quinta-feira, 8 de agosto de 2013

1. A HISTÓRIA DOS HEBREUS Filipe Dias • 2. Quem eram os Hebreus? Os hebreus eram inicialmente, um pequeno grupo de pastores nómadas, organizados em clãs ou tribos, chefiadas por um patriarca (“pai” da comunidade); O primeiro grande líder, ou patriarca hebreu foi Abraão, segundo o Antigo Testamento. Abraão era Mesopotâmico, originário de Ur, da Caldeia; De acordo com as escrituras sagradas, Abraão recebeu um sinal de Deus para abandonar o politeísmo e conduzir os hebreus de Ur, rumo à Palestina ( Canaã a Terra Prometida); Chegaram por volta de 2000 a. C., viveram na Palestina por quase três séculos. Durante esse tempo, Abraão fundou uma cultura religiosa monoteísta (crença num só Deus); Depois de Abraão, a liderança foi passando de pai para filho. De Abraão foi para Isaque e depois para Jacó. Este último, teve um destaque interessante, pois Jacó teve seu nome mudado para Israel e teve doze filhos, que deram origem as doze tribos de Israel. Filipe Dias • 3. Os Hebreus no Egipto Uma terrível seca assolou a Palestina e os Hebreus, liderados por Jacó (Israel), foram obrigados a deixar a região em busca de melhores condições de sobrevivência; Partiram para o Egipto, onde o governador da época era José, filho de Jacó; Passaram-se mais de quatro séculos desde que Jacó fora para o Egipto com toda a sua família e, durante este tempo, seus descendentes multiplicaram-se e formaram um povo numeroso; Os egípcios, temerosos com o aumento dos hebreus, tornaram-nos escravos. Filipe Dias • 4. M o i s é s A Bíblia diz que um Faraó teve medo que o povo de Israel se tornasse numeroso e dominasse o Egipto. Por isso ordenou que todos os recém-nascidos judeus do sexo masculino fossem mortos. Para salvar seu filho, uma judia colocou-o num cesto e lançou-o no Rio Nilo. O menino foi encontrado e criado por uma filha do faraó, foi chamado de Moisés que significa "salvo das águas". Durante a juventude Moisés viveu na corte do faraó. Descobrindo sua origem, revoltou-se contra a opressão ao seu povo e conduziu-o de volta a Canaã. Filipe Dias • 5. As Dez Pragas Certo dia, Deus apareceu a Moisés numa sarça ardente e disse-lhe que levasse todos os hebreus de volta à terra de Canaã, a terra prometida ; Moisés, obediente à palavra do Senhor, foi pedir ao faraó que deixasse os hebreus sair do Egipto. O faraó não consentiu porque eles eram a força de trabalho utilizada nas construções. Então, Deus ordenou a Moisés que lançasse dez pragas sobre o Egipto: a transformação das águas do Rio Nilo em sangue, a invasão das rãs, a invasão dos mosquitos, a invasão das moscas, a peste que atingiu os animais, o aparecimento de chagas e úlceras em homens e animais, a chuva de pedras, o ataque dos gafanhotos, a escuridão durante três dias e, a última praga, a morte dos primogénitos do Egipto. Filipe Dias • 6. O ÊXODO O coração do faraó foi perdendo a sua dureza e, após a décima praga, que matou o seu filho, este permitiu que Moisés retirasse os hebreus do Egipto; Moisés saiu do Egipto com o povo, o faraó resolveu persegui-los; O Deus dos hebreus, Jeová, abriu o Mar Vermelho permitindo a fuga de Moisés e seu povo, mas ordenou que aquele se fechasse quando os egípcios tentaram perseguir os hebreus, inicia-se o Êxodo. Filipe Dias • 7. Moisés no Monte Sinai No deserto, Moisés é chamado por Deus e sobe ao Monte Sinai onde permanece 40 dias em meditação e oração; Quando desce, com as Tábuas da Lei, Moisés fica furioso ao ver que o seu povo, fatigado de esperar no deserto, havia retornado às crenças egípcias; Moisés sobe novamente ao Monte Sinai e Deus dá-lhe novas Tábuas da Lei com os Dez Mandamentos, escritas pela sua própria mão, e decide que o povo seja punido com 40 anos de peregrinação no deserto até a chegada à Palestina (Canaã). Filipe Dias • 8. "Não terás outros deuses diante de mim". "Não farás para ti nenhum ídolo... Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto...". "Não tomarás em vão o nome do Senhor, o teu Deus...". "Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Trabalharás seis dias e neles farás todos os teus trabalhos, mas o sétimo dia é o sábado dedicado ao Senhor, teu Deus...". "Honra teu pai e tua mãe...". "Não matarás!". "Não adulterarás". "Não furtarás!". "Não dirás falso testemunho contra o teu próximo". "Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo... nem coisa alguma que lhe pertença". Os Dez Mandamentos Filipe Dias • 9. O Reino de Israel – Século XI a.c. Reino de Israel foi a nação formada pelas 12 Tribos de Israel, um povo descendente de Jacó, Isaac e Abraão; Após o Êxodo os israelitas vaguearam pelo deserto durante décadas e, sob a liderança de Josué, conquistam a terra de Canaã, estabelecem-se nas terras conquistadas dividindo o território entre as 12 tribos; Cada tribo governava-se a si própria e a união entre as tribos era tão frágil que por vezes guerreavam entre si; Cansados destas situações as tribos israelitas resolveram unir-se e instaurar a monarquia. O reino surge em meados do século XI a.c. na sequência da unificação das 12 tribos sob a chefia de Saul, seu 1º rei. Filipe Dias • 10. Povos que invadiram Israel O reino de Israel, enfraquecido pelas revoltas internas e pelas constantes guerras com Judá, foi dominado em 723 a.C. pelos Assírios. O reino de Judá foi conquistado pelos caldeus, liderados por Nabucodonosor, em 586 a.C., os judeus foram levados como escravos para a Babilónia e Jerusalém e o Templo foram destruídos. O exílio na Babilónia, que se seguiu à destruição do Primeiro Templo, marcou o início da Diáspora Judaica. Um decreto do Rei Ciro, da Pérsia, que conquistou o império babilónico, permitiu que cerca de 50.000 judeus retornassem à Terra de Israel. Menos de um século mais tarde, o segundo retorno foi liderado por Esdras, o Escriba. O retorno, bem como a construção do segundo templo no sítio onde se erguera o primeiro, a fortificação das muralhas de Jerusalém e o estabelecimento da Grande Assembleia marcaram o início da segundo estado judeu (período do segundo templo). Filipe Dias • 11. No ano de 333 a.C., Alexandre, o Grande, da Macedónia, dominou todo o oriente Médio, mas aos poucos, depois de longas lutas, os judeus consolidaram sua independência. Com a expansão do império romano, essa região passou a ser dominada por Roma. Diante das muitas revoltas da população hebraica ao domínio romano no ano 70 d.C. o Imperador Tito destruiu Jerusalém e o Segundo Templo – do qual só resta uma parede, o Muro das Lamentações – e os hebreus dispersaram – Diáspora. Sob o Imperador Romano Adriano (136 d.c.) os judeus foram expulsos da Palestina e proibidos de retornar àquela região – Segunda Diáspora (dispersão). No final do séc. IV, após a conversão do imperador Constantino ao cristianismo e a fundação do Império Bizantino, a Terra de Israel tornara-se um país predominantemente cristão. A conquista do país pelos árabes ocorreu quatro anos após a morte de Maomé (632 d.C.) e durou mais de quatro séculos, sob o governo de Califas os judeus instalaram-se novamente em Jerusalém. Filipe Dias • 12. O Livro Sagrado dos Judeus Torá (significa instrução, apontamento, lei ) é o nome dado aos cinco primeiros livros do Tanakh e que constituem o texto central do judaísmo. Contém os relatos sobre a criação do mundo, da origem da humanidade, do pacto de Deus com Abraão e seus filhos, e a libertação dos filhos de Israel do Egipto e sua peregrinação de quarenta anos até a terra prometida. Inclui também os mandamentos e leis que teriam sido dadas a Moisés para que entregasse e ensinasse ao povo de Israel. Filipe Dias • 13. Jesus Cristo o Messias Os hebreus acreditavam num Messias enviado de Deus para conduzir os homens à salvação eterna. Jesus era judeu, viveu e pensou como um judeu de sua época: falava frases retiradas do livro de Isaías e do Pentateuco (Torá). Após a sua morte alguns judeus acreditavam que o Messias já viera e era Jesus, o Salvador. Uma seita judaico-cristã, face às exigências do judaísmo, decidiu substitui-las pelo baptismo e a fé em Jesus o Salvador. O judaísmo sustenta que Jesus não é o Messias, pois não cumpriu as exigências estabelecidas pela Torá para provar que era um profeta, dando-se assim a separação entre o Judaísmo e o Cristianismo. Filipe Dias • 14. Webgrafia http://www. auguzs.livejournal.com/2433.html http://www.visaojudaica.com.br http://www.juliobattisti.com.br http://www.suapesquisa.com/hebreus/ http://www.coladaweb.com/hisgeral/civilizacao_hebraica.htm http://www.historiamais.com/hebreus.htm http://pt.wikipedia.org/wiki/ http://www.estudosdabiblia.net http://images.google.com http://books.google.com http://www.jcrelations.net/pt Filipe Dias • 15. Agrupamento de Escolas Terras de Larus Escola Básica 2, 3 da Cruz de Pau Ano Lectivo 2008/2009 Disciplina de História Filipe Nogueira Dias 7º Ano – Turma A – N.º 11 • 1. A CIVILIZAÇÃO HEBRAICAProfª Simone Azevedo 6º ano prof.sa@hotmail.com 2011 • 2. Evolução política A história política dos hebreus (também chamados israelitas ou judeus) pode ser dividida em três grandes períodos, caracterizados pelo governo dos: Patriarcas / Juízes / Reis. • 3. PERÍODO DOS PATRIARCAS • 4. Governos dos Patriarcas Os hebreus eram um pequeno povo de pastores nômades. Chefiados por Abraão, vieram da cidade de Ur (Mesopotâmia) e se estabeleceram na Palestina (a Terra prometida), por volta do ano 2000 a.C. A Palestina era uma pequena faixa de terra que se estendia pelo vale do rio Jordão. Tinha como limites, ao norte, a Fenícia, ao sul, as terras de Judá, a leste, o deserto da Arábia, e, a oeste, o mar Mediterrâneo • 5. Governos dos Patriarcas Governados por patriarcas, os hebreus viveram na Palestina durante três séculos. Entre os principais patriarcas hebreus destacam¬ se Abraão (1º patriarca), Isaac, Jacó (também chamado de Israel), Moisés e Josué. Por volta de 1750 a.C., uma terrível seca assolou a Palestina, trazendo fome e tragédia. Os hebreus foram obrigados a deixar a região. Partiram, então para o Egito. Lá permaneceram cerca de 400 anos, até serem perseguidos e escravizados pelos faraós. • 6. Governos dos Patriarcas Conduzidos pelo patriarca Moisés, o hebreus abandonaram o Egito em 1250 a.C., voltando para a Palestina. Essa saída de massa do Egito é conhecida como Êxodo. De acordo com a Bíblia, foi durante o êxodo dos hebreus que Moisés recebeu de Deus a tábua dos Dez Mandamentos, quando atravessava o deserto do Sinai. • 7. PERÍODO DOS JUÍZES • 8. Governos dos Juízes De volta à Palestina, os hebreus tiveram de lutar contra o povo cananeu e, posteriormente, contra os filisteus. Essas lutas pela conquista da Palestina duraram dois séculos, período em que os hebreus foram governados pelos juízes. Os juízes eram chefes políticos, militares e religiosos. Embora comandassem os hebreus de forma energética, não tinham uma estrutura administrativa permanente. Entre os mais famosos juízes destaca¬se Sansão. • 9. PERÍODO DOS REIS • 10. Governos dos Reis A seqüência de lutas e problemas sociais levaram os hebreus a adotar a monarquia. O objetivo era centralizar o poder nas mãos de um rei e, assim, ter mais força para enfrentar os povos inimigos, como os filisteus. O primeiro rei dos hebreus foi Saul (1010 a.C.). Depois veio o rei Davi (1006 ¬966 a.C.), que venceu o gigante filisteu Golias. Com a conquista de toda a Palestina, a cidade de Jerusalém tornou¬ se a capital política e religiosa dos hebreus. • 11. Governos dos Reis O sucessor de Davi foi seu filho Salomão, que terminou a organização da monarquia hebraica. Durante seu reinado (966¬926 a.C.), Salomão montou uma corte luxuosa, com muitos funcionários e grandes despesas. Construiu o monumental templo de Jerusalém. E mantinha cerca de 700 esposas e 300 concubinas. Para sustentar esse luxo obrigava os hebreus a pagar altos impostos. O preço dessa exploração foi o aparecimento de revoltas sociais. • 12. Templo de Salomão • 13. Fim do Governos dos Reis Com a morte de Salomão, essas revoltas provocaram a divisão do povo em dois reinos: ao norte, dez tribos formaram o reino de Israel, e ao sul, as duas tribos constituíram o reino de Judá. Em 722 a.C., o reino de Israel foi conquistado pelos assírios, comandados por Sargão II. Grande parte dos hebreus foram escravizados e espalhados pelo