 3:7, "dom da graça de Deus ... segundo a operação do Seu poder"; II Cor. 4:4-6, "não nos pregamos a nós mesmos"). Devemos usar tudo que Deus nos dá para a sua glória lembrando-nos no mesmo instante que sempre temos pecado e fraquezas (Romanos 7:24; Col. 2:6).
Para andar com modéstia, não é necessário negar nossos talentos ou nossos dons. A humildade não deve negar a existência de uma capacidade nem o seu uso. Modéstia não pode transformar a timidez em uma virtude. Devemos ser obedientes de alma e de todo o coração! Todavia um dos segredos da humildade é reconhecer os talentos e dons nos outros, Fil. 2:1-8. Mesmo obedecendo a Palavra de Deus, usando as qualidades que Deus tem nos dado, não faz que somos mais do que os outros, I Pedro 3:8, "afáveis"; 5:5.
Na realidade, somente podemos ser obedientes com uma atitude correta para com as nossas capacidades e as dos outros, se somos guiados pelo Espírito Santo (Col. 3:12-13). Será observado que essas qualidades com quais devemos andar dignos da nossa vocação, com toda a humildade, são aquelas qualidades listadas em Gálatas 5:22, ou seja, o fruto do Espírito Santo.
A humildade verdadeira não é uma atitude produzida pela filosofia humana, mas pela influência do Espírito Santo na vida Cristã. Portanto não procure ter as qualidades do Espírito Santo sem ter o próprio Espírito. É necessário conhecer Cristo como seu Salvador para conhecer o Espírito Santo na sua vida. Se conhece Cristo, já tem o Espírito Santo (Romanos 8:9). Se já conhece Cristo, cresce na graça e verá que as qualidades de Cristo serão manifestas na sua vida, inclusive essa qualidade de modéstia. Se não conhece Cristo, roga a Deus que Ele seja misericordioso para salvar mais um pecador.
Existem Cuidados sobre O Assunto
Colossenses 2:8-23 ! v. 18, "pretexto de humildade". Existe uma humildade que não é verdadeira, que é usada para fins não lícitos. Essa falsa humildade é fruto das filosofias e vãs sutilezas segundo os rudimentos do mundo. Os pretextos da falsa humildade procuram melhorar o homem para que ele possa merecer a salvação ou possa melhorar a sua posição diante de Deus. A humildade falsa segue as regras do homem ou da religião e não Cristo (v. 8). A intenção dessa humildade voluntária, ou seja, aquela filosofia que tem a sua origem na vontade do homem, é de fazer aparecer os atributos de Cristo sem ter o próprio Cristo. Os pretextos de humildade têm o propósito de impressionar Deus. Os pretextos de humildade não levam ninguém a ser salvo pois podem faltar o principal: a nova natureza ou a genuína conversão em Cristo. Se tiver a nova natureza, já não é necessário melhorar a posição em Cristo, pois, para com Deus, estar em Cristo basta. Verdadeiramente, os pretextos de humildade são somente para a satisfação da própria glória do homem (v. 18, "carnal compreensão"; v. 23, "satisfação da carne").
Uns exemplos de como os pretextos são somente da carnal compreensão ou a satisfação da carne, são as vidas austeras dedicadas às privações nos mosteiros e nos conventos, a severa autoflagelação durante a páscoa nas ilhas Filipinas, as duras penitências dos católicos, as proibições de usar cores vivas na vestimenta, abstinência de eletricidade nos lares, privações de motores e máquinas na vida dos Amish, e as longas listas de várias regras e rígidas proibições do neo-pentecostalismo, etc. Nenhumas dessas atividades, por mais sinceras que sejam, jamais levam alguém a ser mais como Cristo na obediência das Escrituras.
É necessário ter Cristo para ser salvo e para agradar Deus na adoração verdadeira. Em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade e não nas filosofias segundo os homem (v. 9). O pecador é salvo por Cristo, e assim, não falta nada para agradar Deus. Portanto os salvos não precisam das vãs sutilezas do homem (v. 10). É desnecessário toda e qualquer obra do homem para a salvação. A obra vicária de Cristo basta para a salvação e também para a vida cristã. Portanto, não necessitamos qualquer obra oriunda da tradição dos homens para estes fins (v. 11). O poder de Deus transforma a vida dos salvos para ser o que deve ser pública e espiritualmente sem a adição de qualquer melhora que a compreensão do homem possa sugerir (v. 12,13).
O necessário é Cristo. Foi Cristo quem riscou a cédula (nota promissória), na qual constava toda a dívida do pecador descrita pela lei de Moisés. Moisés pela lei descreveu a imensa dívida que o pecador tinha para com Deus. O homem conspurcado ou enlameado em seus pecados jamais poderia saldar esta dívida. Jesus Cristo anulou este documento que constava a dívida do homem, (v. 14). Cristo, sozinho, e somente Ele, despojou todos os principados e potestades e deles triunfou pelo Seu próprio poder, não necessitando alguma ajuda do homem para completar a vitória (v. 15). Deus fica plenamente satisfeito pelos que estão em Cristo; e as filosofias, as tradições, as cerimônias, os rituais e as privações segundo os rudimentos do mundo em nada podem melhorar o que já é perfeito.
Não é por comer ou deixar de comer; por beber ou deixar beber; por participar ou deixar de participar de uma festa especial; por cultuar ou deixar de cultuar a lua nova ou por guardar ou não o sábado que faz o cristão ter os atributos corretos (v. 16). O essencial é estar em Cristo para agradar a Deus. Quando o cristão está em Cristo o Espírito Santo o transforma à Sua imagem (Col. 3:10). Sendo assim, o crente não precisa de nenhuma regra como: não toques, não proves, não manuseias (Col. 2:21).
Se o homem depende das obras de humildade para ser salvo ou para agradar a Deus, certamente é um grande ignorante que está seguindo a sua carnal compreensão e não está ligado à Cristo. Cristo é O único cabeça pelo qual o pecador chega a Deus (Col. 2:18-19; João 14:6).
É muito mais fácil praticar pretextos de humildade, elaborar doutrinas e preceitos dos homens (v. 22), do que submeter-se a Cristo para a salvação e para servi-lo com uma adoração pública e sincera. Para ser salvo é necessário conhecer Cristo mediante o arrependimento e fé nele. Para agradar Deus na adoração correta é preciso conhecer bem as doutrinas da Palavra de Deus. É necessário ser ligado à cabeça e crescer nEle. Só assim crescerá em aumento de Deus (v. 19; Efésios 4:11-16). Sem esse crescimento, só haverá no homem as aparências de sabedoria que agradam apenas a carne.
O cristão não será julgado pelos seus pretextos de humildade, mas pela própria Palavra de Deus. O pecador deve conhecer Cristo como Salvador e Senhor para agradar Deus e assim terá a Sua salvação. Certamente Deus se agradará do pecador que entrega totalmente a sua vida a Cristo, fazendo uma renúncia completa e irrestrita de tudo o que tem. Jesus mesmo disse: "Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo" (Lucas 14:33).
Você está em Cristo? A humildade é importante na vida cristã, mas de nenhuma maneira nos salva. A humildade somente manifesta as qualidades de Cristo naqueles que já estão nEle e que estão sendo transformados mais e mais à sua imagem. A humildade é o resultado de estar em Cristo e não a causa da salvação ou crescimento na santificação. Em outras palavras, quando se está em Cristo como Único e Exclusivo Salvador, então inevitalmente a humildade e santificação serão as suas marcas.
Vamos examinar brevemente as outras palavras gregas usadas para ensinar sobre o humildade no Novo Testamento.
Baixeza de condições (capacidades) e coração (atitude de si) - #5013. Os seus usos pelo Novo Testamento:
Mat. 18:4, "humilde"; 23:8-12, "humilhado" Aprendemos que as regras do reino de Deus é diferente das regras do mundo (I João 2:16) ;
Luc. 3:5, "se aplanarão". Deus pode abaixar o que se exalta (Daniel 4:37);
Luc. 14:11, "humilhado"; 18:14, "humilhado". Aprendemos que o regimento no reino de Deus é diferente do que o do mundo, I João 2:16;
II Cor. 11:7, "humilhando-me a mim mesmo". Aprendemos que trabalhar sem salário é humilhante. A igreja tem obrigação de fazer o que é digno, até em dobro, para com aquele chamado que trabalha entre ela (I Tim 5:17). O servo de Deus é pronto para humilhar-se (trabalhar sem receber), mas a posição dos que são ensinados por ele, não devem permitir que isso aconteça (Gal. 6:6);
II Cor. 12:21, "me humilhe". O fruto da obra é o gozo e a coroa do obreiro (Fil. 4:1). O obreiro se entristeça por não ter o fruto esperado;
Em Filipenses 2:8 a Bíblia diz que Jesus "humilhou-Se". Em Atos 8:33 Lucas cita o profeta Isaías 53:8 onde diz que Jesus foi tirado da terra. Isto é, Jesus foi morto pelos homens maus. Jesus se humilhou como nenhum outro ser no universo. Ele, como o Jeová Todo-Poderoso, se cansou, João 4:6; Jesus sendo o Onipotente Deus não sabia o dia de sua volta aqui na terra, Marcos 13:32; Jesus Cristo sendo o Onipresente Deus, João 3:13 não estava presente na morte de Lázaro; o Divino conheceu fome, sede, choro e morte. Se o supremo Jesus, sendo o próprio Deus Divino se fez pecado por nós, então nós devemos agüentar resignadamente as fraquezas dos irmãos (Efés 4:32)!;
Fil. 4:12, "abatido". Paulo sofreu em sua carne a mais amarga experiência do abatimento. Ele foi desprezado, Atos 14; tinha um espinho na carne, II Cor. 12:7-9; foi escandalizado, II Cor. 11:29; conheceu fome, Atos 20:34.
Tiago 4:10, "Humilhai-vos". É difícil nos humilhar, nos arrepender e ter vergonha do erro, mas essa atitude funciona; I Pedro 5:6, "Humilhai-vos".
Baixeza em posição (baixa estimação diante dos outros) ou em sentimento (meigo) ! #5014, Strong?s. Os seus usos pelo Novo Testamento:
Lucas 1:48, "na baixeza"; Atos 8:33, "humilhação" ; Fil. 3:21, "corpo abatido". Não devemos gloriar nos muito neste corpo. O pecado reside nele, Romanos 7:18,23; Tiago 1:10, "abatimento". É uma vergonha viver uma mentira e colocar prioridades no que é temporal, por isso, é uma glória para um rico em bens materiais ser feito fraco.
Depois de estudar estas palavras hebraicas e gregas que são traduzidas em humildade e as suas variadas formas, entendemos que !humildade? trata-se de uma forma ou outra de rebaixar. Esse rebaixamento pode ser forçado (como por exemplo, ser vencido por alguém ou algo mais forte; ser pobre por natureza ou por falta de capacidade), ou pode ser rebaixamento voluntário (como por exemplo, piedade, modéstia ou assumir uma atitude de humildade). Essa condição é louvável na medida que o humilde procura o trono da graça para aprender de Cristo. A modéstia não faz da timidez uma virtude, mas reconhece os talentos que Deus tem dado e procura usá-los para a glória de Deus. Essa boa condição também procura reconhecer as qualidades que Deus tem dado aos outros. Somos avisados também que não é a humildade que nos faz ser aceitos diante de Deus, mas o fato de estarmos em Cristo. Estando em Cristo, teremos as qualidades necessárias que provêm Dele, incluindo a humildade. A humildade não é fruto de filosofias do homem, mas o fruto da obra do Espírito Santo trazendo-nos a participar em Cristo. Está em Cristo?
A Importância de Humildade
Quando somos humilde tornamo-nos como Cristo Mateus. 11:29 registrou a revelação da humildade e mansidão de Cristo nas seguintes palavras: "... sou manso e humilde de coração". Também em outras partes do Novo Testamento encontramos o registro de que Jesus era manso, submisso e humilde. Mateus. 21:5; Lucas 22:27, "Eu, porém, entre vós sou como aquele que serve."; "todavia não se faça a minha vontade mas a Tua.", Lucas 22:42; "...esvaziou-se a Si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante na forma de homem;" Filipenses 2:7. Cristo, como temos estudado, mesmo sendo o Onipotente, se cansou, João 4:6; mesmo sendo o Onisciente, não sabia o dia da volta do Seu Pai, Mateus. 24:36; mesmo sendo o Onipresente, não estava presente na morte de Lázaro, João 11:15; mesmo sendo o Divino, conheceu fome, Mateus. 4:2; sede, João 19:28. Jesus chorou, João 11:35 e, Jesus, o Todo-Poderoso Deus, experimentou a morte, João 19:30. Sabendo o que Jesus, sendo o eterno Deus se fez pecado por nós, nós também devemos suportar as fraquezas dos nosso queridos irmãos, Efésios. 4:32! Devemos imitar a humildade de Cristo em nosso ministério. O apóstolo Paulo disse em II Tim 2:24: "E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor;"
Quando somos humildes tornarmo-nos como os santo homens de Deus. Em Gên. 39:19-23, José achou "graça aos olhos do carcereiro-mor" pois o Senhor "estendeu sobre ele a Sua benignidade"; Moisés, Núm. 12:3, "era o homem Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra."; Ester 4:16 humildemente disse: "... se perecer, pereci". Jó, o homem que deu o grande exemplo de paciência e sofrimento, falou: "me abomino e me arrependo no pó e na cinza.", Jó 42:6. O grande rei e profeta Davi disse: "SENHOR, Tu me sondaste, e me conheces", Sal. 139:1. Eis as estupendas palavras do profeta Isaias: "...Ai de mim! Pois estou perdido; porque eu sou um homem de lábios impuros...", Isaías 6:5. Em Jeremias 1:6 lemos: "...ainda sou menino.". Foi dito do grande homem de Deus, Daniel, que superou pela fé vários obstáculos que ele tinha "espírito excelente"; Daniel 5:12; 6:3.
Paulo, o apóstolo dos gentios humildemente disse em sua primeira carta aos Coríntios: "...quando fui ter convosco, ... não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria"; I Cor. 2:1. Em Gálatas 6:14 ele confessou: "...o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo". Ainda este mesmo Paulo falou aos Efésios o seguinte: "A mim, o mínimo de todos os santos", Efésios. 3:8. O apóstolo Pedro, dando testemunho das santa mulheres do Antigo Testamento, disse: "...um espírito manso e quieto ... assim se adornavam as santas mulheres que esperavam em Deus", I Pedro 3:4-6. Compreendendo que somos "rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta", Hebreus 12:1.
Quando sabemos da importância da humildade, livramo-nos daquelas tristezas que vêm por não conhecer as obras de Deus. Ignorância é tolice. A Bíblia diz claramente que: "...não é bom ficar a alma sem conhecimento", Provérbios. 19:2. O próprio Senhor Jesus disse: "Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus", Mateus 22:29. Tolice é resmungar por aquilo que é para nosso bem e para a glória do nosso Senhor Jesus ("Como fala qualquer doida, falas tu; receberemos o bem de Deus, e não receberemos o mal?", Jó 2:10). Em Romanos 8:28 está escrito: "...todas as coisas contribuem juntamente para o bem..." Ainda em Romanos 11:36: "...para Ele são todas as coisas, glória, pois, a Ele eternamente...". Às vezes para nossa humilhação é necessário um "espinho na carne" (II Cor. 12:7-9), ou outras quaisquer aflições. Sabendo que Deus é sábio em seus planos e que Ele controla todas as coisas, então podemos nos regozijar nas tribulações (Tiago 1:2-4) ao invés de lamentar!
Quando nos tornamos humildes livramo-nos do maldito orgulho e as desastrosas conseqüências que a falta dela traz para alma. Sabemos que as conseqüências do pecado são muitas. Essas conseqüências podem ser vergonha pública, conforme podemos ver em Lucas. 14:7-14; doenças graves, II Crônicas. 26:16-21; "grande ira", II Crônicas. 32:25,26; perda de responsabilidades, Daniel 5:20-30, ou outra espécie de contenda. Não há como ter as bênçãos de Deus pela falta de humildade, pois "da soberba só provém a contenda", Provérbios. 13:10. As graves conseqüências da carne são corrupção, Gal. 6:8, e nunca podem operar a justiça de Deus, pois em Tiago lemos: "Porque a ira do homem não opera justiça de Deus" (Tiago 1:20). Quando somos humildes, poupamo-nos de muita vergonha, II Cor. 10:5).
Quando não somos humildes gabamo-nos de supostas qualidades como Nabucodonosor, Daniel 4:30; enchemo-nos de soberba como Herodes, Atos 12:22,23; exaltamo-nos como os príncipes contra Daniel, em destruir ou tirar vidas humanas, Daniel 6:4-13, 24; caímos na tentação de nos exaltar, Mateus 23:9-12; e inchamo-nos com a ciência, I Cor. 8:1, "a ciência incha". Devemos entender que quando excitamos a nossa carne, "não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica. Porque onde há inveja e espírito falacioso aí há perturbação e toda a obra perversa." Tiago 3:13-18. Portanto há muito proveito e vantagens espirituais quando exercitamos a humildade.
Bibliografia
Bíblia Sagrada. Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, São Paulo, 1994.
Concordância Fiel do Novo Testamento. Vol. I e II, Editora Fiel, São José dos Campos, 1994
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda, Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1a edição, sd.
A palavra !humildade? e as suas formas (humilhado, humilhação, humildemente, humilha, etc.) é usada mais que 70 vezes pela Bíblia (Strongs). O uso numeroso desta palavra pela Bíblia nos dá uma idéia da sua importância para nós.
Pode ser que a humildade signifique qualidades diferente para pessoas diferentes. Olhando no dicionário entendemos que essa virtude que nos dá o sentimento da nossa fraqueza (Aurélio) é uma qualidade boa na vida de qualquer pessoa. O humilde é comparado a uma pessoa respeitosa, reverente e submissa. Como uma pessoa pobre não pode se gloriar de grandes posses, uma pessoa humilde não se gloria de grandes qualidades.
O que significa essa palavra na Bíblia?
Examinando quais palavras são usadas por Deus na inspiração da Sua Bíblia para expressar essa qualidade de humildade, podemos aprender muito. Queremos examinar as palavras usadas tanto no Velho Testamento quanto no Novo Testamento. Assim podemos tirar as nossas próprias conclusões.
Quando essa palavra está usada no Velho Testamento pode significar:
Sentir-se menos em mente, ser brando; ou em circunstancia, pobre ou piedoso ! subjetivo - #6035, Strong?s. Esse significado é a raiz de 6038 e 6031.
condescendência ("humildade" - Prov. 15:33; 18:12; 22:4), que é de ceder voluntariamente. Se um homem faz isto é chamado modéstia. Se o divino faz isto é chamado clemência (#6038, Strong?s) .
Rebaixamento voluntário ou forçado, submissão ("humilhar-te" ! Êx. 10:3; Deut 8:2,3, 16; "humilhado" ! Deut 21:14; "humilhou" ! Deut 22:24,29; Ezequiel 22:11; "humilhai-as" Juízes 19:24; "humilhava" ! Sal. 35:13; "humilharam" ! Ezequiel 22:10; - #6031, Strong?s)
Dobrar o joelho, conquistar ("se humilhar" ! Lev 26:41; II Cron. 7:14; "se humilha" ! I Reis 21:29; "te humilhaste" ! II Reis 22:19; "se humilharam" ! II Cron.12:6; 30:11; "se humilhavam" ! II Cron. 12:7; "humilhando-se" ! II Cron. 12:12; "se humilhou" II Cron. 32:26; 33:12,23; 36:12; "se humilhasse" ! II Cron. 33:19; "se humilhara" II Cron. 33:23; "te humilhaste" ! II Cron. 34:27 ! #3665, Strong?s).
Aquele que sente-se menos em mente, ou em circunstancia ! objetivo - ("aflitos" ! Sal. 9:12; "humildes" ! Sal. 10:12; "mansos" ! Sal. 10:17; 34:2 ! #6041, Strong?s).
Ser rebaixado, ser degradado ! ( "se inclina"- Sal. 113:6; "ser humilde" ! Prov. 16:19; "se abate"- Isaías 2:9; "te abaterem" ! Jó 22:29; "humilhai-vos" ! Jer. 13:18 - #8213, Strong?s).
