quinta-feira, 8 de agosto de 2013
ANGELOLOGIA(DOUTRINA DO S ANJOS)
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INSTITUTO TEOLÓGICO GAMALIEL
CURSO BÁSICO EM TEOLOGIA
Matéria: ANGELOLOGIA
INTRODUÇÃO
Ao nosso redor há um mundo espiritual poderoso, populoso e de recursos superiores ao
nosso mundo visível. Bons e Maus espíritos passam em nosso meio, de um lugar para o
outro, com grande rapidez e movimentos imperceptíveis. Alguns desses espíritos se
interessam pelo nosso bem estar, outros, porém, estão empenhados em fazer-nos o mal.
Muitas pessoas questionam se existem realmente tais espíritos ou seres, quem são, onde
se encontram e o que fazem.
A palavra de Deus é a única fonte de informação que merece confiança, e que possui
respostas para estas perguntas. Ela deixa claro que há outra classe de seres superiores ao
homem. Esses seres habitam nos céus e formam os exércitos celestiais, a inumerável
companhia dos servos invisíveis de Deus. Esses são os anjos de Deus, os quais estão
sujeitos ao governo divino, e o importante papel que têm desempenhado na história da
humanidade torna-os merecedores de referência especial. Existem também aqueles,
pertencentes a mesma classe de seres, que anteriormente foram servos de Deus mas que
agora se encontram em atitude de rebelião contra seu governo.
A doutrina dos anjos segue logicamente a doutrina de Deus, pois os anjos são
fundamentalmente os ministros da providência de Deus. Essa doutrina permite-nos
conhecer a origem, existência, natureza, queda, classificação, obra e destino dos anjos.
A doutrina dos anjos é fundamentalmente o estudo dos ministros da providência de Deus
(são os agentes especiais de Deus). Como em toda doutrina, há uma negligência muito
grande desta, nas igrejas e entre os teólogos, que chega a ser verdadeira rejeição.
Considerado pelos estudiosos contemporâneos como a mais notável e difícil das matérias,
por isso tem sido marco da implantação de grandes seitas e heresias, do mundo atual.
Três
aspectos
de
negligência
desta
doutrina:
Primeiro - Desde o princípio do cristianismo, os gnósticos prestavam
adoração aos anjos (Cl 2.18); depois então, na Idade Média, com as
crenças absurdas dos rituais de bruxarias envolvendo culto aos anjos, e
agora em nossos dias, os estudos cabalísticos personalizados no meio
esotérico e místico, ensinam novamente o culto aos anjos, por meio de
bruxos sofisticados e modernos. Sabendo que antes de tudo, a existência e
ministério dos anjos são fartamente ensinados nas Escrituras, por isso, não
podemos negligenciar os ensinamentos sagrados.
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Segundo - A evidência de possessão demoníaca e adoração a demônios
de forma veemente em nossos dias. O apóstolo Paulo parece travar grande
luta com a grande idolatria que considerava adoração a demônios (1Co
10.19-21). Nos últimos dias, esta adoração aos demônios e a ídolos deve
aumentar bastante (Ap 9.20-21). A negligência deixa de existir para dar
lugar à um crescente pensamento sobre o assunto, especialmente do lado
do mal. Não podemos negligenciar tal doutrina.
Terceiro -
A prática acentuada do espiritismo que crescerá
assustadoramente nos últimos dias, conduzindo homens, mulheres e
crianças a profundos caminhos de trevas e cegueira espiritual (1Tm 4.1-2).
E ainda a obra de satanás e dos espíritos maléficos, atrapalhando o
progresso da graça em nossos próprios corações e a obra de Deus no
mundo (Ef 6.12).
Deveríamos querer saber mais e mais dos ensinamentos sagrados para podermos
estar firmes contra as astutas ciladas deste inimigo derrotado, Satanás, o anjo
caído (Rm 16.20; Ap 12.7-9; 20.1-10).
I - DOUTRINA SECULAR ACERCA DOS ANJOS
Histórias nas sociedades
Histórias seculares, histórias religiosas e a arqueologia mostram que quase todas
as culturas do mundo aceitam a existência de seres sobrenaturais. Muitas
sociedades não faziam nenhuma distinção entre seres bons e maus. Os egípcios
antigos acreditavam que seres sobrenaturais controlavam todas as fases da vida.
O mesmo acontecia na Pérsia, Babilônia e Índia. Apesar de ser uma cultura
inteiramente voltada para a filosofia e idéias humanísticas, os gregos antigos
acreditavam em espíritos, e a adoração dos mesmos fazia parte de sua vida
diária.
Os romanos absorveram grande parte de outras religiões em sua própria, isto é,
eles faziam isso quando as outras religiões eram politeístas. Eles simplesmente
acrescentavam deuses ao seu panteão. Geddes MacGregor escreveu no seu livro
(Anjos, Ministros da Graça): “...da Escandinávia ao Irã, da Irlanda à América do
Sul, o folclore popular é repleto de alusões a espíritos tão elementares...que foram
trazidos do folclore antigo dos celtas, escandinavos, teutônicos e outras culturas”.
Mesmo nas culturas mais orientais, como da China, Japão e Coréia, anjos e/ou
demônios eram parte integrante de suas religiões, embora muitas vezes esses
seres fossem chamados deuses. No extremo oriente, os espíritos eram
considerados como seres humanos mortos resultando na adoração de ancestrais
e mesmo na adoração direta a anjos ou demônios.
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Certo teólogo, de nome Alexander Hislop, fez um trabalho monumental no final do
século XVIII ao traçar conexões entre todas as religiões antigas. Ele comparou a
crença e adoração de seres sobrenaturais de nação em nação e de religião em
religião. Seu relatório dá maior evidência ao fato de que algo aconteceu em algum
lugar nos tempos antigos envolvendo o relacionamento entre os reinos natural e
sobrenatural. O que quer que tenha sido, ainda influencia muitas pessoas em
nossos dias.
Os Anjos no decurso da história
Nas tradições pagãs (algumas das quais influenciaram os judeus de tempos
posteriores), os anjos eram, às vezes, considerados divinos, e outras vezes,
fenômenos naturais. Eram seres que faziam boas ações em favor das pessoas, ou
eram as próprias pessoas que praticavam o bem; tal confusão está refletida no
fato de que tanto a palavra hebraica “mal'ãkh”, quanto a grega “angelos” têm dois
sentidos. O significado básico de cada uma delas é “mensageiro”. Mas este
mensageiro, (dependendo do contexto) pode ser um mensageiro humano comum,
ou um mensageiro celestial, um anjo.
Alguns, com base na teoria da evolução, fazem a idéia de anjos remontar ao início
da civilização. “O conceito de anjos pode ter evoluído dos tempos pré-históricos
quando, então, os seres humanos primitivos emergiram das cavernas e
começaram a erguer os olhos aos céus... A voz de Deus já não era a rosnada da
floresta, mas o estrondo do céu”. Segundo essa teoria, desenvolveu-se um
conceito de anjos que servissem à humanidade como mediadores de Deus. O
conhecimento genuíno dos anjos, no entanto, veio somente através da Revelação
Divina.
Na visão da mitologia
Posteriormente, os assírios e os gregos deram asas a alguns desses seres
semidivinos. Hermes tinha asas nos calcanhares. Eros, “o espírito voador do amor
apaixonado”, tinha asas afixadas aos ombros. Num tom bastante divertido, os
romanos inventaram Cupido, “o deus do amor erótico”, retratado como um garoto
brincalhão que atirava flechas invisíveis para encorajar romances. Platão (cerca
de 427- 347 a.C.) também falava de “anjos da guarda”. As Escrituras Hebraicas
atribuem nomes a somente dois anjos: Gabriel, que iluminou o entendimento de
Daniel (Dn 9.21-27), e o arcanjo Miguel, o protetor de Israel (Dn 12.1).
O livro apócrifo de Tobias (200-250 a.C.), porém, inventou um arcanjo chamado
Rafael que, repetidas vezes, ajudou Tobias em situações difíceis. Realmente, só
existe um arcanjo (anjo principal), que é Miguel (Jd 9). Mais tarde, Filo (20 a.C. à
42 d.C.), o filósofo judaico de Alexandria, no Egito, retratou os anjos como
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mediadores entre Deus e a raça humana. Os anjos, criaturas subordinadas,
habitavam nos ares como “os servos dos poderes de Deus. Eram almas
incorpóreas sendo totalmente inteligentes em tudo e possuindo pensamentos
puros”.
Nos primeiros séculos do cristianismo
Durante o período do Novo Testamento, os fariseus acreditavam que os anjos
fossem seres sobrenaturais que, freqüentemente, comunicavam a vontade de
Deus (At 23.8). Os saduceus, todavia, influenciados pela filosofia grega, diziam:
“não há ressurreição, nem anjo, nem espírito” (At 23.8). Para eles, os anjos não
passavam de “bons pensamentos e intenções” do coração humano.
Nos primeiros séculos depois de Cristo, os pais da igreja pouco disseram a
respeito dos anjos. A maior parte de sua atenção era dedicada a outros assuntos
referente à natureza de Cristo. Mesmo assim, todos eles acreditavam na
existência dos anjos.
a) Inácio de Antioquia, um dos primeiros pais da igreja, acreditava que a salvação
dos anjos dependia do sangue de Cristo;
b) Orígenes (182 - 251 d.C.) declarou a impecabilidade dos anjos, afirmando que,
se foi possível a queda de um anjo, talvez seja possível a salvação de um
demônio. Semelhante posicionamento acabou por ser rejeitado pelos concílios
eclesiásticos;
c) Já em 400 d.C., Jerônimo (347 - 420 d.C.) acreditava que anjos da guarda eram
dados aos seres humanos quando do nascimento destes;
d) Posteriormente, Pedro Lombardo (100 - 160 d.C.) acrescentou que um único
anjo podia guardar muitas pessoas de uma só vez;
e) Dionísio, o Areopagita, (500 d.C.) contribuiu notavelmente para o estudo dos
anjos. Ele retratou o anjo como “uma imagem de Deus, uma manifestação da
luz oculta, um espelho puro, brilhante, sem defeito, nem impureza, ou mancha”;
f) Semelhantemente Irineu, quatro séculos antes (130 - 195 d.C.), também
construiu hipóteses a respeito de uma hierarquia angelical;
g) Depois, Gregório Magno (540-604 d.C.) atribuiu aos anjos corpos celestiais. 1.5.
Perguntas sem respostas
Ao raiar do século XIII, os anjos passaram a ser assunto de muita especulação. O
teólogo italiano Tomás de Aquino (1.225 - 1.274 d.C.) formulou perguntas mui
relevantes a respeito. Sete das suas 118 conjeturas sondavam as seguintes
áreas:
a) De que se compõe o corpo de um anjo? Há mais de uma espécie de anjo?
b) Quando os anjos assumem a forma humana, exercem funções vitais do corpo?
c) Os anjos sabem quando é manhã e quando é entardecer?
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d) Conseguem entender muitos pensamentos ao mesmo tempo?
e) Conhecem nossas intenções secretas?
f) Têm capacidade de falar uns com os outros?
Pintados e cultuados
Mais descritivos foram os retratos pintados pelos renascentistas; representavam
os anjos como “figuras varonis ... crianças tocando harpas e trombetas, bem
diferentes de Miguel, o arcanjo. Retratos pintados com péssimo gosto como
“cupidinhos gorduchinhos”, com muito colesterol, vestidos com pouca roupa,
estrategicamente colocados, essas criaturas eram freqüentemente usadas como
friso artístico. O cristianismo medieval assimilou a massa de especulações, e,
como conseqüência, começou a incluir a adoração aos anjos em suas liturgias,
essa aberração continuou crescendo, levando o Papa Clemente X (1670 - 1676
d.C.) a decretar uma festa em homenagem aos anjos.
Calvino e Lutero
A despeito dos excessos católicos romanos, o Cristianismo Reformado continuou
a ensinar que os anjos ajudam o povo de Deus.
a) João Calvino (1509 - 1564 d.C.) acreditava que “os anjos são despenseiros e
administradores da beneficência de Deus para conosco... Mantêm a vigília,
visando a nossa segurança; tomam a seu encargo a nossa defesa; dirigem os
nossos caminhos, e zelam para que nenhum mal nos aconteça”.
b) Martinho Lutero (1483 - 1546 d.C.) em “Conversas à Mesa”, falou em termos
semelhantes. Observou como esses seres espirituais, criados por Deus, servem
à Igreja e ao Reino. Eles ficam mui perto de Deus e do cristão. “Estão em pé
diante da face do Pai, perto do sol, mas sem esforço vêm rapidamente socorrer-
nos”.
Pós-reforma
Na Era do Racionalismo (cerca de 1800 d.C.), surgiram graves dúvidas contra a
existência do sobrenatural; os ensinamentos historicamente aceitos pela Igreja
começaram a ser reexaminados. Como conseqüência, alguns céticos resolveram
chamar os anjos “personificações de energias divinas, ou princípios bons e maus,
ou doenças e influências naturais”.
Já em 1918, alguns eruditos judaicos começaram a ecoar a voz liberal, afirmando
que os anjos não eram reais, pois desnecessários. “Um mundo de leis e de
processos não precisa de uma escada viva para levar-nos da Terra até Deus, nas
alturas”. Isso não abalou a fé dos evangélicos conservadores que continuam a
confirmar a validade dos anjos.
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O Consenso do cenário moderno
a) Foi talvez o teólogo liberal Paul Tillich (1886 - 1965) quem postulou o conceito
mais radical do período moderno. Considerava os anjos essências platônicas:
emanações da parte de Deus. Acreditava que os anjos queriam voltar à
essência divina da qual surgiram para serem iguais a Deus. Tillich aconselhava:
“Para interpretar o conceito dos anjos de modo relevante, hoje, interprete-os
como as essências platônicas, como os poderes da existência, e não como
seres especiais. Se você interpretá-los desta última maneira, tudo não passará
de grosseira mitologia”.
b) Karl Barth (1886 - 1968) e Miliard Erickson (1932), entretanto, encorajavam uma
abordagem mais cautelosa e sadia. Barth, o pai da neo-ortodoxia, achava ser o
assunto “o mais notável e difícil de todos”. Reconhecia o enigma do intérprete:
Como “avançar sem ser precipitado”; estar “ao mesmo tempo aberto e
cauteloso, crítico e ingênuo, perspicaz e modesto?”
c) Erickson, teólogo conservador, acrescentou que poderíamos ser tentados a
omitir, ou negligenciar, o estudo dos anjos, porém “se é para sermos estudiosos
fiéis da Bíblia, não temos outra escolha senão falar a respeito deles”.
2 - A DOUTRINA BÍBLICA DOS ANJOS
Preâmbulo
Muito se tem escrito no mundo secular e religioso acerca dos anjos, explorando a
credulidade de pessoas espiritualmente carentes e supersticiosas, induzindo-as à
conceituações erradas e falsas sobre o mundo espiritual. Nesta disciplina,
procuraremos aclarar a verdade e a realidade do assunto segundo a revelação
feita pela Bíblia Sagrada. Não poucas passagens das Escrituras ensinam que há
uma ordem de seres celestiais totalmente distintos da humanidade e da
Divindade, que ocupam uma posição exaltada acima da atual posição do homem
caído. Estes seres celestiais são mencionados pelo menos 108 vezes no Antigo
Testamento e 165 vezes no Novo Testamento, e a partir deste conjunto de
Escrituras o estudante pode criar a sua “doutrina dos Anjos”.
Etimologia e conceito do termo
A palavra portuguesa anjo possui origem no latim angelus, que por sua vez deriva-
se do grego angelos. No idioma hebraico, temos mal'ãk. Seu significado básico é
“mensageiro” (para designar a idéia de ofício de mensageiro). O grego clássico
emprega o termo angelos para o mensageiro, o embaixador em assuntos
humanos, que fala e age no lugar daquele que o enviou.
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No Antigo Testamento , onde o termo mal'ãk ocorre 108 vezes, os anjos aparecem
como seres celestiais, membros da corte de Yahweh, que servem e louvam a Ele
(Ne 9.6; Jó 1.6), são espíritos ministradores (1Rs 19.5), transmitem a vontade de
Deus (Dn 8.16,17)), obedecem a vontade de Deus (Sl 103.20), executam os
propósitos de Deus (Nm 22.22), e celebram os louvores de Deus (Jó 38.7; Sl
148.2).
No Novo Testamento, onde a palavra angelos aparece por 175 vezes, os anjos
aparecem como representativos do mundo celestial e mensageiros de Deus.
Funções semelhantes às do Antigo Testamento são atribuídas a eles, tais como:
servem e louvam a Cristo (Fp 2.9-11; Hb 1.6), são espíritos ministradores (Lc
16.22; At 12.7-11; Hb 1.7,14), transmitem a vontade de Cristo (Mt 2.13,20; At
8.26), obedecem a vontade dEle (Mt 6.10), executam os Seus propósitos (Mt
13.39-42), e celebram os louvores de Cristo (Lc 2.13,14). Ali, os anjos estão
vinculados a eventos especiais, tais como: a concepção de Cristo (Mt 1.20,21),
Seu nascimento (Lc 2.10-12), Sua ressurreição (Mt 28.5,7) e Sua ascensão e
Segunda Vinda (At 1.11).
O termo teológico apropriado para esse estudo que ora iniciamos é Angelologia
(do grego angelos, “anjo” e logia, “estudo”, “dissertação”). Angelologia se constitui,
portanto, de doutrina específica dentro do contexto daquilo que denominados de
Teologia Sistemática, a qual se ocupa em estudar a existência, as características,
natureza moral e atividades dos anjos. Quando consideramos os anjos, como nas
outras doutrinas, existe campo para o uso da razão. Considerando que Deus é
Espírito (Jo 4.24), que não participa de maneira nenhuma dos elementos
materiais, é natural presumir que existem seres criados que se assemelham mais
com Deus do que com as criaturas terrestres que combinam o elemento material
com o imaterial. Há um reino material, um reino animal e um reino humano; assim,
podemos presumir que há um reino angélico ou espiritual. Contudo, a Angelologia
não repousa sobre a razão ou a suposição, mas sobre a “Revelação”.
Variedade dos termos aplicados aos anjos
Os termos genéricos usados para anjos, geralmente indicam sua atribuição ou
função. Relacionamos abaixo alguns destes termos encontrados nas Sagradas
Escrituras:
a) Leitourgos (grego) e Mishrathim (hebraico): algumas vezes usadas com o
significado de “anjos”, são palavras para “servo” ou “ministro”.
b) Hoste: É a palavra hebraica “sava”. Essa palavra se estende a toda formação
do exército celestial de Deus - uma força militar que luta as batalhas e cumprem
a vontade de Deus. (Lc 2.13; Ef 6.12; Hb 12.22).
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c) Espíritos (Hb 1.14).
d) Vigias: Como em Dn 4.13,17, define anjos como supervisores e agentes de
serviço de Deus nos assuntos do mundo. Talvez nessa classe de anjos estejam
os que tomam decisões e executam os mandamentos de Deus na Terra.
e) Bene Elim: Ou “filhos poderosos”, é traduzido por “poderosos” no SI 29.1. Essa
é a descrição do grande poder dos anjos.
f) Bene Elohim: Ou “filhos de Deus”, define os anjos como uma determinada
classe de seres. Este termo inclui Satanás. (Jó 16; 2.1; Sl 29.1; 89.6).
g) Elohim: separadamente é algumas vezes aplicada aos anjos. Ela retrata os
anjos como uma classe de seres sobrenaturais, de força mais elevada que a do
homem. Quando os anjos apareceram a Jacó em Betel, o termo usado é
Elohim (Gn 35.7).
h) Estrelas: É o termo simbólico usado para os anjos, sugerindo que sua habitação
é os céus (Ap 12.4).
i) Um sacerdote (Ml 2.7). O sacerdote é chamado de mensageiro, “anjo” do
Senhor.
j) Santos (Sl 89.5-7).
k) Os seres celestiais (Sl 29.1; 89.6) têm esse título.
l) Um uso mais amplo ainda inclui também a coluna de nuvem (Êx 14.19).
m) A pestilência (2Sm 24.16,17).
n) Os ventos (Sl 104.4).
o) E as pragas (Sl 78.49).
p) Paulo chamou seu espinho na carne de anjo, isto é, “mensageiro de Satanás”
(2Co 12.7; Gl 4.13,14).
q) Pastores da igreja (Ap 2.1,8,12). Os sete anjos das sete igrejas da Ásia Menor
podem ter sido os sete bispos dessas igrejas que visitaram João na Ilha de
Patmos.
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r) Estrelas. Jesus Cristo diz que tem na Sua mão as sete estrelas (Ap 1.20b). “...
As sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais, que viste,
são as sete igrejas.”
s) Principados, poderes, tronos, dominações e autoridades (Cl 1.16; Rm 38; 1Co
15.24; Ef 6.12; Cl 2.15).
t) Congregação/ assembléia (Sl 89.6,7).
u) Os anjos são mensageiros ou servidores celestiais de Deus (Hb 1.14). “Não
são, porventura, todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor
daqueles que hão de herdar a salvação”?
Deus é autor de todas as coisas visíveis e invisíveis
O ponto de partida está na declaração de que todas as coisas criadas foram feitas
“segundo o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua
vontade” (Ef 1.11b). Portanto, o relato da obra da criação no livro de Gênesis se
constitui como o princípio e a base de toda a revelação divina e,
conseqüentemente, a base da relação do homem com Deus. A Bíblia revela que o
Deus Trino é o Autor da criação (Gn 1.1; Is 40.12; 44.24; 45.12). O apóstolo Paulo
destaca a Pessoa de Jesus Cristo, na qualidade de criador, mas diz que “todas as
coisas são de Deus, o Pai” (1Co 8.6; Jo 1.3; Cl 1. 15-17). O Espírito Santo
participa da obra da criação em harmonia perfeita com o Pai e o Filho conforme
indicam os textos de Gn 1.2; Jó 26.13; 33.4; Sl 104.30; Is 40.12,13.
A obra da criação foi feita por um ato livre da parte do criador.
A Bíblia deixa claro que Deus é auto-suficiente e não tem qualquer relação
de dependência de nada e de ninguém (Jó 22.3,13; At 17.25). Ao realizar a
obra da criação, Ele o fez não por necessidade, mas por sua soberana e
livre vontade de fazer o que quer e o que lhe apraz. Ora, a única
dependência divina é a de sua própria e soberana vontade. A Bíblia
Sagrada refuta essa idéia e fortalece o fato de que “Deus fez todas as
coisas segundo o conselho da sua vontade” (Ef 1.11; Ap 4.11).
A obra da criação teve um começo
A criação teve um princípio tanto para as visíveis como para as invisíveis. A
prova irrefutável do ponto de vista bíblico está no primeiro versículo da
Bíblia: “No princípio criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1). A expressão “no
princípio” no hebraico é bereshith, que literalmente significa “começo”. O
sentido da palavra é indefinido e sugere que a criação teve um início, um
começo (Sl 90.2; 102.25). Por essas Escrituras, entende-se que, num
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momento específico, conforme sua soberana vontade, Deus criou a matéria
e a substância que antes nunca existiram. Quanto à existência do mundo
espiritual, o princípio é o mesmo estabelecido para a criação da matéria,
pois Deus criou tudo do nada.
A criação das coisas materiais
A base dessa declaração está na narrativa bíblica dos primeiros capítulos
de Gênesis. Entretanto, a criação material é imensa e abrange todo o
sistema solar e outros sistemas existentes e descobertos pelo homem. A
extensão dos corpos celestes espalhados no espaço sideral, fazendo parte
da Via Láctea, com muitos sóis, planetas e satélites, nos dá visão apenas
limitada de toda a grandeza da criação material (Ne 9.6).
Na criação da terra, o Criador formou a vida física numa combinação do
imaterial com o material (Gn 1.11,20-22). Nesta ordem da criação são
incluídos o homem, os animais nas mais variadas espécies, além da vida
vegetal. Há uma certa reciprocidade entre anjos e homens como seres
espirituais. Porém, é preciso distinguir ambas as criações, porque os anjos
são apenas seres espirituais e os homens são seres espirituais e materiais.
A vida dos anjos é apenas espiritual. A vida física foi criada para propagar-
se, por isso, os homens procriam e geram outros homens. A vida dos anjos
é única e eterna; não pode propagar-se, isto é, os anjos não procriam.
A criação das coisas espirituais
Ao responder aos questionamentos do patriarca Jó, o Criador disse-lhe, de
modo enfático e poético que, quando este ainda nem havia nascido, nem o
mundo material havia sido criado, os seus anjos, que são espíritos criados
por Ele, já estavam presentes na criação do mundo material (Jó 38.1-7).
Nesta Escritura, Deus procura convencer a Jó que o Senhor é o Criador da
terra e a rege com justiça e que, ao criar o mundo material, as estrelas da
alva alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam (Jó
38.7). Na linguagem figurada da Bíblia, tanto “as estrelas da alva” quanto
“os de Deus” são figuras dos seres espirituais criados pelo Senhor.
A origem dos anjos
Dois fatos devem ser levados em conta. O primeiro é que os anjos não existem
desde a eternidade. Isto por um lado é mostrado pelos versículos que falam de
sua criação, Ne 9.6: “Tu fizeste o céu, o céu dos céus, e todo o seu exército” Sl
148.2,5: “Louvai-o todos os seus anjos; louvai-o todas as suas legiões celestes...
louvem o nome do Senhor, pois mandou ele, e foram criados”. Por outro lado está
subentendido na declaração de 1Tm 6.16, onde afirma que Deus é “o único que
possui imortalidade”. O outro fato diz respeito a época de sua criação. Não é
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indicada com precisão em parte alguma na Bíblia, contudo é mais provável que
tenha se dado juntamente com a criação dos céus em Gn 1.1. Pode ser que Deus
os tenha criado imediatamente após ter criado os céus e antes de ter criado a
terra, pois de acordo com Jó 38.4-7, “rejubilaram todos os filhos de Deus” quando
Ele lançava os fundamentos da terra.
Sua existência
A existência dos anjos é claramente demonstrada pelo ensino, tanto do
Antigo, quanto do Novo Testamentos. São inúmeros os textos do Antigo
Testamento que comprovam a realidade da existência dos anjos.
Queremos, no entanto, destacar apenas os que se seguem: Gn 32.1,2; Jz
6.11ss; 1Rs 19.5; Ne 9.6; Jó 1.6; 2.1; Sl 68.17; 91.11; 104.4; Is 6.2,3; Dn
8.15-17; Nos textos alistados anteriormente, vemos os anjos em suas
funções principais de servir e louvar a Yahweh, transmitir as mensagens de
Deus, obedecer A Sua vontade, executar a vontade de Deus, e também
como guerreiros. No contexto do Novo Testamento, os anjos não são
apresentados
simplesmente como “mensageiros de Deus”, mas também como “ministros
aos herdeiros da salvação” (Hb 1.14). Outrossim, a existência dos anjos é
apresentada de maneira inequívoca no Novo Testamento. Vejamos, por
exemplo, os textos a seguir: Mt 13.39; 13.41; 18.10; 26.53; Mc 8.38; Lc
22.43; Jo 1.51; Ef 1.21; Cl 1.16; 2Ts 1.7; Hb 1.13,14; 12.22; 1Pe 3.22; 2Pe
2.11; Jd 9; Ap 12.7; 22.8,9.
A Bíblia fala da manifestação dos anjos na obra da criação do mundo físico
(Jó 38.6,7). Eles estavam presentes quando Moisés recebeu de Deus as
tábuas da Lei (Hb 2.2); no nascimento de Jesus (Lc 2.13); quando foram
servir ao Senhor Jesus no deserto da tentação (Mt 4.11); na ressurreição de
Cristo (Mt 28.2; Lc 24.4,5); na ascensão de Cristo (At 1.10). Outras
manifestações podem ser listadas neste ponto em toda a Bíblia. Sua
manifestação é incorpórea; eles são seres espirituais e morais, porque
acima de tudo, são pessoas. A realidade dos anjos se comprova mediante
os atributos de personalidade que eles demonstram falando, pensando,
sentindo e decidindo. Muitas das suas manifestações são feitas através de
formas materiais inexistentes. Entretanto, os demônios, que são anjos
caídos da graça de Deus, incorporam em corpos de pessoas vivas ou de
animais, e por essas possessões materiais, se manifestam. Os anjos de
Deus não tomam outros corpos para se manifestarem, mas tomam formas
de pessoas humanas visíveis para se fazerem manifestos.
A origem dos anjos
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A época de sua criação não é indicada com precisão em parte alguma, mas
é provável que tenha se dado juntamente com a criação dos céus (Gn 1.1).
Pode ser que tenham sido criados por Deus imediatamente após a criação
dos céus e antes da criação da terra, pois de acordo com Jó 38.4-7,
rejubilavam todos os filhos de Deus quando Ele lançava os fundamentos da
terra. Que os anjos não existem desde a eternidade é mostrado pelos
versículos que falam de sua criação (Ne 9.6, Sl 148.2,5; Cl 1.16). Embora
não seja citado número definido na Bíblia, acredita-se que a quantidade de
anjos é muito grande (Dn 7.10; Mt 26.53; Hb 12.22).