Império Assírio. • 14. Período de Crise Em 587 a.C., o reino de Judá foi conquistado pelos babilônios, comandado por Nabucodonosor. Os babilônios destruíram Jerusalém e aprisionaram os hebreus, levando¬os para a Babilônia. Esse episódio ficou conhecido como o Cativeiro da Babilônia. Os hebreus permaneceram presos até 538 a.C., quando o rei Persa Ciro II conquistou a Babilônia, e puderam voltar a Palestina, que se tornara província do Império Persa. Realizou¬se a reconstrução do templo de Jerusalém. • 15. Período de CriseA partir dessa época, os hebreus não mais conseguiram conquistar a autonomia política da Palestina, que se tornou sucessivamente província dos impérios persa, macedônio e romano. Durante o domínio romano na Palestina, o nacionalismo dos hebreus fortaleceu¬se, levando¬os a se revoltar contra Roma. Em 70 d.C., o imperador Tito sufocou uma rebelião hebraica e destriu o segundo templo de Jerusalém. Os hebreus então dispersaram por várias regiões. Esse episódio ficou conhecido como Diáspora (dispersão) • 16. Atualidade Espalhados pelo mundo, o povo israelita passou a viver em pequenas comunidades. Preservaram, os elementos básicos de sua cultura, como a linguagem, a religião e alguns objetivos comuns. Assim, os hebreus se mantiveram como nação, embora não constituíssem um Estado. Apenas em 1948 foi fundado o Estado de Israel. A criação de Israel foi precedida de lutas para expulsão do povo palestino, que habitava a região. Hoje, os palestinos ainda lutam pela criação de um Estado palestino independente. • 17. Economia e Sociedade: do nomadismo à vida sedentária A comunidade nômade: a princípio, os hebreus eram pastores nômades ( não tinham habitação fixa) que se dedicavam a criação de ovelhas e cabras. Tudo que se produzia era distribuído igualmente entre a comunidade. A sociedade sedentária: na Palestina, os hebreus abandonaram os antigos costumes de comunidade nômades. A vida tornou¬se sedentária. Desenvolveu¬se a agricultura e o comércio. Surgiu a propriedade privada e as classes sociais, bem como a exploração de uma classe pela outra. • 18. Vida Cultural A maioria dos povos da Antiguidade eram politeísta, isto é, acreditavam em vários deuses. Os hebreus foram diferentes. É que a religião hebraica é monoteísta. Ela baseia¬se na fé em um único Deus, Javé, criador de todo o mundo. A doutrina fundamental da religião hebraica (o Judaísmo) encontra¬se no Pentateuco (conjunto de cinco livros), contido na Velho Testamento da Bíblia. Os Hebreus chamam esse livro de Torá. O cristianismo assimilou vários fundamentos do judaísmo, entre eles a vinda de um Messias. • 19. Torá • 20. Sites indicados: http://www.historiamais.com/hebreus.htm

BIBLIOLOGIA

INSTITUTO TEOLÓGICO GAMALIEL CURSO MÉDIO EM TEOLOGIA Matéria: BIBLIOLOGIA DOUTRINA DA BÍBLIA I. REVELAÇÃO: É a operação divina que comunica ao homem fatos que a razão humana é insuficiente para conhecer. É portanto, a operação divina que comunica a verdade de Deus ao homem (ICo.2:10). a) Provas da Revelação: O diabo foi o primeiro ser a pôr em dúvida a existência da revelação: "É assim que Deus disse?" (Gn.3:1). Mas a Bíblia é a Palavra de Deus. Vejamos alguns argumentos: 1) A Indestrutibilidade da Bíblia: Uma porcentagem muito pequena de livros sobrevive além de um quarto de século, e uma porcentagem ainda menor dura um século, e uma porção quase insignificante dura mil anos. A Bíblia, porém, tem sobrevivido em circunstâncias adversas. Em 303 A.D. o imperador Dioclécio decretou que todos os exemplares da Bíblia fossem queimados. A Bíblia é hoje encontrada em mais de mil línguas e ainda é o livro mais lido do mundo. 2) A Natureza da Bíblia: a) Ela é superior: Ela é superior a qualquer outro livro do mundo. O mundo, com sua sabedoria e vasto acúmulo de conhecimento nunca foi capaz de produzir um livro que chegue perto de se comparar a Bíblia. b) É um livro honesto: Pois revela fatos sobre a corrupção humana, fatos que a natureza humana teria interesse em acobertar. c) É um livro harmonioso: Pois embora tenha sido escrito por uns quarenta autores diferentes, por um período de 1.600 anos, ela revela ser um livro único que expressa um só sistema doutrinário e um só padrão moral, coerentes e sem contradições. 3) A Influência da Bíblia: O Alcorão, o Livro dos Mórmons, o Zenda Avesta, os Clássicos de Confúncio, todos tiveram influência no mundo. Estes, porém, conduziram a uma idéia apagada de Deus e do pecado, ao ponto de ignorá-los. A Bíblia, porém, tem produzido altos resultados em todas as esferas da vida: na arte, na arquitetura, na literatura, na música, na política, na ciência etc. Pr. Flávio Nunes. Instituto Teológico Gamaliel instgamaliel@gmail.com www.institutogamaliel.com Página 3 de 19 4) Argumento da Analogia: Os animais inferiores expressam com suas vozes seus diferentes sentimentos. Entre os racionais existe uma presença correspondente, existe comunicação direta de um para o outro, uma revelação de pensamentos e sentimentos. Consequentemente é de se esperar que exista, por analogia da natureza, uma revelação direta de Deus para com o homem. Sendo o homem criado à Sua imagem, é natural supor que o Criador sustente relação pessoal com Suas criaturas racionais. 5) Argumento da Experiência: O homen é incapaz por sua própria força descobrir que: a) Precisa ser salvo. b) Pode ser salvo. c) Como pode ser salvo. d) Se há salvação. Somente a revelação pode desvendar estes mistérios eternos. A experiência do homem tem demonstrado que a tendência da natureza humana é degenerar-se e seu caminho ascendente se sustêm unicamente quando é voltado para cima em comunicação direta com a revelação de Deus. 6) Argumento da Profecia Cumprida: Muitas profecias a respeito de Cristo se cumpriram integralmente, sendo que a mais próxima do primeiro advento, foi pronunciada 165 anos antes de seu cumprimento. As profecias a respeito da dispersão de Israel também, se cumpriram (Dt.28; Jr.15:4;l6:13; Os.3:4 etc); da conquista de Samaria e preservação de Judá (Is.7:6-8; Os.1:6,7; IRs.14:15); do cativeiro babilônico sobre Judá e Jerusalém (Is.39:6; Jr.25:9- 12); sobre a destruição final de Samaria (Mq.1:6-9); sobre a restauração de Jerusalém (Jr.29:10-14), etc. 7) Reivindicações da Própria Escritura: A própria Bíblia expressa sua infalibilidade, reivindicando autoridade. Nenhum outro livro ousa fazê-lo. Encontramos essa reivindicação na seguintes expressões: "Disse o Senhor a Moisés" (Ex.14:1,15,26;16:4;25:1; Lv.1:1;4:1;11:1; Nm.4:1;13:1; Dt.32:48) "O Senhor é quem fala" (Is.1:2); "Disse o Senhor a Isaías" (Is.7:3); "Assim diz o Senhor" (Is.43:1). Outras expressões semelhantes são encontradas: "Palavra que veio a Jeremias da parte do Senhor" (Jr.11:1); "Veio expressamente a Palavra do Senhor a Ezequiel" (Ez.1:3); "Palavra do Senhor que foi dirigida a Oséias" (Os.1:1); "Palavra do Pr. Flávio Nunes. Instituto Teológico Gamaliel instgamaliel@gmail.com www.institutogamaliel.com Página 4 de 19 Senhor que foi dirigida a Joel" (Jl.1:1), etc. Expressões como estas são encontradas mais de 3.800 vezes no Velho Testamento. Portanto o A.T. afirma ser a revelação de Deus, e essa mesma reivindicação faz o Novo Testamento (ICo.14:37; ITs.2:13; IJo.5:10; IIPe.3:2). B) Natureza da Revelação: Deus se revelou de sete modos: 1) Através da Natureza: (Sl.19:1-6; Rm.l:19-23). 2) Através da Providência: A providência é a execução do programa de Deus das dispensações em todos os seus detalhes (Gn.48:15;50:20; Rm.8:28; Sm.57:2; Jr.30:11; Is.54:17). 3) Através da Preservação: (Cl.1:17; Hb.1:3; At.17:25,28). 4) Através de Milagres: (Ex.4:1-9). 5) Através da Comunicação Direta: (Nm.12:8; Dt.34:10). 6) Através da Encarnação: (Hb.1:1; Jo.8:26;15:15). 7) Através das Escrituras: A Bíblia é a revelação escrita de Deus e, como tal, abrange importantes aspectos: a) Ela é variada: Variada em seus temas, pois abrange aquilo que é doutrinário , devocional, histórico, profético e prático. b) Ela é parcial: (Dt.29:29). c) Ela é completa: Naquilo que já foi revelado (Cl.2:9,10); d) Ela é progressiva: (Mc.4:28). e) Ela é definitiva: (Jd.3). II. INSPIRAÇÃO: É a operação divina que influenciou os escritores bíblicos, capacitando-os a receber a mensagem divina, e que os moveu a transcrevê-la com exatidão, impedindo-os de cometerem erros e omissões, de modo que ela recebeu autoridade divina e infalível, garantindo a exata transferência da verdade revelada de Deus para a linguagem humana inteligível (ICo.10:13; IITm.3:16; IIPe.1:20,21). A) Autoria Dual: Com este termo indicamos dois fatos: 1) Autoria Divina: Do lado divino as Escrituras são a Palavra de Deus no sentido de que se originaram nEle e são a expressão de Sua mente. Em IITm.3:16 encontramos a referência a Deus: "Toda Escritura é divinamente inspirada" (theopneustos = soprada ou expirada por Deus) . A referência aqui é ao escrito. 2) Autoria Humana: Do lado humano certos homens foram escolhidos por Deus para a responsabilidade de receber a Palavra e passá-la para a forma escrita. Em IIPe.1:21 encontramos a referência aos homens: "Homens santos de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo" (pherô = movidos ou conduzidos). A referência aqui é ao escritor. Pr. Flávio Nunes. Instituto Teológico Gamaliel instgamaliel@gmail.com www.institutogamaliel.com Página 5 de 19 B) Inspiração ou Expiração? A palavra inspiração vem do latim, e significa respirar para dentro. Ela é usada pela ARC. (Almeida Revista e Corrigida) somente duas vezes no N.T. (IITm.3:16; IIPe.1:21). Este vocábulo, embora consagrado pelo uso, e, portanto, pela teologia, não é um termo adequado, pois pode parecer que Deus tenha soprado alguma espécie de vida divina em palavras humanas. Em IITm.3:16 encontramos o vocábulo grego theopneustos que significa soprado por Deus. Portanto podemos afirmar que toda a Escritura é soprada ou expirada por Deus, e não inspirada como expressa a ARC. As Escrituras são o próprio sopro de Deus, é o próprio Deus falando (IISm.23:2). Em IIPe.1:21 este vocábulo se torna mais inadequado ainda, pois a tradução da ARC. transmite a idéia de que os homens santos foram inspirados pelo Espírito Santo. O fato é que o homem não é inspirado, mas a Palavra de Deus é que é expirada (Compare Jó.32:8; 33:4; com Ez.36:27; 37:9). A ARA. (Almeida Revista e Atualizada), porém, apesar de utilizar o termo inspiração em IITm.3:16, usa, com acerto, o verbo mover em IIPe.1:21, como tradução do vocábulo grego pherô, que significa exatamente mover ou conduzir. Considerada esta ressalva, não devemos pender para o extremo, excluindo a autoria humana da compilação das Escrituras. Ela própria reconhece a autoria dual no registro bíblico. Em Mt.15:4 está escrito que Deus ordenou enquanto que em Mc.7:10 diz que foi Moisés quem ordenou. E muitas outras passagens há semelhantes a esta (Compare Sl.110:1 com Mc.12:36; Ex.3:6,15 com Mt.22:31; Lc.20:37 com Mc.12:26; Is.6:9,10; At.28:25 com Jo.12:39-41; Mt.1:22;2:15; At.l:16;4:25; Hb.3:7-11; Hb.9:8;10:15) Deus opera de modo misterioso usando e não anulando a vontade humana, sem que o homem perceba que está sendo divinamente conduzido, sendo que neste fenômeno, o homem faz pleno uso de sua liberdade (Pv.16:1;19:21; Sl.33:15;105:25; Ap.17:17). Desse mesmo modo Deus também usa Satanás (Compare ICr.21:1 com IISm.24:1; IRs.22:20-23), mas não retira a responsabilidade do homem (At.5:3,4), como também o faz na obra da salvação (Dt.30:19; Sl.65:4; Jo.6:44). C) O Termo Logos: Este termo grego foi utilizado no N.T. cerca de 200 vezes para indicar a Palavra de Deus Escrita, e 7 vezes para indicar o Filho de Deus (Jo.1:1,14; IJo.1:1;5:7; Ap.19:13). Eles são para Deus o que a expressão é para o pensamento e o que a fala é para a razão, portanto o Logos de Deus é a expressão de Deus, quer seja na forma escrita ou viva (Compare Jo.14:6 com Jo.17:17). 