Se rebaixar ("humilhaste"- Daniel 5:22, # 8214, Strong?s).
Baixeza ("humilde"- Jó 22:29 - #7807, Strong?s).
Quebrado, contristado ("se humilharam"- Jer. 44:10 - #1792, Strong?s)
Prostrar-se, adorar ("me inclino" ! II Sam 16:4 - #7812)
Ser modesto ("humildemente" ! Miquéias 6:8 - #6800)
Si pisar ("humilha-te" ! Prov. 6:4, #7511, Strong?s)
Se diminuir ("se abate" ! Lam 3:20, #7743, Strong?s)
Se agachar ("abaixa-se"- Sal. 10:10, #7817, Strong?s)
Quando essa palavra é usada no Novo Testamento, pode significar:
As palavras em grego usadas para descrever a virtude de humildade são todas relacionadas umas com as outras. Examinaremos em detalhe somente duas destas palavras gregas. Os demais versículos das outras palavras gregas dariam sentido quase igual com essas palavras e, portanto, somente daremos um resumido espaço a elas.
#5011 (Strongs) ! Ser deprimido (abatido, enfraquecido) em circunstancias (pobreza) ou em disposição (atitude). Os seus usos pelo Novo Testamento:
Cristo é nosso exemplo primário:
Mat. 11: 29, "que sou manso e humilde de coração" (de atitude) ! Isaías 53:2,3, "Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens"; 42:3 "A cana trilhado não quebrará, nem apagará o pavio que fumega;" (Mat. 12:20)
Lucas 1 :52, "elevou os humildes" (pobres) como Maria. Apesar de sua baixa estimação pela sociedade (Luc. 1:48), Deus a usou como um maravilhoso instrumento para operar a Sua vontade para toda a humanidade que crê. Assim Deus opera ainda hoje (I Cor. 1:26-29, "não são muitos os sábios , ... poderosos, ... nobres que são chamados. Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; ... as coisas fracas para confundir as fortes; ... as coisas vis e desprezíveis, e que não são, para aniquilar as que são; para que nenhuma carne glorie perante Ele.")
Humildade É O Nosso Dever
Romanos 12:16,
"Sede unânimes entre vós;" - não é o ecumenismo que está sendo ensinado neste versículo. O que está sendo ensinado é aquela atitude demonstrada por Jesus e os demais santos bíblicos. Jesus mesmo disse: "Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas" (Mateus 7:12). A mesma verdade aprendemos com Tiago quando disse: "Todavia, se cumprirdes, conforme a Escritura, a lei real: Amarás a teu próximo como a ti mesmo, bem fazeis" (Tiago 2:8). Perante os olhos de Deus todos somos igualmente pecadores, e todos precisam se arrepender de seus pecados crendo pela fé em Cristo.
Em vista disso a Bíblia diz: "...não ambicioneis coisas altas..." Romanos 12:7. Ainda em Gálatas 6:2 Paulo diz: "Levai as cargas uns dos outros ..." Em Tiago 1:27 podemos ler: "Visitar os órfãos e as viúvas na suas tribulações ...". Aprendemos então que não devemos ter pretensões superiores sobre os nossos semelhantes.
Podemos notar registrado em Mateus as preciosas lições de humildade ensinadas por Jesus aos seus discípulos: "Então Jesus, chamando-os para junto de si, disse: Bem sabeis que pelos príncipes dos gentios são estes dominados, e que os grandes exercem autoridade sobre eles. Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal; E, qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo; Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos" (Mateus 20:25-28).
"...mas acomodai-vos às humildes..." (Romanos 12:16). Também devemos gostar da companhia dos pobres e dos que são despojados de quaisquer qualificações, Tiago 2:1-5. Em Provérbios. 3:7 podemos observar o sábio conselho de Salomão: "Não sejas sábio a teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal".
Humildade É A Obra de Deus
Em II Cor. 7:6 diz: "Mas Deus, que consola os abatidos..." Os cristãos que têm tribulações, pobreza e sentimentos de fraqueza, sem dúvida alguma usufrui da companhia do poderoso Consolador, o próprio Deus.
O sábio tem a sua sabedoria para lhe consolar.
O forte tem a sua força para lhe consolar.
O rico tem a sua riqueza para lhe consolar.
Porém, os fracos podem conhecer a beneficência, juízo e justiça do próprio Deus. Este é o consolo que o abatido pode gloriar-se (Jer. 9:23,24). Porém, não se glorie de sua pobreza, mas em Deus. A pobreza pode ser um fator convincente da sua necessidade de Deus, mas a glória deve ser dada a Deus.
Em Tiago 4:6 e em I Pedro 5:5 lemos: "Deus dá graça aos humildes" . Deus ampara os desamparados e os humildes. Os que se julgam auto-suficiente, não precisam de amparo. Deus dá ajuda em tempo oportuno aos humildes. Os que se julgam poderosos, não precisam de graça. A graça de Deus sempre está ao lado dos espiritualmente fracos e necessitados. Veja o que Jesus disse a respeito disso em Marcos 2:17 e também em Lucas 5:32 Aos que se julgam perfeitos não precisam de misericórdia. Jesus Cristo está pronto para salvar todos aqueles que estão conscientes de sua falência espiritual. Veja esta grande verdade em Hebreus 4:15,16. Quando o pecador chega a conclusão da sua precária condição espiritual diante de Deus, então só resta chegar ao trono da graça para obter a misericórdia divina. Reconhecer a sua necessidade espiritual é dadiva de Deus.
É aconselhável que os humildes conheçam a importância desta ajuda: não há virtude na qualidade de ser pobre e fraco. Essas condições porém revelam a necessidade da ajuda divina. Certamente que a ajuda divina vem quando o pecador em qualquer circunstância chega ao trono da graça. Diante do trono da graça os humildes e miseráveis, espiritualmente falando, devem lançar sobre Ele as suas ansiedades (I Pedro 5:7-9); aproveitar dos sábios conselhos da Palavra de Deus (Sal. 19:9-11); ser mais obediente à Palavra do Senhor com determinação e fé (Fil. 4:6-9). Essa é a ajuda que todos recebem de Deus quando O procuram.
O Exemplo de Paulo nos Ensina
Em II Cor. 10:1 encontramos o apóstolo Paulo dizendo: "...quando presente ... sou humilde". Em nenhuma ocasião Paulo se achava um bonitão ou um auto-suficiente. Depois de sua conversão a Cristo, Paulo despiu-se de todo orgulho carnal e de todas vantagens que tinha em sua vida religiosa. Antes de aceitar Cristo, Paulo usufruía de muitas vantagens e prestígios em sua vida religiosa. Veja o que ele mesmo disse: "Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo, E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé..." (Gálatas 3:7-9). Depois de convertido Paulo tinha as provações e sofrimentos que eram marcas de um discípulo sincero que fez ele sentir as suas fraquezas (II Cor. 11:23-30; Gal. 6:17).
Conforme acabamos de ver, o apóstolo Paulo poderia confiar muito na carne. Vantagens não lhe faltava. Ele era circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamin, hebreu de hebreus; segundo a lei, foi fariseu; segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível (Fil. 3:4-6). Todavia, no seu ministério, ele não usou sublimidade de palavras ou de sabedoria, mas, sentiu-se em fraqueza, e em temor e em grande tremor. A sua palavra, e a sua pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder (I Cor. 2:1-5). Paulo se considerava crucificado com Cristo (Gal. 2:20). A sua glória era na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual o mundo estava crucificado para ele e ele para o mundo (Gal. 6:14; I Cor. 2:2, "Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e Este crucificado."). Paulo sentia-se humilde para consigo mesmo, mas ousado com a verdade (II Cor. 10:1, "ousado para convosco").
A atitude de Paulo para com as fraquezas, as injurias, as perseguições e as angustias, é uma lição para o Cristão. Se essas fraquezas ensinam o convertido em Cristo a se aperfeiçoar no poder de Deus mediante a fé no Senhor Jesus, então ele pode sentir prazer nelas (II Cor. 12:5-10). Também o Cristão é ensinado pelo exemplo de Paulo, que, por mais usado seja no ministério, a glória toda pertence a Deus.
Temos Um Consolo
Tiago 1:9, "glorie-se o irmão abatido" (Tiago 5:6).
Por que este deve gloriar-se? Porque quando nos humilhamos somos exaltado por Deus. Vamos examinar o que Pedro disse: "Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte" (I Pedro 5:6). Quando chegamos no auge de nossa falência espiritual, sentindo a falta de prestígio social e desprezo dos homens, então deixamos de confiar plenamente na carne e voltamos a buscar as infinitas misericórdias do bondoso Deus.
Por que o humilde é exaltado? Porque ele tem a sabedoria, o amparo, a graça e a misericórdia de Deus! Esses são atributos que os orgulhosos e os auto-suficientes nunca podem conhecer.
Aprendemos então que há grandes bênçãos em nossas fraquezas e limitações. Sem dúvida alguma que há grandes vantagens ao conscientizar-nos de nossas limitações diante de Deus. O apóstolo Paulo disse: "...me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte" (II Coríntios 12:9-10). Quando os crentes sentem em si mesmos "lixos" espirituais então recorrem ao trono da graça, e o Senhor os exaltam com consolo e sabedoria que jamais a força humana poderia atingir.
Como está a sua atitude de si mesmo? Necessita do amparo divino? O que Ele oferece é um maior conhecimento de Si mesmo. Isso basta?
Uma outro palavra grega que queremos estudar é:
Baixeza de mente, modéstia - #5012, Strong?s. Os seus usos pelo Novo Testamento:
Humilde Como Paulo
Atos 20:19, "Servindo ao Senhor com toda a humildade". Exemplos de uma vida humilde na vida do apóstolo Paulo:
Atos 13:6-12 - confronto com Elimas, o mágico em Chipre
Atos 13:45-47, 50-52 - confronto com judeus invejosos - Antioquia
Atos 14:2-7 - confronto com judeus invejosos ! Icônio
Atos 14:19,20 - confronto com judeus invejosos ! Listra Paulo não se exaltou, mas teve a ousadia em obedecer a Palavra de Deus e cumprir a sua vocação fielmente. Aprendemos que "servindo ao Senhor com toda a humildade" não significa que é errado apontar e confrontar o erro. A humildade nunca deve ser confundida com a frouxidão. O servo de Deus que serve "ao Senhor com toda a humildade" pode expor o erro. Paulo corajosamente confrontou o erro e exemplificou grande ousadia em seu ministério, mas, mesmo assim testemunhou-se serviu "ao Senhor com toda a humildade
Os servos de Deus vivem nos dias de hoje com este grande dilema. Muitos confundem humildade com a falta de coragem de expor publicamente o erro da humanidade. Há até mesmo nos dias de hoje pastores light Os membros das igrejas exigem dos pregadores pregações light. Light, segundo o dicionário Aurélio, significa moderado, não radical. Porém o Senhor Jesus numa calorosa pregação, Ele repetidas vezes chamou os fariseus e os escribas de hipócritas. Veja o capítulo 23 de Mateus. Jesus não foi light em suas pregações. E ninguém pode negar que Jesus era humilde e manso de coração, Mateus 11:29.
Humildade É O Dever do Cristão
Efés. 4:1,2 ! "Andar digno da vocação ... com toda a humildade". A nossa vocação, tanto a sua chamada quanto o seu desempenho, não é pelas qualidades superiores do homem ou pelas espertezas da sabedoria humana (I Cor. 2:4,5, "A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana"; II Cor. 3:5, "a nossa capacidade vem de Deus; Efés. 3:7, "dom da graça de Deus ... segundo a operação do Seu poder"; II Cor. 4:4-6, "não nos pregamos a nós mesmos"). Devemos usar tudo que Deus nos dá para a sua glória lembrando-nos no mesmo instante que sempre temos pecado e fraquezas (Romanos 7:24; Col. 2:6).
Para andar com modéstia, não é necessário negar nossos talentos ou nossos dons. A humildade não deve negar a existência de uma capacidade nem o seu uso. Modéstia não pode transformar a timidez em uma virtude. Devemos ser obedientes de alma e de todo o coração! Todavia um dos segredos da humildade é reconhecer os talentos e dons nos outros, Fil. 2:1-8. Mesmo obedecendo a Palavra de Deus, usando as qualidades que Deus tem nos dado, não faz que somos mais do que os outros, I Pedro 3:8, "afáveis"; 5:5.
Na realidade, somente podemos ser obedientes com uma atitude correta para com as nossas capacidades e as dos outros, se somos guiados pelo Espírito Santo (Col. 3:12-13). Será observado que essas qualidades com quais devemos andar dignos da nossa vocação, com toda a humildade, são aquelas qualidades listadas em Gálatas 5:22, ou seja, o fruto do Espírito Santo.
A humildade verdadeira não é uma atitude produzida pela filosofia humana, mas pela influência do Espírito Santo na vida Cristã. Portanto não procure ter as qualidades do Espírito Santo sem ter o próprio Espírito. É necessário conhecer Cristo como seu Salvador para conhecer o Espírito Santo na sua vida. Se conhece Cristo, já tem o Espírito Santo (Romanos 8:9). Se já conhece Cristo, cresce na graça e verá que as qualidades de Cristo serão manifestas na sua vida, inclusive essa qualidade de modéstia. Se não conhece Cristo, roga a Deus que Ele seja misericordioso para salvar mais um pecador.
Existem Cuidados sobre O Assunto
Colossenses 2:8-23 ! v. 18, "pretexto de humildade". Existe uma humildade que não é verdadeira, que é usada para fins não lícitos. Essa falsa humildade é fruto das filosofias e vãs sutilezas segundo os rudimentos do mundo. Os pretextos da falsa humildade procuram melhorar o homem para que ele possa merecer a salvação ou possa melhorar a sua posição diante de Deus. A humildade falsa segue as regras do homem ou da religião e não Cristo (v. 8). A intenção dessa humildade voluntária, ou seja, aquela filosofia que tem a sua origem na vontade do homem, é de fazer aparecer os atributos de Cristo sem ter o próprio Cristo. Os pretextos de humildade têm o propósito de impressionar Deus. Os pretextos de humildade não levam ninguém a ser salvo pois podem faltar o principal: a nova natureza ou a genuína conversão em Cristo. Se tiver a nova natureza, já não é necessário melhorar a posição em Cristo, pois, para com Deus, estar em Cristo basta. Verdadeiramente, os pretextos de humildade são somente para a satisfação da própria glória do homem (v. 18, "carnal compreensão"; v. 23, "satisfação da carne").
Uns exemplos de como os pretextos são somente da carnal compreensão ou a satisfação da carne, são as vidas austeras dedicadas às privações nos mosteiros e nos conventos, a severa autoflagelação durante a páscoa nas ilhas Filipinas, as duras penitências dos católicos, as proibições de usar cores vivas na vestimenta, abstinência de eletricidade nos lares, privações de motores e máquinas na vida dos Amish, e as longas listas de várias regras e rígidas proibições do neo-pentecostalismo, etc. Nenhumas dessas atividades, por mais sinceras que sejam, jamais levam alguém a ser mais como Cristo na obediência das Escrituras.
É necessário ter Cristo para ser salvo e para agradar Deus na adoração verdadeira. Em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade e não nas filosofias segundo os homem (v. 9). O pecador é salvo por Cristo, e assim, não falta nada para agradar Deus. Portanto os salvos não precisam das vãs sutilezas do homem (v. 10). É desnecessário toda e qualquer obra do homem para a salvação. A obra vicária de Cristo basta para a salvação e também para a vida cristã. Portanto, não necessitamos qualquer obra oriunda da tradição dos homens para estes fins (v. 11). O poder de Deus transforma a vida dos salvos para ser o que deve ser pública e espiritualmente sem a adição de qualquer melhora que a compreensão do homem possa sugerir (v. 12,13).
O necessário é Cristo. Foi Cristo quem riscou a cédula (nota promissória), na qual constava toda a dívida do pecador descrita pela lei de Moisés. Moisés pela lei descreveu a imensa dívida que o pecador tinha para com Deus. O homem conspurcado ou enlameado em seus pecados jamais poderia saldar esta dívida. Jesus Cristo anulou este documento que constava a dívida do homem, (v. 14). Cristo, sozinho, e somente Ele, despojou todos os principados e potestades e deles triunfou pelo Seu próprio poder, não necessitando alguma ajuda do homem para completar a vitória (v. 15). Deus fica plenamente satisfeito pelos que estão em Cristo; e as filosofias, as tradições, as cerimônias, os rituais e as privações segundo os rudimentos do mundo em nada podem melhorar o que já é perfeito.
Não é por comer ou deixar de comer; por beber ou deixar beber; por participar ou deixar de participar de uma festa especial; por cultuar ou deixar de cultuar a lua nova ou por guardar ou não o sábado que faz o cristão ter os atributos corretos (v. 16). O essencial é estar em Cristo para agradar a Deus. Quando o cristão está em Cristo o Espírito Santo o transforma à Sua imagem (Col. 3:10). Sendo assim, o crente não precisa de nenhuma regra como: não toques, não proves, não manuseias (Col. 2:21).
Se o homem depende das obras de humildade para ser salvo ou para agradar a Deus, certamente é um grande ignorante que está seguindo a sua carnal compreensão e não está ligado à Cristo. Cristo é O único cabeça pelo qual o pecador chega a Deus (Col. 2:18-19; João 14:6).
É muito mais fácil praticar pretextos de humildade, elaborar doutrinas e preceitos dos homens (v. 22), do que submeter-se a Cristo para a salvação e para servi-lo com uma adoração pública e sincera. Para ser salvo é necessário conhecer Cristo mediante o arrependimento e fé nele. Para agradar Deus na adoração correta é preciso conhecer bem as doutrinas da Palavra de Deus. É necessário ser ligado à cabeça e crescer nEle. Só assim crescerá em aumento de Deus (v. 19; Efésios 4:11-16). Sem esse crescimento, só haverá no homem as aparências de sabedoria que agradam apenas a carne.
O cristão não será julgado pelos seus pretextos de humildade, mas pela própria Palavra de Deus. O pecador deve conhecer Cristo como Salvador e Senhor para agradar Deus e assim terá a Sua salvação. Certamente Deus se agradará do pecador que entrega totalmente a sua vida a Cristo, fazendo uma renúncia completa e irrestrita de tudo o que tem. Jesus mesmo disse: "Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo" (Lucas 14:33).
Você está em Cristo? A humildade é importante na vida cristã, mas de nenhuma maneira nos salva. A humildade somente manifesta as qualidades de Cristo naqueles que já estão nEle e que estão sendo transformados mais e mais à sua imagem. A humildade é o resultado de estar em Cristo e não a causa da salvação ou crescimento na santificação. Em outras palavras, quando se está em Cristo como Único e Exclusivo Salvador, então inevitalmente a humildade e santificação serão as suas marcas.
Vamos examinar brevemente as outras palavras gregas usadas para ensinar sobre o humildade no Novo Testamento.
Baixeza de condições (capacidades) e coração (atitude de si) - #5013. Os seus usos pelo Novo Testamento:
Mat. 18:4, "humilde"; 23:8-12, "humilhado" Aprendemos que as regras do reino de Deus é diferente das regras do mundo (I João 2:16) ;
Luc. 3:5, "se aplanarão". Deus pode abaixar o que se exalta (Daniel 4:37);
Luc. 14:11, "humilhado"; 18:14, "humilhado". Aprendemos que o regimento no reino de Deus é diferente do que o do mundo, I João 2:16;
II Cor. 11:7, "humilhando-me a mim mesmo". Aprendemos que trabalhar sem salário é humilhante. A igreja tem obrigação de fazer o que é digno, até em dobro, para com aquele chamado que trabalha entre ela (I Tim 5:17). O servo de Deus é pronto para humilhar-se (trabalhar sem receber), mas a posição dos que são ensinados por ele, não devem permitir que isso aconteça (Gal. 6:6);
II Cor. 12:21, "me humilhe". O fruto da obra é o gozo e a coroa do obreiro (Fil. 4:1). O obreiro se entristeça por não ter o fruto esperado;
Em Filipenses 2:8 a Bíblia diz que Jesus "humilhou-Se". Em Atos 8:33 Lucas cita o profeta Isaías 53:8 onde diz que Jesus foi tirado da terra. Isto é, Jesus foi morto pelos homens maus. Jesus se humilhou como nenhum outro ser no universo. Ele, como o Jeová Todo-Poderoso, se cansou, João 4:6; Jesus sendo o Onipotente Deus não sabia o dia de sua volta aqui na terra, Marcos 13:32; Jesus Cristo sendo o Onipresente Deus, João 3:13 não estava presente na morte de Lázaro; o Divino conheceu fome, sede, choro e morte. Se o supremo Jesus, sendo o próprio Deus Divino se fez pecado por nós, então nós devemos agüentar resignadamente as fraquezas dos irmãos (Efés 4:32)!;
Fil. 4:12, "abatido". Paulo sofreu em sua carne a mais amarga experiência do abatimento. Ele foi desprezado, Atos 14; tinha um espinho na carne, II Cor. 12:7-9; foi escandalizado, II Cor. 11:29; conheceu fome, Atos 20:34.
