Estudos sistemáticos
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
A CRIAÇÃO DO HOMEM
Temos só uma coisa a inquirir neste capítulo e essa é o método de Deus na criação do homem. O estado original do homem será tratado num capítulo mais tarde, como será também a natureza do homem.
Criou Deus o homem por um ato direto? Ou foi por meio e pelo processo de evolução das formas mais baixas da vida? Afirmamos que foi por um ato direto. Para prova disto, notamos:
I. ARGUMENTOS DA EVOLUÇÃO REFUTADOS
1. O ARGUMENTO DA GEOLOGIA.
Dizem-nos que um exame de restos fossilizados mostra que as várias formas de vida na terra não se originaram todas de uma vez, mas sucessivamente e que, como regra, a sucessão procede das formas mais simples para as mais complexas.
Em resposta a este argumento, seja primeiro observado que a asserção supra, mesmo se verdadeira, não prova a evolução de uma espécie para outra na ausência do registro geológico de elos conectores entre as espécies. Mais tarde notaremos mais em minúcia a ausência de elos conectores no registro geológico. Em face a essa ausência, caso fosse verdadeiro tudo quanto se afirma sobre a sucessão dos fosseis, o registro geológico apenas provaria uma sucessão de espécies e não de evolução.
Mas, quanto à sucessão das espécies, ninguém menos que T. H. Huxley declara: "Na atual condição de nossos conhecimentos e de nossos métodos um veredicto - "não provado e não provável" - deve ser arquivado contra todas as grandes hipóteses dos paleontologistas a respeito da sucessão geral da vida no globo" (Lay Sermons, pág. 213, London, 1883). E George MacCreay Price, no seu livro "Os Fundamentos da Geologia" explodiu completamente esta "teoria casca de cebola", assim chamada, de épocas sucessivas quando apenas existiam certas formas de vida.
Eis aqui algumas das afirmações do Professor Price, achadas no seu notável "Q. E. D.": "É verdade que no princípio do século dezenove Sir Charles Lyell e outros tentaram dar de mão a esta herança não cientifica das cascas de cebola de Werner, mas a geologia moderna nunca se livrou ainda de sua idéia assencial e mais característica, pois todos os nossos compêndios falam de várias fases quando só certos tipos de vida prevaleceram sobre o globo. Daí é que Whewell, na sua "História das Ciências Indutivas" recusa reconhecer que qualquer avanço real se tenha feito na direção de uma ciência estável como a astronomia, física e química. "Custosamente sabemos", diz ele, "se o progresso começou. A história da astronomia física quase principia com Newton e poucas pessoas aventurar-se-ão a afirmar que o Newton da geologia tenha aparecido".
"A ciência da geologia, conforme se ensina comumente, está verdadeiramente numa espantosíssima condição e sem dúvida apresenta a mistura mais esquisita de fato e absurdo a encontrar-se no circulo todo de nosso conhecimento moderno ... Que gente educadíssima ainda creia na sua tese principal de uma época definida para cada espécie particular de fóssil é exemplo triste mas instrutivo dos efeitos da inércia mental".
"Mas a teoria de eras definitas e sucessivas, com as formas de vida aparecendo na terra numa ordem precisa e invariável, está morta em todo o tempo por vir e para cada homem que tenha bastante treino e métodos científicos para saber quando uma coisa está realmente provada".
E dos "Fundamentos da Geologia" do Professor Price disse Gilbert E. Bailey, primeiro professor de geologia na Universidade de Califórnia: "Foi preciso. Creio que descascastes completamente a teoria casca de cebola".
2. O ARGUMENTO DA EMBRIOLOGIA.
Alega-se, geralmente, entre os advogados da evolução, que o embrião humano, no seu desenvolvimento, passa pelas mesmas mudanças que eles supõem ter passado o homem na sua evolução da ameba, recapitulando assim a evolução da raça. Ou, para ser mais explícito, o argumento da embriologia, inclui as seguintes três asserções: Primeira, que os germes das plantas, dos animais e do homem são idênticos, não mostrando nenhuma diferença tanto na análise química como sob o microscópio; Segunda, que, no desenvolvimento do embrião achamos uma recapitulação da história antepassada do organismo particular a que pertence o embrião;Terceira, que, quando isto é comparado com outros achados da ciência, e a ordem das coisas vivas, segundo são classificadas pela ciência, apresenta uma sucessão completa de formas desde a ameba ao homem.
Em resposta a este argumento desejamos dizer:
(1) A semelhança entre o germe das plantas, dos animais e do homem é só aparente e superficial.
Isto é verdadeiro pelas seguintes razões:
A. O protoplasma de um dado germe não pode ser homogêneo, conquanto assim pareça.
Uma parte desse protoplasma sempre se desenvolve em sangue, outra em músculos, outra em células cerebrais. Se o protoplasma fosse homogêneo, então tudo que sabemos de causa e efeito compelir-nos-ia a crer que o ser dele desenvolvido seria exatamente homogêneo em todas as suas partes. Em vez de se formar uma conclusão que destrói a lei bem estabelecida de causa e efeito, muito melhor é concluir que o protoplasma de um germe parece homogêneo só porque não temos os meios necessários para descobrirmos sua heterogeneidade.
B. O mesmo argumento se aplica com força sempre maior à contenção que o germe do homem é exatamente igual aos das plantas e dos animais.
Se são exatamente iguais, porque o homem se desenvolve invariavelmente de um, um animal de outro e uma planta de outro sem jamais uma reversão? Desde que os cientistas empreenderam explicar os segredos da vida, expliquem-nos eles isto. E, até que o façam, pedir-lhes-emos que fiquem acusados de ensinar uma teoria não cientifica.
(2) É também verdadeiro que o embrião humano no seu desenvolvimento retraça a história antepassada da raça, mas por uma afirmação que paira somente num fundamento aparente e superficial.
A. O embrião da espécie humana nunca é realmente semelhante a um verme, a um peixe, a um réptil ou mesmo a um dos animais mais elevados.
Assim diz o Professor Thompson em "Outline of Zeology", pág. 64. Os invertebrados permanecem dobrados para trás e os vertebrados dobram em direção oposta em redor da gema do ovo. Tudo o que se pode afirmar verdadeiramente a respeito da similaridade embriológica está exposto pelo Professor Hegner, da Universidade de John Hopkins, nas palavras seguintes: "Certas fases neste desenvolvimento têm sido reconhecidas como comuns a todos os animais mais elevados" (College Zoology). Notai que ele inclui somente os animais mais elevados. E ele não afirma uma similaridade exata entre os embriões mesmo dos referidos animais, senão que somente em certas fases de desenvolvimento são comuns a todos eles.
Essas fases de desenvolvimentos que são comuns a todos os animais mais elevados são dadas pelo Professor Hergner como segue: (1) Fendagem ou a divisão da célula simples do ovo em outras células. (2) a formação de uma cavidade no centro do ovo. (3) Gastrulação ou o engraçamento das células num lado do ovo. (4) Introversão, por meio da qual se formam camadas de germe adicionais. Quando está completa aquela segunda fase em que se forma a cavidade do centro, o ovo é como uma bola de borracha oca e a cavidade do centro está rodeada por uma camada simples de células; mas o lado que está endurecido na terceira fase curva-se para dentro e assim o ovo assume grosseiramente o feitio de uma ferradura e vem a possuir uma dupla camada de células. E o Professor Hergner nos diz que "a maioria dos animais mais elevados tem uma terceira camada que aparece comumente entre as outras duas". (5) O desenvolvimento dessas camadas em órgãos. A camada mais externa desenvolve-se em pele do corpo, na coberta dos vários corpos e no sistema nervoso. A camada do meio desenvolve-se em músculos, tecidos de conexão e sustento, no sangue e nos vasos sanguíneos. A camada interna desenvolve-se na coberta do trato digestivo, na faringe e no trato respiratório.
Agora, se houvesse exata similaridade entre as fases de desenvolvimento em todos os animais mais elevados, isso nada provaria a favor da evolução; porque é só para ser esperado que o plano perfeito do Deus onisciente teria fases comuns na reprodução das formas mais elevadas da vida.
Mas não há exata similaridade entre as fases de desenvolvimento de todos os animais mais elevados. Topamos uma diferença importante logo na primeira fase do desenvolvimento do ovo ou germe. Há quatro tipos distintos de divisão da célula: (1) Divisão igual, onde o ovo se divide em duas partes iguais e estas em quatro, etc.; (2) Divisão desigual, onde se formam uma célula grande e outra pequena; (3) Divisão discoidal, onde o ovo inteiro não se divide, mas onde se formam na superfície células pequenas; (4) Divisão superficial, onde o núcleo do ovo se divide rapidamente e as novas células emigram para a superfície e formam uma camada simples de células.
Desde que um dado ovo não pode sotopor-se a cada tipo de divisão, é obrigatória uma divisão logo na primeira fase entre algumas das formas mais elevadas da vida.
Uma segunda diferença já então se apresentou na citação do Professor Hegner em que ele menciona o fato de na quarta fase só a maioria de os animais mais elevados desenvolverem uma terceira camada de células.
Não admira, pois, que o Professor Conn, em "Evolution of Today", admita que a embriologia muitas vezes dá uma história falsa e que o paralelo é grandemente uma grande ilusão.
3. O ARGUMENTO DA MORFOLOGIA.
Tem-se achado que há uma similaridade de plano entre a escama de um peixe, a barbatana de uma baleia, a perna de um animal e o braço de um homem; bem como uma medida de similaridade entre outras partes correspondentes. Por causa disto dizem os evolucionistas que todas estas espécies provêem de um antepassado comum.
Mas, em resposta a isto, Huxley, em "Study of Zoology", pág. 86, diz: "Nenhuma quantidade de evidência puramente morfológica pode bastar para provar que umas coisas vieram a existir de um modo mais do que de outro". E o Professor Quatrefages, do Museu de Ciência Naturais, de Paris, escreve o seguinte: "Sem deixar o domínio dos fatos e julgando somente do que conhecemos, podemos dizer que a morfologia em si mesma justifica a conclusão que uma espécie nunca produziu outra por derivação".
Nós, portanto, riscamos o argumento provindo da morfologia com o seguinte comentário de Alexandre Patterson:
"Esta parecença de partes é bem o que deveríamos esperar das coisas que se originam de um operador inteligente, seja criador, seja manufaturador. Encontra-se em qualquer fabrica. A roda é a mesma do carrinho de mão, na carroça, na carruagem, na locomotiva. De fato, a uniformidade de plano prova a unidade causal e não a diversidade de causas fortuitas reclamada pelos evolucionistas. Se a evolução fosse verdade, haveria tanta diversidade no meio dos órgãos como há no meio das formas dos órgãos. Se a operação de condições fortuitas resultará em mudanças radicais nas formas dos órgãos, por que então não há uma diversidade semelhante no meio dos próprios órgãos? A evolução não tem resposta. A criação tem tal resposta; um é Deus e o Seu plano é um. Porque não deveriam ser iguais as formas de todas as coisas, sendo que são para viver nos mesmos climas, comer o mesmo alimento e propagar-se da mesma maneira?" (O outro lado da Evolução, pág. 45).
4. O ARGUMENTO DAS PARTES RUDIMENTARES DO HOMEM.
Afirmam os evolucionistas que há certos órgãos e partes no homem que são inúteis e que os mesmos devem ser considerados como relíquias de órgãos e partes úteis em nossos antepassados supostamente inferiores na sua evolução. Dizem eles que os cabelos compridos de nossas sobrancelhas, as pontas e todo o exterior do nosso ouvido, os cinco dedos do pé, as reentrâncias nos pescoços dos embriões, o apêndice e, possivelmente, as amídalas, são tudo relíquias de nossa ascendência bruta.
A resposta a isto é simples. De fato, todo este argumento encarna tanta ignorância e tão pouca sã razão que é estranho que qualquer pessoa inteligente tivesse a temeridade de o apresentar.
Notai os seguintes pontos:
(1) Ainda que não se possa achar utilidade para certas partes no homem, todavia não é certo que sejam inúteis.
O homem ainda não avançou tão longe que possa estar certo de que não descobrirá novos fatos que lançarão luz sobre tais problemas como este.
(2) O apêndice talvez tenha tido um uso puramente humano nos primórdios de sua história, quando os seus hábitos foram diferentes.
Tem havido bastantes mudanças nos hábitos de vida do homem, particularmente quanto à sua dieta, para explicar-se a existência do apêndice sem o mesmo tempo assumir-se que ele foi herdado de uma suposta ascendência bruta. Tem sido afirmado, por exemplo, que o coelho, por causa de sua dieta exclusivamente vegetal, acha uso para o seu apêndice. Provavelmente o homem também o achou quando ele viveu mais de uma dieta vegetal. Assim, quando os homens assumem que tais coisas como as mencionadas são restos de uma ascendência bruta, fazem-no arbitrariamente.
(3) Nenhuma razão pode ser dada porque devêramos ter herdado sobrancelhas aparte de todo o cabelo que cobre a face de um antepassado macacoide.
O uso de roupa supre aos evolucionistas uma explicação plausível porque o manto comprido de pelo do macaco não continuou no homem. Não se proporciona, contudo, igual explicação para a ausência de cabelo sobre a testa nua. E a força do uso de roupa como razão para a ausência comparativa de cabelo comprido sobre o corpo humano está grandemente enfraquecida pela mesma ausência na testa humana.
(4) De que serviram aos nossos antepassados as pontas da orelha?
A menos que as mesmas foram úteis aos nossos antepassados de um modo que não para nós, nossa posse delas, então, não pode ser invocada como argumento para a evolução.
(5) A asserção que toda a orelha exterior é inútil é quase demasiada tola para merecer atenção.
Observai os comparativamente surdos quando levam a mão em concha através da orelha para facilitar a audição ... Nada mais é preciso dizer em resposta a esta ignorante noção.
(6) quando o pé está nu, são os dedos de valor perceptível em balançar o corpo.
Não há duvidas que, por bastante tempo, os sapatos foram pouco conhecidos após a criação do homem. Vemos assim a necessidade dos dedos.
(7) As reentrâncias são necessárias, não resta duvida, à própria manutenção do embrião.
Através delas o fluido circo-ambiente ganha acesso e, sem dúvida, preenche alguma necessidade no desenvolvimento dos órgãos internos.
5. O ARGUMENTO DE CARACTERISTICOS HUMANOS NOS ANIMAIS.
Um argumento da evolução se deduz do fato que se acham animais com memória, amor, ódio, ciúme e pelo fato que podem planear e usar de meios, admirar a beleza e, nalguns casos, combinar em esportes. Mas isto nada prova mais do que uma certa soma de similaridade na vida íntima dos animais e do homem. Como no argumento da morfologia, este argumento prova apenas um grau de unidade de plano por parte do Criador. Argüiramos da mesma maneira que os anjos evoluíram dos homens em vista do fato que o homem possui certas características em comum com os anjos; e, na mesma base, podíamos argumentar que o homem evoluiu do diabo.