1) Cristo é a Palavra Viva: Cristo é o Logos, isto é, a fala, a expressão de Deus. 2) A Bíblia é a Palavra Escrita: A Bíblia também é o Logos de Deus, e assim como em Cristo há dois elementos (duas naturezas), divino e humano, igualmente na Palavra de Deus estes dois elementos aparecem unidos sobrenaturalmente. D) Provas da Inspiração: Somos acusados de provar a inspiração pela Bíblia e de provar a verdade da Bíblia pela inspiração, e, assim, de argumentar num círculo vicioso. Mas o processo parte de uma prova que todos aceitam: a evidência. Esta, primeiro prova a veracidade ou credibilidade da Pr. Flávio Nunes. Instituto Teológico Gamaliel instgamaliel@gmail.com www.institutogamaliel.com Página 6 de 19 testemunha, e então aceita o seu testemunho. A veracidade das Escrituras é estabelecida de vários modos, e, tendo constatado a sua veracidade, ou a validade do seu testemunho, bem podemos aceitar o que elas dizem de si mesmas. As Escrituras afirmam que são inspiradas, e elas ou devem ser cridas neste particular ou rejeitadas em tudo mais. 1) O A.T. afirma sua Inspiração: (Dt.4:2,5; IISm.23:2; Is.1:10; Jr.1:2,9; Ez.3:1,4; Os.1:1; Jl.l:1; Am.1:3;3:1; Ob.1:1; Mq.1:1). 2) O N.T. afirma sua Inspiração: (Mt.10:19; Jo.14:26;15:26,27; Jo.16:13; At.2:33;15:28; ITs.1:5; ICo.2:13; IICo.13:3; IIPe.3:16; ITs.2:13; ICo.14:37). 3) O N.T. afirma a Inspiração do A.T.: (Lc.1:70; At.4:25; Hb.1:1, IItm.3:16; IPe.1:11; IIPe.1:21). 4) A Bíblia faz declarações científicas descobertas posteriormente: (Jó.26:7; Sl.135:7; Ec.1:7; Is.40:22). E) Teorias da Inspiração: Podemos ter revelação sem inspiração (Ap.10:3,4), e podemos ter inspiração sem revelação, como quando os escritores registram o que viram com seus próprios olhos e descobriram pela pesquisa (IJo.1:1-4; Lc.1:1-4). Aqui nós temos a forma e o resultado da inspiração. A forma é o método que Deus empregou na inspiração, enquanto que o resultado indica a conseqüência da inspiração. Portanto, as chamadas teorias da intuição, da iluminação, a dinâmica e a do ditado, todas descrevem a forma de inspiração, enquanto que a teoria verbal plenária indica o resultado. 1) Teoria da Inspiração Dinâmica: Afirma que Deus forneceu a capacidade necessária para a confiável transmissão da verdade que os escritores das Escrituras receberam ordem de comunicar. Isto os tornou infalíveis em questões de fé e prática, mas não nas coisas que não são de natureza imediatamente religiosa, isto é, a inspiração atinge apenas os ensinamentos e preceitos doutrinários, as verdades desconhecidas dos autores humanos. Esta teoria tem muitas falhas: Ela não explica como os escritores bíblicos poderiam mesclar seus conhecimentos sobrenaturais ao registrarem uma sentença, e serem rebaixados a um nível inferior ao relatarem um fato de modo natural. Ela não fornece a psicologia daquele estado de espírito que deveria envolver os escritores bíblicos ao se pronunciarem infalivelmente sobre matérias de doutrina, enquanto se desviam a respeito dos fatos mais simples da história. Ela não analisa a relação existente entre as mentes divina e humana, que produz tais resultados. Ela não distingue entre coisas que são essenciais à fé e à pratica e àquelas que não são. Erasmo, Grotius, Baxter, Paley, Doellinger e Strong compartilham desta teoria. 2) Teoria do Ditado ou Mecânica: Afirma que os escritores bíblicos foram meros instrumentos (amanuenses), não seres cujas personalidades foram preservadas. Se Deus tivesse ditado as Escrituras, o seu estilo seria uniforme. Teria a dicção e o vocabulário do divino Autor, livre das idiossincrasias dos homens (Rm.9:1-3; IIPe.3:15,16). Na verdade o autor humano recebeu plena liberdade de ação para a Pr. Flávio Nunes. Instituto Teológico Gamaliel instgamaliel@gmail.com www.institutogamaliel.com Página 7 de 19 sua autoria, escrevendo com seus próprios sentimentos, estilo e vocabulário, mas garantiu a exatidão da mensagem suprema com tanta perfeição como se ela tivesse sido ditada por Deus. Não há nenhuma insinuação de que Deus tenha ditado qualquer mensagem a um homem além daquela que Moisés trasncreveu no monte santo, pois Deus usa e não anula as suas vontades. Esta teoria, portanto, enfatiza sobremaneira a autoria divina ao ponto de excluir a autoria humana. 3) Teoria da Inspiração Natural ou Intuição: Afirma que a inspiração é simplesmente um discernimento superior das verdades moral e religiosa por parte do homem natural. Assim como tem havido artistas, músicos e poetas excepcionais, que produziram obras de arte que nunca foram superadas, também em relação as Escrituras houve homens excepcionais com visão espiritual que, por causa de seus dons naturais, foram capazes de escrever as Escrituras. Esta é a noção mais baixa de inspiração, pois enfatiza a autoria humana a ponto de excluir a autoria divina. Esta teoria foi defendida pelos pelagianos e unitarianos. 4) Teoria da Inspiração Mística ou Iluminação: Afirma que inspiração é simplesmente uma intensificação e elevação das percepções religiosas do crente. Cada crente tem sua iluminação até certo ponto, mas alguns tem mais do que outros. Se esta teoria fosse verdadeira, qualquer cristão em qualquer tempo, através da energia divina especial, poderia escrever as Escrituras. Schleiermacher foi quem disseminou esta teoria. Para ele inspiração é "um despertamento e excitamento da consciência religiosa, diferente em grau e não em espécie da inspiração piedosa ou sentimentos intuitivos dos homens santos". Lutero, Neander, Tholuck, Cremer, F.W.Robertson, J.F.Clarke e G.T.Ladd defendiam esta teoria, segundo Strong. 5) Inspiração dos Conceitos e não das Palavras: Esta teoria pressupõe pensamentos à parte das palavras, através da qual Deus teria transmitido idéias mas deixou o autor humano livre para expressá-las em sua própria linguagem. Mas idéias não são transferíveis por nenhum outro modo além das palavras. Esta teoria ignora a importância das palavras em qualquer mensagem. Muitas passagens bíblicas dependem de uma das palavras usadas para a sua força e valor. O estudo exegético das Escrituras nas línguas originais é um estudo de palavras, para que o conceito possa ser alcançado através das palavras, e não para que palavras sem importância representem um conceito. A Bíblia sempre enfatiza suas palavras e não um simples conceito (ICo.2:13; Jo.6:63;17:8; Ex.20:1; Gl.3:16). 6) Graus de Inspiração: Afirma que há inspiração em três graus. Sugestão, direção, elevação, superintendência, orientação e revelação direta, são palavras usadas para classificar estes graus. Esta teoria Pr. Flávio Nunes. Instituto Teológico Gamaliel instgamaliel@gmail.com www.institutogamaliel.com Página 8 de 19 alega que algumas partes da Bíblia são mais inspiradas do que outras. Embora ela reconheça as duas autorias, dá margem a especulação fantasiosa. 7) Inspiração Verbal Plenária: É o poder inexplicado do Espírito Santo agindo sobre os escritores das Sagradas Escrituras, para orientá-los (conduzí-los) na transcrição do registro bíblico, quer seja através de observações pessoais, fontes orais ou verbais, ou através de revelação divina direta, preservando-os de erros e omissões, abrangendo as palavras em gênero, número, tempo, modo e voz, preservando, desse modo, a inerrância das Escrituras, e dando à ela autoridade divina. a) Observação Pessoal: (IJo.1:1-4). b) Fonte Oral: (Lc.l:1-4). c) Fonte Verbal: (At.17:18; Tt.1:12; Hb.1:1). d) Revelação Divina Direta: ( Ap.1:1-ll; Gl.1:12). e) Gênero: (Gn.3:15). f) Número: (Gl.3:16). g) Tempo: (Ef.4:30; Cl.3:13). h) Modo: (Ef.4:30; Cl.3:13). i) Voz: (Ef.5:18) j) Explicação dos itens e,f,g,h,i: A inspiração verbal plenária fica assim estabelecida. Em Gn.3:15 o pronome hebraico está no gênero masculino, pois se refere exclusivamente a Cristo (Ele te ferirá a cabeça...). Em Gl.3:16 Paulo faz citação de um substantivo hebraico que está no singular, fazendo, também, referência exclusiva a Cristo. Em Ef.4:30 e Cl.3:13 o verbo perdoar encontra-se, no grego, no modo particípio e no tempo presente, o que significa que o perdão judicial de Deus realizado no passado, quando aceitamos a Cristo, estende-se por toda a nossa vida, abrangendo o perdão dos pecados do passado, do presente, e do futuro (IJo.1:9 trata do perdão do pecado doméstico e não do judicial). Jesus Cristo reconheceu a inspiração verbal plenária quando declarou que nem um til (a menor letra do alfabeto hebraico) seria omitido da lei(Mt.5:18 e Lc.16:l7). III. ILUMINAÇÃO: É a influência ou ministério do Espirito Santo que capacita todos os que estão num relacionamento correto com Deus para entender as Escrituras (I Cor.2:12; Lc.24:32,45; IJo.2:27). A iluminação não inclui a responsabilidade de acrescentar algo às Escrituras (revelação) e nem inclui uma transmissão infalível na linguagem (inspiração) daquele que o Espirito Santo ensina. Pr. Flávio Nunes. Instituto Teológico Gamaliel instgamaliel@gmail.com www.institutogamaliel.com Página 9 de 19 A iluminação é diferenciada da revelação e da inspiração no fato de ser prometida a todos os crentes, pois não depende de escolha soberana, mas de ajustamento pessoal ao Espirito Santo. Além disso a iluminação admite graus podendo aumentar ou diminuir (Ef.1:16-18; 4:23; Cl.1:9). A iluminação não se limita a questões comuns, mas pode atingir as coisas profundas de Deus (ICo.2:10) porque o Mestre Divino está no coração do crente e, portanto, ele não houve uma voz falando de fora e em determinados momentos, mas a mente e o coração são sobrenaturalmente despertados de dentro (ICo.2:16). Este despertamento do Espírito pode ser prejudicado pelo pecado, pois é dito que o cristão que é espiritual discerne todas as coisas (ICo.2:15), ao passo que aquele que é carnal não pode receber as verdades mais profundas de Deus que são comparadas ao alimento sólido (ICo.2:15;3:1-3; Hb.5:12-14). A iluminação, a inspiração e a revelação estão estritamente ligadas, porém podem ser independentes, pois há inspiração sem revelação (Lc.1:1-3; IJo.1:1-4); inspiração com revelação (Ap.1:1-11); inspiração sem iluminação (IPe.1:10-12); iluminação sem inspiração (Ef.1:18) e sem revelação (ICo.2:12; Jd.3); revelação sem iluminação (IPe.1:10-12) e sem inspiração (Ap.10:3,4; Ex.20:1-22). E’ digno de nota que encontramos estes três ministérios do Espirito Santo mencionados em uma só passagem (ICo.2:9-13); a revelação no versículo 10; a iluminação no versículo 12 e a inspiração no versículo 13. IV. AUTORIDADE: Dizemos que a bíblia é um livro que tem autoridade porque ela tem influência, prestígio e credibilidade (quanto a pureza na transcrição ou tradução), por isso deve ser obedecida porque procede de fonte infalível e autorizada. A autoridade está vinculada a inspiração, canonicidade e credibilidade, sem os quais a autoridade da Bíblia não se estabeleceria. Assim, por ser inspirado, determinado trecho bíblico possui autoridade; por ser canônico, determinado livro bíblico possui autoridade, e por ter credibilidade, determinadas informações bíblicas possuem autoridade, sejam históricas, geográficas ou científicas. Entretanto, nem tudo aquilo que é inspirado é autorizado, pois a autoridade de um livro trata de sua procedência, de sua autoria, e, portanto, de sua veracidade. Deus é o Autor da Bíblia, e como tal ela possui autoridade, mas nem tudo que está registrado na Bíblia procedeu da boca de Deus. Por exemplo, o que Satanás disse para Eva foi registrado por inspiração, mas não é a verdade (Gn.3:4,5); o conselho que Pedro deu a Cristo (Mt.16:22); as acusações que Elifaz fez contra Jó (Jó.22:5-11), etc. Nenhuma dessas declarações representam o pensamento de Deus ou procedem dEle (procedem apenas por inspiração), e por isso não têm autoridade. Um texto também perde sua autoridade quando é retirado de seu contexto e lhe é atribuído um significado totalmente diferente daquele que tem quando inserido no contexto. As palavras ainda são inspiradas, mas o novo significado não tem autoridade. Pr. Flávio Nunes. Instituto Teológico Gamaliel instgamaliel@gmail.com www.institutogamaliel.com Página 10 de 19 V. CREDIBILIDADE OU VERACIDADE: Um livro tem credibilidade se relatou veridicamente os assuntos como aconteceram ou como eles são; e quando seu texto atual concorda com o escrito original. Nesse caso credibilidade relaciona-se ao conteúdo do livro (original), e a pureza do texto atual (cópia ou tradução). Por exemplo, as palavras de Satanás em Gn.3:4,5 são inspiradas, mas não possuem autoridade, porque não é verdade, porém tem credibilidade ou veracidade (quanto a sua transcrição) porque foram registradas exatamente como Satanás disse. A veracidade das palavras de Satanás não se relacionam ao o que ele pronunciou, mas sim como ele as pronunciou. A) Credibilidade do A.T.: Estabelecida por três fatos: 1) Autenticado por Jesus Cristo: Cristo recebeu o A.T. como relato verídico. Ele endossou grande número de ensinamentos do A.T., como, por exemplo: A criação do universo por Deus (Mc.3:19), a criação do homem (Mt.19:4,5), a existência de Satanás (Jo.8:44), o dilúvio (Lc.17:26,27), a destruição de Sodoma e Gomorra (Lc.17:28-30), a revelação de Deus a Moisés na sarça (Mc.12:26), a dádiva do maná (Jo.6:32), a experiência de Jonas dentro do grande peixe (Mt.12:39,40). Como Jesus era Deus manifesto em carne, Ele conhecia os fatos, e não podia se acomodar a idéias errôneas, e, ao mesmo tempo ser honesto. Seu testemunho deve, portanto, ser aceito como verdadeiro ou Ele deve ser rejeitado como Mestre religioso. 