Tiago 4:10, "Humilhai-vos". É difícil nos humilhar, nos arrepender e ter vergonha do erro, mas essa atitude funciona; I Pedro 5:6, "Humilhai-vos".
Baixeza em posição (baixa estimação diante dos outros) ou em sentimento (meigo) ! #5014, Strong?s. Os seus usos pelo Novo Testamento:
Lucas 1:48, "na baixeza"; Atos 8:33, "humilhação" ; Fil. 3:21, "corpo abatido". Não devemos gloriar nos muito neste corpo. O pecado reside nele, Romanos 7:18,23; Tiago 1:10, "abatimento". É uma vergonha viver uma mentira e colocar prioridades no que é temporal, por isso, é uma glória para um rico em bens materiais ser feito fraco.
Depois de estudar estas palavras hebraicas e gregas que são traduzidas em humildade e as suas variadas formas, entendemos que !humildade? trata-se de uma forma ou outra de rebaixar. Esse rebaixamento pode ser forçado (como por exemplo, ser vencido por alguém ou algo mais forte; ser pobre por natureza ou por falta de capacidade), ou pode ser rebaixamento voluntário (como por exemplo, piedade, modéstia ou assumir uma atitude de humildade). Essa condição é louvável na medida que o humilde procura o trono da graça para aprender de Cristo. A modéstia não faz da timidez uma virtude, mas reconhece os talentos que Deus tem dado e procura usá-los para a glória de Deus. Essa boa condição também procura reconhecer as qualidades que Deus tem dado aos outros. Somos avisados também que não é a humildade que nos faz ser aceitos diante de Deus, mas o fato de estarmos em Cristo. Estando em Cristo, teremos as qualidades necessárias que provêm Dele, incluindo a humildade. A humildade não é fruto de filosofias do homem, mas o fruto da obra do Espírito Santo trazendo-nos a participar em Cristo. Está em Cristo?
A Importância de Humildade
Quando somos humilde tornamo-nos como Cristo Mateus. 11:29 registrou a revelação da humildade e mansidão de Cristo nas seguintes palavras: "... sou manso e humilde de coração". Também em outras partes do Novo Testamento encontramos o registro de que Jesus era manso, submisso e humilde. Mateus. 21:5; Lucas 22:27, "Eu, porém, entre vós sou como aquele que serve."; "todavia não se faça a minha vontade mas a Tua.", Lucas 22:42; "...esvaziou-se a Si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante na forma de homem;" Filipenses 2:7. Cristo, como temos estudado, mesmo sendo o Onipotente, se cansou, João 4:6; mesmo sendo o Onisciente, não sabia o dia da volta do Seu Pai, Mateus. 24:36; mesmo sendo o Onipresente, não estava presente na morte de Lázaro, João 11:15; mesmo sendo o Divino, conheceu fome, Mateus. 4:2; sede, João 19:28. Jesus chorou, João 11:35 e, Jesus, o Todo-Poderoso Deus, experimentou a morte, João 19:30. Sabendo o que Jesus, sendo o eterno Deus se fez pecado por nós, nós também devemos suportar as fraquezas dos nosso queridos irmãos, Efésios. 4:32! Devemos imitar a humildade de Cristo em nosso ministério. O apóstolo Paulo disse em II Tim 2:24: "E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor;"
Quando somos humildes tornarmo-nos como os santo homens de Deus. Em Gên. 39:19-23, José achou "graça aos olhos do carcereiro-mor" pois o Senhor "estendeu sobre ele a Sua benignidade"; Moisés, Núm. 12:3, "era o homem Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra."; Ester 4:16 humildemente disse: "... se perecer, pereci". Jó, o homem que deu o grande exemplo de paciência e sofrimento, falou: "me abomino e me arrependo no pó e na cinza.", Jó 42:6. O grande rei e profeta Davi disse: "SENHOR, Tu me sondaste, e me conheces", Sal. 139:1. Eis as estupendas palavras do profeta Isaias: "...Ai de mim! Pois estou perdido; porque eu sou um homem de lábios impuros...", Isaías 6:5. Em Jeremias 1:6 lemos: "...ainda sou menino.". Foi dito do grande homem de Deus, Daniel, que superou pela fé vários obstáculos que ele tinha "espírito excelente"; Daniel 5:12; 6:3.
Paulo, o apóstolo dos gentios humildemente disse em sua primeira carta aos Coríntios: "...quando fui ter convosco, ... não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria"; I Cor. 2:1. Em Gálatas 6:14 ele confessou: "...o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo". Ainda este mesmo Paulo falou aos Efésios o seguinte: "A mim, o mínimo de todos os santos", Efésios. 3:8. O apóstolo Pedro, dando testemunho das santa mulheres do Antigo Testamento, disse: "...um espírito manso e quieto ... assim se adornavam as santas mulheres que esperavam em Deus", I Pedro 3:4-6. Compreendendo que somos "rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta", Hebreus 12:1.
Quando sabemos da importância da humildade, livramo-nos daquelas tristezas que vêm por não conhecer as obras de Deus. Ignorância é tolice. A Bíblia diz claramente que: "...não é bom ficar a alma sem conhecimento", Provérbios. 19:2. O próprio Senhor Jesus disse: "Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus", Mateus 22:29. Tolice é resmungar por aquilo que é para nosso bem e para a glória do nosso Senhor Jesus ("Como fala qualquer doida, falas tu; receberemos o bem de Deus, e não receberemos o mal?", Jó 2:10). Em Romanos 8:28 está escrito: "...todas as coisas contribuem juntamente para o bem..." Ainda em Romanos 11:36: "...para Ele são todas as coisas, glória, pois, a Ele eternamente...". Às vezes para nossa humilhação é necessário um "espinho na carne" (II Cor. 12:7-9), ou outras quaisquer aflições. Sabendo que Deus é sábio em seus planos e que Ele controla todas as coisas, então podemos nos regozijar nas tribulações (Tiago 1:2-4) ao invés de lamentar!
Quando nos tornamos humildes livramo-nos do maldito orgulho e as desastrosas conseqüências que a falta dela traz para alma. Sabemos que as conseqüências do pecado são muitas. Essas conseqüências podem ser vergonha pública, conforme podemos ver em Lucas. 14:7-14; doenças graves, II Crônicas. 26:16-21; "grande ira", II Crônicas. 32:25,26; perda de responsabilidades, Daniel 5:20-30, ou outra espécie de contenda. Não há como ter as bênçãos de Deus pela falta de humildade, pois "da soberba só provém a contenda", Provérbios. 13:10. As graves conseqüências da carne são corrupção, Gal. 6:8, e nunca podem operar a justiça de Deus, pois em Tiago lemos: "Porque a ira do homem não opera justiça de Deus" (Tiago 1:20). Quando somos humildes, poupamo-nos de muita vergonha, II Cor. 10:5).
Quando não somos humildes gabamo-nos de supostas qualidades como Nabucodonosor, Daniel 4:30; enchemo-nos de soberba como Herodes, Atos 12:22,23; exaltamo-nos como os príncipes contra Daniel, em destruir ou tirar vidas humanas, Daniel 6:4-13, 24; caímos na tentação de nos exaltar, Mateus 23:9-12; e inchamo-nos com a ciência, I Cor. 8:1, "a ciência incha". Devemos entender que quando excitamos a nossa carne, "não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica. Porque onde há inveja e espírito falacioso aí há perturbação e toda a obra perversa." Tiago 3:13-18. Portanto há muito proveito e vantagens espirituais quando exercitamos a humildade.
Bibliografia
Bíblia Sagrada. Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, São Paulo, 1994.
Concordância Fiel do Novo Testamento. Vol. I e II, Editora Fiel, São José dos Campos, 1994
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda, Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1a edição, sd.
AS "LÍNGUAS" NO NOVO TESTEAMENTO
Introdução
Hoje em dia há confusão sobre o assunto de !línguas? entre os que trabalham com a Palavra de Deus. Quando a Palavra de Deus é entendida, ela traz paz às igrejas dos santos e nunca a confusão (I Cor 14:33). Mas o que existe hoje, entre as pessoas que dizem que são da Bíblia, é muita confusão. Igrejas de graus diferentes de regulamento sobre o assunto existem, mas a Bíblia é uma só. Convém um estudo mais detalhado para esclarecer o que a Bíblia diz sobre as !línguas? no Novo Testamento.
I. SIGNIFICADO DA PALAVRA !LÍNGUA? NO NOVO TESTAMENTO
A. As quatro palavras Gregas usadas como !línguas? no Novo Testamento
Concordância Strong?s usado junto com a sua léxico da linguagem grega do Novo Testamento.
1. GLOSSA (#1100) - significa:
1) a língua, um membro do corpo, o órgão do corpo, um órgão de fala;
2) uma língua; como a linguagem ou dialeto usado por um povo, distinto das linguagens de outras nações
2. DIALEKTOS (#1258) - significa:
1) conversação, ato de falar, discursar, linguagem,
2) a língua ou linguagem peculiar de um povo.
3. HEBRAISTI (#1447) - significa:
1) em Hebraico, por exemplo, na linguagem da Caldéia
4. HELLENIKOS (#1673) - significa:
1) da Grécia
B. Os usos destas palavras gregas
1. GLOSSA, #1100, é a palavra grega mais usada no Novo Testamento (no singular é usada umas 30 vezes e no plural umas 25 vezes). Todas as vezes que se vê a palavra !língua? ou !línguas? no Novo Testamento e que não conste na lista das outras palavras gregas, ela vem desta palavra que significa ou a língua como órgão do corpo ou uma linguagem peculiar de um povo. LINGUAGEM: I Cor 14:26; NACIONALIDADE: Apoc 5:9; 14:6; ATO DE FALAR: I Cor 14:9; Tiago 1:26; I João 3:18; ÓRGÃO: entre os usos vede Atos 2:26; Rom 14:11; Fil. 2:11; Tiago 3:5-8; I Ped 3:10; LINGUAGEM DESCONHECIDA: 6 vezes: I Cor 14:2,4,13,14,19,27.
2. DIALEKTOS, #1258, é uma palavra grega usada só seis vezes no Novo Testamento, 5 vezes como !língua? e uma vez usada como !linguagem?. LÍNGUA: Atos 1:19; 2:8; 21:40; 26:14; 22:2; LINGUAGEM: Atos 2:6. Veja especialmente o uso em Atos 2:8 comparado com Atos 2:6.
3. HEBRAISTI, #1447, é usada só três vezes no Novo Testamento e sempre para apontar a LINGUAGEM HEBRAICA: João 5:2; Apoc 9:11; 16:16
4. HELLENIKOS, #1673, é usada só duas vezes no Novo Testamento e sempre para apontar a LINGUAGEM GREGA: !gregas?, Lucas 23:38; !em grego?, Apoc 9:11
II. AS OCORRÊNCIAS DA PALAVRA !LÍNGUA? NO NOVO TESTAMENTO
Podemos aprender muito sobre um assunto pelo exame de como uma determinada palavra foi usada no Novo Testamento. Como ela é usada determina, em muito, como é a doutrina baseada nela. Queremos examinar os casos onde a palavra !língua? ou !línguas? é usada com referência a igreja e onde ela não é usada com referência a igreja. Em tudo podemos aprender a alinhar a nossa prática de línguas na igreja para ser igual àquela do Novo Testamento.
A. Positivamente
O !falar em línguas? é usado em três ocasiões no Novo Testamento:
1. Atos 2:4 - A descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes
2. Atos 10:44-48 - O Evangelho aos gentios na casa de Cornélio
3. Atos 19:1-7 - O Batismo com autoridade entres os 12 discípulos em Éfeso
OBS: Não foram contadas as vezes em I Corintos por não haver a certeza de que as línguas foram praticadas, pois a palavra !se? (I Cor 14:6, 14, 23) ou !ainda que? (I Cor 13:1) é usada antes da palavra !língua? para mostrar uma suposição de uso e não um uso de fato.
B. Negativamente
O !falar em línguas? não é usado nos seguintes casos:
1. Conversões: Paulo (Atos 9:1-9); Eunuco (Atos 8:35-40)
2. Acontecimentos Espetaculares: Avivamento (Atos 4:31-37); Morte de Estevão (Atos 7:54-60); a recuperação da vista de Paulo (Atos 9:17-20); Recebimento de visões (Atos 16:9-13)
3. Atividades da igreja: Consagração dos diáconos (Atos 6:1-7); consagração dos anciãos (Atos 14:21-23); chamada dos missionários (Atos 13:1-4); crescimento da igreja (Atos 16:4,5; 19:13-20); Batismos, Paulo (Atos 9:17-20), Lídia (Atos 16:13-15), carcereiro (Atos 16:25-31); ou na Ceia do Senhor (Mat. 26:26-29)
O !falar em línguas? tem limitações:
1. não tem preminência sobre outras atividades na igreja - I Cor 14:5,23
2. não é para ser praticada por mulheres na igreja - I Cor 14:34,35
3. deve ter intérpretes - I Cor 14:27; se não tiver, não deve ter línguas, I Cor 14:28
4. as línguas não devem acontecer todas de uma vez, I Cor 14:30,31
5. línguas são sinal para os infiéis - I Cor 14:22
6. nunca devem provocar confusão - I Cor 14:31-33,40
7. são temporárias até que o Novo Testamento seja completo, I Cor 13:8; Apoc 22:18,19
OBS: Como os trovões e relâmpagos sobre o monte Sinai quando Moisés recebeu a lei (Êx. 19:16) assim o acontecimento no dia de Pentecostes (Atos 2:1-8) era limitado para aquela única ocasião.
Conclusões: As palavras !línguas? e ?língua? no Novo Testamento têm significados específicos. Entendendo melhor o significado e os usos das palavras !língua? e ?línguas?pelo Novo Testamento podemos saber o que aconteceu no Novo Testamento foi limitado à ocasiões e aos participantes e que os usos foram qualificados conforme detalhadas instruções bíblicas.
Bibliografia:
Números e explicações das palavras gregas de:
Strong?s Concordance of the Wh
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
TEC.DE READAÇÃO.
TEC. DE REDAÇÃO.
Separamos as técnicas de redação em 3 pontos para facilitar o processo de aprendizagem.
I - NARRAÇÃO
Narrar é contar um fato, um episódio; todo discurso em que algo é CONTADO possui os seguintes elementos, que fatalmente surgem conforme um fato vai sendo narrado:
onde ?
|
quando? --- FATO --- com quem?
|
como?
A representação acima quer dizer que, todas as vezes que uma história é contada (é NARRADA), o narrador acaba sempre contando onde, quando, como e com quem ocorreu o episódio.
É por isso que numa narração predomina a AÇÃO: o texto narrativo é um conjunto de ações; assim sendo, maioria dos VERBOS que compõem esse tipo de texto são os VERBOS DE AÇÃO. O conjunto de ações que compõem o texto narrativo, ou seja, a história que é contada nesse tipo de texto, recebe o nome de ENREDO.
As ações contidas no texto narrativo são praticadas pelas PERSONAGENS, que são justamente as pessoas envolvidas no episódio que está sendo contado ("com quem?" do quadro acima). As personagens são identificadas (=nomeadas) no texto narrativo pelos SUBSTANTIVOS PRÓPRIOS.
Quando o narrador conta um episódio, às vezes( mesmo sem querer) ele acaba contando "onde" (=em que lugar) as ações do enredo foram realizadas pelas personagens. O lugar onde ocorre uma ação ou ações é chamado de ESPAÇO, representado no texto pelos ADVÉRBIOS DE LUGAR.
Além de contar onde , o narrador também pode esclarecer "quando" ocorreram as ações da história. Esse elemento da narrativa é o TEMPO, representado no texto narrativo através dos tempos verbais, mas principalmente pelos ADVÉRBIOS DE TEMPO.
É o tempo que ordena as ações no texto narrativo: é ele que indica ao leitor "como" o fato narrado aconteceu. A história contada, por isso, passa por uma INTRODUÇÃO (parte inicial da história, também chamada de prólogo), pelo DESENVOLVIMENTO do enredo (é a história propriamente dita, o meio, o "miolo" da narrativa, também chamada de trama) e termina com a CONCLUSÃO da história (é o final ou epílogo). Aquele que conta a história é o NARRADOR, que pode ser PESSOAL (narra em 1a pessoa : EU...) ou IMPESSOAL (narra em 3a. pessoa: ELE...).
Assim, o texto narrativo é sempre estruturado por verbos de ação, por advérbios de tempo, por advérbios de lugar e pelos substantivos que nomeiam as personagens, que são os agentes do texto, ou seja, aquelas pessoas que fazem as ações expressas pelos verbos, formando uma rede: a própria história contada.
II - DESCRIÇÃO
Descrever é CARACTERIZAR alguém, alguma coisa ou algum lugar através de características que particularizem o caracterizado em relação aos outros seres da sua espécie. Descrever, portanto, é também particularizar um ser. É "fotografar" com palavras.
No texto descritivo, por isso, os tipos de verbos mais adequados (mais comuns) são os VERBOS DE LIGAÇÃO (SER, ESTAR, PERMANECER, FICAR, CONTINUAR, TER, PARECER, etc.), pois esses tipos de verbos ligam as características - representadas linguisticamente pelos ADJETIVOS - aos seres caracterizados - representados pelos SUBSTANTIVOS.
Ex. O pássaro é azul . 1-Caractarizado: pássaro / 2-Caracterizador ou característica: azul / O verbo que liga 1 com 2 : é
Num texto descritivo podem ocorrer tanto caracterizações objetivas (físicas, concretas), quanto subjetivas (aquelas que dependem do ponto de vista de quem descreve e que se referem às características não-físicas do caracterizado). Ex.: Paulo está pálido (caracterização objetiva), mas lindo! (carcterização subjetiva).
III - DISSERTAÇÃO
Além da narração e da descrição há um terceiro tipo de redação ou de discurso: a DISSERTAÇÃO.
Dissertar é refletir, debater, discutir, questionar a respeito de um determinado tema, expressando o ponto de vista de quem escreve em relação a esse tema. Dissertar, assim, é emitir opiniões de maneira convincente, ou seja, de maneira que elas sejam compreendidas e aceitas pelo leitor ; e isso só acontece quando tais opiniões estão bem fundamentadas, comprovadas, explicadas, exemplificadas, em suma: bem ARGUMENTADAS (argumentar= convencer, influenciar, persuadir). A argumentação é o elemento mais importante de uma dissertação.
Embora dissertar seja emitir opiniões, o ideal é que o seu autor coloque no texto seus pontos de vista como se não fossem dele e sim, de outra pessoa ( de prestígio, famosa, especialista no assunto, alguém...), ou seja, de maneira IMPESSOAL, OBJETIVA e sem prolixidade ("encher lingüiça"): que a dissertação seja elaborada com VERBOS E PRONOMES EM TERCEIRA PESSOA. O texto impessoal soa como verdade e, como já citado, fazer crer é um dos objetivos de quem disserta.
Na dissertação, as idéias devem ser colocadas de maneira CLARA E COERENTE e organizadas de maneira LÓGICA:
a) o elo de ligação entre pontos de vista e argumento se faz de maneira coerente e lógica através das CONJUNÇÕES (=conectivos) - coordenativas ou subordinativas, dependendo da idéia que se queira introduzir e defender; é por isso que as conjunções são chamadas de MARCADORES ARGUMENTATIVOS.
b) todo texto dissertativo é composto por três partes coesas e coerentes: INTRODUÇÃO, DESENVOLVIMENTO e CONCLUSÃO.