O propósito da criação
Os anjos foram criados para darem glória, honra e ações de graça a Deus;
para adorarem a Cristo (Hb 1.6); para cumprirem os propósitos de Deus:
proteção de Israel (Dn 12.1), luta contra Satanás (Jd 9; Ap 12.7), anunciar a
vinda de Cristo (1Ts 4.16), guardarem o trono de Deus (Ez 10.1-4), se
preocuparem com a adoração a Deus perante o Seu Santo Trono (Is 6.2-7),
assistirem a Deus em sua obra Soberana (Cl 1.16; 2.10; Ef 1.21; 3.10).
Existem anjos bons e anjos maus
Na criação original dos anjos, não houve essa classificação entre bons e maus. A
Bíblia declara que os anjos foram criados no mesmo nível de justiça, bondade e
santidade (2Pe 2.4; Jd 6). O que define entre bons e maus é o fato de que foram
criados como seres morais com livre-arbítrio, e daí, a liberdade de escolha
consciente entre o bem e o mal. A queda de Lúcifer deve-se a esta condição moral
dos anjos (Is 14.12-16; Ez 28.12-19). A Bíblia fala acerca dos anjos que pecaram
contra o Criador e não guardaram a sua dignidade (2Pe 2.4; Jd 6; Jó 4.18-21). Aos
anjos que não pecaram e não seguiram a Lúcifer, Deus os exaltou e os confirmou
em sua posição celestial e para sempre estarão na sua presença, contemplando e
executando a vontade do Criador. São chamados de “anjos eleitos” (1Tm 5.21) e
evidentemente receberam graça suficiente para habilitá-los a manter sua posição
de perseverança, pela qual foram confirmados em sua condição e agora são
incapazes de pecar. São chamados também de “santos anjos” (2Co 11.14).
Sempre contemplam a face Deus (Lc 9.26), e tem vida imortal (Lc 20.36). Sua
atividade mais elevada é a adoração a Deus (Ne 9.6; Fp 2.9-11; Hb 1.6; Jó 38.7; Is
6.3; Sl 103.20; 148.2 Ap 5.11).
O número de Anjos
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Várias passagens das Escrituras indicam que há um número muito grande de
anjos (Dn 7.10; Mt 26.53; Sl 68.17; Lc 2.13; Hb 12.22), e são repetidamente
mencionados como exércitos dos céus ou de Deus. No Getsêmani, Jesus disse a
um discípulo que queria defendê-los dos que vieram prendê-lo: “Acaso pensas
que não posso rogar ao meu pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze
legiões de anjos”? (Mt 26.53). Portanto, seu criador e mestre é descrito como
“Senhor dos Exércitos”. Outrossim, a quantidade existente de anjos é única e
incontável, porque desde que foram criados não foram aumentados nem
diminuídos. Eles não procriam e foram criados de uma vez pelo poder da Palavra
de Deus. A Bíblia utiliza expressões variadas para designar “milhares de
milhares”, “multidão dos exércitos celestiais”, “muitos milhares de anjos” (Ap 5.11;
Dn 7.10; Dt 33.2; Hb 12.22; Lc 2.13). É impossível determinar o número de anjos
porque é incontável e é o mesmo número em todos os tempos, desde que foram
criados (Sl 148.2-5).
3 - A NATUREZA DOS ANJOS
Não são seres humanos glorificados
Em Mateus 22.30 está escrito “que seremos como anjos”, mas não diz que
seremos anjos. No futuro, os crentes hão de julgar os anjos “Não sabeis vós que
havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?
(1Co 6.3). Embora havemos de julgar os anjos maus, isso é diferente de dizer que
seremos anjos. As “incontáveis hostes de anjos” são diferenciadas dos “espíritos
dos justos aperfeiçoados” (Hb 12.22,23).
Não são os filhos de Deus em Gênesis seis
Os anjos são chamados “Filhos de Deus” no Velho Testamento nas referências de
Jó 1.6; 2.1; 38.7. Deve ser observado, porém, que, apesar de serem assim
chamados, os homens também o foram (Lc 3.38; Jo 1.12; 1Jo 5.1-2). A palavra
original é “Benai-Elohim” - filhos de Deus.
Que os filhos de Deus se refere aos anjos, neste texto de Gn 6, é a posição
tomada por Josefo, Filo Judeus e os autores do Livro de Enoque e do Testamento
dos Doze Patriarcas. Era a posição geralmente aceita pelos judeus eruditos dos
primeiros séculos da era cristã. A impressão que geraram “gigantes” foi da
Septuaginta (LXX), que também traduziu todos os manuscritos, substituindo “filhos
de Deus” por “anjos de Deus” em Gn 6; Jó 1.6 e 2.1, e por “meus anjos” em Jó
38.7.
“...Estes eram os valentes que houve na antigüidade, os homens de fama” (Gn
6.4). Filhos do relacionamento entre “os filhos de Deus” com as “filhas dos
homens”. Esta é a definição original dos textos da palavra de Deus e não
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“NEFILINS”, que encontramos em alguns textos traduzido e não confiáveis,
conforme The Theological Workbook of the Old Testament, por Harris, Archer e
Waltke.
Teoria equivocada de que os “filhos de Deus” eram anjos
a) As referências de Jó 1.6; 2.1; 38.7.
b) A relação anormal produziu gigantes impiedosos.
c) Anjos podem aparecer como homens (Gn 19.1,5); ou em homens (Mc 1.23-
26; Mc 5.13). O Dr. Henry Morris diz: “Os filhos de Deus e as filhas dos
homens são homens e mulheres, mas foram possessos por demônios”.
d) Em Mt 22.30, o Senhor estava apenas explicando que os anjos não se
reproduzem como os humanos. Não há prova que os anjos não têm sexo.
Nos originais, a palavra anjos, sempre é no gênero masculino. Alguém
explica que os anjos não se reproduzem porque não existe “anjas”.
e) As referências associadas com Judas 6; 1Pd 3.8-20; 2Pd 2.4-6.
f) Esta teoria foi assegurada por historiadores como Josefo e Plínio.
g) Os livros apócrifos (3 deles), asseguram esta posição.
h) É considerado que houve duas quedas dos anjos, uma quando Satanás
liderou a rebelião, antes da queda do homem e outra em Gn 6 (teoria
defendida por Clarence Larkin).
Teoria de que os “filhos de Deus” não eram os anjos e sim os descendentes
de Sete
Em Gênesis 6 encontramos a corrupção geral do gênero humano bem como um
protesto de Deus contra os casamentos entre os da linhagem reta de Sete e os da
linhagem ímpia de Caim. Eis o texto: v.1 “E aconteceu que, como os homens
começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas, viram os
filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si
mulheres de todas as que escolheram. Então, disse o SENHOR: Não contenderá
o meu Espírito para sempre com o homem, porque ele também é carne; porém os
seus dias serão cento e vinte anos”. Esses filhos de Deus, sem dúvida, não eram
anjos como teorizam alguns, mas, descendentes da linhagem piedosa de Sete (Dt
14.1; Sl 73.15; Os 1.10); eles deram início aos casamentos mistos com as filhas
dos homens, isto é, mulheres da família ímpia de Caim. A teoria de que os filhos
de Deus eram anjos, não subsiste ante as palavras de Jesus, que os anjos não se
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casam (Mt 22.30; Mc 12.25). Essa união entre os justos e os ímpios levou à
maldade do versículo 5, isto é, os justos passaram a uma vivência iníqua. Como
resultado, a terra corrompeu-se e encheu-se de violência. Observemos alguns
pontos que invalidam a teoria de que os filhos de Deus neste eram anjos:
a) Se anjos de fato se relacionam sexualmente com mulheres, este é um
prodígio espetacular da história que viola as normas da natureza, e não há
nada na Bíblia que diga que anjos têm poderes sexuais.
b) Em Gn 6, encontramos em seu contexto a seqüência do termo “homem”, vv
1,2,3.
c) A distinção entre os “filhos de Deus” e Satanás nos textos de Jó 1.6; 2.1 de
modo que, claramente entendemos que o título “filhos de Deus” não se refere
aos anjos caídos.
d) Se esta relação entre anjos e mulheres gerou os “nefilins-gigantes”, como se
explica a presença destes, antes deste ato, e depois do dilúvio em Nm 13.33?
e) A linguagem de Gn 6.2 é normal para expressar relação entre humanos.
f) Os textos do Novo Testamento não provam que são anjos: (a) 1Pd 3.18-20
não menciona nada sobre estes “espíritos em prisão” serem anjos, pelo
contrário, o contexto indica homens (1Pd 4.6); (b) 2Pd 2.4 e Judas 6,7 são
referências de anjos, mas não provam que estiveram envolvidos em Gn 6.
g) Os livros apócrifos, provavelmente foram produzidos pelos essênios, os quais
adotaram a interpretação angélica. E tão somente pelo fato de serem
apócrifos, isso lhes nega toda autenticidade em termo de canonicidade. 3.3.
São seres espirituais
Os anjos são descritos espíritos, porque diferentes dos homens, eles não estão
limitados às condições naturais e físicas. Aparecem e desaparecem, e
movimentam-se com uma rapidez imperceptível sem usar meios naturais. Apesar
de serem espíritos, têm o poder de assumir a forma de corpos humanos a fim de
tornar visível sua presença aos sentidos do homem (Gn 19.1-3).
São espíritos invisíveis
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Os anjos são reais, mas nem sempre visíveis (Hb 12.22). Embora Deus
ocasionalmente lhes conceda a visibilidade (Gn 19.1-22), são espíritos invisíveis
(Sl 104.4; Hb 1.7,14).Vejamos o Sl 104.4: “Fazes a teus anjos ventos”, citado em
Hb 1.7. Observe também Hb 1.14; “Não são todos eles espíritos ministradores
enviados para serviços, a favor dos que hão de herdar a salvação”?
Possuem corpos espirituais
Com demasiada freqüência o problema é confundido pela imposição aos seres
espirituais daquelas limitações que pertencem à humanidade. Para os santos no
céu foi prometido um “corpo espiritual” (1Co 15.44). Há muitos tipos de corpos até
mesmo na Terra, o Apóstolo declara (1Co 15.39,40) e prossegue dizendo que
também há corpos celestiais e corpos terrestres. Não podemos dizer que não há
corpos celestiais apenas porque o homem não tem poder de discernir esses
corpos. Os espíritos têm uma forma definida de organização que está adaptada à
lei de sua existência. Eles são finitos e espaciais. Tudo isto é verdade embora eles
estejam muito afastados desta economia do mundo. Eles têm a capacidade de se
aproximar da esfera da vida humana, mas o fato de maneira nenhuma lhes impõe
a conformidade com a existência humana. O aparecimento de anjos pode ser,
quando a ocasião exige, com a aparência de homens, de modo que eles se
passam por homens. Como poderíamos explicar de outra maneira que alguns “...
sem o saber acolheram anjos...” (Hb 13.2)? Por outro lado, seu aparecimento às
vezes é deslumbrante e glorioso (Mt 28.2-4). Quando Cristo declarou: “...um
espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho...” (Lc 24.37-39), Ele
não quis dizer que um espírito não tem corpo algum, mas, antes, que os espíritos
têm corpos constitucionalmente diferentes dos corpos dos homens.
São exércitos e não raça
As Escrituras ensinam que o casamento não é da ordem ou do plano de Deus
para os anjos: “Porque na ressurreição nem casam, nem se dão em casamento;
são, porém, como os anjos do céu” (Mt 22.30; Mc 12.25). Portanto, não se
caracteriza uma raça. No Velho Testamento os anjos são chamados de “filhos de
Deus” (Jó 1.6; 2.1; 38.7), mas nunca lemos a respeito dos “filhos dos anjos”. Os
anjos sempre são descritos como varões, porém na realidade não tem sexo, não
propagam sua espécie (Lc 20.34-35).
As Escrituras em parte alguma ensinam que os anjos sejam seres sexuados. No
fundamento genuíno criador de Deus, não foi deixada margem alguma para se
acreditar na reprodução de seres da escala espiritual. Sobre este assunto, apenas
nos foi revelado as leis que regem os seres naturais ou materiais. Não
conhecemos nenhum texto Sagrado explícito ou sequer subjetivo que nos
conduza ao pensamento de que os anjos podem se reproduzir, ou possuam sexo.
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Seus nomes masculinos, não se refere em nenhum momento à uma ordem de
sexualidade humana (macho e fêmea).
Acreditamos sim que os anjos não se reproduzem, pois a obra criadora de Deus
revelada em Sua Palavra, se fez desse modo, e qualquer indagação ou afirmação
contrária é mera especulação e apostasia da veracidade bíblica.
São seres racionais morais e imortais
Aos anjos são atribuídas características pessoais; são inteligentes dotados de
vontade e atividade. O fato de que são seres inteligentes parece inferir-se
imediatamente do fato de que são espíritos (2Sm 14.20; Mt 24.36, Ef 3.10; 1Pe
1.12; 2Pe 2.11). Embora não sejam oniscientes, são superiores aos homens em
conhecimento (Mt 24.36) e por ter natureza moral estão sob obrigação moral; são
recompensados pela obediência e punidos pela desobediência.
A Bíblia fala dos anjos que permanecerem leais como “santos anjos” (Mt 25.31;
Mc 8.38; Lc 9.26; At 10.22; Ap 14.10) e retrata os que caíram como mentirosos e
pecadores (Jo 8.44; 1Jo 3.8-10).
A imortalidade dos anjos está ligada ao sentido de que os anjos bons não estão
sujeitos a morte (Lc 20.35-36), além de serem dotados de poder formando o
exército de Deus, uma hoste de heróis poderosos, sempre prontos para fazer o
que o Senhor mandar (Sl 103.20; Cl 1.16; Ef 1.21; 3.10; Hb 1.14) enquanto que os
anjos maus formam o exército de Satanás empenhado em destruir a obra do
Senhor (Lc 11.21; 2Ts 2.9; 1 Pe 5.8).
Ilustrações do poder de um anjo são encontradas na libertação dos apóstolos da
prisão (At 5.19; 12.7) e no rolar da pedra de mais de 4 toneladas que fechou o
túmulo de Cristo (Mt 28.2).
Os Anjos não são oniscientes
Apesar da Bíblia dizer que os anjos são mais inteligentes que Daniel, eles não são
oniscientes. Eles não sabem tudo. Não são iguais a Deus em sabedoria. Jesus,
particularmente, deu testemunho da limitação do conhecimento dos anjos, quando
falou que eles ignoravam o dia da vinda do Filho do Homem (Mt 24.36).
Os anjos, sem dúvida, sabem coisas a nosso respeito que desconhecemos.
Devido ao fato de serem espíritos auxiliadores, usarão estes conhecimentos para
o nosso bem e nunca para maus propósitos.
São seres inteligentes
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Embora seu serviço e dignidade possam variar, não há nenhuma implicação na
Bíblia de que alguns anjos são mais inteligentes que outros. Cada aspecto da
personalidade dos anjos foi declarado. Eles são seres individuais e, embora
espíritos, experimentam emoções.
a) Os anjos prestam culto inteligente (Sl 148.2);
b) os anjos contemplam com o devido respeito à face do pai (Mt 18.10);
c) os anjos conhecem suas limitações (Mt 24.36);
d) os anjos reconhecem sua inferioridade para com Jesus (Hb 1.4-14).
E, no caso dos anjos caídos, eles conhecem a sua capacidade de fazer o mal. Os
anjos são individuais, mas, embora às vezes apareçam, em uma condição
separada, estão sujeitos a classificações e a variadas categorias de importância.
Pela sublime tarefa que os anjos desempenham no tempo e no espaço, desde o
princípio; e por aquilo que a respeito deles a Bíblia diz, a conclusão a que se
chega é que os anjos excedem em muito em conhecimento e em sabedoria os
mais brilhantes homens que a história humana já teve.
Sem dúvida, os anjos foram criados espíritos inteligentes, cujo conhecimento teve
início em sua origem, continuando a se ampliar até os nossos dias. As
oportunidades de observação que os anjos têm, e as muitas experiências que,
nesse sentido, conforme podemos supor, devem ter tido, juntamente com as
revelações diretas da parte de Deus, devem ter-se adicionado grandemente ao
acúmulo de sua inteligência original.
Os Anjos são poderosos
O que se aplica a todas as criaturas em relação ao poder que têm, também se
aplica aos anjos: Seu poder deriva de Deus. O seu poder, embora seja grande, é
restrito. Eles não podem fazer aquelas coisas que são peculiares à Divindade:
criar, agir sem os meios, ou sondar o coração do homem. Eles podem influenciar a
mente humana como uma criatura pode influenciar outra. O conhecimento desta
verdade é de grande importância, Até mesmo um anjo pode reivindicar ajuda
divina quando em conflito com outro anjo (Jd v.9).
O poder angelical é superior, mas não supremo. Deus simplesmente lhes
empresta o seu poder, pois eles são os seus agentes especiais. Os anjos,
portanto, são “maiores em força e poder” do que nós (2Pe 2.11), Como
“magníficos em poder, que cumpris as suas ordens,” (SI 103.20) “anjos
poderosos” mediarão os juízos finais de Deus contra o pecado (2Ts 1.7).
Os Anjos são numerosos
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A alusão ao número dos anjos é um dos superlativos da Bíblia. Eles foram
descritos em multidões “que os homens não podem contar”. Temos razões para
concluir que há tantos seres espirituais em existência quantos seres humanos vão
existir em toda a história da Terra. É significativo que a frase “o exército do céu”
descreve tanto as estrelas materiais quanto os anjos, sendo que ambos não
podem ser contados (Gn 15.5). Vale a citação do Dr. Cooke com a sua lista de
testemunho bíblico sobre o número dos anjos: “Veja o que diz Macaias: “Vi o
Senhor assentado no seu trono, e todo o exército do céu estava junto a ele, à sua
direita e à sua esquerda” (1Rs 22.19). Ouça o que diz Davi: “Os anjos de Deus
são vinte mil, sim milhares de milhares” (SI 68.17). Eliseu viu um destacamento
destes seres celestiais que foram enviados para sua guarda pessoal, quando “o
monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu” (2Rs 6.17).
Ouça o que Daniel viu: “... milhares de milhares o serviam, e miríade de miríade
estavam diante dele...” (Dn 7.10). Eis o que os pastores vigilantes viram e ouviram
na noite do nascimento do Redentor: “...uma multidão da milícia celestial louvando
a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas...” (Lc 2.13). Ouça o que diz
Jesus: “... acaso pensas que não posso rogar a meu Pai, e ele me mandaria neste
momento mais de doze legiões de anjos?” (Mt 26.53).
Veja novamente o magnífico espetáculo que João viu e ouviu quando olhou para o
mundo celestial: “Vi, e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do trono, dos seres
viventes e dos anciãos, cujo número era de milhões de milhões e milhares de
milhares, proclamando em grande voz. Digno é o Cordeiro, que foi morto...” (Ap
5.11,12). Se estes números forem entendidos literalmente, eles indicam 202
milhões, mas são apenas uma parte do exército celestial. Contudo, é provável que
estes números não tenham a intenção de indicar qualquer quantidade exata, mas
que a multidão era imensa, além do que costuma usualmente entrar na
computação humana. Por isso lemos, em Hb 12.22, não sobre um número
definido ou limitado, embora grande, mas de “incontáveis hostes de anjos”.
Os Anjos são maiores em força e poder
“Enquanto os anjos, sendo maiores em força e poder não pronunciam contra eles
juízo blasfemo diante do Senhor” (2Pe 2.11), estes seres celestiais, já contam na
presente Era com a felicidade da vida última, isto é, são seres imortais (Lc 20.36).
Esta capacidade a eles imposta, lhes dá a condição de serem superiores aos
homens que são seres mortais.
Inferiores a Cristo
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“Ainda que por um pouco de tempo, Jesus fora feito um pouco menor do que os
anjos, por causa da paixão e morte” (Sl 8.5; Hb 2.9). Quanto à pessoa de nosso
Senhor Jesus Cristo, os anjos são inferiores a Ele em dois pontos.
a) Os Anjos são criaturas. Os anjos são “criaturas” de Deus, ainda que
chamados “filhos de Deus”, contudo, não têm em si a condição original
peculiar ao Senhor Jesus. O escritor aos Hebreus, salienta: “... feito Jesus
tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do
que eles...” (Hb 1.4).
b) Os Anjos são adoradores. Em razão da adoração, os anjos são inferiores a
Cristo; eles são adoradores, enquanto que Cristo é adorado! Isto é
depreendido nas próprias palavras do Criador: “... e todos os anjos de Deus o
adorem” (Hb 1.6b). Este direito inerente ao Filho de Deus o coloca acima
deles.
As Escrituras dizem que os anjos são seres superiores em força e poder aos
homens: contudo, jamais em hipótese alguma, eles aceitam adoração; em lugar
de os anjos serem objeto de adoração, eles são súditos que adoram Jesus Cristo.
O apóstolo Paulo advertiu: “Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de
humildade e culto dos anjos...” (CI 2.18a). E no Apocalipse (19.10; 22.9) João é
advertido pelo próprio ser angelical: “...Olha não faças tal, porque eu sou conservo
teu e de teus irmãos, dos profetas, e dos que guardam as palavras deste livro.
Adora a Deus”.
Portanto, os anjos não são objetos de adoração como João chegou a supor
momentaneamente. E no contexto do significado do pensamento diz Paulo:
“Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos nem alguma
outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus
nosso Senhor” (Rm 8.38,39). Ora, isto apresenta Cristo como sendo Senhor dos
próprios anjos. E de fato, Ele foi feito mais excelente do que os anjos (Hb 1.4). Os
anjos foram criados; Cristo é Criador: Como Criador Jesus é superior aos anjos,
pois maior do que a criatura é aquele que a criou (Is 45.9). Anjos são súditos;
Cristo é o Senhor.
Os Anjos tomam decisões
Os anjos tomam decisões. A desobediência de um grupo deles subentende sua
capacidade de escolha, e de influenciar outros com a sua iniqüidade (1Tm 4.1).
Por outro lado, quando o bom anjo recusou a adoração de João (Ap 22.8,9), fica
subentendida sua capacidade de escolha, e de influenciar outros com o bem.
Embora os anjos bons respondam com obediência ao mandamento de Deus, não
são autômatos. Pelo contrário: optam com intenso ardor a obediência dedicada.
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Os Anjos possuem habitação
A habitação dos anjos também é um assunto revelado definidamente. Já falamos
da insinuação de que todo o Universo encontra-se habitado por inumeráveis
exércitos de seres espirituais. Esta vasta ordem de seres com todas as suas
classificações tem habitações e centros fixos para as suas atividades. Com o uso
da frase “os anjos no céu” (Mc 13.32), Cristo definidamente afirma que os anjos
habitam as esferas celestiais.
O apóstolo Paulo escreve: “um anjo vindo do céu” (Gl 1.8) e “...toda família, tanto
no céu como sobre a terra...” (Ef 3.15). Igualmente, na oração que Cristo ensinou
aos Seus discípulos, eles foram instruídos a dizer: “... faça-se a Tua vontade,
assim na Terra como no céu...” (Mt 6.10). O Dr. A. C. Gaebelein escreve sobre a
habitação dos anjos, dizendo: “No hebraico, céu está no plural ‘os céus’. A Bíblia
fala de três céus, sendo o terceiro céu, o céu dos céus, o lugar da habitação de
Deus, onde o Seu trono sempre esteve. O tabernáculo do Seu povo terreno,
Israel, era um modelo dos céus. Moisés, quando esteve na montanha, olhou para
a vastidão dos céus e viu os três céus. Ele não tinha telescópio. Mas o próprio
Deus lhe mostrou os mistérios dos céus. Então Deus o advertiu quando estava
para construir o tabernáculo, dizendo ao Seu servo: 'Vê que faças todas as coisas
de acordo com o modelo que te foi mostrado no monte' (Hb 8.5). O tabernáculo
tinha três compartimentos: o pátio externo, o lugar Santo e o Santo dos Santos.
Uma vez por ano o sumo sacerdote entrava neste local terreno de adoração,
passando pelo pátio externo para o lugar Santo e finalmente, levando o sangue do
sacrifício, ele entrava no Santo dos Santos para aspergir o sangue na presença
santa de Jeová. Mas Arão era apenas um tipo daquele que é maior que Arão, o
verdadeiro Sumo Sacerdote. Dele, do verdadeiro Sacerdote, o nosso Senhor e
Salvador Jesus Cristo, foi escrito que Ele penetrou os céus (Hb 4.14): 'Porque
Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no
mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus' (Hb 9.24). Ele
passou pelos céus, o pátio exterior, o céu que circunda a Terra; o lugar Santo, o
Universo imenso com sua distância imensurável e, finalmente, Ele entrou no
terceiro céu, o céu que a astronomia sabe que existe, mas que nenhum telescópio
pode alcançar. Nos lugares celestiais, de acordo com a Epístola aos Efésios,
estão os principados e potestades, a multidão incontável de anjos. Sua habitação
está nos céus. Deus que os criou, que os fez espíritos e os revestiu de corpos
apropriados para a sua natureza espiritual, também deve lhes ter designado
habitação... Também é significativo que a frase ‘exército dos céus’ signifique tanto
as estrelas como os exércitos angelicais; o ‘Senhor dos Exércitos também tem o
mesmo significado duplo, pois Ele é o Senhor das estrelas e o Senhor dos anjos’”.
Sua aparência
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Nas histórias que se têm colecionado, há anjos com asas e outros sem asas,
anjos que se parecem com anjos e outros que se parecem com seres humanos.
Parece que os anjos que aparecem como homens, e não como anjos, vão ter a
aparência de quem estão visitando. Em outras palavras, se o anjo que apareceu à
mãe de Sansão não se parecesse com um israelita, ela não teria chamado filho de
Deus, como sendo ele um profeta israelita (Jz 13.6). Se os anjos que aparecem
sem que se saiba que são anjos (Hb 13.2), então aparecem aos chineses como
chineses, aos africanos como africanos, e a americanos como americanos. Isso
significa que há anjos aparecendo como negros e brancos.
Suas asas
A Bíblia não nos diz que anjos possuem asas. Esta idéia de asas vem de um
verso em Daniel onde está registrado que um anjo veio voando rapidamente (Dn
9.21). Entretanto, como os anjos não se movem no tempo e no espaço como nós,
não sabemos se precisam de asas para voar. Outras ordens de seres celestiais
chamadas querubins, serafins são descritas como possuindo asas (Ez 1.5-11; 1Rs
6.27). Na arte medieval, muitos anjos são desenhados com asas, mas vieram da
idéia da deusa grega Nike.
Portanto, creio que muitos anjos não possuem asas. Eles são “espíritos puros”,
não compostos de matéria, mas compostos de essência e existência, de ação e
de potencialidade, escreveu Tomás de Aquino. Em religiões não cristãs, a idéia de
como são os anjos varia, particularmente com as personalidades angelicais
específicas, uma vez que são percebidos, ou imaginados por diferentes grupos.
Não estamos sempre atentos à sua presença porque os anjos nem sempre fazem
aparições visíveis.
Características do seu próprio de um ser
Rejubilam diante do Todo Poderoso
“Quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos
(os anjos) de Deus rejubilavam” (Jó 38.7). Alguns estudiosos da Bíblia
insistem em que os anjos não cantam. Isso, porém, não é verdade! Os
anjos possuem a suprema aptidão de oferecer louvores, e a sua música
vem sendo desde tempos imemoriais o veículo primordial de louvor ao
nosso Deus Todo Poderoso, Jó diz que quando Deus lançava os
fundamentos da Terra, os anjos cantavam rejubilando de alegria. A música
é a linguagem universal. É possível que João tenha visto um imponente
coro celeste (Ap 5.11,12) de muitos milhões de anjos que expressavam seu
louvor ao Cordeiro celeste através de magnífica música. Não é debalde que
o Salmista exorta (SI 148-2): “...Louvai-o todos os seus anjos...” Isto é real!
De acordo com Lc 2.13, multidões de anjos apareceram na noite do
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nascimento de Cristo, clamando de alegria em vista do início da nova
criação, como tinham feito no princípio da primitiva criação (Hb 1.6). 3.19.
Os Anjos são incomparáveis entre as criaturas de Deus
O respeito aos anjos era profundo no judaísmo, a ponto de ver um anjo ser
considerado como experiência tão grande, quanto ver o próprio Deus (Gn 16.13;
31.13; Êx 3.4; Jz 6.14; 13.22). Algum desses casos era Deus manifestando-se de
alguma forma visível. A teologia judaica posterior encarava os anjos como
mediadores entre Deus e os homens (Ez 40.3; Zc 3), e a posição tão elevada
naturalmente fez com que alguns os adorassem.
Os Anjos “são incomparáveis entre as criaturas, mas nem por isso deixam de ser
criaturas”. Correspondem com adoração e louvor a Deus (Sl 148.2; Is 6.1-3; Lc
2.13-15; Ap 4.6-11) e a Cristo (Hb 1.6). Como conseqüência, os cristãos não
devem exaltá-los (Ap 22.8-9); os que o fazem, perdem a sua recompensa futura
(Cl 2.18).
