quarta-feira, 14 de agosto de 2013
DOUTRINA DA JUSTIFICAÇÃO
A DOUTRINA DA JUSTIFICAÇÃO
I. A JUSTIFICAÇÃO DEFINIDA
A justificação é aquele ato de Deus instantâneo, eterno, gracioso, livre e judicial, pelo qual, devido ao mérito do sangue e da justiça de Cristo, um pecador arrependido e crente é livrado da penalidade da Lei, restaurado ao favor de Deus e considerado como possuindo a justiça imputada de Jesus Cristo; em virtude de tudo de que recebe adoção como um filho.
II. O AUTOR DA JUSTIFICAÇÃO
Deus é o autor da justificação. O homem nada tem que ver com a sua justificação, salvo para recebê-la através da fé que o Espírito Santo o habilita a exercer. A Escritura declara: “É Deus que justifica” (Rom. 8:33). E outra vez lemos: “Sendo justificados livremente pela Sua (de Deus) graça por meio da redenção que está em Cristo Jesus” (Rom. 3:24).
De Cristo se pode dizer que nos justifica só no sentido que Ele pagou o preço da redenção.
III. A NATUREZA DA JUSTIFICAÇÃO
1. É INSTANTÂNEO
É um ato e não um processo. Ocorre e está completa no momento em que o indivíduo crê. Não admite graus ou fases. Do publicano se diz ter descido à sua casa justificado. Ele foi justificado completamente no momento em que colocou sua fé na obra propiciatória de Cristo. A justificação do crente está posta sempre em tempo passado. Em toda a Bíblia não há o mais leve vislumbre de um processo contínuo na Justificação.
2. É ETERNA
Quando alguém se justifica, justificado está por toda a eternidade. A justificação não pode jamais ser revogada ou revertida. É uma vez por todo o tempo e eternidade. Por essa razão Deus pergunta: “Quem lançará qualquer acusação contra os eleitos de Deus?” (Rom. 8:33). Cristo pagou inteiro resgate e fez completa satisfação por todos os crentes; doutra maneira Cristo teria de morrer outra vez, ou então o crente cairia em condenação pelos seus pecados futuros. Mas lemos que a oblação de Cristo se fez uma vez por todas (Heb. 10:10), e que o crente “não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida” (João 5:24).
Tanto quanto a posição do crente está em foco, ele já passou o juízo. Foi julgado e absolvido completamente e eternamente. Que Paulo ensinou uma justificação eterna e imutável mostra-se no fato de ele sentir-se chamado a defender sua doutrina contra os ataques dos que contenderiam que ela dava licença ao pecado. Isto é a acusação que se faz hoje contra a doutrina que ora estabelecemos.
Finalmente lemos: “Por uma oblação Ele aperfeiçoou para sempre aos que se santificam” (Heb. 10:14). Verdade é que são os santificados que estão sob consideração nesta cita, mas é aplicável aos justificados também; porque, santificados e justificados são um. Se os santificados são aperfeiçoados para sempre, assim são os justificados. A perfeição aqui é a de estar diante de Deus.
3. É GRACIOSA E LIVRE
O pecador não merece nada às mãos de Deus, exceto condenação. Logo, a justificação é inteiramente de graça. Está assim estabelecido em toda à parte na Escritura, exceto por Tiago que empregou o significado secundário do termo. No sentido primário do termo a justificação nunca está representada como sendo através das obras ou obediências do homem. Vide Rom. 3:20; 4:2-6; Tito 3:5.
E, enquanto que a justificação é na base da obra meritória e expiatória de Cristo, contudo, da parte de Deus, é livre e espontânea, tanto quanto Deus não estava sob nenhuma obrigação de aceitar a Cristo como nosso substituto.
4. É SOMENTE JUDICIAL E DECLARATIVA
A justificação, no sentido primário, é um termo forense ou legal. É um ato do tribunal do céu. Não faz o crente internamente justo ou santo. Fá-lo justo apenas quanto à sua posição. Muitos confundem sem cessar justificação e santificação; mas não são a mesma coisa. Justificação é apresentada como o oposto de condenação, ao passo que santificação como o oposto de uma natureza pecaminosa. Vide Rom. 5:18.
IV. O FUNDAMENTO DA JUSTIFICAÇÃO
O fundamento da justificação é o sangue e a justiça de Jesus Cristo. A fé é um meio de justificação, mas não é o fundamento dela. Nada no homem é fundamento da justificação. Deus requer perfeição. O homem, por causa da depravação da carne, não pode render obediência perfeita até mesmo depois da regeneração. Daí a justificação deve achar seu fundamento fora do homem.
A justificação toma tanto o sangue como a justiça de Cristo para constituir o seu fundamento. O Seu sangue nos justifica negativamente ; Sua justiça, positivamente. Em outras palavras, o sangue paga a penalidade pelos nossos pecados e a justiça dá posição positiva perante Deus.
Não há contradição entre Tiago e Paulo quanto ao fundamento da justificação. Paulo simplesmente usou a palavra grega “dikaioo” no seu sentido primário, para significar fazer alguém legalmente justo, ao passo que Tiago a usou no seu sentido secundário, para significar como mostra e prova estar alguém justo ou tal como devera estar. O mesmo uso que Tiago faz do termo pode-se achar também em Mat. 11:9 e 1 Tim. 3:16. Paulo ensina que nos é dada uma posição justa diante de Deus pela fé; Tiago ensina que provamos nossa justificação pelas nossas obras.
Tanta necessidade há de reconciliar Tiago consigo mesmo como de reconciliar Tiago com Paulo; porque Tiago afirma que “Abraão creu em Deus e que isso lhe foi reconhecido como justiça” (Tiago 2:23). Vide Rom. 4:3.
V. O MEIO DE JUSTIFICAÇÃO
A fé em Cristo é o meio de justificação. Isto é, pela fé é que a justificação é aplicada ou feita experiencial. Ninguém se justifica senão os que crêem. A fé é logicamente anterior à justificação, ainda que não cronologicamente anterior. A justificação é através da fé porque a justificação é só uma de uma série de atos pelos quais Deus nos ajusta para Seu reino aqui e além. Sem fé a justificação se estragaria e não ajudaria a realizar o propósito de Deus em nós.
A fé não tem mérito em si ou de si mesma. Ela não é aceita em lugar da nossa obediência. Nem ela produz um rebaixamento do padrão de Deus, de modo que possamos ganhar favor com Deus pelas nossas obras.
VI. OS BENEFÍCIOS DA JUSTIFICAÇÃO
1. LIBERDADE DA PENALIDADE DA LEI
Em Rom. 10:4 lemos: “Cristo é o fim da Lei para justiça de todo àquele que crê”. E Gal. 3:13 diz: “Cristo nos remiu da maldição da Lei fazendo-se maldição por nós.” Isto quer dizer que, para o crente, a Lei não é mais um instrumento de condenação. Cristo arrancou-lhe as garras para o crente. O Monte Sinai ajuntou-se em tremenda fúria e atirou seus dardos de condenação contra Cristo sobre o madeiro. Ele recebeu esses dardos no Seu próprio corpo na cruz, consumiu sua força e robou-lhes o poder de condenarem o crente. Por essa razão o crente nunca entrará em condenação (João 5:24; Rom. 8:1). Cristo morreu como substituto do crente; daí o crente é para a Lei como um já morto.
2. RESTAURAÇÃO AO FAVOR DE DEUS
A justificação não só alforria meramente o homem da penalidade da Lei: fá-lo à vista de Deus como um que nunca quebrou a Lei. A justificação torna o crente tão inocente perante Deus em relação à sua posição como Adão foi antes de cair.
3. IMPUTAÇÃO DA JUSTIÇA DE CRISTO
As passagens seguintes ensinam que, na justificação, a justiça de Cristo nos é imputada ou reconhecida: Rom. 3:22, 4:3-6, 10:4; Fil. 3:9.
Estas passagens nos ensinam que o crente não só é inocente perante Deus, mas é considerado como possuindo a perfeita justiça de Cristo; logo, tanto quanto se considera a posição e o destino do crente, ele é reconhecido como sendo tão justo como Cristo. Sua posição perante Deus é a mesma como aquela de Cristo. Nesta conexão o imortal Bunyan escreveu: “O crente em Cristo está agora, pela graça, envolto sob uma justiça tão completa e abençoada que a Lei do Monte Sinai não pode achar nem falta nem diminuição nele. Isto é o que se chama a justiça de Deus pela fé.”
4. ADOÇÃO DE FILHOS
Lemos: “Deus enviou Seu Filho... para remir os que estavam debaixo da Lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.” (Gal. 4:4,5). É na base desta redenção que somos justificados. A adoção é o topo da justificação. Cristo tomou nosso lugar; portanto, quando cremos nEle, tomamos Seu lugar como um filho. É assim que recebemos o direito de nos tornarmos filhos. Está em ordem a adoção para que sejamos “herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo” (Rom. 8:17), e para que tenhamos um direito legal à herança “incorruptível e impoluta, que não fenece, reservada no céu” para nós (1 Pedro 1:4). Quando fomos justificados, já éramos filhos do diabo. Não podíamos ser inascíturos como tais; daí tínhamos de ser transferidos da família do diabo para a de Deus por adoção. Tornamo-nos filhos experiencialmente pela regeneração, mas legalmente pela adoção. Regeneração e adoção não são as mesmas.
5. PAZ COM DEUS
Rom. 5:1. O crente tem paz com Deus por causa do conhecimento e através do conhecimento de todos os benefícios precedentes.
Um sumário: De maneira a ajudar o estudante a agarrar melhor o que temos dito, damos o seguinte sumário, o qual é adaptada da discussão de Bancroft sobre o método da justificação (Elemental Theology, pág. 206).
Somos justificados:
1. Judicialmente por Deus. Rom. 8:33
2. Causalmente pela graça. Rom. 3:24
3. Meritória e Manifestamente por Cristo.
(1). Meritoriamente pela Sua morte. Rom. 5:9
(2). Manifestamente pela Sua ressurreição.
Rom. 4:25. A ressurreição de Cristo manifestou o valor justificante de Sua morte.
4. Mediatamente pela Fé. Rom. 5:1.
5. Evidencialmente pelas Obras. Tiago 2:14-24.
TEMPO NEOTESTAMENTARIO(400 ANOS)
A BÍBLIA O PERÍODO ENTRE OS TESTAMENTOS E O NOVO TESTAMENTO
Até aqui Terminamos o Velho Testamento com a palavra "maldição". Sem as profecias cumpridas, maldição seria o melhor que poderíamos esperar. Cristo foi prometido, mas não visto. A Esperança era prevista, mas não obtida.
Por quase quatrocentos anos, Deus não chamou nenhum profeta para dizer "assim diz o Senhor". Em todo este tempo nenhum escritor inspirado apareceu. Por isso este tempo é chamado "Os Anos Silenciosos" ou "O Período Negro".
O período intertestamentário, 397 - 6 a.C., provocou muitas mudanças no mundo em geral e entre os Judeus em particular. Se pudermos entender, um pouco, o que aconteceu neste período que a Bíblia não nos revela, poderemos compreender melhor o povo que existiu no Novo Testamento e o porquê de muitas palavras de Jesus no Novo Testamento.
I. O Período Intertestamentário
Podemos dividir esta
. seção, neste período, entre os acontecimentos políticos e religiosos ou os externos ou os internos.
A Externo (Político)
Os povos que controlavam o mundo sempre deixaram traços da sua civilização entre o povo que conquistavam. Arquitetura, língua, educação, maneiras de comer e vestir, formas e estilos de governo, etc., são só algumas das maneiras que uma nação influenciava uma outra.
1. Controle Mundial
a. Babilônia
Os Babilônicos levaram o reinado do Sul, Israel, cativo em 587 a.C.
b. Medo-Persa
Os Medo-Persas tomaram o controle do mundo dos Babilônicos em 537 a.C.
c. Grego
Os gregos tomaram o controle do mundo dos Medo- Persas em 333 a.C.
Alexandre o Grande, que era o "bode que tinha um chifre insigne entre os olhos" de Daniel 8.1-7, conquistou o mundo antigo. Pelo domínio grego, a linguagem e civilização grega foram espalhadas em todo a parte do mundo conhecido naquele tempo. Este controle do mundo continuou através dos seus quatro generais que dividiram o poder na morte de Alexandre, o Grande, em 323 a.C., até que os Romanos vieram em 63 a.C.
d. Romano
Os Romanos estabeleceram o Império Romano em 27 a.C. com Octavianus, tomando o poder sobre o nome de Augustos. Quando começa o Novo Testamento, os Romanos estão reinando sobre Jerusalém e o mundo.
2. Controle de Jerusalém
Apesar das nações que conquistaram o mundo, Jerusalém foi dominada por outras nações em tempos curtos, mas significativos. Os que exerceram controle sobre Jerusalém e os anos que estes dominaram são:
a. Período Pérsico: 536 -333 a.C.
b. Período Grego: 333 - 323 a.C.
c. Período Egípcio: 323 - 204 a.C.
d. Período Sírio: 204 - 165 a.C.
e. Período dos Macabeus: 165 a.C. - 63 a.C.
f. Período Romano: 63 a.C. - Novo Testamento
B. Interno (Religioso)
Muitas coisas citadas no Novo Testamento, não são mencionadas no Velho Testamento. Desde que o Velho Testamento não fala nada destas coisas, e o Novo Testamento as menciona, devemos entender que foi durante o período intertestamentário que estas foram introduzidas. Por causa do tempo tumultuoso em que Jerusalém viveu nestes quatrocentos anos varias seitas, instituições e práticas entre os judeus foram desenvolvidas. A história humana nos relata muitos fatos que pode nos ajudar entender várias referências de Jesus e os Apóstolos à estas seitas, instituições e a estes grupos.
1. Sinagoga
Durante o cativeiro, os judeus foram espalhados por todos os cantos. Eles continuaram seus costumes, apesar de quem os dominava. Por Jerusalém ser longe, foi desenvolvido um lugar de reuniões aonde quer que os judeus existissem. Quando os judeus voltaram para Israel, continuaram com estas maneiras de se reunirem. Estruturas começaram a ser erguidas, mesmo no cativeiro, onde os judeus podiam se reunir e ouvir da lei. Pelo decorrer do tempo estas assembléias religiosas tinham uma finalidade estabelecida e ofícios distintos. Esta reunião religiosa, junto com a estrutura, é conhecida como sinagoga.
2. Escribas
Com o cativeiro, os sacerdotes não foram sempre espalhados na forma de instruir todos os judeus na maneira que desejavam. Os escribas eram profissionais no Velho Testamento cujo trabalho era de colocar, por escrito, o que os profetas disseram. No tempo do exílio (cativeiro) estes começaram a ser chamados para "interpretar" o que a Lei dizia. Eles eram formados na linguagem original do Velho Testamento, então o povo pedia que estes não só lessem a Lei, mas que as ensinassem também. Os Escribas, gradualmente, perderam o aspecto de serem profissionais de escrever e passaram a ser mais como uma classe religiosa, ou seita, com autoridade para interpretar a Lei. Para o Judeu, os Escribas tinham autoridade da Lei Oral.