A introdução é a parte em que se dá a apresentação do tema, através de um CONCEITO ( e conceituar é GENERALIZAR, ou seja, é dizer o que um referente tem em comum em relação aos outros seres da sua espécie) ou através de QUESTIONAMENTO(s) que ele sugere, que deve ser seguido de um PONTO DE VISTA e de seu ARGUMENTO PRINCIPAL. Para que a introdução fique perfeita, é interessante seguir esses passos:
1. Transforme o tema numa pergunta;
2. Responda a pergunta ( e obtém-se o PONTO DE VISTA);
3. Coloque o porquê da resposta ( e obtém-se o ARGUMENTO).
O desenvolvimento contém as idéias que reforçam o argumento principal, ou seja, os ARGUMENTOS AUXILIARES e os FATOS-EXEMPLOS ( verdadeiros, reconhecidos publicamente).
A conclusão é a parte final da redação dissertativa, onde o seu autor deve "amarrar" resumidamente ( se possível, numa frase) todas as idéias do texto para que o PONTO DE VISTA inicial se mostre irrefutável, ou seja, seja imposto e aceito como verdadeiro.
Antes de iniciar a dissertação, no entanto, é preciso que seu autor: 1. Entenda bem o tema; 2. Reflita a respeito dele;3. Passe para o papel as idéias que o tema lhe sugere; 4. Faça a organização textual ( o "esqueleto do texto"), pois a quantidade de idéias sugeridas pelo tema é igual a quantidade de parágrafos que a dissertação terá no DESENVOLVIMENTO do texto.
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
OS 7 MERGULHOS DE NAAMÃ
“OS SETE MERGULHOS DE NAAMÔ
Publicado em: 6/11/2010
Por: Pr. Alexandre Augusto
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II Reis - 5
01. E NAAMÃ, capitão do exército do rei da Síria, era um grande homem diante do seu senhor, e de muito respeito; porque por ele o SENHOR dera livramento aos sírios; e era este homem herói valoroso, porém leproso.
02. E saíram tropas da Síria, da terra de Israel, e levaram presa uma menina que ficou ao serviço da mulher de Naamã.
03. E disse esta à sua senhora: Antes o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra.
09. Veio, pois, Naamã com os seus cavalos, e com o seu carro, e parou à porta da casa de Eliseu.
10. Então Eliseu lhe mandou um mensageiro, dizendo: Vai, e lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será curada e ficarás purificado.
14. Então desceu, e mergulhou no Jordão sete vezes, conforme a palavra do homem de Deus; e a sua carne tornou-se como a carne de um menino, e ficou purificado.
INTRODUÇÃO
Esta será uma mensagem que certamente nos dará uma outra visão de um relato que marcou a história da vida de um grande homem chamado Naamã. Para tanto, gostaria que cada leitor prestasse muita atenção nas linhas desta mensagem que muito nos ensinará sobre milagres.
Quando meditava nesta passagem fiquei maravilhado, pois muitas revelações podem ser nos dada, a partir deste conteúdo bíblico, e bem sei que muitos já ouviram ou leram alguma coisa sobre a cura do general do exército Sírio. Esta história irá impactar sua vida e o que aconteceu com Naamã, pode também acontecer com você, creia que Deus nunca mudou e nunca mudará.
Abra seu coração e se encha de uma simples, mas profunda palavra da parte do Senhor Jesus.
QUEM ERA NAAMÃ?
Não se sabe muito sobre a vida de Naamã além do que a bíblia nos relata, então assim sabemos que este homem era um grande general do Exército do rei da Síria, segundo alguns estudos, o nome Naamã significa “criança meiga”. Ele também tinha uma família, pois a bíblia é enfática em citar sua amada, sem mencionar seu nome, e se era general e era casado, podemos supor que também tivesse filhos.
Como general, Naamã tinha conquistado muitas vitórias para seu Rei, era famoso, muito conhecido em sua terra, homem respeitado e honrado. Também tinha muitas riquezas. Imagino que sua casa era bem parecida com um palácio, devido a grande riqueza que possuía, assim tinha muitos empregados, que cuidavam de seus pertences. Este era Naamã.
Embora fosse um homem bem sucedido na vida segundo a visão dos outros, dentro de si na verdade Naamã era um homem frustrado, pois vemos no texto acima que este grande general era leproso e a lepra não tinha cura comprovada naqueles tempos, e se você não sabe esta é uma doença muito castigante pois as úlceras vinham gradualmente nas diferentes partes do corpo, o cabelo caía, as sobrancelhas desaparecem, as unhas amolecem e caem e mais tarde os dedos das mãos e dos pés apodrecem e caem, as gengivas contraem-se e os dentes desaparecem, os olhos, o nariz, a língua, pouco a pouco desaparecem envotos em feridas terríveis.
Mas um dia, já não aguentando mais ver o sofrimento de sua senhora, uma menina que era uma escrava e na casa do senhor o escravo não podia falar, mas algo move ocoração dessa menida que penso que ao ver seu senhor Naamã ela pensa em voz alta e sua senhora escuta e pede que ela repita, e a menina novamente diz: “Há! Se meu senhor estivesse diante do profeta Elizeu, que está na cidade de Samaria, com certeza ele o curaria.”
Ao ouvir esta afirmação tudo começa a mudar naquela casa, pois não é difícil de imaginar, que se Naamã tinha lepra, todos seus pertences eram separados, para não contaminar sua família e como um leproso ele deveria dormir sozinho em um quarto a parte na imensidão de seu palacete. E pela manhã ele se levantava e para ir ao palácio tinha que se vestir até ao pescoço para não expor sua vergonha. Mas ao ouvir o nome Elizeu, do hebraico Elisha, que significa “Deus é Salvação”, a vida de Naamã toma outro rumo, e assim será com nossas vidas.
A VIAGEM DE NAAMÃ
Diante de uma outra possibilidade, pois todo rico gasta tudo o que tem em busca de um remédio que cure sua enfermidade e com Naamã não foi diferente, ele vai até o rei e pede autorização para ir até Samaria, e assim Naamã parte levando incertezas, dúvidas, esperança, dentro de um coração condenado.
Cada minuto era diferente para Naamã, pois ao mesmo tempo em que sua esperança o conduzia a se ver curado, por outro lado uma dúvida o fazia pensar que todo aquele esforço seria em vão.
Quantos de nós neste momento estamos atravessando momentos de total incapacidade diante de um problema que nos suga as esperanças, e nos condena a termos uma vida falida? Quantas pessoas se entregam ao desespero, e acabam por fazerem “besteiras” diante de um momento de desespero. Mas quero lhes dizer que ainda há uma esperança para cada um de nós, mas devemos entender que sua viagem em busca do profeta não tem a mesma distância que a minha, o meu esforço não é igual ao seu.
Mesmo em cima de seu cavalo ele precisava mudar seus conceitos para consigo mesmo e em relação aos outros. Mas a viagem chega ao fim, pois toda viagem tem um fim e este período que você esta passando é apenas uma viagem que está chegando ao fim, então não se desespere. Agora Naamã chega a Samaria e tem pressa em ver o profeta Elizeu, mas antes, por uma questão de educação ele vai até a presença do Rei Jorão, que ao ler a carta do Rei da Síria se desespera, mas Elizeu chama para si a responsabilidade, e se Elizeu é “Deus é Salvação”, então Deus chama para si, nossos problemas, e Ele é o Deus do impossível.
Então, agora, Naamã vai até a presença do profeta de Deus.
OS SETE MERGULHOS DE NAAMÃ
Quando Naamã chega até a porta da casa do profeta Elizeu, ele esperava ser recebido pelo profeta, mas o profeta não sai e somente manda um recado através de seu porta voz dizendo que ele deveria ir até ao rio Jordão e se mergulhar sete vezes e sua doença seria curada.
O nome Jordão vem do Hebraico e significa “Aquele que desce” ou “Declive”, também é um. O que aprendemos aqui é que o general Naamã precisava descer dos empecilhos que lhe impediam de ser abençoado. Assim somos nós, ficamos em cima de um monte de incredulidades e queremos benção.
Diante da ordem de que deveria se banhar no Jordão e de que nem mesmo Elizeu saiu para atendê-lo, Naamã fica revoltado, mas um de seus soldados lhe dá uma sábia palavra, que faz com que o general mude de idéia e obedeça a ordem do profeta Elizeu. Agora vejamos esta cena.
Ao chegar ao rio, Naamã tem que tirar sua roupa e mostrar qual era realmente a amplitude de seu problema, ele revela a lepra que afligia seu corpo, e mesmo sentindo vergonha ele precisa superar. Agora o general mergulha a primeira vez e nada acontece, mergulha a segunda vez e nada acontece, assim sucessivamente até a sétima vez e quando ele se levanta sua pele agora se assemelha a pele de uma criança, pois além de ter sido curado ele foi renovado.
Mas porque o profeta Elizeu disse a Naamã que mergulhasse sete vezes e não três ou seis, ou somente uma?
Primeiro que sete representa a manifestação de Deus, e fim de um período e começo de outro (mas sobre isto eu prego em outra ocasião!), sete foram os dias que Deus criou a terra, sete foram as vezes que Israel rodeou Jericó, e muito mais. Então vejamos na revelação desta palavra o poder dos sete mergulhos de Naamã.
OS SETE MERGULHOS DE NAAMÃ
Deus já havia revelado ao profeta Elizeu o que deveria ser feito quanto ao problema de Naamã, e assim ele, o profeta faz tudo o que Jeová manda. Logo ao entrar no rio Jordão, todos olhavam para Naamã e diziam em seus corações “será que vai dar certo?”, será que vai funcionar? Será que Elizeu é maluco? Será? Será?
Assim são aqueles que nos cercam. Ficam duvidando que nossas bênçãos vão chegar e Deus manda dizer que eles verão seu milagre.
1. O PRIMEIRO MERGULHO
Naamã se joga nas águas barrentas do rio Jordão e se levanta e aqueles que estavam do lado de fora disseram, nada aconteceu. Mas Naamã que tem pressa para se ver curado, não abre os olhos, pois as águas do Jordão que são turvas impedem que faça isso. E aqui eu vejo que no primeiro mergulho Deus cura a vida espiritual do general, pois ao lutar contra a doença e se ver sendo vencido, sua fé foi minando, e sua crença em Deus e nos deuses da Síria acabaram, pois ele havia clamado a todos os deuses
Naamã era mais um ateu, que já não tinha mais fé em nada e agora o primeiro mergulho cura sua vida espiritual, já nasce uma pequena fé no coração de Naamã e ele agora pode dar o segundo mergulho.
2. O SEGUNDO MERGULHO
Com a vida espiritual restaurada ele parte para o segundo mergulho e no segundo mergulho os sonhos perdido do general renascem, como que vem do nada. Tudo aquilo que caiu no esquecimento volta a reviver no coração de Naamã. Eu sempre digo que sonho que se sonha sem que esteja na presença do Senhor Deus Jeová de nada vale, ou está fadado ao fracasso.
Precisamos resgatar nossos sonhos e colocá-los na presença do único e verdadeiro Deus vivo. Chorar não vai mudar sua situação, lembra-se de Ana, lembra-se de Hagar, mas um coração contrito na presença de Deus muda tudo.
3. O TERCEIRO MERGULHO
Agora com a vida espiritual e os sonhos restaurados, Naamã pode partir para o terceiro mergulho, pois como um pai de família, ele precisava cuidar de sua casa e condenado a morrer precocemente sua família estaria também condenada. Então agora Deus renova sua vida profissional, para que volte a ter orgulho de si mesmo, sendo um profissional de qualidade, tendo novamente a dignidade que achava estar perdendo diante da tropa que comandava. Precisamos ser bem sucedidos naquilo que fazemos, pois isso nos massageia o ego pessoal.
4. O QUARTO MERGULHO
Vida espiritual ok, vida de sonhos ok, vida profissional ok, chega a ora do quarto mergulho, onde agora Deus vem renovar a vida social de Naamã. Quando descobriu que tinha lepra, ele para de se relacionar com seus amigos e com sua família, pois tinha vergonha e receio de passar para seus entes querido uma coisa horrível. Já a algum tempo Naamã era um solitário e para mim solidão é um demônio que assombra pessoas.
Precisamos estar bem conosco mesmos e com os outros, pois o ser humano é um ser sociável, precisamos nos relacionarmos todos os dias.
5. O QUINTO MERGULHO
Chega a hora do quinto mergulho e esse tem um forte peso. Para mim este mergulho é o que restaura a vida familiar do general Naamã, pois veja bem, como um leproso ele não podia ter uma vida familiar normal, ele não podia chegar em casa e se sentar com os filhos ter uma conversa, contar suas conquista abarcar sua esposa e talvez algum neto, pois uma desgraça havia acometido seu corpo.
Ele necessitava de sua família a seu lado e a lepra havia roubado sua família, havia feito uma separação involuntária.
6. O SEXTO MERGULHO
Chegamos ao sexto mergulho, e aí Deus vem tratar a vida física, ou seja, a alto estima de Naamã, pois todas as vezes que se despia em seu quarto ele chorava ao ver suas úlceras, e isso era uma tortura para ele. E o seu físico era o que havia feito a pior das separações, pois ele não tinha mais uma vida de intimidade sexual com sua esposa, ele vive de lembranças, ele chega em casa e olha sua esposa mas não pode tocá-la, e ao restaurar o físico de Naamã, Deus restaura a intimidade com sua amada.
7. O SÉTIMO MERGULHO
Esta é a área mais importante restaurada por Deus na vida de um general de guerra Sírio chamado Naamã, e de propósito eu deixei por último. É a salvação da alma de Naamã. Ao se levantar do sétimo mergulho ele se vê totalmente curado, e com uma pele sem defeitos ou feridas, então ele crê que não existe outro Deus além do Deus verdadeiro, Jeová. E se continuarmos lendo veremos que ele volta para Síria dizendo que sempre adoraria ao Deus de Israel, pois agora ele tem um bom motivo para isso.
A VIAGEM DE VOLTA
Naamã prepara tudo para voltar, parece que caminho agora é mais longo, ele tem pressa, sua alegria é contagiante, ele não para de se olhar, e um sorriso de orelha a orelha está estampado em seu rosto, mas como disse ele tem pressa, os cavalos vão a galope, creio que Naamã não vê a hora de se mostrar para sua esposa, seus filhos, seus amigos e seu rei, que o Deus de Israel o curou em todas as áreas de sua vida.
Então alguém corre para dizer a família de Naamã que ele estava de volta, e todos da casa saem para vê-lo, e como um espanto eles testemunham que verdadeiramente o Senhor é salvação.
CONCLUSÃO
Bom! Eu não sei como está sua vida meu amado amigo e irmão leitor, mas sei que todos precisamos de uma cura em alguma área de suas vidas, e por isso eu quero lhes escrever algumas palavras.
Não deixe de acreditar no Senhor Deus Jeová, mesmo que a situação seja adversa, mesmo que outros não acreditem em seu milagre, mesmo que a distância seja longa e a viagem difícil, sempre acredite que há um profeta capaz de lhe dar uma palavra que mudará sua vida, mergulhe na presença de Deus agora e tenha uma nova vida. Eu profetizo que você vai vencer! Deus te abençoe, te ajude e lhe dê forças. Amém.
Publicado em: 6/11/2010
Por: Pr. Alexandre Augusto
Igreja do Evangelho Quadrangular - Itajubá/Minas Gerais
pastoralexandreaugusto@bol.com.br
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II Reis - 5
01. E NAAMÃ, capitão do exército do rei da Síria, era um grande homem diante do seu senhor, e de muito respeito; porque por ele o SENHOR dera livramento aos sírios; e era este homem herói valoroso, porém leproso.
02. E saíram tropas da Síria, da terra de Israel, e levaram presa uma menina que ficou ao serviço da mulher de Naamã.
03. E disse esta à sua senhora: Antes o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra.
09. Veio, pois, Naamã com os seus cavalos, e com o seu carro, e parou à porta da casa de Eliseu.
10. Então Eliseu lhe mandou um mensageiro, dizendo: Vai, e lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será curada e ficarás purificado.
14. Então desceu, e mergulhou no Jordão sete vezes, conforme a palavra do homem de Deus; e a sua carne tornou-se como a carne de um menino, e ficou purificado.
INTRODUÇÃO
Esta será uma mensagem que certamente nos dará uma outra visão de um relato que marcou a história da vida de um grande homem chamado Naamã. Para tanto, gostaria que cada leitor prestasse muita atenção nas linhas desta mensagem que muito nos ensinará sobre milagres.
Quando meditava nesta passagem fiquei maravilhado, pois muitas revelações podem ser nos dada, a partir deste conteúdo bíblico, e bem sei que muitos já ouviram ou leram alguma coisa sobre a cura do general do exército Sírio. Esta história irá impactar sua vida e o que aconteceu com Naamã, pode também acontecer com você, creia que Deus nunca mudou e nunca mudará.
Abra seu coração e se encha de uma simples, mas profunda palavra da parte do Senhor Jesus.
QUEM ERA NAAMÃ?
Não se sabe muito sobre a vida de Naamã além do que a bíblia nos relata, então assim sabemos que este homem era um grande general do Exército do rei da Síria, segundo alguns estudos, o nome Naamã significa “criança meiga”. Ele também tinha uma família, pois a bíblia é enfática em citar sua amada, sem mencionar seu nome, e se era general e era casado, podemos supor que também tivesse filhos.
Como general, Naamã tinha conquistado muitas vitórias para seu Rei, era famoso, muito conhecido em sua terra, homem respeitado e honrado. Também tinha muitas riquezas. Imagino que sua casa era bem parecida com um palácio, devido a grande riqueza que possuía, assim tinha muitos empregados, que cuidavam de seus pertences. Este era Naamã.
Embora fosse um homem bem sucedido na vida segundo a visão dos outros, dentro de si na verdade Naamã era um homem frustrado, pois vemos no texto acima que este grande general era leproso e a lepra não tinha cura comprovada naqueles tempos, e se você não sabe esta é uma doença muito castigante pois as úlceras vinham gradualmente nas diferentes partes do corpo, o cabelo caía, as sobrancelhas desaparecem, as unhas amolecem e caem e mais tarde os dedos das mãos e dos pés apodrecem e caem, as gengivas contraem-se e os dentes desaparecem, os olhos, o nariz, a língua, pouco a pouco desaparecem envotos em feridas terríveis.
Mas um dia, já não aguentando mais ver o sofrimento de sua senhora, uma menina que era uma escrava e na casa do senhor o escravo não podia falar, mas algo move ocoração dessa menida que penso que ao ver seu senhor Naamã ela pensa em voz alta e sua senhora escuta e pede que ela repita, e a menina novamente diz: “Há! Se meu senhor estivesse diante do profeta Elizeu, que está na cidade de Samaria, com certeza ele o curaria.”
Ao ouvir esta afirmação tudo começa a mudar naquela casa, pois não é difícil de imaginar, que se Naamã tinha lepra, todos seus pertences eram separados, para não contaminar sua família e como um leproso ele deveria dormir sozinho em um quarto a parte na imensidão de seu palacete. E pela manhã ele se levantava e para ir ao palácio tinha que se vestir até ao pescoço para não expor sua vergonha. Mas ao ouvir o nome Elizeu, do hebraico Elisha, que significa “Deus é Salvação”, a vida de Naamã toma outro rumo, e assim será com nossas vidas.
A VIAGEM DE NAAMÃ
Diante de uma outra possibilidade, pois todo rico gasta tudo o que tem em busca de um remédio que cure sua enfermidade e com Naamã não foi diferente, ele vai até o rei e pede autorização para ir até Samaria, e assim Naamã parte levando incertezas, dúvidas, esperança, dentro de um coração condenado.
Cada minuto era diferente para Naamã, pois ao mesmo tempo em que sua esperança o conduzia a se ver curado, por outro lado uma dúvida o fazia pensar que todo aquele esforço seria em vão.
Quantos de nós neste momento estamos atravessando momentos de total incapacidade diante de um problema que nos suga as esperanças, e nos condena a termos uma vida falida? Quantas pessoas se entregam ao desespero, e acabam por fazerem “besteiras” diante de um momento de desespero. Mas quero lhes dizer que ainda há uma esperança para cada um de nós, mas devemos entender que sua viagem em busca do profeta não tem a mesma distância que a minha, o meu esforço não é igual ao seu.