Uma das razões pela qual se originou a carta aos Colossenses, escrita pela o
apóstolo Paulo, foi o culto aos anjos. A cidade de Colossos estava localizada perto
de Laodicéia (Cl 4.16), no sudeste da Ásia Menor, cerca de 160 quilômetros a
leste de Éfeso. A igreja colossense, tudo indica, foi fundada como resultado do
grandioso ministério de Paulo em Éfeso, durante três anos (At 20.31), cujos efeitos
foram tão poderosos e de tão grande alcance que “todos os que habitavam na
Ásia ouviram a palavra do Senhor Jesus” (At 19.10). Paulo talvez nunca tenha
visitado Colossos pessoalmente (Cl 2.1), mas mantivera contatos com a igreja
através de Epafras, um dos seus convertidos e cooperadores naquela cidade (Cl
1.7; 4.12). O motivo desta epístola foi o surgimento de ensinos falsos na igreja
colossense, ameaçando o seu futuro espiritual (Cl 2.8). Quando Epafras, dirigente
da igreja colossense e seu provável fundador viajou com o objetivo de visitar
Paulo e informar-lhe a respeito da situação em Colossos (Cl 1.8; 4.12), Paulo
então escreveu esta epístola. Nessa ocasião Paulo estava preso (Cl 4.3,10,18),
possivelmente em Roma (At 28.16-31), aguardando comparecer perante César (At
25.11,12). O cooperador de Paulo, Tíquico, entregou pessoalmente a carta em
Colossos, em nome do apóstolo (Cl 4.7).
Paulo escreveu esta epístola porque os falsos mestres estavam se infiltrando na
igreja de Colossos, ensinando que a doutrina apostólica e a salvação em Cristo
eram insuficientes para a plena redenção. Esse falso ensino misturava a “filosofia”
e a “tradição” humanas com o evangelho (Cl 2.8) e requeria a adoração de anjos
como intermediários entre Deus e o homem (Cl 2.18). Os falsos mestres exigiam a
observância de certos ritos religiosos judaicos (Cl 2.16,21-23) e justificavam a sua
heresia, afirmando que recebiam revelações através de visões (Cl 2.18). A filosofia
subjacente nessas heresias reaparece hoje entre os que ensinam que Jesus
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Cristo e o evangelho original do Novo Testamento são inadequados para
satisfazer nossas necessidades espirituais (2Pe 1.3). Paulo refuta essa heresia ao
demonstrar que Cristo não somente é nosso Salvador pessoal, como também
cabeça da igreja e Senhor do universo e da criação. Logo, é Jesus Cristo e o seu
poder em nossa vida, e não a filosofia ou sabedoria humanas, que nos redime e
salva eternamente. Não necessitamos de intermediários para termos comunhão
com Cristo; devemos nos acercar dEle diretamente. Ser crente significa crer em
Cristo e no seu evangelho; confiar nEle amá-lo e viver na sua presença. Não
devemos acrescentar coisa alguma ao evangelho, nem ter outro intermediário
entre Deus e o homem, nem aceitar a filosofia humanista.
Nesta carta Paulo nos adverte a vigiar contra todas as filosofias, religiões e
tradições que destacam a importância do homem à parte de Deus e de sua
revelação escrita. Hoje, uma das maiores ameaças teológicas contra o
cristianismo bíblico é o “humanismo secular”, que se tornou a filosofia de base e a
religião aceita em quase toda educação secular e é o ponto de vista aprovado na
maior parte dos meios de comunicação e diversão no mundo inteiro.
Que ensina a filosofia do humanismo? Ensina que o homem, o universo e tudo
quanto existe é apenas matéria e energia moldadas ao acaso. Afirma que o
homem não foi criado por um Deus pessoal, mas que resultou de um processo
evolutivo. Rejeita a crença num Deus pessoal e infinito, e nega ser a Bíblia a
revelação inspirada de Deus à raça humana. Afirma que não existe conhecimento
à parte das descobertas feitas pelo homem, e que a razão humana determina a
ética apropriada para a sociedade, fazendo do ser humano a autoridade máxima
neste particular. Procura modificar ou melhorar o comportamento humano
mediante educação, redistribuição econômica, psicologia moderna ou sabedoria
humana. Crê que padrões morais não são absolutos, e sim relativos e
determinados por aquilo que faz as pessoas sentirem-se felizes, que lhes dá
prazer, ou que parece bom para a sociedade, de acordo com os alvos
estabelecidos por seus líderes; deste modo, os valores e moralidade bíblicos são
rejeitados. Considera que a auto-realização do homem, sua auto-satisfação e seu
prazer são o sumo bem da vida. Sustenta que as pessoas devem aprender a lidar
com a morte e com as dificuldades da vida, sem crer em Deus ou depender dEle.
A filosofia do humanismo começou com Satanás e é uma expressão da sua
mentira de que o homem pode ser igual a Deus (Gn 3.5). As Escrituras identificam
os humanistas como os que “mudaram a verdade de Deus em mentira e honraram
e serviram mais a criatura do que o Criador” (Rm 1.25).
Todos os dirigentes, pastores e pais cristãos devem envidar seus máximos
esforços em proteger seus filhos da doutrinação humanista, desmascarando-lhes
os erros e instilando nas mentes deles um desprezo santo pela sua influência
destrutiva (Rm 1.20-32; 2Co 10.4,5; 2Tm 3.1-10; Jd 4-20; 1Co 1.20; 2Pe 2.19). Os
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falsos mestres ensinavam que era preciso reverenciar e adorar os anjos, como
mediadores, para ter comunhão com Deus. Para Paulo, invocar os anjos seria
substituir Jesus Cristo como cabeça todo-suficiente da igreja (Cl 2.19); daí, Paulo
advertir contra isso. Hoje, a crença de que Jesus Cristo não é o único
intermediário entre Deus e o homem é posta em prática na adoração e oração a
santos mortos, como padroeiros e mediadores. Essa prática despoja Cristo de sua
supremacia e centralidade no plano redentor de Deus. Adorar e orar a qualquer
pessoa que não seja Deus Pai, Deus Filho ou Deus Espírito Santo são práticas
antibíblicas, e por isso devem ser rejeitadas.
Não obstante, o zelo de Paulo refutando o culto aos anjos, entre outras heresias,
após o século IV d.C., o culto aos anjos tornou-se generalizado, sendo honrado
especialmente o arcanjo Miguel. Os anjos passas a figurar com destaque na arte e
no culto dos cristãos medievais. Posteriormente, com o advento do
protestantismo, os líderes protestantes desencorajaram a prática, contudo, os
liberais relegaram os anjos ao domínio da fantasia religiosa e poética. Desta forma
hoje os anjos são adorados em larga escala.
4 – HIERARQUIA E CLASSIFICAÇÃO DOS ANJOS
A Bíblia faz menção de anjos bons e anjos maus, embora ressalte que todos os anjos
foram originalmente criados bons e santos (Gn 1.31); tendo livre-arbítrio. Numerosos
anjos participaram da rebelião de Satanás contra Deus (Ez 28.12-17; Jd 6; Ap 12.9; Mt
4.10) e abandonaram o seu estado original de graça, como servos de Deus, e assim
perderam o direito à sua posição celestial.
O Anjo do Senhor
Uma designação especial no Antigo Testamento é “O ANJO DO SENHOR”.
Podemos ler 60 ocorrências no Antigo Testamento, onde sua aparição e
autoridade o classifica de forma especial (Gn 16.11; 16.13; 18.2; 18.13-33; 22.11-
18; 24.7; 31.11-13; 32.24-30; Êx.3.2-6; Jz.2.1; 6.11-14; 13.21,22). 4.1.1. Sua
identidade
Existem aqueles que acreditam que era simplesmente um anjo em missão
especial representando Jeová
a) Esta identificação fala de Jesus um anjo, que se assemelha à doutrina
mulçumana, mórmon e outras.
b) Jesus tinha um anjo especial a quem chamava de “Meu anjo”, enviado para
“testificar acerca destas coisas” descrito em Ap 22.16. Então Deus também
poderia fazer uso de um anjo para missões especiais ou comissioná-lo para
tal.
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c) Em Mateus o anjo que aparece a Zacarias e Maria é chamado “O Anjo do
Senhor’ (Kurios), depois identificado como Gabriel. “Kurios” é a palavra grega
equivalente a Jeová, de acordo com o dicionário expositivo de Vine. Como
“Anjo do Senhor” Gabriel tinha autoridade de agir e falar pelo Senhor, como
já vimos.
d) O Teólogo Hicks observa que as Escrituras ocasionalmente atribuem as
palavras de um anjo a Deus mesmo quando ele não é um anjo de Jeová.
Isso não deveria causar problemas, porque se um anjo de Jeová é Deus ou o
Seu anjo, ainda assim representa Deus intervindo diretamente na vida dos
homens.
Há vários argumentos que afirmam ser uma teofania da segunda pessoa da
Trindade (Cristofania). Dentre eles alistamos:
a) A linguagem, malak yaweh, é um título singular e peculiar mostrando que esse
personagem era mais do que um anjo.
b) No Antigo Testamento, ele é consistentemente apresentado como Jeová: O
anjo apareceu, mas Deus, ou o Senhor, falou.
c) As promessas ou orientações dadas por este ser são tais que somente Deus
poderia ter assim dado.
d) Este anjo, identificado como Jeová, apesar de tudo é apresentado de forma
distinta de Jeová e clama por Jeová. Portanto, este anjo parece ser uma
Cristofania, ou pré-encarnação do Filho de Deus, Jesus Cristo.
e) Quando o Anjo do Senhor apareceu a Josué, diz a Palavra do Senhor que ele
Josué) “...se prostrou sobre o seu rosto na terra, e O adorou, e disse-lhE: Que
diz meu Senhor ao seu servo?”(Js 5.1). Se o Anjo do Senhor não fosse o
próprio Senhor (o Senhor Jesus), o anjo (caso fosse simplesmente “um anjo”)
teria proibido a Josué de adorá-lo, como ocorreu em Ap 19.10 e Ap 22.8,9.
f) Em Jz 2.1, o Anjo do Senhor diz: Do Egito Eu vos fiz subir, e Eu vos trouxe à
terra que a vossos pais Eu tinha jurado, e Eu disse: Eu nunca invalidarei o meu
concerto convosco (o grifo nos pronomes é nosso). Comparada esta passagem
com outras que descrevem o mesmo evento, verifica-se que eram atos do
Senhor, o Deus do concerto israelita. Foi Ele quem jurou a Abraão, a Isaque e a
Jacó que aos seus descendentes daria a terra de Canaã (Gn 13.14-17; 17.8).
Jurou que esse concerto seria eterno. Ele tirou os israelitas do Egito (Êx 20.1,2)
e Ele os levou à terra prometida (Js 1.1,2).
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g) Embora concordemos com o fato de que existem controvérsias a respeito desta
passagem de Jz 13.18, reputamos a mesma como factual e elucidativa.
Quando Manoá, pergunta ao Anjo do Senhor, o Seu nome, Ele responde:
“...porque perguntas assim pelo meu nome, visto que é maravilhoso”? Uma
comparação desta resposta com a passagem de Is 9.6 demonstra que o Anjo
do Senhor que apareceu a Manoá é o Menino de quem nos Isaías se refere.
Isto é, o Anjo do Senhor, cujo nome é Maravilhoso.
h) Outra prova escriturística que apresentamos, é que no contexto
neotestamentário, a Bíblia deixa de utilizar-se do termo “o Anjo do Senhor”
como pessoa específica. Isto é demonstrado pelo fato de que o artigo definido
masculino singular “o” deixa de ser utilizado, sendo substituído pelo artigo
indefinido “um”. Alguns exemplos disto são os textos de Lc 1.11; At 12.7 e At
12.23, dentre muitos outros. Infelizmente, nem todas as ocorrências no Novo
Testamento, na versão ARC, aonde deveria ocorrer a expressão “um” anjo do
Senhor, acontece. Em vez disso, se encontra o termo “o” anjo do Senhor. Fato
que foi corrigido na versão ARA, nos textos citados e em outros correlatos.
Esta substituição na ARA possui um grande significado. Pois no contexto do Novo
Testamento, contemporâneo ou posterior à encarnação, as manifestações
angelicais não eram do Anjo do Senhor, mas meramente de um de Seus anjos,
pois o Anjo do Senhor já havia sido manifestado na carne (1Tm 3.16). 4.1.2.
Tarefas realizadas
a) Mensagens ao povo do Senhor (Gn 22.15-18);
b) suprir necessidades do povo do Senhor (1Rs 19.5-7);
c) proteger o povo de Deus do perigo (Êx 14.19);
d) ocasionalmente destruir os inimigos de Jeová (Êx 23.23);
e) punia os rebeldes (2Sm 24.16,17). 4.1.3. Seus aparecimentos
a) Seu primeiro aparecimento foi à escrava egípcia, Hagar a fim de lhe socorrer e
foi identificado como sendo “O Anjo do Senhor” (Gn 16.7-12);
b) a pessoa de Abraão (Gn 22.11,15);
c) a Jacó (Gn 31.11-13);
d) a Moisés (Êx 3.2). Ainda mais explicitamente, o anjo do Senhor que apareceu a
Moisés na sarça ardente disse, em linguagem bem clara: “Eu sou o Deus de
teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó” (Êx 3.6);
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e) a todos os israelitas durante o êxodo (Êx 14.19);
f) mais tarde em Boquim (Jz 2.1,4);
g) a Balaão (Nm 22.22-36);
h) a Josué (Js 5.13-15, onde o príncipe do exército do SENHOR é mais
provavelmente o Anjo do SENHOR); Josué prostrou-se e o adorou (Js 5.14).
Esta atitude tem levado muitos a crerem que esse anjo era uma manifestação
do próprio Senhor Deus; do contrário, o anjo teria proibido Josué de adorá-lo
(Ap 19.10; 22.8,9);
i) a Gideão (Jz 6.11);
j) a Davi (1Cr 21.16);
k) a Elias (2Rs 1.3-4);
l) a Daniel (Dn 6.22).
O Arcanjo Miguel
Miguel tem seu correspondente no grego “Michael e no hebraico mika'el. O nome
Miguel é muito expressivo, “quem é como Deus?” Em que aspecto ele é
semelhante a Deus não foi revelado, mas temos três passagens nas quais ele foi
diretamente mencionado e onde vemos que ele tem grande autoridade. De acordo
com Dn 12.1, ele é o “defensor do povo de Daniel - Israel”. Em Judas 9 ele
teve uma controvérsia com Satanás sobre o corpo de Moisés; mas nessa situação
e apesar de toda a sua grandeza, ele não se atreveu a “proferir juízo infamatório
contra ele”, mas confiando na sua dependência de Deus, ele declara: “...o Senhor
te repreenda”. Miguel se encontra novamente na predição registrada em Ap 12.7-
12. Ele, como chefe dos exércitos do céu, participa de uma batalha vitoriosa no
céu contra Satanás e os seus anjos. Temos ainda a revelação de que a “voz do
arcanjo” será ouvida quando Cristo voltar para buscar a Igreja (1Ts 4.16).
A tradição sobre a existência de arcanjos não fazia parte original da fé judaica.
Assim, na literatura bíblica, Miguel é introduzido em Dn 10.13,21 e 12.1 e
reaparece no Novo Testamento em Jd 9 e Ap 12.7. Embora algumas literaturas
tenham Gabriel como outro Arcanjo (totalizando sete na literatura apócrifa e
pseudepígrafa, onde quatro nomes são revelados: Miguel, Gabriel, Rafael e Uriel),
a Bíblia só revela a existência de um único Arcanjo, Miguel. Isto é demonstrado
pelo fato de que nas duas ocorrências da palavra grega archangelos, “arcanjo”,
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1Ts 4.16 e Jd 9, o termo só aparece no singular, ligado unicamente ao nome de
Miguel, donde se conclui biblicamente que só exista um anjo assim denominado
Arcanjo, ou anjo-chefe, e que esse Arcanjo chama-se Miguel.
O Miguel que se pode encontrar no Novo Testamento surge no Antigo Testamento
apenas no livro de Daniel, à semelhança de Gabriel, é um ser celestial. Tem, no
entanto, responsabilidade especiais como campeão de Israel contra o anjo rival
dos persas (Dn 10.13,21), e ele comanda os exércitos celestiais contra todas as
forças sobrenaturais do mal na última grande batalha (Dn 12.1). Na literatura
judaica recente, bem como nos apócrifos e pseudepígrafos, o nome de Miguel é
apresentado como guardião militar e intercessor de Israel.
No Novo Testamento, Miguel aparece apenas em duas ocasiões. Em Jd 9, há
referência a uma disputa entre Miguel e o diabo com respeito ao corpo de Moisés.
Essa passagem é bastante polêmica. Orígenes acreditava que isto estaria
registrado num apócrifo chamado de “Assunção de Moisés”, mas a história não
aparece nos textos existentes, porém incompletos, desta obra. A literatura rabínica
posterior parece ter conhecimento desta história. O outro texto em que Miguel
aparece, é Ap 12.7, que retoma o tema de Dn 12.1, apresentando-se Miguel como
sendo o vencedor do dragão primordial, identificado como Satanás.
Gabriel
O vocábulo Gabriel tem sua correspondente no hebraico “geber El”, e significa
“homem de Deus”. Aparece quatro vezes nas Escrituras como revelador do
propósito divino. No Antigo Testamento ele falou a Daniel sobre o final dos tempos
(Dn 8.15-27). Semelhantemente, deu a Daniel a predição quase incomparável de
Dn 9.20-27. O profeta descobriu (Jr 25.11-12) que o período que Israel tinha de
permanecer na Babilônia era de setenta anos e que esse tempo estava para se
completar. Então se entregou à oração pelo seu povo. A oração, conforme
registrada, Gabriel passou com incrível rapidez do trono de Deus para o profeta
que orava na Terra. Foi então que este anjo revelou o propósito de Jeová quanto
ao futuro de Israel. No Novo Testamento trouxe a Zacarias a mensagem do
nascimento João (Lc 1.11-20) e foi ele que veio com a maior de todas as
mensagens à Maria quanto ao nascimento de Cristo e o Seu ministério como Rei
sobre o trono de Davi (Lc 1.26-33). Apresenta-se como aquele que “assiste diante
de Deus” (Lc 1.19).
Querubins
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Querubim tem sua correspondente no hebraico “qeruvim” (Gn 3.22-24; Ez 10.1-3).
Vocábulo correlato com um verbo acadiano que significa “bendizer, louvar,
adorar”. Os querubins estão sempre associados com a santidade de Deus e a
adoração que a sua presença imediata inspira. O título querubim fala de sua
posição elevada e santa e sua responsabilidade está intimamente relacionada
com o trono de Deus como defensores de Seu caráter e presença santa. Proteger
a santidade de Deus é uma atividade importante deles. Os querubins aparecem
pela primeira vez junto ao portão do Éden, depois que o homem foi expulso e
como protetores para que o homem não retorne poluindo a santa presença de
Deus. Aparecem novamente como protetores, embora em imagens de ouro, sobre
a arca da aliança, onde Deus se comprazia em habitar. A cortina do tabernáculo
separava a presença divina do povo ímpio, tinha bordados de figuras de querubins
(Êx 26.1). Ezequiel refere-se a estes seres chamando-os pelo seu título dezenove
vezes e a verdade relacionada com eles deriva destas passagens. Ele os
apresenta com quatro rostos diferentes: de um leão, de um boi, de um homem e a
face de uma águia (Ez 1.3-28; 10.1-22). Este simbolismo relaciona-se
imediatamente com as criaturas viventes da visão de João (Ap 4.6-5.14). 4.5.
Serafins (Is 6.1-3)
A palavra serafins do hebraico “saraph” significa “ardentes”, “queimadores”,
“irradiantes da glória de Deus”, “brilhantes de Deus”, “incandescidos de Deus”.
Declaram a glória incomparável de Deus e a sua santidade suprema. O título
serafins fala de adoração incessante, do seu ministério de purificação e de sua
humildade. Eles aparecem apenas uma vez nas Escrituras sob esta designação
(Is 6.1-3). Sua atribuição tripla de adoração conforme registrada por Isaías foi
repetida por João (Ap 4.8) e sob o título de criaturas viventes. Alguns estudiosos
acreditam que os “seres viventes” (ou animais, Ap 4.6-9) são sinônimos de
serafins e querubins. Todavia, os querubins em Ezequiel parecem semelhantes, e
os “seres viventes” em Apocalipse são diferentes entre si.
Anjos eleitos
A referência, em 1Tm 5.21, aos “anjos eleitos”, descortina imediatamente um
campo interessante de pesquisa referente ao alcance que a doutrina da eleição
soberana deve ter na relação dos anjos para com o seu Criador. É preciso aceitar
que os anjos foram criados com um propósito e que no seu reino, assim como o
homem, os desígnios do Criador serão executados até o final. A queda de alguns
anjos foi tão antecipada por Deus quanto à queda do homem. Está também
implícito que os anjos passaram por um período de experiência.
Governadores
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Há indicações de que existam organizações entre os anjos bons. Em Cl 1.16,
Paulo fala de tronos, soberanias (domínios), principados e potestades (poderes) e
acrescenta que foram criados por intermédio dEle e para Ele. Isto parece incluir
que ele está se referindo aos anjos bons. Em Efésios 1.21, a referência parece
incluir tanto os anjos bons quanto maus. Nas outras passagens, essa terminologia
se refere definitivamente apenas aos anjos maus (Rm 8.38; Ef 6.13; Cl 2.15).
a) Tronos (thronoi) se referem a seres angélicos, cujo lugar é na presença
imediata de Deus. Esses anjos são investidos de poder real que exercem
sob Deus;
b) Domínios (gr. kuriotetes) parecem estar próximos dos thronoi em dignidade;
c) Principados (gr. archai) parecem se referir a governantes sobre povos e
nações distintos. Assim, Miguel é tido como príncipe de Israel (Dn 10.21;
12.1); assim lemos também a respeito do príncipe da Pérsia e do príncipe
da Grécia (Dn 10.20). Isto é, cada um é um príncipe em um destes
principados;
d) Poderes – potestades (gr. exousiai) são possivelmente autoridades
subordinadas, servindo sob uma das outras ordens. É verdade que não
podemos saber com certeza o significado real desses termos, mas esses
acima parecem ser uma explicação plausível. 4.8. Anjos especialmente
nomeados
Certos anjos só ficaram conhecidos pelo serviço que prestaram. Destes, temos
aqueles que serviram como anjos de juízo (Gn 19.13; 2Sm 24.16; 2Rs 19.35; Ez
9.1,5,7; Sl 78.49). Vejamos:
a) Vigilantes (Dn 4.13,23). Os “vigias” (aram. irin, correlato com o heb. ur,
“estar acordado”) são mencionados somente em Daniel 4.13,17,23. São os
“santos” que promoviam zelosamente os decretos soberanos de Deus, e
demonstravam o senhorio de Deus sobre Nabucodonosor.
b) Anjo do abismo (Ap 9.11). “Tinham sobre si rei o anjo do abismo, cujo nome
em hebraico é Abadom e em grego Apoliom” (Ap 9.11). Abadom (ou
Apoliom) é identificado, tal como sucede como muitíssimos outros
elementos do Apocalipse, de muitas formas variadas. A seguir damos os
principais pareceres sobre Abadom ou Apoliom: (a) É possível que o “anjo-
estrela” do primeiro versículo (Ap 9.1) esteja aqui em pauta, portanto ele é
quem tem o poder de abrir o abismo; (b) as interpretações “simbólicas” não
vêem aqui qualquer “ser” em particular, mas apenas a manifestação do
“princípio do mal” de várias formas;
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(c) tradicionalmente, Satanás é reputado o “rei do mundo inferior”, a
personificação do mal e daquilo que ele produz neste caso, a “destruição”.
Portanto, vários intérpretes supõem que Satanás está em foco neste passo
bíblico;
(d) há precedentes, entretanto, para supor-se que o “rei do hades e Satanás
são personalidades distintas”. Se o vidente João alude aqui a esse tipo de
tradição, então o “rei” (o “destruidor”) neste caso será um elevado poder
maligno, um arcanjo das trevas, por assim dizer, mas não o próprio
Satanás. Não obstante, poderíamos supor que esse poder maligno está
sujeito à autoridade do diabo. Dentre essas interpretações, a de número
quatro (d) é a mais provável.
Aquele que tem autoridade sobre o fogo
“E saiu do Altar outro anjo, que tinha poder sobre o fogo...”. Esse Anjo é aquele
que, cuja missão é conservar o fogo aceso no altar celeste (Ap 14.18).
O anjo das águas
“E ouvi o anjo das águas que dizia: Justo és tu, ó Senhor, que és, e que eras, e
santo és, porque julgaste estas coisas” (Ap 16.5). Essa idéia é extraída da noção
judaica helenista de que cada elemento da natureza é controlado pelos anjos.
Assim, teríamos os anjos dos quatro ventos, do calor, da geada, das águas, do
fogo, e assim, interminavelmente. O anjo que aparece neste versículo tem por
tarefa guardar os suprimentos de água do globo terrestre.
Anjos que controlam os ventos
“E, depois destas coisas, vi quatro anjos que estavam sobre os quatro cantos da
terra, retendo os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a
terra, nem sobre o mar, nem contra árvore alguma” (Ap 7.1). Os anjos que se
acham nos quatro cantos da terra conservam presos os quatro ventos. Não lhes é
permitido soprar e nem destruir. Em Dn 7.2,3, vemos os quatro ventos do céu
irrompendo sobre o mar, provocando destruições imensas. Deus está no comando
até do vento. “E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Cala-te,
aquieta-te. E o vento se aquietou, e houve grande bonança” (Mc 4.39).
Anjos guardiões
Das nações
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“E olhei e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e
dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões e milhares de
milhares” (Ap 5.11). A exemplo de Apocalipse Mateus 26.53, Hebreus
12.22, e Salmos 68.17 indicam que os anjos a serviço de Deus são muito
numerosos. Outras passagens indicam que eles observam os homens,
prestando serviços em prol de nações, comunidades e indivíduos (Hb 1.14;
Mt 18.10; Sl 9.1; Dn 10.13; 12.1; Js 5.14). Os trechos bíblicos que dão
apoio à doutrina dos anjos guardiões são Jó 33.23; Dn 10.13; Mt 18.10; Hb
1.14 e Ap 1.20. 4.12.2.
Crença judaica - Uma antiga doutrina judaica ensina que o anjo guardião
tem a semelhança ou aparência daquele a quem guarda, a que talvez seja
refletido em Atos 12.15. Essa idéia pode estar ligada à noção oriental do
eu-superior ou super-eu do indivíduo. Presumivelmente, a alma não é o
elemento superior do indivíduo, mas sim é um instrumento do eu-superior,
que é a verdadeira entidade. Esse super-eu é o homem em sua forma mais
elevada, um poderosíssimo ser espiritual. Nesse caso, o anjo guardião seria
o próprio homem, e a alma seria seu instrumento, tal como o corpo é o
instrumento da alma. Há muitos mistérios, e talvez o que aqui dizemos
perscrute um tanto esses mistérios, sem desvendá-los. Se esse conceito é
veraz, então o indivíduo é seu próprio anjo guardião, ou pelo menos,
poderia ser, embora esse anjo exista em uma outra dimensão de seu
próprio ser. Isso não negaria a existência de outros espíritos elevados, que
poderiam interessar-se em nossas vidas e aos quais poderíamos chamar
de “anjos”.
5 - SUAS ATRIBUIÇOES MINISTÉRIAS
No ministério de Jesus
Na eternidade passada (Sl 90.2), adoravam a Cristo
“E, quando outra vez introduz no mundo o Primogênito, diz: E todos os
anjos de Deus o adorem” (Hb 1.6). A expressão eternidade passada refere-
se à existência eterna de Deus, que não tem começo nem fim. Eternidade
(hb. olam) não significa em primeiro lugar que Deus transcende o tempo,
mas, sim, que é infindável no tempo (Gn 21.33; Jó 10.5; 36.26). As
Escrituras não ensinam que Deus existe num tipo de eterno tempo
presente, onde não há nem o passado nem o futuro. Os trechos das
Escrituras que declaram a eternidade de Deus fazem-no em termos de
continuidade, e não de intemporalidade, isto é, Deus conhece o passado
como passado, o presente como presente e o futuro como futuro.
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Anunciaram o seu nascimento
“Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe,
desposada com José, antes de se ajuntarem, rachou-se ter concebido do
Espírito Santo. Então, José, seu marido, como era justo se a não queria
infamar, intentou deixá-la secretamente. E, projetando ele isso, eis que, em
sonho, lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não
temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do
Espírito Santo. E ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de JESUS,
porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mt 1.18,19, 20,21); Ler
ainda Lc 1.26,28; 2.8,20. Um anjo do Senhor anuncia o nascimento de
Jesus, fato registrado tanto por Mateus quanto por Lucas, ambos
concordam em seus registros em declarar inequivocamente que Jesus
nasceu de uma mãe virgem, sem a intervenção de pai humano, e que Ele
foi concebido pelo Espírito Santo (Lc 1.34,35). A doutrina do nascimento
virginal de Jesus, de há muito vem sendo atacada pelos teólogos liberais. É
inegável, no entanto, que o profeta Isaías vaticinou a vinda de um menino,
nascido de uma virgem, que seria chamado Emanuel , um termo hebraico
que significa Deus conosco (Is 7.14). Essa predição foi feita 700 anos antes
do nascimento de Cristo. A palavra virgem é a tradução correta da palavra
grega parthenos, empregada na Setuaginta, em Is 7.14. A palavra hebraica
significando virgem (almah) , empregada por Isaías, designa uma virgem
em idade de casamento, e nunca é usada no Antigo Testamento para
qualquer outra condição da mulher, exceto a da virgindade (Gn 24.43; Is
7.14). Daí, Isaías, Mateus e Lucas afirmarem a virgindade da mãe de Jesus
(Is 7.14). É de toda importância o nascimento virginal de Jesus. Para que o
nosso Redentor pudesse expiar os nossos pecados e assim nos salvar, Ele
teria que ser numa só pessoa, tanto Deus como homem impecável (Hb
7.25,26). O nascimento virginal de Jesus satisfaz essas duas exigências.