6. ARGUMENTO DA DISTRIBUIÇÃO DE ANIMAIS.
Diz-se que certos animais se encontram em certas regiões, o que é tomado como evidencia que eles evoluíram de onde de encontram. A asserção supra é em parte falsa. Em uma das Ilhas Bermudas encontram-se lagartos iguais aos da Austrália; noutra iguais ao da América. Huxley afirmou que na vizinhança de Oxford, Inglaterra, acham-se restos de animais como os da Austrália. Mais: ele afirma que as Ilhas Britânicas estiveram uma vez ligadas à África. Se isto for verdade (e não há razão por que não deveria ser), essas ilhas estiveram indubitavelmente ligadas também com a Europa. E é também perfeitamente provável que a Ásia e a América do Norte estiveram ligadas no Estreito de Béring, se não em outros pontos. Assim é verossímil que, originalmente, todos os continentes estiveram visivelmente ligados e os animais destarte espalhados. Então morreram em regiões a eles não adequadas ou se tornaram extintas devido a inimigos predatórios. O fato de os restos de apenas certos animais poderem ser achados numa localidade dada não é prova que eles são os únicos que jamais existiram lá. As relíquias não podem de nenhum modo ser creditadas como darem um arquivo perfeito da vida animal.
II. FATOS CIENTÍFICOS OPOSTOS À EVOLUÇÃO
A evolução é uma teoria não sustentada por fatos imparciais. É uma cisma selvagem. A única causa de sua invenção é que ela ministra ao orgulho do homem natural e o auxilia a desfazer-se de concepção que lhe são desagradáveis ao coração ímpio e rebelde. Seus sentidos são obtusos ao máximo para perceberem coisas espirituais. Assim os milagres são-lhes repugnantes; portanto, ele busca uma explicação materialista da vida. Não há um só fato em prova da evolução, mas muitos fatos contra ela. Os seguintes fatos são alguns deles:
1. A IMPOSSIBILIDADE DE SE DAR CONTA DA LINGUAGEM NA BASE DA EVOLUÇÃO.
Diz o Professor Max Mueller: "Há uma barreira que ninguém ainda se aventurou tocar, - a barreira da linguagem. A linguagem é o nosso Rubicon e nenhum bruto jamais ousa transpô-lo ... Nenhum de seleção natural destilara jamais palavras significantes das notas de pássaros e animais". (Lesson on the Science of Language, pág. 23, 340, 370).
2. A IMPOSSIBILIDADE DE SE DAR CONTAS DE OUTRAS COISAS NA BASE DA EVOLUÇÃO.
As coisas seguintes de que a evolução não pode dar conta são tiradas de "Evolution at the Bar" (P. Mauro):
(1) As asas das Aves.
Segundo a evolução, as asas das aves "devem ter-se desenvolvido cada uma indepentende da outra do que no princípio era um calombo ou protuberância acidentais nas costas de um réptil implume. Mais ainda, devem ter-se perpetuado, com desenvolvimento firmemente progressivo, guardando passo uma com a outra, através da progênie de gerações sem conta, durante todo referido tempo essas excrescências inaturais seriam, não uma vantagem senão, decididamente, um entrave aos seus possuidores. Mas isto não podia prosseguir sob a "lei de Seleção Natural", porque essa "lei" tolera somente a promoção de variações úteis; logo, a Seleção Natural destruiria rapidamente tais variações. Mas, conversamente, as asas da ave destroem a Seleção Natural. A Evolução não pode dar conta das asas, quer por Seleção Natural, quer por qualquer outro método de operação. Muitos evolucionistas competentes têm admitido isto (entre eles Herbert Spencer); contudo, agarram-se à Evolução, não obstante a impossibilidade de proporem um método pelo qual ela pudesse operar".
(2) Os hábito da aranha aquática.
A aranha aquática respira o ar e contudo vive debaixo dágua. Ela constrói sua casa debaixo dágua e a enche de ar. Como chegou ela a tão estranhos hábitos? A evolução não tem resposta. A vida da aranha aquática exige uma equipamento muito complexo. Tudo dela não podia ter-se desenvolvido quer fora dágua, que na água, segundo os métodos evolucionários. Se ela viveu sempre na água, a evolução não tem explicação do fato de ela respirar o ar. Se ela primeiro viveu em seco, e evolução não pode explicar como ela desenvolveu a habilidade de viver debaixo dágua; porque isso teria sido impossível sem o seu equipamento altamente especializado, que consiste de - (1) Pelos protetivos para prevenirem-na de se molhar. (2) O órgão ou órgãos próprios para secreção de um material a prova de água. (3) A habilidade de formar esse material dentro de uma célula estanque. (4) O estranho aparelho para encher sua casa de ar. (5) Os vários instintos maravilhosos que causam a consecução dessas notáveis funções. Nenhuma delas seria de valor incompleto de desenvolvimento. Da aranha aquática requerer-se-ia viver dentro dágua por séculos sem conta para o desenvolvimento deste equipamento, mas ela não poderia viver dentro dágua sem o equipamento! Até aí para a evolução da aranha aquática.
(3) A habilidade produtora de seda de outras aranhas.
Para a produção de seda estão as aranhas munidas de - (1) Glândulas capazes de destilarem um fluido que se endurece instantaneamente e se cristaliza em seda quando exposto ao ar. (2) Fianderinhas (três) assemelhando-se a pernas, perfuradas nas pontas com miríades de tubos excessivamente delgados com o fim de enovelarem o fluido em fios tão pequenos que a união de milhares deles faz uma trança de seda escassamente visível a olho nu. (3) Pernas traseiras adaptadas à função altamente especializada de formar milhares desses filamentos microscópicos num fio. E, neste caso, assim como no primeiro, pode-se indicar que nenhuma destas seria de utilidade alguma sem as outras, nem todas elas juntas seriam de utilidade alguma, salvo no atual estado completo de desenvolvimento. Se as fianderinhas tivessem menos que o número de tubos que elas têm agora, não haveria a área de exposição ao ar para efetuar o endurecimento do fluido em seda. A Seleção Natural não teria tolerado nenhum desses órgãos num estado incompleto de desenvolvimento.
Não é necessário que continuemos com o tratamento minucioso dos órgãos e instintos das abelhas e hábitos do castor. Em ambos os casos a evolução colapsa numa tentativa de explicação muito no mesmo jeito como nos casos já mencionados.
(4). O fato que as características adquiridas e as variações fortuitas não são regularmente transmissíveis.
A evolução ensina que um calombo fortuito aparecendo no corpo de algum animal perpetuou-se e finalmente desenvolveu-se em pernas, que as manchas sensitivas fortuitas que deram uma sensação agradável quando viradas na direção do sol, fazendo assim o animal guarda-las na direção do sol, transmitiram-se, e, sob o estímulo da luz, desenvolveram-se em olhos. Todavia, todo esforço para provar a transmissibilidade de características adquiridas e variações fortuitas terminou em sombrio fracasso. Todas as venetas e esportes podem ocorrer, mas não se propagam regularmente em espécies iguais. Há sempre uma reversão ao tipo na vasta maioria das descendências. Uma criancinha pode nascer com seis dedos nas mãos, ou nos pés, e com alguém de sua progênie pode acontecer o mesmo, mas uma variação tal nunca torna permanente. Professor Coulter, da Universidade de Chicago, diz: "(1) É geralmente crido que os caracteres adquiridos não são herdados. (2) A mais leve variação usada pela teoria de seleção natural não pode ser continuada pela seleção contínua além dos limites das espécies. (3) As formas conservadas pela seleção artificial revertem. (4) A seleção entre tais variações leves é uma que pode ter nenhuma vantagem decidida". George McCready Price diz: "Algumas vezes a Lei de Mendel é chamada de lei de herança alternativa, assim incorporando no seu nome o pensamento que uma descendência possa mostrar caracteres possuídos por um dos pais ou pelo outro, mas ela não pode desenvolver quaisquer caracteres que sejam que não fossem manifestos ou latentes no ascendente. Mudanças no ambiente durante a fase embrionica, é verdade, parecem algumas vezes estar registradas na forma crescente; mas nunca se provou que essas mudanças induzidas possam em algum tempo avultar numa unidade de caráter ou fator genérico que se manterão e segregarão como um fator distinto depois da hibridização. A ascendência só fornece o material para o fator e nenhuma quantidade de mudança induzida consegue registrar-se no organismo de maneira a entrar nesse circulo encantado de caracteres ancestrais, único que parece estar transmitido à posteridade". (Q. E. D., pág. 91).
(5) A lei universal de retrogressão em vez de progressão.
O professor George McCready Price diz: "É uma lei universal das coisas vivas que todas as formas deixadas a si mesmas tendem a degenerar. A necessidade de seleção artificial contínua na beterraba, no algodão da Ilha do Mar, no milho, no gado Jersey e Holstein e nos cavalos de trote, prova esta tendência universal para degenerar" (Q. E. D., pág. 94). O Professor A. H. Sayce, esse eminente arqueologista de Oxford, diz: "Quanto mais antiga a cultura, mais perfeita se acha ser. Este fato é muito notável em vista de teorias modernas de desenvolvimento e de evolução da civilização dentre a barbárie. Seja qual for a razão, tais teorias não surgem pelas descobertas da arqueologia. Em vez do progresso que se devera esperar, achamos retrogressão e decadência." (Homiletic Review, June, 1902).
(6) O intervalo entre os vertebrados e invertebrados no reino animal.
A evolução não tem podido transpor este intervalo provadamente e demonstrar como os animais de espinha dorsal evolveram dos que a não tem. Prof. Hegner, da Universidade de John Hopkins, no seu "College Zoology", pág. 619, cita com aprovação Wilder, assim: "A origem dos vertebrados está perdida na obscuridade de formas a nós desconhecidas". Mas, se a ciência nalgum tempo o demonstra, haverá um consolo para nós: a demonstração pode monstrar-nos como remediar a falta de espinha de pregadores pés de lã e compromissórios.
(7) O intervalo entre as diferentes espécies de cada classe.
Cândidos estudantes de geologia dizem-nos que as espécies aparecem de repente no arquivo geológico sem formas intermediárias. E entre os incontáveis animais e insetos em existência não há um elo de ligação entre as espécies. Isto é a cruz da teoria evolucionista em geral e é aqui que a evolução está destituidissima de prova. Deixada está ela como um litigante num tribunal, com as suas testemunhas mais importantes dolorosa e ominosamente ausentes. Contudo, urge o litigante em que o tribunal decida a seu favor no pressuposto que a questão seria provada se ele pudesse apresentar as testemunhas que não pode e para cuja ausência não pode oferecer razão. O evolucionista é um indivíduo estranhamente crédulo. Ele está tão acostumado a vôos tontos da imaginação que não acha dificuldade em trepar de espécie em espécie tanto no registro geológico como entre as formas vivas sem se aborrecer com os intervalos escancarados entre as espécies.
Dizemos isto de nós mesmos, ou não dizem também o mesmo os cientistas? O Dr. Robert Watts diz: "O registro das rochas nada sabe da evolução de uma forma mais elevada vinda de uma mais baixa... Tanto a natureza como a revelação proclamam-se lei inviolável, que o igual produz igual". O Dr. J. B. Warren, da Universidade de Califórnia, disse: "Se a teoria de evolução for verdadeira, então, durante os muitos milhares de anos cobertos no todo ou em parte atual conhecimento humano, seriam certamente conhecidos alguns casos de evolução entre uma e outra espécie. Nenhum caso tal é conhecido". O Dr. David Brewster declara: "Temos prova absoluta da imutabilidade das espécies, quer a sondemos nas épocas históricas ou geológicas". Sir William Dawson, grande geólogo canadense, diz: "Não há evidencia direta que no curso de tempo geológico uma espécie mudou-se gradual ou repentinamente noutra" (Modern Ideas of Evolution, pág. 118). O Professor Winchell diz: "O grande fato obstinado que toda forma da teoria encontra logo de início é, que, não obstante as variações, estamos ignorantes de um só caso de derivação de uma boa espécie doutra. Vasculhado tem sido o mundo por um exemplo, e ocasionalmente pareceu por algum tempo como se um exemplo tivesse sido achado da originação de uma espécie genuína por agencias naturais assim chamadas, mas apenas damos expressão a admissão de todos os recentes advogados das teorias de derivação quando anunciamos que o há muito procurado calvário experimental não foi descoberto" (The Doctrine of Evolution, pág. 54). Diz o Professor Conn: "Será admitido de todos os lados que nenhum exemplo inquestionável foi observado de uma espécie ser derivada de outra." (Evolution of Today, pág. 23). O Dr. Etheridge, do Museu Britânico, perito em fossiologia, diz: "Em todo este grande museu não há uma partícula de evidência da transmutação das espécies. Nove décimos da prosa dos evolucionistas são escarrada tolice, não achada nas observações e totalmente desamparadas pelos fatos. Este museu está cheio de provas da completa falsidade de suas idéias." O Professor Lê Conte, da Universidade de Califórnia, diz: "A evidência da geologia hoje é que as espécies parecem vir à existência repentinamente e em completa perfeição, ficam substancialmente imudáveis durante o termo de sua existência e morrem em completa perfeição. Outras espécies tomam seus lugares por substituição, aparentemente, não por transmutação".
(8) O tremendo intervalo entre o animal mais elevado e o homem.
O Dr. Frederich Pfaff, professor de ciência natural na Universidade de Erlangen, diz: "Em nenhum lugar dos depósitos mais antigos se vê um macaco que se aproxima mais de perto do homem, ou homem que de perto mais se aproxima de um macaco, ou talvez de homem nenhum. O mesmo hiato que se acha hoje entre o homem e o macaco retrocede em indiminuidas largura e profundidade ao período terciário. Só este fato basta para fazer sua ininteligibilidade clara a quem quer que não esteja penetrado pela convicção da infalibilidade da teoria de transmutação gradual e desenvolvimento progressivo de todas as criaturas organizadas" (Age and Origin of Man, pág. 52). Lê Conte diz: "Os homens mais primitivos até agora achados não são em nenhum sentido elos conetivos entre o homem e o macaco. O crânio de Mentone é de tamanho médio ou mais que médio, enquanto o de Neanderthal, também muito antigo, é de tipo inferior, mas em nenhum respeito intermediário entre o homem e o macaco, sendo verdadeiramente homem". O Dr. Virchow, que foi a autoridade alemã mais alta em fisiologia e estilizado o "chimico dianteiro do globo", sendo o originador da teoria do germe, disse: "A forma intermediária é inimaginável, salvo num sonho". E outra vez: "É tudo asneira. Não pode ser provado pela ciência que o homem descendeu do macaco ou de outro animal. Desde o anúncio da teoria, todo o conhecimento científico real caminhou na direção oposta. A tentativa de achar a transição do animal ao homem acabou em fracasso total".