Mesmo em cima de seu cavalo ele precisava mudar seus conceitos para consigo mesmo e em relação aos outros. Mas a viagem chega ao fim, pois toda viagem tem um fim e este período que você esta passando é apenas uma viagem que está chegando ao fim, então não se desespere. Agora Naamã chega a Samaria e tem pressa em ver o profeta Elizeu, mas antes, por uma questão de educação ele vai até a presença do Rei Jorão, que ao ler a carta do Rei da Síria se desespera, mas Elizeu chama para si a responsabilidade, e se Elizeu é “Deus é Salvação”, então Deus chama para si, nossos problemas, e Ele é o Deus do impossível.
Então, agora, Naamã vai até a presença do profeta de Deus.
OS SETE MERGULHOS DE NAAMÃ
Quando Naamã chega até a porta da casa do profeta Elizeu, ele esperava ser recebido pelo profeta, mas o profeta não sai e somente manda um recado através de seu porta voz dizendo que ele deveria ir até ao rio Jordão e se mergulhar sete vezes e sua doença seria curada.
O nome Jordão vem do Hebraico e significa “Aquele que desce” ou “Declive”, também é um. O que aprendemos aqui é que o general Naamã precisava descer dos empecilhos que lhe impediam de ser abençoado. Assim somos nós, ficamos em cima de um monte de incredulidades e queremos benção.
Diante da ordem de que deveria se banhar no Jordão e de que nem mesmo Elizeu saiu para atendê-lo, Naamã fica revoltado, mas um de seus soldados lhe dá uma sábia palavra, que faz com que o general mude de idéia e obedeça a ordem do profeta Elizeu. Agora vejamos esta cena.
Ao chegar ao rio, Naamã tem que tirar sua roupa e mostrar qual era realmente a amplitude de seu problema, ele revela a lepra que afligia seu corpo, e mesmo sentindo vergonha ele precisa superar. Agora o general mergulha a primeira vez e nada acontece, mergulha a segunda vez e nada acontece, assim sucessivamente até a sétima vez e quando ele se levanta sua pele agora se assemelha a pele de uma criança, pois além de ter sido curado ele foi renovado.
Mas porque o profeta Elizeu disse a Naamã que mergulhasse sete vezes e não três ou seis, ou somente uma?
Primeiro que sete representa a manifestação de Deus, e fim de um período e começo de outro (mas sobre isto eu prego em outra ocasião!), sete foram os dias que Deus criou a terra, sete foram as vezes que Israel rodeou Jericó, e muito mais. Então vejamos na revelação desta palavra o poder dos sete mergulhos de Naamã.
OS SETE MERGULHOS DE NAAMÃ
Deus já havia revelado ao profeta Elizeu o que deveria ser feito quanto ao problema de Naamã, e assim ele, o profeta faz tudo o que Jeová manda. Logo ao entrar no rio Jordão, todos olhavam para Naamã e diziam em seus corações “será que vai dar certo?”, será que vai funcionar? Será que Elizeu é maluco? Será? Será?
Assim são aqueles que nos cercam. Ficam duvidando que nossas bênçãos vão chegar e Deus manda dizer que eles verão seu milagre.
1. O PRIMEIRO MERGULHO
Naamã se joga nas águas barrentas do rio Jordão e se levanta e aqueles que estavam do lado de fora disseram, nada aconteceu. Mas Naamã que tem pressa para se ver curado, não abre os olhos, pois as águas do Jordão que são turvas impedem que faça isso. E aqui eu vejo que no primeiro mergulho Deus cura a vida espiritual do general, pois ao lutar contra a doença e se ver sendo vencido, sua fé foi minando, e sua crença em Deus e nos deuses da Síria acabaram, pois ele havia clamado a todos os deuses
Naamã era mais um ateu, que já não tinha mais fé em nada e agora o primeiro mergulho cura sua vida espiritual, já nasce uma pequena fé no coração de Naamã e ele agora pode dar o segundo mergulho.
2. O SEGUNDO MERGULHO
Com a vida espiritual restaurada ele parte para o segundo mergulho e no segundo mergulho os sonhos perdido do general renascem, como que vem do nada. Tudo aquilo que caiu no esquecimento volta a reviver no coração de Naamã. Eu sempre digo que sonho que se sonha sem que esteja na presença do Senhor Deus Jeová de nada vale, ou está fadado ao fracasso.
Precisamos resgatar nossos sonhos e colocá-los na presença do único e verdadeiro Deus vivo. Chorar não vai mudar sua situação, lembra-se de Ana, lembra-se de Hagar, mas um coração contrito na presença de Deus muda tudo.
3. O TERCEIRO MERGULHO
Agora com a vida espiritual e os sonhos restaurados, Naamã pode partir para o terceiro mergulho, pois como um pai de família, ele precisava cuidar de sua casa e condenado a morrer precocemente sua família estaria também condenada. Então agora Deus renova sua vida profissional, para que volte a ter orgulho de si mesmo, sendo um profissional de qualidade, tendo novamente a dignidade que achava estar perdendo diante da tropa que comandava. Precisamos ser bem sucedidos naquilo que fazemos, pois isso nos massageia o ego pessoal.
4. O QUARTO MERGULHO
Vida espiritual ok, vida de sonhos ok, vida profissional ok, chega a ora do quarto mergulho, onde agora Deus vem renovar a vida social de Naamã. Quando descobriu que tinha lepra, ele para de se relacionar com seus amigos e com sua família, pois tinha vergonha e receio de passar para seus entes querido uma coisa horrível. Já a algum tempo Naamã era um solitário e para mim solidão é um demônio que assombra pessoas.
Precisamos estar bem conosco mesmos e com os outros, pois o ser humano é um ser sociável, precisamos nos relacionarmos todos os dias.
5. O QUINTO MERGULHO
Chega a hora do quinto mergulho e esse tem um forte peso. Para mim este mergulho é o que restaura a vida familiar do general Naamã, pois veja bem, como um leproso ele não podia ter uma vida familiar normal, ele não podia chegar em casa e se sentar com os filhos ter uma conversa, contar suas conquista abarcar sua esposa e talvez algum neto, pois uma desgraça havia acometido seu corpo.
Ele necessitava de sua família a seu lado e a lepra havia roubado sua família, havia feito uma separação involuntária.
6. O SEXTO MERGULHO
Chegamos ao sexto mergulho, e aí Deus vem tratar a vida física, ou seja, a alto estima de Naamã, pois todas as vezes que se despia em seu quarto ele chorava ao ver suas úlceras, e isso era uma tortura para ele. E o seu físico era o que havia feito a pior das separações, pois ele não tinha mais uma vida de intimidade sexual com sua esposa, ele vive de lembranças, ele chega em casa e olha sua esposa mas não pode tocá-la, e ao restaurar o físico de Naamã, Deus restaura a intimidade com sua amada.
7. O SÉTIMO MERGULHO
Esta é a área mais importante restaurada por Deus na vida de um general de guerra Sírio chamado Naamã, e de propósito eu deixei por último. É a salvação da alma de Naamã. Ao se levantar do sétimo mergulho ele se vê totalmente curado, e com uma pele sem defeitos ou feridas, então ele crê que não existe outro Deus além do Deus verdadeiro, Jeová. E se continuarmos lendo veremos que ele volta para Síria dizendo que sempre adoraria ao Deus de Israel, pois agora ele tem um bom motivo para isso.
A VIAGEM DE VOLTA
Naamã prepara tudo para voltar, parece que caminho agora é mais longo, ele tem pressa, sua alegria é contagiante, ele não para de se olhar, e um sorriso de orelha a orelha está estampado em seu rosto, mas como disse ele tem pressa, os cavalos vão a galope, creio que Naamã não vê a hora de se mostrar para sua esposa, seus filhos, seus amigos e seu rei, que o Deus de Israel o curou em todas as áreas de sua vida.
Então alguém corre para dizer a família de Naamã que ele estava de volta, e todos da casa saem para vê-lo, e como um espanto eles testemunham que verdadeiramente o Senhor é salvação.
CONCLUSÃO
Bom! Eu não sei como está sua vida meu amado amigo e irmão leitor, mas sei que todos precisamos de uma cura em alguma área de suas vidas, e por isso eu quero lhes escrever algumas palavras.
Não deixe de acreditar no Senhor Deus Jeová, mesmo que a situação seja adversa, mesmo que outros não acreditem em seu milagre, mesmo que a distância seja longa e a viagem difícil, sempre acredite que há um profeta capaz de lhe dar uma palavra que mudará sua vida, mergulhe na presença de Deus agora e tenha uma nova vida. Eu profetizo que você vai vencer! Deus te abençoe, te ajude e lhe dê forças. Amém.
Razões por que é tão difícil perdoar
( 1009 visitas )
Publicado em: 19/5/2008
Por: Pastor Geraldo Magela de Andrade
Igreja Maranata - Ministério Surubim - Surubim - Pernambuco
geraldo@celpe.com.br
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Perdoar é não revidar, deixar pra lá, não querer reparação do erro ou do pecado cometido. Perdoar não é esquecer o fato nem ficar "chalerando" quem te prejudicou, mas esquecer de sentir dor quando se lembra do episódio. A Bíblia diz que devemos perdoar. Devemos. Não é opção, mas dever. Perdoe não sete vezes, mas setenta vezes sete. O perdão de Deus para conosco está atrelado ao perdão que concedemos ao próximo... Bonito de escrever e de filosofar, mas difícil de praticar. Uma das coisas mais difíceis do Evangelho é tratar o próximo como Deus nos trata. Por que é tão difícil conceder perdão?
1. Porque ninguém gosta de perder. Sofrer o dano, ser prejudicado e ficar por baixo passa a idéia de que somos idiotas. Portanto, nego perdão.
2. Porque o sentimento de vingança é mais forte e mais fácil. Como somos pecadores, o perdão fica no andar de cima e o desejo de vingança é muito mais acessível, no andar de baixo.
3. Porque somos essencialmente legalistas. Dizemos que somos crentes, cristãos, evangélicos, de Deus, religiosos, mas, na verdade, somos é legalistas. Não entendemos nada da Graça de Deus. Olho por olho e dente por dente é a lei que rege nossos relacionamentos - os mais "santos" são os mais legalistas que eu conheço.
4. Porque não apreendemos o quanto é benéfico perdoar. Perdoar não libera somente o outro, abençoa muito mais a gente! Quando eu perdoo de coração livro a mim mesmo de amargura (já sentiu sabor amargo na boca? É disso que estou falando, só que o amargor atinge a alma!), ressentimento (sentir de novo, a cada vez que se lembra do fato) e angústia (aflições infernais que causam os piores pesadelos, mesmo acordados). Perdoe, o primeiro beneficiado é você. Talvez, o único!
Fonte: www.pastorgeraldomagela.com
terça-feira, 5 de novembro de 2013
A FAMILIA DO MINISTRO CRISTÃO
A FAMÍLIA DO MINISTRO
Publicado em: 22/9/2013
Por: Ev. Robério Oliveira
Igreja Batista Betel - Rio Real - BA
roberioolieira07@hotmail.com
Biblia para Referência
Bíblia Virtual
A Família do Ministro Cristão
Apesar de ter um casamento estável e filhos bons e convertidos, sinto-me pouco à vontade ao falar a respeito desse assunto. Isso porque, contudo que tenha sido abençoado por Deus nessa área, reconheço-me extremamente falho nesse aspecto. Porém, alguém teria que fazê-lo e, parte dessa tarefa, coube a mim nesse dia. É muito necessário falar sobre essa área tão sensível para todos nós, pastores e lideres cristãos.
Escolhi ser mais genérico e me focar mais, apenas em algumas das razões para cuidarmos desta área, deixando para o Pr. Eduardo a responsabilidade de falar sobre “como” devemos fazer, Ou seja, o que Deus requer que façamos em função desses argumentos. Em resumo: Vou apenas preparar nossos lombos para o que vem a seguir (Obs: Pastor Eduardo A. Cadete da Igreja Batista em Jd das Flores-Osasco foi incumbido de falar sobre isso na ocasião). Falaremos obre a importância da relação entre o pastor/diácono com seus filhos e essas “mulheres sem nome”. Sim. É assim que elas têm sido conhecidas. Talvez você conheça muitos pastores e saiba os nomes deles. Mas, saberia dizer os nomes de suas esposas? Geralmente, elas são conhecidas apenas como “a esposa do pastor tal”. Bem, menos mal que seja assim. Seria pior se fosse o contrário.
Um outro lado da questão a ser avaliado, é que algumas não tem nome nem rosto (nunca se vê). Elas não acompanham seus maridos quase nunca. De fato, pode-se dizer que algumas nunca os acompanham, mesmo. Isso é uma mal e justifica bastante o fato de não sabermos seus nomes. Quase não se sabe que elas existem.
- A RAZÃO DE CUIDARMOS DA RELAÇÃO COM NOSSAS ESPOSAS.
- O papel delas em nosso ministério.
- O propósito de Deus nisto.
Gen. 2.18 – “Não é bom que o Homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele”.
I Tim. 3.2 e 12 – “Convém que o Bispo seja...marido de uma mulher” e “Os diáconos sejam maridos de uma só mulher”.
- Notemos alguns fatores importantes na ligação destes versículos:
a) Deus criou a mulher para ser a nossa grande ajudadora (cooperadora, parceira).
b) Ele fez isto porque “viu que não era bom que o homem estivesse só”.
c) Ele concedeu uma única mulher para o homem.
d) Ele a fez “idônea” para o homem.
Assim, com relação à família do pastor, do diácono e de líderes na igreja em geral, podemos considerar de modo especial, essas quatro verdades:
a) Nossas esposas são as nossas “ajudadoras” (companheiras, parceiras, cooperadoras).
b) Não é bom que o Pastor ou Diácono esteja só!
c) Ela é a Mulher da nossa Vida.
d) Elas precisam ser idôneas para nós.
Isso tudo não implica em que elas tenham que ser “pregadoras” (dar estudos) nem fazer o papel de “Espírito Santo” na elaboração de nossas pregações. Mas, se Deus viu que Adão precisava de ajuda no Paraíso, quanto mais nós em meio a tantas tribulações e afazeres! A tarefa é demasiadamente grande e difícil para que a façamos sozinhos. Ninguém precisa mais de auxilio em sua missão que nós. Pobres daqueles que, por algum motivo, escolhem ou precisam caminhar sem essa ajuda. Ainda mais, devemos nos compadecer daqueles que tem suas esposas levadas por Deus em meio a seu ministério, pois eles hão de se ressentir da falta da ajuda delas.
Nossas esposas são, muitas vezes, nossos “olhos e ouvidos auxiliares”. Coisas que não temos condição de perceber sozinhos em meio a tantas tarefas são captadas por elas. Isto se aplica, principalmente, no meio das irmãs. Sendo companheira delas, além de ser uma “Mestra no bem”, a esposa do pastor ou diácono pode auxiliá-lo, verificando as necessidades e problemas que afetam a vida das irmãs. Embora o pastor e o diácono tenham que ser líderes accessíveis para todos os membros da igreja, muitas vezes existe uma dificuldade com relação às irmãs, uma vez que não convém que eles sejam muito íntimos delas.
A fim de cumprir o “governar bem a própria casa”, é essencial que o pastor conte com a ajuda da esposa. Lamentavelmente, por vezes, encontramos algumas que mais atrapalham do que ajudam. Além de seus filhos serem mais visados, em razão de que o seu lar tem que servir de exemplo para todo o rebanho, o pastor precisa dividir sua atenção com toda a igreja. Esse é o grande motivo de ele precisar de maior ajuda que outros.
Essa tarefa de dar suporte com os filhos e a casa, que são as prioridades bíblicas da mulher, muitas vezes vai mantê-la muito ocupada. Mas, ela não deve deixar o seu marido por causa disso. É claro que a responsabilidade de dar a elas condição para isso também é nossa. À medida do possível, onde ele estiver ela deve estar também. Não pode ficar muito longe (em matéria de distância e tempo). Isto NUNCA acaba bem!!! “Não é bom que ele esteja só”! - Esta constatação Divina, não é só pela necessidade de ajuda, como vimos antes. O pastor e o diácono, biblicamente, têm que ser Homens (sexo masculino = Andros) e, inerente a isto, eles têm necessidades afetivas e sexuais.
Líderes na igreja, certamente serão sempre alvos do Adversário e, se expostos, serão tentados nesta área por Satanás. Ele busca como nos atingir e “anda bramando como leão, buscando a quem possa tragar”. Não é só com o rebanho que ele faz isso. Não devemos esquecer que a liderança é o principal alvo do inimigo.
Sabemos que Deus nos deu “uma só mulher” e temos que ser “Homens de uma só mulher”. Se não for assim, estamos absolutamente desqualificados para a obra (biblicamente). Temos este compromisso com elas, diante de Deus, da igreja e da sociedade! Mas, as esposas têm que “cooperar” com seus maridos nisto também.
Ele não pode ter olhos para nenhuma outra, porque tem A MELHOR MULHER DO MUNDO ao seu lado. A irmã tem que ser A MULHER DA VIDA do seu marido! Portanto, digo às irmãs agora, se teu marido é um líder (ou não), por mais “feinho” que seja, cuide bem dele!
Quando Deus fala em fazer uma “ajudadora que lhe seja idônea”, há muita coisa contida nisto. Idôneo não é apenas alguém responsável. O significado da palavra (ikanos – no grego) significa algo ou alguém “apropriado, adequado, suficientemente bom ou forte”. Precisamos que nossas esposas sejam perfeitamente “adequadas” á missão que nos foi dada e “suficientemente boas” para nós, a ponto de não desejarmos nenhuma outra. É evidente que, para que isso aconteça, a recíproca também tem que ser verdadeira.
II - A RAZÃO DE CUIDARMOS DA RELAÇÃO COM NOSSOS FILHOS.
a) Sua sujeição e obediência.
b) Sua conversão.
I Tim. 3.4-5 e 12 – “O Bispo...governe bem sua própria casa,tendo seus filhos em sujeição...” e “diáconos...governem bem a seus filhos e suas próprias casas”
I Sam. 2. 12, 22-25 e 27-29 – "...e (Elí) ouvia tudo que seus filhos faziam...e disse-lhes:...fazeis transgredir o povo do Senhor" "...porque honras mais a teus filhos do que a Mim”.
Sob que tipo de sujeição o Senhor exige que os tenhamos? Não se fala claramente no dever de ter os filhos convertidos, mas sim “em sujeição”. A conversão deles não está propriamente em nossas mãos. Elí não foi reprovado porque seus filhos eram ímpios (filhos de Belial, como é o termo empregado com relação a eles), mas sim porque permitiu que eles continuassem ministrando naquelas condições de pecado explícito. Certamente, nosso ideal é tê-los convertidos, mas isto não nos pertence. Temos, tão somente, que cumprir fielmente o nosso papel de criá-los “na doutrina e admoestação do Senhor” a fim de alcançarmos essa dádiva. Grande mal se tem feito nas igrejas ao induzir filhos de crentes e, principalmente de pastores a se batizarem, sem uma Fé pessoal e genuína. É como se fosse uma obrigação eles seguirem a mesma Fé e, se possível, serem também pastores/diáconos como seus pais.
O cuidado com os filhos retrata o cuidado que temos com a igreja de Deus. Não é por força que eles devem nos seguir, mas com entendimento (filhos e ovelhas).
O triste caso de Eli nos mostra o quanto devemos nos preocupar com essa questão. O que os nossos erros na administração do lar podem causar em nossa vida e ministério? Eli e sua descendência foram destituídos da linhagem sacerdotal. Da mesma maneira, nosso ministério pode ser desonrado, desmoralizado e, finalmente, aniquilado.
O amor e carinho para com nossos filhos é importante e sumamente necessário. Afinal, desde cedo, ensinamos os princípios Divinos a eles (e isto não pode ser diferente). “Deus é Amor”! (I João 4.16). Porém, não podemos esquecer que o pai que ama, corrige (Hebreus 12.6...). Corrige (em amor); Isso quer dizer que ele “usa a vara, quando preciso, mas não espanca (uma vez que também não podemos ser espancadores – I Tim. 3.3).