2) Prova Arqueológica e Histórica: a) Arqueológica: Através da arqueologia, a batalha dos reis registrada em Gn.14 não pode mais ser posta em dúvida, já que as inscrições no Vale do Eufrates "mostram indiscutivelmente que os quatro reis mencionados na Bíblia como tendo participado desta expedição não são, como era dito displicentemente, ‘invenções etnológicas’, mas sim personagens históricos reais. Anrafel é identificado como o Hamurábi cujo maravilhoso código de leis foi tão recentemente descoberto por De Morgan em Susa". (Geo. F. Wright, O Testemunho dos Monumentos à Verdade das Escrituras). As tábuas Nuzi esclarecem a ação de Sara e Raquel ao darem suas servas aos seus maridos (Jack Finegan, Ligth from the Ancient Past = Luz de um Passado Antigo). Os hieróglifos egípcios indicam que a escrita já era conhecida mais de 1.000 anos antes de Abraão (James Orr, The Problem of the Old Testament = O Problema do Velho Testamento). A arqueologia também confirma o fato de Israel ter vivido no Egito, como escravo, e ter sido liberto (Melvin G. Kyle, The Deciding Voice of the Monuments = A Voz Decisória dos Monumentos). Pr. Flávio Nunes. Instituto Teológico Gamaliel instgamaliel@gmail.com www.institutogamaliel.com Página 11 de 19 Muitas outras confirmações da veracidade dos relatos das Escrituras poderiam ser apresentados, mas esses são suficientes e devem servir como aviso aos descrentes com relação às coisas para as quais ainda não temos confirmação; podemos encontrá-la a qualquer hora. b) Histórica: A história fornece muitas provas da exatidão das descrições bíblicas. Sabe-se que Salmanezer IV sitiou a cidade de Samaria, mas o rei da Assíria, que sabemos ter sido Sargom II, carregou o povo para a Síria (IIRs.17:3-6). A história mostra que ele reinou de 722-705 a.C. Ele é mencionado pelo nome apenas uma vez na Bíblia (Is.20:1). Nem Beltsazar (Dn.5), nem Dario, o Medo (Dn.6) são mais considerados como personagens fictícios. 3) As Escrituras possuem Integridade: a) Integridade Topográfica e Geográfica: As descobertas arqueológicas provam que os povos, línguas, os lugares e os eventos mencionados nas Escrituras são encontrados justamente onde as Escrituras os localizam, no local exato e sob as circunstâncias geográficas exatas descritas na Bíblia. b) Integridade Etnológica ou Racial: Todas as afirmações bíblicas sobre raças tem sido demonstrada como corretas com os fatos etnológicos revelados pela arqueologia. c) Integridade Cronológica: A identificação bíblica de povos, lugares e acontecimentos com o período de sua ocorrência é corroborada pela cronologia síria e pelos fatos revelados pela arqueologia. d) Integridade Histórica: O registro dos nomes e títulos dos reis está em harmonia perfeita com os registros seculares, conforme demonstrados por descobertas arqueológicas. e) Integridade Canônica: A aceitação pela igreja em toda a era cristã, dos livros incluídos nas Escrituras que hoje possuímos, representa o endosso de sua integridade. Exemplares do A.T. e do N.T. impressos em 1.488 e 1.516 d.C., concordam com os exemplares atuais. Portanto a Bíblia como a possuímos hoje, já existia há 400 anos passados. Quando essas Bíblias foram impressas, certo erudito tinha em seu poder mais de 2.000 manuscritos. Esse número é sem dúvida suficiente para estabelecer a genuinidade e credibilidade do texto sagrado, e tem servido para restaurar ao texto sua pureza original, e fornecem proteção contra corrupções futuras (Ap.22:18-19; Dt.4:2;12:32). Pr. Flávio Nunes. Instituto Teológico Gamaliel instgamaliel@gmail.com www.institutogamaliel.com Página 12 de 19 Enquanto a integridade canônica da Bíblia se baseia em mais de 2.000 manuscritos, os escritos seculares, que geralmente são aceitos sem contestação, baseiam-se em apenas uma ou duas dezenas de exemplares. As quatro Bíblias mais antigas do mundo, datadas entre 300 e 400 d.C., correspondem exatamente a Bíblia como a possuímos atualmente. B) Credibilidade do N.T.: Estabelecida por cinco fatos: 1) Escritores Competentes: Possuíam as qualificações necessárias, receberam investidura do Espirito Santo e assim escreveram não somente guiados pela memória, apresentações de testemunho oral e escrito, e discernimento espiritual, mas como escritores qualificados pelo Espirito Santo. 2) Escritores Honestos: O tom moral de seus escritos, sua preocupação com a verdade, e a circunstância de seus registros indicam que não eram enganadores intencionais mais sim homens honestos. O seu testemunho pôs em perigo seus interesses materiais, posição social, e suas próprias vidas. Por quê razão inventariam uma estória que condena a hipocrisia e é contrária a suas crenças herdadas, pagando com suas próprias vidas? 3) Harmonia do N.T.: Os sinópticos não se contradizem mas suplementam um ao outro. Os vinte e sete livros do N.T. apresentam um quadro harmonioso de Jesus Cristo e Sua obra. 4) Prova Histórica e Arqueológica: a) Histórica: O recenseamento quando Quirino era Governador da Síria (Lc.2:2), os atos de Herodes o Grande (Mt.2:16-18), de Herodes Antipas (Mt.14:1-12), de Agripa I (At.12:1), de Gálio (At.18;12-17), de Agripa II (At.25:13-26:32) etc. b) Arqueológica: As descobertas arqueológicas confirmam a veracidade do N.T. Quirino (Lc.2:2) foi Governador da Síria duas vezes (16-12 e 6-4 a.C.), sendo que Lucas se refere ao segundo período. Lisânias, o Tetrarca é mencionado em uma inscrição no local de Abilene na época a que Lucas se refere. Uma inscrição em Listra registra a dedicação da estátua Zeus (Júpiter) e Hermes (Mercúrio), o que mostra que esses deuses eram colocados no mesmo nível, no culto local, conforme descrito em At.14:12. Uma inscrição de Pafos faz referência ao Proconsul Paulo, identificado como Sergio Paulo (At.13:7). VI. INERRÂNCIA OU INFALIBILIDADE: Pr. Flávio Nunes. Instituto Teológico Gamaliel instgamaliel@gmail.com www.institutogamaliel.com Página 13 de 19 Inerrância significa que a verdade é transmitida em palavras que, entendidas no sentido em que foram empregadas, entendidas no sentido que realmente se destinavam a ter, não expressam erro algum. A inspiração garante a inerrância da Bíblia. Inerrância não significa que os escritores não tinham faltas na vida, mas que foram preservados de erros os seus ensinos. Eles podem ter tido concepções errôneas acerca de muitas coisas, mas não as ensinaram; por exemplo, quanto à terra, às estrelas, às leis naturais, à geografia, à vida política e social etc. Também não significa que não se possa interpretar erroneamente o texto ou que ele não possa ser mal compreendido. A inerrância não nega a flexibilidade da linguagem como veículo de comunicação. É muitas vezes difícil transmitir com exatidão um pensamento por causa desta flexibilidade de linguagem ou por causa de possível variação no sentido das palavras. A Bíblia vem de Deus. Será que Deus nos deu um livro de instrução religiosa repleto de erros? Se ele possui erros sob a forma de uma pretensa revelação, perpetua os erros e as trevas que professa remover. Pode-se admitir que um Deus Santo adicione a sanção do seu nome a algo que não seja a expressão exata da verdade?. Diz-se que a Bíblia é parcialmente verdadeira e parcialmente falsa. Se é parcialmente falsa, como se explica que Deus tenha posto o seu selo sobre toda ela? Se ela é parcialmente verdadeira e parcialmente falsa, então a vida e a morte estão a depender de um processo de separação entre o certo e o errado, que o homem não pode realizar. Cristo declara que a incredulidade é ofensa digna de castigo. Isto implica na veracidade daquilo que tem de ser crido, porque Deus não pode castigar o homem por descrer no que não é verdadeiro (Sl.119:140,142; Mt.5:18; Jo.10:35; Jo.17:17). Aqueles que negam a infalibilidade da Bíblia, geralmente estão prontos a confiar na falibilidade de suas próprias opiniões. Como exemplo de opinião falível encontramos aqueles que atribuem erro à passagem de IRs.7:23 onde lemos que o mar de fundição tinha dez côvados de diâmetro de uma borda até a outra, ao passo que um cordão de trinta côvados o cingia em redor. Sendo assim, tem-se dito que a Bíblia faz o valor do Pi ser 3 em vez de 3,1416. Mas uma vez que não sabemos se a linha em redor era na extremidade da borda ou debaixo da mesma, como parece sugerir o versículo seguinte (v.24) não podemos chegar a uma conclusão definitiva, e devemos ser cautelosos ao atribuir erro ao escritor. Outro exemplo utilizado para contrariar a inerrância da Bíblia, encontra-se em ICo.10:8 onde lemos que 23.000 homens morreram no deserto, enquanto que Nm.25:9 diz que morreram 24.000. Acontece que em Números nós temos o número total dos mortos, ao passo que em I aos Coríntios nós temos o número parcial que somado ao restante dos homens relacionados nos versículos 9 e 10, deverá contabilizar o total de 24.000. A inerrância não abrange as cópias dos manuscritos, mas atinge somente os autógrafos, isto é, os originais. Desse modo encontramos os seguintes tipos de erros nos manuscritos: Pr. Flávio Nunes. Instituto Teológico Gamaliel instgamaliel@gmail.com www.institutogamaliel.com Página 14 de 19 A) Erros Involuntários: Cometidos pelos escribas do N.T. devido a sua falta ou defeito de visão, defeitos de audição ou falhas mentais. 1) Falhas de Visão: Em Rm.6:5 muitos manuscritos (MSS) tem ama (juntos), mas há alguns que trazem alla (porém). Os dois lambdas juntos deram ao copista a idéia de um mi. Em At.15:40 onde há eplexamenoc (tendo escolhido) aparece no Códice Beza epdexamenoc (tendo recebido) onde o lambda maiúsculo é confundido com um delta maiúsculo. Há também confusão de sílabas, como é o caso de ITm.3:16 onde o manuscrito D traz homologoumen ôs (nós confessamos que) em vez de homologoumenôs (sem dúvida). O erro visual chamado parablopse (um olhar ao lado) é facilitado pelo homoioteleuton, que é o final igual de duas linhas, levando o escriba a saltar uma delas, ou pelo homoioarchon, que são duas linhas com o mesmo início. O Códice Vaticano, em Jo.17:15, não contém as palavras entre parênteses: "Não rogo que os tires do (mundo, mas que os guardes do) maligno". Consultando o N.T. grego veremos que as duas linhas terminavam de maneira idêntica, em autos ek tou, no manuscrito que o escriba de B copiava. Lc.18:39 não aparece nos manuscritos 33, 57, 103 e b, devido a um final de frase igual na sentença anterior no manuscrito do qual eles se derivam. O Códice Laudiano tem um exemplo no versículo 4 do Capítulo 2 do livro de Atos: "Et repleti sunt et repleti sunt omnes spiritu sancto", sendo este em caso de adição, chamado ditografia, que é a repetição de uma letra, sílaba ou palavras. 2) Falhas de Audição: Era costume muitos escribas se reunirem numa sala enquanto um leitor lhes ditava o texto sagrado. Desse modo o ouvido traía o escriba até mesmo quando o copista solitário ditava a si próprio. Em Rm.5:1 encontramos um destes casos, onde as variantes echômen e echomen foram confundidas. IPe.2:3 também apresenta um caso semelhante com as variantes cristos (Cristo) e crestos (gentil), esta última encontrada nos manuscritos K e L. No grego coinê as vogais e ditongos pronunciavam-se de modo igual dentro das respectivas classes. É o caso de ICo.15:54 onde o termo nikos (vitória), foi confundido por neikos (conflito), sendo que aparece em P46 e B como "tragada foi a morte no conflito". Em Ap.15:6 onde se lê "vestidos de linho puro" a palavra grega linon é substituída por lithon nos manuscritos A e C "vestidos de pedra pura". Desse modo uma só letra que o ouvido menos apurado não entendeu direito e que produziu completa mudança de sentido, torna-se erro grosseiro e hilariante. Pr. Flávio Nunes. Instituto Teológico Gamaliel instgamaliel@gmail.com www.institutogamaliel.com Página 15 de 19 3) Falhas da Mente: Quando a mente do escriba o traía, chegava a cometer erros que variavam desde a substituição de sinônimos, como o caso da preposição ek por apo, até a transposição de letras dentro de uma palavra, como o caso de Jo.5:39, onde Jesus disse "porque elas dão testemunho de mim" (ai marturousai) e o escriba do manuscrito D escreveu "porque elas pecam a respeito de mim" (hamartanousai). B) Erros Intencionais: Erros que não se originaram de negligência ou distração dos escribas, mas antes de suspeita de alteração, principalmente doutrinária. 