III. FATOS BÍBLICOS OPOSTOS À EVOLUÇÃO
Até aqui discutimos a evolução de um ponto de vista científico. Isto fizemos porque todo o estudante da Bíblia bem informado devera saber algo do aspecto científico deste assunto. Uma refutação inteligente da evolução pela Bíblia é impossível sem algum conhecimento correto do aspecto científico.
Viramos agora a notar o ensino da Bíblia em referência a evolução. Alguns eruditos da Bíblia acham que a Bíblia não está em antagonismo necessário com a teoria da evolução; mas está e, especialmente, com referência às seguintes matérias:
1. O MÉTODO DE CRIAÇÃO DO HOMEM.
A Bíblia declara que o homem foi criado do pó da terra (Gênesis 2:7; 3:19; 18:27; Jô 10:9; 34:15; Salmos 104:14; Eclesiastes 12:7), não de formas de vida previamente existentes, como seria o caso se a evolução fosse verdadeira.
2. O MÉTODO DE CRIAÇÃO DA PLANTA.
Refere a Bíblia que Deus criou "toda planta do campo antes que estivesse na terra e toda erva do campo antes de crescer" (Gênesis 2:5). Por outro lado, a evolução alega que as plantas se produzem por desenvolvimento gradual e evolução de uma para outra. A evolução afirma a produção por crescimento; a Bíblia ensina a produção antes do crescimento.
3. O ESTADO ORIGINAL DO HOMEM.
De acordo com a Bíblia, o homem foi criado santo e justo, caiu desse estado, trazendo o pecado ao mundo (Gênesis 1:27; Eclesiastes 7:29; Romanos 5:12-21; 1 Coríntios 15:22). Mas a evolução não tem lugar para um estado original santo do homem, nem para a entrada do pecado através de uma queda.
4. O COMEÇO DA RAÇA HUMANA.
Aprendemos da Bíblia que a raça humana começou com um homem, Adão. Mas, se a evolução fosse verdadeira, é certo que muitos seres humanos teriam sido produzidos simultaneamente e em várias partes da terra.
5. O MÉTODO E O TEMPO DA CRIAÇÃO DA MULHER.
O relato escriturístico da criação da mulher representa-a como sendo criada conforme o homem e de uma costela tirada do homem. Por outro lado, a evolução teria necessariamente produzido a fêmea com o macho, do contrário a procriação teria sido impossível.
6. A PERMANENCIA DAS ESPÉCIES.
Lemos que Deus prescreveu que cada espécie de animal produzisse "segundo sua espécie". Isto nega a hipótese evolucionária da transmutação das espécies.
IV. OS EFEITOS ESPIRITUAIS DA EVOLUÇÃO
O Professor Jonathan Rigdon, Ph. D., no seu "Ciência e Religião", diz que "tanto quanto à religião concerne, não faz diferença, absolutamente, se a hipótese da evolução é verdadeira ou falsa". Discordamos fortemente desta posição, não somente porque se opõe à Bíblia, mas também por causa dos seus pestilências efeitos espirituais. O Professor Virchow eminentíssimo entre os patologistas europeus, denunciou a evolução como ruinosa ao estado e disse que ela devera ser excluída das escolas. É ruinosa ao estado e a tudo de valor no reino secular, mas muito mais ruinoso no espiritual.
Alguns dos efeitos espirituais da evolução como segue:
1. LEVA A CONCLUSÃO QUE A RELIGIÃO NADA MAIS É QUE UM PRODUTO DE EVOLUÇÃO.
O Professor Rigdon, no livro previamente citado, diz: "Se a evolução provar-se verdadeira, então veremos que a religião mesma, crença em Deus e imortalidade, é o efeito mais alto da evolução. A religião então aparecerá como a suprema atitude mental que a luta pela existência desenvolveu para fazer a vida digna de se viver e para salvar a raça de extinção voluntária".
Isto tanto deixa a religião como mera crença na existência de Deus e no fato da vida após morte, ou, se por crença em Deus e na imortalidade quer-se dizer o que a Escritura significa pela fé e a esperança do crente, como a evolução despreza a obra regeneradora do Espírito Santo, pela qual estas são efetuadas. Ambas estas alternativas são falsas. A religião ensinada na Bíblia é mais do que crença na existência de Deus e no fato da vida depois da morte. A evolução podia produzir esta crença e contudo estar longe da fé e esperança do Cristão. A fé e a esperança do Cristão são confiança em Cristo para salvação e a expectação de uma imortalidade bem-aventurada na presença de Deus. Estas se produzem, não por quaisquer meios naturais senão pelo mesmo poder que levantou a Cristo dentre os mortos (Efésios 1:19,20).
2. FAZ DA BÍBLIA TAMBÉM UM DOS SEUS PRODUTOS.
E não basta dizer que a evolução foi o meio de Deus para dar-nos a Bíblia, e, portanto, que a Bíblia não está roubada de seu caráter sobrenatural. A Bíblia professa ter sido escrita, não por vontade do homem, como teria sido o caso se ela viesse pela evolução, mas pela ação sobrenatural do Espírito Santo. (2 Pedro 1:21).
3. DESTROI A REALIDADE DO PECADO E SUA ODIOSIDADE À VISTA DE DEUS.
Aos olhos dos evolucionistas o pecado é somente imaturidade humana. O pecado não entrou no mundo como escolha deliberada de um ser humano maduro que verificou algo de suas conseqüências e não é agora o resultado de inimizade contra Deus: é, meramente, um incidente no destino ascensional da raça.
4. SUBSTITUIU O TREINO E O BOM AMBIENTE NO LUGAR DE REGENERAÇÃO E DO SANGUE DE CRISTO.
Se o pecado é apenas de relíquias de imperfeição animal, não carecemos de nada como seu remédio a não ser de tais coisas que contribuem para promover a evolução da raça. Assim a regeneração e o sangue de Cristo são desnecessários.
5. SUBSTITUI A SALVAÇÃO INDIVIDUAL ACENTUADA NA BÍBLIA PELA SALVAÇÃO SOCIAL.
A evolução faz os homens interessados na raça como um todo para que ela atinja a mais elevada civilização, cultura e eficiência; Deus está preocupado com o cumprimento do Seu propósito através da salvação espiritual do indivíduo.
6. SUBSTITUI A LEI DE AMOR NA BÍBLIA PELA LEI DA SOBREVIVENCIA DO MAIS APTO.
A evolução não tem lugar para os fracos e incapazes; mas a Bíblia nos manda socorrer os fracos e os fortificar. A civilização, inteiramente imbuída de evolução e permeada pelo seu espírito, não faria nenhuma provisão pelos fracos.
7. AUMENTA O PREJUIZO NATURAL CONTRA OS MILAGRES.
Diz o Professor Rigdon: "A toda pessoa pensante os milagres são repugnantes". Isto diz ele, não como uma negação dos milagres senão para expressar a preferência da mente do homem por uma explicação natural. O homem tem uma tal preferência e a evolução encoraja esta preferência, agravando a repugnância do homem para com os milagres. Por essa razão achamos muitíssimo evolucionistas negando o nascimento virginal e a ressurreição corporal de Cristo, como negando também o elemento miraculoso na regeneração.
1. A HISTÓRIA DOS HEBREUS Filipe Dias
• 2. Quem eram os Hebreus? Os hebreus eram inicialmente, um pequeno grupo de pastores nómadas, organizados em clãs ou tribos, chefiadas por um patriarca (“pai” da comunidade); O primeiro grande líder, ou patriarca hebreu foi Abraão, segundo o Antigo Testamento. Abraão era Mesopotâmico, originário de Ur, da Caldeia; De acordo com as escrituras sagradas, Abraão recebeu um sinal de Deus para abandonar o politeísmo e conduzir os hebreus de Ur, rumo à Palestina ( Canaã a Terra Prometida); Chegaram por volta de 2000 a. C., viveram na Palestina por quase três séculos. Durante esse tempo, Abraão fundou uma cultura religiosa monoteísta (crença num só Deus); Depois de Abraão, a liderança foi passando de pai para filho. De Abraão foi para Isaque e depois para Jacó. Este último, teve um destaque interessante, pois Jacó teve seu nome mudado para Israel e teve doze filhos, que deram origem as doze tribos de Israel. Filipe Dias
• 3. Os Hebreus no Egipto Uma terrível seca assolou a Palestina e os Hebreus, liderados por Jacó (Israel), foram obrigados a deixar a região em busca de melhores condições de sobrevivência; Partiram para o Egipto, onde o governador da época era José, filho de Jacó; Passaram-se mais de quatro séculos desde que Jacó fora para o Egipto com toda a sua família e, durante este tempo, seus descendentes multiplicaram-se e formaram um povo numeroso; Os egípcios, temerosos com o aumento dos hebreus, tornaram-nos escravos. Filipe Dias
• 4. M o i s é s A Bíblia diz que um Faraó teve medo que o povo de Israel se tornasse numeroso e dominasse o Egipto. Por isso ordenou que todos os recém-nascidos judeus do sexo masculino fossem mortos. Para salvar seu filho, uma judia colocou-o num cesto e lançou-o no Rio Nilo. O menino foi encontrado e criado por uma filha do faraó, foi chamado de Moisés que significa "salvo das águas". Durante a juventude Moisés viveu na corte do faraó. Descobrindo sua origem, revoltou-se contra a opressão ao seu povo e conduziu-o de volta a Canaã. Filipe Dias
• 5. As Dez Pragas Certo dia, Deus apareceu a Moisés numa sarça ardente e disse-lhe que levasse todos os hebreus de volta à terra de Canaã, a terra prometida ; Moisés, obediente à palavra do Senhor, foi pedir ao faraó que deixasse os hebreus sair do Egipto. O faraó não consentiu porque eles eram a força de trabalho utilizada nas construções. Então, Deus ordenou a Moisés que lançasse dez pragas sobre o Egipto: a transformação das águas do Rio Nilo em sangue, a invasão das rãs, a invasão dos mosquitos, a invasão das moscas, a peste que atingiu os animais, o aparecimento de chagas e úlceras em homens e animais, a chuva de pedras, o ataque dos gafanhotos, a escuridão durante três dias e, a última praga, a morte dos primogénitos do Egipto. Filipe Dias
• 6. O ÊXODO O coração do faraó foi perdendo a sua dureza e, após a décima praga, que matou o seu filho, este permitiu que Moisés retirasse os hebreus do Egipto; Moisés saiu do Egipto com o povo, o faraó resolveu persegui-los; O Deus dos hebreus, Jeová, abriu o Mar Vermelho permitindo a fuga de Moisés e seu povo, mas ordenou que aquele se fechasse quando os egípcios tentaram perseguir os hebreus, inicia-se o Êxodo. Filipe Dias
• 7. Moisés no Monte Sinai No deserto, Moisés é chamado por Deus e sobe ao Monte Sinai onde permanece 40 dias em meditação e oração; Quando desce, com as Tábuas da Lei, Moisés fica furioso ao ver que o seu povo, fatigado de esperar no deserto, havia retornado às crenças egípcias; Moisés sobe novamente ao Monte Sinai e Deus dá-lhe novas Tábuas da Lei com os Dez Mandamentos, escritas pela sua própria mão, e decide que o povo seja punido com 40 anos de peregrinação no deserto até a chegada à Palestina (Canaã). Filipe Dias
• 8. "Não terás outros deuses diante de mim". "Não farás para ti nenhum ídolo... Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto...". "Não tomarás em vão o nome do Senhor, o teu Deus...". "Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Trabalharás seis dias e neles farás todos os teus trabalhos, mas o sétimo dia é o sábado dedicado ao Senhor, teu Deus...". "Honra teu pai e tua mãe...". "Não matarás!". "Não adulterarás". "Não furtarás!". "Não dirás falso testemunho contra o teu próximo". "Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo... nem coisa alguma que lhe pertença". Os Dez Mandamentos Filipe Dias
• 9. O Reino de Israel – Século XI a.c. Reino de Israel foi a nação formada pelas 12 Tribos de Israel, um povo descendente de Jacó, Isaac e Abraão; Após o Êxodo os israelitas vaguearam pelo deserto durante décadas e, sob a liderança de Josué, conquistam a terra de Canaã, estabelecem-se nas terras conquistadas dividindo o território entre as 12 tribos; Cada tribo governava-se a si própria e a união entre as tribos era tão frágil que por vezes guerreavam entre si; Cansados destas situações as tribos israelitas resolveram unir-se e instaurar a monarquia. O reino surge em meados do século XI a.c. na sequência da unificação das 12 tribos sob a chefia de Saul, seu 1º rei. Filipe Dias
• 10. Povos que invadiram Israel O reino de Israel, enfraquecido pelas revoltas internas e pelas constantes guerras com Judá, foi dominado em 723 a.C. pelos Assírios. O reino de Judá foi conquistado pelos caldeus, liderados por Nabucodonosor, em 586 a.C., os judeus foram levados como escravos para a Babilónia e Jerusalém e o Templo foram destruídos. O exílio na Babilónia, que se seguiu à destruição do Primeiro Templo, marcou o início da Diáspora Judaica. Um decreto do Rei Ciro, da Pérsia, que conquistou o império babilónico, permitiu que cerca de 50.000 judeus retornassem à Terra de Israel. Menos de um século mais tarde, o segundo retorno foi liderado por Esdras, o Escriba. O retorno, bem como a construção do segundo templo no sítio onde se erguera o primeiro, a fortificação das muralhas de Jerusalém e o estabelecimento da Grande Assembleia marcaram o início da segundo estado judeu (período do segundo templo). Filipe Dias
• 11. No ano de 333 a.C., Alexandre, o Grande, da Macedónia, dominou todo o oriente Médio, mas aos poucos, depois de longas lutas, os judeus consolidaram sua independência. Com a expansão do império romano, essa região passou a ser dominada por Roma. Diante das muitas revoltas da população hebraica ao domínio romano no ano 70 d.C. o Imperador Tito destruiu Jerusalém e o Segundo Templo – do qual só resta uma parede, o Muro das Lamentações – e os hebreus dispersaram – Diáspora. Sob o Imperador Romano Adriano (136 d.c.) os judeus foram expulsos da Palestina e proibidos de retornar àquela região – Segunda Diáspora (dispersão). No final do séc. IV, após a conversão do imperador Constantino ao cristianismo e a fundação do Império Bizantino, a Terra de Israel tornara-se um país predominantemente cristão. A conquista do país pelos árabes ocorreu quatro anos após a morte de Maomé (632 d.C.) e durou mais de quatro séculos, sob o governo de Califas os judeus instalaram-se novamente em Jerusalém. Filipe Dias
• 12. O Livro Sagrado dos Judeus Torá (significa instrução, apontamento, lei ) é o nome dado aos cinco primeiros livros do Tanakh e que constituem o texto central do judaísmo. Contém os relatos sobre a criação do mundo, da origem da humanidade, do pacto de Deus com Abraão e seus filhos, e a libertação dos filhos de Israel do Egipto e sua peregrinação de quarenta anos até a terra prometida. Inclui também os mandamentos e leis que teriam sido dadas a Moisés para que entregasse e ensinasse ao povo de Israel. Filipe Dias
• 13. Jesus Cristo o Messias Os hebreus acreditavam num Messias enviado de Deus para conduzir os homens à salvação eterna. Jesus era judeu, viveu e pensou como um judeu de sua época: falava frases retiradas do livro de Isaías e do Pentateuco (Torá). Após a sua morte alguns judeus acreditavam que o Messias já viera e era Jesus, o Salvador. Uma seita judaico-cristã, face às exigências do judaísmo, decidiu substitui-las pelo baptismo e a fé em Jesus o Salvador. O judaísmo sustenta que Jesus não é o Messias, pois não cumpriu as exigências estabelecidas pela Torá para provar que era um profeta, dando-se assim a separação entre o Judaísmo e o Cristianismo. Filipe Dias
• 14. Webgrafia http://www. auguzs.livejournal.com/2433.html http://www.visaojudaica.com.br http://www.juliobattisti.com.br http://www.suapesquisa.com/hebreus/ http://www.coladaweb.com/hisgeral/civilizacao_hebraica.htm http://www.historiamais.com/hebreus.htm http://pt.wikipedia.org/wiki/ http://www.estudosdabiblia.net http://images.google.com http://books.google.com http://www.jcrelations.net/pt Filipe Dias
• 15. Agrupamento de Escolas Terras de Larus Escola Básica 2, 3 da Cruz de Pau Ano Lectivo 2008/2009 Disciplina de História Filipe Nogueira Dias 7º Ano – Turma A – N.º 11
• 1. A CIVILIZAÇÃO HEBRAICAProfª Simone Azevedo 6º ano prof.sa@hotmail.com 2011
• 2. Evolução política A história política dos hebreus (também chamados israelitas ou judeus) pode ser dividida em três grandes períodos, caracterizados pelo governo dos: Patriarcas / Juízes / Reis.