(a) A única maneira de Ele nascer como homem era nascer de uma
mulher.
(b) A única maneira de Ele ser um homem impecável era ser
concebido pelo Espírito Santo (Hb 4.15).
(c) A única maneira de Ele ser deidade, era ter Deus como seu Pai.
A concepção de Jesus, portanto, não foi por meios naturais, mas
sobrenaturais, daí, o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de
Deus (Lc 1.35). Por isso, Jesus Cristo nos é revelado como uma só Pessoa
divina, com duas naturezas: divina e humana, mas impecável. Por ter vivido
como ser humano, Jesus se compadece das fraquezas do ser humano (Hb
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4.15,16). Como o divino Filho de Deus, Ele tem poder para libertar o ser
humano da escravidão do pecado e do poder de Satanás (At 26.18; Cl 2.15;
Hb 2.14; 4.14,15; 7.25). Como ser divino e também homem impecável, Ele
preenche os requisitos como sacrifício pelos pecados de cada um, e
também como sumo sacerdote, para interceder por todos os que por Ele
aproximam-se de Deus (Hb 2.9-18; 5.1-9; 7.24-28; 10.4-12). Eis a suprema
importância da intervenção angelical junto a José quando este intentava
deixar secretamente Maria (Mt 1.18,19).
Protegeram-No na Sua infância
“E, tendo-se eles retirado, eis que o anjo do Senhor apareceu a José em
sonhos, dizendo: Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e foge para o
Egito, e demora-te lá até que eu te diga, porque Herodes há de procurar o
menino para o matar. E, levantando-se ele, tomou o menino e sua mãe, de
noite, e foi para o Egito. E esteve lá até à morte de Herodes, para que se
cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz: Do Egito
chamei o meu Filho. ...Morto, porém, Herodes, eis que o anjo do Senhor
apareceu, num sonho, a José, no Egito, dizendo: Levanta-te, e toma o
menino e sua mãe, e vai para a terra de Israel, porque já estão mortos os
que procuravam a morte do menino. Então, ele se levantou, e tomou o
menino e sua mãe, e foi para a terra de Israel”. Esses dois avisos da parte
de Deus a José, por meio dos seus anjos, nos ensinam que Deus vela por
aqueles que Ele ama e Ele é quem melhor sabe frustrar os planos dos
ímpios e livrar seus fiéis das mãos dos que lhes querem fazer mal.
Acolheram depois da tentação no deserto
“E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome; E,
chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que
estas pedras se tornem em pães. Ele, porém, respondendo, disse: Está
escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da
boca de Deus” (Mt 4.2,3). “Então, o diabo o deixou; e, eis que chegaram os
anjos e o serviram” (Mt 4.11). Jesus jejuou 40 dias, e depois teve fome, e a
seguir foi tentado por Satanás a comer. Isto pode indicar que Cristo
absteve-se de alimento, mas não de água. Abster-se de água por 40 dias
requer um milagre. Uma vez que Cristo teve que enfrentar a tentação, como
representante do homem ele não poderia empregar nenhum outro meio
para vencê-la além do de um homem cheio do Espírito Santo (Êx 34.28;
1Rs 19.8; Mt 6.16). Por conseguinte, esperaria na providência do Pai, não
precisaria transformar pedras em pães para alimentar-se. A sua justa
obediência é recompensada pelo Pai ao ser servido pelos anjos (Mt 4.11).
Um dos aspectos principais da tentação de Jesus girou em torno do tipo de
Messias que Ele seria e como empregaria a sua unção da parte de Deus.
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Jesus foi tentado a utilizar sua unção e posição para servir a seus próprios
interesses, obter glória e poder sobre as nações, ao invés de aceitar a cruz
e o caminho do sofrimento, e ajustar-se à expectativa popular de um
Messias sensacional. 5.1.5. Consolaram-no em sua luta espiritual no
Getsêmani Em oração no Getsêmani Jesus diz: “...Meu pai, se possível,
passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu
queres” (Mt 26.39b). “E apareceu-lhe um anjo do céu, que o confortava” (Lc
22.43). Sua oração, no que diz respeito ao afastamento do cálice não foi
atendida, contudo, foi ouvida, pois o Pai o fortaleceu mediante um anjo do
céu, que o confortava. 5.1.6. Acompanharam toda sua vida ministerial
Jesus falou de anjos que subiam e desciam sobre Ele (Jo 1.51); disse poder
contar com mais de 12 legiões de anjos em prol de sua defesa (Mt 26.53).
“E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Aquele que se
manifestou em carne foi justificado em espírito, visto dos anjos, pregado
aos gentios, crido no mundo e recebido acima, na glória” (1Tm 3.16).
Observaram-no na Sua ressurreição
A ressurreição de Jesus Cristo (Mt 28.2-5; Lc 24.23; Jo 20.12; Mt 28.6) é
uma das verdades essenciais do evangelho (1Co 15.1-8). Qual a
importância da ressurreição de Cristo para os que nEle crêem? Ela
comprova que Ele é o Filho de Deus (Jo 10.17,18; Rm 1.4). Garante a
eficácia da sua morte redentora (Rm 6.4; 1Co 15.17). Confirma a verdade
das Escrituras (Sl 16.10; Lc 24.44-47; At 2.31). É prova do juízo futuro dos
ímpios (At 17.30,31). É o fundamento pelo qual Cristo concede o Espírito
Santo e a vida espiritual ao seu povo (Jo 20.22; Rm 5.10; 1Co 15.45), e a
base do seu ministério celestial de intercessão pelo crente (Hb 7.23-28).
Garante ao crente a sua futura herança celestial (1Pe 1.3,4) e sua
ressurreição ou transformação quando o Senhor vier (Jo 14.3; 1Ts 4.14ss).
Ela põe à disposição do crente, na sua vida diária, a presença de Cristo e o
seu poder sobre o pecado (Gl 2.20; Ef 1.18-20; Rm 5.10).
A ressurreição de Cristo está bem comprovada historicamente. Depois de
ressurgir, Cristo permaneceu na terra por quarenta dias, aparecendo e
falando com os apóstolos e muitos outros seus seguidores. Suas aparições
depois da ressurreição são as seguintes: a Maria Madalena (Jo 20.11-18);
às mulheres que voltavam do sepulcro (Mt 28.9,10); a Pedro (Lc 24.34); aos
dois que iam a caminho de Emaús (Lc 24.13-32); a todos os discípulos,
exceto Tomé e outros com eles (Lc 24.36-43); a todos os discípulos num
domingo à noite, uma semana depois (Jo 20.26-31); a sete discípulos junto
ao mar da Galiléia (Jo 21.1-25); a 500 crentes na Galiléia 1Co 15.6); a
Tiago (1Co 15.7); aos discípulos que receberam a Grande Comissão (Mt
28.16-20); aos apóstolos, no momento da sua ascensão (At 1.3-11); e ao
apóstolo Paulo (1Co 15.8).
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E nesta ocasião tão solene, de elevada significância, anjos do Senhor se
fazem presentes, testemunhando, confortando e dando orientações às
visitantes do túmulo vazio: “E eis que houvera um grande terremoto, porque
um anjo do Senhor, descendo do céu, chegou, removendo a pedra, e
sentou-se sobre ela. E o seu aspecto era como um relâmpago, e a sua
veste branca como a neve. E os guardas, com medo dele, ficaram muito
assombrados e como mortos. Mas o anjo, respondendo, disse às mulheres:
Não tenhais medo; pois eu sei que buscai a Jesus, que foi crucificado. Ele
não está aqui, porque já ressuscitou, como tinha dito. Vinde e vede o lugar
onde o Senhor jazia. Ide, pois, imediatamente, e dizei aos seus discípulos
que já ressuscitou dos mortos. E eis que ele vai adiante de vós para a
Galiléia; ali o vereis. Eis que eu vo-lo tenho dito” (Mt 28.2-7).
Na sua ascensão acompanharam
“E levou-os fora, até Betânia; e, levantando as mãos, os abençoou. E
aconteceu que, abençoando-os ele, se apartou deles e foi elevado ao céu.
E, adorando-o eles, tornaram com grande júbilo para Jerusalém” (Lc 24.50-
52). “E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma
nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. E, estando com os olhos fitos
no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois varões
vestidos de branco, os quais lhes disseram: Varões galileus, por que estais
olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no
céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir” (At 1.9,10,11).
Eles o acompanharão na Sua segunda vinda
“E a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar
Senhor Jesus desde o céu, com os anjos do seu poder, como labareda de
fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não
obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo” (2Ts 1.7).
Observamos que embora Deus vá retribuir aos ímpios (2Ts 1.6) no começo
da grande tribulação (Ap 6), a retribuição completa (2Ts.6-9) ocorrerá
somente no fim da presente era, quando o “Senhor Jesus se manifestar
desde o céu, com os anjos do seu poder”, para julgar os ímpios (2Ts 7-10;
Ap 19.11-21). Ler ainda: Mt 24.31; 25.31; Mc 8.38; 13.27; Lc 9.26.
São ministradores a favor dos santos
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Entre as múltiplas funções exercidas pelos anjos, destaca-se de maneira especial
e particular aquela que diz respeito à orientação e ministração do bem ao Povo de
Deus.
Nem sempre podemos ter consciência da presença dos anjos, ainda que eles
estejam ao nosso redor. Nem sempre podemos predizer como eles aparecerão.
Diz-se, todavia, que os anjos são nossos vizinhos bem chegados. Com freqüência
podem ser nossos companheiros nas circunstâncias mais diversas, sem, contudo
nos apercebermos de sua presença. Pouco é o que sabemos acerca da sua
constante assistência. A Bíblia nos garante, entretanto, que um dia as “escamas”
serão retiradas dos nossos olhos, para que possamos ver e reconhecer em toda a
plenitude as coisas que desconhecemos, inclusive a atenção que os anjos nos
dedicam.
Muitas experiências do Povo de Deus, tanto nos dias do Antigo Testamento como
do Novo, bem como nos dias pós-apostólicos indicam que os anjos nos têm
auxiliado. Há pessoas que poderão não ter sabido que estavam sendo ajudadas,
porém a visita era real.
Existem nos nossos dias muitos clássicos da literatura evangélica que tratam da
forma como muitos crentes nos tempos modernos, nas circunstâncias mais
diversas, foram confortados por anjos de Deus. Portanto, podemos contar com o
auxílio dos anjos, hoje.
Aplicadores dos juízos de Deus
Deus, por seu ilimitado poder, detém consigo elementos não só de edificação,
mas também de destruição. Nos domínios da natureza, em particular, Ele tem
usado o vento, a água, e o fogo, como elementos de manifestação da sua ira.
Porém, no campo espiritual, Ele usa seus anjos, principalmente quando a ação
visa à defesa do Seu Povo e o abatimento dos “poderosos” da Terra.
Os anjos são responsabilizados pela morte dos primogênitos do Egito, pela
destruição de Sodoma e Gomorra, pela destruição do exército assírio nos dias de
Ezequias, pela ameaça de iminente destruição da cidade de Jerusalém nos dias
de Davi, pela punição de Herodes Agripa, por contender com o Diabo por causa
do corpo de Moisés.
Na Bíblia, parece que nenhum outro texto fala de forma tão conclusiva da ação
heróica dos santos anjos na execução das guerras e dos juízos de Deus, como o
SI 104.4, que diz: “... fazes a teus anjos ventos e a teus ministros, labaredas de
fogo...”.
Comunicadores das Boas-Novas
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As Escrituras estão cheias de grandes eventos no cumprimento dos quais os
anjos de Deus desempenharam papel decisivo, como comunicadores de boas-
novas e da misericórdia divina. Particularmente no Antigo Testamento, eles
anunciaram o nascimento de lsaque e de Sansão. Já no Novo Testamento, eles
anunciaram o nascimento de João Batista; o nascimento, ressurreição e volta de
Jesus Cristo.
Como vemos, Deus usou os seus anjos para anunciar o nascimento do maior
personagem do Novo Testamento, bem como do seu precursor, a ressurreição e a
volta triunfal de Cristo. Certamente que Deus pode usar ainda hoje os seus anjos
como comunicadores da sua vontade, e nada poderá impedi-lo de fazer, desde
que isto contribua para a Sua Glória. Porém, ao crente de hoje é conferida a maior
responsabilidade do que aos anjos, referente à comunicação das Boas-Novas do
Reino de Deus.
Como espectadores da obra de Deus
Em quatro exemplos lemos que os anjos foram espectadores. Em Lc 15.10 eles
observaram a alegria do Senhor por um pecador que se arrepende. Não é a
alegria dos anjos, como se supõe freqüentemente (Jd 24). Em Lc 12.8-9, Cristo
disse: “...digo vos ainda: Todo aquele que me confessar diante dos homens,
também o Filho do homem o confessará diante dos anjos de Deus, mas o que me
negar diante dos homens, será negado diante dos anjos de Deus...”. Assim,
também, toda a vida terrena de Cristo foi “contemplada por anjos” (1Tm 3.16). Em
Ap 14.10-11, os anjos observam o infortúnio eterno daqueles que “adoram a besta
e a sua imagem”. Por outro lado, a Igreja, segundo predição, julgará os anjos (1Co
6.3), apesar de que, atualmente, esteja tão pouco preparada até mesmo para
julgar as coisas da Terra.
Executores de juízos divinos
Foram portadores de mensagens de Deus (Zc 1.14-17); trouxeram respostas às
orações (Dn 9.21-23; At 10.4); serviram em prol do povo de Deus (Dn 3.25; 6.22);
protegeram os santos que tementes a Deus que se afastaram do mal (Sl 34.7;
91.11; Dn 6.22; At 12.7-10); castigaram os inimigos de Deus (2Rs 19.35). 5.7.
Desempenharam uma elevada missão ao revelarem a lei de Deus a Moisés (At
7.38; Gl 3.19; Hb 2.2).
“...Vós que recebestes a lei por ordenação dos anjos e não a guardastes” (At
7.53). Veja o contexto de GI 3.19: “...a lei..., foi posta pelos anjos na mão de um
medianeiro”. Moisés falava, e Deus respondia em alta voz. Agora com a presença
de Deus na montanha, tudo mudou de aspecto. A montanha inteira pareceu pulsar
de vida. O terror se apoderou do povo embaixo. A terra pareceu abalada por meio
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obscuro. Quando Deus veio ao topo da montanha, estava acompanhado de
milhares de anjos (SI 68.8-17). Moisés, testemunha silenciosa e solitária deveria
ter sido dominado por uma grande visão, ainda que não fosse a totalidade das
forças de Deus. Abala a imaginação pensar que espécie de manchete teria
ocorrido ali. “E tão terrível era a visão que Moisés disse: Estou todo assombrado,
e tremendo” (Hb 12.21a). Observa-se que a aparição de Deus cercada de seres
angélicos foi imensamente gloriosa. Ele resplandeceu como o sol quando ganha
força no firmamento. Mesmo Seir e Parã, duas montanhas a alguma distância,
foram iluminadas pela Glória Divina que apareceu no monte Sinai, refletindo
alguns de seus raios; tão brilhante foi a aparição de Deus e Seus ministros e tanto
empenho de relatar as maravilhas da providência divina, que até “...raios
brilhantes saíam da sua mão...” (SI 18.7,8; Hb 3.3). Além desta aparição de anjos
ao lado do seu Criador, o ministério angelical é proeminentemente desenvolvido
no Antigo Testamento. H. Halley observa que os anjos estão presentes em quase
todos os acontecimentos tanto do Antigo como do Novo Testamento. Eles afloram
por toda a Bíblia!
Executam sem questionar qualquer comando de Deus
Sob as ordens de Deus um anjo feriu a 70 mil escolhidos de Israel no tempo de
Davi. “Então, enviou o SENHOR a peste a Israel, desde pela manhã até ao tempo
determinado; e, desde Dã até Berseba, morreram setenta mil homens do povo.
Estendendo, pois, mo Anjo a sua mão sobre Jerusalém, para a destruir, o
SENHOR se arrependeu daquele mal; e disse ao Anjo que fazia a destruição entre
o povo: Basta, agora retira a tua mão. E o Anjo do SENHOR estava junto à eira de
Araúna, o jebuseu. E, vendo Davi ao Anjo que feria o povo, falou ao SENHOR e
disse: Eis que eu sou o que pequei e eu o que iniquamente procedi; porém estas
ovelhas que fizeram? Seja, pois, a tua mão contra mim e contra a casa de meu
pai” (2Sm 24.15-17).
Prestam socorro sob o comando divino
Obedecendo a Deus um anjo acudiu Elias quando fugia da fúria de Jezabel. “E
deitou-se e dormiu debaixo de um zimbro; e eis que, então, um anjo o tocou e lhe
disse: Levanta-te e come. E olhou, e eis que à sua cabeceira estava um pão
cozido sobre as brasas e uma botija de água; e comeu, e bebeu, e tornou a deitar-
se. E o anjo do SENHOR tornou segunda vez, e o tocou, e disse: Levanta-te e
come, porque mui comprido te será o caminho. Levantou-se, pois, e comeu, e
bebeu, e, com a força daquela comida, caminhou quarenta dias de quarenta noites
até Horebe, o monte de Deus” (1Rs 19.5-8); Deus cuidou do desalentado Elias de
modo compassivo e amorável (Hb 4.14,15). Permitiu que Elias dormisse;
fortaleceu-o com alimentos; propiciou-lhe uma revelação inspiradora do seu poder
e presença; concedeu-lhe nova revelação e orientação; deu-lhe um companheiro
fiel e fraterno. Noutras palavras, quando o filho de Deus enfrenta o desânimo, no
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desempenho que Deus lhe confiou, ele pode suplicar a Deus, em nome de Cristo,
que lhe dê força, graça e coragem, e os capacite diante de tais situações (Hb 2.18;
3.6; 7.25).
Estão sempre prontos para agir
Por divina revelação Eliseu, certa manhã, viu-se cercado de anjos invisíveis aos
olhos de seu criado e visíveis aos seus. “Então, enviou para lá cavalos, e carros, e
um grande exército, os quais vieram de noite e cercaram a cidade. E o moço do
homem de Deus se levantou mui cedo e saiu, e eis que um exército tinha cercado
a cidade com cavalos e carros; então, o seu moço lhe disse: Ai! Meu senhor! Que
faremos? E ele disse: Não temas; porque mais são os que estão conosco do que
os que estão com eles. E orou Eliseu e disse: SENHOR, peço-te que lhe abras os
olhos, para que veja. E o SENHOR abriu os olhos do moço, e viu; e eis que o
monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu” (2Rs 6.14-
17). Existe um mundo espiritual invisível, que consiste nas hostes de anjos
ministradores, que estão ativos na vida do povo de Deus (Gn 32.1,2; Sl 91.11;
34.7; Is 63.9). Desse ocorrido podemos assimilar vários princípios: Não somente
Deus está a favor do seu povo (Rm 8.31), como também exércitos dos seus anjos
estão disponíveis, prontos para defender o crente e o reino de Deus (Sl 34.7). Por
conseguinte todos os que crêem na Bíblia devem orar continuamente para Deus
livrá-los da cegueira espiritual e abrir os olhos dos seus corações para verem mais
claramente a realidade espiritual do reino de Deus (Lc 24.31; Ef 1.18-21) e suas
hostes celestiais (Hb 1.14). Os espíritos ministradores de Deus não estão
distantes, mas, sim, bem perto (Gn 32.1,2), observando os atos e a fé dos filhos
de Deus e agindo em favor deles (At 7.55-60; 1Co 4.9; Ef 3.10; 1Tm 5.21).
Sabemos que a verdadeira batalha no reino de Deus não é contra a carne e o
sangue. É uma batalha espiritual “contra as potestades, contra os príncipes das
trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares
celestiais” (Ef 6.12; Ap 12.7-9; Ef 6.11). Concluímos que há um relacionamento de
causa e efeito nas batalhas espirituais; o resultado das batalhas espirituais é
determinado parcialmente pela fé e oração dos santos (Ef 6.18,19; Mt 9.38).
Atuam em situações adversas
Durante o cativeiro babilônico, um anjo livrou o profeta Daniel da cova dos leões.
“O meu Deus enviou o seu anjo e fechou a boca dos leões, para que não me
fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele; e também contra
ti, ó rei, não tenho cometido delito algum” (Dn 6.22). A cova dos leões era
subterrânea, tendo uma abertura na parte superior. Uma pedra grande cobria a
abertura, e o selo do rei significava que a cova não podia ser aberta sem a sua
autorização. Daniel, por ser íntegro e ter um “espírito excelente”, era admirado
pelo rei, que também honrava o seu Deus. Por isso, quando o rei cumpriu à risca o
seu decreto, manifestou a esperança de que Deus livraria Daniel. Possivelmente
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ele ouvira falar do livramento que Deus concedera aos três amigos de Daniel, no
caso da fornalha de fogo ardente (Dn 3.6,23-29). O rei procurou encorajar Daniel a
crer no seu Deus, mas sua atitude na manhã seguinte não demonstrava confiança
de que Daniel estivesse vivo. Mas o anjo de Deus fechou a boca dos leões diante
do profeta fiel, e este estava são e salvo. Este livramento levou Dario a dar
testemunho do poder do Deus que é maior do que o poder dos leões. Note-se
também que o significado do nome de Daniel, “Deus é meu juiz”, cumpriu-se na
própria experiência do profeta. Ele foi vindicado pelo Senhor, e considerado justo
por sua decisão de não se contaminar, para manter a pureza da lei de Deus e por
sua fidelidade na oração.
Auxiliam os filhos de Deus na produção de textos
Um anjo ajudou a Zacarias na redação de seu livro (Zc 1.9; 2.3 e 4.5). Durante
todo o período da Antiga Aliança os anjos estiveram presentes na vida de muitos
personagens da Bíblia. Podemos fazer outras citações, tais como; 1Rs 13.18; Jó
4.15,16; SI 34.7; Zc 3.3 etc. Ora, estas aparições ou intervenções angélicas na
vida destas pessoas, são apenas manifestações tópicas, pois em outras ocasiões
os anjos estiveram presentes, porém invisíveis aos olhos humanos.
Estão presentes não dificuldades dos que prestam serviço a Deus
A Igreja Primitiva teve seu princípio de formação auxiliada e protegida por estes
seres celestiais. Vejamos: dois anjos foram testemunhas da ascensão de Cristo
(At 1.10,11); um anjo abriu as portas da prisão e soltou os apóstolos Pedro e João
(At 5.19); um anjo encaminhou Filipe, o Evangelista, ao eunuco etíope (At 8.28);
um anjo soltou Pedro da prisão (At 12.7-9); um anjo orientou o Centurião Cornélio,
a chamar a Pedro (At 10.3); um anjo feriu Herodes e ele morreu comido de bichos
(At 12.23); um anjo esteve com Paulo indo à Roma (At 27.23).
No final da presente era atuarão grandemente
Os anjos no livro do Apocalipse são proeminentes. Por exemplo, um anjo dirigiu a
redação do livro para João (Ap 11.1; 22.6,16). Cerca de 71 vezes, os anjos são
nele mencionados com missão especial. Não é imaginação, mas realidade, que os
anjos são nossos conservos de mil maneiras. Nenhuma verdade está mais
estabelecida pelas Escrituras do que a declaração de Hb 1.14, que diz “serem
estes seres enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação”.
Deus mandará um anjo para completar a pregação do “Evangelho do Reino”. Na
passagem de Apocalipse 14.6, está pintado literalmente a missão deste
mensageiro. “... e vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o Evangelho Eterno,
para proclamar aos que habitam sobre a Terra, e a toda a nação, tribo, e língua, e
povo”. Duas pregações deste Evangelho são mencionadas nas Escrituras, uma
passada, começando com o ministério de João Batista e terminando com a
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rejeição do seu Rei pelos judeus. A outra ainda é futura (Mt 24.14), durante a
Grande Tribulação, e imediatamente antes da vinda em Glória de Cristo. Isso será
feito pelo anjo do presente texto. Este Evangelho será pregado logo no fim da
Grande Tribulação e imediatamente como já dissemosacima, antes do julgamento
das nações viventes (Mt 25.31-46). Estas “Boas-Novas” são universais e
abrangem “toda a criatura”.
Na cura divina
Uma outra cooperação angelical no que diz respeito à pessoa humana, prende-se
ao fato de cura divina. Embora um pouco escasso, a passagem de João 5.4 ilustra
o significado do pensamento. Ali vemos um anjo de Deus trazendo cura para os
enfermos, “descia em certo tempo, ao tanque, e agitava a água; e o primeiro que
ali descia, depois do movimento da água, sarava de qualquer enfermidade que
tivesse”. Em muitas outras passagens tanto do Antigo como do Novo Testamento,
observamos os anjos cooperando com Deus e os homens no plano da redenção
(Êx 23.20,23; Jó 33.23; Dn 9.24-27; Hb 1.14; 1Pe 1.12).
No conforto e consolação
Esta cooperação angelical prende-se ao ministério da “consolação” e do
“conforto”. Sua presença pode tranqüilizar e confortar em tempos de crise
argumenta Billy Graham (Anjos, os agentes secretos de Deus), Daniel também
afirma isto no capítulo 10.19 do seu livro. Veja! “... e, falando ele (o anjo) comigo,
esforcei-me, e disse: Fala, meu senhor, porque me confortaste...”. Nosso amado
Salvador, apesar de ser Senhor dos anjos, foi também certa vez confortado por
um deles. “...e apareceu-lhe um anjo (Gabriel?) do Céu, que o confortava...” (Lc
22.43; Hb 5.7). O profeta Zacarias teve também similar experiência quando Deus
pôs na boca do anjo intérprete “palavras consoladoras”, as quais foram
transmitidas para o profeta (Zc 1.13b). Outras passagens similares, tanto do
Antigo como do Novo Testamento, poderiam ser aqui anotadas, mas somente
catalogamos estas para expressar o significado do pensamento.
6 - SATANOLOGIA
Introdução
Em tempos remotos, houve rebelião entre os seres espirituais, nos lugares elevados (Jó
4.18; Mt 25.41; 2Pe 2.4). O mais elevado dos anjos “querubim ungido”, encabeçou essa
rebelião. Por certo há muitas ordens de seres angelicais, algumas dotadas de grande
poder, e outras de poder inferior aos homens, algumas elementares, talvez similares aos
animais irracionais, e outras com inteligência ainda inferior aos irracionais.
O Fato de sua Queda
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Tudo nos leva a crer que os anjos foram criados em estado de perfeição. Quando
nos referimos ao relato da criação em Gn 1, lemos sete vezes que o que Deus
havia feito era bom. No último versículo desse capítulo, lemos “viu Deus tudo
quanto fizera, e eis que era muito bom”. Isso certamente inclui a perfeição dos
anjos em santidade quando originalmente criados. Não poucos teólogos acham
que Ez 28.15 se refere a Satanás. Assim sendo, então ele é definitivamente
mostrado como tendo sido criado perfeito. Todavia, diversas passagens mostram
alguns dos anjos como maus (Sl 78.49; Mt 25.41; Ap 9.11; 12.7-9), isto se deve ao
fato de terem deixado seu próprio principado e habitação apropriada (Jd 6) e
pecado (2Pe 2.4). Não há dúvida que Lúcifer tenha sido o chefe da apostasia. Is
14.12 se refere a ele como sendo a Estrela da Manhã e Filho da Alva, e lamenta a
sua queda. Ez 28.15-17 semelhantemente descreve sua queda. Não pode haver
dúvidas, portanto, de que houve realmente uma queda para alguns dos anjos.
A Época da sua Queda
A Escritura silencia quanto a este ponto; mas deixa claro que a queda dos anjos
se deu antes da do homem, já que Satanás entrou no Jardim sob a forma de
serpente e induziu Eva a pecar.
A Causa de sua Queda
Este é dos profundos mistérios da teologia. Mostramos acima que os anjos foram
criados perfeitos. Isto significa que toda a afeição de seus corações era dirigida
por Deus. A questão é: como pôde tal ser cair? Como pôde a primeira afeição
menos santa brotar em tal coração, e como pôde a vontade receber o primeiro
impulso para se afastar de Deus? Diversas soluções para o problema têm sido
propostas. Vamos ver algumas delas:
A primeira é a de que tudo que existe se deve a Deus. Os que crêem nesta
doutrina afirmam que, portanto, Ele deve ser o autor do pecado também.
Replicamos que se Deus for o autor do pecado e aí condenar a criatura por
cometer pecado, então não temos um universo moral.
A segunda é a crença de que o mal resulta da natureza do mundo. É assim que
crêem todos os sistemas pessimistas, do budismo até os nossos tempos. Arthur
Schopenhauer, filósofo alemão (1788-1860) afirmava que a existência do mundo
era o maior de todos os males e a fonte de todos os outros males. Eduard Von
Hartmann, filósofo alemão (1842-1905) chamou a criação de crime imperdoável.
Mas as Escrituras declaram repetidamente que tudo que Deus fez é bom; e
positivamente rejeitam a idéia de que a natureza é inerentemente má (Cl 2.20-22).
A terceira é a idéia de Georg W. Friedrich Hegel, filósofo alemão (1770-1831),
bem como da maioria dos evolucionistas, a saber: que o mal resulta da natureza
da criatura. Eles afirmam que o pecado é um estágio necessário no
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desenvolvimento do espírito. É simplesmente um progresso de baixíssimas
origens da existência, através do desenvolvimento evolucionário até os mais altos
pontos.