3. Fariseus
No cativeiro, os Judeus não tinham um líder político só para eles. Eles eram sobre o domínio dos outros. Mas muitas vezes, os líderes das nações que dominavam o mundo deram autoridade limitada aos que tinham uma forma de autoridade entre os Judeus. Os sacerdotes tinham autoridade pela Lei Escrita, e estes sacerdotes, muitas vezes, eram colocados em posições oficiais pela nação que os dominavam. Nessa posição de autoridade, os sacerdotes ficaram conhecidos como Fariseus. Os Fariseus começaram a ser vistos como tendo autoridade religiosa e política entre os judeus. Quando o Novo Testamento se inicia, temos esta seita, Fariseu, já existindo.
4. Saduceus
Entre a seita dos Fariseus nasceu a seita dos Saduceus. Os Saduceus eram um ramo menos rígido entre os Fariseus. Os pensamentos dos Saduceus eram mais liberais que os Fariseus, mas as suas ações eram muito mais rígidas. A Lei Escrita era a sua autoridade.
5. Herodianos
Os Herodianos (Mt 22.16; Mc 3.6; 12.13) eram um grupo entre os Judeus que era mais político do que religioso. Tinham o objetivo de ajudar o governo de Roma a prosseguir e favorecer os judeus.
6. Zelotes
Os Zelotes eram nacionalistas puros. Estão mencionados em Lucas 6.15 e Atos 1.13. A palavra "zelador", nestes casos, é o mesmo de Zelote. O pouco de tempo que os Judeus, com os Macabeus, exerceram controle de si mesmos foram suficientes para inflamar uma atitude de nacionalistas. Quiseram uma nação Judaica e lutaram para isso.
Podemos aproveitar mais um fato para nos ajudar a entender o Novo Testamento. Seria aMishna e o Talmude
A Mishna é a Lei Oral dos Judeus que foi passada de geração a geração, verbalmente, de pai para filho. Quando esta foi colocada por escrito, tomou o nome "Talmude". A lei Oral foi colocada na forma escrita pelo Rabino Jehuda no fim do segundo século depois de Cristo.
O Talmude consistia em duas partes: a) A Mishna, ou Lei Oral e b) a Gemara, ou comentários sobre a Mishna.
No tempo de Cristo, a Lei Oral era ainda oral e não escrita na forma do Talmude. Era esta Lei Oral, que Jesus apontava quando no Sermão da Montanha falava: "Ouvistes que foi dito" (Mt 5). Quando Jesus mencionava o Velho Testamento, usava: "Está escrito" (Mt 4.4, 7, 10) e "não foi dito". Veja também Jesus referindo-se à Lei Oral em Mt 15.1-9; 23.16-18 23 (Baxter).
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO
O Novo Testamento é o Velho Testamento revelado bem como o Velho Testamento é o Novo Testamento escondido. Conhecer o Velho Testamento ajuda o aluno, da Bíblia, a entender muitas alusões e referências feitas no Novo Testamento (Veja Lucas 24.27-45 e as comparações do livro de Levítico com Hebreus). O primeiro versículo do Novo Testamento refere-se a Cristo na sua relação com o Velho Testamento. O Velho Testamento mostra a necessidade humana, o Novo Testamento mostra o suprimento divino. No Velho Testamento, o coração humano está visto, no Novo Testamento, o coração de Deus é visto suprindo, em Cristo Jesus, todas as necessidades humanas.
Há uma idéia que domina no Novo Testamento. Essa idéia é "cumprir". Mt 1.22, "Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz"; e, assim, mais onze vezes Mateus mostra como Cristo cumpriu o Velho Testamento (Mt 2.15,17, 23; 4.14; 8.17; 12.17; 13.35; 21.4; 26.56; 27.9, 35). Os outros evangelistas também concordam com Mateus neste aspecto. As primeiras palavras do ministério público de Cristo contém "cumprir" (Mt 3.15; Mc 1.15; Lc 4.21 e, em João 1.41, 45 a palavra é "achamos"). Nisso podemos ver que o Novo Testamento é a "resposta" do Velho Testamento.
No Novo Testamento, Cristo é revelado diferentemente do que no Velho Testamento. O Novo Testamento não usa tipos nem símbolos, mas mostra Cristo, a pessoa atual.
VELHO TESTAMENTO
O Cristo da profecia
Cristo - A Esperança
Cristo - O Esperado
Cristo - O Previsto
Cristo - O Predito NOVO TESTAMENTO
O Cristo da história
Cristo - O Fato
Cristo - O Experimentado
Cristo - A Provisão
Cristo - O Apresentado
O Novo Testamento consiste de vinte e sete livros, divididos em: quatro livros da vida de Cristo, um livro histórico, vinte e uma epístolas apostólicas e um livro profético.
Cristo veio inicialmente aos Judeus (Mt 10.5-6; Jo 1.11; nascido sob a lei, Gl 4.4; Rm 15.8) e as doutrinas sobre a graça, baseadas na vida de Cristo, são tratadas profundamente e desenvolvidas só nas epístolas.
I. Os Evangelhos
Mateus, Marcos, Lucas, João
Introdução:
Os quatro evangelhos não têm a intenção de dar uma biografia completa de Cristo. O propósito deles é o de mostrar Cristo, "para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome".(Jo 20.31)
Mesmo que os quatro se complementassem, um ao outro, mostrando partes da vida de Cristo que o outro não relatou, os quatro testemunham, juntamente, em pelo menos dez áreas, assim revelando a ênfase dos escritos dos evangelhos que é a vida de Cristo e a Sua obra salvadora completa para o homem pecador. Estas dez áreas são:
1. Cristo visto
2. Ministério de João Batista
3. Alimentação dos cinco mil 4. Cristo como Rei - Zc 9.9
5. Traição de Judas
6. Negação de Pedro 7. Julgamento e crucificação
8. A ressurreição corporal
9. 40 dias após a ressurreição
10. Segunda vinda predita
Cada evangelista narra a vida, deste Filho de Deus, de uma maneira diferente assim complementando um ao outro. Três, dos quatro, são parecidos e juntos fazem como um resumo da vida de Cristo. Mateus, Marcos e Lucas, por este resumo, são chamadas os evangelhossinópticos.
Os sinópticos diferem, do Evangelho de João, nas seguintes maneiras:
Mateus, Marcos e Lucas
Os fatos da vida exterior de Cristo
Os aspectos da sua vida humana
Os seus discursos públicos
O ministério na Galiléia João
A vida intima de Cristo
A vida divina de Cristo
Os discursos pessoais
O ministério na Judéia
Mateus mostra Cristo como Rei, o soberano que veio ordenar e reinar. Marcos mostra Cristo como Servo, aquele que veio servir e sofrer. Lucas mostra Cristo como Filho de Homem, o homem que veio repartir e compadecer-se. João mostra Cristo como Filho de Deus, aquele que veio revelar e redimir. Assim, os quatro relatam os tipos mostrados em Ezequiel 1.10 e João em Apocalipse 4.6-8 ilustrando os quatro animais "no meio do trono, e ao redor do trono" com a semelhança de leão (Mateus - rei), bezerro (Marcos ! servo), rosto como de homem (Lucas - filho de homem) e semelhante a uma águia voando (João - filho de Deus).
A base do Velho Testamento era profética, agora no Novo Testamento tudo se focaliza nas doutrinas que se baseiam nos fatos descritos nos quatro evangelhos. Mudamos agora, do que era em maior parte ao Judeu, para o que é para o cristão. Trocamos marchas nos quatro evangelhos: Moisés para Cristo, da lei para graça. Os quatro combinam, harmoniosamente, as características de cada um para ser uma testemunha única de Cristo.
A. Mateus
Tema: Cristo, O Rei
"como a semelhança de leão", Ap 4.6-8.
Tempo: 50 d.C.
Autor: Mateus, também chamado Levi (compare Mt 9.9 com Mc 2.13; Lc 5.27). Mateus era um publicano, um servidor público, um empregado do governo. Israel, nesta época, era dominada pelos Romanos. Mateus era, então, um Judeu que trabalhava para uma nação gentia. Seu trabalho era receber os impostos do povo na "alfândega" ou "recebedoria" (Mt 2.14; Mc 2.14; Lc 5.27). Por Mateus trabalhar para os Romanos ele era desprezado pelos judeus ortodoxos que ensinavam a separação explícita dos gentios. Geralmente os publicanos estão associados com as pessoas de baixa moral (Mt 9.10; 21.31).
O Livro:
O livro de Mateus mostra Cristo como rei. Sua genealogia é traçada desde o Rei Davi; e o lugar do Seu nascimento, Belém, o lar de Davi, é enfatizado. Sete vezes, neste Evangelho, Cristo é chamado de "o filho de Davi" (1.1; 9.27; 12.23; 15.22; 20.30; 21.9; 22.42). Só em Mateus Cristo fala do "trono da sua glória" (19.28; 25.31). Além disto, apenas neste Evangelho Jerusalém é chamada de "cidade santa" (4.5) e de "a cidade do grande Rei" (5.35). Sendo o Evangelho do Rei, Mateus também é o Evangelho do reino; a palavra "reino" aprece mais de cinqüenta vezes e a expressão "o reino dos céus", que não foi usada em nenhum outro lugar no N.T., aparece aqui cerca de trinta vezes. (Scofield)
Mateus, mais do que qualquer dos escritores dos Evangelhos identifica acontecimentos e pronunciamentos na vida do nosso Senhor com predições do V.T., como, por exemplo, 1.22; 2.15, 17, 23; 4.14; 12.17; 13.14; 21.4; 26.54, 56; 27.9, 35. (Scofield)
Conquanto que Mateus mostra Cristo como Rei, Ele é primeiramente o Rei espiritual do Seu povo. O povo Judeu, junto com os discípulos, esperava o Messias que vinha derrubar os reinos em oposição e estabelecer o Seu reino na terra. Como isso não veio a acontecer (Mt 12.18-21), muitos deixaram-nO (Mt 26.56). Antes que alguém possa entrar no Seu reino na terra, Cristo deve reinar no seu coração.
Mateus relata a vida de Cristo sem os detalhes que Marcos e Lucas dão. (Baxter):
Estão agrupados os preparativos para o Seu ministério:
Cap. 1 - 4.12 - Genealogia, nascimento, Batismo e Tentação
Estão agrupadas as obras e ações de Cristo no Seu ministério na Galiléia:
Cap. 5, 6, 7 - Os Ensinamentos de Cristo
Cap. 8, 9,10 - Os milagres de Cristo
Cap. 11 - 18 - As reações ao ministério de Cristo.
Estão agrupados também o Seu curto ministério em Judéia:
Cap. 19 - 25 - Sua Apresentação - Rei
Cap. 26, 27 - Sua Crucificação - O Malfeitor
Cap. 28 - Sua Ressurreição - O Salvador
Para ver a base que os detalhes dos outros três Evangelistas apoiavam, leia Mateus várias vezes. Assim terá uma visão geral da vida de Cristo.
B. Marcos
Tema: Cristo, O Servo
"com a semelhança de bezerro", Ap 4.6-8.
Tempo: 68 d.C.
Autor João Marcos
O nome de Marcos, João Marcos ou João (em relação a Marcos) aparece só nove vezes na Bíblia e nenhuma destas nos evangelhos (At 12.12, 25; 13.13; 15.37, 39; Cl 4.10; 2 Tm 4.11; Fl 24; 1 Pe 5.13).
Na a primeira vez que Marcos aparece na Bíblia aprendemos que o nome de sua mãe era Maria. É bem provável que sua mãe fosse Judia e quem deu o nome de João, e o pai, que não conhecemos talvez fosse Romano devido ao nome de Marcos que deu a seu filho.
João Marcos era sobrinho de Barnabé (Cl 4.10), chamando "meu filho" por Pedro (1 Pe 5.13) e era cooperador a Paulo (Fl 24) e assim, muito útil para o ministério dele (2Tm 4.11). Contudo, Marcos foi uma pedra no caminho entre Paulo e Barnabé por começar uma viagem missionária com Paulo e Barnabé, mas não a completando, saindo logo depois de começar (At 12.25; 13.13; 15.37-41). Quando Paulo estava na prisão referiu-se a Marcos (Cl 4.10) que estava ainda no ministério (a tradição diz que ele era muito ativo no Egito, organizando uma igreja em Alexandrina - Baxter). A primeira falha de ter deixado os missionários, no começo do ministério de Paulo e Barnabé era uma falha que Paulo evidentemente tinha perdoado, pois é dito uns vinte anos depois que ele achava Marcos útil para o ministério.
A tradição diz que Marcos foi um mártir no Egito. Ele foi arrastado pela rua, jogado e deixado ferido numa prisão e depois queimado vivo (Baxter).
Livro:
Que Marcos mostra Cristo, o servo, é evidente no livro que relata na maior parte - as ações de Cristo. Como não é importante saber a genealogia de um servo, Marcos não tem registro da linhagem de Cristo nem nenhuma menção do nascimento ou dos primeiros anos dele. Como não é importante o que um servo diz e sim o que o servo faz, os discursos e as parábolas de Cristo não estão relatados com tanto destaque quanto os milagres que ele se preocupou em fazer. Em comparação com o livro de Mateus, Marcos é o mais curto dos quatro evangelistas. Mas se comparar só os relatórios que Cristo fez, Marcos inclui duas vez mais que Mateus. Tudo indicando que Marcos mostra Cristo, o Servo.
Marcos é considerado como o fotógrafo dos evangelistas. Ele relata com mais destaque os detalhes dos nomes (3.17; 10.46; 15.21), horários (1.35; 6.35; 11.19; 15.25), números (2.3; 5.13; 6.7, 40; 14.30, 72), lugares (2.13; 11.4; 12.41; 15.39; 16.5) e muitos acontecimentos 1.13; 2.3,4; 4.36-38; 6.48, 53-56; 9.36; 10.17,32; 12.42; 16.4). Se não fosse por Marcos, muitos detalhes que dão vida aos acontecimentos de Cristo, seriam deixado só à imaginação. Para dar mais um exemplo, compare o relatório de Marcos da Transfiguração de Cristo como o relatório dos outros evangelistas (Mc 9.2-13; Mt 17:1-8; Lc 9.28-36).
Para ter uma lição em como servir estude o exemplo de Cristo em Marcos. Sua posição com Deus, e o Seu trabalho como Salvador não foi em nada prejudicado na atitude d?Ele ser um Servo mas foi vista a grandeza da Sua posição com Deus ao se humilhar para servir e a importância de obediência no Seu trabalho. Todos os que querem adorar o Senhor Deus em espírito e em verdade tomem nota da vida de Cristo, o Servo.
C. Lucas
Tema: Cristo, O Homem
"rosto como de homem", Ap 4.6-8.
Tempo: 60 A.D.
Autor:
Lucas é o escritor do Evangelho de Lucas e do livro de Atos dos Apóstolos (1.1-5; At 1.1-4). Lucas era médico (Cl 4.14). Talvez por isso há mais referências às curas no livro de Lucas do que em Mateus ou Marcos ((4.18, 23; 5.17) e as descrições de doenças (5.12,18; 7.2; 13.11)).