• 3. PERÍODO DOS PATRIARCAS
• 4. Governos dos Patriarcas Os hebreus eram um pequeno povo de pastores nômades. Chefiados por Abraão, vieram da cidade de Ur (Mesopotâmia) e se estabeleceram na Palestina (a Terra prometida), por volta do ano 2000 a.C. A Palestina era uma pequena faixa de terra que se estendia pelo vale do rio Jordão. Tinha como limites, ao norte, a Fenícia, ao sul, as terras de Judá, a leste, o deserto da Arábia, e, a oeste, o mar Mediterrâneo
• 5. Governos dos Patriarcas Governados por patriarcas, os hebreus viveram na Palestina durante três séculos. Entre os principais patriarcas hebreus destacam¬ se Abraão (1º patriarca), Isaac, Jacó (também chamado de Israel), Moisés e Josué. Por volta de 1750 a.C., uma terrível seca assolou a Palestina, trazendo fome e tragédia. Os hebreus foram obrigados a deixar a região. Partiram, então para o Egito. Lá permaneceram cerca de 400 anos, até serem perseguidos e escravizados pelos faraós.
• 6. Governos dos Patriarcas Conduzidos pelo patriarca Moisés, o hebreus abandonaram o Egito em 1250 a.C., voltando para a Palestina. Essa saída de massa do Egito é conhecida como Êxodo. De acordo com a Bíblia, foi durante o êxodo dos hebreus que Moisés recebeu de Deus a tábua dos Dez Mandamentos, quando atravessava o deserto do Sinai.
• 7. PERÍODO DOS JUÍZES
• 8. Governos dos Juízes De volta à Palestina, os hebreus tiveram de lutar contra o povo cananeu e, posteriormente, contra os filisteus. Essas lutas pela conquista da Palestina duraram dois séculos, período em que os hebreus foram governados pelos juízes. Os juízes eram chefes políticos, militares e religiosos. Embora comandassem os hebreus de forma energética, não tinham uma estrutura administrativa permanente. Entre os mais famosos juízes destaca¬se Sansão.
• 9. PERÍODO DOS REIS
• 10. Governos dos Reis A seqüência de lutas e problemas sociais levaram os hebreus a adotar a monarquia. O objetivo era centralizar o poder nas mãos de um rei e, assim, ter mais força para enfrentar os povos inimigos, como os filisteus. O primeiro rei dos hebreus foi Saul (1010 a.C.). Depois veio o rei Davi (1006 ¬966 a.C.), que venceu o gigante filisteu Golias. Com a conquista de toda a Palestina, a cidade de Jerusalém tornou¬ se a capital política e religiosa dos hebreus.
• 11. Governos dos Reis O sucessor de Davi foi seu filho Salomão, que terminou a organização da monarquia hebraica. Durante seu reinado (966¬926 a.C.), Salomão montou uma corte luxuosa, com muitos funcionários e grandes despesas. Construiu o monumental templo de Jerusalém. E mantinha cerca de 700 esposas e 300 concubinas. Para sustentar esse luxo obrigava os hebreus a pagar altos impostos. O preço dessa exploração foi o aparecimento de revoltas sociais.
• 12. Templo de Salomão
• 13. Fim do Governos dos Reis Com a morte de Salomão, essas revoltas provocaram a divisão do povo em dois reinos: ao norte, dez tribos formaram o reino de Israel, e ao sul, as duas tribos constituíram o reino de Judá. Em 722 a.C., o reino de Israel foi conquistado pelos assírios, comandados por Sargão II. Grande parte dos hebreus foram escravizados e espalhados pelo Império Assírio.
• 14. Período de Crise Em 587 a.C., o reino de Judá foi conquistado pelos babilônios, comandado por Nabucodonosor. Os babilônios destruíram Jerusalém e aprisionaram os hebreus, levando¬os para a Babilônia. Esse episódio ficou conhecido como o Cativeiro da Babilônia. Os hebreus permaneceram presos até 538 a.C., quando o rei Persa Ciro II conquistou a Babilônia, e puderam voltar a Palestina, que se tornara província do Império Persa. Realizou¬se a reconstrução do templo de Jerusalém.
• 15. Período de CriseA partir dessa época, os hebreus não mais conseguiram conquistar a autonomia política da Palestina, que se tornou sucessivamente província dos impérios persa, macedônio e romano. Durante o domínio romano na Palestina, o nacionalismo dos hebreus fortaleceu¬se, levando¬os a se revoltar contra Roma. Em 70 d.C., o imperador Tito sufocou uma rebelião hebraica e destriu o segundo templo de Jerusalém. Os hebreus então dispersaram por várias regiões. Esse episódio ficou conhecido como Diáspora (dispersão)
• 16. Atualidade Espalhados pelo mundo, o povo israelita passou a viver em pequenas comunidades. Preservaram, os elementos básicos de sua cultura, como a linguagem, a religião e alguns objetivos comuns. Assim, os hebreus se mantiveram como nação, embora não constituíssem um Estado. Apenas em 1948 foi fundado o Estado de Israel. A criação de Israel foi precedida de lutas para expulsão do povo palestino, que habitava a região. Hoje, os palestinos ainda lutam pela criação de um Estado palestino independente.
• 17. Economia e Sociedade: do nomadismo à vida sedentária A comunidade nômade: a princípio, os hebreus eram pastores nômades ( não tinham habitação fixa) que se dedicavam a criação de ovelhas e cabras. Tudo que se produzia era distribuído igualmente entre a comunidade. A sociedade sedentária: na Palestina, os hebreus abandonaram os antigos costumes de comunidade nômades. A vida tornou¬se sedentária. Desenvolveu¬se a agricultura e o comércio. Surgiu a propriedade privada e as classes sociais, bem como a exploração de uma classe pela outra.
• 18. Vida Cultural A maioria dos povos da Antiguidade eram politeísta, isto é, acreditavam em vários deuses. Os hebreus foram diferentes. É que a religião hebraica é monoteísta. Ela baseia¬se na fé em um único Deus, Javé, criador de todo o mundo. A doutrina fundamental da religião hebraica (o Judaísmo) encontra¬se no Pentateuco (conjunto de cinco livros), contido na Velho Testamento da Bíblia. Os Hebreus chamam esse livro de Torá. O cristianismo assimilou vários fundamentos do judaísmo, entre eles a vinda de um Messias.
• 19. Torá
• 20. Sites indicados: http://www.historiamais.com/hebreus.htm
BIBLIOLOGIA
INSTITUTO TEOLÓGICO GAMALIEL
CURSO MÉDIO EM TEOLOGIA
Matéria: BIBLIOLOGIA
DOUTRINA DA BÍBLIA
I. REVELAÇÃO: É a operação divina que comunica ao homem fatos que a razão humana é
insuficiente para conhecer. É portanto, a operação divina que comunica a verdade de Deus
ao homem (ICo.2:10).
a) Provas da Revelação: O diabo foi o primeiro ser a pôr em dúvida a existência da revelação:
"É assim que Deus disse?" (Gn.3:1). Mas a Bíblia é a Palavra de Deus. Vejamos alguns
argumentos:
1) A Indestrutibilidade da Bíblia:
Uma porcentagem muito pequena de livros sobrevive além de um quarto de século, e
uma porcentagem ainda menor dura um século, e uma porção quase insignificante
dura mil anos. A Bíblia, porém, tem sobrevivido em circunstâncias adversas. Em 303
A.D. o imperador Dioclécio decretou que todos os exemplares da Bíblia fossem
queimados. A Bíblia é hoje encontrada em mais de mil línguas e ainda é o livro mais
lido do mundo.
2) A Natureza da Bíblia:
a) Ela é superior: Ela é superior a qualquer outro livro do mundo. O mundo, com sua
sabedoria e vasto acúmulo de conhecimento nunca foi capaz de produzir um livro que
chegue perto de se comparar a Bíblia.
b) É um livro honesto: Pois revela fatos sobre a corrupção humana, fatos que a
natureza humana teria interesse em acobertar.
c) É um livro harmonioso: Pois embora tenha sido escrito por uns quarenta autores
diferentes, por um período de 1.600 anos, ela revela ser um livro único que expressa
um só sistema doutrinário e um só padrão moral, coerentes e sem contradições.
3) A Influência da Bíblia:
O Alcorão, o Livro dos Mórmons, o Zenda Avesta, os Clássicos de Confúncio, todos
tiveram influência no mundo. Estes, porém, conduziram a uma idéia apagada de Deus
e do pecado, ao ponto de ignorá-los. A Bíblia, porém, tem produzido altos resultados
em todas as esferas da vida: na arte, na arquitetura, na literatura, na música, na
política, na ciência etc.
Pr. Flávio Nunes.
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4) Argumento da Analogia:
Os animais inferiores expressam com suas vozes seus diferentes sentimentos. Entre
os racionais existe uma presença correspondente, existe comunicação direta de um
para o outro, uma revelação de pensamentos e sentimentos. Consequentemente é
de se esperar que exista, por analogia da natureza, uma revelação direta de Deus
para com o homem. Sendo o homem criado à Sua imagem, é natural supor que o
Criador sustente relação pessoal com Suas criaturas racionais.
5) Argumento da Experiência:
O homen é incapaz por sua própria força descobrir que:
a) Precisa ser salvo.
b) Pode ser salvo.
c) Como pode ser salvo.
d) Se há salvação.
Somente a revelação pode desvendar estes mistérios eternos. A experiência do
homem tem demonstrado que a tendência da natureza humana é degenerar-se e seu
caminho ascendente se sustêm unicamente quando é voltado para cima em
comunicação direta com a revelação de Deus.
6) Argumento da Profecia Cumprida:
Muitas profecias a respeito de Cristo se cumpriram integralmente, sendo que a mais
próxima do primeiro advento, foi pronunciada 165 anos antes de seu cumprimento.
As profecias a respeito da dispersão de Israel também, se cumpriram (Dt.28;
Jr.15:4;l6:13; Os.3:4 etc); da conquista de Samaria e preservação de Judá (Is.7:6-8;
Os.1:6,7; IRs.14:15); do cativeiro babilônico sobre Judá e Jerusalém (Is.39:6; Jr.25:9-
12); sobre a destruição final de Samaria (Mq.1:6-9); sobre a restauração de Jerusalém
(Jr.29:10-14), etc.
7) Reivindicações da Própria Escritura:
A própria Bíblia expressa sua infalibilidade, reivindicando autoridade. Nenhum outro
livro ousa fazê-lo. Encontramos essa reivindicação na seguintes expressões: "Disse o
Senhor a Moisés" (Ex.14:1,15,26;16:4;25:1; Lv.1:1;4:1;11:1; Nm.4:1;13:1; Dt.32:48) "O
Senhor é quem fala" (Is.1:2); "Disse o Senhor a Isaías" (Is.7:3); "Assim diz o Senhor"
(Is.43:1). Outras expressões semelhantes são encontradas: "Palavra que veio a
Jeremias da parte do Senhor" (Jr.11:1); "Veio expressamente a Palavra do Senhor a
Ezequiel" (Ez.1:3); "Palavra do Senhor que foi dirigida a Oséias" (Os.1:1); "Palavra do
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Senhor que foi dirigida a Joel" (Jl.1:1), etc. Expressões como estas são encontradas
mais de 3.800 vezes no Velho Testamento. Portanto o A.T. afirma ser a revelação de
Deus, e essa mesma reivindicação faz o Novo Testamento (ICo.14:37; ITs.2:13;
IJo.5:10; IIPe.3:2).
B) Natureza da Revelação:
Deus se revelou de sete modos:
1) Através da Natureza: (Sl.19:1-6; Rm.l:19-23).
2) Através da Providência: A providência é a execução do programa de Deus das
dispensações em todos os seus detalhes (Gn.48:15;50:20; Rm.8:28; Sm.57:2; Jr.30:11;
Is.54:17).
3) Através da Preservação: (Cl.1:17; Hb.1:3; At.17:25,28).
4) Através de Milagres: (Ex.4:1-9).
5) Através da Comunicação Direta: (Nm.12:8; Dt.34:10).
6) Através da Encarnação: (Hb.1:1; Jo.8:26;15:15).