1) Harmonização: Ao copiar os sinópticos, o escriba era levado a harmonizar passagens paralelas. E’ o caso de Mt.12:13 onde se lê "...estende a tua mão. E ele estendeu; e ela foi restaurada como a outra". Em alguns manuscritos de Marcos o texto pára em "restaurada", sendo que em outros o escriba acrescentou as palavras "como a outra" para harmonizá-lo com Mateus. Outro tipo de harmonização ocorre quando os escribas faziam o texto do N.T. conformar-se com o A.T. Por exemplo, em Mc.1:1 os escribas do W e Bizantinos mudaram "no profeta Isaias" para "nos profetas" porque verificaram que a citação não é só de Isaias. 2) Correções Doutrinárias: Certo escriba, copiando Mt.24:36 omitiu as palavras "nem o Filho", pois o escriba sabia que Jesus era onisciente, e deduziu que alguém havia cometido erro (Alefe, W, Bizantino). Os manuscritos da Velha Latina e da Versão Gótica apresentam como acréscimo, em Lc.1:3, a frase "e ao Espírito Santo" como "empréstimo" de At.15:28. 3) Correções Exegéticas: Passagens de difícil interpretação eram alvo dos escribas que tentavam completar o seu sentido através de interpolação e supressões. Um caso de interpolação encontra-se em Mt.26:15 onde as palavras "trinta moedas de prata" foram alteradas para "trinta estateres" nos MSS D, a e b, afim de definir o tipo de moeda mencionada. Mais tarde outros escribas (dos manuscritos 1, 209 e h) que conheciam os dois textos, juntaram-no produzindo a frase "trinta estateres de prata". 4) Acréscimos Naturais ou de Notas Marginais: Determinado leitor do Códice 1518 anotou nas margens de Tg.1:5 a expressão êgeumatikês kai ouk anthrôpines (espiritual e não humana). Quando este Códice foi copiado, o escriba do manuscritos 603 incluiu esta expressão no texto: "Se alguém de vós tem falta de sabedoria espiritual e não humana, peça-a a Deus...". VII. AUTENTICIDADE OU GENUINIDADE: Pr. Flávio Nunes. Instituto Teológico Gamaliel instgamaliel@gmail.com www.institutogamaliel.com Página 16 de 19 Dizemos que um livro é genuíno ou autêntico quando ele é escrito pela pessoa ou pessoas cujo nome ele leva, ou, se anônimo, pela pessoa ou pessoas a quem a tradição antiga o atribui, ou, se não for atribuído a algum autor ou autores específicos, à época que a tradição lhe atribui. O Credo Apostólico não é genuíno porque não foi composto pelos apóstolos. As Viagens de Gulliver é genuíno, tendo sido escrito por Dean Swift, embora seus relatos sejam fictícios. Atos de Paulo não é genuíno, pois foi escrito por um sacerdote contemporâneo de Tertuliano. Desse modo a autenticidade relaciona-se ao autor e à época do livro, e todos os livros da Bíblia possuem autenticidade comprovada pela tradição histórica e pela arqueologia (Gl.6:11; Cl.4:18). VIII. CANONICIDADE: Por canonicidade das Escrituras queremos dizer que, de acordo com "padrões" determinados e fixos, os livros incluídos nelas são considerados partes integrantes de uma revelação completa e divina, a qual, portanto, é autorizada e obrigatória em relação à fé e à prática. A palavra grega kanon derivou do hebraico kaneh que significa junco ou vara de medir (Ap.21:15); daí tomou o sentido de norma, padrão ou regra (Gl.6:16; Fp.3:16). A) A fonte da Canonização: A Canonização de um livro da Bíblia não significa que a nação judaica ou a igreja tenha dado a esse livro a sua autoridade canônica; antes significa que sua autoridade, já tendo sido estabelecida em outras bases suficientes, foi consequentemente reconhecida como pertencente ao cânon e assim declarado pela nação judaica e pela igreja cristã. B) O Critério Canônico (do Novo Testamento): Adotam-se 5 critérios canônicos. 1) Apostolicidade: O livro deveria ter sido escrito por um dos apóstolos ou por autor que tivesse relacionamento com um dos apóstolos (imprimatur apostólico). 2) Universalidade: Quando era impossível demonstrar a autenticidade apostólica, o critério de uso e circulação do livro na comunidade cristã universal era considerado para sua aferição canônica. O livro deveria ser aceito universalmente pela igreja para dela receber o seu imprimatur. 3) Conteúdo do Livro: O livro deveria possuir qualidades espirituais, e qualquer ficção que nele fosse encontrada tornava o escrito inaceitável. 4) Inspiração: O livro deveria possuir evidências de inspiração. 5) Leitura em Público: Nenhum livro seria admitido para leitura pública na igreja se não possuísse características próprias. Muitos livros eram bons e agradáveis para leitura particular, mas não podiam ser lidos e comentados publicamente, como se Pr. Flávio Nunes. Instituto Teológico Gamaliel instgamaliel@gmail.com www.institutogamaliel.com Página 17 de 19 fazia com a lei e os profetas na sinagoga. É a esta leitura que Paulo exorta Timóteo a praticar (ITm.4:13). C) Conclusão da Canonização (do Novo Testamento) 1) Concílio Damasino de Roma em 382 d.C. 2) Concílio de Cartago em 397 d.C. IX. ANIMAÇÃO: É o poder inerente à Palavra de Deus para transmitir vitalidade ou vida ao ser humano. O Sl.19:7 diz que "a lei do Senhor é perfeita, e restaura a alma..." e no versículo 8 diz que "os preceitos do Senhor são retos, e alegram o coração..." Somente algo que tem vida pode transmitir vida, e por isso mesmo somente a Bíblia, e nenhum outro livro pode fazê-lo, pois a Bíblia sendo a Palavra de Deus é viva: "A Palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até a divisão da alma e do espírito e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração"(Hb.4:12). A) A Palavra de Deus é Viva: O elemento da vida que aqui se declara é mais do que aquilo que agora tem autoridade em contraste com o que já se tornou letra morta; é mais do que alguma coisa que fornece nutrição. Mas as Escrituras são vivas porque é o hálito (espírito) do Deus Vivo (Jo.6:63; Jó 33:4). Assim tanto a Palavra Escrita (Logos) como a Palavra Falada (rêma) são possuidoras de vida. Não há diferença essencial entre elas, pois são apenas duas formas diferentes dela existir. O trecho de Hb.4:12 diz que a Palavra de Deus é viva, e eficaz, é cortante, penetra e discerne. Em IPe.1:23 lemos que a Palavra de Deus vive e permanece para sempre. Assim a Palavra de Deus possui vida eternamente (Sl.19:9;119:160). B) A Palavra de Deus é Eficaz: A palavra grega usada neste trecho é energês de onde temos a palavra energia. Trata-se da energia que a vida vital fornece. Por isso a Palavra de Deus é comparada a uma poderosa espada de dois gumes com poder para cortar, penetrar e discernir. Quando o Espirito Santo empunha a Sua espada(Ef.6:17) uma energia é liberada dela para animar e realizar o seu propósito (Is.55:10,11). E’ com este poder inerente à Palavra de Deus que o Espirito Santo convence os contradizentes (Jo.16:8; ICo.2:4) porque a Palavra de Deus é como uma dinamite com Pr. Flávio Nunes. Instituto Teológico Gamaliel instgamaliel@gmail.com www.institutogamaliel.com Página 18 de 19 poder (dinamos, Rm.1:16) para salvar e destruir (IICo.10:4,5;IICo.2:14,17; IJo.2:14; Jr.23:24). A Palavra de Deus é como um nutriente alimento que fornece forças (IPe.2:2; Mt.4:4). Paulo escrevendo aos tessalonicenses, revela sua gratidão a Deus por haverem eles recebido a Palavra de Deus a qual estava operando (energizando) eficazmente neles (ITs.2:13). Paulo conhecia o poder da Palavra de Deus, por isso recomendou aos anciãos da igreja que a observassem porque ela "tem poder para edificar e dar herança entre todos os que são santificados" (At.20:32; Jo.5:39). 1) É eficaz na regeneração: Comparada com a "água" (Jo.3:5; Ef.5:26), a Palavra de Deus tem poder para regenerar, pois ela coopera com o E.S. na realização do novo nascimento (IPe.1:23; Tt.3:5; Jo.15:3; Ez.36:25-27; Jo.6:63; Tg.1:18,21; ICo.4:15; Rm.1:16). 2) É eficaz na santificação: A Palavra de Deus tem poder para santificar (Jo.17:17; Ef.5:26; Ez.36:25,27; IIPe.1:4; Sl.37:31;119:11). Com efeito, a santificação é pela fé (At.15:9 e 26:18) e a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus (Rm.10:17). 3) É eficaz na edificação: A Palavra de Deus tem poder para edificar (IPe.2:2; At.20:32; IIPe.3:18). X. PRESERVAÇÃO: É a operação divina que garante a permanência da Palavra Escrita, com base na aliança que Deus fez acerca de Sua Palavra Eterna (Sl.119:89,152; Mt.24:35; IPe.1:23; Jo.10:35). Os céus e a terra passarão (Hb.12:26,27; IIPe.3:10) mas a Palavra de Deus permanecerá (Mt.24:35; Hb.12:28; Is.40:8; IIPe.1:19). A preservação das Escrituras, como o cuidado divino para a sua criação e formação do cânon, não foi acidental, nem incidental, mas sim o cumprimento de uma promessa divina. A Bíblia é eterna, ela permanece porque nenhuma Palavra que Jeová tenha dito pode ser removida ou abalada; nem uma vírgula ou um ponto do testemunho divino pode passar até que seja cumprido. "Quando pensamos no fato da Bíblia ter sido objeto especial de infindável perseguição, a maravilha da sua sobrevivência se transforma em milagre... Por dois mil anos, o ódio do homem pela Bíblia tem sido persistente, determinado, incansável e assassino. Todo esforço possível tem sido feito para corroer a fé na inspiração e autoridade da Bíblia, e inúmeras operações têm sido levadas a efeito para fazê-la desaparecer. Decretos imperiais têm sido passados ordenando que todas as cópias existentes da Bíblia fossem destruídas, e quando essa medida não conseguiu exterminar e aniquilar a Palavra de Deus, ordens foram dadas Pr. Flávio Nunes. Instituto Teológico Gamaliel instgamaliel@gmail.com www.institutogamaliel.com Página 19 de 19 para que qualquer pessoa que fosse encontrada com uma cópia das Escrituras fosse morta." (Arthur W. Pink. The Divine Inspiration of the Bible = A Inspiração Divina da Bíblia). A Bíblia permanece até hoje porque o próprio Deus tem se empenhado em preservá-la. Quando o rei Jeoiaquim queimou um rolo das Escrituras, Deus mesmo determinou a Jeremias que rescrevesse as palavras que haviam sido queimadas (Jr.36:27,28), e ainda determinou maldições sobre o rei, por haver tentado destruir a Palavra de Deus (Jr.36:29,31). Ademais Deus acrescentou ao segundo rolo outras palavras que não se encontravam no primeiro (Jr.36:32), pois a Palavra de Deus sempre há de prevalecer sobre a palavra do homem (Jr.44:17,28; At.19:19,20). Deve ficar esclarecido que Deus tem preservado apenas a Sua Palavra inspirada, aquilo que deve ser considerado como revelação de Deus, e por isso mesmo não foi preservado e não faz parte do Cânon Sagrado (ICr.29:29; IICr.9:29;12:15;13:22;20:34; IICr.24:27;26:22;33:19). Em IICo.7:8 Paulo faz menção a uma segunda carta que não consta do Novo Testamento, sendo que a segunda carta de Coríntios que temos na nossa Bíblia, provavelmente deveria ser a terceira. Hoje a estratégia de Satanás sobre a Palavra de Deus é diferente, pois já que ele não consegue destruí-la, procura desacreditá-la (negando sua inspiração) e corrompê-la com interpretações pervertidas da verdade (ITm.4:1,2; IITs.2:9-12). A nós pois, como igreja, cabe a responsabilidade de defender e preservar a verdade (ITm.3:15) com o mesmo anseio que caracterizava a vida de Paulo (Fp.1:7,16). XI. INTERPRETAÇÃO: É a elucidação ou explicação do sentido das palavras ou frases de um texto, para torná-los compreensivos. A ciência da interpretação é designada hermenêutica, e, em razão de sua abrangência, requer um estudo especial separado da Bibliologia. No final do curso, após o estudo de todas as matérias, você fará uma prova ÚNICA de Conhecimentos Gerais.

AS DIVISOES DA BIBLIA.