Alguém pode argumentar, então, a respeito de Eli: - Ele não corrigiu seus filhos? – A resposta é: Não! Ele apenas os repreendeu. Porém, cometeu o grave erro de “os poupar” da punição justa e correta, de forma que foi acusado de “honrar mais a eles que a Deus”. Como podemos lidar com uma situação destas? O que você faria em lugar de Eli?
A razão de nos preocuparmos com a saúde da família dos obreiros e lideres, mas principalmente de diáconos e pastores, é porque desta forma estamos zelando pela saúde espiritual das igrejas. Temos que começar por suas famílias.
Precisamos do apoio de nossas ajudadoras, ainda que elas continuem não tendo nome. O trabalho discreto dessas irmãs será sempre precioso diante do Senhor.
Precisamos “criar nossos filhos na doutrina e admoestação do Senhor” para que, quer sejam salvos, sejam servos valorosos; quer sejam filhos de Belial, não venham a ser a causa da desmoralização de nosso ministério. Conheço o caso de um filho de um saudoso e fiel pastor. Quando jovem, ele foi membro da igreja onde seu pai pastoreava. Porém, em certa ocasião, um irmão o viu fumando na rua e levou o caso ao conhecimento do pastor. Apesar de o rapaz negar a acusação, seu próprio pai, consciente da situação, levou o caso à igreja para que ele fosse disciplinado. Ele acabou por manifestar publicamente seu vicio (que dura até hoje) e nunca mais voltou à igreja. Definitivamente, ele não quer nada com Deus.
Ainda assim, mesmo em sua impiedade, ele afirma que o único crente que ele realmente respeitava era seu pai, a despeito, mesmo, de sua disciplina. Sei que foi muito doloroso para aquele pai e pastor, fazer o que fez. Ele tinha outros filhos fiéis na igreja, mas não ousou desafiar a Deus e fazer vistas grossas para o caso daquele seu filho. Ele chegou a ser acusado por alguns de ser culpado por seu filho estar fora da igreja. Porém, ele agiu conforme o dever de um pai e pastor zeloso. Queira Deus que não tenhamos nós de passar por tal provação. Sinto compaixão por meus irmãos que se vêm nesse tipo de situação. Porém, que nos miremos no exemplo de temor a Deus para que não sejamos como Eli, tendo nossa responsabilidade paternal e ministerial negligente a ponto de sermos alvo da repreensão divina.
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Publicado em: 22/9/2013
Por: Ev. Robério Oliveira
Igreja Batista Betel - Rio Real - BA
roberioolieira07@hotmail.com
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A Família do Ministro Cristão
Apesar de ter um casamento estável e filhos bons e convertidos, sinto-me pouco à vontade ao falar a respeito desse assunto. Isso porque, contudo que tenha sido abençoado por Deus nessa área, reconheço-me extremamente falho nesse aspecto. Porém, alguém teria que fazê-lo e, parte dessa tarefa, coube a mim nesse dia. É muito necessário falar sobre essa área tão sensível para todos nós, pastores e lideres cristãos.
Escolhi ser mais genérico e me focar mais, apenas em algumas das razões para cuidarmos desta área, deixando para o Pr. Eduardo a responsabilidade de falar sobre “como” devemos fazer, Ou seja, o que Deus requer que façamos em função desses argumentos. Em resumo: Vou apenas preparar nossos lombos para o que vem a seguir (Obs: Pastor Eduardo A. Cadete da Igreja Batista em Jd das Flores-Osasco foi incumbido de falar sobre isso na ocasião). Falaremos obre a importância da relação entre o pastor/diácono com seus filhos e essas “mulheres sem nome”. Sim. É assim que elas têm sido conhecidas. Talvez você conheça muitos pastores e saiba os nomes deles. Mas, saberia dizer os nomes de suas esposas? Geralmente, elas são conhecidas apenas como “a esposa do pastor tal”. Bem, menos mal que seja assim. Seria pior se fosse o contrário.
Um outro lado da questão a ser avaliado, é que algumas não tem nome nem rosto (nunca se vê). Elas não acompanham seus maridos quase nunca. De fato, pode-se dizer que algumas nunca os acompanham, mesmo. Isso é uma mal e justifica bastante o fato de não sabermos seus nomes. Quase não se sabe que elas existem.
- A RAZÃO DE CUIDARMOS DA RELAÇÃO COM NOSSAS ESPOSAS.
- O papel delas em nosso ministério.
- O propósito de Deus nisto.
Gen. 2.18 – “Não é bom que o Homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele”.
I Tim. 3.2 e 12 – “Convém que o Bispo seja...marido de uma mulher” e “Os diáconos sejam maridos de uma só mulher”.
- Notemos alguns fatores importantes na ligação destes versículos:
a) Deus criou a mulher para ser a nossa grande ajudadora (cooperadora, parceira).
b) Ele fez isto porque “viu que não era bom que o homem estivesse só”.
c) Ele concedeu uma única mulher para o homem.
d) Ele a fez “idônea” para o homem.
Assim, com relação à família do pastor, do diácono e de líderes na igreja em geral, podemos considerar de modo especial, essas quatro verdades:
a) Nossas esposas são as nossas “ajudadoras” (companheiras, parceiras, cooperadoras).
b) Não é bom que o Pastor ou Diácono esteja só!
c) Ela é a Mulher da nossa Vida.
d) Elas precisam ser idôneas para nós.
Isso tudo não implica em que elas tenham que ser “pregadoras” (dar estudos) nem fazer o papel de “Espírito Santo” na elaboração de nossas pregações. Mas, se Deus viu que Adão precisava de ajuda no Paraíso, quanto mais nós em meio a tantas tribulações e afazeres! A tarefa é demasiadamente grande e difícil para que a façamos sozinhos. Ninguém precisa mais de auxilio em sua missão que nós. Pobres daqueles que, por algum motivo, escolhem ou precisam caminhar sem essa ajuda. Ainda mais, devemos nos compadecer daqueles que tem suas esposas levadas por Deus em meio a seu ministério, pois eles hão de se ressentir da falta da ajuda delas.
Nossas esposas são, muitas vezes, nossos “olhos e ouvidos auxiliares”. Coisas que não temos condição de perceber sozinhos em meio a tantas tarefas são captadas por elas. Isto se aplica, principalmente, no meio das irmãs. Sendo companheira delas, além de ser uma “Mestra no bem”, a esposa do pastor ou diácono pode auxiliá-lo, verificando as necessidades e problemas que afetam a vida das irmãs. Embora o pastor e o diácono tenham que ser líderes accessíveis para todos os membros da igreja, muitas vezes existe uma dificuldade com relação às irmãs, uma vez que não convém que eles sejam muito íntimos delas.
A fim de cumprir o “governar bem a própria casa”, é essencial que o pastor conte com a ajuda da esposa. Lamentavelmente, por vezes, encontramos algumas que mais atrapalham do que ajudam. Além de seus filhos serem mais visados, em razão de que o seu lar tem que servir de exemplo para todo o rebanho, o pastor precisa dividir sua atenção com toda a igreja. Esse é o grande motivo de ele precisar de maior ajuda que outros.
Essa tarefa de dar suporte com os filhos e a casa, que são as prioridades bíblicas da mulher, muitas vezes vai mantê-la muito ocupada. Mas, ela não deve deixar o seu marido por causa disso. É claro que a responsabilidade de dar a elas condição para isso também é nossa. À medida do possível, onde ele estiver ela deve estar também. Não pode ficar muito longe (em matéria de distância e tempo). Isto NUNCA acaba bem!!! “Não é bom que ele esteja só”! - Esta constatação Divina, não é só pela necessidade de ajuda, como vimos antes. O pastor e o diácono, biblicamente, têm que ser Homens (sexo masculino = Andros) e, inerente a isto, eles têm necessidades afetivas e sexuais.
Líderes na igreja, certamente serão sempre alvos do Adversário e, se expostos, serão tentados nesta área por Satanás. Ele busca como nos atingir e “anda bramando como leão, buscando a quem possa tragar”. Não é só com o rebanho que ele faz isso. Não devemos esquecer que a liderança é o principal alvo do inimigo.
Sabemos que Deus nos deu “uma só mulher” e temos que ser “Homens de uma só mulher”. Se não for assim, estamos absolutamente desqualificados para a obra (biblicamente). Temos este compromisso com elas, diante de Deus, da igreja e da sociedade! Mas, as esposas têm que “cooperar” com seus maridos nisto também.
Ele não pode ter olhos para nenhuma outra, porque tem A MELHOR MULHER DO MUNDO ao seu lado. A irmã tem que ser A MULHER DA VIDA do seu marido! Portanto, digo às irmãs agora, se teu marido é um líder (ou não), por mais “feinho” que seja, cuide bem dele!
Quando Deus fala em fazer uma “ajudadora que lhe seja idônea”, há muita coisa contida nisto. Idôneo não é apenas alguém responsável. O significado da palavra (ikanos – no grego) significa algo ou alguém “apropriado, adequado, suficientemente bom ou forte”. Precisamos que nossas esposas sejam perfeitamente “adequadas” á missão que nos foi dada e “suficientemente boas” para nós, a ponto de não desejarmos nenhuma outra. É evidente que, para que isso aconteça, a recíproca também tem que ser verdadeira.
II - A RAZÃO DE CUIDARMOS DA RELAÇÃO COM NOSSOS FILHOS.
a) Sua sujeição e obediência.
b) Sua conversão.
I Tim. 3.4-5 e 12 – “O Bispo...governe bem sua própria casa,tendo seus filhos em sujeição...” e “diáconos...governem bem a seus filhos e suas próprias casas”
I Sam. 2. 12, 22-25 e 27-29 – "...e (Elí) ouvia tudo que seus filhos faziam...e disse-lhes:...fazeis transgredir o povo do Senhor" "...porque honras mais a teus filhos do que a Mim”.
Sob que tipo de sujeição o Senhor exige que os tenhamos? Não se fala claramente no dever de ter os filhos convertidos, mas sim “em sujeição”. A conversão deles não está propriamente em nossas mãos. Elí não foi reprovado porque seus filhos eram ímpios (filhos de Belial, como é o termo empregado com relação a eles), mas sim porque permitiu que eles continuassem ministrando naquelas condições de pecado explícito. Certamente, nosso ideal é tê-los convertidos, mas isto não nos pertence. Temos, tão somente, que cumprir fielmente o nosso papel de criá-los “na doutrina e admoestação do Senhor” a fim de alcançarmos essa dádiva. Grande mal se tem feito nas igrejas ao induzir filhos de crentes e, principalmente de pastores a se batizarem, sem uma Fé pessoal e genuína. É como se fosse uma obrigação eles seguirem a mesma Fé e, se possível, serem também pastores/diáconos como seus pais.
O cuidado com os filhos retrata o cuidado que temos com a igreja de Deus. Não é por força que eles devem nos seguir, mas com entendimento (filhos e ovelhas).
O triste caso de Eli nos mostra o quanto devemos nos preocupar com essa questão. O que os nossos erros na administração do lar podem causar em nossa vida e ministério? Eli e sua descendência foram destituídos da linhagem sacerdotal. Da mesma maneira, nosso ministério pode ser desonrado, desmoralizado e, finalmente, aniquilado.
O amor e carinho para com nossos filhos é importante e sumamente necessário. Afinal, desde cedo, ensinamos os princípios Divinos a eles (e isto não pode ser diferente). “Deus é Amor”! (I João 4.16). Porém, não podemos esquecer que o pai que ama, corrige (Hebreus 12.6...). Corrige (em amor); Isso quer dizer que ele “usa a vara, quando preciso, mas não espanca (uma vez que também não podemos ser espancadores – I Tim. 3.3).
Alguém pode argumentar, então, a respeito de Eli: - Ele não corrigiu seus filhos? – A resposta é: Não! Ele apenas os repreendeu. Porém, cometeu o grave erro de “os poupar” da punição justa e correta, de forma que foi acusado de “honrar mais a eles que a Deus”. Como podemos lidar com uma situação destas? O que você faria em lugar de Eli?
A razão de nos preocuparmos com a saúde da família dos obreiros e lideres, mas principalmente de diáconos e pastores, é porque desta forma estamos zelando pela saúde espiritual das igrejas. Temos que começar por suas famílias.
Precisamos do apoio de nossas ajudadoras, ainda que elas continuem não tendo nome. O trabalho discreto dessas irmãs será sempre precioso diante do Senhor.
Precisamos “criar nossos filhos na doutrina e admoestação do Senhor” para que, quer sejam salvos, sejam servos valorosos; quer sejam filhos de Belial, não venham a ser a causa da desmoralização de nosso ministério. Conheço o caso de um filho de um saudoso e fiel pastor. Quando jovem, ele foi membro da igreja onde seu pai pastoreava. Porém, em certa ocasião, um irmão o viu fumando na rua e levou o caso ao conhecimento do pastor. Apesar de o rapaz negar a acusação, seu próprio pai, consciente da situação, levou o caso à igreja para que ele fosse disciplinado. Ele acabou por manifestar publicamente seu vicio (que dura até hoje) e nunca mais voltou à igreja. Definitivamente, ele não quer nada com Deus.
Ainda assim, mesmo em sua impiedade, ele afirma que o único crente que ele realmente respeitava era seu pai, a despeito, mesmo, de sua disciplina. Sei que foi muito doloroso para aquele pai e pastor, fazer o que fez. Ele tinha outros filhos fiéis na igreja, mas não ousou desafiar a Deus e fazer vistas grossas para o caso daquele seu filho. Ele chegou a ser acusado por alguns de ser culpado por seu filho estar fora da igreja. Porém, ele agiu conforme o dever de um pai e pastor zeloso. Queira Deus que não tenhamos nós de passar por tal provação. Sinto compaixão por meus irmãos que se vêm nesse tipo de situação. Porém, que nos miremos no exemplo de temor a Deus para que não sejamos como Eli, tendo nossa responsabilidade paternal e ministerial negligente a ponto de sermos alvo da repreensão divina.
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OS 5-SENTIDOS DO CASAMENTO
Os 5 sentidos do casamento
( 312 visitas )
Publicado em: 27/9/2013
Por: Júnior Caprini
Nação Eleita - Goiânia - GO
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1 Coríntios 7.4
“A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim o marido; e também, semelhantemente, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim a mulher"
Introdução: A Bíblia traz expressões de verdades espirituais que só podem ser entendidas pela fé. Uma destas declarações é a de que “deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” citada três vezes na Bíblia para confirmar esta doutrina (Gênesis 2.24/Marcos 10.8/Efésios 5.31).
Então o homem e a mulher ao se casarem não são mais duas pessoas, “de modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19.6). Na matemática de Deus a soma é tão intensa que 1+1=1.
A união entre o casal deve ser profunda ao ponto de ser uma só alma. Como isto é possível? Através do elo formado pelo próprio Senhor que com seu perfeito AMOR une completamente os corações e “acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição”(Colossenes 3.14).
Como um casal pode ser unido em uma só carne?
O corpo tem 5 sentidos naturais que completam a pessoa e a partir deles vamos refletir sobre a união no matrimônio:
1 - VISÃO:
A visão direciona a vida da pessoa. Você vai para onde você olha.
No casamento se um estiver olhando para um lado e outro para outro lado, “andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?” (Amós 3.3). Por isso o homem e a mulher devem ter uma visão comum. Um precisa se esforçar para enxergar o que o outro está vendo.
A visão espiritual também é imprescindível (I Coríntios 2.14) para“iluminados os olhos do vosso coração” (Efésios 1.18). Satanás luta para cegar os olhos espirituais do casal e abrir seus olhos carnais (II Pedro 2.14).
O primeiro casal, Adão e Eva tinham uma visão pura sem receio um do outro e contemplavam a glória de Deus todos os dias. Mas o inimigo prometeu que “se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal” e “Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos” “abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus” (Gênesis 3.5-7). A partir de então o casal começou a se esconder para não ver a glória de Deus. Passaram a ter maldade em seus olhos não aceitando a si mesmo e cobrindo seus corpos.
Você e sua esposa têm uma mesma visão?
Peça ao Senhor para abrir seus olhos!
2 - AUDIÇÃO:
A audição é a fonte de aprendizado e compreensão. Ouvir é a base para a compreensão.
No casamento um precisa ouvir o outro. Além disso, o casal precisa discernir as vozes que ecoam ao seu redor. O casamento não suporta uma chuva de opiniões alheias. Por isso o casal deve ter cuidado com que ouve.
Um casal cristão deve sempre ouvir a Palavra de Deus que é a fonte da sua fé (Romanos 10.17). É necessário sempre ouvir a voz do Senhor. Como é terrível estar com alguém que não te ouve.
Abrão ouviu a voz de Deus falando sobre sua família e riu duvidando de que poderia ser pai tão velho (Gênesis 17.17) e Sara fez o mesmo ao ouvir o Senhor falando com Abraão (Gênesis 18.12,13). Então o casal deve ser “praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tiago 1.22) e crer na promessa do Senhor por mais impossível que pareça.
Em seu casamento, vocês têm ouvido um ao outro e à voz de Deus?
Ouçam a Palavra de Deus para orientar seu futuro matrimonial.
3 - OLFATO:
O olfato permite sentir o cheiro das coisas e aprovar se é bom antes de experimentar.
O cheiro é algo invisível, mas pode determinar se o ambiente está bom ou não.
O casal precisa reconhecer o cheiro um do outro. Pelo cheiro podem saber como o parceiro está. Interessante que os animais fazem isso e nós seres humanos perdemos esta prática.
Jó confessou que tinha mau cheiro e por isso se tornou desprezível à sua mulher (Jó 19.17). O lar do casal deve ser perfumado com o bom cheiro de Cristo (II Coríntios 2.15). Na casa de Lázaro, Marta, Maria e Simão que havia luto e o mau cheiro de morte, quando Jesus chegou trazendo a vida, “então, Maria, tomando uma libra de bálsamo de nardo puro, mui precioso, ungiu os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos; e encheu-se toda a casa com o perfume do bálsamo”(João 12.3). O casamento deve ter este cheiro de unção.
Imagino a arca de Noé, era uma casa para 4 casais dividindo espaço para centenas de outros casais de animais. Quantos tipos de cheiros devia haver ali. Mas eles suportaram porque tinham amor e quando saíram da arca a primeira coisa que fizeram foi oferecer um sacrifício“e o SENHOR aspirou o suave cheiro e disse consigo mesmo: Não tornarei a amaldiçoar a terra” (Gênesis 8.21).
No casamento é necessário ter faro sensível para saber o que não cheira bem e o que pode ser inspirado para dentro do relacionamento. Por isso, também é importante o discernimento espiritual.
Vocês têm reconhecido o cheiro um do outro?
O casamento precisa ter o bom cheiro de Cristo!
4 - PALADAR:
O gosto proporciona sabor. Como seria terrível a vida sem sabor! O sabor motiva experimentar coisas diferentes e dá prazer.
O casamento é uma relação de convivência onde um aprende a cada dia o gosto do outro. Existem casais que têm gostos diferentes, mas na maioria das vezes seus gostos acabam se misturando e um aprende ou apreciar o que o outro gosta ou no mínimo respeitar sua maneira de ser. Acima de tudo o casal deve procurar ter bom gosto e escolher somente o melhor para seu relacionamento.
Dizem que a mulher pode ganhar o homem pela comida que faz. Isso é verdade porque o bom gosto conquista. Tanto o homem quanto a mulher devem fazer o gosto um do outro.
Isso nos lembra de tempero que proporciona sabor. A Palavra de Deus diz que nossa “palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um” (Colossenes 4.6). Existem palavras que amargam a convivência, por isso é necessário ter muito cuidado para que o casamento não perca o gosto ou se torne ruim. Tanto o homem como a mulher deve procurar temperar sua relação na medida em que o outro goste.
Davi teve uma esposa chamada Abigail [viúva de Nabal] que o conquistou levando comidas saborosas para ele (I Samuel 25.18). Ela era uma mulher sábia que soube defender sua família do mal e agradar seu esposo. Da mesma forma Elcana marido de Ana quando viu sua mulher com fome por estar triste “então, Elcana, seu marido, lhe disse: Ana, por que choras? E por que não comes? E por que estás de coração triste? Não te sou eu melhor do que dez filhos?” (I Samuel 1.8). Ele consolou sua mulher e ela voltou a se alimentar.