7) Através das Escrituras: A Bíblia é a revelação escrita de Deus e, como tal, abrange
importantes aspectos:
a) Ela é variada: Variada em seus temas, pois abrange aquilo que é doutrinário
, devocional, histórico, profético e prático.
b) Ela é parcial: (Dt.29:29).
c) Ela é completa: Naquilo que já foi revelado (Cl.2:9,10);
d) Ela é progressiva: (Mc.4:28).
e) Ela é definitiva: (Jd.3).
II. INSPIRAÇÃO:
É a operação divina que influenciou os escritores bíblicos, capacitando-os a receber a
mensagem divina, e que os moveu a transcrevê-la com exatidão, impedindo-os de
cometerem erros e omissões, de modo que ela recebeu autoridade divina e infalível,
garantindo a exata transferência da verdade revelada de Deus para a linguagem humana
inteligível (ICo.10:13; IITm.3:16; IIPe.1:20,21).
A) Autoria Dual: Com este termo indicamos dois fatos:
1) Autoria Divina: Do lado divino as Escrituras são a Palavra de Deus no sentido de
que se originaram nEle e são a expressão de Sua mente. Em IITm.3:16 encontramos a
referência a Deus: "Toda Escritura é divinamente inspirada" (theopneustos = soprada
ou expirada por Deus) . A referência aqui é ao escrito.
2) Autoria Humana: Do lado humano certos homens foram escolhidos por Deus para
a responsabilidade de receber a Palavra e passá-la para a forma escrita. Em IIPe.1:21
encontramos a referência aos homens: "Homens santos de Deus falaram movidos
pelo Espírito Santo" (pherô = movidos ou conduzidos). A referência aqui é ao escritor.
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B) Inspiração ou Expiração?
A palavra inspiração vem do latim, e significa respirar para dentro. Ela é usada pela ARC.
(Almeida Revista e Corrigida) somente duas vezes no N.T. (IITm.3:16; IIPe.1:21). Este
vocábulo, embora consagrado pelo uso, e, portanto, pela teologia, não é um termo
adequado, pois pode parecer que Deus tenha soprado alguma espécie de vida divina em
palavras humanas. Em IITm.3:16 encontramos o vocábulo grego theopneustos que significa
soprado por Deus. Portanto podemos afirmar que toda a Escritura é soprada ou expirada por
Deus, e não inspirada como expressa a ARC. As Escrituras são o próprio sopro de Deus, é o
próprio Deus falando (IISm.23:2). Em IIPe.1:21 este vocábulo se torna mais inadequado
ainda, pois a tradução da ARC. transmite a idéia de que os homens santos foram inspirados
pelo Espírito Santo. O fato é que o homem não é inspirado, mas a Palavra de Deus é que é
expirada (Compare Jó.32:8; 33:4; com Ez.36:27; 37:9). A ARA. (Almeida Revista e Atualizada),
porém, apesar de utilizar o termo inspiração em IITm.3:16, usa, com acerto, o verbo mover
em IIPe.1:21, como tradução do vocábulo grego pherô, que significa exatamente mover ou
conduzir.
Considerada esta ressalva, não devemos pender para o extremo, excluindo a autoria humana
da compilação das Escrituras. Ela própria reconhece a autoria dual no registro bíblico. Em
Mt.15:4 está escrito que Deus ordenou enquanto que em Mc.7:10 diz que foi Moisés quem
ordenou. E muitas outras passagens há semelhantes a esta (Compare Sl.110:1 com Mc.12:36;
Ex.3:6,15 com Mt.22:31; Lc.20:37 com Mc.12:26; Is.6:9,10; At.28:25 com Jo.12:39-41;
Mt.1:22;2:15; At.l:16;4:25; Hb.3:7-11; Hb.9:8;10:15) Deus opera de modo misterioso usando
e não anulando a vontade humana, sem que o homem perceba que está sendo divinamente
conduzido, sendo que neste fenômeno, o homem faz pleno uso de sua liberdade
(Pv.16:1;19:21; Sl.33:15;105:25; Ap.17:17). Desse mesmo modo Deus também usa Satanás
(Compare ICr.21:1 com IISm.24:1; IRs.22:20-23), mas não retira a responsabilidade do
homem (At.5:3,4), como também o faz na obra da salvação (Dt.30:19; Sl.65:4; Jo.6:44).
C) O Termo Logos: Este termo grego foi utilizado no N.T. cerca de 200 vezes para indicar a
Palavra de Deus Escrita, e 7 vezes para indicar o Filho de Deus (Jo.1:1,14; IJo.1:1;5:7;
Ap.19:13). Eles são para Deus o que a expressão é para o pensamento e o que a fala é para a
razão, portanto o Logos de Deus é a expressão de Deus, quer seja na forma escrita ou viva
(Compare Jo.14:6 com Jo.17:17).
1) Cristo é a Palavra Viva: Cristo é o Logos, isto é, a fala, a expressão de Deus.
2) A Bíblia é a Palavra Escrita: A Bíblia também é o Logos de Deus, e assim como em Cristo há
dois elementos (duas naturezas), divino e humano, igualmente na Palavra de Deus estes dois
elementos aparecem unidos sobrenaturalmente.
D) Provas da Inspiração:
Somos acusados de provar a inspiração pela Bíblia e de provar a verdade da Bíblia pela
inspiração, e, assim, de argumentar num círculo vicioso. Mas o processo parte de uma prova
que todos aceitam: a evidência. Esta, primeiro prova a veracidade ou credibilidade da
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testemunha, e então aceita o seu testemunho. A veracidade das Escrituras é estabelecida de
vários modos, e, tendo constatado a sua veracidade, ou a validade do seu testemunho, bem
podemos aceitar o que elas dizem de si mesmas. As Escrituras afirmam que são inspiradas, e
elas ou devem ser cridas neste particular ou rejeitadas em tudo mais.
1) O A.T. afirma sua Inspiração: (Dt.4:2,5; IISm.23:2; Is.1:10; Jr.1:2,9; Ez.3:1,4; Os.1:1;
Jl.l:1; Am.1:3;3:1; Ob.1:1; Mq.1:1).
2) O N.T. afirma sua Inspiração: (Mt.10:19; Jo.14:26;15:26,27; Jo.16:13; At.2:33;15:28;
ITs.1:5; ICo.2:13; IICo.13:3; IIPe.3:16; ITs.2:13; ICo.14:37).
3) O N.T. afirma a Inspiração do A.T.: (Lc.1:70; At.4:25; Hb.1:1, IItm.3:16; IPe.1:11;
IIPe.1:21).
4) A Bíblia faz declarações científicas descobertas posteriormente: (Jó.26:7; Sl.135:7;
Ec.1:7; Is.40:22).
E) Teorias da Inspiração:
Podemos ter revelação sem inspiração (Ap.10:3,4), e podemos ter inspiração sem revelação,
como quando os escritores registram o que viram com seus próprios olhos e descobriram
pela pesquisa (IJo.1:1-4; Lc.1:1-4). Aqui nós temos a forma e o resultado da inspiração. A
forma é o método que Deus empregou na inspiração, enquanto que o resultado indica a
conseqüência da inspiração. Portanto, as chamadas teorias da intuição, da iluminação, a
dinâmica e a do ditado, todas descrevem a forma de inspiração, enquanto que a teoria
verbal plenária indica o resultado.
1) Teoria da Inspiração Dinâmica:
Afirma que Deus forneceu a capacidade necessária para a confiável transmissão da verdade
que os escritores das Escrituras receberam ordem de comunicar. Isto os tornou infalíveis em
questões de fé e prática, mas não nas coisas que não são de natureza imediatamente
religiosa, isto é, a inspiração atinge apenas os ensinamentos e preceitos doutrinários, as
verdades desconhecidas dos autores humanos. Esta teoria tem muitas falhas: Ela não explica
como os escritores bíblicos poderiam mesclar seus conhecimentos sobrenaturais ao
registrarem uma sentença, e serem rebaixados a um nível inferior ao relatarem um fato de
modo natural. Ela não fornece a psicologia daquele estado de espírito que deveria envolver
os escritores bíblicos ao se pronunciarem infalivelmente sobre matérias de doutrina,
enquanto se desviam a respeito dos fatos mais simples da história. Ela não analisa a relação
existente entre as mentes divina e humana, que produz tais resultados. Ela não distingue
entre coisas que são essenciais à fé e à pratica e àquelas que não são. Erasmo, Grotius,
Baxter, Paley, Doellinger e Strong compartilham desta teoria.
2) Teoria do Ditado ou Mecânica:
Afirma que os escritores bíblicos foram meros instrumentos (amanuenses), não seres cujas
personalidades foram preservadas. Se Deus tivesse ditado as Escrituras, o seu estilo seria
uniforme. Teria a dicção e o vocabulário do divino Autor, livre das idiossincrasias dos homens
(Rm.9:1-3; IIPe.3:15,16). Na verdade o autor humano recebeu plena liberdade de ação para a
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sua autoria, escrevendo com seus próprios sentimentos, estilo e vocabulário, mas garantiu a
exatidão da mensagem suprema com tanta perfeição como se ela tivesse sido ditada por
Deus. Não há nenhuma insinuação de que Deus tenha ditado qualquer mensagem a um
homem além daquela que Moisés trasncreveu no monte santo, pois Deus usa e não anula as
suas vontades. Esta teoria, portanto, enfatiza sobremaneira a autoria divina ao ponto de
excluir a autoria humana.
3) Teoria da Inspiração Natural ou Intuição:
Afirma que a inspiração é simplesmente um discernimento superior das verdades moral e
religiosa por parte do homem natural. Assim como tem havido artistas, músicos e poetas
excepcionais, que produziram obras de arte que nunca foram superadas, também em
relação as Escrituras houve homens excepcionais com visão espiritual que, por causa de seus
dons naturais, foram capazes de escrever as Escrituras. Esta é a noção mais baixa de
inspiração, pois enfatiza a autoria humana a ponto de excluir a autoria divina. Esta teoria foi
defendida pelos pelagianos e unitarianos.
4) Teoria da Inspiração Mística ou Iluminação:
Afirma que inspiração é simplesmente uma intensificação e elevação das percepções
religiosas do crente. Cada crente tem sua iluminação até certo ponto, mas alguns tem mais
do que outros. Se esta teoria fosse verdadeira, qualquer cristão em qualquer tempo, através
da energia divina especial, poderia escrever as Escrituras. Schleiermacher foi quem
disseminou esta teoria. Para ele inspiração é "um despertamento e excitamento da
consciência religiosa, diferente em grau e não em espécie da inspiração piedosa ou
sentimentos intuitivos dos homens santos". Lutero, Neander, Tholuck, Cremer,
F.W.Robertson, J.F.Clarke e G.T.Ladd defendiam esta teoria, segundo Strong.
5) Inspiração dos Conceitos e não das Palavras:
Esta teoria pressupõe pensamentos à parte das palavras, através da qual Deus teria
transmitido idéias mas deixou o autor humano livre para expressá-las em sua própria
linguagem. Mas idéias não são transferíveis por nenhum outro modo além das palavras. Esta
teoria ignora a importância das palavras em qualquer mensagem. Muitas passagens bíblicas
dependem de uma das palavras usadas para a sua força e valor. O estudo exegético das
Escrituras nas línguas originais é um estudo de palavras, para que o conceito possa ser
alcançado através das palavras, e não para que palavras sem importância representem um
conceito. A Bíblia sempre enfatiza suas palavras e não um simples conceito (ICo.2:13;
Jo.6:63;17:8; Ex.20:1; Gl.3:16).
6) Graus de Inspiração:
Afirma que há inspiração em três graus. Sugestão, direção, elevação, superintendência,
orientação e revelação direta, são palavras usadas para classificar estes graus. Esta teoria
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alega que algumas partes da Bíblia são mais inspiradas do que outras. Embora ela reconheça
as duas autorias, dá margem a especulação fantasiosa.
7) Inspiração Verbal Plenária:
É o poder inexplicado do Espírito Santo agindo sobre os escritores das Sagradas Escrituras,
para orientá-los (conduzí-los) na transcrição do registro bíblico, quer seja através de
observações pessoais, fontes orais ou verbais, ou através de revelação divina direta,
preservando-os de erros e omissões, abrangendo as palavras em gênero, número, tempo,
modo e voz, preservando, desse modo, a inerrância das Escrituras, e dando à ela autoridade
divina.
a) Observação Pessoal: (IJo.1:1-4).
b) Fonte Oral: (Lc.l:1-4).
c) Fonte Verbal: (At.17:18; Tt.1:12; Hb.1:1).
d) Revelação Divina Direta: ( Ap.1:1-ll; Gl.1:12).
e) Gênero: (Gn.3:15).
f) Número: (Gl.3:16).
g) Tempo: (Ef.4:30; Cl.3:13).
h) Modo: (Ef.4:30; Cl.3:13).
i) Voz: (Ef.5:18)
j) Explicação dos itens e,f,g,h,i:
A inspiração verbal plenária fica assim estabelecida. Em Gn.3:15 o pronome hebraico está no
gênero masculino, pois se refere exclusivamente a Cristo (Ele te ferirá a cabeça...). Em
Gl.3:16 Paulo faz citação de um substantivo hebraico que está no singular, fazendo, também,
referência exclusiva a Cristo. Em Ef.4:30 e Cl.3:13 o verbo perdoar encontra-se, no grego, no
modo particípio e no tempo presente, o que significa que o perdão judicial de Deus realizado
no passado, quando aceitamos a Cristo, estende-se por toda a nossa vida, abrangendo o
perdão dos pecados do passado, do presente, e do futuro (IJo.1:9 trata do perdão do pecado
doméstico e não do judicial). Jesus Cristo reconheceu a inspiração verbal plenária quando
declarou que nem um til (a menor letra do alfabeto hebraico) seria omitido da lei(Mt.5:18 e
Lc.16:l7).
III. ILUMINAÇÃO:
É a influência ou ministério do Espirito Santo que capacita todos os que estão num
relacionamento correto com Deus para entender as Escrituras (I Cor.2:12; Lc.24:32,45;
IJo.2:27).
A iluminação não inclui a responsabilidade de acrescentar algo às Escrituras (revelação) e
nem inclui uma transmissão infalível na linguagem (inspiração) daquele que o Espirito Santo
ensina.
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A iluminação é diferenciada da revelação e da inspiração no fato de ser prometida a todos os
crentes, pois não depende de escolha soberana, mas de ajustamento pessoal ao Espirito
Santo. Além disso a iluminação admite graus podendo aumentar ou diminuir (Ef.1:16-18;
4:23; Cl.1:9).