Lucas foi companheiro de Paulo em muitas das suas viagens (note em Atos o pronome "nós" quando fala de quem estava com Paulo. Parece que Lucas era um companheiro muito fiel a Paulo, pois no fim da vida de Paulo ele diz que "só Lucas está comigo" (2 Tm 4.9-11).
O Livro:
Em Mateus temos agrupados os acontecimentos de Cristo, O Rei; em Marcos temos as fotos das ações de Cristo, O Servo; em Lucas temos a história linda de Cristo, O Homem.
Lucas foi endereçado a Teófilo, um romano de importância e um convertido ao Senhor Jesus Cristo "para que conheças a certeza das coisas de que já estás informado" (1.1-5). Ver também Atos 1.1-4.
A genealogia é traçada até Adão, seno o objetivo de Lucas mostrar Cristo, O Homem. A narrativa de Lucas sobre o nascimento e a infância do Senhor é do ponto de vista da mãe virgem (Scofield) e nos dá mais detalhes da sua vida de criança e menino que os outros Evangélicos (Baxter).
Este livro é o mais longo dos quatro Evangelhos em relação ao número de versículos. O que sabemos da infância de Cristo devemos a este livro. Lucas também diferencia dos outros sinópticos em que só neste livro tem as parábolas do Bom Samaritano (10.25-37), do homem rico e louco (12.13-21), da figueira infrutífera (13.6-9), da ovelha perdida, da moeda perdida e do filho pródigo (15,3-32), da viúva persistente (18,1-8), do fariseu e o publicano (18,9-14), e a parábola das minas (19,11-27). Também só aqui tem a missão dos Setenta relatada (10,1-24). Imagine que falta de conhecimento da vida de Cristo teríamos se não fosse por Lucas.
Note, também, os acontecimentos que Lucas relata sobre a sensibilidade de Cristo em repreender Marta (10.38-42), curar uma enferma (13.10-16), um hidrópico (14.1-6), dos dez leprosos (17.11-19), a conversão de Zaqueu (19.1-10) e o choro por Jerusalém (19.41-44); tudo isso só temos porque Lucas nos relatou mostrando assim a atenção de Cristo pela humanidade e a humanidade perdida à qual Ele veio salvar.
O nascimento, vida de criança, menino e de homem (1.5-4.13)
Ministério em Galiléia (4.14-9:50)
A jornada à Jerusalém (9.51-19:44)
Crucificação e Vitória (19.45-24.53)
D. João
Tema: Cristo - O Filho de Deus ou Cristo em Sua Divindade
"uma águia voando", Ap 4.6-8.
Tempo: cerca de 85 - 90 d.C.
Autor:
Sabemos que o pai de João era Zebedeu (Mt 4.21) e era seu irmão Tiago (Mt 26.37; Mc 14.33; Lc 5.10).
João fazia parte do circulo dos três discípulos íntimos de Cristo. Os outros eram Pedro e Tiago. Cristo não amava mais estes três, mas estes três estiveram presentes durante ocasiões especiais de Cristo: Transfiguração (Mt 17.1-9), oração no jardim antes da traição e da crucificação (Mt 26.36-46). Os três foram chamados por Paulo "colunas" da igreja (Gl 2.9).
A João, um dos poucos discípulos presente na sua morte, Cristo confiou o cuidado de sua mãe (Jo 19.26,27) e ele é apresentado no seu evangelho como o discípulo "a quem Jesus amava" (13.23; 19.26; 20.2; 21.7, 20-24).
Além deste evangelho, João é autor dos outros três livros que levem o seu nome (1, 2, 3 João) e Apocalipse.
O Livro:
A razão de este livro ser escrito é "para que creias que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome." (Jô 20.21) e esta idéia se repete pelo livro várias vezes.
Os versículos chaves, 1.11,12 também fornecem a estrutura do livro, como João faz no livro de Apocalipse em Ap 1.19. O Evangelho de João pode ser dividido em 1) "Os seus não o receberam", 2) "Mas, a todos quanto o receberam", 3) "Deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus" .
Este livro não faz parte dos evangelhos sinópticos. Os sinópticos mostram os fatos da vida exterior de Cristo, em João temos a vida íntima de Cristo. Os sinópticos mostram a sua vida humana, João mostra a sua vida divina. Os discursos públicos de Cristo estão relacionados em maior parte pelos sinópticos, João relata os discursos pessoais de Cristo. O ministério na Galiléia é mostrado nos sinópticos, mas em João o ministério na Judéia se vê. Os sinópticos importam fatos, João doutrina. Os sinópticos apresentam Cristo pelo que ele diz e faz, João o interpreta pelo quem ele é. (Baxter)
Para se concentrar no quem Cristo é João só conta oito dos milagres de Cristo (Mateus e Lucas mostram vinte, Marcos dezoito) e só uma parábola (10.6). Das parábolas Mateus relata dezesseis, Marcos cinco e Lucas vinte. Em contrapartida, João nos relata os discursos de Cristo que os sinópticos não revelam com tanto destaque (Pedro e Natanael, a:35-51; Nicodemos, 3.1-15; mulher Samaritana, 4.4-38; o homem nascido cego, 9.35-41; Marta e Maria, 11; os onze discípulos, 13-16; Maria Madalena, 20.1-18 e o Apostolo Pedro, 21.15-23) tudo para nos mostrar doutrina.
As palavras usadas mais neste livro que nos dos sinópticos são: "crer", "vida" e os títulos "Filho" e "Filho de Deus" , estes mostrando o tema do livro de Cristo - O Filho de Deus. Outras palavras características de João são "verdadeiro", verdade",. "amor", "testemunho" e "mundo" (gr.kosmos). Apenas João registra as grandes declarações "Eu sou" de Cristo (6.35 "pão da vida"; 8.12 "a luz do mundo"; 10.7 "porta das ovelhas", 11 "o bom Pastor"; 11.25 "a ressurreição e a vida"; 14.6 "cominho, verdade e a vida"; 15 "videira verdadeira") e apresenta as declarações de Cristo introduzidas pelo solene "Em verdade, em verdade" (1.51; 5.19,24,25, etc.). (Scofield).
Conclusão:
Mateus O Prometido está - veja as Suas qualificações
Marcos Assim Ele trabalhou - veja o Seu poder
Lucas Assim Ele era - veja a Sua natureza
João Assim Ele é - veja a Sua divindade
II. O Histórico
Atos
1. Atos
Tema: As Ações dos Apóstolos
Tempo: Terminado em 63 A.D. em Roma
Autor: Lucas (Lucas 1.3; Atos 1.1)
Lucas, com o evangelho que mostra a vida detalhada de Cristo e com este livro que mostra a historia da igreja que Cristo estabeleceu, é o autor que escreveu mais das ações no Novo Testamento do que qualquer outro indivíduo.
Lucas escreve não só para informar o leitor com a organização dos acontecimentos, mas também para exortar o leitor pelos exemplos dos apóstolos.
Livro:
O livro de Atos é uma historia de um dos primeiros historiadores inspirados nos primeiros anos da época cristã. Mais do que trinta anos são tratados neste livro, desde a ascensão de Cristo à prisão de Paulo em Roma.
Atos é uma ponte que estenda dos Evangelhos até as Epistolas. Os Evangelhos relata o tratamento do evangelho diante dos judeus, as Epistolas trata do evangelhos diante dos gentios. Atos relata como o reino de Deus começou com os judeus e os acontecimentos da rejeição destes do mesmo e a abertura total do evangelho para com os gentios (Atos 1.8; 28.28).
Aqui se tem o começo e os princípios que as primeiras igrejas e seus missionários seguiam. É um manual completa de teoria (doutrina) e pratica para a igreja verdadeira obedecer a comissão dada por Cristo em Mateus 28.19,20.
A evangelização dos judeus e depois para os gentios, a pessoa e obra do Espirito Santo, a perseguição que seguiu os que quiseram obedecer Cristo está para a nossa edificação no livro de Atos.
Capítulos 1 - 12:
A missão da igreja com destaque ao Pedro, Jerusalém o centro de operações aos israelitas. Este seção termina com Pedro livre de prisão. A igreja evangeliza "Jerusalém, Judéia e Samaria"
Capítulos 13 - 28:
A missão da igreja com destaque ao Paulo; Antioquia é o centro de operações ao mundo inteiro. Este seção termina com Paulo na prisão. A igreja evangeliza os "confins da terra".
Versículo chave é Atos 1.8 que envolve o dever divina, o equipamento espiritual e a comissão geográfica da missão da igreja.
Para entender como a mensagem do Velho Testamento entrelaça com o Novo Testamento, leia a mensagem de Pedro em Atos 2.14-40.
III. As Epístolas
Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 e 2 Tessalonicenses, I e 2 Timóteo, Tito, Filemom, Hebreus, Tiago, I e 2 Pedro, I e 2 e 3 João, Judas e Apocalipse
Introdução
As Epístolas, diferente que os Evangelhos ou que Atos, nos dão na maior parte, doutrina. Os Evangelhos relatem a pessoa de Cristo aqui na terra. Atos nos relata os acontecimentos durante os trinta anos depois de Cristo. As Epístolas, especialmente as Paulinas e as Gerais, tratam de doutrina para todos desde o fim de Atos até a segunda vinda de Cristo, quer dizer, os desde o tempo de Atos e nós hoje.
Os Evangelhos e Atos são escritos para nós,
mas as Epístolas são sobre nós.
As Epístolas nos dão a maneira doutrinária de aplicar os primeiros cinco livros do Novo Testamento às nossas vidas.
Pelo livro dos Atos dos Apóstolos, podemos ver o número de igrejas em expansão em varias áreas. Foi pela palavra oral dos apóstolos que as pessoas foram ajuntadas em grupos conforme o modelo deixado por Cristo, a Cabeça da Igreja. Pelos sinais dos apóstolos, as suas posições e mensagens foram aceitas. Agora com igrejas formadas, a necessidade de ter algo permanente foi necessário. As Epístolas preenchem esta necessidade dando em forma escrita os ensinamentos inspirados que estas igrejas creram para entrar em Cristo e o que era necessário para continuar sendo conformes à imagem de Cristo. O que foi escrito por Paulo e os seus colegas serviu bem esta necessidade naquele primeiro século e por ser inspirado nos sirva de igual modo hoje mesmo sendo uns vinte séculos depois.
As vinte e duas epístolas podem ser classificadas em quatro categorias:
I. As Epístolas às Igrejas
Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 e 2 Tessalonicenses
II. As Epístolas Pastorais
1 e 2 Timóteo, Tito, Filemom
III. As Epístolas Gerais e Pessoais
Hebreus, Tiago, 1 e 2 Pedro, 1, 2 e 2 João, Judas
IV. Epístola Profética
Apocalipse
A. As Epístolas às Igrejas
Romanos, I e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, I e 2 Tessalonicenses
A ordem destas Epístolas na nossa Bíblia é a mesma ordem que todos os manuscritos velhos achados em qualquer parte do mundo têm. A ordem cronológica seria diferente que a ordem que elas aparecem na Bíblia. A ordem cronológica que refere a data aproximada que elas foram escritas seria nesta ordem (Baxter):
Livro Lugar Tempo
1 Tessalonicenses Corinto 52-53 d.C.
2 Tessalonicenses Corinto 53 d.C.
1 Coríntios Éfeso 57 d.C.
2 Coríntios Macedônia 57 d.C.
Gálatas Corinto 57-58 d.C.
Romanos Corinto 58 d.C.
Colossenses Roma 63 d.C.
Efésios Roma 63 d.C.
Filipenses Roma 64 d.C.
1. Romanos
Tema: A Justificação pela Fé
Tempo: escrito em Corinto, 58 d.C. (16.1,2)
Autor: O Evangelho tem sido pregado por um meio século quando Paulo escreveu este livro e muitas igrejas foram organizadas até este tempo. Era inevitável que duvidas e perguntas surgiam por causa da pregação de graça e a plena justificação de qualquer pessoa pela fé em Cristo. Perguntas sobre a lei de Moisés, o concerto de Deus com Abraão, a aceitação dos gentios diante de Deus, e as ramificações da pregação da graça de Deus foram levantadas. Paulo, por causa do seu treinamento como um Fariseu e por causa da sua rígida mas delicada consciência foi especialmente preparado para esta tarefa (Fl 3.4-6).
Ensinamento:
O primeiro livro entre as Epístolas talvez porque "é a exposição mais completa do N.T. sobre as verdades centrais do Cristianismo." (Scofield).
A igreja em Roma parece de ser feita de membros tanto Judeu (2.17-29) quanto Gentio (11.14-32). Então podemos aprender como o Evangelho é interpretado tanto aos Judeus quanto aos Gentios. Parece que Paulo está escrevendo esta carta à uma igreja que ele, até aquele momento, nunca tinha visitado (1.10-15).
Nota como Paulo trata do problema do pecado. Ele mostra como por Cristo o pecador pode ser justificado diante de Deus (3.21-5:11) e depois ele mostra como o pecador pode viver para a glória de Deus mesmo tendo o pecado tão perto dele quanto a sua carne (7.7-8:39). O segredo de viver a vida cristã mesmo tendo o pecado na carne é visto no fato que em Romanos capitulo oito o Espírito de Deus é mencionado não menos do que dezoito vezes. Antes deste capitulo o Espírito de Deus é mencionado só uma vez (1.4). Isso nos mostra que por Cristo o pecador tem a redenção (3.21-26), mas é pelo Espírito que ele pode viver para agradar Deus (8.11).
Cuidando de doutrina pode levantar muitas duvidas na mente de quem estudo ou de quem recebe tal estudo. Por isso os capítulos 6-8 respondem às dificuldades que uma mente normal pode ter com doutrina. Paulo ressalta a soberania de Deus nas Suas ações pela graça.
Os capítulos 12-26 impõem a todos os cristãos a obrigação de terem vidas consagradas no serviço a Ele que os tem mostrado misericórdia. A vida do crente deve refletir o que diz a sua boca.
O livro de Romanos pode ser dividido em três partes (Baxter):
I. Doutrinal: Como o Evangelho salva o pecador - Cap. 1-8
II. Nacional: Como o Evangelho aplica à Israel - Cap. 9-11
II. Prático: Como o Evangelho aplica à nossa vida - Cap. 12-26
2. 1 Coríntios
Tema: Conduta Cristã
Tempo: 57 d.C.
Autor: Paulo veio à Corinto primeiro de Atenas (Atos 18.1,11) e permaneceu aí por dezoito meses quando a igreja em Corinto foi organizada. De Corinto Paulo foi à Éfeso (Atos 18.18,19) e desta cidade, depois uns dois ou três anos de ministério aí (Atos 19.1,10), Paulo escreve esta primeira carta à Corinto. (Matthew Poole)
Ensinamento: Desde que as Epístolas cuidem de doutrina temos uma variedade de assuntos neste livro. Nos primeiros seis capítulos ele mostra a burrice de gloriar em homem algum.
Cap. 1.18-31 - Salvação é pela cruz, não pelo homem
Cap. 2 - Sabedoria vem do Espírito de Deus e não do homem
Cap. 3,4 - Homens chamados por Deus são mero despenseiros
Cap. 5,6 - Homens que aceitam a glória do homem vão permitir pecados piores.