As Escrituras desconhecem um tal desenvolvimento evolucionário e vê o universo
e as criaturas como originalmente perfeitas. É bom lembrar que a criatura tinha
originalmente o que os teólogos latinos chamavam de “posse pecare et posse non
pecare”, isto é, a capacidade de pecar e a capacidade de não pecar. Ela foi
colocada na posição de poder fazer qualquer uma das duas coisas sem ser
constrangida a fazer uma ou outra coisa. Em outras palavras, sua vontade era
autônoma.
A quarta idéia, apoiada em bases bíblicas, é de que a queda do “querubim ungido”
resultou de sua própria escolha. Deus estabeleceu a sua soberana vontade para
ser obedecida e apreciada por seus anjos. Entretanto, a vontade divina não seria
obedecida por força, mas livremente. É por esse princípio bíblico que podemos
entender a causa da queda. A Escritura de Isaías 14 é tipológica. A profecia fala
do rei Nabucodonosor, um rei ilustrado à semelhança de Thobal, rei de Tiro. O que
precedeu a queda do “querubim” foi a sua ilusão e engano acerca do seu próprio
poder nas hostes angelicais. Imaginando-se superior a todos os demais anjos
criados, pretendeu tomar o lugar do Criador. Cinco afirmativas descritas em Isaías
14.13,14 revelam as pretensões do “querubim”.
A primeira afirmativa foi “eu subirei ao céu”. Uma tentativa de estar acima de toda
a criação e do próprio Deus. As expressões “eu subirei ao céu” , e “estavas no
Éden, jardim de Deus” devem ser analisadas a luz de “como caíste do céu”, a fim
de que o Éden, aqui em apreço, não seja confundido com o Éden terrestre.
Naqueles primórdios o jardim do Éden fora preparado com tanto magnificência
para o “querubim”, “o perfeito em formosura” que descarta a idéia de um Éden
mineral. O Éden magnífico e riquíssimo do “querubim” existiu antes do Éden de
Adão e Eva e com certeza, em outra dimensão e glória, tratava-se de um Éden
metafísico, espiritual. A pomposa descrição de Ezequiel, embora nos mostre haver
sido o Éden um reino mineral das pedras preciosas, isto se dar apenas a título de
conotação, ao passo que, segundo Gn 2.5-15, o Éden de Adão era de natureza
vegetal e mineral. Aquele era espiritual, criado para um ser espiritual, e este
material, físico, pois seria o habitat de nossos pais, não confundamos, portanto, os
Edens. A segunda, “acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono”. Quando
se refere às estrelas de Deus, ele estava falando dos demais anjos criados. A
terceira, “no monte da congregação me assentarei”. O monte da congregação
refere-se ao lugar do trono de Deus onde ele queria assentar-se. A quarta, “subirei
acima das mais altas nuvens”. Mais uma vez, ele revela sua intenção presunçosa
de superioridade. A quinta “serei semelhante ao Altíssimo”. Aqui estava a mais
grave das pretensões de Lúcifer. Ele queria colocar-se em posição unilateral em
relação ao Criador.
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Devemos, portanto, concluir que a queda dos anjos se deu devido a sua revolta
auto determinada contra Deus. Foi sua escolha, de si próprio e seus interesses em
lugar de escolherem a Deus e Seus interesses. Se indagarmos que motivo em
particular pode ter estado por trás dessa rebelião, parecemos obter diversas
respostas das Escrituras. Grande prosperidade e beleza parecem ser apontadas
como possíveis causas. O rei de Tiro simboliza Satanás em Ez 28.11-19; e diz-se
que ele caiu devido a essas coisas (1Tm 3.6). Ambição desmedida e o desejo de
ser mais que Deus parecem outra causa. O rei da Babilônia é acusado de ter essa
ambição, e ele também simboliza Satanás (Is 14.13,14). A queda de Lúcifer foi
inevitável e conseqüente. Sua avidez irrefreada de querer ser igual a Deus,
aguçou o interesse de grande número de anjos que resolveu acompanhá-lo. Por
esse ato pecaminoso contra o seu Criador, Lúcifer foi destituído de suas funções
celestiais e condenado a execração eterna. Mas ele continua como o instigador do
pecado no mundo (Rm 7.14).
O Resultado de sua Queda
As Escrituras registram diversos resultados decorrentes sua queda, entre eles
alistamos que:
a) Todos eles perderam sua santidade original e se tornaram corruptos em
natureza e conduta (Mt 10.1; Ef 6.11,12; Ap 12.9);
b) alguns deles foram lançados no inferno (tártaro) e estão acorrentados até o
dia do julgamento (2Pe 2.4);
c) outros permaneceram em liberdade e trabalham em definida oposição à obra
dos anjos bons (Ap 12.7-9; Dn 10.12,13,20,21; Jd 9);
d) pode também ter havido um efeito sobre a criação original em Gn 1;
e) eles serão, em um dia futuro, atirados para a terra (Ap 12.8,9) e, após seu
julgamento (1Co 6.3), no lago de fogo (Mt 25.41; 2Pe 2.4; Jd 6).
Outrossim, discordamos da idéia de que a redenção de Cristo tenha incluído os
anjos caídos, como querem alguns teólogos. O estado de condenação dos “anjos
caídos” é irreversível, assim como é imutável, a situação daqueles que partiram
para a eternidade sem Cristo (Ap 20.10). “E o diabo, que os enganava, foi lançado
no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite
serão atormentados para todo o sempre”. O poder de Satanás acabará então, pois
Deus o lançará no lago de fogo para todo o sempre (Is 14.9-17). Ali, ele não
reinará, sendo sempre atormentado, dia e noite, eternamente.
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Finalmente, seria bom que os que advogam salvação para o diabo e seus anjos,
observassem os textos bíblico, que alistamos na seqüência:
a) Anuncia “tribulação e angústia” (Rm 2.9).
b) “Pranto e ranger de dentes” (Mt 22.13; 25.30).
c) “Eterna perdição” (2Ts 1.9).
d) “Fornalha de fogo” (Mt 13.42,50).
e) Preconiza “cadeias da escuridão” (2Pe 2.4).
f) Do “tormento eterno” (Mt 25.46), de um “inferno” e de um “fogo que nunca se
apaga” (Mc 9.43).
g) De um “ardente lago de fogo e de enxofre” (Ap 19.20).
h) E onde “a fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm
repouso, nem de dia nem de noite” (Ap 14.11).
Os Anjos Maus
Eles estão divididos em duas classes distintas: os livres e os prisioneiros. Aqueles
que estão livres andam pelas regiões celestiais sob o governo de seu príncipe e
líder, Satanás, que é o único que recebe menção específica na Bíblia (Mt 12.24;
Mt 25.41). Esses espíritos malignos em liberdade, sob o comando de Satanás, de
quem são emissários e súditos (Mt 12.26), são tão numerosos que estão em todo
o lugar. Os anjos caídos que estão presos são aqueles que abandonaram sua
própria habitação, e tornaram-se tão depravados ou maus, que Deus os encerrou
no abismo (tártaro, Jd v.6; Ap 9.1,2,11).
Os Anjos que são Mantidos Aprisionados.
Tanto o apóstolo Pedro como Judas irmão de Tiago (2Pe 2.4; Jd v.6)
concordam ao se referirem aos mesmos anjos. Pedro diz que eles pecaram
e que Deus os precipitou no Tártaro, entregando-os ao abismo de trevas e
reservando-os para juízo. Judas apresenta seu pecado como sendo o de
haverem abandonado seu próprio principado e domicílio. Pode ser que
Judas estivesse pensando na passagem de Dt 32.8 da Septuaginta. Lá
afirma que Deus dividiu as nações “de acordo com o número dos anjos de
Deus”. Assume-se que Deus tenha nomeado um ou mais anjos para cada
uma das nações. O fato de que várias nações estão assim sob um ou outro
desses príncipes “angélicos” é evidenciado por Daniel (10.13,20; 11.1;
12.1). Deixar seu próprio principado poderia assim significar infidelidade no
cumprimento de seus deveres; mais provavelmente significa que eles
tentaram obter um principado mais cobiçado. Como castigo do seu pecado,
Deus os precipitou no Tártaro. É só aqui que esta palavra aparece no Novo
Testamento. Para Homero poeta grego, autor dos épicos Ilíada e Odisséia
(séc. IX a.C.), o Tártaro é um lugar sombrio abaixo do Hades. Se os
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homens maus descem ao Hades, não parece improvável que Tártaro, o
lugar onde os anjos maus estão confinados seja ainda mais abaixo. Seu
castigo consiste de estarem confinados em abismos de trevas e estarem
presos por algemas eternas, reservados para o juízo do grande dia. As
algemas são “eternas” (gr. aidiois), no sentido de que nunca se desgastam.
Serão usadas, entretanto, apenas até o dia do juízo, ocasião em que serão
lançados no lago do fogo.
Os Anjos Maus que estão em Liberdade.
Estes são normalmente mencionados em conexão com Satanás, seu líder
(Mt 25.41; Ap 12.7-9). Mas, Sl 78.49; Rm 8.38; 1Co 6.3; Ap 9.14 referem-se
a eles separadamente. Estão, é claro, incluído em “todo principado e
potestade, e poder, e domínio” (Ef 1.21), e são mencionados
especificamente em Ef 6.12 e Cl 2.15. Sua principal ocupação é a de apoiar
seu líder Satanás na luta dele contra os anjos bons e o povo e a causa de
Deus.
Satanás
Satanás (gr. Satã, que significa adversário), foi antes um elevado anjo, criado
perfeito e bom. Foi designado como ministro junto ao trono de Deus, porém num
certo tempo, antes de o mundo existir, rebelou-se e tornou-se o principal
adversário de Deus e dos homens (Ez 28.12-15). Satanás na sua rebelião contra
Deus arrastou consigo uma grande multidão de anjos inferiores (Ap 12.4). Satanás
e muitos desses anjos inferiores decaídos foram banidos para a terra e sua
atmosfera circundante, onde operam limitados segundo a vontade permissiva de
Deus.
Satanás, também chamado “a serpente”, provocou a queda da raça humana (Gn
3.1-6). Nesse episódio, a serpente levantou-se contra Deus através da sua
criação. Declarou que aquilo que Deus dissera a Adão não era a verdade, por fim,
ela foi a causa de Deus amaldiçoar a criação, inclusive a raça humana que ele
fizera à sua imagem. A serpente é posteriormente identificada com Satanás ou o
Diabo (Ap 12.9; 20.2). Certamente Satanás controlou a serpente e usou-a como
instrumento para efetuar a tentação (2Co 11.3,14).
Todo o Mundo está no Maligno.
Nunca compreenderemos adequadamente o Novo Testamento a não ser que
reconheçamos o fato subjacente nele de que Satanás é o deus deste mundo. Ele
é o maligno, e o seu poder controla o presente século mau (Lc 13.16; 2Co 4.4; Gl
1.4; Ef 6.12).
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As Escrituras não ensinam que Deus hoje controla diretamente este mundo ímpio,
cheio de gente pecaminosa, de maldade, de crueldade, de injustiça, de impiedade
etc. Deus não deseja, nem causa, de nenhuma maneira, todo o sofrimento que há
no mundo; nem tudo quanto aqui ocorre procede da sua perfeita vontade. A Bíblia
indica que atualmente o mundo não está sob o domínio de Deus, mas em rebelião
contra seu governo e sob o domínio de Satanás. Por causa dessa condição, Cristo
veio a morrer (Jo 3.16) e reconciliar o mundo com Deus (2Co 5.18,19). Nunca
devemos afirmar que “Deus está no controle de tudo”, a fim de esquivar-nos da
responsabilidade de lutar seriamente contra o pecado, a iniqüidade ou a mornidão
espiritual.
Há, no entanto, um sentido em que Deus está no controle do mundo ímpio. Deus é
soberano e, portanto, todas as coisas acontecem de acordo com sua vontade
permissiva e controle ou, às vezes, através da sua ação direta, de conformidade
com o seu propósito e sabedoria. Mesmo assim, na presente era da história, Deus
tem limitado seu supremo poder e domínio sobre o mundo. Esta limitação é
apenas temporária, porque no tempo determinado pela sua sabedoria, Ele
destruirá toda a iniqüidade e o próprio Satanás (Ap 19.20).
Somente então é que “os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu
Cristo, e ele reinará para todo o sempre” (Ap 11.15).
O império do mal sobre o qual Satanás reina é altamente organizado e exerce
autoridade sobre regiões do mundo inferior, os anjos caídos (Ap 12.7), os homens
perdidos (Jo 12.31; Ef 2.2) e o mundo em geral (Lc 4.5,6; 2Co 4.4). Satanás não é
onipresente, onipotente, nem onisciente; por isso a maior parte da sua atividade é
delegada a seus inumeráveis demônios (Ap 16.13,14).
Jesus veio à terra a fim de destruir as obras de Satanás (1Jo 3.8), de estabelecer
o reino de Deus e de livrar o homem do domínio de Satanás (1Jo 3.8), Lc 4.19;
13.16; At 26.18). Cristo, pela sua morte e ressurreição, derrotou Satanás e ganhou
a vitória final de Deus sobre ele (Hb 2.14).
No fim da presente era, Satanás será confinado ao abismo durante mil anos (Ap
20.1-3). Depois disso será solto, após o que fará uma derradeira tentativa de
derrotar Deus, seguindo-se sua ruína final, que será o seu lançamento no lago do
fogo (Ap 20.7-10).
Satanás atualmente guerreia contra Deus e seu povo (Ef 6.11-18), procurando
desviar os fiéis da sua lealdade a Cristo (2Co 11.3) e fazê-los pecar e viver
segundo o sistema do mundo (1Tm 5.15). O cristão deve sempre orar por
livramento do poder de Satanás, para manter-se alerta contra seus ardis e
tentações (Ef 6.11), e resistir-lhe no combate espiritual, permanecendo firme na fé
(Ef 6.10-18).
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A Personalidade de Satanás
O substantivo personalidade vem do grego idiótens etos, que significa propriedade
particular, caráter próprio. Pessoa na língua grega é um substantivo feminino
referente a um homem ou uma mulher - antropos, substantivo masculino -, e no
termo gramático e teológico prósopon, que significa face, figura, gesto, olhar,
aspecto, máscara, papel, personagem. Personalidade significa forma de vida
caracterizada por uma existência alto consciente que possui intelecto, emoções e
vontade. É, portanto, o caráter essencial e exclusivo de uma pessoa; aquilo que a
distingue de outra. Na psicologia é a individualidade consciente.
O exposto supra justifica-se pelo fato de que atualmente existe uma forte
tendência, entre os professores modernistas, em eliminar a personalidade de
Satanás. Falam a respeito do que era antigamente chamado de “diabo” como
sendo simplesmente o “mal”. As Escrituras exprimem com freqüência
relativamente a personalidade de Satanás. Assim sendo, pronomes pessoais são
usados para se referir a ele (Jó 1.8,12; 2.2,3,6; Zc 3.2; Mt 4.10; Jo 8.44); atributos
pessoais lhe são consignados (Is 14.13,14 – vontade, Jó 1.9,10 – conhecimento);
e atos pessoais são desempenhados por ele (Jó 1.9-11; Mt 4.1-11; Ap 12.7-10).
Conseqüentemente, é bom que saibamos que Satanás não é um símbolo
mitológico do mal. É um ser vivo, real, inteligente. Não podemos esquecer que seu
nome verdadeiro é Lúcifer (heb. hekb), portador de luz. Ele foi dotado de livre
arbítrio, perfeito quanto as suas ações. Toda a sua personalidade e caráter eram
perfeitos como a luz é perfeita na sua própria essência; ele não é a luz, Deus é
luz, mas na permissão divina ele refletia, ele estava sempre participando da glória
e da luz divina.
O Estado Original de Satanás
No livro do profeta Ezequiel 28.1-2 um governador é apresentado como o príncipe
de Tiro. Ele é descrito como um homem que se tornou tão frívolo quanto as suas
riquezas e inteligência, a ponto de reivindicar ser igual a Deus. “Veio a mim a
palavra do Senhor, dizendo: Filho do homem, levantalamentações contra o rei de
Tiro, e diz-lhe: Assim diz o Senhor Deus: Tu és o sinete da perfeição, cheio de
sabedoria e formosura. Estavas no Éden, jardim de Deus, de todas as pedras
preciosas te cobrias: o sárdio, o topázio, o diamante, o berilo, o ônix, o jaspe, a
safira, o carbúnculo e a esmeralda; de ouro se te fizeram os engastes e os
ornamentos; no dia em que foste criado foram eles preparados. Tu eras querubim
da guarda, ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no
brilho das pedras andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que
foste criado, até que se achou iniqüidade em ti” (Ez 28.11-15).
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No texto supra encontramos Deus lamentando por essa pessoa; ele – sinete da
perfeição, cheio de sabedoria e formosura, querubim da guarda, ungido etc. Era,
por conseguinte, o mais perfeito, o mais belo, e mais sábio de toda a criação de
Deus!
Estaremos em condições de entender quão perfeito é o perfeito? Ele é chamado
de “querubim da guarda, ungido”. Querubim é um ser angélico de elevada
categoria associado com a presença santa de Deus e sua glória. Ele é chamado
“o ungido”, o que indica favor supremo de Deus. “Ungido” é a mesma palavra que
se usa falando do Messias, rei ungido de Deus. Esta pessoa era o governador e
líder dos seres angélicos e evidentemente os guiava em seu louvor a Deus e
júbilo. A palavra hebraica traduzida “da guarda” em Ezequiel 28.14 e 16 significa
literalmente “quem conduz”. Observamos, ainda que lhe foram dadas todas as
jóias fabulosas, indicando também sua categoria exaltada. Ele estivera no “Éden,
jardim de Deus” e “no monte santo de Deus”. Ele andava “no brilho das pedras”, o
que é um símbolo amiúde usado para indicar a presença santa de Deus. Tal
descrição não poderia aplicar-se a um mero ser humano.
Entretanto, foi perfeito até “que se achou iniqüidade nele”. Esta falta de eqüidade
marcou a queda de Lúcifer e a origem de Satanás (Is 14.12-14).
É importante observar que Deus Se dirige a Satanás mediante a pessoa do
príncipe de Tiro (Ez 28). Satanás é a fonte invisível da arrogância e auto-
deificação deste príncipe. Scofield (Bíblia de Estudo), descreve outros casos de
tratamento indireto com Satanás mediante um homem ou outra criatura: quando
Deus Se dirigiu à serpente no jardim, em Gênesis 3.14; quando Jesus falou a
Satanás através de Pedro, em Mateus 16.23. “A visão não é de Satanás em sua
própria pessoa, mas de Satanás em seu desempenho num rei terreno e através
desse rei que se arroga honras divinas”.
A relação figurada com o Rei de Tiro (Ez 28.1-10)
No devido contexto, a profecia de Ezequiel contra o rei de Tiro contém uma
referência velada a Satanás como o verdadeiro governante de Tiro e como o deus
deste mundo (2Co 4.4; 1Jo 5.19). O rei é descrito como um visitante que estava
no jardim do Éden (Ez 28.13), que fora um anjo, querubim ungido (Ez 28.14), e
uma criatura perfeita em todos os seus caminhos, até que nela se achou
iniqüidade (Ez 28.15). Por causa do seu orgulho pecaminoso (Ez 28.17), foi
precipitado do monte de Deus (Ez 28.16,17; Is 14.13-15).
Nos primeiros dez versículos, o rei de Tiro é apresentado literalmente como
alguém conhecido na história como Thobal (ou Ithobaal II) que reinou em 586 a.C.
Naquele período, Thobal, como rei de Tiro, uma cidade-reino, encheu-se de
orgulho e presunção, imaginando-se um deus. No versículo 2, o profeta fala do
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“príncipe de Tiro” e no versículo 12 fala do “rei de Tiro”. Na primeira parte quando
fala do “príncipe”, apresenta-o como um homem vaidoso e presunçoso, que se
imaginava um deus. Porém, o texto quando fala do mesmo personagem no
versículo 12, passa a ter um sentido mais espiritual, e desse modo, entende-se
que se trata, comparativamente, de outro rei, chamado Lúcifer, influenciador
espiritual do príncipe literal. Thobal, o príncipe, imaginava a sua cidade como
inexpugnável por estar construída sobre uma rocha.
O pecado maior do rei de Tiro era o orgulho, que o levou a exaltar-se qual
divindade. Por isso, ele sofreria o julgamento divino e desceria à cova como todos
os mortais (Ez 28.8). Muitos hoje, especialmente os que foram enganados pelos
ensinos da Nova Era, crêem que realmente são deuses, ou que estão se tornando
deuses. Esses enganadores e suas vítimas, caso não se convertam a Deus,
receberão a mesma condenação do rei de Tiro.
Algumas características originais antes da queda
O texto (Ez 28.12-16) indica que Lúcifer era possuidor de elevada distinção e
detentor de honrosos títulos e posições, conforme destacaremos a seguir:
a) “o aferidor da medida” (v. 12). A palavra “selo” (aferidor) é uma tradução fiel
do original hebraico, porque significa que ele era a imagem, perfeita da
criação divina e uma imagem refletida em si mesmo que lhe conferia o
privilégio de ser a mais bela e inteligente criatura de Deus (v. 12). Nele se
encontrava a medida perfeita da criação daquilo que Deus queria.
b) “estavas no Éden, jardim de Deus” (v.13). A menção sobre pedras preciosas
existentes no Jardim do Éden tem um sentido figurado para ilustrar os
privilégios dessa criatura chamada Lúcifer, personificada no texto como “o
rei de Tiro”. O ornamento de pedras preciosas desse personagem indica a
grandeza e a beleza de sua aparência. Era um tipo da glória tipificada e
representada por Lúcifer antes da queda.
c) “no dia em que foste criado” (v. 13). É importante essa expressão porque
declara que Lúcifer é um ser criado por Deus. Como criatura de Deus não
lhe dava o direito de imaginar-se tão superior a ponto de querer ser igual a
Deus.
d) “querubim ungido para proteger” (v. 14). Na descrição profética de Ezequiel,
Lúcifer pertencia a mais alta classe de seres angélicos. Sua relação com
Deus manifestava-se em sua função específica de proteger o trono de
Deus. Esse ministério de proteção dos querubins tem a ver com a
incumbência de preservar toda a criação divina (Gn 3.24; Êx 25.17-20; Sl
80.1).
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e) “perfeito eras nos teus caminhos” (v. 15). A frase tem na conjugação verbal
do verbo ser no passado “eras”, a história antiga de Lúcifer, como alguém
que escondia em seu interior a iniqüidade da vaidade e do orgulho. 6.6.6.
Nomes que designam Satanás
Satanás é um ser inteligente, hostil e traiçoeiro. A Bíblia inteira o apresenta
resistindo a Deus e perturbando a paz das nações com guerra, destruição e
misérias. As Escrituras se referem a este ser poderoso através de substantivos
próprios e pronomes pessoais diferentes, como:
a) Satanás (1Cr 21.1; Jó 1.6; Lc 10.18; Ap 20.2 etc.). Esse título lhe foi dado
após a sua queda da presença de Deus, e significa “adversário” (Zc 3.1;
1Pe 5.8). Foi a partir do momento em que Lúcifer encheu-se de iniqüidade
e permitiu que a presunção o dominasse que aconteceu a grande tragédia
universal. Ele imaginou-se poderoso o suficiente para competir ou mesmo
superar o trono de Deus. Lúcifer, então, se fez adversário e oponente
constante e implacável contra o Criador. Tornou-se, por isso, um
arquiinimigo de toda a criação viva de Deus.
b) Diabo (Mt 13.39; Jo 13.2 etc.). Este termo aparece apenas no Novo
Testamento. É uma transcrição do vocábulo grego diabolos que significa
“caluniador, acusador” (Ap 12.10). Essa característica ele demonstrou como
uma das suas tarefas mais terríveis e maléficas. Existe uma história onde o
diabo calunia e acusa um servo de Deus chamado Jó. Embora esse
homem fosse íntegro, o diabo apareceu diante do Senhor para acusá-lo (Jô
1.9-11). Portanto, a Bíblia identifica o diabo como caluniador e acusador
dos servos de Deus. Como diabo, ele é o acusador dos irmãos (Ap 12.10).
Ele fala mal de Deus para o homem (Gn 3.1-7) e do homem para Deus (Ap
12.10. Como pai da mentira, ele tenta acusar os servos do Senhor, como se
Deus não pudesse perceber as suas mentiras (Jo 8.44). Mas a Bíblia
declara que “temos um advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo”
(1Jo 2.1).
c) Dragão (Is 51.9; Ap 12.3,7 etc.). A palavra “dragão” (tannin) parece significar
literalmente “serpente” ou “monstro marinho”. O dragão é considerado
como a personalidade de Satanás, como o é de Faraó em Ez 29.3; 32.2. O
dragão é um animal marinho e pode apropriadamente representar a
atividade de Satanás nos mares do mundo.
d) A Antiga serpente (Gn 3.1; Is 27.1 etc.). Este termo indica sua
desonestidade (Jó 26.13) e falsidade (2Co 11.3).
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e) Belzebu (Mt 10.25; 12.24,27), ou mais corretamente, Beelzebul, de acordo
com a palavra grega. Não se conhece o significado exato do termo. Em
sírio, significa “senhor do esterco”. É também sugerido que o termo significa
“senhor da casa”. Esse título tinha uma relação com um deus pagão de
Ecrom, por nome Baal-Zebub ou Baal-Zebul. No texto grego do Novo
Testamento, esse nome aparece como Belzebu, cuja atribuição dada pelos
judeus do tempo de Cristo era o de “príncipe dos demônios” (Mt 10.25; Mc
3.22). Como os judeus usavam esse nome com um tom de escárnio,
porque o mesmo referia-se a um ídolo pagão, Jesus, sem reserva nem
qualquer pudor, identificou Belzebu como Satanás (Lc 11.18,19; Mc 3.24-
27).
f) Belial ou Beliar (2Co 6.15). Este termo é usado no Velho Testamento no
sentido de “indignidade” (2Sm 23.6). Assim, lemos a respeito dos “filhos de
Belial” (Jz 20.13), os “homens de Belial” (1Sm 30.22), e dos “homens
depravados”.
g) Lúcifer. Esse nome não aparece literalmente em nossas versões bíblicas, é
a forma latina traduzido por Jerônimo na Vulgata. Na linguagem metafórica
de Isaías 14.12, o nome Lúcifer aparece vinculado a expressão “filho da
alva”. Os babilônicos criam que os astros celestes ou estrelas fossem seres
angélicos, por isso, “um filho da alva” representava a primeira luz da
manhã, e Lúcifer, em seu primeiro estado possuía esta característica. Este
termo significa a estrela da manhã, um nome dado ao planeta Vênus.
Significa literalmente o que traz a luz, e é um nome usado para Satanás na
passagem de Isaías. Como Lúcifer, Satanás é mostrado como um anjo de
luz.
h) Maligno (Mt 13.19,38; 2Co 6.15 etc.). Esta é uma descrição de seu caráter e
sua obra.
j) Tentador (Gn 3.1; Jó 2.7; Mt 4.3; Mc 1.13; Jo 13.2 etc.). Este nome indica
seu constante propósito e esforço para levar os homens ao pecado.
k) deus deste século (2Co 4.4). Como tal, ele tem seus “ministros” (2Co 11.15),
“doutrinas” (1Tm 4.1), “sacrifícios” (1Co 10.20), “sinagogas” (Ap 2.9). Ele
patrocina a religião do homem natural e é, sem dúvida alguma, responsável
por todos os falsos cultos e sistemas que assolam a cristandade hoje em
dia.
l) Príncipe da potestade do ar (Ef 2.2; 6.12). Como tal, ele é o líder dos anjos
maus (Mt 25.41; Ap 12.7) e o príncipe dos demônios (Mt 12.24; Ap
16.13,14). Ele comanda uma vasta hoste de servos que executam suas
ordens, e governa com poder despótico.
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m) Príncipe deste mundo (Jo 12.31; 14.30). Isto parece se referir a sua
influência sobre os governos deste mundo. Jesus não disputou a
reivindicação de algum tipo de direito aqui neste planeta feita por Satanás
em Mt 4.8,9. Mas Deus é claro, estabeleceu limites definidos para ele, e
quando chegar a hora, ele será subjugado pelo governo dAquele que tem o
direito de governar, Jesus, nosso santo Senhor.
n) O Adversário (1Pe 5.8; Ap 7.17; 20.2). O Acusador dos filhos de Deus (Ap
12.10). O Enganador (Gn 3.4; 13; 2Co 11.3,13,14; 2Tm 2.26). O pai da
mentira (Jo 8.44). 6.6.7. A atuação de Satanás
Em relação à obra redentora de Cristo
O autor da Epístola aos Hebreus (4.15) diz que Jesus foi tentado em tudo. Essa
declaração parece chocar-se com a lógica da Divindade, uma vez que é
impossível que Deus seja tentado ou submetido à tentação. Porém, devemos
analisar essa declaração sob a ótica cristológica que destaca as duas naturezas
de Cristo, a divina e a humana. Por que Jesus foi tentado pelo Diabo? John
Broadus, em seu comentário de Mateus, responde a essa questão da seguinte
maneira: “Ele daria, pela tentação, prova de sua verdadeira humanidade, de que
possuía uma alma humana; seria parte do seu exemplo a nós; faria parte de sua
disciplina pessoal; faria parte de sua preparação para ser um intercessor
compassivo (Hb 2.18; 4.15); era parte da grande batalha na qual ‘a semente da
mulher pisaria a cabeça da serpente’” (Gn 3.15).