A iluminação não se limita a questões comuns, mas pode atingir as coisas profundas de Deus
(ICo.2:10) porque o Mestre Divino está no coração do crente e, portanto, ele não houve uma
voz falando de fora e em determinados momentos, mas a mente e o coração são
sobrenaturalmente despertados de dentro (ICo.2:16). Este despertamento do Espírito pode
ser prejudicado pelo pecado, pois é dito que o cristão que é espiritual discerne todas as
coisas (ICo.2:15), ao passo que aquele que é carnal não pode receber as verdades mais
profundas de Deus que são comparadas ao alimento sólido (ICo.2:15;3:1-3; Hb.5:12-14).
A iluminação, a inspiração e a revelação estão estritamente ligadas, porém podem ser
independentes, pois há inspiração sem revelação (Lc.1:1-3; IJo.1:1-4); inspiração com
revelação (Ap.1:1-11); inspiração sem iluminação (IPe.1:10-12); iluminação sem inspiração
(Ef.1:18) e sem revelação (ICo.2:12; Jd.3); revelação sem iluminação (IPe.1:10-12) e sem
inspiração (Ap.10:3,4; Ex.20:1-22). E’ digno de nota que encontramos estes três ministérios
do Espirito Santo mencionados em uma só passagem (ICo.2:9-13); a revelação no versículo
10; a iluminação no versículo 12 e a inspiração no versículo 13.
IV. AUTORIDADE:
Dizemos que a bíblia é um livro que tem autoridade porque ela tem influência, prestígio e
credibilidade (quanto a pureza na transcrição ou tradução), por isso deve ser obedecida
porque procede de fonte infalível e autorizada.
A autoridade está vinculada a inspiração, canonicidade e credibilidade, sem os quais a
autoridade da Bíblia não se estabeleceria. Assim, por ser inspirado, determinado trecho
bíblico possui autoridade; por ser canônico, determinado livro bíblico possui autoridade, e
por ter credibilidade, determinadas informações bíblicas possuem autoridade, sejam
históricas, geográficas ou científicas.
Entretanto, nem tudo aquilo que é inspirado é autorizado, pois a autoridade de um livro
trata de sua procedência, de sua autoria, e, portanto, de sua veracidade. Deus é o Autor da
Bíblia, e como tal ela possui autoridade, mas nem tudo que está registrado na Bíblia
procedeu da boca de Deus. Por exemplo, o que Satanás disse para Eva foi registrado por
inspiração, mas não é a verdade (Gn.3:4,5); o conselho que Pedro deu a Cristo (Mt.16:22); as
acusações que Elifaz fez contra Jó (Jó.22:5-11), etc. Nenhuma dessas declarações
representam o pensamento de Deus ou procedem dEle (procedem apenas por inspiração), e
por isso não têm autoridade. Um texto também perde sua autoridade quando é retirado de
seu contexto e lhe é atribuído um significado totalmente diferente daquele que tem quando
inserido no contexto. As palavras ainda são inspiradas, mas o novo significado não tem
autoridade.
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V. CREDIBILIDADE OU VERACIDADE:
Um livro tem credibilidade se relatou veridicamente os assuntos como aconteceram ou
como eles são; e quando seu texto atual concorda com o escrito original.
Nesse caso credibilidade relaciona-se ao conteúdo do livro (original), e a pureza do texto
atual (cópia ou tradução). Por exemplo, as palavras de Satanás em Gn.3:4,5 são inspiradas,
mas não possuem autoridade, porque não é verdade, porém tem credibilidade ou
veracidade (quanto a sua transcrição) porque foram registradas exatamente como Satanás
disse. A veracidade das palavras de Satanás não se relacionam ao o que ele pronunciou, mas
sim como ele as pronunciou.
A) Credibilidade do A.T.: Estabelecida por três fatos:
1) Autenticado por Jesus Cristo: Cristo recebeu o A.T. como relato verídico. Ele endossou
grande número de ensinamentos do A.T., como, por exemplo: A criação do universo por
Deus (Mc.3:19), a criação do homem (Mt.19:4,5), a existência de Satanás (Jo.8:44), o dilúvio
(Lc.17:26,27), a destruição de Sodoma e Gomorra (Lc.17:28-30), a revelação de Deus a
Moisés na sarça (Mc.12:26), a dádiva do maná (Jo.6:32), a experiência de Jonas dentro do
grande peixe (Mt.12:39,40). Como Jesus era Deus manifesto em carne, Ele conhecia os fatos,
e não podia se acomodar a idéias errôneas, e, ao mesmo tempo ser honesto. Seu
testemunho deve, portanto, ser aceito como verdadeiro ou Ele deve ser rejeitado como
Mestre religioso.
2) Prova Arqueológica e Histórica:
a) Arqueológica: Através da arqueologia, a batalha dos reis registrada em Gn.14 não
pode mais ser posta em dúvida, já que as inscrições no Vale do Eufrates "mostram
indiscutivelmente que os quatro reis mencionados na Bíblia como tendo participado
desta expedição não são, como era dito displicentemente, ‘invenções etnológicas’,
mas sim personagens históricos reais. Anrafel é identificado como o Hamurábi cujo
maravilhoso código de leis foi tão recentemente descoberto por De Morgan em
Susa". (Geo. F. Wright, O Testemunho dos Monumentos à Verdade das Escrituras).
As tábuas Nuzi esclarecem a ação de Sara e Raquel ao darem suas servas aos seus
maridos (Jack Finegan, Ligth from the Ancient Past = Luz de um Passado Antigo).
Os hieróglifos egípcios indicam que a escrita já era conhecida mais de 1.000 anos
antes de Abraão (James Orr, The Problem of the Old Testament = O Problema do
Velho Testamento).
A arqueologia também confirma o fato de Israel ter vivido no Egito, como escravo, e
ter sido liberto (Melvin G. Kyle, The Deciding Voice of the Monuments = A Voz
Decisória dos Monumentos).
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Muitas outras confirmações da veracidade dos relatos das Escrituras poderiam ser
apresentados, mas esses são suficientes e devem servir como aviso aos descrentes
com relação às coisas para as quais ainda não temos confirmação; podemos
encontrá-la a qualquer hora.
b) Histórica: A história fornece muitas provas da exatidão das descrições bíblicas.
Sabe-se que Salmanezer IV sitiou a cidade de Samaria, mas o rei da Assíria, que
sabemos ter sido Sargom II, carregou o povo para a Síria (IIRs.17:3-6). A história
mostra que ele reinou de 722-705 a.C. Ele é mencionado pelo nome apenas uma vez
na Bíblia (Is.20:1). Nem Beltsazar (Dn.5), nem Dario, o Medo (Dn.6) são mais
considerados como personagens fictícios.
3) As Escrituras possuem Integridade:
a) Integridade Topográfica e Geográfica: As descobertas arqueológicas provam que os
povos, línguas, os lugares e os eventos mencionados nas Escrituras são encontrados
justamente onde as Escrituras os localizam, no local exato e sob as circunstâncias
geográficas exatas descritas na Bíblia.
b) Integridade Etnológica ou Racial: Todas as afirmações bíblicas sobre raças tem sido
demonstrada como corretas com os fatos etnológicos revelados pela arqueologia.
c) Integridade Cronológica: A identificação bíblica de povos, lugares e acontecimentos
com o período de sua ocorrência é corroborada pela cronologia síria e pelos fatos
revelados pela arqueologia.
d) Integridade Histórica: O registro dos nomes e títulos dos reis está em harmonia
perfeita com os registros seculares, conforme demonstrados por descobertas
arqueológicas.
e) Integridade Canônica: A aceitação pela igreja em toda a era cristã, dos livros
incluídos nas Escrituras que hoje possuímos, representa o endosso de sua
integridade.
Exemplares do A.T. e do N.T. impressos em 1.488 e 1.516 d.C., concordam com os
exemplares atuais. Portanto a Bíblia como a possuímos hoje, já existia há 400 anos passados.
Quando essas Bíblias foram impressas, certo erudito tinha em seu poder mais de 2.000
manuscritos. Esse número é sem dúvida suficiente para estabelecer a genuinidade e
credibilidade do texto sagrado, e tem servido para restaurar ao texto sua pureza original, e
fornecem proteção contra corrupções futuras (Ap.22:18-19; Dt.4:2;12:32).
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Enquanto a integridade canônica da Bíblia se baseia em mais de 2.000 manuscritos, os
escritos seculares, que geralmente são aceitos sem contestação, baseiam-se em apenas uma
ou duas dezenas de exemplares.
As quatro Bíblias mais antigas do mundo, datadas entre 300 e 400 d.C., correspondem
exatamente a Bíblia como a possuímos atualmente.
B) Credibilidade do N.T.: Estabelecida por cinco fatos:
1) Escritores Competentes: Possuíam as qualificações necessárias, receberam investidura do
Espirito Santo e assim escreveram não somente guiados pela memória, apresentações de
testemunho oral e escrito, e discernimento espiritual, mas como escritores qualificados pelo
Espirito Santo.
2) Escritores Honestos: O tom moral de seus escritos, sua preocupação com a verdade, e a
circunstância de seus registros indicam que não eram enganadores intencionais mais sim
homens honestos. O seu testemunho pôs em perigo seus interesses materiais, posição social,
e suas próprias vidas. Por quê razão inventariam uma estória que condena a hipocrisia e é
contrária a suas crenças herdadas, pagando com suas próprias vidas?
3) Harmonia do N.T.: Os sinópticos não se contradizem mas suplementam um ao outro. Os
vinte e sete livros do N.T. apresentam um quadro harmonioso de Jesus Cristo e Sua obra.
4) Prova Histórica e Arqueológica:
a) Histórica: O recenseamento quando Quirino era Governador da Síria (Lc.2:2), os
atos de Herodes o Grande (Mt.2:16-18), de Herodes Antipas (Mt.14:1-12), de Agripa I
(At.12:1), de Gálio (At.18;12-17), de Agripa II (At.25:13-26:32) etc.
b) Arqueológica: As descobertas arqueológicas confirmam a veracidade do N.T.
Quirino (Lc.2:2) foi Governador da Síria duas vezes (16-12 e 6-4 a.C.), sendo que Lucas
se refere ao segundo período.
Lisânias, o Tetrarca é mencionado em uma inscrição no local de Abilene na época a que
Lucas se refere.
Uma inscrição em Listra registra a dedicação da estátua Zeus (Júpiter) e Hermes (Mercúrio),
o que mostra que esses deuses eram colocados no mesmo nível, no culto local, conforme
descrito em At.14:12.
Uma inscrição de Pafos faz referência ao Proconsul Paulo, identificado como Sergio Paulo
(At.13:7).
VI. INERRÂNCIA OU INFALIBILIDADE:
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Inerrância significa que a verdade é transmitida em palavras que, entendidas no sentido em
que foram empregadas, entendidas no sentido que realmente se destinavam a ter, não
expressam erro algum.
A inspiração garante a inerrância da Bíblia. Inerrância não significa que os escritores não
tinham faltas na vida, mas que foram preservados de erros os seus ensinos. Eles podem ter
tido concepções errôneas acerca de muitas coisas, mas não as ensinaram; por exemplo,
quanto à terra, às estrelas, às leis naturais, à geografia, à vida política e social etc.
Também não significa que não se possa interpretar erroneamente o texto ou que ele não
possa ser mal compreendido.
A inerrância não nega a flexibilidade da linguagem como veículo de comunicação. É muitas
vezes difícil transmitir com exatidão um pensamento por causa desta flexibilidade de
linguagem ou por causa de possível variação no sentido das palavras.
A Bíblia vem de Deus. Será que Deus nos deu um livro de instrução religiosa repleto de
erros? Se ele possui erros sob a forma de uma pretensa revelação, perpetua os erros e as
trevas que professa remover. Pode-se admitir que um Deus Santo adicione a sanção do seu
nome a algo que não seja a expressão exata da verdade?.
Diz-se que a Bíblia é parcialmente verdadeira e parcialmente falsa. Se é parcialmente falsa,
como se explica que Deus tenha posto o seu selo sobre toda ela? Se ela é parcialmente
verdadeira e parcialmente falsa, então a vida e a morte estão a depender de um processo de
separação entre o certo e o errado, que o homem não pode realizar.
Cristo declara que a incredulidade é ofensa digna de castigo. Isto implica na veracidade
daquilo que tem de ser crido, porque Deus não pode castigar o homem por descrer no que
não é verdadeiro (Sl.119:140,142; Mt.5:18; Jo.10:35; Jo.17:17). Aqueles que negam a
infalibilidade da Bíblia, geralmente estão prontos a confiar na falibilidade de suas próprias
opiniões. Como exemplo de opinião falível encontramos aqueles que atribuem erro à
passagem de IRs.7:23 onde lemos que o mar de fundição tinha dez côvados de diâmetro de
uma borda até a outra, ao passo que um cordão de trinta côvados o cingia em redor. Sendo
assim, tem-se dito que a Bíblia faz o valor do Pi ser 3 em vez de 3,1416. Mas uma vez que
não sabemos se a linha em redor era na extremidade da borda ou debaixo da mesma, como
parece sugerir o versículo seguinte (v.24) não podemos chegar a uma conclusão definitiva, e
devemos ser cautelosos ao atribuir erro ao escritor.
Outro exemplo utilizado para contrariar a inerrância da Bíblia, encontra-se em ICo.10:8 onde
lemos que 23.000 homens morreram no deserto, enquanto que Nm.25:9 diz que morreram
24.000. Acontece que em Números nós temos o número total dos mortos, ao passo que em I
aos Coríntios nós temos o número parcial que somado ao restante dos homens relacionados
nos versículos 9 e 10, deverá contabilizar o total de 24.000.
A inerrância não abrange as cópias dos manuscritos, mas atinge somente os autógrafos, isto
é, os originais. Desse modo encontramos os seguintes tipos de erros nos manuscritos:
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A) Erros Involuntários: Cometidos pelos escribas do N.T. devido a sua falta ou defeito de
visão, defeitos de audição ou falhas mentais.
1) Falhas de Visão: Em Rm.6:5 muitos manuscritos (MSS) tem ama (juntos), mas há
alguns que trazem alla (porém). Os dois lambdas juntos deram ao copista a idéia de
um mi. Em At.15:40 onde há eplexamenoc (tendo escolhido) aparece no Códice Beza
epdexamenoc (tendo recebido) onde o lambda maiúsculo é confundido com um delta
maiúsculo.
Há também confusão de sílabas, como é o caso de ITm.3:16 onde o manuscrito D traz
homologoumen ôs (nós confessamos que) em vez de homologoumenôs (sem dúvida).
O erro visual chamado parablopse (um olhar ao lado) é facilitado pelo
homoioteleuton, que é o final igual de duas linhas, levando o escriba a saltar uma
delas, ou pelo homoioarchon, que são duas linhas com o mesmo início.