Como está o gosto de seu casamento?
Tempere seu relacionamento com amor!
5 - TATO:
O tato é que proporciona sentir o toque de alguém. É a capacidade de ser sensível.
O casamento precisa ter tato. Sensibilidade. Um precisa sentir o outro e entender o que o outro está sentindo “tenhais o mesmo amor, sejais unidos de alma, tendo o mesmo sentimento” (Filipenses 2.2). Muitos casamentos morrem porque se tornam insensíveis um ao outro. A maior de todas as sensações que alguém pode sentir é o amor.
Na Bíblia a lepra é comparada ao pecado. Um dos principais sintomas de uma pessoa leprosa é a perca da sensibilidade. O local amortecido pela lepra não sente nem mesmo a dor do fogo queimando. Deste modo é a pessoa que está no pecado. Não consegue sentir nada pelo próximo. Por isso o casamento deve lutar contra o pecado que adoece a relação e amortece o amor “Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros”(Hebreus 13.4).
Jacó amou tanto Raquel que à primeira vez que a viu (Gênesis 29.10,11) que nem sentiu nada de ruim “assim, por amor a Raquel, serviu Jacó sete anos; e estes lhe pareceram como poucos dias, pelo muito que a amava” (Gênesis 29.20). Quando um casal se ama aprende a suportar momentos difíceis e aproveitar sentimentos agradáveis.
O que você tem sentido em seu casamento?
Busque sentir coisas agradáveis!
Seja um casal completo com os 5 sentidos!
- CONCLUSÃO:
Para ser um casal completo precisa estar unido de:
- corpo = vida íntima
-alma = relacionamento
-espírito = presença de Deus
Na convivência do casal é preciso se preparar para ter estes sentidos em comum. Mesmo que as diferenças de pensamento ou formação moral seja muito diferente, é preciso aprender compartilhar o que o outro vê, ouve, cheira, experimenta e sente.
Baseado nisso vamos fazer algumas reflexões:
Como está a visão no seu casamento?
Procure olhar um ao outro e perceber a vontade de Deus para vocês!
Como está a audição no seu casamento?
Procure ouvir um ao outro e entender a Palavra de Deus!
Como vocês sentem o cheiro em seu casamento?
Que sua vida conjugal tenha cheiro de unção do Espírito Santo!
Como está o paladar do seu casamento?
Que seu casamento tenha gosto e sabor agradável um ao outro!
Como está o tato no seu casamento?
terça-feira, 29 de outubro de 2013
PROVAÇÃO DO JUSTO.JÓ
Quando se fala em provação, o primeiro personagem que vem a nossa mente é Jó, suas provações foram tão duras que alguns chegam até mesmo duvidar da veracidade do livro, afirmando que ele é uma alegoria.
Preparamos este esboço sobre Jó, medite e defina cada ponto deste sermão.
Mesmo ele passando por todas estas dificuldades ainda permaneceu firme.
Veja também: Como elaborar sermões e esboços
A primeira provação (Jó 1:13-17):
• A perda dos bens materiais;
• A perda dos filhos.
A segunda provação (Jó 2:1-8):
• A perda da saúde:
• A contração de enfermidade maligna.
A terceira provação: (Jó 2:9):
• Seu casamento é abalado;
• A apostasia de sua esposa.
A quarta provação (Jó 19:9):
• A perda da reputação;
• A sua fama é posta em dúvida.
A quinta provação (Jó 19:21):
• A perda dos melhores amigos;
• Afastam-se dele interiormente.
A sexta provação (Jó 34:11-12):
• Atravessa por provação espiritual;
• É repreendido pelo Senhor.
A sétima provação (Jó 38):
• Tem o coroamento da provação;
• A revelação do Senhor;
• Seus bens são restituídos em dobro.
O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã. (Salmo 30:5)
Read more: http://www.mefibosete.com/2011/08/esboco-marco-feliciano-as-sete.html#ixzz2jAtkuhmt
A PESCA MILAGROSA
Introdução
Texto: Lucas c5 v1-7
Eles eram experientes, talentosos e capacitados, conhecia todo tipo de estratégias da pescaria, pois, aliás, esse trabalho era a fonte de seus sustentos.
Mas vemos nesta passagem que trabalharam a noite toda, mas nada apanharam, imagino que esgotaram suas forças no empenho daquele trabalho, usaram todas as estratégias possíveis e todo o seu conhecimento sobre pesca, mas o resultado continuou sendo o mesmo, um desastre.
Imagine você, após um longo dia de trabalho saber que o ganho do seu trabalho foi zero, que não terá dinheiro pra comprar o leite do seu filho, ou pagar a conta de luz da sua casa; Creio que foi assim que se sentiram.
Mas toda esta situação pode ser revertida quando Jesus esta conosco.
I – ATITUDES DOS PESCADORES EM RELAÇÃO AO FRACASSO
1.1 – Desceram do Barco v.2
O barco representa o centro da vontade de Deus, o lugar onde Jesus gostaria que sempre estivéssemos.
Descer do barco significa sair da direção de Deus, significa abandonar a igreja, significa deixar aquele posto que Jesus nos preparou, não desça do barco, porque ele é o instrumento que nos levará ao lugar aonde Jesus vai nos honrar.
1.2 – Lavavam as suas redes v.2
As redes representam o talento, a capacidade, as promessas, os projetos que Deus colocou dentro de nós.
Lavar as redes significa enterrar e jogar fora tudo àquilo que Jesus colocou dentro de nós,
Se o barco representa aquilo que nos conduz, as redes representam as ferramentas que nós iremos usar em favor da obra de Deus.
Não lave as suas redes, não desista daquilo que Deus te deu.
II – ATITUDES DE JESUS EM RELAÇÃO AOS PESCADORES
2.1 – Jesus os observou v.2
Mesmo uma multidão cercando Jesus, nada pode ofuscar a sua observação em relação aos pescadores, aliás, está escrito que Jesus tem os olhos como chamas de fogo, nada fica oculto ao seu olhar, ele conhece tudo, e sabe o que se passa conosco.
Quando Ele observou os pescadores ele enxergou o problema e mas tambem a solução.
Assim é conosco, Jesus nos observa a cada dia e conhece cada passo nosso, conhece o nosso falar, e o nosso agir, o nosso levantar e o nosso deitar.
Glórias a Deus, ele conhece o problema, mas também tem a solução pra nos dar.
2.2 – Jesus entrou no barco
A grande razão de eles terem fracassado foi o fato de Jesus não estar no barco.
Os peixes podem se esconder, o barco pode balançar, o vento e o mar podem se agitar, mas quando Jesus esta no barco tudo acontece como Ele quer, ninguém pode impedir o seu agir.
Deixe Jesus entrar no barco da sua vida, no barco da sua família, no barco do seu trabalho, no barco do seu casamento, o deixe entrar e fazer tudo o que Ele quer.
Glorificado seja o nome do Senhor
2.3 – Jesus ensinava a multidão do barco v.2
Esta atitude de Jesus me chamou muito a atenção, pois fiquei pensando comigo, se Jesus entrasse no meu barco, eu ia querer de imediato o meu milagre.
Mas antes de fazer o milagre material, Jesus cuidou das coisas espirituais do Pai.
Antes de realizarem a grande pesca tiveram que ouvir da poupa do barco as belas palavras de Jesus, tiveram que alimentar a sua alma, e fortalecerem a sua estrutura espiritual.
E aprendi uma lição muito importante com esta passagem.
Jesus nunca vai começar uma obra pelas coisas terrestres, mas sempre pelas coisas espirituais
Muitas das vezes quando Jesus entra na nossa vida, queremos que Jesus haja de imediato nas coisas terrestres, e não compreendemos o seu agir, e mal percebemos que primeiro é necessário termos uma estrutura espiritual para receber as bênçãos que eles têm reservado pra nós.
Espere no Senhor com paciência, pois tenho certeza que ele esta trabalhando na sua vida. (Leia João 5:17)
Aleluias e Glórias ao nome de Jesus
III – JESUS, OS PESCADORES E O MILAGRE
Vamos agora observar duas ordens de Jesus e duas atitudes dos pescadores
.1 – Faze-te ao mar alto v.4
Jesus poderia muito bem realizar o milagre de onde eles estavam, pois Ele tem todo poder pra fazer tudo o que quer e como quer.
Mas por que Jesus ordenou que eles fossem para o meio do mar?
Eu orei e Jesus me respondeu.
No meio do mar não havia beira da praia e nem multidão, era só Jesus e os pescadores.
Jesus queria intimidade e profundidade no relacionamento
Precisamos nos afastar da beira da praia e ir para o meio do mar, necessitamos entrar em um relacionamento mais profundo com Deus, chega de vídeo-game, futebol e novela, é tempo de orarmos um pouco mais, é tempo de experimentarmos a boa, perfeita e agradável vontade Deus.
Afasta-te de tudo aquilo que te impede ter um relacionamento mais profundo com Deus, Ele quer te revelar e fazer coisas maravilhosas na tua vida
3.2 – Lançai as vossas redes v.4
Todas as circunstancias eram contrarias a ordem imperativa de Jesus, era dia(se pesca a noite), o cansaço era evidente, e Jesus era um carpinteiro, obviamente que para alguns pescadores Jesus não sabia nada de pescaria, mas se o seu lado humano não sabia nada de pesca o seu lado divino tinha poder sobre todas as coisas.
Aprenda uma lição com isso, preste muita atenção agora.
Você pode ter controle sobre o barco e sobre a rede, mas quem tem poder sobre o mar e sobre os peixes é Jesus. (Santo, Santo e Santo)
Nada podemos fazer se Jesus não estiver conosco
Você pode ser o melhor, e conhecer todas as estratégias, mas o único que alcança o impossível é Jesus.
3.3 - Sobre a tua palavra lançarei a rede v.5
Pedro nos transmite uma lição muito grande, mesmo sendo um mestre da pescaria, ele foi humilde e confiou na palavra de Jesus.
Às vezes os que nos falta é isso, humildade e obediência para desfrutarmos, se lembra de Naamã, o profeta lhe pediu algo tão simples, mas por um pouco de tempo ele relutou contra a palavra profética, só por causa do seu orgulho.
Necessitamos quebrar o nosso orgulho, e aprender a obedecer às simples palavras de Jesus.
3.4 – Fizeram sinal aos outros companheiros
O milagre na vida deles foi tão grande, que não somente eles foram abençoados, mas também aqueles que estavam ao seu redor.
Não somente eles encheram o seu barco, mas também aquele que estavam por perto.
Isto é uma palavra profética para nossa vida, Deus quer nos abençoar para sermos abençoadores, chega de egocentrismo e querer tudo apenas pra você,
Deus quer te usar para abençoar as pessoas que estão ao teu redor.
Louvado e exaltado seja o nome de Jesus.
Conclusão:
Poderia escrever muitas outras coisas a respeito desta passagem, de tão maravilhosa que é, mas para não ficar cansativo escrevi apenas aquilo que Jesus me ordenou.
Não leia, mas medite neste sermão, pegue sua bíblia e leia esta passagem tenho certeza que Deus irá falar muito com você.
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OBRAS DA CARNE FRUTOS DO ESPIRITO
Obras da Carne & Frutos do Espírito
“Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é: caridade (amor), gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra essas coisas não há lei.” Gl 5.19-23
Nenhum trecho da Bíblia apresenta um mais nítido contraste entre o modo de vida do crente cheio do Espírito e aquele controlado pela natureza humana pecaminosa do que 5.16-26. Paulo não somente examina a diferença geral do modo de vida desses dois tipos de crentes, ao enfatizar que o Espírito e a carne estão em conflito entre si, mas também inclui uma lista específica tanto das obras da carne, como do fruto do Espírito.
OBRAS DA CARNE.
“Carne” (gr. sarx) é a natureza pecaminosa com seus desejos corruptos, a qual continua no cristão após a sua conversão, sendo seu inimigo mortal (Rm 8.6-8,13; Gl 5.17,21). Aqueles que praticam as obras da carne não poderão herdar o reino de Deus (5.21). Por isso, essa natureza carnal pecaminosa precisa ser resistida e mortificada numa guerra espiritual contínua, que o crente trava através do poder do Espírito Santo (Rm 8.4-14; ver Gl 5.17).
As obras da carne (5.19-21) incluem:
(1) “Prostituição” (gr. pornéia), i.e., imoralidade sexual de todas as formas. Isto inclui, também, gostar de quadros, filmes ou publicações pornográficos (cf. Mt 5.32; 19.9; At 15.20,29; 21.25; 1Co 5.1). Os termos moichéia e pornéia são traduzidos por um só em português: prostituição.
(2) “Impureza” (gr. akatharsia), i.e., pecados sexuais, atos pecaminosos e vícios, inclusive maus pensamentos e desejos do coração (Ef 5.3; Cl 3.5).
(3) “Lascívia” (gr. aselgeia), i.e., sensualidade. É a pessoa seguir suas próprias paixões e maus desejos a ponto de perder a vergonha e a decência (2Co 12.21).
(4) “Idolatria” (gr. eidololatria), i.e., a adoração de espíritos, pessoas ou ídolos, e também a confiança numa pessoa, instituição ou objeto como se tivesse autoridade igual ou maior que Deus e sua Palavra (Cl 3.5).
(5) “Feitiçarias” (gr. pharmakeia), i.e., espiritismo, magia negra, adoração de demônios e o uso de drogas e outros materiais, na prática da feitiçaria (Êx 7.11,22; 8.18; Ap 9.21; 18.23).
(6) “Inimizades” (gr. echthra), i.e., intenções e ações fortemente hostis; antipatia e inimizade extremas.
(7) “Porfias” (gr. eris), i.e., brigas, oposição, luta por superioridade (Rm 1.29; 1Co 1.11; 3.3).
(8) “Emulações” (gr. zelos), i.e., ressentimento, inveja amarga do sucesso dos outros (Rm 13.13; 1Co 3.3).
(9) “Iras” (gr. thumos), i.e., ira ou fúria explosiva que irrompe através de palavras e ações violentas (Cl 3.8).
(10) “Pelejas” (gr. eritheia), i.e., ambição egoísta e a cobiça do poder (2Co 12.20; Fp 1.16,17).
(11) “Dissensões” (gr. dichostasia), i.e., introduzir ensinos cismáticos na congregação sem qualquer respaldo na Palavra de Deus (Rm 16.17).
(12) “Heresias” (gr. hairesis), i.e., grupos divididos dentro da congregação, formando conluios egoístas que destroem a unidade da igreja (1Co 11.19).
(13) “Invejas” (gr. fthonos), i.e., antipatia ressentida contra outra pessoa que possui algo que não temos e queremos.
(14) “Homicídios” (gr. phonos), i.e., matar o próximo por perversidade. A tradução do termo phonos na Bíblia de Almeida está embutida na tradução de methe, a seguir, por tratar-se de práticas conexas.
(15) “Bebedices” (gr. methe), i.e., descontrole das faculdades físicas e mentais por meio de bebida embriagante.
(16) “Glutonarias” (gr. komos), i.e., diversões, festas com comida e bebida de modo extravagante e desenfreado, envolvendo drogas, sexo e coisas semelhantes.
As palavras finais de Paulo sobre as obras da carne são severas e enérgicas: quem se diz crente em Jesus e participa dessas atividades iníquas exclui-se do
reino de Deus, i.e., não terá salvação (5.21; ver 1Co 6.9).
O FRUTO DO ESPÍRITO.
Em contraste com as obras da carne, temos o modo de viver íntegro e honesto que a Bíblia chama “o fruto do Espírito”. Esta maneira de viver se realiza no crente à medida que ele permite que o Espírito dirija e influencie sua vida de tal maneira que ele (o crente) subjugue o poder do pecado, especialmente as obras da carne, e ande em comunhão com Deus (ver Rm 8.5-14 nota; 8.14 nota; cf. 2Co 6.6; Ef 4.2,3; 5.9; Cl 3.12-15; 2Pe 1.4-9).
O fruto do Espírito inclui:
(1) “Caridade” (amor) (gr. agape), i.e., o interesse e a busca do bem maior de outra pessoa sem nada querer em troca (Rm 5.5; 1Co 13; Ef 5.2; Cl 3.14).
(2) “Gozo” (gr. chara), i.e., a sensação de alegria baseada no amor, na graça, nas bênçãos, nas promessas e na presença de Deus, bênçãos estas que pertencem àqueles que crêem em Cristo (Sl 119.16; 2Co 6.10; 12.9; 1Pe 1.8; ver Fp 1.14).
(3) “Paz” (gr. eirene), i.e., a quietude de coração e mente, baseada na convicção de que tudo vai bem entre o crente e seu Pai celestial (Rm 15.33; Fp 4.7; 1Ts 5.23; Hb 13.20).
(4) “Longanimidade” (gr. makrothumia), i.e., perseverança, paciência, ser tardio para irar-se ou para o desespero (Ef 4.2; 2Tm 3.10; Hb 12.1).
(5) “Benignidade” (gr. chrestotes), i.e., não querer magoar ninguém, nem lhe provocar dor (Ef 4.32; Cl 3.12; 1Pe 2.3).
(6) “Bondade” (gr. agathosune), i.e., zelo pela verdade e pela retidão, e repulsa ao mal; pode ser expressa em atos de bondade (Lc 7.37-50) ou na repreensão e na correção do mal (Mt 21.12,13).
(7) “Fé” (gr. pistis), i.e., lealdade constante e inabalável a alguém com quem estamos unidos por promessa, compromisso, fidedignidade e honestidade (Mt 23.23; Rm 3.3; 1Tm 6.12; 2Tm 2.2; 4.7; Tt 2.10).
(8) “Mansidão” (gr. prautes), i.e., moderação, associada à força e à coragem; descreve alguém que pode irar-se com eqüidade quando for necessário, e também humildemente submeter-se quando for preciso (2Tm 2.25; 1Pe 3.15; para a mansidão de Jesus, cf. Mt 11.29 com 23; Mc 3.5; a de Paulo, cf. 2Co 10.1 com 10.4-6; Gl 1.9; a de Moisés, cf. Nm 12.3 com Êx 32.19,20).
(9) “Temperança” (gr. egkrateia), i.e., o controle ou domínio sobre nossos próprios desejos e paixões, inclusive a fidelidade aos votos conjugais; também a pureza (1Co 7.9; Tt 1.8; 2.5).
O ensino final de Paulo sobre o fruto do Espírito é que não há qualquer restrição quanto ao modo de viver aqui indicado. O crente pode — e realmente deve — praticar essas virtudes continuamente. Nunca haverá uma lei que lhes impeça de viver segundo os princípios aqui descritos.
Fonte: BEP
ANTROPOLOGIA (HOMEM)
Antropologia
OS ELEMENTOS ESSENCIAIS DA NATUREZA HUMANA
Há duas teorias com referência aos elementos essenciais da natureza humana. Notamo-las na seguinte ordem:
I. A TEORIA TRICOTÔMICA
As duas passagens seguintes são tidas por alguns para ensinar uma divisão tríplice da natureza humana em corpo, alma e espírito, estas constituindo três elementos distintos em a natureza do homem:
"E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito e alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Tessalonicenses 5:23).
"A Palavra de Deus é viva e eficaz, mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, que penetra até à divisão da alma e do espírito e das juntas e medulas, que é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração" (Hebreus 4:12).
Rejeitemos esta teoria pelas seguintes razões:
1. SE A ENUMERAÇÃO TRÍPLICE EM 1 TESSALONICENSES 5:23 DEVE SER TOMADA COMO SIGNIFICANDO TRÊS ELEMENTOS DISTINTOS NO HOMEM, ENTÃO MATEUS 22:37 DEVE SER TOMADO COMO NOMEANDO, NOMÍNIMO, UM ELEMENTO ADICIONAL, FAZENDO-OS QUATRO AO TODO.
Mateus 22:37 reza: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu pensamento." Precisa ser notado que essa passagem, à luz da interpretação de 1 Tessalonicenses 5:23 pelos advogados da teoria tricotômica, faz de coração e mente elementos diferentes em a natureza do homem. Diga-se agora que a "mente" nesta passagem é idêntica a "espírito" em 1 Tessalonicenses 5:23; mas o "coração" não pode ser identificado com coisa alguma em 1 Tessalonicenses 5:23, desde que "alma", bem como coração, está mencionada em Mateus 22:37. Assim, para os advogados da teoria tricotômica à luz de sua interpretação de 1 Tessalonicenses 5:23, não há escapar da necessidade de sustentar uma divisão quádrupla da natureza humana.