As Divisões da Bíblia A palavra "Bíblia" vem do grego bíblia, plural de bíblion, "livros". Desta forma podemos entender que a Bíblia realmente é uma coleção de muitos livros. Esses livros estão divididos em duas seções: O Antigo e o Novo Testamento. Divisão da Bíblia< ANTIGO TESTAMENTO O Antigo Testamento conta a história do povo de Israel. Essa história retrata a fé do povo no Deus de Israel e descreve a vida religiosa dos israelitas como povo de Deus. Os autores destes livros escreveram o que Deus fez por eles como povo e como eles deveriam adorá-lo e obedecer-lhe em resposta a seu amor. O quadro seguinte ensina graficamente como estão agrupados os livros que formam o Antigo Testamento. A Lei: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Históricos, Josué, Juízes, Rute, 1Samuel, 2Samuel, 1Reis, 2Reis, 1Crônicas, 2Crônicas, Esdras, Neemias, Ester. Poéticos E De Sabedoria: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cantares. Profetas Maiores: Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel, Daniel. Profetas Menores: Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias. NOVO TESTAMENTO Os livros do Novo Testamento foram escritos pelos discípulos de Jesus Cristo. Eles queriam que outros ouvissem a respeito da nova vida que é possível através da morte e ressurreição de Jesus. O quadro que segue mostra os diferentes grupos de livros que compõem o Novo Testamento. Embora os eruditos divirjam em suas opiniões, tradicionalmente se diz que o apóstolo Paulo escreveu as cartas a ele atribuídas. Evangelhos: Mateus, Marcos, Lucas, João. Cartas Paulinas: Romanos, 1Coríntios, 2Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1Tessalonicenses, 2Tessalonicenses, 1Timóteo, 2Timóteo, Tito, Filemom.Cartas Gerais: Hebreus, Tiago, 1Pedro, 2Pedro, 1João, 2João, 3João, Judas. Histórico: Atos dos Apóstolos Profético: Apocalipse Conteúdo da Bíblia Nesta seção você vai encontrar resumos de cada livro da Bíblia. É evidente que, por sua brevidade, não são descrições completas. No entanto, podem ser úteis como uma referência adequada ao conteúdo da Bíblia. ANTIGO TESTAMENTO GÊNESIS: Este livro, que mostra como era "no princípio", faz uma narrativa da criação, da relação de Deus com o homem e da promessa de Deus a Abraão e seus descendentes. ÊXODO: O nome Êxodo significa "saída". Este livro conta como Deus livrou os israelitas de uma vida de penúrias e escravidão no Egito. Deus fez um pacto com eles e lhes deu leis para ordenar e governar sua vida. LEVíTICO: O nome do livro se deriva do nome de uma das doze tribos de Israel. O livro registra todas as leis e regulamentos a respeito de rituais e cerimônias. NÚMEROS: Os israelitas vagaram pelo deserto durante quarenta anos, antes de entrar em Canaã, "a terra prometida". O nome do livro se deriva dos censos promovidos durante esse tempo no deserto. DEUTERONÔMIO: Moisés pronunciou três discursos de despedida pouco antes de morrer. Neles recapitulou, com o povo, todas as leis de Deus para os israelitas. O nome do livro expressa essa "recapitulação" ou "segunda lei". JOSUÉ: Josué foi o líder dos exércitos israelitas em suas vitórias sobre seus inimigos, os cananeus. O livro termina descrevendo a divisão da terra entre as doze tribos de Israel. JUíZES: Os israelitas constantemente desobedeciam a Deus e caíam nas mãos de países opressores. Deus constituiu juízes para livrá-los da opressão. RUTE: O amor e a dedicação de Rute à sua sogra, Noemi, são o tema deste livro. 1SAMUEL: Samuel foi o líder de Israel no período compreendido entre os Juízes e Saul, o primeiro rei. Quando a liderança de Saul falhou, Samuel ungiu a Davi como rei. 2SAMUEL: Sob o reinado de Davi, a nação se unificou e se fortaleceu. No entanto, depois dos pecados de Davi, adultério e assassinato, tanto a nação como a família do rei sofreram muito. 1REIS: Este livro inicia com o reinado de Salomão em Israel. Depois de sua morte, o reino se dividiu em conseqüência da guerra civil entre o Norte e o Sul, resultando no surgimento de duas nações: Israel no Norte e Judá no Sul. 2REIS: Israel foi conquistada pela Assíria em 721 a.C. Judá, pela Babilônia, em 586 a.C. Estes acontecimentos foram considerados como um castigo ao povo pela desobediência às leis de Deus. 1CRÔNICAS: Este livro inicia com as genealogias de Adão até Davi e, em seguida, conta os acontecimentos do reinado de Davi. 2CRÔNICAS: Este livro abrange o mesmo período que 2Reis, mas com ênfase em Judá, o reino do Sul, e seus governantes. ESDRAS: Depois de estar cativo na Babilônia por algumas décadas, o povo de Deus retornou a Jerusalém. Um de seus líderes era Esdras. Este livro contém a admoestação que Esdras fez ao povo para que este seguisse e honrasse a lei de Deus. NEEMIAS: Depois do templo, também foi reconstruída a muralha de Jerusalém. Neemias foi quem dirigiu esse empreendimento. Ele também colaborou com Esdras para restaurar o fervor religioso do povo. ESTER: Este livro relata a história de uma rainha judia da Pérsia, que denunciou um complô que visava destruir seus compatriotas. Com isso ela evitou que todos fossem aniquilados. JÓ: A pergunta "Por que sofrem os inocentes?" é tratada nesta história bíblica. SALMOS: Estas 150 orações foram usadas pelos hebreus para expressar sua relação com Deus. Abrangem todo o campo das emoções humanas, desde a alegria até o ódio, da esperança ao desespero. PROVÉRBIOS: Este é um livro de máximas de sabedoria, de ensinamentos éticos e de senso comum acerca de como viver uma vida reta. ECLESIASTES: Na sua busca por felicidade e pelo sentido da vida, este escritor, conhecido como "filósofo" ou "pregador", faz perguntas que continuam presentes na sociedade contemporânea. CANTARES DE SALOMÃO: Este poema descreve o gozo e o êxtase do amor. Simbolicamente tem sido aplicado ao amor de Deus por Israel e ao amor de Cristo pela Igreja. ISAíAS: O profeta Isaías trouxe a mensagem do juízo de Deus às nações, anunciou um rei futuro, à semelhança de Davi, e prometeu uma era de paz e tranqüilidade. JEREMIAS: Muito antes da destruição de Judá pela Babilônia, Jeremias predisse o justo juízo de Deus. Embora sua mensagem seja majoritariamente de destruição, Jeremias também falou do novo pacto com Deus. LAMENTAÇÕES DE JEREMIAS: Tal qual Jeremias havia predito, Jerusalém caiu cativa da Babilônia. Este livro registra cinco "lamentos" pela cidade caída. EZEQUIEL: A mensagem de Ezequiel foi dada aos judeus cativos na Babilônia. Ezequiel usou histórias e parábolas para falar do juízo, da esperança e da restauração de Israel. DANIEL: Daniel se manteve fiel a Deus, mesmo enfrentando muitas pressões quando cativo na Babilônia. Este livro inclui as visões proféticas de Daniel. OSÉIAIS: Oséias se vale de sua experiência conjugal, em que ele era dedicado à sua esposa, mesmo sabendo que ela lhe era infiel, para ilustrar o adultério que Israel tinha cometido contra Deus e para mostrar como o fiel amor de Deus pelo seu povo nunca muda. JOEL: Depois de uma praga de gafanhotos, Joel admoesta o povo para que se arrependa. AMÓS: Durante um tempo de prosperidade, este profeta de Judá pregou aos ricos líderes de Israel sobre o juízo de Deus; insistia em que pensassem nos pobres e oprimidos, antes de pensarem em sua própria satisfação. OBADIAS: Obadias profetizou o juízo sobre Edom, um país vizinho de Israel. JONAS: Jonas não queria pregar para a gente de Nínive, que era inimiga de seu próprio país. Quando, finalmente, levou a mensagem enviada por Deus, seus habitantes se arrependeram. MIQUÉIAS: A mensagem de Miquéias para Judá era de juízo, em vez de perdão, esperança e restauração. Especialmente notável é um versículo em que resume o que Deus requer de nós (6.8). NAUM: Naum anunciou que Deus destruiria o povo de Nínive por sua crueldade na guerra. HABACUQUE: Este livro apresenta um diálogo entre Deus e Habacuque sobre a justiça e o sofrimento. SOFONIAS: Este profeta anunciou o Dia do Senhor, que traria juízo a Judá e às nações vizinhas. Esse dia, que haveria de vir, seria de destruição para muitos, mas um pequeno remanescente, sempre fiel a Deus, sobreviveria para abençoar o mundo inteiro. AGEU: Depois que o povo voltou do exílio, Ageu o admoestou para que dessem prioridade a Deus e reconstruíssem em primeiro lugar o templo, mesmo antes de reconstruírem suas casas. ZACARIAS: Como Ageu, Zacarias instou o povo a reconstruir o templo, assegurando-lhes a ajuda e bênçãos de Deus. Suas visões apontavam para um futuro brilhante. MALAQUIAS: Após o retorno do exílio, o povo voltou a descuidar de sua vida religiosa. Malaquias passou a inspirá-los novamente, falando-lhes do "Dia do Senhor". NOVO TESTAMENTO MATEUS: Este Evangelho cita muitos textos do Velho Testamento. Ele se destinava primordialmente ao público judeu, para o qual apresentava Jesus como o Messias prometido nas Escrituras do Velho Testamento. Mateus narra a história de Jesus desde seu nascimento até sua ressurreição e põe ênfase especial nos ensinamentos do Mestre. MARCOS: Marcos escreveu um Evangelho curto, conciso e cheio de ação. Seu objetivo era aprofundar a fé e a dedicação da comunidade para a qual ele escrevia. LUCAS: Neste Evangelho é enfatizado como a salvação em Jesus está ao alcance de todos. O evangelista mostra como Jesus estava em contato com as pessoas pobres, com os necessitados e com os que são desprezados pela sociedade. JOÃO: O Evangelho de João, pela sua forma, se coloca à parte dos outros três. João organiza sua mensagem enfocando sete sinais que apontam para Jesus como Filho de Deus. Seu estilo literário é reflexivo e cheio de imagens e figuras. ATOS DOS APÓSTOLOS: Quando Jesus deixou os seus discípulos, o Espírito Santo veio habitar com eles. Este livro foi escrito por Lucas para ser um complemento ao seu Evangelho. Ele relata eventos da história e da ação da igreja cristã primitiva, mostrando como a fé se propagou no mundo mediterrâneo de então. ROMANOS: Nesta importante carta, Paulo escreve aos romanos sobre a vida no Espírito, que é dada pela fé aos que crêem em Cristo. O apóstolo reafirma a grande bondade de Deus e declara que, através de Jesus Cristo, Deus nos aceita e nos liberta de nossos pecados. 1CORíNTIOS: Esta carta trata especificamente dos problemas que a igreja de Corinto estava enfrentando: dissensão, imoralidade, problemas quanto à forma da adoração pública e confusão sobre os dons do Espírito. 2CORíNTIOS: Nesta carta o apóstolo Paulo escreve sobre seu relacionamento com a igreja de Corinto e as dificuldades que alguns falsos profetas haviam trazido ao seu ministério. GÁLATAS: Esta carta expõe a liberdade da pessoa que crê em Cristo com respeito à lei. Paulo declara que é somente pela fé que as pessoas são reconciliadas com Deus. EFÉSIOS: O tema central desta carta é o propósito eterno de Deus: Jesus Cristo é a cabeça da Igreja, que é formada a partir de muitas nações e raças. FILIPENSES: A ênfase desta carta está no gozo que o crente em Cristo encontra em todas as circunstâncias da vida. O apóstolo Paulo a escreveu quando estava encarcerado. COLOSSENSES: Nesta carta o apóstolo Paulo diz aos cristãos de Colossos que abandonem suas superstições e que Cristo seja o centro de sua vida. 1TESSALONICENSES: O apóstolo Paulo dá orientações aos cristãos de Tessalônica a respeito da volta de Jesus ao mundo. 2TESSALONICENSES: Como em sua primeira carta, o apóstolo Paulo fala do retorno de Jesus ao mundo. Também trata de preparar os cristãos para a vinda do Senhor. 1TIMÓTEO: Esta carta serve de orientação a Timóteo, um jovem líder da igreja primitiva. O apóstolo Paulo lhe dá conselhos sobre a adoração, o ministério e os relacionamentos dentro da igreja. 2TIMÓTEO: Esta é a última carta escrita pelo apóstolo Paulo. Nela lança um último desafio a seus companheiros de trabalho. TITO: Tito era ministro em Creta. Nesta carta o apóstolo Paulo o orienta sobre como ajudar os novos cristãos. FILEMOM: Filemom é instado a perdoar seu escravo, Onésimo, que havia fugido. Filemom deveria aceitá-lo de volta como a um amigo em Cristo. HEBREUS: Esta carta exorta os novos cristãos a não observarem mais rituais e cerimônias tradicionais, pois, em Cristo, eles já foram cumpridos. TIAGO: Tiago aconselha os cristãos a viverem na prática sua fé e, além disso, oferece idéias sobre como isso pode ser feito. 1PEDRO: Esta carta foi escrita para confortar os cristãos da igreja primitiva que estavam sendo perseguidos por causa de sua fé. 2PEDRO: Nesta carta o apóstolo Pedro adverte os cristãos sobre os falsos mestres e os estimula a continuarem leais a Deus. 1JOÃO: Esta carta explica verdades básicas sobre a vida cristã com ênfase no mandamento de amarem uns aos outros. 2: JOÃOEsta carta, dirigida à "senhora eleita e aos seus filhos", adverte os cristãos quanto aos falsos profetas. 3JOÃO: Em contraste com sua Segunda Carta, esta fala da necessidade de receber os que pregam a Cristo. JUDAS: Judas adverte seus leitores sobre a má influência de pessoas alheias à irmandade dos cristãos. APOCALIPSE: Este livro foi escrito para encorajar os cristãos que estavam sendo perseguidos e para firmá-los na confiança de que Deus cuidará deles. Usando símbolos e visões, o escritor ilustra o triunfo do bem sobre o mal e a criação de uma nova terra e um novo céu. EV.ROBÉRIO OLIVEIRA

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

PROMESSAS EM 2Cr.7.14 ( 232 visitas ) Publicado em: 14/7/2013 Por: José Robério Oliveira da Silva Igreja Evangélica Batista Betel.(Ev.Robério Oliveira) - Rio Real - BA roberiooliveira07@homail.com Bíblia Virtual Versão impressora O POVO QUE SE CHAMA PELO MEU NOME I Pd. 2: 9 Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; Jeremias 23: 9-10. 9 Acerca dos profetas. O meu coração está quebrantado dentro de mim; todos os meus ossos estremecem; sou como homem embriagado e como homem vencido pelo vinho, por causa do SENHOR e por causa das suas santas palavras. 10 Porque a terra está cheia de adúlteros e chora por causa da maldição divina; os pastos do deserto se secam; pois a carreira dos adúlteros é má, e a sua força não é reta. 11 Pois estão contaminados, tanto o profeta como o sacerdote; até na minha casa achei a sua maldade, diz o SENHOR. 1. O POVO PRECISA SE HUMILHAR Ser colocado em sujeição Filipenses2:5-11 5 Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, 6 pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; 7 antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, 8 a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. 9 Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, 10 para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, 11 e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai. Tendo para isto a sua diposição: Mateus 26:53 Acaso, pensas que não posso rogar a meu Pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos? 12 x 6826 = 81912 Anjos 2. ORAR João 14:40-44 40 Respondeu-lhe Jesus: Não te disse eu que, se creres, verás a glória de Deus? 41 Tiraram, então, a pedra. E Jesus, levantando os olhos para o céu, disse: Pai, graças te dou porque me ouviste. 42 Aliás, eu sabia que sempre me ouves, mas assim falei por causa da multidão presente, para que creiam que tu me enviaste. 43 E, tendo dito isto, clamou em alta voz: Lázaro, vem para fora! 44 Saiu aquele que estivera morto, tendo os pés e as mãos ligados com ataduras e o rosto envolto num lenço. Então, lhes ordenou Jesus: Desatai-o e deixai-o ir. 3. BUSACAR A MINHA FACE Lucas 18:10-13 10 Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano. 11 O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; 12 jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho. 13 O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador! 4. CONVERTER: 1º Reis 19:19-21 19 Partiu, pois, Elias dali e achou a Eliseu, filho de Safate, que andava lavrando com doze juntas de bois adiante dele; ele estava com a duodécima. Elias passou por ele e lançou o seu manto sobre ele. 20 Então, deixou este os bois, correu após Elias e disse: Deixa-me beijar a meu pai e a minha mãe e, então, te seguirei. Elias respondeu-lhe: Vai e volta; pois já sabes o que fiz contigo. 21 Voltou Eliseu de seguir a Elias, tomou a junta de bois, e os imolou, e, com os aparelhos dos bois, cozeu as carnes, e as deu ao povo, e comeram. Então, se dispôs, e seguiu a Elias, e o servia. O OUVIR DE DEUS: 1º Samuel 31: 1-10 1 O jovem Samuel servia ao SENHOR, perante Eli. Naqueles dias, a palavra do SENHOR era mui rara; as visões não eram freqüentes. 2 Certo dia, estando deitado no lugar costumado o sacerdote Eli, cujos olhos já começavam a escurecer-se, a ponto de não poder ver, 3 e tendo-se deitado também Samuel, no templo do SENHOR, em que estava a arca, antes que a lâmpada de Deus se apagasse, 4 o SENHOR chamou o menino: Samuel, Samuel! Este respondeu: Eis-me aqui! 5 Correu a Eli e disse: Eis-me aqui, pois tu me chamaste. Mas ele disse: Não te chamei; torna a deitar-te. Ele se foi e se deitou. 6 Tornou o SENHOR a chamar: Samuel! Este se levantou, foi a Eli e disse: Eis-me aqui, pois tu me chamaste. Mas ele disse: Não te chamei, meu filho, torna a deitar-te. 7 Porém Samuel ainda não conhecia o SENHOR, e ainda não lhe tinha sido manifestada a palavra do SENHOR. 8 O SENHOR, pois, tornou a chamar a Samuel, terceira vez, e ele se levantou, e foi a Eli, e disse: Eis-me aqui, pois tu me chamaste. Então, entendeu Eli que era o SENHOR quem chamava o jovem. 9 Por isso, Eli disse a Samuel: Vai deitar-te; se alguém te chamar, dirás: Fala, SENHOR, porque o teu servo ouve. E foi Samuel para o seu lugar e se deitou. 10 Então, veio o SENHOR, e ali esteve, e chamou como das outras vezes: Samuel, Samuel! Este respondeu: Fala, porque o teu servo ouve. PERDOANDO PECADOS: Agora sim, Deus nos ouvindo, vendo em cada um de nós um coração arrependido Lc. 3: 7, 8 vendo em nós um povo que não se justifica, mas sim um povo que é justificado Rm. 5: 1, um povo que reconhece que não é perfeito e que tem um coração contrito Sl. 51: 17 um povo que não transfere responsabilidade Nee. 1: 1 – 7, Mas que sabe que também é responsável pela situação que vive esta ação. SARANDO A TERRA: Podemos fazer grandes eventos, muitos shows, ajuntar grandes multidões, mas a nossa Terra só vai sarar da sua enfermidade, da sua ferida quando vivermos verdadeiramente a Palavra de Deus, se todos nós se conscientizar de que depende de nós, depende das nossas atitudes diante de Deus, depende principalmente de que venhamos a viver o verdadeiro amor Mt. 24: 12. Porque Deus Amou o mundo João 3: 16 Jesus não amou só a nós, mas amou e morreu por todos e o amor de Deus tem que estar nas igrejas e individualmente em cada crente do país. I Co. 13. EVANGELISTA ROBÉRIO OLIVEIRA.