Nos capítulos restantes Paulo trata os problemas que estavam perseguindo os irmãos da igreja em Coríntio. Parece que a igreja tinha pedido de Paulo uma ajuda na solução de vários problemas (7.1).
Estes problemas eram cuidado um por um nas seguintes capítulos:
Cap. 7 - Casamento e o celibato
Cap. 8-10 - O comer de carne; liberdade cristã
Cap. 11 - O lugar das mulheres na igreja; a ceia do Senhor
Cap. 12-14 - Os dons espirituais
Cap. 15 - A ressurreição dos santos
Cap. 16 - Um resumo (Baxter)
3. 2 Coríntios
Tema: A Autoridade de Paulo Defendida Amorosamente
Tempo: 57 A.D.
Autor: Paulo está escrevendo esta segunda carta aos em Corinto dentro de um ano depois a primeira carta. Muitos falsos profetas e ensinadores invadiram Corinto depois de Paulo estabelecê-los numa igreja. Para sustentar as suas crenças falsas, estes profetas falsos tinham de primeira desacreditar a autoridade apostólica de Paulo diante do povo pois foram os ensinamentos dele de doutrinas, quais eram barreiras para a igreja aceitar as crenças " novas" . Paulo, na defesa da sua autoridade apostólica, nos dá uma espécie de autobiografia. Não há outro livro de Paulo que nos evidencia tanto a sua profunda emoção de agonia de espírito em lutar para a verdade entre o povo de Deus.
Ensinamento:
O livro de Romanos, quanto todas as Epistolas, tratava de doutrina. As cartas aos Coríntios tem a doutrina ensinada para reprovar os crentes de uma prática perigosa. Em Romanos a doutrina era didática, em Coríntios, é dada incidentemente com a censura.
Desanimo, doença física, oposição doutrinário e perseguição traz para Paulo uma necessidade de olhar ao "Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação" (1.3 - o versículo chave) para atravessar esta época do seu ministério. Podemos ver a sinceridade que o Evangelho deve ser ministrada (1.12-24), e o cuidado que um pastor/missionário deve ter para ministrar ao povo de Deus.
Relatando a sua vida aos de Corinto, podemos aprender com Paulo que mesmo que temos "aflição", "angústia", "lutas", "trabalhos", "perseguições", "tristezas", e "fraquezas" (palavras comuns nesta carta) podemos conhecer o "conforto", "regozijo", "triunfo" e a "alegria" e "graça" (palavras também muito comum nesta carta) de Deus na mesma medida e até sobre medida das aflições que possamos ter (12.7-10).
Cristo: O Centro da Teologia Paulina
2 Cor 5.14-17
Não é somente o Cristo da história em quem devemos focalizar a atenção na adoração divina. Tudo isso é preciosa mas incompleta, pois só concerne o que podemos ver ou traçar pelos acontecimentos dEle.
É Cristo da ressurreição que nos dá o ímpeto da adoração verdadeira. Na ressurreição, Cristo está com poder, vitória, com glória. Adorar Cristo ressurgido leva fé e é pela fé que agradamos o Pai (Hb 11.6). Tendo esta fé no Cristo ressuscito é que somos feitos novas criaturas.
O livro pode ser organizado nesta maneira:
Cap. 1-5 Motivo e mensagem do Ministério de Paulo
Cap. 6-9 Apelo Espiritual e Material para apoio ao Ministério
Cap. 10-13 Resposta aos Falsos Profetas
Neste livro achamos a oração apostólica mais famosa na cristianismo; "A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. Amém." (13.14)
4. Gálatas
Tema: A Liberdade Cristã
Tempo: 57-58 A.D. de Corinto
Autor: Paulo visitou Galácia (que hoje conhece como sendo Ásia Menor ou Turquia) na sua primeira viagem missionária (At 13.51; 14.8,20 sendo que Icônio, Listra e Derbe faziam parte do sul da Galácia), em sua segunda viagem (At 16.1-5) e em sua terceira viagem (At 18.23).
As igrejas em Galácia eram muito hospitaleiras a Paulo recebendo o até "como um anjo de Deus, como Jesus Cristo mesmo" (4.14,15). Mas, num tempo depois quando ele visitou aí outra vez parece que eles mudaram de opinião (4.16). O que causou esta mudança de pensamento dos Gálatas para Paulo é o assunto do livro.
Ensinamento: Depois de Paulo passar em Galácia, na primeira vez, pregou o Evangelho de Cristo que foi bem recebido. Entre a primeira visita e antes da segunda, veio Judeus dizendo que os Gentios, para serem salvos ou para continuarem salvos tinham que observar a lei de Moisés. Muitos dos crentes caíram nessa armadilha que Paulo chama "outro evangelho" (1.6).
Paulo mostra, minuciosamente, que a salvação é somente por Cristo. Por Ele o pecador é justificado (3.6-9), adotado (4.4-7), renovados (4.6; 6:15), e herdeiros de Deus (3.15-18).
Gálatas é o livro para entender bem o propósito da lei (mostrar Cristo o Salvador dos pecados - 3.19-25), as limitações da lei (impossível de justificar alguém - 2.16; só condena o pecador - 3.10-12) e o fim da lei (escravidão - 4.21-31)
Os crentes que voltem a seguir a lei não estão dependendo mais na graça de Deus para servir Deus livremente (5.4), mas na sua própria carne que leva para escravidão (5.1).
Paulo reafirma neste livro que pela fé em Cristo somos salvos completamente (2.16) e sempre livres (5.13-18) da necessidade de procurar um complemento da nossa salvação. Vendo que a salvação por Cristo é tão completa devemos então com uma fé pura amar Ele, os que estão salvos por Ele e os que precisam ser salvos (2.20; 5.15).
5. Efésios
Tema: A Comunhão com Cristo
Tempo: 63 d. C.
Autor: Parece que Paulo escreveu este livro enquanto era encarcerado em Roma quando também escreveu para Filemom e aos Colossenses e foi entregue por Tíquico (6.21,22; Cl 4.7).
Ensinamento: O livro de Efésios divide em duas partes:
Cap. 1-3 - O Que Temos em Cristo
Cap. 4-6 - Como Andar Como Cristão
Na primeira parte Paulo desenvolve com detalhes a riqueza que temos em Cristo (1.3-14), a nossa condição com Cristo (2.1-10) e a grandeza da salvação de Cristo para com os gentios (3.1-13).
Na segunda parte Paulo mostra como o andar em Cristo deve ser na igreja (4.1-16), com a sociedade moral (4.17- 5.2), com a sociedade pecaminosa (5.3-21), diante os de relacionamentos especiais (5.22-6:9) e como andar espiritualmente preparado (6.10-20).
Por um tempo Timóteo ficou em Eféso "para advertires a alguns, que não ensinem outra doutrina" (1Tim 1.3-5).
6. Filipenses
Tema: A Experiência Cristã
Tempo: Roma (prisão) em 64 d.C
Autor: Paulo visitou Filipos na sua segunda viagem missionaria, e isso por causa de uma visão, "em que se apresentou um homem da Macedônia, e lhe rogou, dizendo: Passa à Macedônia, e ajuda-nos." (At 16.6-10). Filipos é a primeira cidade, uma colônia, na Macedônia de quando entra por ela da Ásia (At 16.12). Hoje, esta região faz parte da Grécia, Bulgária, Albânia e Iugoslávia.
Foi em Filipos que Lídia foi convertida e também o carcereiro (At 16.14,15,30-34) junto com outros irmão (v.40).
Paulo, nesta carta, fala muito pessoal. O pronome da primeira pessoa, "eu" está bem empregado nesta carta dirigida à igreja em Filipos, a qual Paulo amava profundamente (Bíblia Vida).
A razão da carta ser escrita não é doutrinária, nem para corrigir qualquer problema na igreja. Os Filipenses tinham enviado uma oferta à Paulo, outra vez, e ele quis acusar o recebimento (1.5;4.10,14-16,18).
O Autor, mesmo escrevendo da prisão, mostra muita alegria com o povo de Filipos junto "os bispos e diáconos" e o "regozijo" que ele tem pela graça de Deus.
Ensinamento:
Mesmo que esta carta não seja necessariamente doutrinária, podemos aprender muito nela.
Os que obedecem a Palavra de Deus não são isentos de problemas nesta vida (1.12-16; 2.25-27; 3.8; 4.12). Só a graça de Deus tem o poder de regozijar junto os problemas (1.18-21; 2.28-30; 4.13).
Os Filipenses eram obedientes para com Paulo e participaram com ele "da minha graça, tanto nas minhas prisões (e aflições 4.14) como na minha defesa e confirmação do evangelho" (1.7) pelas ofertas e orações. Mesmo assim, precisavam de exortações para serem firmes ainda na fé (1.27; 2.3-8,14; 3.2; 4.6). Isso nos ensina que a carne está sempre fraca e não podemos confiar nela mesmo depois que houvermos obedecido o Senhor no Espírito.
Há bênçãos especiais para o povo que emprega bem as suas vidas e bens no serviço à Deus.Servir o Senhor é mais difícil do que só falar de Deus. Talvez por isso existem bênçãos especiais (4.9,19).
Paulo está confiante que , mesmo aparentemente, o céu seja negro com aflições, Deus está por cima das nuvens e dirigindo tudo para sua glória (1.16-18,28; 3.7-11, 18-21; 4.19).
7. Colossenses
Tema: A Plenitude de Cristo
Tempo: 63 d.C.
Autor: Paulo estava na prisão (4.18) em Roma quando escreveu esta epístola (também escreveu Filipenses e Efésios do mesmo lugar). Não podemos achar nenhuma vez que Paulo visitou esta cidade. Esta igreja, talvez, foi organizada por Epafras (1.7) um companheiro de Paulo (Fl 23).
Ensinamento: O erro contra o qual Paulo advertiu os Colossenses mais tarde desenvolveu-se em uma heresia chamada Gnosticismo (do gr. gnosis, significando conhecimento). Esta falsa doutrina dava a Cristo uma posição subordinada à verdadeira Divindade, e desvalorizava a singularidade e perfeição de Sua obra redentora. Ela insistia que entre um Deus santo e esta terra havia uma hoste de seres, anjos, etc., que formavam uma ponte, da qual Cristo era um membro. Este sistema incluía a adoração de anjos (2.18) e um falso ascetismo (2.20-22). Para todos estes erros, o apóstolo tinha um só remédio, um conhecimento(epignosis, isto é, pleno conhecimentos, 1.9-10; 3.10) da plenitude de Deus em Jesus Cristo. Sua resposta devastadora a estas falsas doutrinas está em 1.19 e 2.9, na qual o Senhor está revelado como a plenitude física da divindade. A palavra "plenitude" (gr. pleroma) é a mesma palavra que o Gnosticismo usava para toda a hoste de seres intermediários entre Deus e o homem. O Senhor encarnado, crucificado, ressuscitado e que subiu ao céu é o único Mediador entre Deus e os homens (1 Tm 2.5). - Scofield
8. 1 Tessalonicenses
Tema: Mantenha-se Puro pois Cristo Volta
Tempo: em 52,53 d.C de Corinto
Autor: Na segunda viagem missionária Paulo visitou a Tessalônica (At17.1-10) onde Deus abençoou sobre maneira (1 Ts 1.5,9,10). Em três semanas vários Judeus "e também uma grande multidão de gregos religiosos, e não poucas mulheres principais" (At 17.4) creram, e ajuntaram-se com Paulo e Silas. Por causa da perseguição que parece sempre acompanha a verdade (At 17.5-8; 1 Ts 2.15), Paulo e Silas foram enviados de noite para Beréia logo depois.
Paulo, junto com Silvano e Timóteo, escrevem à igreja dos Tessalonicenses (v.1), sendo esta a primeira carta escrito por Paulo às igrejas.
Ensinamento: A segunda vinda de Cristo está mencionada em cada capítulo (1.10; 2.19; 3.13; 4.13-18; 5.2,4,23). A volta de Cristo é mencionada para animar os irmãos amados em Tessalônica a continuarem servindo o Senhor na face das aflições provocados pelos inimigos do Evangelho (2.14-16) e pelas tentações que vem de Satanás (3.5) usando a fraqueza da nossa carne (4.5).
Paulo, com amor e pela inspiração, instrui os Tessalonicenses que, mesmo que somos seguros em Cristo, somos ordenados à tribulações (3.3), e nunca devemos deixar nos de sermos vencidos pelo pecado. Podemos vencer o pecado pela uma vida que progride cada vez mais no andar que agrada a Deus (4.1-12). Paulo relembra os irmãos que eles são diferentes dos demais no mundo e por isso vão agir de maneira melhor (5.4-11). Paulo encerra a sua carta dando umas regras que podem ajudar qualquer crente serio a andar mais abençoado na fé (5.12-23) não esquecendo que a força de obedecer vem mesmo de Deus (5.24).
9. II Tessalonicenses
Tema: Mantenha-se Ocupado até Cristo Voltar
Tempo: em 53 d.C. de Corinto
Autor: Paulo está escrevendo outra vez à igreja dos Tessalonicenses junto com Silvano e Timóteo (1.1) talvez só alguns meses depois da primeira (Bíblia, Editora Vida). É evidente que a possibilidade de uma carta falsa foi passada às igrejas dizendo que Cristo já veio a segunda vez e as tribulações que estão tendo já é porque ficaram atrás como não estivessem salvos. Paulo escreve para acalmá-los (2.1-3). Não pensa que as suas tribulações indicam já os sete anos da tribulação pois essa será introduzida só com acontecimentos específicos primeiro (2.3-12; I Tess 4.13-5:10).
Ensinamento: A segunda vinda está mencionada em cada capitulo nesta carta tanto quanto na primeira (1.7-10; 2.1-4; 3.5). Enquanto a segunda vinda não venha a igreja está ensinada a sofrer tentação (1.4-6) pois na segunda vinda, os ímpios "padecerão eterna perdição" (1.9) por qual razão os santos devem viver "dignos da sua vocação, e cumpra todo o desejo da sua bondade, e a obra da fé com poder" (1.11).
Também, enquanto esperam por Cristo, não devem ser movidos "facilmente" do entendimento que foi ensinado por Paulo (2.2-5) pois Deus, pelo Espírito Santo, "detém" até o tempo certo para Satanás ser manifestado e o Espírito Santo ser tirado (2.6,7). Para não serem movidos diante das circunstâncias diversas que acompanharão a segunda vinda, Paulo anima os irmãos de continuarem firmes nos fatos que ele tem os ensinado (2.13-17) que realmente trará consolo aos corações.
Enquanto Cristo não vir, os irmãos devem pacientemente esperar Cristo orando (3.1) e obedecendo o que Paulo tinha os mandado (3.4) tendo uma vida separada e pura (3.6-7) e ocupada com trabalho digno (3.7-12). Há os que pensam que se Cristo voltará porque nos ocupar em algo, pois tudo não vai ficar para sempre mesmo. A estes Paulo mostra que ocupação é honrosa e uma boa cura para não andar desordenadamente ou vivendo enquanto esperam Cristo. Se alguém não quer se preocupar a obedecer Cristo nesta vida usando a segunda vinda de Cristo como desculpa, este deve ser cortado da comunhão da igreja (3.14-15) mas não deve, por isso, ser tratado como um inimigo (3.15). Mas em tudo, procurai a paz (3.16).