O Códice Vaticano, em Jo.17:15, não contém as palavras entre parênteses: "Não rogo
que os tires do (mundo, mas que os guardes do) maligno". Consultando o N.T. grego
veremos que as duas linhas terminavam de maneira idêntica, em autos ek tou, no
manuscrito que o escriba de B copiava.
Lc.18:39 não aparece nos manuscritos 33, 57, 103 e b, devido a um final de frase igual
na sentença anterior no manuscrito do qual eles se derivam.
O Códice Laudiano tem um exemplo no versículo 4 do Capítulo 2 do livro de Atos: "Et
repleti sunt et repleti sunt omnes spiritu sancto", sendo este em caso de adição,
chamado ditografia, que é a repetição de uma letra, sílaba ou palavras.
2) Falhas de Audição: Era costume muitos escribas se reunirem numa sala enquanto
um leitor lhes ditava o texto sagrado. Desse modo o ouvido traía o escriba até mesmo
quando o copista solitário ditava a si próprio. Em Rm.5:1 encontramos um destes
casos, onde as variantes echômen e echomen foram confundidas. IPe.2:3 também
apresenta um caso semelhante com as variantes cristos (Cristo) e crestos (gentil), esta
última encontrada nos manuscritos K e L.
No grego coinê as vogais e ditongos pronunciavam-se de modo igual dentro das
respectivas classes. É o caso de ICo.15:54 onde o termo nikos (vitória), foi confundido
por neikos (conflito), sendo que aparece em P46 e B como "tragada foi a morte no
conflito".
Em Ap.15:6 onde se lê "vestidos de linho puro" a palavra grega linon é substituída por
lithon nos manuscritos A e C "vestidos de pedra pura". Desse modo uma só letra que
o ouvido menos apurado não entendeu direito e que produziu completa mudança de
sentido, torna-se erro grosseiro e hilariante.
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3) Falhas da Mente: Quando a mente do escriba o traía, chegava a cometer erros que
variavam desde a substituição de sinônimos, como o caso da preposição ek por apo,
até a transposição de letras dentro de uma palavra, como o caso de Jo.5:39, onde
Jesus disse "porque elas dão testemunho de mim" (ai marturousai) e o escriba do
manuscrito D escreveu "porque elas pecam a respeito de mim" (hamartanousai).
B) Erros Intencionais: Erros que não se originaram de negligência ou distração dos escribas,
mas antes de suspeita de alteração, principalmente doutrinária.
1) Harmonização: Ao copiar os sinópticos, o escriba era levado a harmonizar
passagens paralelas. E’ o caso de Mt.12:13 onde se lê "...estende a tua mão. E ele
estendeu; e ela foi restaurada como a outra". Em alguns manuscritos de Marcos o
texto pára em "restaurada", sendo que em outros o escriba acrescentou as palavras
"como a outra" para harmonizá-lo com Mateus.
Outro tipo de harmonização ocorre quando os escribas faziam o texto do N.T.
conformar-se com o A.T. Por exemplo, em Mc.1:1 os escribas do W e Bizantinos
mudaram "no profeta Isaias" para "nos profetas" porque verificaram que a citação
não é só de Isaias.
2) Correções Doutrinárias: Certo escriba, copiando Mt.24:36 omitiu as palavras "nem
o Filho", pois o escriba sabia que Jesus era onisciente, e deduziu que alguém havia
cometido erro (Alefe, W, Bizantino).
Os manuscritos da Velha Latina e da Versão Gótica apresentam como acréscimo, em
Lc.1:3, a frase "e ao Espírito Santo" como "empréstimo" de At.15:28.
3) Correções Exegéticas: Passagens de difícil interpretação eram alvo dos escribas que
tentavam completar o seu sentido através de interpolação e supressões.
Um caso de interpolação encontra-se em Mt.26:15 onde as palavras "trinta moedas
de prata" foram alteradas para "trinta estateres" nos MSS D, a e b, afim de definir o
tipo de moeda mencionada. Mais tarde outros escribas (dos manuscritos 1, 209 e h)
que conheciam os dois textos, juntaram-no produzindo a frase "trinta estateres de
prata".
4) Acréscimos Naturais ou de Notas Marginais: Determinado leitor do Códice 1518
anotou nas margens de Tg.1:5 a expressão êgeumatikês kai ouk anthrôpines
(espiritual e não humana). Quando este Códice foi copiado, o escriba do manuscritos
603 incluiu esta expressão no texto: "Se alguém de vós tem falta de sabedoria
espiritual e não humana, peça-a a Deus...".
VII. AUTENTICIDADE OU GENUINIDADE:
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Dizemos que um livro é genuíno ou autêntico quando ele é escrito pela pessoa ou pessoas
cujo nome ele leva, ou, se anônimo, pela pessoa ou pessoas a quem a tradição antiga o
atribui, ou, se não for atribuído a algum autor ou autores específicos, à época que a tradição
lhe atribui.
O Credo Apostólico não é genuíno porque não foi composto pelos apóstolos. As Viagens de
Gulliver é genuíno, tendo sido escrito por Dean Swift, embora seus relatos sejam fictícios.
Atos de Paulo não é genuíno, pois foi escrito por um sacerdote contemporâneo de
Tertuliano. Desse modo a autenticidade relaciona-se ao autor e à época do livro, e todos os
livros da Bíblia possuem autenticidade comprovada pela tradição histórica e pela arqueologia
(Gl.6:11; Cl.4:18).
VIII. CANONICIDADE:
Por canonicidade das Escrituras queremos dizer que, de acordo com "padrões" determinados
e fixos, os livros incluídos nelas são considerados partes integrantes de uma revelação
completa e divina, a qual, portanto, é autorizada e obrigatória em relação à fé e à prática.
A palavra grega kanon derivou do hebraico kaneh que significa junco ou vara de medir
(Ap.21:15); daí tomou o sentido de norma, padrão ou regra (Gl.6:16; Fp.3:16).
A) A fonte da Canonização: A Canonização de um livro da Bíblia não significa que a nação
judaica ou a igreja tenha dado a esse livro a sua autoridade canônica; antes significa que sua
autoridade, já tendo sido estabelecida em outras bases suficientes, foi consequentemente
reconhecida como pertencente ao cânon e assim declarado pela nação judaica e pela igreja
cristã.
B) O Critério Canônico (do Novo Testamento): Adotam-se 5 critérios canônicos.
1) Apostolicidade: O livro deveria ter sido escrito por um dos apóstolos ou por autor
que tivesse relacionamento com um dos apóstolos (imprimatur apostólico).
2) Universalidade: Quando era impossível demonstrar a autenticidade apostólica, o
critério de uso e circulação do livro na comunidade cristã universal era considerado
para sua aferição canônica. O livro deveria ser aceito universalmente pela igreja para
dela receber o seu imprimatur.
3) Conteúdo do Livro: O livro deveria possuir qualidades espirituais, e qualquer ficção
que nele fosse encontrada tornava o escrito inaceitável.
4) Inspiração: O livro deveria possuir evidências de inspiração.
5) Leitura em Público: Nenhum livro seria admitido para leitura pública na igreja se
não possuísse características próprias. Muitos livros eram bons e agradáveis para
leitura particular, mas não podiam ser lidos e comentados publicamente, como se
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fazia com a lei e os profetas na sinagoga. É a esta leitura que Paulo exorta Timóteo a
praticar (ITm.4:13).
C) Conclusão da Canonização (do Novo Testamento)
1) Concílio Damasino de Roma em 382 d.C.
2) Concílio de Cartago em 397 d.C.
IX. ANIMAÇÃO:
É o poder inerente à Palavra de Deus para transmitir vitalidade ou vida ao ser humano.
O Sl.19:7 diz que "a lei do Senhor é perfeita, e restaura a alma..." e no versículo 8 diz que "os
preceitos do Senhor são retos, e alegram o coração..."
Somente algo que tem vida pode transmitir vida, e por isso mesmo somente a Bíblia, e
nenhum outro livro pode fazê-lo, pois a Bíblia sendo a Palavra de Deus é viva: "A Palavra de
Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até a
divisão da alma e do espírito e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos
e intenções do coração"(Hb.4:12).
A) A Palavra de Deus é Viva: O elemento da vida que aqui se declara é mais do que
aquilo que agora tem autoridade em contraste com o que já se tornou letra morta; é
mais do que alguma coisa que fornece nutrição. Mas as Escrituras são vivas porque é
o hálito (espírito) do Deus Vivo (Jo.6:63; Jó 33:4). Assim tanto a Palavra Escrita (Logos)
como a Palavra Falada (rêma) são possuidoras de vida. Não há diferença essencial
entre elas, pois são apenas duas formas diferentes dela existir.
O trecho de Hb.4:12 diz que a Palavra de Deus é viva, e eficaz, é cortante, penetra e
discerne.
Em IPe.1:23 lemos que a Palavra de Deus vive e permanece para sempre. Assim a
Palavra de Deus possui vida eternamente (Sl.19:9;119:160).
B) A Palavra de Deus é Eficaz: A palavra grega usada neste trecho é energês de onde
temos a palavra energia. Trata-se da energia que a vida vital fornece. Por isso a
Palavra de Deus é comparada a uma poderosa espada de dois gumes com poder para
cortar, penetrar e discernir. Quando o Espirito Santo empunha a Sua espada(Ef.6:17)
uma energia é liberada dela para animar e realizar o seu propósito (Is.55:10,11). E’
com este poder inerente à Palavra de Deus que o Espirito Santo convence os
contradizentes (Jo.16:8; ICo.2:4) porque a Palavra de Deus é como uma dinamite com
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poder (dinamos, Rm.1:16) para salvar e destruir (IICo.10:4,5;IICo.2:14,17; IJo.2:14;
Jr.23:24).
A Palavra de Deus é como um nutriente alimento que fornece forças (IPe.2:2; Mt.4:4).
Paulo escrevendo aos tessalonicenses, revela sua gratidão a Deus por haverem eles
recebido a Palavra de Deus a qual estava operando (energizando) eficazmente neles
(ITs.2:13). Paulo conhecia o poder da Palavra de Deus, por isso recomendou aos
anciãos da igreja que a observassem porque ela "tem poder para edificar e dar
herança entre todos os que são santificados" (At.20:32; Jo.5:39).
1) É eficaz na regeneração: Comparada com a "água" (Jo.3:5; Ef.5:26), a
Palavra de Deus tem poder para regenerar, pois ela coopera com o E.S. na
realização do novo nascimento (IPe.1:23; Tt.3:5; Jo.15:3; Ez.36:25-27; Jo.6:63;
Tg.1:18,21; ICo.4:15; Rm.1:16).
2) É eficaz na santificação: A Palavra de Deus tem poder para santificar
(Jo.17:17; Ef.5:26; Ez.36:25,27; IIPe.1:4; Sl.37:31;119:11). Com efeito, a
santificação é pela fé (At.15:9 e 26:18) e a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus
(Rm.10:17).
3) É eficaz na edificação: A Palavra de Deus tem poder para edificar (IPe.2:2;
At.20:32; IIPe.3:18).
X. PRESERVAÇÃO:
É a operação divina que garante a permanência da Palavra Escrita, com base na aliança que
Deus fez acerca de Sua Palavra Eterna (Sl.119:89,152; Mt.24:35; IPe.1:23; Jo.10:35).
Os céus e a terra passarão (Hb.12:26,27; IIPe.3:10) mas a Palavra de Deus permanecerá
(Mt.24:35; Hb.12:28; Is.40:8; IIPe.1:19).
A preservação das Escrituras, como o cuidado divino para a sua criação e formação do cânon,
não foi acidental, nem incidental, mas sim o cumprimento de uma promessa divina. A Bíblia
é eterna, ela permanece porque nenhuma Palavra que Jeová tenha dito pode ser removida
ou abalada; nem uma vírgula ou um ponto do testemunho divino pode passar até que seja
cumprido.
"Quando pensamos no fato da Bíblia ter sido objeto especial de infindável perseguição, a
maravilha da sua sobrevivência se transforma em milagre... Por dois mil anos, o ódio do
homem pela Bíblia tem sido persistente, determinado, incansável e assassino. Todo esforço
possível tem sido feito para corroer a fé na inspiração e autoridade da Bíblia, e inúmeras
operações têm sido levadas a efeito para fazê-la desaparecer. Decretos imperiais têm sido
passados ordenando que todas as cópias existentes da Bíblia fossem destruídas, e quando
essa medida não conseguiu exterminar e aniquilar a Palavra de Deus, ordens foram dadas
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para que qualquer pessoa que fosse encontrada com uma cópia das Escrituras fosse morta."
(Arthur W. Pink. The Divine Inspiration of the Bible = A Inspiração Divina da Bíblia).
A Bíblia permanece até hoje porque o próprio Deus tem se empenhado em preservá-la.
Quando o rei Jeoiaquim queimou um rolo das Escrituras, Deus mesmo determinou a
Jeremias que rescrevesse as palavras que haviam sido queimadas (Jr.36:27,28), e ainda
determinou maldições sobre o rei, por haver tentado destruir a Palavra de Deus
(Jr.36:29,31). Ademais Deus acrescentou ao segundo rolo outras palavras que não se
encontravam no primeiro (Jr.36:32), pois a Palavra de Deus sempre há de prevalecer sobre a
palavra do homem (Jr.44:17,28; At.19:19,20).
Deve ficar esclarecido que Deus tem preservado apenas a Sua Palavra inspirada, aquilo que
deve ser considerado como revelação de Deus, e por isso mesmo não foi preservado e não
faz parte do Cânon Sagrado (ICr.29:29;
IICr.9:29;12:15;13:22;20:34; IICr.24:27;26:22;33:19). Em IICo.7:8 Paulo faz menção a uma
segunda carta que não consta do Novo Testamento, sendo que a segunda carta de Coríntios
que temos na nossa Bíblia, provavelmente deveria ser a terceira.
Hoje a estratégia de Satanás sobre a Palavra de Deus é diferente, pois já que ele não
consegue destruí-la, procura desacreditá-la (negando sua inspiração) e corrompê-la com
interpretações pervertidas da verdade (ITm.4:1,2; IITs.2:9-12). A nós pois, como igreja, cabe
a responsabilidade de defender e preservar a verdade (ITm.3:15) com o mesmo anseio que
caracterizava a vida de Paulo (Fp.1:7,16).
XI. INTERPRETAÇÃO:
É a elucidação ou explicação do sentido das palavras ou frases de um texto, para torná-los
compreensivos.
A ciência da interpretação é designada hermenêutica, e, em razão de sua abrangência,
requer um estudo especial separado da Bibliologia.
No final do curso, após o estudo de todas as matérias, você fará uma prova ÚNICA de
Conhecimentos Gerais.