Ao tentar Jesus, o diabo queria convencê-lo a desistir ou a adiar sua missão. O
tentador sabia qual era a missão de Jesus, por isso, procurou criar-lhe situações
embaraçosas, tentando levá-lo a empregar meios contrários ao plano divino.
Jesus, contudo, não cedeu a nenhuma das insinuações satânicas. Ele não
fraquejou, nem tomou atalhos para cumprir sua missão. Do mesmo modo, somos
tentados a provocar a ira de Deus e a pecar contra a sua vontade soberana, mas
devemos resistir firmes na fé (Tg 4.7; 1Pe 5.8,9).
É assim que Satanás opera em nossos dias. Ele procura compelir-nos a galgar
lugares e posições fora de tempo, a tomar decisões precipitadas e, acima de tudo,
a contrariar a vontade de Deus. Ele usou várias pessoas para tentar boicotar a
obra de Cristo (Mt 2.16; Mt 16.23; Jo 8.44; Jo 13.27).
Em relação às nações
“E o sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates; e a sua água
secou-se, para que se preparasse o caminho dos reis do Oriente. E da boca do
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dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta vi saírem três espíritos
imundos, semelhantes a rãs, porque são espíritos de demônios, que fazem
prodígios; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo para os congregar
para a batalha, naquele grande Dia do Deus Todo-poderoso... E os congregaram
no lugar que em hebreu se chama Armagedom” (Ap 16.12-16). Esta será a
penúltima rebelião de Satanás contra Deus. Trata-se das nações do Oriente que,
impulsionadas por forças satânicas, participarão de um grande conflito, a saber, a
guerra do Armagedom (Ap 19.17-21). O sexto anjo prepara o caminho para a
guerra final da presente era, secando o rio Eufrates para deixar os exércitos do
Oriente aproximarem-se de Israel (Is 11.15).
O v.13 do texto supra faz menção de espíritos imundos semelhantes a rãs que são
demônios operadores de milagres e, assim, enganam as nações para apoiarem o
mal, o pecado e o anticristo. Isso é um sinal evidente que durante a grande
tribulação, os governantes das nações ficarão endemoninhados. É dessa forma
que enganados por Satanás através de seus milagres, urdirão um plano louco que
lançará o mundo inteiro num grande holocausto que dar-se-á no local chamado
Armagedom (gr. harmagedon) (Ap 16.16). Esta região está localizada no centro-
norte da Palestina e significa “vale do Megido” que será o ponto central da batalha,
naquele grande dia do Deus Todo-poderoso (Ap 16.14). Essa guerra será travada
perto do fim da tribulação, e acabará quando Cristo voltar para destruir os ímpios
(Ap 14.19), para libertar o seu povo e para inaugurar seu reino messiânico. Note
os seguintes fatos no tocante a esse evento: Os profetas do Antigo Testamento
profetizaram o evento (Dt 32.43; Jr 25.31; Jl 3.2,9-17; Sf 3.8; Zc 14.2-5); Satanás e
os seus demônios reunirão muitas nações sob a direção do anticristo a fim de
guerrearem contra Deus, contra seus exércitos, contra seu povo e para destruir
Jerusalém (Ap 16.13,14,16; 17.14; 19.14,19; Ez 38,39; Zc 14.2). Embora o ponto
central esteja na terra de Israel, o evento do Armagedom envolverá a totalidade do
mundo (Jr 25.29-38); Cristo voltará e intervirá de modo sobrenatural, destruindo o
anticristo e os seus exércitos (Ap 19.19-21; Zc 14.1-5), e todos aqueles que
desobedecem ao evangelho (Sl 110.5; Is 66.15,16; 2Ts 1.7-10). Deus também
enviará destruição e terremotos sobre o mundo inteiro nesse período (Ap
16.18,19; Jr 25.29-33).
Após a batalha do Armagedom Satanás será preso por um período de mil anos,
contudo, depois desse tempo será solto, onde por fim reunirá uma multidão
incontável de pessoas (Ap 20.9) e as comandará para a última batalha na tentativa
insana de derrotar a Deus. “E vi descer do céu um anjo que tinha a chave do
abismo e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga
serpente, que é o diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos. E lançou-o no
abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que mais não engane as
nações...” (Ap 20.3). “E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua
prisão e sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra,
Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em
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batalha. E subiram sobre ia largura da terra e cercaram o arraial dos santos e a
cidade amada; mas desceu fogo do céu e os devorou” (Ap 20.7-9). Como
observamos acima, no término do milênio, Satanás será solto e numa atitude
desesperada manipula, pela última vez, as nações, enganando-se a ponto de
supor que ainda poderá derrotar a Deus. Sairá a enganar aqueles que quiserem
rebelar-se contra o reino de Cristo, e ajuntará uma multidão de semelhantes
rebeldes. “Gogue e Magogue” (Ap 20.8).
É desta forma que Satanás trabalha incansavelmente. Atua cegando os
entendimentos (2Co 4.4); arrebatando a palavra dos corações (Lc 8.12); usando
homens para se oporem à obra de Deus (Ap 2.10). E para tanto mente (At 5.3);
acusa e difama (Ap 12.10); dificulta trabalho (1Ts 2.18); se vale de demônios (Ef
6.11-12); semeia o joio entre os crentes (Mt 13.38-39); realiza perseguições contra
os seus oponentes (Ap 2.10) etc.
7 - DEMONOLOGIA
Introdução
A demonologia é um estudo que vem despertando o interesse das pessoas neste
final de século. Idéias fictícias, invencionices mistificadas, teorias religiosas e
filosóficas e até alusões bíblicas desprovidas de interpretação correta têm invadido
o mundo da literatura secular. O cristão por sua vez não desconhece o fato de que
Satanás na sua rebelião contra Deus arrastou consigo uma grande multidão de
anjos das ordens inferiores (Ap 12.4) que são identificados (após sua queda) com
os demônios ou espíritos e que Satanás e muitos desses anjos inferiores decaídos
foram banidos para a terra e sua atmosfera circundante, onde operam limitados
segundo a vontade permissiva de Deus. Neste capítulo, teremos a oportunidade
de conhecer essa doutrina do ponto de vista da Bíblia, como única autoridade
capaz de revelar e esclarecer a realidade e a identidade dos demônios.
A doutrina dos demônios
O termo “demônio” aparece somente três vezes no Velho Testamento (Dt 32.17;
Sl 106.37; Lv 17.7). No Novo Testamento, a palavra “demônio” (gr. daimon ou
daimonion) assumiu o sentido de malignidade, pois eles são seres espirituais,
inteligentes, impuros e com poder para afligir e contaminar os homens moral e
espiritualmente. O termo daimon ocorre em Mt 8.31; e daimoniodes apenas em Tg
3.15. Mas o substantivo daimonion aparece 63 vezes, e o verbo daimonizomai, 13
vezes. No grego clássico, os termos daimonion e daimon se referem a deuses
inferiores, tanto bons como maus.
No texto de Dt 32.17, o cântico de Moisés destaca que os israelitas caíram em
idolatria: “sacrifícios ofereceram aos demônios (shedhim)”. Entende-se então que
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o termo shedhim se identifica não só com as imagens de idolatria, mas também
relaciona o termo com seres espirituais por detrás dos que adoram as imagens. O
termo seirim, etimologicamente significa “o peludo” ou “bode peludo”. O povo de
Israel repudiava esses animais porque eram considerados objetos de adoração
(Lv 17.1-7).
Quem são os Demônios
Alguns teólogos entendem que os demônios e espíritos maus são diferentes dos
anjos caídos. Outros admitem que tanto anjos caídos, espíritos malignos e
demônios são apenas nomes diferentes para os mesmos seres. Antes de
apresentarmos o nosso ponto de vista exibiremos algumas teorias enganosas.
Teorias falsas sobre os demônios
Essas teorias apresentam idéias divergentes sobre a origem dos anjos caídos.
Teóricos utilizam textos bíblicos isolados para defenderem suas posições.
Os demônios são espíritos sem corpos de habitantes de uma raça pré-
adâmica
Acreditam os defensores dessa teoria que havia na terra uma raça pré-adâmica
que se constituía de criaturas físicas, as quais, pela rebelião de Lúcifer, sofreram a
perda de seus corpos materiais, tornando-se espíritos sem corpos, denominados
“demônios”. Esta idéia vai de encontro ao fato de que em parte alguma das
Escrituras é tal raça mencionada. Mas como a queda de Satanás, de seus anjos e
dos demônios deve ter acontecido entre Gn 1 e 2, não é improvável que, além dos
anjos, houvesse uma raça de seres espirituais que habitava na terra, sobre quem
Satanás dominava, e que também caiu quando ele caiu. Como castigo para ele,
Deus permitiu-lhes estar aí em um estado de desincorporação até que sejam
confinados ao Geena, quando do julgamento final de Satanás e suas hostes.
Diversos escritores modernos que escrevem sobre profecias aceitam este ponto
de vista. Esta idéia parece explicar melhor o fato dos demônios buscarem possuir
seres humanos. A destruição a que se refere 2Pe 3.5,6 poderia se referir a um
julgamento sobre uma tal raça pré-adâmica, através da qual a criação perfeita de
Deus foi transformada no caos de Gn 1.2.
Satanás é um anjo, e é chamado príncipe dos demônios (Mt 12.24), indicando que
os demônios são anjos e não uma raça pré-adâmica. Além disso, Satanás tem
uma hierarquia bem organizada de anjos (Ef 6.11-12), e é razoável supor que
estes sejam demônios. Alguns demônios já estão presos (2Pe 2.4; Jd 6) e alguns
estão à solta, cumprindo ordens de Satanás. Alguns pensam que a razão para tal
aprisionamento é a participação daqueles demônios no pecado de Gn 6.1-4.
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Na verdade, essa teoria não consegue se definir, porque biblicamente, nunca
existiu raça alguma pré-adâmica que tivesse habitado neste planeta. Por essa
razão, a idéia de uma raça pré-adâmica é pura conjectura, sem nenhum apoio
bíblico. Não há nenhuma raça criada anterior à raça humana de Adão e Eva (Gn
1.26,27). A única criação de seres vivos e inteligentes existente antes da criação
da raça humana eram os anjos, e estes nunca habitaram na terra como raça
criada.
Os demônios são seres gerados da relação de anjos com mulheres
antediluvianas (Gn 6.1-4)
Não são poucos os teólogos que apóiam as doutrinas das “testemunhas de
Jeová”, ao defenderem ser “os filhos de Deus” (Gn 6.2) anjos caídos que não
guardaram o seu estado original. Essa teoria defende uma intromissão angélica na
esfera humana e como resultado uma raça de gigantes perversos.
Os defensores dessa teoria interpretam que “as filhas dos homens” eram
realmente da descendência de Adão e Eva e que “os filhos de Deus” eram anjos
que entraram em conúbio com estas mulheres e produziram uma progênie
espantosa de filhos gigantes. Os que admitem essa teoria partem da idéia de que
“os anjos” são chamados “filhos de Deus” em algumas partes das Escrituras, mui
especialmente no Antigo Testamento. É fato que em algumas Escrituras
encontramos a expressão “filhos de Deus” para referir-se aos “anjos”, mas não
podemos omitir outro fato de que a mesma expressão “filhos de Deus” também se
encontra em outras escrituras referindo-se a “homens”. Isto só é possível perceber
à luz do contexto de cada escritura. Forçar uma interpretação contrariando o
contexto, tanto o imediato como o remoto, significa ferir a revelação divina de cada
escritura. O argumento aceitável, racional e bíblico, é que esses “filhos de Deus”
eram oriundos da linhagem piedosa de Sete e as “filhas dos homens” eram da
linhagem pecaminosa de Caim. O ensino bíblico e canônico é que os anjos são
seres assexuados. Eles não possuem descendência, nem ascendência ou família.
Foram apenas criados e, tantos quantos foram criados no princípio da criação, são
tantos quantos existem.
Os Demônios são simples nomes dados a certas enfermidades
Com o aparecimento das idéias dos atuais grupos da Confissão Positiva e da
Teologia da Prosperidade nos meios pentecostais, essa teoria tem se espalhado
como se fosse planta daninha entre o povo de Deus. Crêem e ensinam que as
doenças, de um modo geral, são “espíritos maus” ou “demônios” que precisam ser
expelidos. Essa teoria atribui certas desordens naturais a atividade dos maus
espíritos. Ao nomear as doenças como espíritos maus ou demônios, mesmo
aquelas doenças de causas naturais, estão tratando os espíritos ou demônios
como se eles não tivessem existência real. Devemos ter cuidado em separar as
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causas dos seus efeitos. Nem todas as enfermidades são causadas por demônios,
e nem todas podem ser atribuídas aos demônios. Há doenças de causas naturais
como conseqüência da herança pecaminosa que todo ser humano herda, e há
doenças causadas por demônios. Não podemos tratar as doenças como
demônios, pois dessa forma todo crente quando fica enfermo estaria
endemoninhado, o que é um absurdo. Não podemos, também, tratar os demônios
como se não tivessem existência real. Os demônios não são coisas, nem meras
idéias, nem doenças. Eles são seres pessoais e espirituais que podem causar
grandes danos às pessoas. Lucas conta que uma certa mulher esteve presa por
um espírito de enfermidade por 18 anos e Jesus a libertou daquele jugo. O texto
bíblico diz literalmente que aquela mulher estava possessa de um “espírito de
enfermidade” (Lc 13.11), isto é, entende-se que um espírito maligno
aprisionava aquela mulher com uma enfermidade, mas esta não era um espírito
ou demônio. Aquele espírito provocou naquela mulher a enfermidade que a fizera
sofrer por longo tempo.
Os demônios são os espíritos de homens malvados que já estão mortos
Outra tremenda aberração! Não há nenhum apoio bíblico para esta idéia. Essa
teoria foi se desenvolvendo através dos séculos e, em pleno final do século 20,
torna-se generalizada. Porém, a Bíblia refuta veementemente esse falso conceito.
Os demônios são apenas “anjos caídos” e são eles que promovem todo o engano
e confusão na mente humana. Os mortos continuam mortos e seus espíritos não
andam vagando por aí a perturbar a paz das pessoas.
O que a Bíblia afirma ser os demônios
O Novo Testamento menciona muitas vezes pessoas sofrendo de opressão ou
influência maligna de Satanás, devido a um espírito maligno que neles habita;
menciona também o conflito de Jesus com os demônios. O Evangelho segundo
Marcos, por exemplo, descreve muitos desses casos: 1.23-27, 32, 34, 39; 3.10-12,
15; 5.1-20; 6.7, 13; 7.25-30; 9.17-29; 16.17.
Os demônios são seres espirituais com personalidade e inteligência. Como súditos
de Satanás, inimigos de Deus e dos seres humanos (Mt 12.43-45), são malignos,
destrutivos e estão sob a autoridade de Satanás (Mt 4.10 nota).
Os demônios são a força motriz que está por trás da idolatria, de modo que adorar
falsos deuses é praticamente o mesmo que adorar demônios (1Co 10.20). O Novo
Testamento mostra que o mundo está alienado de Deus e controlado por Satanás
(Jo 12.31; 2Co 4.4; Ef 6.10-12).
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Os demônios são parte das potestades malignas; o cristão tem de lutar
continuamente contra eles (Ef 6.12). Os demônios podem habitar no corpo dos
incrédulos, e, constantemente, o fazem (Mc 5.15; Lc 4.41; 8.27,28; At 16.18) e
falam através das vozes dessas pessoas. Escravizam tais indivíduos e os induzem
à iniqüidade, à imoralidade e à destruição.
Os demônios podem causar doenças físicas (Mt 9.32,33; 12.22; 17.14-18; Mc
9.17-27; Lc 13.11,16), embora nem todas as doenças e enfermidades procedam
de espíritos maus (Mt 4.24; Lc 5.12,13). Aqueles que se envolvem com espiritismo
e magia (isto é, feitiçaria) estão lidando com espíritos malignos, o que facilmente
leva à possessão demoníaca (At 13.8-10; 19.19; Gl 5.20; Ap 9.20,21).
Os espíritos malignos estarão grandemente ativos nos últimos dias desta era, na
difusão do ocultismo, imoralidade, violência e crueldade; atacarão a Palavra de
Deus e a sã doutrina (Mt 24.24; 2Co 11.14,15; 1Tm 4.1). O maior surto de
atividade demoníaca ocorrerá através do Anticristo e seus seguidores (2Ts 2.9; Ap
13.2-8; 16.13,14).
Jesus e os demônios
Nos seus milagres, Jesus freqüentemente ataca o poder de Satanás e o
demonismo (Mc 1.25,26, 34, 39; 3.10,11; 5.1-20; 9.17-29; Lc 13.11,12,16). Um dos
seus propósitos ao vir à terra foi subjugar Satanás e libertar seus escravos (Mt
12.29; Mc 1.27; Lc 4.18).
Jesus derrotou Satanás, em parte pela expulsão de demônios e, de modo pleno,
através da sua morte e ressurreição (Jo 12.31; 16.17; Cl 2.15; Hb 2.14). Deste
modo, Ele aniquilou o domínio de Satanás e restaurou o poder do reino de Deus.
O inferno (gr. Gehenna), o lugar de tormento, está preparado para o diabo e seus
demônios - anjos (Mt 8.29; 25.41). Exemplos do termo Gehenna no grego: Mc
9.43,45,47; Mt 10.28; 18.9.
O crente e os demônios
As Escrituras ensinam que nenhum verdadeiro crente, em quem habita o Espírito
Santo, pode ficar endemoninhado; isto é, o Espírito e os demônios nunca poderão
habitar no mesmo corpo (2Co 6.15,16). Os demônios podem, no entanto,
influenciar os pensamentos, emoções e atos dos crentes que não obedecem aos
ditames do Espírito Santo (Mt 16.23; 2Co 11.3,14).
Jesus prometeu aos genuínos crentes autoridade sobre o poder de Satanás e das
suas hostes. Ao nos depararmos com eles, devemos aniquilar o poder que
querem exercer sobre nós e sobre outras pessoas, confrontando-os sem trégua
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pelo poder do Espírito Santo (Lc 4.14-19). Desta maneira, podemos nos livrar dos
poderes das trevas.
Segundo a parábola em Mc 3.27, o conflito espiritual contra Satanás envolve três
aspectos: declarar guerra contra Satanás segundo o propósito de Deus (Lc 4.14-
19); ir onde Satanás está (qualquer lugar onde ele tem uma fortaleza), atacá-lo e
vencê-lo pela oração e pela proclamação da Palavra, e destruir suas armas de
engano e tentação demoníacos (Lc 11.20-22); apoderar-se de bens ou posses,
isto é, libertando os cativos do inimigo e entregando-os a Deus para que recebam
perdão e santificação mediante a fé em Cristo (Lc 11.22; At 26.18).
Seguem-se os passos que cada um deve observar nesta luta contra o mal:
Reconhecer que não estamos num conflito contra a carne e o sangue, mas contra
forças espirituais do mal (Ef 6.12); viver diante de Deus uma vida fervorosamente
dedicada à sua verdade e justiça (Rm 12.1,2; Ef 6.14); Crer que o poder de
Satanás pode ser aniquilado seja onde for o seu domínio (At 26.18; Ef 6.16; 1Ts
5.8) e reconhecer que o crente tem armas espirituais poderosas dadas por Deus
para a destruição das fortalezas de Satanás (2Co 10.3-5); proclamar o evangelho
do reino, na plenitude do Espírito Santo (Mt 4.23; Lc 1.15-17; At 1.8; 2.4; 8.12; Rm
1.16; Ef 6.15); confrontar Satanás e o seu poder de modo direto, pela fé no nome
de Jesus (At 16.16-18), ao usar a Palavra de Deus (Ef 6.17), ao orar no Espírito
(At 6.4; Ef 6.18), ao jejuar (Mt 6.16; Mc 9.29) e ao expulsar demônios (Mt 10.1;
12.28; 17.17-21; Mc 16.17; Lc 10.17; At 5.16; 8.7; 16.18; 19.12); orar,
principalmente, para que o Espírito Santo convença os perdidos, no tocante ao
pecado, à justiça e ao juízo vindouro (Jo 16.7-11); orar, com desejo sincero, pelas
manifestações do Espírito, mediante os dons de curar, de línguas, de milagres e
de maravilhas (At 4.29-33; 10.38; 1Co 12.7-11).
A natureza espiritual, intelectual e moral dos demônios
Eles possuem uma natureza intelectual, até mesmo porque na etimologia da
palavra daimon o sentido é conhecimento, inteligência. Portanto, os demônios não
são coisas impensantes, mas conhecem a Jesus e até falam dele como “o filho do
Altíssimo” (Mc 5.6,7). Tiago escreveu que os demônios crêem e estremecem (Tg
2.19). Quanto à natureza moral dos demônios é inegável que eles se
corromperam indo após Lúcifer, praticando toda a sorte de perversão e
depravação espiritual. Por isso, eles são chamados “espíritos imundos” (Mt 10.1;
Mc 1.27; 3.11; Lc 4.36; At 8.7, Ap 16.13). Eles usam as pessoas, possuindo suas
mentes ou influenciando-as por outros meios a fim de que elas se tornem
“instrumentos de iniqüidade” (Rm 6.13).
Na rebelião promovida por Lúcifer, este arrastou consigo uma grande multidão de
seres angelicais (Mt 25.41; Ap 12.4). Depois, ele organizou sua própria corte com
os anjos que o seguiram, distinguindo-os em “principados, potestades e
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dominadores das trevas e hostes espirituais da maldade” (Ef 6.12). Os anjos que
trocaram a sua habitação pela oferta do rebelde Lúcifer, foram banidos da
presença de Deus e seguiram a liderança de Lúcifer. E, assim, passaram a ser
identificados como “anjos caídos”.
Lugar atual e destino final dos demônios
a) Satanás na sua rebelião inicial contra Deus (Mt 4.10) sublevou uma terça
parte dos anjos (Ap 12.4). A maioria deles está solta sob o domínio e
controle de Satanás (Mt 12.24; ]25.41; Ef 2.2; Ap 12.7). Estes são os
emissários altamente organizados do diabo (Ef 6.11,12) que equivalem aos
demônios referidos na Bíblia;
b) Outros desses estão algemados no poço do abismo (2Pe 2.4; Jd 6), e serão
soltos na Grande Tribulação. “E o quinto anjo tocou a trombeta, e vi uma
estrela que do céu caiu na terra; e foi-lhe dada a chave do poço do abismo.
E abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do poço como a fumaça de uma
grande fornalha e, com a fumaça do poço, escureceu-se o sol e o ar” (Ap
9.1,2). Nesse texto encontramos a estrela que cai do céu que é
provavelmente um anjo que executa o julgamento divino e o poço do
abismo que é o lugar onde estão aprisionados os demônios que não
guardaram o seu principado e ali foram encerrados até que Che o tempo de
serem soltos (Ap 11.7; 17.8; 20.1,3; Lc 8.31; 2Pe 2.4; Jd 6). Do poço do
abismo saem gafanhotos que representam um vultoso número de demônios
e também intensa atividade demoníaca na terra, perto do fim da história.
c) finalmente todos os demônios serão lançados juntamente com Satanás para
dentro do lago de fogo. “Então, dirá também aos que estiverem à sua
esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para
o diabo e seus anjos” (Mt 25.41).
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EV.ROBÉRIO OLIVEIRA
A CRUZ DE CRISTO
A cruz de Cristo, a maior expressão de amor
Escrito por Rev. Hernandes Dias Lopes
Ter, 01 de Dezembro de 2009 00:00
Referência: Isaías 53.1-12
INTRODUÇÃO
1. A cruz de Cristo é a mais eloquente expressão do amor de Deus por você
• Deus ama você. Ele não escreveu essa verdade em letras de fogo nas nuvens, mas revelou esse amor na cruz do seu Filho. Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.
• Você é tão especial para Deus, que ele amou você de tal maneira que deu tudo, deu a si mesmo, deu o seu único Filho.
2. A cruz de Cristo não foi um acidente, mas um apontamento de Deus desde a eternidade
• Cristo veio para morrer. Ele foi morto desde a fundação do mundo. Ele nasceu para ser o nosso substituto, representante e fiador. A cruz sempre esteve encrustrada no coração de Deus, sempre esteve diante dos olhos de Cristo. Ele jamais recuou da cruz. Ele marchou para ela como um rei caminha para a coroação.
• O amor de Deus por você é eterno. A causa do amor de Deus está nele mesmo. Ele não desiste de você.
3. A cruz de Cristo foi o seu gesto mais profundo de sacrifício
• Ele deixou a glória, o trono, esvaziou-se, tornou-se homem, servo, foi perseguido, preso, açoitado, cuspido, pregado na cruz. Sendo Deus se fez homem; sendo senhor, se fez servo; sendo santo, se fez pecado; sendo bendito se fez maldição; sendo o autor da vida, deu a sua vida.
I. QUEM LEVOU JESUS À CRUZ?
1. A morte de Cristo não foi determinada por fatores circunstanciais
• Cristo não foi morto porque os sacerdotes o prenderam, porque o sinédrio o sentenciou, porque Pilatos o entregou, porque os judeus o acusaram, porque Judas o traiu, porque Pedro o negou, porque os soldados o pregaram na cruz.
• Quem levou Jesus à cruz, então?
a) Os nossos pecados levaram Jesus à cruz
• V. 5 – “ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades”.
• V. 8b – “por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido”.
• V. 12 – “levou sobre si o pecado de muitos”.
• V. 4 – “Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si”.
• O que matou Jesus não foram os açoites, nem os soldados, nem o suplício da cruz, fomos nós, os nossos pecados. Ele morreu pelos nossos pecados. Ele foi moído pelos nossos pecados. Na cruz ele sorveu o cálice da ira de Deus sobre o pecado.
• Na cruz ele foi feito pecado por nós. A espada da lei caiu sobre ele, pois era o nosso substituto.
b) O Pai o levou à cruz
• V. 6 – “O Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós”.
• V. 10 – “Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar”
• V. 4b – “e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido”.
• Jesus não foi à cruz porque a multidão sanguissedenta critou: crucifica-o, crucifica-o. Ele não foi a cruz porque os sacerdotes o entregaram, por inveja; Judas o traiu, por ganância; Pilatos o sentenciou por covardia e os soldados o pregaram na cruz por crueldade. Ele foi cruz porque o Pai o entregou por amor.
c) Jesus voluntariamente foi à cruz
• V. 4 – “Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermiasdes e as nossas dores levou sobre si”.
• V. 10 – “quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado”.
• V. 11 – “O seu servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si”.
• O apóstolo Paulo diz que o amor de Cristo nos constrange. Ele nos amou e a si mesmo se entregou por nós.
II. QUE TIPO DE SOFRIMENTO JESUS SUPORTOU
1. Jesus suportou o sofrimento moral e espiritual
• Seu sofrimento foi repulsivo. Ao vê-lo, “os homens escondem o rosto” (v. 3).
• Seu sofrimento não produziu compaixão nos outros: “e dele não fizemos caso” (v. 3).
• Ele teve experiência íntima e longa com o sofrimento: “homem de dores e que sabe o que é padecer”.
a) Rejeição – v. 3: “o mais rejeitado entre os homens”
1) Ele foi rejeitado pelo seu povo = “Ele veio para os seus, mas os seus não o receberam”.
2) Ele foi rejeitado pelos religiosos da sua época = que lhe chamaram de fanático, mentiroso, blasfemo, pecador, beberrão e até endemoninhado.
3) Ele foi rejeitado pela mesma multidão que o aplaudiu = empolgada com seus milagres, agora como uma turba, como uma súcia sanguissedenta, grita diante de Pilatos: crucifica-o, crucifica-o! Caia sobre nós o seu sangue!
4) Ele foi rejeitado pelas autoridades romanas = Herodes, o grande quis matá-lo quando infante. Pilatos covardemente o entregou para ser crucificado. Herodes, Antipas o escarneceu.
5) Ele foi rejeitado pelas autoridades judaicas = O sinédrio forjou testemunhas falsas para acusá-lo. Acusaram-no de blasfemo. Cuspiram no seu rosto.
6) Ele foi rejeitado pelos seus apóstolos = Jesus o traiu, Pedro o negou, os demais o abandonaram e fugiram.
7) Ele foi rejeitado pelo próprio Pai – Quando Deus lançou sobre ele as nossas iniquidades, ele foi feito pecado por nós. Nesse momento, sentiu o desamparo de Deus e gritou: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”
8) Ele ainda é rejeitado = quando amamos mais o pecado e ainda ultramos o seu Espírito e calcamos aos pés o sangue da eterna aliança.
b) Humilhação – v. 3 – “e como um de quem os homens escondem o rosto”
• O Sinédrio o humilhou cuspindo nele.
• Os soldados o humilharam o açoitando e resgando o seu corpo com fortes açoites, colocando na sua cabeça uma coroa de espinhos, dando-lhe pancadas na cabeça.
• Jesus foi humilhado ao ter que carregar uma cruz pelas ruas agitadas de Jerusalém ao lado de dois ladrões.
• Ele foi humilhado pelo vozerio da multidão ao pé da cruz. Ele foi humilhado até a morte e morte de cruz”.
• Ele foi humilhado quando clamou que estava com sede e lhe deram vinagre para agravar sua tortura.