B. As Epistolas Pastorais
1 Timóteo, 2 Timóteo, Tito e Filemom
Estas epístolas se chamam pastorais por serem endereçadas aos pastores. Como o livro de Atos veio entre os Evangelhos e os livros de doutrina das epístolas às igrejas estes quatro livros vem entre os livros de doutrina e a natureza das epístolas gerais.
1. 1 Timóteo
Tema: O Comportamento na Igreja
Tempo: 63 A.D.
Autor: Paulo, o apóstolo, escreveu esta carta a Timóteo, seu filho na fé (1.1,2). Escreve a Timóteo dando-lhe instruções particulares para se comportar como ministrante do Evangelho na igreja em Éfeso.
Ensinamento: Os ensinamentos dados são de particular interesse pois se envolvem detalhes sobre o governo da igreja e o comportamento pastoral "para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade." (3.15)
A vida pastoral deve ser de fé e de boa consciência (1.19), de oração (2.1-4), piedade (4.7-10; 6.11), um bom exemplo (4.12), de estudo (4.13-16; 6.13) e do ministério (1.18,19; 4.14-16; 6.20). Um pastor não deve aceitar acusação contra um outro sem provas claras (5.19) mas pastores pecaminosos devem ser corrigidos e isso publicamente (5.20).
Sobre o governo da igreja vem os assuntos da posição de mulher (2:9-15), os deveres dos bispos e dos diáconos (3.1-13), a reação necessária diante de heresias (4.1-8), o andar com os velhos na fé (5.1:1,2), as viúvas (5.3-16), o cuidado financeiro dos pastores (5.17,18; 6.8-10), a relação dos que são empregados com seus empregadores - escravos (6.1,2) e a posição dos ricos na sociedade e na igreja (6.17-19).
Estes cuidados à Timóteo, em particular, e a igreja em geral são necessários pois a tendência da carne leva alguns de "desviar-se" de uma boa consciência (1.6), de rejeitar a fé (1.19; 6.21) seguindo Satanás (5.15) para serem traspassados com muitas dores (6.10).
2. II Timóteo
Tema: A Vida Pastoral em Aflição
Tempo: 64 d. C.
Autor: Paulo, o Apostolo ao Timóteo, "meu amado filho" (1.2) Esta carta foi escrito depois de 1 Timóteo e de Tito sendo Paulo preso já "sendo oferecido" (4.6 - Bíblia Vida). Foi escrita provavelmente em Roma (1.16,17) e sendo assim foi cronologicamente a última carta de Paulo - Scofield.
Ensinamento: A 2 Timóteo é como a 1 Timóteo, só que enfatiza mais apressadamente os ensinamentos que foram dados em 1 Timóteo.
1 Timóteo fala da vida pastoral sendo de uma boa consciência (1.19). 2 Timóteo fala de não entrar em contendas (2.14) e de apresentar-se aprovado (2.15).
1Timóteo fala da vida pastoral sendo de oração (2.1-4).
2 Timóteo fala que nos últimos tempos virão dias piores e assim é preciso orar ainda mais (3:1-13).
1 Timóteo fala da vida pastoral sendo de piedade (4:7-10).
2 Timóteo fala da necessidade de militar para a obediência até a morte (2.3-13); de evitar falatórios (2.16-18) e de fugir das paixões da mocidade (2.22).
1 Timóteo fala da vida pastoral sendo um bom exemplo (4.12).
2 Timóteo fala que não convém contender (2.24-26) e que se deve ser sóbrio em tudo (4.5).
1 Timóteo fala da vida pastoral sendo de estudo e de confiar a Palavra aos outros (4.13-16).
2 Timóteo fala de manejar bem a Palavra (2.15), de lembrar o que aprendeu para ser forte no dia mau (3.13-17) e de pregar a Palavra (4.1-4).
1 Timóteo fala da vida pastoral sendo do ministério (1.18,19; 4.14-16; 6.20).
2 Timóteo fala que despertes para o ministério (1.6-10), que fortifiques na graça (2.1,2) e que cumpres o teu ministério (4:5).
O que em I Timóteo era de "desviar se" (I Tm 1:6) em II Timóteo estes já "apartaram" da obra ( 2 Tm 1.15) e já encontrava Paulo sem assistência (4.16).
3. Tito
Tema: A Ordem na Igreja
Tempo: 64 d.C.
Autor: O apostolo Paulo escreveu esta carta entre a 1 Timóteo e a 2 Timóteo sendo então a penúltima escrita da sua vida. Escreveu a Tito seu filho na fé (1.4) quem tinha deixado em Creta para fazer o trabalho de um missionário (1.5) colocar em ordem as coisas faltando (os irmãos fracos e corruptos) e de estabelecer pastores em cada cidade.
Tito talvez era irmão de Lucas, o evangelista (Bíblia Vida) e é mencionado em Gálatas 2 quem talvez foi convertido naquele tempo da confusão sobre a circuncisão (48 d.C.). Tito foi um consolo ao Paulo (2 Co 7.6,7) e tinha uma vida exemplar. Tendo assim uma vida exemplar foi encarregado de cuidar das ofertas feitas para os santos em Jerusalém (2 Co 8.6,16).
Ensinamento: A carta a Tito é comparada às de 1e 2 Timóteo e achamos alguns dos mesmos ensinamentos. Por Creta ter má fama de mentira, cruéis e preguiçosos ((1.12) os ensinamentos do livro vem ao encontro de colocar ordem neste tipo de vida dentro da igreja (1.9-16).
Vem os ensinamentos para corrigir os problemas sérios nas igrejas em Creta e assim sendo é um manual prático para o crente hoje saber tratar a lei do homem (3.1) os vizinhos (3.2) e os servos (2.9-10). O alvo é para viver como devem: trabalhadores do bem (3.14).
Há duas passagens maravilhosas que destaca as belezas do Evangelho (2.11-15; 3.3-7).
4. Filemom
Tema: Amor Acima de Direito
Tempo: 63 d. C. no mesmo tempo de Colossenses (Col. 4:7-17; Fil. 2,23,24)
Autor: Este livro foi escrito pelo Apóstolo Paulo (v.19) em prisão tendo Timóteo junto com ele (v.1) a Filemon para interceder a respeito de Onésimo, recém convertido pelo ministério de Paulo mesmo na prisão (v.10).
Filemom é considerado uma epístola pastoral por ele ser um ancião com responsabilidades pastorais tendo uma igreja "em tua casa" (1.2). (Baxter)
Neste livro temos um exemplo das verdades que Gálatas e Colossenses ensinam sobre a unidade que há em Cristo - Gl 5.6; Cl 3.11. Por isso este escravo deve ser aceito "como irmão amado" (v. 16) (Baxter).
Ensinamento: O nome Onésimo significa "proveitoso" - Scofield
Podemos aprender aqui que o passado de um novo crente não deve ser lembrado a não ser para edificação ou exortação no bem.
Há ocasião de sofrer dano físico ou financeiro para ter paz entre irmãos (v. 18).
Há uma impressionante analogia da história da redenção - Bíblia Vida.
C. As Epistolas Gerais e Pessoais
Hebreus, Tiago, 1 Pedro, 2 Pedro, 1 João, 2 João, 3 João, Judas
Paulo e Barnabé foram aos gentios (todas as epístolas até aqui) e Tiago, Pedro e João foram aos judeus (todas as epístolas daqui para frente (Gl 2.9).
Estes Epístolas Gerais e Pessoais são distintivamente aos Judeus e não mencionam a certeza da salvação quanto as epístolas às igrejas (Romanos - 2 Tessalonicenses) ou as pastorais (1 Timóteo - Filemon) que são escritas aos salvos, Gentio e/ou Judeu (Baxter). A falta dos Judeus de se manterem firme às promessas é tratada como se fosse a aceitação por Deus, era de inteira responsabilidade do homem, que numa certa maneira é. Cristo é apresentado como o meio de ser aperfeiçoado diante de Deus (Hb 10.8-18) junto a necessidade de continuar obediente nEle nem na ordem do Velho Testamento pois a fé é morta sem as obras (Tg 2.21-26).
O Evangelho apresentado nestas Epístolas é o mesmo apresentado nas anteriores só com a diferença do ponto de vista dado. As anteriores são dadas aos Gentios e explicado como os Gentios podem entender, estas aos Judeus e explicado como os Judeus podem identificar.
1. Hebreus
Tema: Cristo é Superior de Moisés e da Lei
Tempo: 62 d.C. (Matthew Henry)
Autor: Paulo é aceito como o autor na maior parte dos manuscritos antigos (Poole). Há características comuns de Paulo (2 Ts 3.17,18; Hb 13.25). Obs.: Anote quais epístolas terminem com tal saudação.
Paulo escreve às tribos dispersas que confiam em Cristo como Salvador. São chamados "Hebreus" pois este foi um título de Deus (Ex 3.18) e de Abraão o progenitor dos judeus (Gn 14.13).
Foi escrito num tempo que os Judeus crentes eram tentados a voltarem à lei e estavam vacilando na sua fé.
Ensinamento: Paulo mostra aos Hebreus que eles não ficaram menos Judeus por crerem em Cristo pois tudo que Moisés representava era para mostrar Cristo como o meio a ser aperfeiçoado. Cristo é a verdade que os tipos e símbolos apontavam.
Paulo mostra que os tipos e símbolos da lei eram fracos para purificar a consciência ou trazer alguém a Deus. Cristo é quem é firme e imutável até o fim.
Para mostrar Cristo superior à lei e os tipos e símbolos da lei Paulo sistematicamente mostra Cristo superior.
Cap. 1 - A Divindade de Cristo
Cap. 2 - A Humanidade de Cristo
Cap. 3 - 4.13 - Profeta superior de Moisés
Cap. 4.14-5:9 - Sacerdote superior de Arão
Cap. 5.10-7:28 - Rei e Sacerdote superior de Melquisedeque
Cap. 8 - Aliança melhor que a de Moisés
Cap. 9-10.18 - Cristo é além dos sacrifícios, ordenanças e administrações de Leví
Cap. 10.19-13.20 - Os deveres devem ser levados a sério para glorificar Deus em Cristo
Cap. 13:20,21 - Oração solene para terem força obedecer
Cap. 13:22-25 - Saudação usual de Paulo
Para entender melhor este livro compara ele com o Levítico no Velho Testamento.
2. Tiago
Tema: A Manifestação da Fé Verdadeira
Tempo: 61 d.C. A data exata é difícil determinar. Uns dizem que foi o primeiro de todos os escritos do N.T. e outros o colocam pouco antes de Hebreus.
Autor: Tiago - Há três Tiago no N.T.: Lucas 6.14-16. Tiago, filho de Zebedeu e irmão de João (morto em Atos 13.2); Tiago, filho de Alfeu; Tiago irmão de Jesus (Mt 13.55; Mc 6.3) também chamado, Tiago, o menor (Mc 14.40). O escritor desta epístola é o irmão de Jesus, de grande estatura na primeira igreja em Jerusalém (Gl 2.9). Os historiadores do primeiro século escrevem que Tiago foi um mártir no ano 62 d. C. (Baxter, pg. 283,285).
Tiago está escrevendo "às doze tribos que andam dispersas" (1.1) que eram "irmãos" e ensinou estes como cumprir a lei e serem Judeus completos. Levou tempo para amadurecimento nos Judeus, uma vez que eram Cristãos, a deixarem os traços da obediência da lei como uma obra e viverem só na graça. Tiago os exorta, não de deixar a lei e fazer nada, mas de completar a lei cumprindo o espírito da lei que é aquela obediência que traz louvor a Deus e não opera o aperfeiçoamento do homem diante de Deus.
Ensinamento: Como Paulo, na maior parte das vezes, escreveu às pessoas que deram maior ênfases às obras do que a fé, Tiago escreve às pessoas que dão mais ênfase à fé que as obras. Os escritos dos dois mostram o ensinamento necessário para equilibrar a obediência de cada um. Paulo ensinou fé como o meio à salvação. Tiago ensina que as obras são produtos daquela fé salvadora (Matthew Henry). A fé justifica o pecador; as obras justificam a fé (Baxter).
As obras boas de uma fé certa são vistas:
Cap. 1 - Reação positiva às provações
1. Cap. 2 - Aceitação de todas as classes de povo
Cap. 3 - A importância de uma língua santa
Cap. 4-5.6 - Santidade nas emoções
Cap. 5.7-20 - O fim está vindo, portanto obedeça já!
3. 1 Pedro
Tema: Sofrimento e Glória
Tempo: 60 d.C. Logo a ira do imperador Nero será realidade contra os crentes, judeu e gentio.
Autor: Pedro, o Apóstolo, esta escrevendo aos "estrangeiros dispersos", os judeus dispersos desde que os Assírios e Babilônios tomaram controle (Assíria 721 a.C. Israel, norte; Babilônia 586 a.C. Judá, sul). Pedro "confirma teus irmãos" que passarão aflição dando os explicações e exortações que fiquem firmes nas verdades de Deus (Lc 22.31,32).
Ensinamento:
Cap. 1-2.10 A ESPERANÇA VIVA - O Que É.
Esperança Viva 1.3 e a nossa reação com ela
Palavra Viva 1.23 e a nossa reação com ela
Pedra Viva 2.4 e a nossa relação com ela
Cap. 2.11-4:10 A VIDA DE PEREGRINO E FORASTEIRO - Como Viver Ela
Cidadãos 2.12-17
Empregados 2.18-25
Casados 3.1-7
Diante dos outros e sofrimentos 3.8-4.6
Com os outros crentes 4.7-11
Porque? 4:11 - A Glória de Deus.
Cap. 4.12-5.8 A ARDENTE PROVA - Como Vencer
4.13 - a glória vem depois da tribulação
5.1-4 - Pastores, sejam fieis
5.5-7 - Jovens, sejam puros
5.7 - Ele tem cuidado de vós
5.8,9 - Lembrança: Seja Fiel
5.10-14 Saudação
4. 2 Pedro
Tema: Lembre Bem para não Cair
Tempo: 66 d.C.
Autor: O Apóstolo Pedro está escrevendo esta segunda epístola uns seis anos depois da primeira. Pedro está sabendo que logo virá a sua morte (1.14) que aconteceu mesmo uns dois anos depois em 66 d.C. (Baxter)
Ensinamento: Pedro ensina aos crentes que é necessário lembrar o que tem aprendido para não cair da fé e ser achado seguindo outras doutrinas que estavam sendo e que serão expostas. A primeira epístola anima os irmão a serem fiéis quando tem aflições físicas, essa segunda quando tiver aflições espirituais.
Lembre-se da verdade (1.12-15; 2:4-9; 3.1,2,5-9) pois o perigo é presente. Não sejam esquecidas (1.12-15) e não sejam enganados (2.1-3,12-22; 3.3,4).