AS DIVISOES DA BIBLIA.
As Divisões da Bíblia
A palavra "Bíblia" vem do grego bíblia, plural de bíblion, "livros".
Desta forma podemos entender que a Bíblia realmente é uma coleção de muitos livros.
Esses livros estão divididos em duas seções:
O Antigo e o Novo Testamento.
Divisão da Bíblia<
ANTIGO TESTAMENTO
O Antigo Testamento conta a história do povo de Israel. Essa história retrata a fé do povo no Deus de Israel e descreve a vida religiosa dos israelitas como povo de Deus. Os autores destes livros escreveram o que Deus fez por eles como povo e como eles deveriam adorá-lo e obedecer-lhe em resposta a seu amor. O quadro seguinte ensina graficamente como estão agrupados os livros que formam o Antigo Testamento.
A Lei:
Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Históricos, Josué, Juízes, Rute, 1Samuel, 2Samuel, 1Reis, 2Reis, 1Crônicas, 2Crônicas, Esdras, Neemias, Ester.
Poéticos E De Sabedoria:
Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cantares.
Profetas Maiores:
Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel, Daniel.
Profetas Menores:
Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias.
NOVO TESTAMENTO
Os livros do Novo Testamento foram escritos pelos discípulos de Jesus Cristo. Eles queriam que outros ouvissem a respeito da nova vida que é possível através da morte e ressurreição de Jesus.
O quadro que segue mostra os diferentes grupos de livros que compõem o Novo Testamento. Embora os eruditos divirjam em suas opiniões, tradicionalmente se diz que o apóstolo Paulo escreveu as cartas a ele atribuídas.
Evangelhos:
Mateus, Marcos, Lucas, João.
Cartas Paulinas:
Romanos, 1Coríntios, 2Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1Tessalonicenses, 2Tessalonicenses, 1Timóteo, 2Timóteo, Tito, Filemom.Cartas Gerais:
Hebreus, Tiago, 1Pedro, 2Pedro, 1João, 2João, 3João, Judas.
Histórico:
Atos dos Apóstolos
Profético: Apocalipse
Conteúdo da Bíblia Nesta seção você vai encontrar resumos de cada livro da Bíblia. É evidente que, por sua brevidade, não são descrições completas. No entanto, podem ser úteis como uma referência adequada ao conteúdo da Bíblia.
ANTIGO TESTAMENTO
GÊNESIS: Este livro, que mostra como era "no princípio", faz uma narrativa da criação, da relação de Deus com o homem e da promessa de Deus a Abraão e seus descendentes.
ÊXODO: O nome Êxodo significa "saída". Este livro conta como Deus livrou os israelitas de uma vida de penúrias e escravidão no Egito. Deus fez um pacto com eles e lhes deu leis para ordenar e governar sua vida.
LEVíTICO: O nome do livro se deriva do nome de uma das doze tribos de Israel. O livro registra todas as leis e regulamentos a respeito de rituais e cerimônias.
NÚMEROS: Os israelitas vagaram pelo deserto durante quarenta anos, antes de entrar em Canaã, "a terra prometida". O nome do livro se deriva dos censos promovidos durante esse tempo no deserto.
DEUTERONÔMIO: Moisés pronunciou três discursos de despedida pouco antes de morrer. Neles recapitulou, com o povo, todas as leis de Deus para os israelitas. O nome do livro expressa essa "recapitulação" ou "segunda lei".
JOSUÉ: Josué foi o líder dos exércitos israelitas em suas vitórias sobre seus inimigos, os cananeus. O livro termina descrevendo a divisão da terra entre as doze tribos de Israel.
JUíZES: Os israelitas constantemente desobedeciam a Deus e caíam nas mãos de países opressores. Deus constituiu juízes para livrá-los da opressão.
RUTE: O amor e a dedicação de Rute à sua sogra, Noemi, são o tema deste livro.
1SAMUEL: Samuel foi o líder de Israel no período compreendido entre os Juízes e Saul, o primeiro rei. Quando a liderança de Saul falhou, Samuel ungiu a Davi como rei.
2SAMUEL: Sob o reinado de Davi, a nação se unificou e se fortaleceu. No entanto, depois dos pecados de Davi, adultério e assassinato, tanto a nação como a família do rei sofreram muito.
1REIS: Este livro inicia com o reinado de Salomão em Israel. Depois de sua morte, o reino se dividiu em conseqüência da guerra civil entre o Norte e o Sul, resultando no surgimento de duas nações: Israel no Norte e Judá no Sul.
2REIS: Israel foi conquistada pela Assíria em 721 a.C. Judá, pela Babilônia, em 586 a.C. Estes acontecimentos foram considerados como um castigo ao povo pela desobediência às leis de Deus.
1CRÔNICAS: Este livro inicia com as genealogias de Adão até Davi e, em seguida, conta os acontecimentos do reinado de Davi.
2CRÔNICAS: Este livro abrange o mesmo período que 2Reis, mas com ênfase em Judá, o reino do Sul, e seus governantes.
ESDRAS: Depois de estar cativo na Babilônia por algumas décadas, o povo de Deus retornou a Jerusalém. Um de seus líderes era Esdras. Este livro contém a admoestação que Esdras fez ao povo para que este seguisse e honrasse a lei de Deus.
NEEMIAS: Depois do templo, também foi reconstruída a muralha de Jerusalém. Neemias foi quem dirigiu esse empreendimento. Ele também colaborou com Esdras para restaurar o fervor religioso do povo.
ESTER: Este livro relata a história de uma rainha judia da Pérsia, que denunciou um complô que visava destruir seus compatriotas. Com isso ela evitou que todos fossem aniquilados.
JÓ: A pergunta "Por que sofrem os inocentes?" é tratada nesta história bíblica.
SALMOS: Estas 150 orações foram usadas pelos hebreus para expressar sua relação com Deus. Abrangem todo o campo das emoções humanas, desde a alegria até o ódio, da esperança ao desespero.
PROVÉRBIOS: Este é um livro de máximas de sabedoria, de ensinamentos éticos e de senso comum acerca de como viver uma vida reta.
ECLESIASTES: Na sua busca por felicidade e pelo sentido da vida, este escritor, conhecido como "filósofo" ou "pregador", faz perguntas que continuam presentes na sociedade contemporânea.
CANTARES DE SALOMÃO: Este poema descreve o gozo e o êxtase do amor. Simbolicamente tem sido aplicado ao amor de Deus por Israel e ao amor de Cristo pela Igreja.
ISAíAS: O profeta Isaías trouxe a mensagem do juízo de Deus às nações, anunciou um rei futuro, à semelhança de Davi, e prometeu uma era de paz e tranqüilidade.
JEREMIAS: Muito antes da destruição de Judá pela Babilônia, Jeremias predisse o justo juízo de Deus. Embora sua mensagem seja majoritariamente de destruição, Jeremias também falou do novo pacto com Deus.
LAMENTAÇÕES DE JEREMIAS: Tal qual Jeremias havia predito, Jerusalém caiu cativa da Babilônia. Este livro registra cinco "lamentos" pela cidade caída.
EZEQUIEL: A mensagem de Ezequiel foi dada aos judeus cativos na Babilônia. Ezequiel usou histórias e parábolas para falar do juízo, da esperança e da restauração de Israel.
DANIEL: Daniel se manteve fiel a Deus, mesmo enfrentando muitas pressões quando cativo na Babilônia. Este livro inclui as visões proféticas de Daniel.
OSÉIAIS: Oséias se vale de sua experiência conjugal, em que ele era dedicado à sua esposa, mesmo sabendo que ela lhe era infiel, para ilustrar o adultério que Israel tinha cometido contra Deus e para mostrar como o fiel amor de Deus pelo seu povo nunca muda.
JOEL: Depois de uma praga de gafanhotos, Joel admoesta o povo para que se arrependa.
AMÓS: Durante um tempo de prosperidade, este profeta de Judá pregou aos ricos líderes de Israel sobre o juízo de Deus; insistia em que pensassem nos pobres e oprimidos, antes de pensarem em sua própria satisfação.
OBADIAS: Obadias profetizou o juízo sobre Edom, um país vizinho de Israel.
JONAS: Jonas não queria pregar para a gente de Nínive, que era inimiga de seu próprio país. Quando, finalmente, levou a mensagem enviada por Deus, seus habitantes se arrependeram.
MIQUÉIAS: A mensagem de Miquéias para Judá era de juízo, em vez de perdão, esperança e restauração. Especialmente notável é um versículo em que resume o que Deus requer de nós (6.8).
NAUM: Naum anunciou que Deus destruiria o povo de Nínive por sua crueldade na guerra.
HABACUQUE: Este livro apresenta um diálogo entre Deus e Habacuque sobre a justiça e o sofrimento.
SOFONIAS: Este profeta anunciou o Dia do Senhor, que traria juízo a Judá e às nações vizinhas. Esse dia, que haveria de vir, seria de destruição para muitos, mas um pequeno remanescente, sempre fiel a Deus, sobreviveria para abençoar o mundo inteiro.
AGEU: Depois que o povo voltou do exílio, Ageu o admoestou para que dessem prioridade a Deus e reconstruíssem em primeiro lugar o templo, mesmo antes de reconstruírem suas casas.
ZACARIAS: Como Ageu, Zacarias instou o povo a reconstruir o templo, assegurando-lhes a ajuda e bênçãos de Deus. Suas visões apontavam para um futuro brilhante.
MALAQUIAS: Após o retorno do exílio, o povo voltou a descuidar de sua vida religiosa. Malaquias passou a inspirá-los novamente, falando-lhes do "Dia do Senhor".
NOVO TESTAMENTO
MATEUS: Este Evangelho cita muitos textos do Velho Testamento. Ele se destinava primordialmente ao público judeu, para o qual apresentava Jesus como o Messias prometido nas Escrituras do Velho Testamento. Mateus narra a história de Jesus desde seu nascimento até sua ressurreição e põe ênfase especial nos ensinamentos do Mestre.
MARCOS: Marcos escreveu um Evangelho curto, conciso e cheio de ação. Seu objetivo era aprofundar a fé e a dedicação da comunidade para a qual ele escrevia.
LUCAS: Neste Evangelho é enfatizado como a salvação em Jesus está ao alcance de todos. O evangelista mostra como Jesus estava em contato com as pessoas pobres, com os necessitados e com os que são desprezados pela sociedade.
JOÃO: O Evangelho de João, pela sua forma, se coloca à parte dos outros três. João organiza sua mensagem enfocando sete sinais que apontam para Jesus como Filho de Deus. Seu estilo literário é reflexivo e cheio de imagens e figuras.
ATOS DOS APÓSTOLOS: Quando Jesus deixou os seus discípulos, o Espírito Santo veio habitar com eles. Este livro foi escrito por Lucas para ser um complemento ao seu Evangelho. Ele relata eventos da história e da ação da igreja cristã primitiva, mostrando como a fé se propagou no mundo mediterrâneo de então.
ROMANOS: Nesta importante carta, Paulo escreve aos romanos sobre a vida no Espírito, que é dada pela fé aos que crêem em Cristo. O apóstolo reafirma a grande bondade de Deus e declara que, através de Jesus Cristo, Deus nos aceita e nos liberta de nossos pecados.
1CORíNTIOS: Esta carta trata especificamente dos problemas que a igreja de Corinto estava enfrentando: dissensão, imoralidade, problemas quanto à forma da adoração pública e confusão sobre os dons do Espírito.
2CORíNTIOS: Nesta carta o apóstolo Paulo escreve sobre seu relacionamento com a igreja de Corinto e as dificuldades que alguns falsos profetas haviam trazido ao seu ministério.
GÁLATAS: Esta carta expõe a liberdade da pessoa que crê em Cristo com respeito à lei. Paulo declara que é somente pela fé que as pessoas são reconciliadas com Deus.
EFÉSIOS: O tema central desta carta é o propósito eterno de Deus: Jesus Cristo é a cabeça da Igreja, que é formada a partir de muitas nações e raças.
FILIPENSES: A ênfase desta carta está no gozo que o crente em Cristo encontra em todas as circunstâncias da vida. O apóstolo Paulo a escreveu quando estava encarcerado.
COLOSSENSES: Nesta carta o apóstolo Paulo diz aos cristãos de Colossos que abandonem suas superstições e que Cristo seja o centro de sua vida.
1TESSALONICENSES: O apóstolo Paulo dá orientações aos cristãos de Tessalônica a respeito da volta de Jesus ao mundo.
2TESSALONICENSES: Como em sua primeira carta, o apóstolo Paulo fala do retorno de Jesus ao mundo. Também trata de preparar os cristãos para a vinda do Senhor.
1TIMÓTEO: Esta carta serve de orientação a Timóteo, um jovem líder da igreja primitiva. O apóstolo Paulo lhe dá conselhos sobre a adoração, o ministério e os relacionamentos dentro da igreja.
2TIMÓTEO: Esta é a última carta escrita pelo apóstolo Paulo. Nela lança um último desafio a seus companheiros de trabalho.
TITO: Tito era ministro em Creta. Nesta carta o apóstolo Paulo o orienta sobre como ajudar os novos cristãos.
FILEMOM: Filemom é instado a perdoar seu escravo, Onésimo, que havia fugido. Filemom deveria aceitá-lo de volta como a um amigo em Cristo.
HEBREUS: Esta carta exorta os novos cristãos a não observarem mais rituais e cerimônias tradicionais, pois, em Cristo, eles já foram cumpridos.
TIAGO: Tiago aconselha os cristãos a viverem na prática sua fé e, além disso, oferece idéias sobre como isso pode ser feito.
1PEDRO: Esta carta foi escrita para confortar os cristãos da igreja primitiva que estavam sendo perseguidos por causa de sua fé.
2PEDRO: Nesta carta o apóstolo Pedro adverte os cristãos sobre os falsos mestres e os estimula a continuarem leais a Deus.
1JOÃO: Esta carta explica verdades básicas sobre a vida cristã com ênfase no mandamento de amarem uns aos outros.
2: JOÃOEsta carta, dirigida à "senhora eleita e aos seus filhos", adverte os cristãos quanto aos falsos profetas.
3JOÃO: Em contraste com sua Segunda Carta, esta fala da necessidade de receber os que pregam a Cristo.
JUDAS: Judas adverte seus leitores sobre a má influência de pessoas alheias à irmandade dos cristãos.
APOCALIPSE: Este livro foi escrito para encorajar os cristãos que estavam sendo perseguidos e para firmá-los na confiança de que Deus cuidará deles. Usando símbolos e visões, o escritor ilustra o triunfo do bem sobre o mal e a criação de uma nova terra e um novo céu.
EV.ROBÉRIO OLIVEIRA
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