2. TÃO CERTO COMO ESTÁ MANIFESTO PELA ESCRITURA QUE "CORAÇÃO" E "MENTE" NÃO DESIGNAM ELEMENTOS SEPARADOS DA NATUREZA HUMANA, ASSIM TAMBÉM ESTÁ MANIFESTO QUE "ALMA" E "ESPIRITO" NÃO DESIGNAM.
Presumimos que todos concordarão em que "coração" e "mente" representam não dois elementos distintos da natureza humana, mas apenas duas faculdades; sendo a mente especialmente a faculdade do conhecimento e o coração a faculdade do sentimento. Mais tarde mostraremos que é justamente tão manifesto que alma e espírito não são distintos.
3. HEBREUS 4:12 NÃO DEVE SER TOMADO COMO SE REFERINDO A UMA DIVISÃO ENTRE A ALMA E O ESPÍRITO COMO SE FOSSEM ELEMENTOS SEPARADOS.
Antes pensamos que se refere a "penetração" da alma e do espírito até mesmo às suas juntas e medula, a saber, às mesmas profundezas da natureza espiritual"(A. H. Strong).
4. OS TERMOS "ESPÍRITO" E "ALMA" SÃO USADOS UM PELO OUTRO NA ESCRITURA.
Vide Gênesis 41:8 comparado com Salmos 42:6; João 12:27 comparado com João 13:21 e Hebreus 12:23 comparado com Apocalipse 6:9. Este uso intermudável de ambos os termos é fatal à doutrina tricotômica.
5. DOIS ELEMENTOS APENAS DA NATUREZA HUMANA ESTÃO MENCIONADOS NA CRIAÇÃO DO HOMEM.
Primeiro, Deus criou o corpo do homem. Então Ele assoprou nas ventas desse corpo o fôlego (espírito) de vida e assim o homem se tornou alma vivente. Cf. Gênesis 2:7. O homem não veio a ser primeiro alma vivente ou a possuir uma alma e então receber o espírito em adição: foi a recepção do espírito que o fez alma vivente.
6. JESUS DIVIDIU A NATUREZA HUMANA SÓ EM DOIS ELEMENTOS.
Em Mateus 10:28 disse Jesus: "Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma; antes temei o que pode destruir tanto a alma e o corpo no inferno". Se há três elementos em a natureza humana, que sucede ao terceiro quando corpo e alma vão para o inferno? Se Eclesiastes 12:7 se oferece em resposta a esta pergunta, respondemos a palavra hebraica traduzida "espírito" nesta passagem, não pode ser tomada como significando "espírito" no sentido em que a usamos aqui: significa meramente "fôlego". Em resposta, pode ser dito que, se a palavra hebraica aqui significa apenas fôlego, então ela significa o mesmo em Gênesis 2:7, onde a temos interpretado como significando espírito. Mas desde que, após a partida do fôlego, o homem continua a ser uma alma vivente, como evidenciado por seu sofrimento cônscio eterno, no caso de ele ir para o inferno (Gehenna), deve ser entendido que a palavra em Gênesis 2:7 significa mais do que fôlego.
Não fique entendido que o que estamos dizendo aqui é que não há nunca qualquer distinção que seja entre alma e espírito. Enquanto elas são muito freqüentemente usadas como sinônimos, contudo, algumas vezes, traça-se uma vaga distinção; mas esta distinção não é entre elementos diferentes da natureza humana. Quando se faz uma distinção, ambos os termos meramente "designam o princípio imaterial de diferentes pontos de vista" (A. H. Strong). "Concluímos que a parte imaterial do homem, vista como uma vida individual e cônscia, capaz de possuir e animar um organismo físico, chama-se "psuke" (alma); vista como um agente moral e racional, suscetível de influência e habitação, esta mesma parte imaterial chama-se "pneuma" (espírito). O "pneuma" (espírito), pois, é a natureza do homem olhando para Deus e capaz de receber e manifestar o "Pneuma Hagion" (Espírito Santo); a "psuke" (alma) é a natureza do homem olhando para a terra e tocando o mundo dos sentidos. O "pneuma" (espírito) é a parte mais elevada do homem como relacionada às realidades espirituais ou como capaz de tal relação; a "psuke" (alma) é a parte mais elevada do homem como relacionada com o corpo ou como capaz de tal relação. O ser do homem, portanto, não é tricotômico senão dicotômico e a sua parte imaterial, enquanto na posse de dualidade de faculdades, tem unidade de substância. A natureza do homem não é uma casa de três andares senão de dois, com janelas no andar de cima dando para duas direções: para a terra e para o céu. O "andar térreo" é a nossa parte física: o corpo. Mas o "andar superior" do homem tem dois aspectos: há uma visão para as coisas embaixo e uma clarabóia através da qual se vêem estrelas" (Strong, Systematic Theology, pág. 246). "A alma é espírito modificada pela união com o corpo" (Hovey).
II. A TEORIA DICATÔMICA
Em vista de todas as considerações precedentes, somos pela teoria dicatômica da natureza humana antes que pela tricotômica: a primeira encara o homem como se compondo de duas partes, uma material (corpo) e outra imaterial (alma ou espírito).
Já justificamos a primeira, ao menos para nossa própria satisfação, contra a segunda. Só nos resta agora responder aos que recusam até mesmo uma dupla divisão da natureza humana e negam que a alma seja um elemento atual, distinto do corpo. Como prova que o corpo e alma são dois elementos distintos, oferecemos os seguintes argumentos:
1. DISSE JESUS QUE O HOMEM NÃO PODE MATAR A ALMA.
Vide Mateus 10:28. E, na mesma passagem Ele também disse que o homem pode matar o corpo; logo, corpo e alma são elementos distintos.
2. O HOMEM CONTINUA A EXISTIR DEPOIS DE O CORPO VOLTAR AO PÓ.
Para prova disto vide o capítulo sobre "O Estado Presente dos Mortos".
3. A MORTE FÍSICA É TRATADA COMO A PARTIDA DA ALMA DO CORPO E A VINDA À VIDA OUTRA VEZ É TRATADA COMO A VINDA DA ALMA OUTRA VEZ AO CORPO.
Vide Gênesis 35:18; 1 Reis 17:22. Algumas vezes a palavra hebraica "alma" nestas passagens (nephesh) significa meramente vida; mas um tal sentido da bem em 1 Reis 17:22, porque aí se afirma que "a alma da criança lhe voltou e ela reviveu" ou viveu outra vez. Traduzir "nephesh" aqui por "vida" faria as palavras rezarem: "A vida da criança veio-lhe outra vez e ela viveu outra vez".
4. PAULO CHAMA O CORPO MERAMENTE NOSSA CASA TERRESTRE E DIZ QUE TEREMOS UMA OUTRA CASA APÓS A DISSOLUÇÃO DO CORPO.
Vide 2 Coríntios 5:1-4. Esta outra casa é o corpo espiritual que os crentes receberão na ressurreição. Assim o homem interior ou a alma pode mudar-se desta casa para outra e é, portanto, tão distinta em substância e separável em natureza como o corpo humano o é da casa em que mora. O corpo físico é somente a moradia terrena da alma.
A NATUREZA MORAL DO HOMEM
O homem é uma criatura moral. Com isto queremos dizer que ele é responsável pelas suas ações. Isto é um dos sinais por que o homem se distingue da besta. O homem se constitui criatura moral por aquelas faculdades que o fazem responsável pelas suas ações. Essas faculdades são três:
I. INTELECTO
Intelecto é a faculdade da percepção ou pensamento. É o poder de o homem saber ou receber conhecimento. Sem isto o homem não seria uma criatura moral. Isto está ensinado por Jesus em João 9:41.
II. CONSCIÊNCIA
De um ponto de vista estritamente psicológico a consciência não é considerada como uma faculdade separada. Deste ponto de vista as três faculdades são intelecto, sensibilidade e vontade; sendo a consciência considerada como a ação combinada dessas três faculdades dando ao homem um senso íntimo de sua responsabilidade moral e julgando entre o bem e o mal. Todavia, a consciência pode, num sentido, ser considerado como uma faculdade, porque é poder da mente conhecer o bem e o mal e sentir-se obrigado a fazer o bem. Assim o juízo está envolvido na consciência. E a razão está envolvida no juízo.
Em suma, a consciência é o guia final do homem. Errôneo é fazer uma distinção entre seguir a própria consciência e seguir a Lei de Deus. A Lei de Deus não tem meio de nos alcançar exceto através da consciência. Quando fazemos o bem, só o pode ser como resultado de incitação da consciência, que obra segundo o padrão aceitado pela mente. Assim a consciência nos guia direito só em proporção à justeza do padrão que tivermos aceitado como nosso guia. Daí a necessidade de conhecimento correto da Palavra de Deus.
III. VONTADE
A vontade do homem está definida por A. H. Strong como "o poder da alma de escolher entre motivos e dirigir sua atividade subseqüente de acordo com o motivo assim escolhido, em outras palavras, o poder da alma de escolher tanto o fim como os meios de atingir o escolhido". Diz o mesmo autor: "A escolha de um fim último chamamos preferência imanente; a escolha dos meios chamamos volição executiva".
Como observamos em considerarmos a vontade de Deus, a vontade não é independente da natureza do seu possuidor. Não é, como fosse, um outro eu dentro de nós. O caráter da vontade é o caráter do indivíduo que a possui. A vontade é, simplesmente, um poder da alma.
Os atos da vontade são determinados por dois fatores: motivos e caráter. Usamos o termo "motivos" significando razões e induzimentos influenciando na direção de certos atos da vontade. Destes dois fatores, o caráter é o mais dominante, porque em todo ato da vontade fazemos escolha entre dois ou mais motivos e é o nosso caráter que determina que motivo escolhemos.
Todo ato da vontade é uma expressão de caráter em vista de motivos e todo ato da vontade tende a modificar ou confirmar o caráter. Isto explica porque uma dada escolha da vontade se torna mais fácil cada vez em que ela se faz.
O ESTADO ORIGINAL E A QUEDA DO HOMEM ( Pecado )
Em Eclesiastes 7:29 lemos: "Eis-que, só isto achei: que Deus fez o homem direito, mas eles buscaram muitas invenções". Nada é mais evidente do que os dois fatos mencionados nesta passagem; a saber, a justiça original do homem e a sua queda mais tarde.
I. O ESTADO ORIGINAL DO HOMEM
1. O FATO EM SI.
A passagem a pouco citada nos diz que Deus fez o homem justo. É isto evidente da natureza de Deus: sendo infinitamente santo. Ele só podia criar aquilo que é justo. Então se nos diz em Gênesis 1:31 que Deus viu que tudo quanto Ele fez foi muito bom. Isto inclui o homem. Mais ainda, se nos diz que Deus fez o homem na Sua própria imagem (Gênesis 1:27).
2. A IMAGEM DE DEUS NO HOMEM.
(1) Considerada Negativamente.
A imagem de Deus no homem não consistiu de uma trindade análoga à trindade divina. Já discutimos isto circunstanciadamente no capítulo sobre "Os Elementos da Natureza Humana". Nesse capítulo mostramos que o homem consiste não de três partes senão de duas; e, se ele consistisse de três partes, que membro da trindade representaria o corpo do homem?
(2) Considerada Positivamente.
A imagem de Deus no homem consistiu de duas coisas, a saber:
A. Santidade.
Nisto teve o homem uma semelhança moral com Deus. Ao afirmarmos que santidade foi uma parte da imagem de Deus no homem, queremos dizer que, na criação do homem, Deus comunicou as faculdades humanas uma inclinação reta. A santidade deve ter sido parte da imagem de Deus no homem porque santidade é o atributo fundamental de Deus. Que santidade foi uma parte da imagem original de Deus no homem está também confirmado pelo fato que ela se comunica na renovação da imagem de Deus na regeneração (Efésios 4:24; Colossenses 3:10). Isto está confirmado mais além por Eclesiastes 7:29.
A semelhança moral original do homem com Deus constitui em mais que mera inocência. Foi santidade positiva. Só isto pode satisfazer a afirmação que o homem foi feito à imagem de Deus. Se inocência fosse bastante para satisfazer essa afirmação, então seriamos obrigados a concluir que cada criancinha nasce na imagem moral de Deus, o que a Escritura nega (Salmos 51:5; 58:3; Jeremias 17:9).
B. Personalidade.
Nisto o homem tem uma semelhança natural com Deus. A personalidade pode ser definida como auto-concienciosidade e autodeterminação. A primeira é a habilidade do homem em conhecer-se distintamente de tudo o mais e de analizar-se. A segunda é o poder de fazer escolhas em vista de motivos. Tais escolhas envolvem a razão e o juízo; e, quando se relacionam com assuntos morais, envolvem consciência.
É a personalidade que distingue o homem num modo natural do bruto. O bruto tem senso íntimo, mas não auto-concienciosidade. Nenhum bruto jamais pensou "Eu". Nenhum bruto jamais se deteve para analizar-se. Um bruto nunca reflete sobre sua própria natureza em distinção de tudo mais. Ele nunca se empenha em introspecção. Nem o bruto faz escolhas em vista de motivos. Suas ações são determinadas por instintos e por influencias de fora. Assim, o bruto tem determinação, mas não autodeterminação. Que o bruto se move por instinto mais do que por escolha em vista de motivos está evidenciado pelo fato que os brutos nunca melhoram nos seus métodos de fazer as coisas.
Que a personalidade foi uma parte da imagem de Deus no homem está evidenciado pelo fato que o homem decaído, falto de santidade, ainda se diz estar na imagem de Deus. Vide Gênesis 9:6; I Coríntios 11:7; Tiago 3:9.
II. A QUEDA DO HOMEM
A santidade original do homem não era imutável. A mutabilidade é uma característica necessária da natureza humana. Imutabilidade requer infinidade de conhecimento e poder. A infinidade é uma característica só da divindade. Portanto, desde que Deus desejou criar o homem e não um deus, Ele fez Adão mutável. Isto tornou possível a queda. Notemos, então, em referência à queda:
1. O FATO EM SI.
Em Gênesis 3 temos a narrativa da queda. De modo que a queda é um fato revelado. Também é um fato que é evidente, como já o indicamos.
2. O PROBLEMA EM SI.
Quando vimos estudar a queda do homem, somos abordados pelo problema de como um tal ser, como Adão foi, pode cair. Notemos a respeito deste problema:
(1) Uma explicação errônea.
Algumas vezes uma explicação do problema da queda do homem é tentada por representar-se o seu estado original como um de mero equilíbrio no qual foi tão fácil escolher o erro como foi escolher o direito. Em outras palavras, a vontade estava tal estado de indiferença e tão suscetível de agir de um modo como de outro. Uma noção tam como esta reduz o estado original do homem a uma condição de mera inocência em vez de santidade positiva. Já tocamos nisto e confiamos em que mostramos que, mera inocência, não satisfaz a afirmação que o homem foi criado na imagem de Deus.
(2) A explicação direita.
Não devemos ver a dificuldade insuperável aqui reconhecida por muitos. Pensamos que a dificuldade encontra uma explicação satisfatória nos seguintes fatos:
A. Adão era mudável.
Já discutimos este fato.
B. Sendo mudável, só podia permanecer firme no seu estado original pelo poder de Deus.
Vide o capítulo sobre "A Relação de Deus com o Universo". Nada fica na sua própria força inalterado exceto aquilo que é imutável.
C. Deus podia justa e santamente permitir a Adão cair se Lhe agradasse.
Desde que Deus permitiu o pecado, ninguém objeta à permissão da queda, salvo aqueles que queiram criticar Deus.
D. Deus, tendo escolhido permitir a queda, retirou de Adão o Seu poder sustentador e a natureza de Adão degenerou tanto como o universo inteiro cairia aos pedaços se Deus retirasse o Seu poder sustentador e conservador por um só instante.
3. OS RESULTADOS EM SI.
(1) O primado de Adão.
Quando Adão provou a corrupção de sua natureza, ele não ficou como simples individuo senão como o cabeça natural da raça. O primado natural de Adão está claramente ensinado no capítulo quinto de Romanos. O seu primado ali não se apresenta como simples primado federal. Adão não pecou meramente por nós, como se ele fosse o mero cabeça federal da raça; nós pecamos nele (Romanos 5:12).
(2) Os efeitos da queda.
A. Sobre Adão e Eva.
Adão e Eva sofreram a corrupção de sua natureza, a qual lhes trouxe ao mesmo tempo morte natural e espiritual.
B. Sobre a Raça.
O efeito total da queda de Adão sobre a raça é a corrupção da natureza da raça, a qual traz a raça a um estado de morte espiritual e a torna sujeita à morte física.
Os descendentes de Adão são feitos responsáveis, não pelo ato manifesto de Adão em participar do fruto proibido senão pela apostasia interior de sua natureza de Deus. Não somos pessoalmente responsáveis pelo ato manifesto de Adão porque o seu ato manifesto foi o ato de sua própria vontade individual. Mas, nossa natureza, sendo uma com a dele, corrompeu-se na apostasia de sua natureza dele. Daí, o efeito da queda sobre a raça não consiste tanto da culpa pessoal pelo ato manifesto de Adão como da corrupção da natureza da raça. Não somos responsáveis por qualquer coisa de que não podemos arrepender- nos quando vivificados pelo Espírito de Deus. Está qualquer homem hoje convicto do pecado de Adão de participar do fruto proibido? Mas nós nos sentimos convictos e podemos e nos arrependemos da corrupção de nossas naturezas, corrupção que se manifesta em rebelião contra Deus e em transgressões pessoais. Não cremos que a Escritura ensine mais do que isto a respeito dos efeitos da queda sobre o raça. Para uma discussão de João 1:29 a este respeito, vide o capítulo sobre a expiação.
4. A DIFERENÇA ENTRE ADÃO E EVA NA QUEDA.
A narrativa do Gênesis não faz diferença vital entre Adão e Eva na queda, mas uma distinção está claramente apresentada em 1 Timóteo 2:14, onde se diz que Eva foi enganada e Adão não. Isto quer dizer que Eva caiu em transgressão porque ela foi levada a pensar que o aviso de Deus não era verdade e que ela não morreria como uma penalidade por participar do fruto proibido. Mas com Adão foi diferente: ele não duvidou da Palavra de Deus; ele pecou porque preferiu ser expulso do Éden com sua esposa antes que ficar no Éden sem sua esposa.
Muita vez se pensa que os fatos acima ligam maior culpa ao pecado da mulher do que ao pecado de Adão, ao passo que o reverso é que é verdade. O homem pecou por meio da escolha voluntária e cônscia da amizade de sua esposa, antes que a de Deus. Nada disto foi verdade do pecado de Eva.
5. POR QUE DEUS PERMITIU A QUEDA?
Não foi porque Deus foi compelido a permiti-la. Deus é soberano e faz tudo livremente. Não foi porque Lhe faltasse o poder. Conquanto Deus fez o homem mudável, o que foi necessário, como temos mostrado, contudo Ele podia ter conservado o homem do pecado sem a violação da vontade ou de qualquer princípio. Podemos dar apenas uma resposta à pergunta acima. É que Deus permitiu a queda para prover o meio para a glorificação do Seu Filho na redenção.
6. A QUEDA E A SANTIDADE DE DEUS.
Talvez a razão carnal jamais fique satisfeita com qualquer explicação da queda em relação com a santidade de Deus. Como podia um Deus santo permitir o pecado quando Ele teve todo o poder de impedir? De que Ele teve esse poder não pode ser duvidado. E ao passo que a razão carnal não se satisfaça nunca, contudo a fé na Palavra de Deus satisfaz a nova mente em que a permissão do pecado por Deus está perfeitamente consiste com a Sua santidade. Teve-se o poder de impedir o pecado e não o fizemos, seriamos culpados do mal, mas Deus é diferente de nós: somos dependentes e, portanto, responsáveis. Deus é independente e, portanto, responsável a ninguém. Quando nós conhecermos como somos conhecidos, então poderemos entender completamente como a permissão para pecar é perfeitamente compatível com a perfeita santidade de Deus.
Apostila Setes
Teologia Sistemática
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