O tempo do último juízo virá mesmo (3.9,10). Não sejam enganados pela heresia a ser infiel à doutrina verdadeira (3.17). .Em vez de esquecer-se da verdade, seja ocupado:
obedecendo enquanto espera o cumprimento das promessas (3.11, 12-14)
aprendendo ainda mais da verdade (1.2,3-7; 3.18)
na afirmação da fé (1.10-11)
na lembrança do que já a tem passado (2.4-9; 3.5-9,15,16)
Pedro continua dando esperança aos crentes mesmo na presença da aflição. Serve isso para o nosso dia tanto quanto o seu. A esperança vem na firmeza do conhecimento da verdade (1.2; 3.18) e na obediência da verdade (1.5-8; 3.11,12).
5. 1 João
Tema: O Gozo de Filho (1.4)
Tempo: 90 d. C.
Autor: João, o amado apóstolo, é o autor. Compara 1 João 5.13 com João 20.31 e estes com João 21.20 (João 13.25).
João, no tempo em que foi escrita esta carta, é o último apóstolo ainda vivendo, e de idade avançada.
Lembre-se época em que o mundo está vivendo pois há muita heresia espalhado, mestres falsos, e aflições por fora. João escreve, já velho, para tirar a confusão das mentes dos crentes, confortar e firmar todos no andar verdadeiro.
Ensinamento: Comunhão com Deus é baseada em FATOS (1.1-3,5,7; 2.24; 3.10, 19-24; 4.14):
Fato de Deus - "sabemos" 2.3; 3.4,5; 4.13; 5.19,20
Fato de Obediência - 2.3-5
Fato do Futuro - 2.18-20; 3.2,3
Fato do Andar Certo - 2.29 Fato da Natureza Nova - 3.6,9; 5.18
Fato de Confissão - 4.1-3,5-6,15
Fato do Espírito - 4.1-3,13; 5.6-8,20
Fato de Cristo - 5.5-6,13
Fato de Oração - 5.14-16
Comunhão com Deus é baseada num ANDAR PURO: (1.5-10; 3.7; 5.17-21)
Por Cristo - 2.1,2; 5.5,6,20
Pela Perdão - 1.9
Pela Obediência - 4.2-5
Comunhão com Deus é baseada no AMOR VERDADEIRO:
Com os Outros - 2.7-11 (João 12.34,35; 15.12); 3.11,12,18; 4.7-12
Com Deus (não o mundo) - 2.15-17; 4.16-21
Verifique se você pode achar as correntes de verdade existente no livro:
1. AMOR CRISTÃO MÚTUO
2. VIVENDO EM CRISTO E EM DEUS
3. DISTINGUINDO A VERDADE DO ERRO
4. CARACTERÍSTICOS DO NOVO NASCIMENTO
5. A RELAÇÃO DO CRENTE COM O MUNDO
6. 2 João
Tema: Continuar na Verdade
Tempo: 90 a. C.
Autor: João, O Ancião
Ensinamento: Há uma relação entre o amor e a verdade nesta segunda epístola geral de João. "As idéias principais da epístola são o amor, a verdade e a obediência, que em parte se complementam entre si. A obediência sem amor é servil; o amor sem obediência é irreal; nenhum dos dois elementos pode florescer fora do ambiente da verdade." (Bíblia Vida)
O livro pode ser dividido em duas partes:
1. - equilibra o amor pela verdade, e vice-versa
2. - vigiai pela verdade em si própria
Veja na primeira parte em cada versículo menciona o equilíbrio necessário para andar na vida Cristã. Lembra muito de João 4.24, "em espírito e em verdade."
Na segunda parte há um equilíbrio entre a preservação de deus dos Santos e a perseverança dos santos. Há uma necessidade dos santos de "Olhai por vós mesmos, para que não percamos o que temos ganho" (v. 8). Mas a capacidade de perseverar na fé vem mesmo de Deus (Fp 2.13) Quem nos preserva (Jo 10.28-29). Se há os que não perseveram na fé, segundo 2 Jo 9, este não tem a Deus.
É uma grande verdade que há muitos que aparecem e até agem como "crentes" que só tem uma experiência religiosa ou outra substituição da verdade de salvação só em Cristo (Mt 7.15-29).
Há muita especulação de quem é "a senhora eleita". Alguns dizem que é a igreja, e os filhos são as igrejas que foram organizadas por ela. Outros dizem que é uma senhora na casa da qual a igreja reúne. Mas pode ser só uma mãe cristã a quem João está escrevendo. Cada leitor precisa chegar à sua própria conclusão. Sendo uma epistola à uma mãe cristã parece o mais conveniente.
7. 3 João
Tema: Praticando a Verdade
Tempo: 90 a. C. + ou -
Autor: João, O Presbítero
Ensinamento: Há três homens mencionados nesta epístola que podem nos exortar muito:
Gaio - (At 19.29; 20.4; Rm 16.23; 1 Co 1.14) um nome comum no mundo Romano tanto quanto José é um nome comum na América latina hoje. Por isso, não sabemos com exatidão se este Caio em 3 João é o mesmo que Paulo e Lucas mencionaram.
De Gaio, podemos saber que é amado pelo João (v. 1), "andas na verdade" (v. 2), cuidava dos "estranhos" (v. 5) [que eram servos do Senhor, viajando e pregando (v. 7), que depois deram testemunho nas igrejas do "seu amor" (v. 6)], e era preocupado com o mal que estava andando na igreja ao ponto de precisar de ser animado de focalizar continuamente o seu esforço à sua obediência e deixar os que praticavam o mal receber de Deus o fruto das suas ações (v. 11).
De Gaio aprendemos que praticar a verdade pode ser cansativo (v. 2), e que servindo o Senhor em amor com tudo que tem alegra muito os servos de Deus. Devemos proceder "fielmente em tudo o que fazes" (v. 5) fazendo tudo pelo "seu Nome" (v. 7). Amando o Senhor com o que temos, e sendo fiel nisso pelo seu Nome, tornamos ser "cooperadores da verdade" (v. 8).
Diótrefes - não mencionado por nome em nenhuma outro lugar. Deste homem podemos saber que ele "procura ter entre eles o primado" (v. 9), proferiu contra João "palavras maliciosas" (v. 10) e não quis participar no cuidado dos "estranhos" (v. 5) que eram "irmãos (v. 10), e até quis proibir os outros de cuidar dos irmãos lançando estes "fora da igreja" (v. 10). Das ações deste homem na igreja podemos aprender que entre a igreja pode existir os que amam mais a si (incrédulos - "não tem visto a Deus" v. 11; Mt 7.23). Quando existe estes devemos aprender de não seguir "o mal, mas o bem" (v. 11). Não desvie de fazer o bem por causa dos que fazem o mal. Deus cuidará destes.
Demétrio - Um homem do mesmo nome é mencionado também em Atos 19.24, 38. Não sabemos se é o mesmo ou não. Se foi o mesmo podemos dar graças a Deus pela a sua salvação pois agora este anda segunda "a mesma verdade" (v. 12). Podemos aprender de Demétrio que mesmo as nossas obras na igreja não destaquem tanto quanto os outros o praticar da verdade nos marca como um verdadeiro testemunho e este testemunho alegra os outros que estão si esforçando de praticar a verdade. Sempre convém praticar a verdade.
8. Judas
Tema: Batalhando pela Fé
Tempo: 65-68 a. D. (?) - Huckabee
Autor: Judas foi um nome muito comum no Novo Testamento: (1) Judas Iscariotes. (2) Judas, "não o Iscariotes" João 14.22, talvez o mesmo de Lebeu Mt 10.3 (Tadeu e Judas sendo um nome por igual) que foi um apóstolo e irmão de Tiago, Lc 6.16; At 1.13. (3) Judas o irmão de Jesus, Mt 13.55; Mc 6.3. (4) Judas, o galileu, At 5.37. (5) Judas de Damasco, At 9.11. (6) Judas, chamado Barsabás, At 15.22,27. É muito provável que o autor deste livro é o terceiro na lista. Jesus tinha outro irmãos, mas ele foi o primogênito Sl 68.9; Mt 13.55; Mc 6.3
Ensinamento: Há muito comum entre a escritura de Pedro, especialmente ( Pedro 2) e este de Judas. Pedro fala que "haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição" (2 Pd 2.1). Judas fala destes "homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo." (V.4).
Retrato do falso:
v. 4 desprezam a graça de Deus e negam a Deus na pessoa de Jesus Cristo
v. 8 contaminam a sua carne e rejeitam qualquer superioridade
v. 10 dizem mal do que não sabem e usam o que sabem para proveito do pecado
v.11-13 tem aparência sem efeito
v. 16 operam as obras da carne (Gl 5.19-21)
v. 18 crentes na confissão mas sem o Espírito
Como Deus cuida dos falsos:
v. 5 destruiu os que não creram no deserto (Moisés)
v. 6 reservou na escuridão e em prisões eternos até ao juízo os anjos que caíram
v. 7 deu os de Sodoma e Gomorra para sofrerem a pena do fogo eterno (Gn 19.24-25)
Nossa reação diante dos falsos: v. 3
batalhar pela fé na vida:
v 21 vive a verdade
v. 9 não entra na carne
v. 22 não esquece da compaixão
batalhar pela fé esperando que o Senhor faz a justiça:
v. 9 O Senhor te repreenda
v. 14,15 Deus fará juízo contra todos os ímpios
v. 24,25 Deus é poderoso
Portanto: mantenha-se firme na fé e não siga os que serão destruídos por Deus. Temos a palavra de Deus e não há razão de desviarmos da verdade por qual vem a severidade do juízo de Deus.
D. A Epístola Profética
Apocalipse
1. Apocalipse
Tema: A Revelação de Jesus Cristo ou Cristo Tomando o que É dEle
Tempo: 95 d. C.
Autor: João, O Teólogo (titulo e 1.4) escreveu este enquanto estava exilado na ilha de Patmos (1.9)
Este é o mesmo que escreveu o Evangelho de João e as três epistolas (1, 2 e 3 João). Ele escreveu às sete igrejas na Ásia (1.4,11)
Ensinamento:
O resumo do livro (1.7) mostra:
1. Cristo vem com as nuvens
2. Todo olho o Verá
3. Todos da terra se lamentarão sobre Ele
alguns em temor e desespero - Ap 6.16-17
alguns em arrependimento - Rm 11:26; Zac 12:10
4. Os crentes são seguros, "Sim. Amém" (Ap 22:20)
O plano do livro se vê em 1:19:
1. As que tens visto (passado) capítulo 1
2. As que são (presente) capítulos 2,3
3. As que depois hão de acontecer (futuro) capítulos 4-22
Os sinais e visões que têm no livro são símbolos que expressam realidades e verdades reais.
O Tempo presente 2.1-3:22
O Arrebatamento - 4.1
A Tribulação - 4.2-18.24
A Segunda Vinda -19.1-21
O Milênio -20.1-6
A Guerra de Gog e Magogue - 20.7-10
O Julgamento Final - 20.11-15
O Porvir Eterno - 21,22
Até a vinda de Cristo, há esperança de misericórdia. Depois disso, há uma finalidade (22.11). A mensagem final do livro é "quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida." (22.18). Cristo é a mensagem da Bíblia do começo até o fim. Se perder Cristo, perde esperança. Se tiver Cristo, tem tudo para agora e para o porvir. "A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós. Amém." (22.21).
BIBLIOGRAFIA
A CONVERSÃO DE PEDRO
A CONVERSÃO DE PEDRO
TEXTO:
Lucas – 22: 31 a 34
31. Disse também o Senhor: Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo;
32. Mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, confirma teus irmãos.
33. E ele lhe disse: Senhor; estou pronto a ir contigo até à prisão e à morte.
34. Mas ele disse: Digo-te, Pedro, que não cantará hoje o galo antes que três vezes negues que me conheces.
1) INTRODUÇÃO
Esta mensagem tocará sua vida e mudará seu modo de agir e pensar sobre você mesmo. Então abra seu coração para que seja tocado.
Eu precisava preparar uma mensagem para ser ministrada na noite de Santa Ceia. Então fui me curvar aos pés do Senhor e suplicar para que me revelasse algo que pudesse alimentar a igreja naquela noite tão importante. Assim deus me deu esta mensagem de A CONVERSAO DE PEDRO.
Esta mensagem mostrará o óbvio, mas que às vezes não vemos, talvez por fraquezas, talvez por pecado, ou talvez por falsidade, será notório que ao terminar de ler esta mensagem você, cristão ou não, terá uma certeza, de que necessitamos de uma conversão legítima, embora tenha preparado esta mensagem para a igreja, podemos reparar que na vida ela é verídica. Para tanto gostaria que você pudesse dar liberdade ao Espírito Santo lhe tocasse no coração, e que assim você pudesse se alimentar da boa palavra do Senhor.
2) QUEM FOI O APÓSTOLO PEDRO
As principais fontes de informação sobre sua vida são os quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João), onde aparece com destaque em todas as narrativas evangélicas, os Atos dos Apóstolos, as epístolas de Paulo e as duas epístolas do próprio apóstolo. Filho de Jonas e irmão do apóstolo André, seu nome original era Simão e na época de seu encontro com Cristo morava em Cafarnaum, com a família da mulher (Lc 4,38-39). Pescador, tal como os apóstolos Tiago e João; trabalhava com o irmão e o pai e foi apresentado a Jesus por seu irmão, em Betânia, onde tinha ido conhecer o Cristo, por indicação de João Batista.
No primeiro encontro Jesus o chamou de Cefas, que significava pedra, em aramaico, determinando, assim, ser ele o apóstolo escolhido para liderar os primeiros propagadores da fé cristã pelo mundo.
Convertido, despontou como líder dos doze apóstolos, foi o primeiro a perceber em Jesus o filho de Deus. Junto com seu irmão e os irmãos Tiago e João Evangelista. Também fez parte do círculo íntimo de Jesus entre os doze, participando dos mais importantes milagres do Mestre sobre a terra. Teve, também, seus momentos controvertidos, como quando usou a espada para defender Jesus e na passagem da tripla negação, e de consagração, pois foi a ele que Cristo apareceu pela primeira vez depois de ressuscitar.
Após a Ascensão, presidiu a assembléia dos apóstolos que escolheu Matias para substituir Judas Iscariotes, fez seu primeiro sermão no dia de Pentecostes e peregrinou por várias cidades. Fundou as linhas apostólicas de Antióquia e Síria (as mais antigas sucessões do Cristianismo, precedendo as de Roma em vários anos) que sobrevivem em várias ortodoxias Sírias. Encontrou-se com São Paulo, ou Paulo de Tarso, em Jerusalém, e apoiou a iniciativa deste, de incluir os não judeus na fé cristã, sem obrigá-los a participarem dos rituais de iniciação judaica.
Após esse encontro, foi preso por ordem do rei Agripa I, encaminhado à Roma durante o reinado de Nero, onde passou a viver. Ali fundou e presidiu à comunidade cristã, base da Igreja Católica Romana, e, por isso, segundo a tradição, foi executado por ordem de Nero. Conta-se, também, que pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, por se julgar indigno de morrer na mesma posição de Cristo.
3) POR QUE PEDRO NÃO ERA CONVERTIDO
Quando meditava na passagem em epígrafe, vi que algo muito me tocou o coração. Foi quando Jesus de forma direta menciona que Pedro não era convertido.