2. Jesus suportou o sofrimento físico
a) Semblante desfigurado – v. 2 “…”
• Não havia beleza nele. Ele não aparência nem formosura. A nossa feiúra moral estava sobre ele. Todos os nossos horrendos pecados foram lançados sobre ele. Seu rosto ficou desfigurado. Ele foi feito pecado, maldição.
• Seu corpo foi ferido. Ele ficou ensanguentado. Seu corpo tornou-se cheio de hematomas e chagas. Toda a nossa tragédia foi lançada sobre ele.
b) Torturas crudelíssimas – v. 4b,5,10
• Ele ficou aflito, ferido, oprimido, traspassado, moído. Sofreu castigo. Ficou cheio de pisaduras. Ele foi moído e enfermou.
• Na noite em que foi preso, sua alma estava angustiada até à morte. Sendo o libertador, foi preso. Sendo santo, foi escarnecido como criminoso. Sendo o criador foi cuspido pela criatura.
• Agora, já arquejado e machucado pelos açoites, com seu rosto ensanguentado, empreende a longa caminhada ao calvário. Sua fronte está ferindo e sangrando. Seu corpo febril lateja debaixo das chicotadas e dos empurrões. Começa a grande marcha para o monte do juízo. A maior marcha da história, não com rodas dos carros de guerra, nem com o estrupido febril dos cavalos, mas com o ruído dos passos de um homem, andando sob o peso de seu próprio cadafalso.
• Jesus marcha arrastando consigo todas as máscaras da humanidade. Marcha debaixo da zombaria da multidão. Seu corpo titubeia, caia, mas é levantado aos empurrões e sob fortes açoites prossegue a marcha.
• Jesus é erguido no leito vertical da morte. Suas mãos foram rasgadas, seus pés pregados no lenho. Foram seis horas de vergonha e horror. Ali suspenso entre a terra e o céu sofreu sede, dor, vergonha, humilhação, abandono. Ali desceu ao inferno para nos libertar do cativeiro do pecado.
• O próprio universo entrou em convulsão: houve trevas. O sol cobriu o seu rosto de vergonha. As pedras se arrebaram nos vales, os túmulos foram abertos.
• Isaías 53:5 diz que Jesus foi ferido. Ferimentos, de acordo com a definição de um cirurgião podem ser classificados por suas características:
a) Contusão = É uma ferida produzida por um instrumento grosso e cego. Esta ferida resultaria de um golpe com vara, como profetizado em Miquéias 5:1: “Ferirão com vara a face ao juiz de Israel” e Mt 26:67: “O esbofetearam” e Jo 18:22: “Um dos guardas deu uma bofetada em Jesus”.
b) Laceração = É um ferimento produzido por um instrumento que rasga. A laceração dos tecidos era o resultado dos açoites e estes finham-se tornado uma fina arte entre os romanos. O chicote romano era uma tira de couro com várias extremidades, cada uma com uma ponteira de metal. “Pilatos tomou a Jesus e mandou açoitá-lo”. Seu corpo foi todo lacerado. Sua carne foi rasgada.
c) Penetração = Trata-se de um ferimento profundo causado por um instrumento pontiagudo. Esse ferimento foi causado pela coroa de espinhos que fez sangrar sua cabeça (Jo 19:2). “tomaram o caniço e davam-lhe com ele na cabeça” (Mt 27:30).
d) Perfuração = Perfurar vem do latim “passar através de”. As mãos e os pés de Jesus foram traspassados. Os cravos de ferro eram cravados entre os ossos seprando-os sem quebrá-los.
e) Incisão = É um corte produzido por um instrumento pontiagudo e cortante. “Um dos soldados lhe abriu o lado com uma lança e logo saiu sangue e água” (Jo 19:34).
III. COMO JESUS REAGIU DIANTE DO SOFRIMENTO DA CRUZ
1. Ele se entregou como sacrifício
• A morte de Cristo foi substitutiva. Ele foi a cruz em nosso lugar. Nós é que devíamos ter suportado aqueles açoites. Nós devíamos ter carregado aquela cruz. Mas ele tomou o nosso lugar.
• Ele não tinha pecado: “nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca” (v. 9).
• Ele é o Cordeiro que tira o pecado do mundo. “Ele como cordeiro foi levado para o matadouro” (v. 7).
• “Ele foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo foi ele ferido” (v. 8).
2. Ele não abriu a boca para pedir vingança aos seus algozes
• “e como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca” (v. 7).
• Ele se entregou. Ele voluntariamente foi a cruz. Jesus não se rebelou ao ser preso, julgado, espancado, pregado na cruz. Ele não bradou por vingança ou por socorro.
3. Ele intercedeu pelos seus algozes
• “levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu” (V. 12).
• Em vez de vingar-se, de falar impropérios e despejar libelos acusatórios contra seus algozes bestiais, Jesus intercedeu por eles, ministrando-lhes seu amor e seu perdão. Ele intercedeu e atenuou a culpa dos seus exatores.
IV. A GLORIOSA RECOMPENSA DA CRUZ
1. Jesus venceu a morte
• Jesus venceu a morte. Ele tirou o aguilhão da morte. Ele matou a morte. A morte agora não tem a última palavra. Tragada foi a morte pela vitória.
• V. 10: “verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos”.
• Ele ressurgiu. Ele está vivo. Ele venceu a morte. Ele rompeu os grilhões da morte. Ele abriu o túmulo de dentro para fora. Ele conquistou para nós imortalidade. Aleluia!
2. Jesus remiu um povo para Deus – v. 11-12
• Ele nos comprou com seu sangue. Ele tirou-nos da maldição, da escravidão, do império das trevas, da potestade de Satanás, do jugo do pecado. Agora somos livres, somos filhos de Deus.
• Agora temos a justificação. Somos perdoados. Temos toda a justiça de Cristo em nossa conta.
• Agora somos filhos, herdeiros, adotados na família de Deus!
3. Jesus chama um povo para si – v. 11,12
• V. 11 – “Ele verá o fruto do seu penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito”
• V. 11 – “Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte”.
• Hb 12:2 – “o qual em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia”.
• A recompensa de Jesus é VOCÊ. É seu arrependimento. É sua volta para ele. É sua conversão. Rejeitar Jesus é crucificá-lo de novo. É cuspir no seu rosto outra vez. Recebê-lo traz-lhe alegria. Cristo suportou tudo para conquistar você. Ele ama você. Você é sua recopensa.
• Hoje, o Pai quer lhe trazer a Jesus, para alegria de Jesus, para celebração de uma festa no céu!
EV.ROBÉRIO OLIVEIRA
A CRIAÇÃO DO HOMEM
Temos só uma coisa a inquirir neste capítulo e essa é o método de Deus na criação do homem. O estado original do homem será tratado num capítulo mais tarde, como será também a natureza do homem.
Criou Deus o homem por um ato direto? Ou foi por meio e pelo processo de evolução das formas mais baixas da vida? Afirmamos que foi por um ato direto. Para prova disto, notamos:
I. ARGUMENTOS DA EVOLUÇÃO REFUTADOS
1. O ARGUMENTO DA GEOLOGIA.
Dizem-nos que um exame de restos fossilizados mostra que as várias formas de vida na terra não se originaram todas de uma vez, mas sucessivamente e que, como regra, a sucessão procede das formas mais simples para as mais complexas.
Em resposta a este argumento, seja primeiro observado que a asserção supra, mesmo se verdadeira, não prova a evolução de uma espécie para outra na ausência do registro geológico de elos conectores entre as espécies. Mais tarde notaremos mais em minúcia a ausência de elos conectores no registro geológico. Em face a essa ausência, caso fosse verdadeiro tudo quanto se afirma sobre a sucessão dos fosseis, o registro geológico apenas provaria uma sucessão de espécies e não de evolução.
Mas, quanto à sucessão das espécies, ninguém menos que T. H. Huxley declara: "Na atual condição de nossos conhecimentos e de nossos métodos um veredicto - "não provado e não provável" - deve ser arquivado contra todas as grandes hipóteses dos paleontologistas a respeito da sucessão geral da vida no globo" (Lay Sermons, pág. 213, London, 1883). E George MacCreay Price, no seu livro "Os Fundamentos da Geologia" explodiu completamente esta "teoria casca de cebola", assim chamada, de épocas sucessivas quando apenas existiam certas formas de vida.
Eis aqui algumas das afirmações do Professor Price, achadas no seu notável "Q. E. D.": "É verdade que no princípio do século dezenove Sir Charles Lyell e outros tentaram dar de mão a esta herança não cientifica das cascas de cebola de Werner, mas a geologia moderna nunca se livrou ainda de sua idéia assencial e mais característica, pois todos os nossos compêndios falam de várias fases quando só certos tipos de vida prevaleceram sobre o globo. Daí é que Whewell, na sua "História das Ciências Indutivas" recusa reconhecer que qualquer avanço real se tenha feito na direção de uma ciência estável como a astronomia, física e química. "Custosamente sabemos", diz ele, "se o progresso começou. A história da astronomia física quase principia com Newton e poucas pessoas aventurar-se-ão a afirmar que o Newton da geologia tenha aparecido".
"A ciência da geologia, conforme se ensina comumente, está verdadeiramente numa espantosíssima condição e sem dúvida apresenta a mistura mais esquisita de fato e absurdo a encontrar-se no circulo todo de nosso conhecimento moderno ... Que gente educadíssima ainda creia na sua tese principal de uma época definida para cada espécie particular de fóssil é exemplo triste mas instrutivo dos efeitos da inércia mental".
"Mas a teoria de eras definitas e sucessivas, com as formas de vida aparecendo na terra numa ordem precisa e invariável, está morta em todo o tempo por vir e para cada homem que tenha bastante treino e métodos científicos para saber quando uma coisa está realmente provada".
E dos "Fundamentos da Geologia" do Professor Price disse Gilbert E. Bailey, primeiro professor de geologia na Universidade de Califórnia: "Foi preciso. Creio que descascastes completamente a teoria casca de cebola".
2. O ARGUMENTO DA EMBRIOLOGIA.
Alega-se, geralmente, entre os advogados da evolução, que o embrião humano, no seu desenvolvimento, passa pelas mesmas mudanças que eles supõem ter passado o homem na sua evolução da ameba, recapitulando assim a evolução da raça. Ou, para ser mais explícito, o argumento da embriologia, inclui as seguintes três asserções: Primeira, que os germes das plantas, dos animais e do homem são idênticos, não mostrando nenhuma diferença tanto na análise química como sob o microscópio; Segunda, que, no desenvolvimento do embrião achamos uma recapitulação da história antepassada do organismo particular a que pertence o embrião;Terceira, que, quando isto é comparado com outros achados da ciência, e a ordem das coisas vivas, segundo são classificadas pela ciência, apresenta uma sucessão completa de formas desde a ameba ao homem.
Em resposta a este argumento desejamos dizer:
(1) A semelhança entre o germe das plantas, dos animais e do homem é só aparente e superficial.
Isto é verdadeiro pelas seguintes razões:
A. O protoplasma de um dado germe não pode ser homogêneo, conquanto assim pareça.
Uma parte desse protoplasma sempre se desenvolve em sangue, outra em músculos, outra em células cerebrais. Se o protoplasma fosse homogêneo, então tudo que sabemos de causa e efeito compelir-nos-ia a crer que o ser dele desenvolvido seria exatamente homogêneo em todas as suas partes. Em vez de se formar uma conclusão que destrói a lei bem estabelecida de causa e efeito, muito melhor é concluir que o protoplasma de um germe parece homogêneo só porque não temos os meios necessários para descobrirmos sua heterogeneidade.
B. O mesmo argumento se aplica com força sempre maior à contenção que o germe do homem é exatamente igual aos das plantas e dos animais.
Se são exatamente iguais, porque o homem se desenvolve invariavelmente de um, um animal de outro e uma planta de outro sem jamais uma reversão? Desde que os cientistas empreenderam explicar os segredos da vida, expliquem-nos eles isto. E, até que o façam, pedir-lhes-emos que fiquem acusados de ensinar uma teoria não cientifica.
(2) É também verdadeiro que o embrião humano no seu desenvolvimento retraça a história antepassada da raça, mas por uma afirmação que paira somente num fundamento aparente e superficial.
A. O embrião da espécie humana nunca é realmente semelhante a um verme, a um peixe, a um réptil ou mesmo a um dos animais mais elevados.
Assim diz o Professor Thompson em "Outline of Zeology", pág. 64. Os invertebrados permanecem dobrados para trás e os vertebrados dobram em direção oposta em redor da gema do ovo. Tudo o que se pode afirmar verdadeiramente a respeito da similaridade embriológica está exposto pelo Professor Hegner, da Universidade de John Hopkins, nas palavras seguintes: "Certas fases neste desenvolvimento têm sido reconhecidas como comuns a todos os animais mais elevados" (College Zoology). Notai que ele inclui somente os animais mais elevados. E ele não afirma uma similaridade exata entre os embriões mesmo dos referidos animais, senão que somente em certas fases de desenvolvimento são comuns a todos eles.
Essas fases de desenvolvimentos que são comuns a todos os animais mais elevados são dadas pelo Professor Hergner como segue: (1) Fendagem ou a divisão da célula simples do ovo em outras células. (2) a formação de uma cavidade no centro do ovo. (3) Gastrulação ou o engraçamento das células num lado do ovo. (4) Introversão, por meio da qual se formam camadas de germe adicionais. Quando está completa aquela segunda fase em que se forma a cavidade do centro, o ovo é como uma bola de borracha oca e a cavidade do centro está rodeada por uma camada simples de células; mas o lado que está endurecido na terceira fase curva-se para dentro e assim o ovo assume grosseiramente o feitio de uma ferradura e vem a possuir uma dupla camada de células. E o Professor Hergner nos diz que "a maioria dos animais mais elevados tem uma terceira camada que aparece comumente entre as outras duas". (5) O desenvolvimento dessas camadas em órgãos. A camada mais externa desenvolve-se em pele do corpo, na coberta dos vários corpos e no sistema nervoso. A camada do meio desenvolve-se em músculos, tecidos de conexão e sustento, no sangue e nos vasos sanguíneos. A camada interna desenvolve-se na coberta do trato digestivo, na faringe e no trato respiratório.
Agora, se houvesse exata similaridade entre as fases de desenvolvimento em todos os animais mais elevados, isso nada provaria a favor da evolução; porque é só para ser esperado que o plano perfeito do Deus onisciente teria fases comuns na reprodução das formas mais elevadas da vida.
Mas não há exata similaridade entre as fases de desenvolvimento de todos os animais mais elevados. Topamos uma diferença importante logo na primeira fase do desenvolvimento do ovo ou germe. Há quatro tipos distintos de divisão da célula: (1) Divisão igual, onde o ovo se divide em duas partes iguais e estas em quatro, etc.; (2) Divisão desigual, onde se formam uma célula grande e outra pequena; (3) Divisão discoidal, onde o ovo inteiro não se divide, mas onde se formam na superfície células pequenas; (4) Divisão superficial, onde o núcleo do ovo se divide rapidamente e as novas células emigram para a superfície e formam uma camada simples de células.
Desde que um dado ovo não pode sotopor-se a cada tipo de divisão, é obrigatória uma divisão logo na primeira fase entre algumas das formas mais elevadas da vida.
Uma segunda diferença já então se apresentou na citação do Professor Hegner em que ele menciona o fato de na quarta fase só a maioria de os animais mais elevados desenvolverem uma terceira camada de células.
Não admira, pois, que o Professor Conn, em "Evolution of Today", admita que a embriologia muitas vezes dá uma história falsa e que o paralelo é grandemente uma grande ilusão.
3. O ARGUMENTO DA MORFOLOGIA.
Tem-se achado que há uma similaridade de plano entre a escama de um peixe, a barbatana de uma baleia, a perna de um animal e o braço de um homem; bem como uma medida de similaridade entre outras partes correspondentes. Por causa disto dizem os evolucionistas que todas estas espécies provêem de um antepassado comum.
Mas, em resposta a isto, Huxley, em "Study of Zoology", pág. 86, diz: "Nenhuma quantidade de evidência puramente morfológica pode bastar para provar que umas coisas vieram a existir de um modo mais do que de outro". E o Professor Quatrefages, do Museu de Ciência Naturais, de Paris, escreve o seguinte: "Sem deixar o domínio dos fatos e julgando somente do que conhecemos, podemos dizer que a morfologia em si mesma justifica a conclusão que uma espécie nunca produziu outra por derivação".
Nós, portanto, riscamos o argumento provindo da morfologia com o seguinte comentário de Alexandre Patterson:
"Esta parecença de partes é bem o que deveríamos esperar das coisas que se originam de um operador inteligente, seja criador, seja manufaturador. Encontra-se em qualquer fabrica. A roda é a mesma do carrinho de mão, na carroça, na carruagem, na locomotiva. De fato, a uniformidade de plano prova a unidade causal e não a diversidade de causas fortuitas reclamada pelos evolucionistas. Se a evolução fosse verdade, haveria tanta diversidade no meio dos órgãos como há no meio das formas dos órgãos. Se a operação de condições fortuitas resultará em mudanças radicais nas formas dos órgãos, por que então não há uma diversidade semelhante no meio dos próprios órgãos? A evolução não tem resposta. A criação tem tal resposta; um é Deus e o Seu plano é um. Porque não deveriam ser iguais as formas de todas as coisas, sendo que são para viver nos mesmos climas, comer o mesmo alimento e propagar-se da mesma maneira?" (O outro lado da Evolução, pág. 45).
4. O ARGUMENTO DAS PARTES RUDIMENTARES DO HOMEM.
Afirmam os evolucionistas que há certos órgãos e partes no homem que são inúteis e que os mesmos devem ser considerados como relíquias de órgãos e partes úteis em nossos antepassados supostamente inferiores na sua evolução. Dizem eles que os cabelos compridos de nossas sobrancelhas, as pontas e todo o exterior do nosso ouvido, os cinco dedos do pé, as reentrâncias nos pescoços dos embriões, o apêndice e, possivelmente, as amídalas, são tudo relíquias de nossa ascendência bruta.
A resposta a isto é simples. De fato, todo este argumento encarna tanta ignorância e tão pouca sã razão que é estranho que qualquer pessoa inteligente tivesse a temeridade de o apresentar.
Notai os seguintes pontos:
(1) Ainda que não se possa achar utilidade para certas partes no homem, todavia não é certo que sejam inúteis.
O homem ainda não avançou tão longe que possa estar certo de que não descobrirá novos fatos que lançarão luz sobre tais problemas como este.
(2) O apêndice talvez tenha tido um uso puramente humano nos primórdios de sua história, quando os seus hábitos foram diferentes.
Tem havido bastantes mudanças nos hábitos de vida do homem, particularmente quanto à sua dieta, para explicar-se a existência do apêndice sem o mesmo tempo assumir-se que ele foi herdado de uma suposta ascendência bruta. Tem sido afirmado, por exemplo, que o coelho, por causa de sua dieta exclusivamente vegetal, acha uso para o seu apêndice. Provavelmente o homem também o achou quando ele viveu mais de uma dieta vegetal. Assim, quando os homens assumem que tais coisas como as mencionadas são restos de uma ascendência bruta, fazem-no arbitrariamente.
(3) Nenhuma razão pode ser dada porque devêramos ter herdado sobrancelhas aparte de todo o cabelo que cobre a face de um antepassado macacoide.
O uso de roupa supre aos evolucionistas uma explicação plausível porque o manto comprido de pelo do macaco não continuou no homem. Não se proporciona, contudo, igual explicação para a ausência de cabelo sobre a testa nua. E a força do uso de roupa como razão para a ausência comparativa de cabelo comprido sobre o corpo humano está grandemente enfraquecida pela mesma ausência na testa humana.
(4) De que serviram aos nossos antepassados as pontas da orelha?
A menos que as mesmas foram úteis aos nossos antepassados de um modo que não para nós, nossa posse delas, então, não pode ser invocada como argumento para a evolução.
(5) A asserção que toda a orelha exterior é inútil é quase demasiada tola para merecer atenção.
Observai os comparativamente surdos quando levam a mão em concha através da orelha para facilitar a audição ... Nada mais é preciso dizer em resposta a esta ignorante noção.
(6) quando o pé está nu, são os dedos de valor perceptível em balançar o corpo.
Não há duvidas que, por bastante tempo, os sapatos foram pouco conhecidos após a criação do homem. Vemos assim a necessidade dos dedos.
(7) As reentrâncias são necessárias, não resta duvida, à própria manutenção do embrião.
Através delas o fluido circo-ambiente ganha acesso e, sem dúvida, preenche alguma necessidade no desenvolvimento dos órgãos internos.
5. O ARGUMENTO DE CARACTERISTICOS HUMANOS NOS ANIMAIS.
Um argumento da evolução se deduz do fato que se acham animais com memória, amor, ódio, ciúme e pelo fato que podem planear e usar de meios, admirar a beleza e, nalguns casos, combinar em esportes. Mas isto nada prova mais do que uma certa soma de similaridade na vida íntima dos animais e do homem. Como no argumento da morfologia, este argumento prova apenas um grau de unidade de plano por parte do Criador. Argüiramos da mesma maneira que os anjos evoluíram dos homens em vista do fato que o homem possui certas características em comum com os anjos; e, na mesma base, podíamos argumentar que o homem evoluiu do diabo.
6. ARGUMENTO DA DISTRIBUIÇÃO DE ANIMAIS.
Diz-se que certos animais se encontram em certas regiões, o que é tomado como evidencia que eles evoluíram de onde de encontram. A asserção supra é em parte falsa. Em uma das Ilhas Bermudas encontram-se lagartos iguais aos da Austrália; noutra iguais ao da América. Huxley afirmou que na vizinhança de Oxford, Inglaterra, acham-se restos de animais como os da Austrália. Mais: ele afirma que as Ilhas Britânicas estiveram uma vez ligadas à África. Se isto for verdade (e não há razão por que não deveria ser), essas ilhas estiveram indubitavelmente ligadas também com a Europa. E é também perfeitamente provável que a Ásia e a América do Norte estiveram ligadas no Estreito de Béring, se não em outros pontos. Assim é verossímil que, originalmente, todos os continentes estiveram visivelmente ligados e os animais destarte espalhados. Então morreram em regiões a eles não adequadas ou se tornaram extintas devido a inimigos predatórios. O fato de os restos de apenas certos animais poderem ser achados numa localidade dada não é prova que eles são os únicos que jamais existiram lá. As relíquias não podem de nenhum modo ser creditadas como darem um arquivo perfeito da vida animal.
II. FATOS CIENTÍFICOS OPOSTOS À EVOLUÇÃO
A evolução é uma teoria não sustentada por fatos imparciais. É uma cisma selvagem. A única causa de sua invenção é que ela ministra ao orgulho do homem natural e o auxilia a desfazer-se de concepção que lhe são desagradáveis ao coração ímpio e rebelde. Seus sentidos são obtusos ao máximo para perceberem coisas espirituais. Assim os milagres são-lhes repugnantes; portanto, ele busca uma explicação materialista da vida. Não há um só fato em prova da evolução, mas muitos fatos contra ela. Os seguintes fatos são alguns deles:
1. A IMPOSSIBILIDADE DE SE DAR CONTA DA LINGUAGEM NA BASE DA EVOLUÇÃO.
Diz o Professor Max Mueller: "Há uma barreira que ninguém ainda se aventurou tocar, - a barreira da linguagem. A linguagem é o nosso Rubicon e nenhum bruto jamais ousa transpô-lo ... Nenhum de seleção natural destilara jamais palavras significantes das notas de pássaros e animais". (Lesson on the Science of Language, pág. 23, 340, 370).
2. A IMPOSSIBILIDADE DE SE DAR CONTAS DE OUTRAS COISAS NA BASE DA EVOLUÇÃO.
As coisas seguintes de que a evolução não pode dar conta são tiradas de "Evolution at the Bar" (P. Mauro):
(1) As asas das Aves.
Segundo a evolução, as asas das aves "devem ter-se desenvolvido cada uma indepentende da outra do que no princípio era um calombo ou protuberância acidentais nas costas de um réptil implume. Mais ainda, devem ter-se perpetuado, com desenvolvimento firmemente progressivo, guardando passo uma com a outra, através da progênie de gerações sem conta, durante todo referido tempo essas excrescências inaturais seriam, não uma vantagem senão, decididamente, um entrave aos seus possuidores. Mas isto não podia prosseguir sob a "lei de Seleção Natural", porque essa "lei" tolera somente a promoção de variações úteis; logo, a Seleção Natural destruiria rapidamente tais variações. Mas, conversamente, as asas da ave destroem a Seleção Natural. A Evolução não pode dar conta das asas, quer por Seleção Natural, quer por qualquer outro método de operação. Muitos evolucionistas competentes têm admitido isto (entre eles Herbert Spencer); contudo, agarram-se à Evolução, não obstante a impossibilidade de proporem um método pelo qual ela pudesse operar".
(2) Os hábito da aranha aquática.
A aranha aquática respira o ar e contudo vive debaixo dágua. Ela constrói sua casa debaixo dágua e a enche de ar. Como chegou ela a tão estranhos hábitos? A evolução não tem resposta. A vida da aranha aquática exige uma equipamento muito complexo. Tudo dela não podia ter-se desenvolvido quer fora dágua, que na água, segundo os métodos evolucionários. Se ela viveu sempre na água, a evolução não tem explicação do fato de ela respirar o ar. Se ela primeiro viveu em seco, e evolução não pode explicar como ela desenvolveu a habilidade de viver debaixo dágua; porque isso teria sido impossível sem o seu equipamento altamente especializado, que consiste de - (1) Pelos protetivos para prevenirem-na de se molhar. (2) O órgão ou órgãos próprios para secreção de um material a prova de água. (3) A habilidade de formar esse material dentro de uma célula estanque. (4) O estranho aparelho para encher sua casa de ar. (5) Os vários instintos maravilhosos que causam a consecução dessas notáveis funções. Nenhuma delas seria de valor incompleto de desenvolvimento. Da aranha aquática requerer-se-ia viver dentro dágua por séculos sem conta para o desenvolvimento deste equipamento, mas ela não poderia viver dentro dágua sem o equipamento! Até aí para a evolução da aranha aquática.
(3) A habilidade produtora de seda de outras aranhas.
Para a produção de seda estão as aranhas munidas de - (1) Glândulas capazes de destilarem um fluido que se endurece instantaneamente e se cristaliza em seda quando exposto ao ar. (2) Fianderinhas (três) assemelhando-se a pernas, perfuradas nas pontas com miríades de tubos excessivamente delgados com o fim de enovelarem o fluido em fios tão pequenos que a união de milhares deles faz uma trança de seda escassamente visível a olho nu. (3) Pernas traseiras adaptadas à função altamente especializada de formar milhares desses filamentos microscópicos num fio. E, neste caso, assim como no primeiro, pode-se indicar que nenhuma destas seria de utilidade alguma sem as outras, nem todas elas juntas seriam de utilidade alguma, salvo no atual estado completo de desenvolvimento. Se as fianderinhas tivessem menos que o número de tubos que elas têm agora, não haveria a área de exposição ao ar para efetuar o endurecimento do fluido em seda. A Seleção Natural não teria tolerado nenhum desses órgãos num estado incompleto de desenvolvimento.
Não é necessário que continuemos com o tratamento minucioso dos órgãos e instintos das abelhas e hábitos do castor. Em ambos os casos a evolução colapsa numa tentativa de explicação muito no mesmo jeito como nos casos já mencionados.
(4). O fato que as características adquiridas e as variações fortuitas não são regularmente transmissíveis.
A evolução ensina que um calombo fortuito aparecendo no corpo de algum animal perpetuou-se e finalmente desenvolveu-se em pernas, que as manchas sensitivas fortuitas que deram uma sensação agradável quando viradas na direção do sol, fazendo assim o animal guarda-las na direção do sol, transmitiram-se, e, sob o estímulo da luz, desenvolveram-se em olhos. Todavia, todo esforço para provar a transmissibilidade de características adquiridas e variações fortuitas terminou em sombrio fracasso. Todas as venetas e esportes podem ocorrer, mas não se propagam regularmente em espécies iguais. Há sempre uma reversão ao tipo na vasta maioria das descendências. Uma criancinha pode nascer com seis dedos nas mãos, ou nos pés, e com alguém de sua progênie pode acontecer o mesmo, mas uma variação tal nunca torna permanente. Professor Coulter, da Universidade de Chicago, diz: "(1) É geralmente crido que os caracteres adquiridos não são herdados. (2) A mais leve variação usada pela teoria de seleção natural não pode ser continuada pela seleção contínua além dos limites das espécies. (3) As formas conservadas pela seleção artificial revertem. (4) A seleção entre tais variações leves é uma que pode ter nenhuma vantagem decidida". George McCready Price diz: "Algumas vezes a Lei de Mendel é chamada de lei de herança alternativa, assim incorporando no seu nome o pensamento que uma descendência possa mostrar caracteres possuídos por um dos pais ou pelo outro, mas ela não pode desenvolver quaisquer caracteres que sejam que não fossem manifestos ou latentes no ascendente. Mudanças no ambiente durante a fase embrionica, é verdade, parecem algumas vezes estar registradas na forma crescente; mas nunca se provou que essas mudanças induzidas possam em algum tempo avultar numa unidade de caráter ou fator genérico que se manterão e segregarão como um fator distinto depois da hibridização. A ascendência só fornece o material para o fator e nenhuma quantidade de mudança induzida consegue registrar-se no organismo de maneira a entrar nesse circulo encantado de caracteres ancestrais, único que parece estar transmitido à posteridade". (Q. E. D., pág. 91).