Estudo bíblico de Hebreus 12.1-3 As competições olímpicas eram práticas apreciadas e admiradas no mundo antigo. Ainda hoje, eventos olímpicos como o de Atlanta, nos Estados Unidos, em 1996 e o de Sydney que ocorrerá na Austrália em 2000, respectivamente, mexeram e mexerão com a emoção de muita gente. * Escritores bíblicos como Paulo e o autor da carta aos Hebreus fizeram constante menção das atividades esportivas em seus escritos. Eles eram apreciadores do esporte e dele sabiam tirar lições preciosas para a vida cristã. Um exemplo clássico disso é a passagem bíblica de Hebreus 12.1-3. O autor aos Hebreus extrai da figura de um estádio lotado, do espírito da dinâmica de uma competição olímpica, uma ilustração para a vida cristã. Após relatar a luta e a vitória dos heróis e heroínas da fé do Antigo Testamento, o autor de Hebreus direciona o olhar de seus leitores para o Campeão dos campeões, Jesus. Ele os mostra como aqueles campeões, e principalmente Jesus Cristo, venceram e porque eles (seus leitores) deveriam correr a corrida cristã e como esta corrida deveria ser feita. Mas deixemos por enquanto os leitores imediatos do autor aos Hebreus. Vamos entrar na corrida também! porque ela é de todo aquele que verdadeiramente corre a corrida da fé. I. Por que devemos participar da corrida cristã? Devemos participar da corrida cristã por três motivos básicos: 1) Em primeiro lugar, porque ela é determinada por Deus. O texto bíblico diz: "Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso, e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos com perseverança a carreira que nos está proposta" (Hebreus 12.1). Note que a passagem bíblica diz justamente: "corramos ...a carreira que nos está proposta". Não há necessidade de se especular sobre quem estaria propondo esta corrida para os filhos de Deus. Está claro que é o próprio Deus quem a propõe. Em última análise pode-se dizer, por isso mesmo, que esta corrida cristã e de fé é também a corrida da graça. O próprio Deus é quem a estabelece para nós e é quem nos capacita a corrê-la com triunfo (cf. I Coríntios 15.10; 2 Coríntios 3.5). A corrida cristã é a corrida de Deus para nós. Nela não estaremos sós e nunca seremos deixados à própria sorte, pois , de outro modo, estaríamos todos condenados à destruição. Quem está apto para correr por suas próprias forças a corrida da fé? Ninguém! A corrida que Deus nos propõe é a corrida da graça que nos capacita para a vitória. Além disso, estando determinada por Deus, ninguém, sendo cristão autêntico, ficará fora dessa corrida. Deus a determinou para todos nós. Semelhantemente, uma vez que corremos a corrida da graça de Deus, nada é tão forte que possa nos desviar do objetivo de completá-la. Uma obra clássica que nos ajuda a entender o triunfo de todo aquele que corre a corrida da fé é o Peregrino de João Bunyan (1628-1688). O Cristão, personagem principal da alegoria, alcançou, após lutar muito e passar por obstáculos sofríveis, seu objetivo maior que era chegar na Cidade Eterna. Assim será para todos nós, pois o nosso Deus não nos deixará correr sozinhos, mas nos incentivará sempre e nos capacitará para uma chegada triunfal. 2) A segunda razão porque devemos correr a corrida cristã, é porque ela é incentivada pelos heróis da fé. O autor aos Hebreus nos relata que "temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas". Além do próprio Deus como maior interessado em que sejamos vencedores nesta corrida (porque nós seremos salvos e Deus glorificado), temos a rodear-nos "tão grande nuvem de testemunhas". Esta grande nuvem de testemunhas significa aqueles grandes exemplos de fé que o escritor sagrado acabara de citar no capítulo 11. Pensemos, então, num herói como Abel que pela fé "ofereceu a Deus mais excelente sacrifício do que Caim; pelo qual obteve testemunho de ser justo, tendo a aprovação de Deus quanto às suas ofertas. Por meio dela (da fé), também mesmo depois de morto, ainda fala" (Hebreus 11.4). E por aí segue exemplos como os de Noé, Abraão, Raabe, etc. Entretanto, em que sentido os homens e mulheres de Deus do Antigo Testamento são testemunhas para nós que corremos hoje? F. F. Bruce responde: "Provavelmente não no sentido de espectadores, observando seus sucessores enquanto correm a corrida na qual entraram; mas no sentido que por sua lealdade e perseverança deram testemunho das possibilidades da vida da fé" (Bruce, La epístola a los hebreus, Nueva Creación, Buenos Aires, 1987, p. 349). Convém ressaltar que o escritor sagrado não está dizendo que os espíritos dos heróis da fé estariam conosco para nos ajudar na corrida cristã. Hebreus 9.27 dá a entender que este não era o ponto. A verdade é que os heróis da fé estão na presença de Deus torcendo, por assim dizer, por todos nós. 3) O terceiro motivo porque devemos correr a corrida que nos está proposta é porque é ela uma corrida inspirada na vitória de Cristo. "Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não fatigueis, desmaiando em vossas almas" (Hebreus 12.3). Pouco antes o autor de Hebreus diz que Cristo "suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia" (Hebreus 12.2). Quantas e quantas vezes não somos tentados a desistir dessa corrida? Às vezes parece que a nossa linha de chegada nunca será alcançada. Se olhamos para trás corremos o risco de tropeçar e cair, se corremos de cabeça baixa arriscamos não ver quão perto possa estar a nossa chegada. A corrida cristã é dura, mas a chegada é certa! Portanto, ergamos os nossos olhos para o horizonte e contemplemos Jesus Cristo. Quanta dor, quantas aflições Ele passou , porém, que vitória espetacular! Pois Ele suportou tudo sem nunca deixar de correr. É isso que o autor aos Hebreus pede que façamos: "Não desanimem, olhem para Jesus". É difícil viver nesse mundo de pecado, sendo constantemente cirandado pelo diabo, pelo mundo e pela nossa própria carne. Contudo, Cristo venceu para nos ajudar a vencer. Ele é nosso maior exemplo e incentivador. Então, minha amiga e meu amigo, levante a cabeça porque você é de Deus e vai vencer, por maiores que sejam os obstáculos desta sua corrida. Não desanime, o Senhor está com você e o (a) sustentará. II. Como devemos correr a corrida cristã? Esta pergunta pode ser respondida de duas maneiras, a saber, negativa e positivamente falando. 1. Negativamente falando: a. Desembaraçando-nos de todo peso É importante não perdermos de vista a figura dos atletas dos jogos olímpicos. Para nosso objetivo, trata-se daqueles atletas que praticam uma das modalidades mais antigas das olimpíadas, a prova de velocidade. Portanto, são velocistas correndo a prova dos 100 ou 200 metros, com barreira. Segundo os estudiosos dos tempos bíblicos, quando os atletas estavam treinando para as olimpíadas, eles costumavam vestir roupas pesadas e amarrar pequenos pesos nos tornozelos. Porém, no dia da corrida propriamente dita, as roupas pesadas e as tornozeleiras eram tiradas. Isto dava a sensação de leveza que, dentre outras coisas, garantia a vitória. O autor aos Hebreus também fala de peso. "Desembaraçando-nos de todo peso", diz ele. Que peso é esse que o escritor nos pede para desembaraçar? Quais as implicações do mesmo para a corrida cristã? Antes de tudo, notemos que peso aqui não é o pecado, pois sobre ele (o pecado) o escritor sagrado fala depois. Portanto, peso significa aqui tudo aquilo que na vida cristã impede o nosso bom relacionamento com Deus e, conseqüentemente, com o próximo. Não é o pecado propriamente dito, mas pode facilmente levar a ele se não vigiarmos e orarmos. Por exemplo, namorar não é pecado, mas um namoro pode servir de peso na vida do casal que se descuida do compromisso com Deus e de Sua Palavra. Assistir TV em si não é pecado, porém, a televisão pode tomar (e como toma!) o tempo precioso de dedicação a Deus. E por aí vai... Há na sua vida alguma coisa que está roubando o tempo de Deus, a comunhão e vida de santificação com o Senhor? Não prossiga a leitura dessa mensagem sem antes refletir seriamente sobre isto e confessar seus pecados a Deus. O Senhor Deus o abençoará. b. E do pecado que tenazmente nos assedia Além do peso que devemos nos desfazer, ainda é necessário, para que corramos bem, nos desembaraçar do "pecado que tenazmente nos assedia". O pecado sempre está às portas. Não foi isso que Deus disse a Caim? (Gênesis 4.7). E do mesmo modo que a ele foi ordenado, também cumpre a nós dominá-lo. Tem que ser assim porque o pecado faz separação entre nós e Deus (cf. Isaías 59.2). Por isso devemos orar para que Deus não nos deixe cair em tentação. A queda rompe o bom relacionamento com o Espírito Santo que em nós habita. Na corrida olímpica quem não pula os obstáculos será desclassificado, mesmo se chegar em primeiro lugar. Na corrida cristã nunca correremos bem se tivermos o pecado como nosso treinador. 2. Positivamente falando: a. Devemos correr com perseverança Alguém disse com acerto que "a persistência é a alma da conquista". Nada que seja verdadeiramente útil nesta vida é adquirido sem perseverança. Se queremos fazer bem feito e atingir os nossos objetivos na vida, então temos que trabalhar ao ponto de exaustão. Esta idéia de trabalho ao ponto de exaustão é muito comum em Paulo, veja por exemplo, I Coríntios 9.24-27. Quando o atleta olímpico estava disputando a corrida com seu adversário, ele colocava toda força no enrijecimento de seus músculos. As dores também eram terríveis, superadas somente pelo ideal de vencer. Na corrida cristã, meu amigo, o lema é vencer ou vencer. Não há lugar para perdedores no reino dos céus. Garanta o seu lugar porque Deus não correrá por você. É verdade que Ele nos capacita, nos incentiva, etc., mas a corrida é nossa. Deus não correrá por mim e nem por você. O escritor sagrado é claro nisso quando diz com o imperativo verbal, "corramos"! Corramos com perseverança a carreira que nos está proposta. b. Olhando firmemente para Jesus O modo correto para se correr bem é exatamente este: "Olhando firmemente para Jesus". Eu diria que aqui está a parte mais importante da corrida. E por que? Porque quando nós corremos olhando firmemente para Jesus não há tempo para ocupações triviais da vida e muito menos tempo para pecar. Corremos com confiança. Além disso, voltamos o nosso olhar para Aquele que é o maior vencedor e maior incentivador da corrida cristã. Jesus é, por assim dizer, o torcedor principal no estádio, pois somente Ele é o nosso Autor e Consumador da nossa fé. E o que isso quer dizer? Quer dizer que como Autor Jesus "preparou o caminho da fé com triunfo diante de nós, abrindo assim um caminho para os que O seguem". Como Consumador da fé Ele é "o completador e aperfeiçoador; no sentido de levar uma obra até o fim, não por decurso de prazo". Enquanto estivermos correndo olhando para Jesus estaremos garantindo nossa vitória nas olimpíadas da fé. Que Deus faça de você um grande campeão e vencedor em Cristo Jesus. Amém! EVANGELISTA ROBÉRIO OLIVEIRA.