Bem sabermos que conversão é mudança de direção, e isso em nossa vida cristã, significa que ao nos convertermos à vida cristã devemos mudar de direção seguindo a verdade que é Jesus Cristo, e isso dever ser com totalidade de coração, ou então não houve conversão de vida.
Porém em um dos últimos diálogos de Jesus com seus amigos Ele nos revela que Pedro ainda não estava convertido. Mas como isso seria possível? Um homem que andou com Jesus e se não bastasse foi o único em toda a história que andou sobre as águas como Jesus! Foi testemunha de muitos milagres! Foi um dos três que viu Jesus transfigurado no monte Tabor! Teve sua sogra curada milagrosamente! E em nome de Jesus realizou milagres, curou enfermos e expulsou demônios!
Mesmo assim Pedro ainda não havia se convertido por inteiro (leia a minha mensagem A ESPADA DE PEDRO).
Hoje vemos muitas pessoas que carregam a bíblia, conhecem a bíblia, usam gravatas, não falam palavrões, e chegam a nos enganar com sua aparência e até fazem milagres em nome de Jesus, e isso me assusta. E como pregador tenho pedido para que meu Senhor me ajude a ser um verdadeiro convertido, pois não quero chegar no dia do juízo final e ouvir: “apartai-vos de mim malditos. Pois Eu não vos conheço”
Mas voltando a Pedro, isso nos chama a atenção para os cristãos de hoje. Minha pergunta é: Quantos de nós somos verdadeiramente convertidos?
Por que Pedro mesmo tendo sido alguém que teve tanta experiência com Jesus, não estava convertido às palavras de Jesus? Talvez naquele momento Pedro tenha dito ou tentado lembrar Jesus de tudo quanto tinha feito e de todo a sua experiência no ministério. Então eu te digo uma coisa, a experiência ministerial não faz de uma pessoa credenciada a ser considerada convertida ao Senhor Jesus. Os vinte anos de carteira de pastor, não significam que é um convertido. E é por isso que muitas igrejas estão cheias de pessoas doentes (leia a mensagem DOENÇAS ESPIRITUAIS).
4) OS NÃO CONVERTIDOS DA IGREJA
Então após uma conversa íntima com meu Senhor Jesus, percebi que mesmo sendo quem era, Pedro ainda praticava coisas que no momento que devesse se mostrar convertido, ele acaba por mostrar que ainda precisava de mudança de vida.
Essa condição ainda persegue a igreja de hoje. Pessoas pensam que por serem mais ricas, ou terem parentesco com pastores, devem ocupar cargos e sempre subir em tribunas, mas na verdade ainda não se converteram.
Baseado nas palavras de Jesus que sendo homem era Deus e sendo Deus era homem, ou seja, ele tinha duas naturezas, a natureza de baixo e a natureza de cima, e nas atitudes de Pedro, veremos que precisamos crescer todos os dias.
PRIMEIRA CARACTERÍSTICA DE UM NÃO CONVERTIDO
“ELES SEMPRE SEGUEM JESUS DE LONGE” – vr 54
No versículo 54, vemos que a bíblia cita eu Pedro seguia Jesus de longe.
Assim ainda são muitas pessoas na igreja de hoje. Não querem se envolver com as coisas do reino. Preferem seguir de longe, pois assim não terão compromissos com a igreja, com o pastor, com os irmãos.
Estes se sentem confortáveis apenas dando seus dízimos, ou levando um quilo de alimento, ou mesmo fazendo uma boa ação ao pastor ou a igreja. A estes eu chamo de hipócritas e ignorantes. Pessoas que nunca entraram no céu preparado por Jesus, talvez podem até não irem para o inferno, mas com certeza também não entrarão nas delícias de estar junto a Deus.
Então me recordo de Jesus dizendo que aquele que se faz amigo do mundo, se torna inimigo de Deus, e quem não deixar pai e mãe, não é digno dEle.
SEGUNDA CARACTERÍSTICA DE UM NÃO CONVERTIDO
“ELES SE ASSENTAM NA FOGUEIRA JUNTO COM IMPÍOS” – vr 55
Neste versículo vemos outra atitude de alguém que não é convertido. Pedro mesmo sendo um cristão ainda estava cometendo um erro fundamental para que se achava amigo de Jesus, um convertido que saiu do mundo perdido para um herdeiro da vida eterna com Jesus, ele ainda se assentava na fogueira dos pecadores.
Hoje ainda muitos daqueles que são aspirantes a moradores da cidade eterna se assentam na fogueira da impiedade, buscando um pouco de calor em dias que a benção parece demorar, se esquecendo que Deus sempre chega na hora certa e acabam por não terem a paciência de esperar o momento da benção.
As melhores companhias estão na igreja, pois quando Pedro vai até a fogueira daquelas pessoas ele acaba por se revelar um não converitodo.
Agora me recordo do salmista (Salmo 1) dizendo que nós não devemos nos contaminar com as coisas desse mundo.
TERCEIRA CARACTERÍSTICA DE UM NÃO CONVERTIDO
“ELES NÃO TEM IDENTIDADE” – vr 56
Este versículo nos mostra que após seguir de longe, não se envolvendo com o problema de Jesus, e depois se assentado na fogueira se juntando com pessoas desse mundo. Pedro agora se vê sem identidade, pois aqui vemos que uma mulher se aproxima de Pedro e olhando para ele, e a isso entendo que realmente Pedro era diferente. Ela percebe suas vestes, seus trejeitos, sua aparência e diz que ele era um dos que seguia a Jesus, mas Pedro agora nega a sua identidade. Ele se esqueceu que era? Ou Pedro ainda não sabia quem realmente era?
Parece que vejo a igreja de hoje. Onde muitos ainda estão dentro da igreja mas na verdade mesmo não querendo assumirem a verdade, ainda não possuem a identidade de um cristão verdadeiro, ou seja, aqueles que ouvirão Jesus os chamar de “benditos de meu pai”.
Então vejo que mais uma vez o meu Jesus está certo quando diz que o pastor conhece as suas ovelhas e consequentemente as ovelhas conhecem seu pastor.
A CONVERSSÃO DE PEDRO
Agora veremos quando Pedro se converteu. Eu entendo que a conversão de Pedro se deu em três etapas para que se desfizessem as outras três atitudes negativas tomadas por ele, quando nos itens acima.
Embora estas três etapas já me vêem a mente como mais três novas mensagens a serem levadas à igreja eu quero me conter e lhes mostrarem a verdade que me foi revelada.
A PRIMEIRA ETAPA
Quando Jesus ressuscita, e as mulheres estavam lá, Jesus agora ressurreto 1iz a Maria Madalena que voltasse e avisasse seus discípulos (Marcos 16:7 a 8), frisando que Pedro deveria ser o mais ciente
07-Mas ide, dizei a seus discípulos, e a Pedro, que ele vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis, como ele vos disse.
Quando Jesus nos chama e a Ele damos ouvidos, isso nos tira da situação de segui-lo de longe e estaremos onde Ele estiver.
SEGUNDA ETAPA
Mais a frente vemos Jesus se encontrar com Pedro (João 21:1 a 18) a beira do mar de Tiberíades, e lhe perguntar por três vezes: Pedro, tu me amas?
17 - Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: SENHOR, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas.
Quando damos ouvidos aos mandamentos de Jesus e reconhecemos que devemos amá-lo acima de tudo, então deixamos de estarmos na fogueira junto com pessoas que não professam a mesma fé que a nossa. E somente nos sentimos aquecidos nos braços de Jesus.
TERCEIRA ETAPA
Agora Jesus vai embora e diz para Pedro ficar em Jerusalém até que do alto eles fosse revestidos de poder (Lucas-24:49). Assim Pedro obedece e logo vem do alto a promessa que se chama ESPÍRITO SANTO (Atos-2:1 a 3).
Agora Pedro está cheio de algo que se chama poder, e este poder o dará uma condição de estar convertido de fato. Então quando Pedro agora cheio do Espírito Santo, ele sai e prega a palavra de Deus e logo mais de três mil pessoas se convertem (Atos-2:41) e passam verdadeiramente pelas três etapas de conversão naquele momento,pois deram ouvidos a boa palavra de Deus
-De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas," (Atos 2 : 41)
Somente o Espírito Santo pode nos credenciar a ser um autêntico cristão convertido, fiel e obediente ao Senhor Jesus Cristo.
5) CONCLUSÃO
Eu sou um homem que a mim foi confiado pastorear uma igreja e assim tenho credenciais para pregar esta palavra, mas gostaria que esta mensagem percorresse o mundo, para que outros pregassem e outros ouvissem.
Agora Depois dessa palavra eu quero lhe pedir que se converta realmente ao Senhor Jesus Cristo e viva uma vida de inteira fidelidade e obediência as palavras do Senhor, tendo a virtude do Espírito Santo de Deus.
DEUS É FIEL. JOSÉ ROBÉRIO OLIVEIRA
No entanto, também Pedro, vez após vez, falou fora de propósito ou irrefletidamente, necessitando que Jesus o corrigisse. Nunca Pedro reclamou nestas ocasiões, mas aceitou humildemente a correção, o que contribui ainda mais para sentirmos certa afinidade com ele. Assim, quando Jesus disse aos seus apóstolos o que o aguardava, que ele sofreria muitas coisas, seria morto e ressuscitado no terceiro dia dentre os mortos, o bem-intencionado Pedro levou-o à parte e o censurou, dizendo: “Sê benigno contigo mesmo, Senhor; não terás absolutamente tal destino.” Sim, tinha boas intenções, mas quão enganado estava! Estava tão enganado, que Jesus achou necessário dizer-lhe: “Para trás de mim, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não tens os pensamentos de Deus, mas os de homens.” (Mat. 16:21-23) Novamente, quantas vezes nós temos sido bem-intencionados, apenas para descobrir que foi uma bondade mal aplicada!
Em outra ocasião, Pedro quis saber sobre quantas vezes devia perdoar a seu irmão. Precisava perdoar: “Até sete vezes?” Jesus corrigiu-o: “Eu não te digo: Até sete vezes, mas: Até setenta e sete vezes.” Quão fácil é para nós reconhecermos como Pedro deve ter-se sentido, especialmente quando alguém achegado repetidas vezes transgride contra nós! — Mat. 18:21, 22.
Certa vez, Jesus sentiu a perda de força, por meio da qual certa mulher foi curada, por causa de sua fé. Por isso, Jesus perguntou: “Quem foi que me tocou?” Pedro subentendeu nisso uma repreensão de Jesus, dizendo: “Preceptor, as multidões te rodeiam e apertam.” Em outras palavras: ‘Jesus, que pergunta tola a fazer!’ Mas, Jesus corrigiu Pedro, dizendo-lhe, na realidade: ‘Eu sei de que estou falando!’ Daí, a mulher se deu a conhecer, após o que Jesus lhe disse: “Filha, a tua fé te fez ficar boa; vai em paz.” Não era Pedro às vezes como nós, levantando uma objeção por não conhecermos todos os fatos? — Luc. 8:43-48.
De modo similar, Pedro falou fora de propósito quando Jesus, depois de celebrar a última páscoa com seus apóstolos, começou a lavar-lhes os pés. Pedro vira Jesus lavar e enxugar os pés de alguns dos outros. Portanto, Pedro disse a Jesus: “Certamente nunca lavarás os meus pés.” De fato, Jesus teve de admoestá-lo duas vezes nesta ocasião. Pedro era bem-intencionado, mas estava enganado. — João 13:5-10.
Naquela mesma noite, Pedro falou outra vez de modo irrefletido. Jesus disse aos seus apóstolos que todos eles tropeçariam naquela noite. Pedro, porém, sentiu-se tão seguro de sua lealdade ao seu Amo, que não suportou a idéia de que ele pudesse abandonar seu Amo. Outros sim, mas não ele! Quando Jesus acrescentou que Pedro até mesmo o repudiaria três vezes, este se expressou de modo ainda mais forte: “Mesmo que eu tenha de morrer contigo, de modo algum te repudiarei.” — Mat. 26:31-35.
Contudo, Pedro havia de aprender de sua própria fraqueza. Sem dúvida, se tivesse sido levado perante um juiz e inquirido sobre Jesus, ele teria atuado de maneira excelente. Mas, o que aconteceu foi bem inesperado. Nove dos apóstolos haviam fugido. Apenas João e Pedro haviam seguido Jesus até o pátio do sumo sacerdote, e ali lhe disse uma serva: “Tu também estavas com Jesus, o galileu!” Outros, por sua vez, também o acusavam. A situação, a ocasião, quem o disse e mui provavelmente como o disseram, tudo se juntou para pegar Pedro desprevenido, induzindo-o não só a negar seu Amo três vezes, mas até a jurar: “Não conheço este homem!” Logo depois, o galo cantou. Tudo acontecera assim como Jesus havia predito. Naquele mesmo instante, conta-nos Lucas: “O Senhor voltou-se e olhou para Pedro.”
Pedro “saiu e chorou amargamente”. Não havia argumentos da sua parte, nem desculpas, mas apenas arrependimento humilde e contrito. Certamente, todos os que já choraram com amargura, por causa de uma séria transgressão, sentem afinidade com Pedro e podem reconhecer como ele se deve ter sentido na ocasião. — Luc. 22:61, 62; Mat. 26:69-75.
DA SILVA
O apóstolo Pedro é um dos personagens mais importantes no Novo Testamento. Sua personalidade rara é digna de nota, e seus escritos inspirados dão grandes lições aos cristãos hodiernos.
Quantas bênçãos os doze apóstolos usufruíram ao acompanharem seu Senhor e Amo! Ouviram-no expor os princípios justos de Deus, como no seu Sermão do Monte, escutaram-no explicar as suas parábolas, viram-no refutar seus opositores religiosos e criticá-los severamente por sua hipocrisia santimoniosa. E observarem então Jesus, dia após dia, curar os doentes, sarar os coxos, fazer os cegos ver e até mesmo ressuscitar os mortos — quão grande era seu privilégio!
O registro inspirado sobre Jesus e seus apóstolos não contém biografias completas dos doze apóstolos. Tudo o que sabemos deles são apenas alguns fatos ou algumas caraterísticas notáveis. Por exemplo, Natanael era israelita “em quem não [havia] fraude”. (João 1:47) Mateus destaca-se por ter sido cobrador de impostos, o que, incidentalmente, apenas a sua narrativa revela. A caraterística de Tomé deu origem à expressão “incrédulo Tomé”. E João é bem conhecido como o apóstolo pelo qual Jesus nutria afeição especial. Pedro, porém, é a exceção. Suas palavras, suas ações e sua personalidade vêm repetidas vezes à nossa atenção, nas narrativas evangélicas.
Para começar, Pedro é mencionado por nome mais vezes do que todos os outros juntos, acima de 180 vezes. Além disso, quando ele é mencionado junto com outros, seu nome sempre aparece primeiro; e é assim, mesmo que todos os outros, ou apenas três, dois ou um deles, sejam mencionados por nome.
Sem dúvida, há bons motivos para isso. Os Evangelhos indicam que Pedro era muito mais franco no falar do que quaisquer dos outros, e também que era muitas vezes o porta-voz dos seus companheiros.