(5) A lei universal de retrogressão em vez de progressão.
O professor George McCready Price diz: "É uma lei universal das coisas vivas que todas as formas deixadas a si mesmas tendem a degenerar. A necessidade de seleção artificial contínua na beterraba, no algodão da Ilha do Mar, no milho, no gado Jersey e Holstein e nos cavalos de trote, prova esta tendência universal para degenerar" (Q. E. D., pág. 94). O Professor A. H. Sayce, esse eminente arqueologista de Oxford, diz: "Quanto mais antiga a cultura, mais perfeita se acha ser. Este fato é muito notável em vista de teorias modernas de desenvolvimento e de evolução da civilização dentre a barbárie. Seja qual for a razão, tais teorias não surgem pelas descobertas da arqueologia. Em vez do progresso que se devera esperar, achamos retrogressão e decadência." (Homiletic Review, June, 1902).
(6) O intervalo entre os vertebrados e invertebrados no reino animal.
A evolução não tem podido transpor este intervalo provadamente e demonstrar como os animais de espinha dorsal evolveram dos que a não tem. Prof. Hegner, da Universidade de John Hopkins, no seu "College Zoology", pág. 619, cita com aprovação Wilder, assim: "A origem dos vertebrados está perdida na obscuridade de formas a nós desconhecidas". Mas, se a ciência nalgum tempo o demonstra, haverá um consolo para nós: a demonstração pode monstrar-nos como remediar a falta de espinha de pregadores pés de lã e compromissórios.
(7) O intervalo entre as diferentes espécies de cada classe.
Cândidos estudantes de geologia dizem-nos que as espécies aparecem de repente no arquivo geológico sem formas intermediárias. E entre os incontáveis animais e insetos em existência não há um elo de ligação entre as espécies. Isto é a cruz da teoria evolucionista em geral e é aqui que a evolução está destituidissima de prova. Deixada está ela como um litigante num tribunal, com as suas testemunhas mais importantes dolorosa e ominosamente ausentes. Contudo, urge o litigante em que o tribunal decida a seu favor no pressuposto que a questão seria provada se ele pudesse apresentar as testemunhas que não pode e para cuja ausência não pode oferecer razão. O evolucionista é um indivíduo estranhamente crédulo. Ele está tão acostumado a vôos tontos da imaginação que não acha dificuldade em trepar de espécie em espécie tanto no registro geológico como entre as formas vivas sem se aborrecer com os intervalos escancarados entre as espécies.
Dizemos isto de nós mesmos, ou não dizem também o mesmo os cientistas? O Dr. Robert Watts diz: "O registro das rochas nada sabe da evolução de uma forma mais elevada vinda de uma mais baixa... Tanto a natureza como a revelação proclamam-se lei inviolável, que o igual produz igual". O Dr. J. B. Warren, da Universidade de Califórnia, disse: "Se a teoria de evolução for verdadeira, então, durante os muitos milhares de anos cobertos no todo ou em parte atual conhecimento humano, seriam certamente conhecidos alguns casos de evolução entre uma e outra espécie. Nenhum caso tal é conhecido". O Dr. David Brewster declara: "Temos prova absoluta da imutabilidade das espécies, quer a sondemos nas épocas históricas ou geológicas". Sir William Dawson, grande geólogo canadense, diz: "Não há evidencia direta que no curso de tempo geológico uma espécie mudou-se gradual ou repentinamente noutra" (Modern Ideas of Evolution, pág. 118). O Professor Winchell diz: "O grande fato obstinado que toda forma da teoria encontra logo de início é, que, não obstante as variações, estamos ignorantes de um só caso de derivação de uma boa espécie doutra. Vasculhado tem sido o mundo por um exemplo, e ocasionalmente pareceu por algum tempo como se um exemplo tivesse sido achado da originação de uma espécie genuína por agencias naturais assim chamadas, mas apenas damos expressão a admissão de todos os recentes advogados das teorias de derivação quando anunciamos que o há muito procurado calvário experimental não foi descoberto" (The Doctrine of Evolution, pág. 54). Diz o Professor Conn: "Será admitido de todos os lados que nenhum exemplo inquestionável foi observado de uma espécie ser derivada de outra." (Evolution of Today, pág. 23). O Dr. Etheridge, do Museu Britânico, perito em fossiologia, diz: "Em todo este grande museu não há uma partícula de evidência da transmutação das espécies. Nove décimos da prosa dos evolucionistas são escarrada tolice, não achada nas observações e totalmente desamparadas pelos fatos. Este museu está cheio de provas da completa falsidade de suas idéias." O Professor Lê Conte, da Universidade de Califórnia, diz: "A evidência da geologia hoje é que as espécies parecem vir à existência repentinamente e em completa perfeição, ficam substancialmente imudáveis durante o termo de sua existência e morrem em completa perfeição. Outras espécies tomam seus lugares por substituição, aparentemente, não por transmutação".
(8) O tremendo intervalo entre o animal mais elevado e o homem.
O Dr. Frederich Pfaff, professor de ciência natural na Universidade de Erlangen, diz: "Em nenhum lugar dos depósitos mais antigos se vê um macaco que se aproxima mais de perto do homem, ou homem que de perto mais se aproxima de um macaco, ou talvez de homem nenhum. O mesmo hiato que se acha hoje entre o homem e o macaco retrocede em indiminuidas largura e profundidade ao período terciário. Só este fato basta para fazer sua ininteligibilidade clara a quem quer que não esteja penetrado pela convicção da infalibilidade da teoria de transmutação gradual e desenvolvimento progressivo de todas as criaturas organizadas" (Age and Origin of Man, pág. 52). Lê Conte diz: "Os homens mais primitivos até agora achados não são em nenhum sentido elos conetivos entre o homem e o macaco. O crânio de Mentone é de tamanho médio ou mais que médio, enquanto o de Neanderthal, também muito antigo, é de tipo inferior, mas em nenhum respeito intermediário entre o homem e o macaco, sendo verdadeiramente homem". O Dr. Virchow, que foi a autoridade alemã mais alta em fisiologia e estilizado o "chimico dianteiro do globo", sendo o originador da teoria do germe, disse: "A forma intermediária é inimaginável, salvo num sonho". E outra vez: "É tudo asneira. Não pode ser provado pela ciência que o homem descendeu do macaco ou de outro animal. Desde o anúncio da teoria, todo o conhecimento científico real caminhou na direção oposta. A tentativa de achar a transição do animal ao homem acabou em fracasso total".
III. FATOS BÍBLICOS OPOSTOS À EVOLUÇÃO
Até aqui discutimos a evolução de um ponto de vista científico. Isto fizemos porque todo o estudante da Bíblia bem informado devera saber algo do aspecto científico deste assunto. Uma refutação inteligente da evolução pela Bíblia é impossível sem algum conhecimento correto do aspecto científico.
Viramos agora a notar o ensino da Bíblia em referência a evolução. Alguns eruditos da Bíblia acham que a Bíblia não está em antagonismo necessário com a teoria da evolução; mas está e, especialmente, com referência às seguintes matérias:
1. O MÉTODO DE CRIAÇÃO DO HOMEM.
A Bíblia declara que o homem foi criado do pó da terra (Gênesis 2:7; 3:19; 18:27; Jô 10:9; 34:15; Salmos 104:14; Eclesiastes 12:7), não de formas de vida previamente existentes, como seria o caso se a evolução fosse verdadeira.
2. O MÉTODO DE CRIAÇÃO DA PLANTA.
Refere a Bíblia que Deus criou "toda planta do campo antes que estivesse na terra e toda erva do campo antes de crescer" (Gênesis 2:5). Por outro lado, a evolução alega que as plantas se produzem por desenvolvimento gradual e evolução de uma para outra. A evolução afirma a produção por crescimento; a Bíblia ensina a produção antes do crescimento.
3. O ESTADO ORIGINAL DO HOMEM.
De acordo com a Bíblia, o homem foi criado santo e justo, caiu desse estado, trazendo o pecado ao mundo (Gênesis 1:27; Eclesiastes 7:29; Romanos 5:12-21; 1 Coríntios 15:22). Mas a evolução não tem lugar para um estado original santo do homem, nem para a entrada do pecado através de uma queda.
4. O COMEÇO DA RAÇA HUMANA.
Aprendemos da Bíblia que a raça humana começou com um homem, Adão. Mas, se a evolução fosse verdadeira, é certo que muitos seres humanos teriam sido produzidos simultaneamente e em várias partes da terra.
5. O MÉTODO E O TEMPO DA CRIAÇÃO DA MULHER.
O relato escriturístico da criação da mulher representa-a como sendo criada conforme o homem e de uma costela tirada do homem. Por outro lado, a evolução teria necessariamente produzido a fêmea com o macho, do contrário a procriação teria sido impossível.
6. A PERMANENCIA DAS ESPÉCIES.
Lemos que Deus prescreveu que cada espécie de animal produzisse "segundo sua espécie". Isto nega a hipótese evolucionária da transmutação das espécies.
IV. OS EFEITOS ESPIRITUAIS DA EVOLUÇÃO
O Professor Jonathan Rigdon, Ph. D., no seu "Ciência e Religião", diz que "tanto quanto à religião concerne, não faz diferença, absolutamente, se a hipótese da evolução é verdadeira ou falsa". Discordamos fortemente desta posição, não somente porque se opõe à Bíblia, mas também por causa dos seus pestilências efeitos espirituais. O Professor Virchow eminentíssimo entre os patologistas europeus, denunciou a evolução como ruinosa ao estado e disse que ela devera ser excluída das escolas. É ruinosa ao estado e a tudo de valor no reino secular, mas muito mais ruinoso no espiritual.
Alguns dos efeitos espirituais da evolução como segue:
1. LEVA A CONCLUSÃO QUE A RELIGIÃO NADA MAIS É QUE UM PRODUTO DE EVOLUÇÃO.
O Professor Rigdon, no livro previamente citado, diz: "Se a evolução provar-se verdadeira, então veremos que a religião mesma, crença em Deus e imortalidade, é o efeito mais alto da evolução. A religião então aparecerá como a suprema atitude mental que a luta pela existência desenvolveu para fazer a vida digna de se viver e para salvar a raça de extinção voluntária".
Isto tanto deixa a religião como mera crença na existência de Deus e no fato da vida após morte, ou, se por crença em Deus e na imortalidade quer-se dizer o que a Escritura significa pela fé e a esperança do crente, como a evolução despreza a obra regeneradora do Espírito Santo, pela qual estas são efetuadas. Ambas estas alternativas são falsas. A religião ensinada na Bíblia é mais do que crença na existência de Deus e no fato da vida depois da morte. A evolução podia produzir esta crença e contudo estar longe da fé e esperança do Cristão. A fé e a esperança do Cristão são confiança em Cristo para salvação e a expectação de uma imortalidade bem-aventurada na presença de Deus. Estas se produzem, não por quaisquer meios naturais senão pelo mesmo poder que levantou a Cristo dentre os mortos (Efésios 1:19,20).
2. FAZ DA BÍBLIA TAMBÉM UM DOS SEUS PRODUTOS.
E não basta dizer que a evolução foi o meio de Deus para dar-nos a Bíblia, e, portanto, que a Bíblia não está roubada de seu caráter sobrenatural. A Bíblia professa ter sido escrita, não por vontade do homem, como teria sido o caso se ela viesse pela evolução, mas pela ação sobrenatural do Espírito Santo. (2 Pedro 1:21).
3. DESTROI A REALIDADE DO PECADO E SUA ODIOSIDADE À VISTA DE DEUS.
Aos olhos dos evolucionistas o pecado é somente imaturidade humana. O pecado não entrou no mundo como escolha deliberada de um ser humano maduro que verificou algo de suas conseqüências e não é agora o resultado de inimizade contra Deus: é, meramente, um incidente no destino ascensional da raça.
4. SUBSTITUIU O TREINO E O BOM AMBIENTE NO LUGAR DE REGENERAÇÃO E DO SANGUE DE CRISTO.
Se o pecado é apenas de relíquias de imperfeição animal, não carecemos de nada como seu remédio a não ser de tais coisas que contribuem para promover a evolução da raça. Assim a regeneração e o sangue de Cristo são desnecessários.
5. SUBSTITUI A SALVAÇÃO INDIVIDUAL ACENTUADA NA BÍBLIA PELA SALVAÇÃO SOCIAL.
A evolução faz os homens interessados na raça como um todo para que ela atinja a mais elevada civilização, cultura e eficiência; Deus está preocupado com o cumprimento do Seu propósito através da salvação espiritual do indivíduo.
6. SUBSTITUI A LEI DE AMOR NA BÍBLIA PELA LEI DA SOBREVIVENCIA DO MAIS APTO.
A evolução não tem lugar para os fracos e incapazes; mas a Bíblia nos manda socorrer os fracos e os fortificar. A civilização, inteiramente imbuída de evolução e permeada pelo seu espírito, não faria nenhuma provisão pelos fracos.
7. AUMENTA O PREJUIZO NATURAL CONTRA OS MILAGRES.
Diz o Professor Rigdon: "A toda pessoa pensante os milagres são repugnantes". Isto diz ele, não como uma negação dos milagres senão para expressar a preferência da mente do homem por uma explicação natural. O homem tem uma tal preferência e a evolução encoraja esta preferência, agravando a repugnância do homem para com os milagres. Por essa razão achamos muitíssimo evolucionistas negando o nascimento virginal e a ressurreição corporal de Cristo, como negando também o elemento miraculoso na regeneração.
1. A HISTÓRIA DOS HEBREUS Filipe Dias
• 2. Quem eram os Hebreus? Os hebreus eram inicialmente, um pequeno grupo de pastores nómadas, organizados em clãs ou tribos, chefiadas por um patriarca (“pai” da comunidade); O primeiro grande líder, ou patriarca hebreu foi Abraão, segundo o Antigo Testamento. Abraão era Mesopotâmico, originário de Ur, da Caldeia; De acordo com as escrituras sagradas, Abraão recebeu um sinal de Deus para abandonar o politeísmo e conduzir os hebreus de Ur, rumo à Palestina ( Canaã a Terra Prometida); Chegaram por volta de 2000 a. C., viveram na Palestina por quase três séculos. Durante esse tempo, Abraão fundou uma cultura religiosa monoteísta (crença num só Deus); Depois de Abraão, a liderança foi passando de pai para filho. De Abraão foi para Isaque e depois para Jacó. Este último, teve um destaque interessante, pois Jacó teve seu nome mudado para Israel e teve doze filhos, que deram origem as doze tribos de Israel. Filipe Dias
• 3. Os Hebreus no Egipto Uma terrível seca assolou a Palestina e os Hebreus, liderados por Jacó (Israel), foram obrigados a deixar a região em busca de melhores condições de sobrevivência; Partiram para o Egipto, onde o governador da época era José, filho de Jacó; Passaram-se mais de quatro séculos desde que Jacó fora para o Egipto com toda a sua família e, durante este tempo, seus descendentes multiplicaram-se e formaram um povo numeroso; Os egípcios, temerosos com o aumento dos hebreus, tornaram-nos escravos. Filipe Dias
• 4. M o i s é s A Bíblia diz que um Faraó teve medo que o povo de Israel se tornasse numeroso e dominasse o Egipto. Por isso ordenou que todos os recém-nascidos judeus do sexo masculino fossem mortos. Para salvar seu filho, uma judia colocou-o num cesto e lançou-o no Rio Nilo. O menino foi encontrado e criado por uma filha do faraó, foi chamado de Moisés que significa "salvo das águas". Durante a juventude Moisés viveu na corte do faraó. Descobrindo sua origem, revoltou-se contra a opressão ao seu povo e conduziu-o de volta a Canaã. Filipe Dias
• 5. As Dez Pragas Certo dia, Deus apareceu a Moisés numa sarça ardente e disse-lhe que levasse todos os hebreus de volta à terra de Canaã, a terra prometida ; Moisés, obediente à palavra do Senhor, foi pedir ao faraó que deixasse os hebreus sair do Egipto. O faraó não consentiu porque eles eram a força de trabalho utilizada nas construções. Então, Deus ordenou a Moisés que lançasse dez pragas sobre o Egipto: a transformação das águas do Rio Nilo em sangue, a invasão das rãs, a invasão dos mosquitos, a invasão das moscas, a peste que atingiu os animais, o aparecimento de chagas e úlceras em homens e animais, a chuva de pedras, o ataque dos gafanhotos, a escuridão durante três dias e, a última praga, a morte dos primogénitos do Egipto. Filipe Dias
• 6. O ÊXODO O coração do faraó foi perdendo a sua dureza e, após a décima praga, que matou o seu filho, este permitiu que Moisés retirasse os hebreus do Egipto; Moisés saiu do Egipto com o povo, o faraó resolveu persegui-los; O Deus dos hebreus, Jeová, abriu o Mar Vermelho permitindo a fuga de Moisés e seu povo, mas ordenou que aquele se fechasse quando os egípcios tentaram perseguir os hebreus, inicia-se o Êxodo. Filipe Dias
• 7. Moisés no Monte Sinai No deserto, Moisés é chamado por Deus e sobe ao Monte Sinai onde permanece 40 dias em meditação e oração; Quando desce, com as Tábuas da Lei, Moisés fica furioso ao ver que o seu povo, fatigado de esperar no deserto, havia retornado às crenças egípcias; Moisés sobe novamente ao Monte Sinai e Deus dá-lhe novas Tábuas da Lei com os Dez Mandamentos, escritas pela sua própria mão, e decide que o povo seja punido com 40 anos de peregrinação no deserto até a chegada à Palestina (Canaã). Filipe Dias
• 8. "Não terás outros deuses diante de mim". "Não farás para ti nenhum ídolo... Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto...". "Não tomarás em vão o nome do Senhor, o teu Deus...". "Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Trabalharás seis dias e neles farás todos os teus trabalhos, mas o sétimo dia é o sábado dedicado ao Senhor, teu Deus...". "Honra teu pai e tua mãe...". "Não matarás!". "Não adulterarás". "Não furtarás!". "Não dirás falso testemunho contra o teu próximo". "Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo... nem coisa alguma que lhe pertença". Os Dez Mandamentos Filipe Dias
• 9. O Reino de Israel – Século XI a.c. Reino de Israel foi a nação formada pelas 12 Tribos de Israel, um povo descendente de Jacó, Isaac e Abraão; Após o Êxodo os israelitas vaguearam pelo deserto durante décadas e, sob a liderança de Josué, conquistam a terra de Canaã, estabelecem-se nas terras conquistadas dividindo o território entre as 12 tribos; Cada tribo governava-se a si própria e a união entre as tribos era tão frágil que por vezes guerreavam entre si; Cansados destas situações as tribos israelitas resolveram unir-se e instaurar a monarquia. O reino surge em meados do século XI a.c. na sequência da unificação das 12 tribos sob a chefia de Saul, seu 1º rei. Filipe Dias
• 10. Povos que invadiram Israel O reino de Israel, enfraquecido pelas revoltas internas e pelas constantes guerras com Judá, foi dominado em 723 a.C. pelos Assírios. O reino de Judá foi conquistado pelos caldeus, liderados por Nabucodonosor, em 586 a.C., os judeus foram levados como escravos para a Babilónia e Jerusalém e o Templo foram destruídos. O exílio na Babilónia, que se seguiu à destruição do Primeiro Templo, marcou o início da Diáspora Judaica. Um decreto do Rei Ciro, da Pérsia, que conquistou o império babilónico, permitiu que cerca de 50.000 judeus retornassem à Terra de Israel. Menos de um século mais tarde, o segundo retorno foi liderado por Esdras, o Escriba. O retorno, bem como a construção do segundo templo no sítio onde se erguera o primeiro, a fortificação das muralhas de Jerusalém e o estabelecimento da Grande Assembleia marcaram o início da segundo estado judeu (período do segundo templo). Filipe Dias
• 11. No ano de 333 a.C., Alexandre, o Grande, da Macedónia, dominou todo o oriente Médio, mas aos poucos, depois de longas lutas, os judeus consolidaram sua independência. Com a expansão do império romano, essa região passou a ser dominada por Roma. Diante das muitas revoltas da população hebraica ao domínio romano no ano 70 d.C. o Imperador Tito destruiu Jerusalém e o Segundo Templo – do qual só resta uma parede, o Muro das Lamentações – e os hebreus dispersaram – Diáspora. Sob o Imperador Romano Adriano (136 d.c.) os judeus foram expulsos da Palestina e proibidos de retornar àquela região – Segunda Diáspora (dispersão). No final do séc. IV, após a conversão do imperador Constantino ao cristianismo e a fundação do Império Bizantino, a Terra de Israel tornara-se um país predominantemente cristão. A conquista do país pelos árabes ocorreu quatro anos após a morte de Maomé (632 d.C.) e durou mais de quatro séculos, sob o governo de Califas os judeus instalaram-se novamente em Jerusalém. Filipe Dias
• 12. O Livro Sagrado dos Judeus Torá (significa instrução, apontamento, lei ) é o nome dado aos cinco primeiros livros do Tanakh e que constituem o texto central do judaísmo. Contém os relatos sobre a criação do mundo, da origem da humanidade, do pacto de Deus com Abraão e seus filhos, e a libertação dos filhos de Israel do Egipto e sua peregrinação de quarenta anos até a terra prometida. Inclui também os mandamentos e leis que teriam sido dadas a Moisés para que entregasse e ensinasse ao povo de Israel. Filipe Dias
• 13. Jesus Cristo o Messias Os hebreus acreditavam num Messias enviado de Deus para conduzir os homens à salvação eterna. Jesus era judeu, viveu e pensou como um judeu de sua época: falava frases retiradas do livro de Isaías e do Pentateuco (Torá). Após a sua morte alguns judeus acreditavam que o Messias já viera e era Jesus, o Salvador. Uma seita judaico-cristã, face às exigências do judaísmo, decidiu substitui-las pelo baptismo e a fé em Jesus o Salvador. O judaísmo sustenta que Jesus não é o Messias, pois não cumpriu as exigências estabelecidas pela Torá para provar que era um profeta, dando-se assim a separação entre o Judaísmo e o Cristianismo. Filipe Dias
• 14. Webgrafia http://www. auguzs.livejournal.com/2433.html http://www.visaojudaica.com.br http://www.juliobattisti.com.br http://www.suapesquisa.com/hebreus/ http://www.coladaweb.com/hisgeral/civilizacao_hebraica.htm http://www.historiamais.com/hebreus.htm http://pt.wikipedia.org/wiki/ http://www.estudosdabiblia.net http://images.google.com http://books.google.com http://www.jcrelations.net/pt Filipe Dias
• 15. Agrupamento de Escolas Terras de Larus Escola Básica 2, 3 da Cruz de Pau Ano Lectivo 2008/2009 Disciplina de História Filipe Nogueira Dias 7º Ano – Turma A – N.º 11
• 1. A CIVILIZAÇÃO HEBRAICAProfª Simone Azevedo 6º ano prof.sa@hotmail.com 2011
• 2. Evolução política A história política dos hebreus (também chamados israelitas ou judeus) pode ser dividida em três grandes períodos, caracterizados pelo governo dos: Patriarcas / Juízes / Reis.
• 3. PERÍODO DOS PATRIARCAS
• 4. Governos dos Patriarcas Os hebreus eram um pequeno povo de pastores nômades. Chefiados por Abraão, vieram da cidade de Ur (Mesopotâmia) e se estabeleceram na Palestina (a Terra prometida), por volta do ano 2000 a.C. A Palestina era uma pequena faixa de terra que se estendia pelo vale do rio Jordão. Tinha como limites, ao norte, a Fenícia, ao sul, as terras de Judá, a leste, o deserto da Arábia, e, a oeste, o mar Mediterrâneo
• 5. Governos dos Patriarcas Governados por patriarcas, os hebreus viveram na Palestina durante três séculos. Entre os principais patriarcas hebreus destacam¬ se Abraão (1º patriarca), Isaac, Jacó (também chamado de Israel), Moisés e Josué. Por volta de 1750 a.C., uma terrível seca assolou a Palestina, trazendo fome e tragédia. Os hebreus foram obrigados a deixar a região. Partiram, então para o Egito. Lá permaneceram cerca de 400 anos, até serem perseguidos e escravizados pelos faraós.
• 6. Governos dos Patriarcas Conduzidos pelo patriarca Moisés, o hebreus abandonaram o Egito em 1250 a.C., voltando para a Palestina. Essa saída de massa do Egito é conhecida como Êxodo. De acordo com a Bíblia, foi durante o êxodo dos hebreus que Moisés recebeu de Deus a tábua dos Dez Mandamentos, quando atravessava o deserto do Sinai.
• 7. PERÍODO DOS JUÍZES
• 8. Governos dos Juízes De volta à Palestina, os hebreus tiveram de lutar contra o povo cananeu e, posteriormente, contra os filisteus. Essas lutas pela conquista da Palestina duraram dois séculos, período em que os hebreus foram governados pelos juízes. Os juízes eram chefes políticos, militares e religiosos. Embora comandassem os hebreus de forma energética, não tinham uma estrutura administrativa permanente. Entre os mais famosos juízes destaca¬se Sansão.
• 9. PERÍODO DOS REIS
• 10. Governos dos Reis A seqüência de lutas e problemas sociais levaram os hebreus a adotar a monarquia. O objetivo era centralizar o poder nas mãos de um rei e, assim, ter mais força para enfrentar os povos inimigos, como os filisteus. O primeiro rei dos hebreus foi Saul (1010 a.C.). Depois veio o rei Davi (1006 ¬966 a.C.), que venceu o gigante filisteu Golias. Com a conquista de toda a Palestina, a cidade de Jerusalém tornou¬ se a capital política e religiosa dos hebreus.
• 11. Governos dos Reis O sucessor de Davi foi seu filho Salomão, que terminou a organização da monarquia hebraica. Durante seu reinado (966¬926 a.C.), Salomão montou uma corte luxuosa, com muitos funcionários e grandes despesas. Construiu o monumental templo de Jerusalém. E mantinha cerca de 700 esposas e 300 concubinas. Para sustentar esse luxo obrigava os hebreus a pagar altos impostos. O preço dessa exploração foi o aparecimento de revoltas sociais.
• 12. Templo de Salomão
• 13. Fim do Governos dos Reis Com a morte de Salomão, essas revoltas provocaram a divisão do povo em dois reinos: ao norte, dez tribos formaram o reino de Israel, e ao sul, as duas tribos constituíram o reino de Judá. Em 722 a.C., o reino de Israel foi conquistado pelos assírios, comandados por Sargão II. Grande parte dos hebreus foram escravizados e espalhados pelo Império Assírio.
• 14. Período de Crise Em 587 a.C., o reino de Judá foi conquistado pelos babilônios, comandado por Nabucodonosor. Os babilônios destruíram Jerusalém e aprisionaram os hebreus, levando¬os para a Babilônia. Esse episódio ficou conhecido como o Cativeiro da Babilônia. Os hebreus permaneceram presos até 538 a.C., quando o rei Persa Ciro II conquistou a Babilônia, e puderam voltar a Palestina, que se tornara província do Império Persa. Realizou¬se a reconstrução do templo de Jerusalém.
• 15. Período de CriseA partir dessa época, os hebreus não mais conseguiram conquistar a autonomia política da Palestina, que se tornou sucessivamente província dos impérios persa, macedônio e romano. Durante o domínio romano na Palestina, o nacionalismo dos hebreus fortaleceu¬se, levando¬os a se revoltar contra Roma. Em 70 d.C., o imperador Tito sufocou uma rebelião hebraica e destriu o segundo templo de Jerusalém. Os hebreus então dispersaram por várias regiões. Esse episódio ficou conhecido como Diáspora (dispersão)
• 16. Atualidade Espalhados pelo mundo, o povo israelita passou a viver em pequenas comunidades. Preservaram, os elementos básicos de sua cultura, como a linguagem, a religião e alguns objetivos comuns. Assim, os hebreus se mantiveram como nação, embora não constituíssem um Estado. Apenas em 1948 foi fundado o Estado de Israel. A criação de Israel foi precedida de lutas para expulsão do povo palestino, que habitava a região. Hoje, os palestinos ainda lutam pela criação de um Estado palestino independente.
• 17. Economia e Sociedade: do nomadismo à vida sedentária A comunidade nômade: a princípio, os hebreus eram pastores nômades ( não tinham habitação fixa) que se dedicavam a criação de ovelhas e cabras. Tudo que se produzia era distribuído igualmente entre a comunidade. A sociedade sedentária: na Palestina, os hebreus abandonaram os antigos costumes de comunidade nômades. A vida tornou¬se sedentária. Desenvolveu¬se a agricultura e o comércio. Surgiu a propriedade privada e as classes sociais, bem como a exploração de uma classe pela outra.
• 18. Vida Cultural A maioria dos povos da Antiguidade eram politeísta, isto é, acreditavam em vários deuses. Os hebreus foram diferentes. É que a religião hebraica é monoteísta. Ela baseia¬se na fé em um único Deus, Javé, criador de todo o mundo. A doutrina fundamental da religião hebraica (o Judaísmo) encontra¬se no Pentateuco (conjunto de cinco livros), contido na Velho Testamento da Bíblia. Os Hebreus chamam esse livro de Torá. O cristianismo assimilou vários fundamentos do judaísmo, entre eles a vinda de um Messias.
• 19. Torá
• 20. Sites indicados: http://www.historiamais.com/hebreus.htm
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