“ESTA MENSAGEM IRÁ LHE MOSTRAR ALGO QUE COM CERTEZA VOCÊ PRECISA SABER, PARA EDIFICAR SUA VIDA”.(TRÊS PASSOS PARA A VITÓRIA) TEXTO: II Crônicas – 20:17 14. Então veio o Espírito do SENHOR, no meio da congregação, sobre Jaaziel, filho de Zacarias, filho de Benaia, filho de Jeiel, filho de Matanias, levita, dos filhos de Asafe, 15. E disse: Dai ouvidos todo o Judá, e vós, moradores de Jerusalém, e tu, ó rei Jeosafá; assim o SENHOR vos diz: Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão; pois a peleja não é vossa, mas de Deus. 16. Amanhã descereis contra eles; eis que sobem pela ladeira de Ziz, e os achareis no fim do vale, diante do deserto de Jeruel. 17. Nesta batalha não tereis que pelejar; postai-vos, ficai parados, e vede a salvação do SENHOR para convosco, ó Judá e Jerusalém. Não temais, nem vos assusteis; amanhã saí-lhes ao encontro, porque o SENHOR será convosco. Ø INTRODUÇÃO Esta é uma passagem conhecida de todos os cristãos, principalmente pelo v.20, quando o Rei Josafá diz “crede no Senhor vosso deus e estareis seguros, crede em vossos profetas e prosperareis”, não é linda esta palavra, tão sábia, mas sabe como tudo isso começou, eu vou lhes contar a luz da palavra de Deus. Alguns homens fofoqueiros, daqueles que gostam de dar má notícia, chegam para o rei Josafá e dizem que vem vindo uma grande multidão contra ele e outra coisa, eles já estão perto, acho que nem vai dar tempo do senhor preparar o seu exército, a coisa ta preta, e acho que vai piorar. O negócio foi tão ruim, tão feio, tão grave, que o rei Josafá teve medo (v.3). Muitas vezes criticamos pessoas que tiveram medo, mas o medo é um bom sentimento quando este sentimento lhe faz tomar a atitude certa, pois uma pessoa que não tem medo acaba tomando os pés pelas mãos; mas preste atenção eu falo do medo de errar, não do medo em que o torna tímido. O medo que o rei Josafá teve o fez buscar ao Senhor, o que muitos de nós não fazemos, pois na hora do medo começamos a chorar, e a dizer que Deus nos esqueceu; que bobeira irmão vai ler a bíblia! (Is-45:15). Mas para chegar a vitória contra os inimigos devemos ter consciência de que a bíblia é o único manual de vitórias para o cristão, onde se atentarmos para as palavras que ali estão, certamente chegaremos ao êxito. Por isso nesta mensagem quero frisar, ou colocar em evidência as atitudes que o rei Josafá tomou sob a direção do Espírito Santo, pois sem o Espírito Santo você sempre tomará a pior atitude, mas no caso de Josafá foi diferente, seus passos levaram todo o povo a se deliciar de uma vitória aparentemente impossível aos olhos humanos. Por isso a bíblia nos trás uma mensagem que desejo compartilhar com você amigo leitor, a qual já nos foi revelada e começa mais ou menos assim: “nesta sua batalha não terás que pelejar; postai-vos, ficai parados e vede o livramento que o Senhor vos concederá, Judá e Jerusalém. Não temais, nem vos assusteis; amanhã saí-lhes ao encontro, porque o Senhor está convosco”. Ø JOSAFÁ – REI DE JUDÁ O rei Josafá ou Josafat que significa “Jeová é Juiz” foi o quarto rei de Judá e reinou durante vinte e cinco anos. Josfá era filho de Asa e Azuba. Durante o reinado de Josafá houve grande combate à idolatria em Judá, pois destruiu os altos, ou seja, os locais de adoração a imagens, também quebrou as estátuas, e outros pseudos deuses. Josafá conquistou Edom e fez reformas militares, políticas e religiosas em seu reinado. Como natural conseqüência, sob o mandado de Josafá o Reino do Sul prosperou política e religiosamente. Durante o seu reinado, também houve aliança com o rei Acabe, de Israel, na batalha contra os sírios, onde o Acabe acabou por ser morto, e também alcançou se com o rei Acazias, para que se construíssem barcos que fossem a Társis pegar ouro, mais foi repreendido pelo profeta Jeú, que disse: “Porquanto te aliastes com os que aborrecem ao Senhor, o senhor despedaçou as tuas obras”. Assim os navios se quebraram, e não chegaram a Tarsis. Posteriormente seu filho Jorão reinou em seu lugar. Josafá morreu no ano 848 a.C, conduziu a seu povo na luta contra a idolatria em todos seus aspectos. Por sua íntima associação com ao reis malvados e ímpios de Israel, todavia, foi severamente admoestado por vários profetas, mas sempre se mostrou arrependido e sobe obedecer a Deus. Ø A BATALHA CONTRA MOABITAS E AMONITAS Os Moabitas e Amonitas novamente fizeram uma colisão e se levantaram para atacar o reino de Judá (II Cr,20:10) e o rei Josafá se lembra que Deus os havia poupado no passado e agora estes que foram poupados se levantaram para destruir Judá. Ao saber que o inimigo estava se aproximando o rei Josafá teve medo, o que não foi ruim, e assim decidiu tomar algumas atitudes, e é triste saber que mesmo vendo a chegada do perigo e com muito medo existem pessoas que ainda assim não tomam atitude alguma. Então quando Josafá proclamou o jejum, os povos de todas as cidades de Judá responderam imediatamente. Na nova corte do templo, o próprio rei conduziu a oração, reconhecendo que Deus lhes havia entregado a terra prometida, manifestando sua presença no templo dedicado nos dias de Salomão, e prometido a liberação se prostrassem humildemente diante dEle. Nas simples palavras "não sabemos o que faremos; porém os nossos olhos estão postos em ti", Josafá expressou sua fé em Deus, quando concluiu sua oração (2 Cr 20.12). Como seria bom se todos nós ao nos aproximarmos de uma peleja declarada tivéssemos a humildade que teve Josafá em reconhecer 1que nada sabemos e nada podemos, mas que nossos olhos estão fixos no Senhor que fez os céus e a terra. Mediante Jaaziel, um levita dos filhos de Asa, a assembléia recebeu a certeza divina de que inclusive sem ter de lutar eles veriam uma grande vitória. A isso eu chamo de fé, pois eles deveriam acreditar em algo que aos olhos humanos era impossível. Em resposta, Josafá todos se inclinaram e adoraram a Deus, enquanto os levitas, audivelmente, louvavam ao Senhor. Na manhã seguinte, o rei conduziu seu povo pelo deserto de Tecoa e os alentou a exercer sua fé em Deus e nos profetas (II Cr, 20:20) que neste caso era Jeaziel (Observado por Deus). Cantando louvores a Deus, o povo marchava contra o inimigo. As forças inimigas foram lançadas numa terrível confusão e se massacraram uns aos outros, e isso aos olhos de todo o povo. Ao final da vitória vem o recolhimento dos despojos, e pasme você mas o povo de Judá empregou três dias em recolher o botim e os despojos de guerra, ou seja, o ouro e a prata e toda as riquezas dos inimigos mortos. No quarto dia, Josafá reuniu seu povo no vale de Beraca, para uma reunião de ação de graças, reconhecendo que só Deus lhes havia dado a vitória. Numa marcha triunfal, o rei os conduziu a todos de volta a Jerusalém. O temor de Deus caiu sobre as nações dos arredores quando souberam desta miraculosa vitória. Josafá de novo tornou gozar de paz e quietude. Ø OS TRÊS PASSOS PARA UMA VITÓRIA VERDADEIRA Agora vamos aprender com quem já viveu o caso, como realmente se deve fazer para chegar a uma vitória como essa. Uma vitória que se tem sem ter que lutar. Como realmente nós que cremos em um Deus tão grande e maravilhoso podemos fazer para que vivamos em nossas vidas momentos tão marcantes. Com certeza você neste momento deseja piamente uma vitória dessas e ao ler estas linhas seu coração vislumbrou uma saída para seu dileto problema. Então deixe de ser uma pessoa medíocre, ou seja, a baixa da média, e levante a cabeça e busque a quem pode lhe dar uma vitória em momentos que suas forças já se foram. § PRIMEIRO PASSO - JEJUM No versículo 3, a bíblia relata que o rei Josafá teve medo da multidão de inimigos que vinham contra ele e este medo lhe fez buscar ao Senhor, e por temer ao Senhor ele toma a primeira atitude, a atitude que todo líder deveria tomar, Josafá apregoou um jejum em Judá. Não foi um jejum superficial como muitos hoje inventam, dizendo que pode se comer somente legumes, ou um tal de jejum parcial, o que na verdade não é bíblico, pois o jejum deve ser jejum. O jejum significa abdicar-se do corpo, buscar o que vem de cima, o jejum bíblico é inutilizar as vontades da carne e buscar o alimento espiritual. Foi o que o rei Josafá viu, que o povo precisava deixar a carne de lado e alimentar o espírito. Hoje muitos cristãos mais parecem mendigos espirituais diante de Deus, tendo um espírito raquítico diante de Deus, e se você está espiritualmente raquítico, você não tem condições de receber uma vitória. O pior é que existem pastores por aí dizendo e ensinando um jejum de Daniel, só pode comer verdura, ou o jejum parcial que não come, mas pode beber água. Quero te dizer uma coisa jejum é jejum e pronto. Precisamos nos abdicar das coisas desse mundo, deixarmos de nos alimentar do que vem apenas a satisfazer o corpo e que na verdade está matando a alma e consequentemente acaba por nos afastar da presença do Espírito Santo de Deus. Eu tenho andado por aí, e vendo que o mundo esta entrando na Igreja, e deveria ser ao contrário, a igreja está sendo influenciada pelas festas e costumes mundanos e já deixou a muito tempo de ser o diferencial. Vejo festas chamadas Gospel acontecendo dentro das igrejas que são idênticas as festas mundanas. Bem que um jejum do mundo iria bem agora para a igreja! § SEGUNDO PASSO – A ORAÇÃO Do versículo 4 a 13, o rei Josafá chama todo o povo a orar ao Senhor, e começam a clamarem ao Deus verdadeiro, dizendo ao Senhor a afronta dos inimigos em tentarem contra os eleitos de Jeová. Amados, lembrem-se de que Deus não desampara os seus, mas nunca desvie seus olhos do Senhor, veja que no versículo 12, na oração eles reconhecem que são incapazes contra tão grande inimigo, e se mostram dependentes de Deus. A oração termina com uma frase que devemos orar todos os dias, “Porém os nossos olhos estão postos em Ti”. É disto que precisamos. Eu digo sempre que um carro novo com o tanque de combustível vazio não te levará a lugar nenhum, e assim é o crente que não ora, pois a oração é o combustível que move a vida daqueles que a pratica, mas a oração a Deus. Queremos chegar a lugares altos sem nunca termos orado, e isso jamais acontecerá. Queremos viver milagres sem a prática da oração e isso também não acontecerá, por isso devemos saber da importância da oração. Outra característica da oração é a intimidade. Um relacionamento verdadeiro e fortalecido é baseado na comunicação, e a oração é sem dúvida o único sintoma de um relacionamento com o Eterno Deus de Israel. Se a igreja não ora, ela jamais vivenciará os grandes milagres de Deus. É por isso que a cada dia que se passa menos milagres acontecem nos cultos que realizamos, pois nos reunimos para pedir, buscar, alcançar, tomar posse de coisas que farão nossas miseráveis vidas melhores, ao invés de adorarmos pela simples razão de amarmos ao Senhor Eterno. Já não há mais cultos de oração, mas shows gospel, Arraia gospel, culto da vitória, culto da libertação e outros mais, mas culto de oração já não mais se vê. Eu ouvi um pastor dizer a seguinte frase: “Se você quiser saber se uma igreja é grande, vá a seu culto de domingo. Mas se você quiser saber se uma igreja tem poder, vá a seu culto de oração!”, e eu não vejo mais cultos de oração onde o povo se reúne para simplesmente ter um relacionamento forte com Deus de Israel, o Eterno Senhor verdadeiro. § TERCEIRO PASSO – O LOUVOR Após terem, todo o povo jejuado, orado ao Senhor, no versículo 14 vem a resposta de Jeová, e como sempre usando um profeta, Jeová chama o povo e diz, “não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão, pois a peleja não é vossa, senão do Senhor”. Era a palavra de Deus, porém o rei nos mostra que havia mais um passo antes do canto da vitória e nos vs.20 e 21, o povo levanta bem cedo pela manhã e ouve a palavra do rei que ordenou cantores para o Senhor, para que louvassem ao Eterno, dizendo “louvai ao Senhor, porque a sua benignidade dura para sempre”. No v.22 diz que ao tempo que começaram a louvar ao Senhor, Jeová pôs emboscada contra os inimigos que se alto destruíram uns aos outros, sem ser preciso o povo de Judá e de Jerusalém levantar uma arma. Louvar a uma divindade significa declarar amor, prestar adoração, isso é cultuar a Deus. Precisamos verdadeiramente louvar a Deus, não nos descabelarmos diante de um cantor ou cantora gospel, devemos sim tirar os pés do chão para saltarmos diante do Eterno. Sejamos sinceros! A igreja se encheu de “palhaços de picadeiro”, pois eles sobem nos púlpitos e querem apenas divulgar seus CD, e é só você convidar um desses cantores e veja quanto eles cobram para louvar a Deus. Um verdadeiro absurdo, pois agora louvar a Deus tem preço. Amados irmãos, não me julguem, mas avaliem suas atitudes e vejam se de vossas bocas estão partindo o verdadeiro louvor, e não que Deus precise de ser louvado, pois em toda a bíblia não encontrei um só versículo que diga que Deus procura ser louvado, mas aprendi que Ele procura verdadeiro adoradores, e nisso eu vejo que a igreja está cheia de falsos adoradores. Precisamos louvar ao Senhor pelo simples motivo de o amarmos pelo que Ele é e não pelo que Ele pode fazer em nossas vidas, eu creio que se Ele me abençoar eu o louvarei e o amarei para sempre e se Ele não me abençoar eu também continuarei a amá-lo e a adorá-lo por toda minha vida, pois Ele é Deus, o Senhor poderoso e maravilhoso. Ø CONCLUSÃO A promessa do Senhor, dada através do profeta Jaaziel, serve de conforto para crentes de todas as épocas que enfrentam situações de desesperança: Não temais, nem vos assusteis...Pois a peleja não é vossa, senão de Deus. O jejum é simplesmente uma indicação externa de uma sinceridade interna. O clamor, que é a oração do cristão na mais escura noite da sua experiência é: “Senhor, não sei o que fazer, mas sei que posso contar com a tua ajuda”. A palavra Judá significa “louvor”, pois o ato de louvar mostrava a confiança de que Jeová iria entrar realmente com a providência, pois Deus reina entre o povo e faz grandes coisas em seu favor. EV.ROBÉRIO OLIVEIRA