Pedro é mencionado nas Escrituras de cinco maneiras diferentes. Seu nome “Pedro” (que só ele tem) foi-lhe dado pelo seu Senhor, e significa “pedra, pedaço de rocha”. “Simeão” (em hebraico), “Simão” (em grego), tem o significado de “audição”. (Gên. 29:33) Ele é também chamado “Cefas”, equivalente semítico de “Pedro”, e muitas vezes aparece a combinação “Simão Pedro”.
O pai de Pedro chamava-se João (Jonas). Pedro era da aldeia ou cidade pesqueira de Betsaida, no litoral do Mar da Galiléia. Foi no alto vale do rio Jordão que seu irmão André, discípulo de João Batista, apresentou Jesus a Pedro como o Messias. Foi nesta ocasião que Jesus deu a Simão o nome de Pedro, e daquele tempo em diante era discípulo ou seguidor de Jesus. — João 1:35-42.
O apóstolo João era filho de Zebedeu e Salomé (veja Mt 27:55, 56; Mr 15:40), e irmão do apóstolo Tiago — provavelmente o irmão mais moço de Tiago, visto que Tiago geralmente é mencionado primeiro quando os dois são citados. (Mt 10:2; Mr 3:14, 16, 17; Lu 6:14; 8:51; 9:28; At 1:13) Zebedeu casou-se com Salomé, da casa de Davi, possivelmente uma irmã carnal de Maria, mãe de Jesus.
I. Formação.
A família de João parecia gozar de uma situação relativamente boa. Seu pai, Zebedeu, empregava homens no seu negócio de pesca, em que era sócio de Simão. (Mr 1:19, 20; Lu 5:9, 10) A esposa de Zebedeu, Salomé, achava-se entre as mulheres que acompanhavam e ministravam a Jesus, quando ele estava na Galiléia (veja Mt 27:55, 56; Mr 15:40, 41), e ela tomou parte em trazer aromas, a fim de preparar o corpo de Jesus para o enterro. (Mr 16:1) João, evidentemente, tinha sua própria casa. — Jo 19:26, 27.
Zebedeu e Salomé eram hebreus fiéis, e a evidência mostra que criaram João no ensino das Escrituras. Entende-se geralmente que ele tenha sido o discípulo de João, o Batizador, que estava com André quando João lhes anunciou: “Eis o Cordeiro de Deus!” Sua pronta aceitação de Jesus como o Cristo revela que tinha conhecimento das Escrituras Hebraicas. (Jo 1:35, 36, 40-42) Embora nunca se declare que Zebedeu se tornou discípulo, quer de João, o Batizador, quer de Cristo, parece que ele não fez nenhuma objeção a que seus dois filhos se tornassem pregadores de tempo integral com Jesus.
Quando João, junto com Pedro, foi conduzido perante os governantes judeus, eles foram considerados “indoutos e comuns”. Isto não significava, porém, que não tivessem nenhuma instrução, nem que não soubessem ler e escrever, mas significava que não tinham recebido sua formação nas escolas rabínicas. Declara-se, ao invés, que “começaram a reconhecer a respeito deles que costumavam estar com Jesus”. — At 4:13.
II. Torna-se Discípulo de Cristo.
Depois de ser apresentado a Jesus, o Cristo, no outono de 29 EC, João, sem dúvida, seguiu Jesus à Galiléia e foi testemunha ocular do primeiro milagre dele em Caná. (Jo 2:1-11) Talvez acompanhasse Jesus da Galiléia até Jerusalém, e, de novo, no seu retorno à Galiléia através de Samaria; pois a qualidade vívida do seu relato parece marcá-lo como testemunha ocular dos eventos descritos. No entanto, o registro não declara isto. (Jo 2-5) Sem embargo, João só abandonou seu negócio de pesca algum tempo depois de ter conhecido Jesus. No ano seguinte, quando Jesus andava à beira do mar da Galiléia, Tiago e João estavam no barco com seu pai, Zebedeu, consertando suas redes. Ele os convocou para a obra de tempo integral de “pescadores de homens”, e o relato de Lucas nos informa: “Trouxeram assim os barcos de volta à terra, abandonaram tudo e o seguiram.” (Mt 4:18-22; Lu 5:10, 11; Mr 1:19, 20) Mais tarde, foram escolhidos para ser apóstolos do Senhor Jesus Cristo. — Mt 10:2-4.
João era um dos três mais intimamente associados com Jesus. Pedro, Tiago e João foram levados ao monte da transfiguração. (Mt 17:1, 2; Mr 9:2; Lu 9:28, 29) Somente eles, dentre os apóstolos, tiveram permissão de entrar com Jesus na casa de Jairo. (Mr 5:37; Lu 8:51) Tiveram o privilégio de serem levados mais adiante do que os outros, no jardim de Getsêmani, na noite em que foi traído, embora, na ocasião, até mesmo eles não compreendessem o pleno significado do momento, adormecendo três vezes e sendo despertados por Jesus. (Mt 26:37, 40-45; Mr 14:33, 37-41) João ocupava a posição junto a Jesus na última Páscoa deste e na instituição da Refeição Noturna do Senhor. (Jo 13:23) Foi o discípulo que, por ocasião da morte de Jesus, recebeu a honra insigne de lhe ser confiada a mãe de Jesus, para que cuidasse dela. — Jo 21:7, 20; 19:26, 27.
II. Identificação de João no Seu Evangelho.
No Evangelho de João, ele jamais se refere a si mesmo nominalmente. Ele é mencionado, ou como um dos filhos de Zebedeu, ou como o discípulo a quem Jesus amava. Quando fala de João, o Batizador, diferente dos outros escritores dos Evangelhos, ele chama o Batizador apenas de “João”. Isto seria mais natural de ser feito por alguém do mesmo nome, visto que ninguém entenderia errado de quem estava falando. Outros teriam de usar um sobrenome ou título, ou outros termos descritivos, para identificar de quem estavam falando, como o próprio João faz quando fala de uma das Marias. — Jo 11:1, 2; 19:25; 20:1.
Encarar o escrito de João sob tal prisma torna evidente que ele mesmo era o companheiro, cujo nome não é mencionado, de André, a quem João, o Batizador, apresentou Jesus Cristo. (Jo 1:35-40) Depois da ressurreição de Jesus, João ultrapassou Pedro ao correrem para o túmulo, a fim de investigar o relato de que Jesus tinha ressuscitado. (Jo 20:2-8) Teve o privilégio de ver o ressuscitado Jesus naquela mesma noite (Jo 20:19; Lu 24:36), e, de novo, na semana seguinte. (Jo 20:26) Era um dos sete que retornaram à pesca, e aos quais Jesus apareceu. (Jo 21:1-14) João também estava presente no monte da Galiléia, depois que Jesus ressuscitou dentre os mortos, e ouviu pessoalmente a ordem: “Fazei discípulos de pessoas de todas as nações.” — Mt 28:16-20.
III. História Posterior de João.
Depois da ascensão de Jesus, João estava em Jerusalém, na assembléia de cerca de 120 discípulos, quando Matias foi escolhido por sortes e contado com os outros 11 apóstolos. (At 1:12-26) Estava presente ao derramamento do espírito no dia de Pentecostes, e viu 3.000 pessoas serem acrescentadas à congregação naquele dia. (At 2:1-13, 41) Ele, junto com Pedro, declararam perante os governantes judeus o princípio seguido pela congregação do povo de Deus: “Se é justo, à vista de Deus, escutar antes a vós do que a Deus, julgai-o vós mesmos. Mas, quanto a nós, não podemos parar de falar das coisas que vimos e ouvimos.” (At 4:19, 20) De novo, juntou-se aos demais apóstolos em dizer ao Sinédrio: “Temos de obedecer a Deus como governante antes que aos homens.” — At 5:27-32.
Depois da morte de Estêvão às mãos de judeus enfurecidos, surgiu grande perseguição contra a congregação em Jerusalém, e os discípulos foram espalhados. Mas João, junto com os demais apóstolos, permaneceu em Jerusalém. Quando a pregação de Filipe, o evangelista, induziu muitos em Samaria a aceitar a palavra de Deus, o corpo governante enviou Pedro e João para auxiliar esses novos discípulos a receber o espírito santo. (At 8:1-5, 14-17) Paulo disse mais tarde que João era um daqueles, em Jerusalém, “que pareciam ser colunas” da congregação. João, como membro do corpo governante, deu a Paulo e Barnabé a “mão direita da parceria”, ao serem enviados na sua missão de pregar às nações (aos gentios). (Gál 2:9) Por volta de 49 EC, João estava presente à conferência do corpo governante quanto à questão da circuncisão para os conversos gentios. — At 15:5, 6, 28, 29.
Enquanto Jesus Cristo ainda estava na terra, ele indicara que João sobreviveria aos demais apóstolos. (Jo 21:20-22) João deveras serviu fielmente a Jeová por uns 70 anos. Perto do fim da sua vida, João ficou exilado na ilha de Patmos, onde veio a estar “por ter falado a respeito de Deus e ter dado testemunho de Jesus”. (Re 1:9) Isto prova que ele estava intensamente ativo na pregação das boas novas, mesmo numa idade bem avançada (por volta de 96 EC).
Enquanto em Patmos, João foi favorecido com a maravilhosa visão de Apocalipse, que fielmente assentou por escrito. (Ap 1:1, 2) Crê-se, em geral, que foi exilado pelo imperador Domiciano, e que foi liberto pelo sucessor de Domiciano, o imperador Nerva (96-98 EC). Segundo a tradição, ele foi para Éfeso, onde escreveu seu Evangelho e suas três cartas, intituladas Primeira, Segunda e Terceira de João, por volta de 98 EC. Tradicionalmente, crê-se que morreu em Éfeso, por volta de 100 EC, durante o reinado do imperador Trajano.
IV. Personalidade.
Os peritos concluem, em geral, que João era uma pessoa passiva, sentimental e introspectiva. Conforme expressou certo comentador: “João, com sua mente contemplativa, imponente, ideal, percorreu a vida como um anjo.” (Commentary on the Holy Scriptures [Comentário Sobre as Escrituras Sagradas], de Lange, traduzido para o inglês e editado por P. Schaff, 1976, Vol. 9, p. 6) Tais pessoas baseiam sua avaliação da personalidade de João em ele falar muito sobre o amor, e porque não parece tão destacado nos Atos dos Apóstolos como Pedro e Paulo. Também, observam que ele parece ter deixado Pedro assumir a dianteira em falar, quando juntos.
É verdade que, quando Pedro e João estavam juntos, Pedro é sempre destacado como o porta-voz. Mas os relatos não dizem que João ficava calado. Antes, quando estiveram perante os governantes e os anciãos, tanto Pedro como João falaram com destemor. (At 4:13, 19) Semelhantemente, João falou perante o Sinédrio de modo intrépido, assim como os demais apóstolos, embora Pedro seja especificamente mencionado por nome. (At 5:29) E, quanto a ser um tipo enérgico, ativo, não ultrapassou ele ansiosamente a Pedro na corrida para chegarem ao túmulo de Jesus? — Jo 20:2-8.
No começo do ministério deles como apóstolos, Jesus deu o sobrenome de Boanerges (que significa “Filhos do Trovão”) a João e a seu irmão Tiago. (Mr 3:17) Este título, por certo, não indica nenhum sentimentalismo indulgente, nem falta de vigor, mas, antes, personalidade dinâmica. Quando uma aldeia samaritana recusou-se a receber Jesus, estes “Filhos do Trovão” estavam prontos para invocar fogo do céu para aniquilar os habitantes dela. Anteriormente, João tentara impedir que certo homem expulsasse demônios em nome de Jesus. Em cada caso, Jesus deu repreensão e correção. — Lu 9:49-56.
Os dois irmãos, nessas ocasiões, mostraram entendimento errado, e, em grande medida, faltava-lhes o equilíbrio, e o espírito amoroso e misericordioso que mais tarde desenvolveram. Todavia, nessas duas ocasiões, esses irmãos manifestaram um espírito de lealdade e uma personalidade decidida, vigorosa, a qual, uma vez canalizada na direção certa, os tornou testemunhas fortes, enérgicas e fiéis. Tiago sofreu a morte de mártir às mãos de Herodes Agripa I (At 12:1, 2), e João perseverou como coluna, “na tribulação, e no reino, e na perseverança em companhia de Jesus”, como o último apóstolo vivo. — Re 1:9.
Quando Tiago e João, pelo que parece, conseguiram que sua mãe solicitasse que eles se sentassem junto a Cristo no Reino dele, demonstraram um espírito ambicioso, que deixou indignados os demais apóstolos. Mas isto deu a Jesus uma excelente oportunidade para explicar que o grande entre eles seria aquele que servisse a outros. Daí, apontou que mesmo Ele veio para ministrar e dar sua vida como resgate por muitos. (Mt 20:20-28; Mr 10:35-45) Não importa quão egoísta fosse o desejo deles, o incidente revela sua fé na realidade do Reino.
Por certo, se a personalidade de João tivesse sido conforme retratada pelos comentadores religiosos — fraca, pouco prática, sem energia, introvertida — Jesus Cristo provavelmente não o teria usado para escrever o estimulante e vigoroso livro de Revelação, em que Cristo repetidas vezes incentiva os cristãos a serem vencedores do mundo, fala das boas novas a serem pregadas em todo o mundo e proclama os julgamentos trovejantes de Deus.
É verdade que João fala do amor mais do que os outros escritores dos Evangelhos. Isto não evidencia nenhum sentimentalismo indulgente. Pelo contrário, o amor é uma qualidade forte. A inteira Lei e os Profetas baseavam-se no amor. (Mt 22:36-40) “O amor nunca falha.” (1Co 13:8) O amor “é o perfeito vínculo de união”. (Col 3:14) O amor da espécie que João advoga se apega aos princípios e é capaz de forte repreensão, correção e disciplina, bem como de bondade e misericórdia.
Onde quer que ele apareça nos três relatos evangélicos sinópticos, bem como em todos os seus próprios escritos, João sempre manifesta o mesmo forte amor e lealdade para com Jesus Cristo e seu Pai. A lealdade, bem como o ódio ao que é mau, são manifestos nas observações dele sobre as más motivações ou características nas ações de outros. Somente ele nos conta que foi Judas quem resmungou contra o uso, por Maria, de um óleo caro para ungir os pés de Jesus, e que a razão da queixa de Judas era que ele cuidava da caixa de dinheiro e era ladrão. (Jo 12:4-6) Ele indica que Nicodemos veio a Jesus ‘de noite’. (Jo 3:2) Observa a grave falha de José de Arimatéia, de ser “discípulo de Jesus, mas em secreto, por temor dos judeus”. (Jo 19:38) João não admitia que alguém professasse ser discípulo de seu Mestre e, ainda assim, se envergonhasse disso.
João já tinha desenvolvido os frutos do espírito em um grau muito maior quando escreveu seu Evangelho e suas cartas, do que quando era um jovem recém-associado com Jesus. Certamente não demonstrava a mesma característica manifestada quando havia solicitado um lugar especial no Reino. E, nos seus escritos, podemos encontrar a expressão da sua madureza e de seus bons conselhos para nos ajudar a imitar seu proceder fiel, leal e enérgico.
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